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                  <text>PROGRAMA DE GESTÃO DA INFORMAÇÃO E DE PESSOAS EM
PERSPECTIVA SISTÊMICA E ACADÊMICA NA REDE DE
BIBLIOTECAS DA UNESP: 2001 - 2004

Eixo temático:
Gerenciamento Organizacional de Bibliotecas Universitárias

Mariângela Spotti Lopes Fujita*
cgb@marilia.unesp.br
Maria Constância Martinhão Souto*
msouto@marilia.unesp.br
Maria Ferraz Souto**
mferraz@reitoria.unesp.br

* UNESP/Coordenadoria Geral de Bibliotecas
Avenida Vicente Ferreira, 1278 – Maria Izabel
17515-901 Marília - SP Brasil
** UNESP/Coordenadoria Geral de Bibliotecas
Alameda Santos, 647 10. andar
Cerqueira César
01419-901 São Paulo – SP Brasil

�1

Programa de Gestão da Informação e de Pessoas em
Perspectiva sistêmica e Acadêmica na Rede de
Bibliotecas da Unesp: 2001 - 2004

Resumo : A gestão de informação e de pessoas em unidades e redes de informação
necessita da participação efetiva do todo, a partir do Planejamento Estratégico para clareza,
identidade e definição de objetivos e metas comuns. O foco principal do Planejamento
Estratégico foi a Gestão Participativa, com a proposta de se obter e utilizar os novos
produtos e serviços, bem como capacitar a equipe para garantir a eficácia na
disponibilização dos mesmos. Considera Gestão Participativa, a integração entre o Órgão
Coordenador e a Rede de Bibliotecas com a comunidade acadêmica e administrativa. A
Coordenadoria Geral de Bibliotecas da Unesp, órgão responsável pelo funcionamento
sistêmico das vinte e três bibliotecas que compõem a sua Rede, espalhadas em dezesseis
cidades do Estado de São Paulo, desenvolveu a partir de 1999 um Programa de Ação em
perspectiva sistêmica e acadêmica, que resultou no Planejamento Estratégico 2001 – 2004.
As diretrizes do Planejamento Estratégico foram definidas a partir de revisão da literatura,
necessidades e exigências do usuário, aquisição e utilização das inovações tecnológic as
disponíveis no mercado, plano anual das atividades das Bibliotecas da Rede e experiência
acadêmica na Universidade. Como resultado da implementação do Planejamento
Estratégico obtém-se a modernização e adequação das Bibliotecas à realidade da
Sociedade do Conhecimento, através da adoção de padrões internacionais de excelência
para os serviços e produtos oferecidos, e conscientização e comprometimento da Rede de
Bibliotecas, para que racionalize e compartilhe recursos na Rede local e com outros
sistemas de informação nacionais e internacionais. Conclui-se que o alcance dos resultados
atende às reais necessidades da comunidade científica e acadêmica, permitindo que a
Universidade atinja seus objetivos de ensino, pesquisa e serviços de extensão, em benefício
da Sociedade.

�2

Introdução
Considerando a biblioteca universitária dentro do seu contexto mais amplo – a
Universidade ou a Instituição de Ensino Superior – é importante compreender que sua
gestão não poderá estar desvinculada do meio -ambiente acadêmico e sua cultura. Neste
ambiente sabe-se que o principal insumo é o conhecimento e por isso a informação é uma
das principais demandas de uma comunidade de pessoas que possuem conhecimento e o
compartilham incessantemente para promover a geração de mais conhecimento a ser
registrado e divulgado.
A dinâmica dessa comunidade possui seus próprios canais de comunicação formais e
informais instituídos por condicionantes acadêmicos para estabelecer seus próprios meios
internos e externos de validação do conhecime nto. Assim, temos os Programas de PósGraduação com a pesquisa geradora de conhecimento, validada pelo corpo de docentes
credenciados que orientam e que avaliam; os Grupos de Pesquisa que desenvolvem
pesquisas, cuja validação é feita por interlocução com seus pares externos; o ensino de
Graduação, cujos conteúdos curriculares são continuamente validados por colegiados
internos sob princípios da legislação vigente. Enfim, é um organismo vivo, um
agrupamento de pessoas em permanente interação com atividades específicas.

