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REPOSITÓRIOS DIGITAIS E SUA COLABORAÇÃO PARA
DISSEMINAÇÃO DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA DA GRADUAÇÃO
PETINARI, V. S.1

RESUMO
Aborda-se a comunicação científica e discute-se a disseminação da informação por
meio de repositórios digitais de acesso livre. Avalia-se na visão dos graduandos,
egressos e docentes do Curso de Ciência da Informação da Faculdade de
Biblioteconomia da PUC-Campinas o uso e a aplicabilidade dos repositórios digitais
de acesso livre para disseminação do conhecimento científico e o quanto seu uso
concretiza uma novidade na área. Utiliza-se como método pesquisa científica de
caráter exploratório e aplica-se questionário como instrumento da coleta de dados.
Tem-se como resultado que os docentes consideram pertinente a disponibilidade
das monografias em meio digital e que há interesse da comunidade acadêmica a
estoques informacionais por meio dos repositórios digitais. Conclui-se que, embora
ainda não seja uma prática, o uso de repositórios digitais de acesso livre de
monografias para a comunidade de sujeitos pesquisada, apresenta-se como uma
nova ferramenta para disseminação da comunicação científica na área da Ciência
da Informação.
Palavras-chave: Repositório digital. Comunicação científica. Ciência da Informação.

ABSTRACTS
It is presented scientific communication and it is discussed the information
dissemination by means of digital repositories of free access. It is evaluated in the
point of view of undergraduate, graduated and professors of the Course of
Information Science of the College of Library Science of the Pontifical University
Catholic of Campinas the use and the applicability of the digital repositories of free
access for dissemination of the scientific knowledge and all that its use makes a
novelty real in the area. It is used as the method scientific search of exploratory
character and it is applied as instrument of the collection of data questionnaires
structuralized. He has yourself as resulted that the professors consider pertinent the
availability of the monographs in digital way and that there is interest of the
academic community in having access to informational contents by means of the
digital repositories. It is concluded that, even so it is not a current practice the use of

�2

digital repositories of free access of monographs for the community searched,
presented as a new tool for dissemination of the scientific communication in the area
of Information Science.
Keywords: Digital repository. Scientific communication. Information Science.

1 INTRODUÇÃO
No contexto brasileiro, a produção científica da área de Ciência da
Informação concentra-se nas quarenta e duas escolas de biblioteconomia e nos
nove programas de pós-graduação, mas ainda é pequeno o grupo de pesquisadores
da área, sendo sua produção concentrada nas universidades públicas e privadas
que mantêm programas de pós-graduação e no Instituto Brasileiro de Ciência e
Tecnologia (IBICT), entidade governamental que trata da informação científica
brasileira (LEITE; MÁRDERO ARELLANO; MORENO, 2006).
Observa-se que o acesso digital a essa produção científica ainda é
limitado, mesmo havendo a Portaria nº 13, de 15 de fevereiro de 2006 da Fundação
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que
constitui a obrigatoriedade das Instituições de Ensino Superior (IES) em divulgar de
forma digital as teses e dissertações produzidas pelos programas reconhecidos de
doutorado e mestrado.
Com relação à disponibilidade percebe-se que quando o assunto é tratado
sob a ótica da graduação e de seus trabalhos de conclusão de curso (TCCs) ou
monografias o acesso torna-se mais limitado, pois quase não há iniciativas nesse
sentido.
Sabe-se que as monografias depois de concluídas e apresentadas a uma
banca examinadora, as mesmas tornam-se mais uma coleção, no suporte papel, nas
prateleiras das bibliotecas acadêmicas. Por meio dessa ação, as IES disponibilizam
os conteúdos à comunidade acadêmica, porém, seria mais interessante se essas
coleções tivessem a mesma disponibilidade das teses e dissertações em meio
digital.

�3

2 COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA E REPOSITÓRIOS DIGITAIS DE ACESSO LIVRE
Garvey (1979 apud PEDRINI, 2005, p.19) conceitua o processo de
comunicação científica como sendo “um conjunto de atividades relacionadas à
produção, disseminação e uso da informação” e envolve coleta de informações,
armazenamento, divulgação de pesquisas e resultados das investigações,
contribuindo para que a informação produzida pela comunidade científica alcance o
maior número possível de interessados no mesmo assunto, sendo a mesma
validada e aprovada pelos pares.
Dentro de estrutura de comunicação científica, identificou-se que as
monografias de conclusão de curso enquadravam-se nos canais informais, pois o
acesso é restrito e são fontes primárias, sendo as mesmas também classificadas
como literatura cinzenta, ou seja, “usada para designar documentos não
convencionais

e

semipublicados,

produzidos

nos

âmbitos

governamental,

acadêmico, comercial e da indústria” (GOMES; MENDONÇA; SOUZA, 2000, p. 97).
Conforme