Em seu contexto, a biblioteca universitária é um sistema de informação que é parte de um
sistema de informação acadêmico, mas, por outro lado, integra sistemas de informação
locais, regionais, nacionais e internacionais. Essa condição expõe a biblioteca universitária
a um contexto social, político e econômico também amplo e, atualmente, em processo
acelerado de mudanças face ao fenômeno da Globalização.

Nessa perspectiva, a biblioteca universitária poderá atender mais adequadamente a
demanda de informação dessa comunidade ao incluir-se como participante desse processo
interativo com uma gestão estratégica e participativa e passar a refletir em seu
planejamento estratégico a visão sistêmica e acadêmica efetiva e atuante, de fato e de
direito.
O momento atual vivido pelos Sistemas de Informação exige o estabelecimento de um
Programa de Gestão de Informação e de Pessoas, que considere a cultura da Instituição

�3

acadêmica, inserindo-a na Sociedade da Informação, resultado da Globalização vivida pela
humanidade.

A gestão estratégica e participativa com pessoas em perspectiva sistêmica
Todo o contexto e ambiente da biblioteca universitária vistos sob enfoque sistêmico são
bastante abrangentes por conta da Universidade ter uma função social que transcende seus
limites institucionais. Tachizawa et al. (2001, p.55) entende que o enfoque sistêmico
permite ver a instituição como um macrosistema aberto interagindo com o meio ambiente.
O meio ambiente, através do enfoque sistêmico, servirá como base para a definição de
cenário provável de longo prazo para a definição de objetivos institucionais e suas
estratégias. (TACHIZAWA et al., 2001, p.55)
A Universidade promove a construção de conhecimento através da pesquisa, e realiza, por
meio dos conteúdos curriculares, o contato do aluno com o conhecimento já construído. A
construção de conhecimentos através da pesquisa é, antes de tudo, o pensar de forma
crítica e com liberdade acadêmica. O conhecimento construído em pesquisa é difundido e
ampliado no ensino (e vice-versa) e socializado na extensão, contexto em que novamente
receberemos subsídios que impliquem criação de novos conhecimentos.

Tudo isso, de

forma contínua, em um contexto dinâmico, onde, naturalmente, convivemos com os
elementos que põem em funcio namento o processo de construção de conhecimentos: a
reflexão e a discussão sobre os saberes teóricos e metodológicos e a motivação para a
busca de soluções, ainda que parciais e temporárias para problemas existentes em nosso
mundo a cada contribuição da C iência.

As funções básicas da biblioteca universitária derivam dessa dinâmica social que, em um
movimento circular, fornecem insumos para sua própria continuidade.

Dentro dessa

dinâmica, visualizamos as funções de:

• Armazenagem do conhecimento: desenvolvimento de coleções, memória da produção
científica e tecnológica, preservação e conservação;
• Organização do conhecimento: qualidade de tratamento temático e descritivo que
favoreça o intercâmbio de registros entre bibliotecas e sua recuperação;

�4

• Acesso ao conhecimento: a exigência de informação transcende o valor, o lugar e a forma
e necessita de acesso. Por isso devemos pensar não só em fornecer a informação, mas
possibilitar o acesso simultâneo de todos.

Para o desempenho dessas três funções, rapidamente podemos inferir que há necessidade
da existência de requisitos, tanto por parte da infra-estrutura física e de materiais quanto
dos profissionais:

ü pessoas com conhecimento teórico-prático
ü visão sistêmica para uma gestão estratégica
ü política de rede e sistema de informação
ü tecnologia de comunicação de dados para conexão com outros sistemas de
informação

Os dois primeiros requisitos dizem respeito às pessoas com o conhecimento teórico-prático
e sua contínua interação. Os dois últimos requisitos estão atrelados às condições materiais
e políticas da instituição em seu meio ambiente e servirão para facilitar a interação com o
meio-ambiente.

O enfoque sistêmico nos permite observar um cenário composto pela inserção da biblioteca
universitária em um meio ambiente acadêmico com ampla função social, no qual as
pessoas são os principais valores, porque são portadoras de conhecimento e agentes da
geração e consumo de conhecimento.

Em qualquer contexto, o que provoca mudanças e realiza atividades são as pessoas. As
pessoas se envolvem e dão algo de si mesmas. “Modernizar edifícios, fábricas, máquinas e
equipamentos, tecnologias, matérias-primas, produtos e serviços somente tem sentido
quando se faz isso tudo através das pessoas...” (CHIAVENATO, 1997, p.xii). Portanto, é
estratégico gerenciar a biblioteca universitária com a participação das pessoas que
integram o meio ambiente para que elas sejam os sujeitos ativos da gerência.

A gestão estratégica numa organização pode ser entendida como o conjunto de
decisões tomadas previamente acerca do que deve ser feito a longo prazo.

�5

Gestão, em síntese, é pôr em prática uma estratégia, tanto no nível microssocial
quanto no nível macrossocial, ou seja, operacionalmente, as estratégias devem
direcionar a gestão da organização. (TACHIZAWA et al., 2001, p.61)

Nesse modo participativo, a gerência realiza -se numa forma de democracia de consenso
em que “...prevalece o resultado das negociações entre todas as partes, incluindo também a
vontade das minorias e de todas as partes envolvidas.” (CHIAVENATO, 1997, p.62)

Nesse caminho, estamos absorvendo parte das propostas teórico-metodológicas da
administração participativa e da administração estratégica. Entretanto, o foco da proposta
que se faz presente, constitui-se nas pessoas integrantes dos micro e macrosistema e sua
interação.

Dirigindo esse foco no ambiente da biblioteca universitária, estamos considerando a
Universidade como o macrosistema que se constitui com seus docentes, pesquisadores,
alunos e servidores técnic o-administrativos, as pessoas que realizam as atividades de
ensino, pesquisa e extensão com o objetivo de geração e disseminação de conhecimentos.
A biblioteca universitária, como microsistema, constitui-se como sistema de informação
dotado de infra-estrutura física de armazenagem, organização e recuperação de
conhecimentos e de pessoas que realizam as atividades técnicas e administrativas.
Ações de gestão estratégica, tais como: criação de Grupos de Metas, Grupos de Trabalhos,
Comissões, Listas de Discussões, Publicações de Portarias, Reuniões Periódicas, dentre
outros, com representatividade dos três segmentos da Universidade, docente, discente e
administrativo, proporcionaram a interação dessas pessoas que formaram parcerias para o
alcance de objetivos mútuos.

Tais ações da gestão estratégica e participativa resultaram no planejamento estratégico
contido no Programa de gestão da informação e de pessoas em perspectiva sistêmica e
acadêmica na rede de bibliotecas da UNESP: 2001 – 2004.
Planejamento estratégico da Coordenadoria Geral de Bibliotecas da Unesp

�6

Em janeiro de 2001, toma posse o novo Reitor da Unesp. A cada quatro anos muda-se a
cúpula dirigente da Universidade (Reitor, Vice-Reitor, Pró-Reitores, Assessores). Em toda
gestão, pressupõe-se a elaboração de um planejamento estratégico de todos os setores, que
se coadunem entre si e com a política adotada pelos administradores, visando o enfoque e
funcionamento sistêmico do órgão.

É necessário que haja uma efetiva interação das

propostas adotadas e da tomada de decisões para que a Universidade atinja plenamente os
objetivos a que se propõe, baseado no tripé: ensino, pesquisa e extensão à comunidade;
mantendo o nível de excelência e qualidade em prol da sociedade que a mantém.

Uma

das

finalidades

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em

dezesseis diferentes cidades do Estado de São Paulo, com características, necessidades e
expectativas próprias e peculiares, não só do ponto de vista de necessidades
informacionais, como também de exigências e carências econômico-sociais regionais. Isto
se constitui em grande desafio a ser vencido.

Procurou-se, então, com o planejamento

estratégico transformar essas dificuldades/diferenças em oportunidades de ações.

As

diferenças haviam de ser respeitadas, consideradas e transformadas em soluç ões
específicas. O planejamento estratégico deveria ter uma base comum, padronizada, porém
adaptado às especificidades de cada Unidade universitária.

Ações propostas pela Coordenadoria
Considerando a perspectiva sistêmica e acadêmica de gestão participativa e transparente,
algumas ações foram propostas e concretizadas, ou se encontram em andamento através
do:
• Estabelecimento da Missão da Coordenadoria Geral de Bibliotecas da Unesp, definida
pela sua equipe, em consonância com os objetivos da Universidade:

Propiciar uma efetiva interação entre a Rede de Bibliotecas, o meio acadêmico e
Instituições congêneres Nacionais e Internacionais, através de ações conjuntas,
facilitando a comunicação entre os vários segmentos da Universidade, visando à
democratização da informação em benefício da Sociedade (UNIVERSIDADE
ESTADUAL PAULISTA. Coordenadoria Geral de Bibliotecas. Programa de
Gestão ..., 2001, p.1)

•

Estabelecimento da Missão da Rede de Bibliotecas, decidida em Fórum de Diretoras
Técnicas da Rede de Bibliotecas de Bibliotecas:

Disponibilizar a informação, apoiando as atividades de ensino, pesquisa e
extensão, contribuindo para a melhoria de vida do cidadão (UNIVERSIDADE
ESTADUAL PAULISTA. Coordenadoria Geral de Bibliotecas. Programa de
Gestão ..., 2001, p.1)

�11

(

Instituição de execução de Plano e Relatório Anuais de Atividades
dos três Grupos que compõem a Coordenadoria:

- Grupo

de

Apoio

Técnico

Especializado,

responsável

pela

Assessoria à Coordenação no Planejamento e Gerenciamento
da Rede;
- Grupo

de

Automação,

encarregado

pelo

processo

e

gerenciamento da automação das rotinas das bibliotecas,
bem

como

pelo

seu

funcionamento

em

redes

locais

e

remotas;
- Grupo

de

Formação

e

Desenvolvimento

de

Coleções,

incumbido de dotar as bibliotecas de recursos informacionais;

(

Instituição de execução de Plano e Relatório Anuais de Atividades das
vinte

e

três

Bibliotecas

que

compõem

a

Rede

de

Bibliotecas,

estabelecidos oficialmente pela publicação da Portaria 471/99.

É importante ressaltar o quanto os Planos e Relatórios Anuais de
Atividades da Rede de Bibliotecas forneceram subsídios e embasaram o
Planejamento

Estratégico

da

Coordenadoria.

Essas

ferramentas

permitiram mapear, analisar e avaliar o potencial das bibliotecas, o que
possibilitou que se propusessem metas a serem cumpridas com vistas à
modernização e ao funcionamento sistêmico das Bibliotecas da Rede,
em âmbito da Unesp e com sistemas de informação externos.

( Articulação administrativa e acadêmica

Proposta de mecanismos que fornecessem subsídios e condições que
possibilitassem e facilitassem a articulação da Rede de Bibliotecas,
integrando-a no contexto da Universidade, mais precisamente com o
meio acadêmico e administrativo.

Para tanto, a partir de 1999,

�12

estabelece-se

uma

mudança

na

política

de

atuação

da CGB que

implanta uma gestão participativa e transparente, ouvindo-se todas as
Unidades e aproximando e envolvendo-as com os meios acadêmico e
administrativo.

As ações adotadas de articulação administrativa e

acadêmica podem ser classificadas em seis grupos principais:

- Relações pessoais para política administrativa: Instituição do
Fórum de Decisões com Diretores Técnicos de Bibliotecas,
Visitas Técnicas da Coordenação às Unidades, Participação
em Reuniões de órgãos colegiados, Reuniões, Contatos com
Diretores e Coordenadores de Áreas;
- Participação em Comissões Acadêmicas: Comissão Técnica de
Biblioteca e Comissão de Bibliotecas, instituídas pela Portaria
471/99, Comissão Supervisora (em fase de estudo);
- Comunicação:
integração

da

Listas

de

Discussão

Rede,

rompendo

as

que

possibilitam

barreiras

da

a

distância

geográfica e zerando o elemento tempo;
- Pesquisa avançada, com a criação de: Quatro grupos de
metas: (Consolidação das Novas Tecnologias, Verbas para
Material Bibliográfico e Aquisição Descentralizada, Articulação
Estratégica e maior Integração entre as Bibliotecas da Rede e
a

Coordenadoria

Geral

de

Bibliotecas

e

Valorização

de

Recursos Humanos); Grupos de Trabalhos; Parcerias com
Departamentos das Unidades Universitárias;

- Sistematização

e

divulgação

das

Rotinas:

Publicações

de

Normas e Portarias;
- Conscientização para a função e uso da Biblioteca Acadêmica:
Instituição de Datas Comemorativas (Semana Nacional da
Biblioteca e Dia do Livro, Recepção aos Calouros).

�13

( Experiência acadêmica na Universidade

Ao

ser

gerenciada,

a

partir

de

1999,

por

uma

biblioteconomista,

docente do Departamento de Ciência da Informação, com visão ampla
de

Universidade,

acadêmico,

possibilitou-se

beneficiando

e

uma

integração

completando

o

total

com

enfoque

o

meio

sistêmico

e

acadêmico da gestão participativa.

(

Aquisição

e

utilização

das

inovações

tecnológicas

disponíveis

no

mercado

Em 1995, a Coordenadoria Geral de Bibliotecas concentra esforços no
Projeto de Automação das Bibliotecas, iniciando suas atividades de
automação,
Bibliodata,
Cooperativa,

firmando convênio com a Fundação Getúlio Vargas –
que

permite

através

do

a

utilização

de

aproveitamento

recursos
de

da

registros

Catalogação
bibliográficos

prontos, visando a formação do Banco de Dados Bibliográficos da
Unesp.

Para que isso se concretizasse, fazia-se necessária a aquisição de
softwares e hardwares adequados às necessidades de automatização
dos processos operacionais das bibliotecas e que possibilitassem sua
operação em redes locais e remotas.

Com recursos obtidos nos Projetos INFRA I-IV, da FAPESP – Fundação
de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, foi possível que a Rede
de

Bibliotecas

e

a

Coordenadoria

formassem

o

seu

parque

computacional moderno e adequado às suas necessidades, bem como
adquirisse

softwares

avançados

e

de

ponta,

viabilizando

a

implementação do Projeto de Automação da Rede, que era exigido pela
sua comunidade acadêmica e científica, insatisfeita com o processo

�14

manual vigente que dificultava a recuperação e acesso à informação,
bem como a participação em sistemas de informação similares, em
nível nacional e internacional.

( Software ALEPH-500

Em 1997, decidiu-se pela aquisição do software ALEPH-500, tendo em
vista as vantagens oferecidas, tais como:

ü atendimento às necessidades técnicas e custo/benefício,
ü compatibilidade com outros sistemas,
ü compartilhamento de recursos informacionais

O software permitiu que as vinte e três bibliotecas passassem a se
utilizar

da

funções

mesma

locais,

facilitando

e

metodologia

possibilitando

reduzindo

os

operacional
uma

custos

automatizada

intercomunicação
das

atividades

para

as

permanente,

de

integração,

coordenação e treinamento de pessoal.

( Software SCAD

Um dos serviços desenvolvidos entre as Bibliotecas da Rede Unesp é a
Comutação Bibliográfica, que consiste no fornecimento a seus usuários
de

cópias

xerográficas,

em

sua

grande

maioria

de

artigos

de

publicações periódicas, independente de onde ele ou a publicação se
encontrem fisicamente, permitindo assim, o acesso a toda coleção
existente

nas

bibliotecas

componentes da Rede que, apresentavam

alguns desafios a serem superados, como:
ü morosidade,
ü atraso

na

processamento,

obtenção

da

informação

referente

ao

�15

ü desatualização de informações,
ü maior utilização de mão de obra,
ü falta de relatórios e estatísticas.
Diante disto e visando não só uma melhoria na qualidade do serviço,
como também torná-lo mais ágil e produtivo, foi adquirido o software
SCAD desenvolvido pela BIREME, permitindo assim a automatização do
gerenciamento do serviço de Comutação dentro da Rede de Bibliotecas
da Unesp, resultando nas seguintes vantagens:

³ agilização, otimização e aprimoramento na qualidade do
serviço,
³ precisão de dados no acompanhamento on-line dos pedidos,
³ maior satisfação do usuário,
³ agilidade na comunicação entre as bibliotecas,
³ eliminação das tarefas na operacionalização do serviço,
³ elaboração de relatórios e estatísticas,
³ envio de pedidos de fotocópias via fax ou Ariel, dispensando
o serviço de malote.

Com

a

implantação

do

sistema

de

acompanhamento

on-line

da

comutação, onde o próprio usuário cadastrado faz seu pedido de artigo
de

revista,

tese,

capítulos

de

monografias,

a

Unesp

superou,

parcialmente, um de seus maiores problemas: a dispersão geográfica.

( Software ARIEL

Assim como o software SCAD, o software ARIEL foi adquirido para que o
Serviço

de

Comutação

das

bibliotecas

da

Rede

Unesp,

buscasse

precisão, qualidade e agilização no envio e recebimento de documentos.

�16

Por se tratar de um software para transmissão de documentos, via
internet, o mesmo permite o envio de documentos independente de
onde

o

solicitante

ou

a

publicação

se

encontrem

fisicamente,

viabilizando assim, o acesso a toda coleção existente nas Bibliotecas da
Rede Unesp e em outras bibliotecas do país ou exterior que disponham
do software.

A utilização do software resultou nas seguintes vantagens:

³ agilização, otimização e aprimoramento na qualidade do
serviço, obtenção da informação em tempo real,
³ maior satisfação do usuário,
³ resposta automática/acesso direto,
³ minimização de falta de recursos humanos envolvidos no
processo de comutação,
³ compartilhamento
acesso

direto

de

aos

maiores

acervos

informações,

de

instituições

através

do

nacionais

e

internacionais,
³ economia

de

recursos

por

evitar

a

duplicação

de

assinaturas, e despesas de correio
³ sistema mais rápido e eficaz na qualidade e precisão dos
dados.

Considerações finais

Com a implantação do Planejamento Estratégico, constatou-se:

0 que

foi

iniciado

para

vencer

desigualdades,

modernizar

e

adequar as Bibliotecas da Rede Unesp à realidade da Sociedade
do Conhecimento, na qual o insumo
de produção é a informação;

determinante dos meios

�17

0 sua consolidação através dos produtos e serviços que a Rede
de Bibliotecas oferece, bem como na satisfação dos usuários
que às vezes se deslumbram ou mesmo se assustam com a
grande gama de ofertas do mercado e anulação de distância
geográfica e do conceito tempo;
0 que cumpre a sua missão à medida em que se assiste à
participação

conjunta

de

vários

setores

da

Universidade

e

estabelecimento de parcerias com o meio externo, resultando
nas redes de cooperação.

Pode-se afirmar que o avanço obtido é o resultado de uma gestão
participativa implantada pela atual gestão, na qual é indiscutível a
importância de ações interativas no desenvolvimento do trabalho em
equipe que levam à tomada de decisões globais,
máximo

individualismos

e

casuísmos

na

evitando-se ao

busca

de

soluções

padronizadas, e respeitando-se as peculiaridades de cada Biblioteca.

Assim, o grande desafio a ser enfrentado no século XXI pela Rede de
Bibliotecas da Unesp é a modernização harmônica e contínua de suas
Bibliotecas, num contexto que disponibiliza a todo momento inovações
tecnológicas

que

afetam

os

produtos

e

serviços

oferecidos

pelos

sistemas de informação.

Para tanto, o enfoque sistêmico não pode ser esquecido, para não
prejudicar a geração e transferência do conhecimento e as novas
tecnologias

devem

ser

utilizadas

visando

a

democratização

socialização do conhecimento com vistas a servir bem a sociedade.

REFERÊNCIAS

e

�18

CHIAVENATO,

I.

Gerenciando

pessoas:

o

passo

decisivo

para

a

administração participativa. 3.ed.rev. ampl. São Paulo: Makron Books,
1997. 257p.

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T.,

FERREIRA,

V.C.P.,

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A.A.M.

Gestão

com

pessoas: uma abordagem aplicada às estratégias de negócios. Rio de
Janeiro: FGV, 2001. 261p.

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UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA. Coordenadoria Geral de
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2001a. 15p. (Documento interno).
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA. Coordenadoria Geral de
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estratégico: 2001-2004. Marília: Unesp, 2001b. 17p. (Documento interno).

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1996. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) – Universidade Federal de Santa
Catarina, Centro Tecnológico.

�19

FERREIRA, A. et al. Administração participativa. In: ______. Gestão empresarial de
Taylor aos nossos dias . São Paulo: Pioneira, 1998. p.128-145.
TACHIZAWA, T., ANDRADE, R.O.B.

Gestão de instituições de ensino.

Rio de

Janeiro: FGV, 1999. 278p.
MAXIMIANO, A.C.A. Teoria Geral da administração: da escola científica à
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�</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: Bibliotecas universitárias: espaços de (r) evolução do conhecimento e da informação.</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Programa de gestão da informação e de pessoas em perspectivas sistêmica e acadêmica na Rede de Bibliotecas da UNESP: 2001-2004.</text>
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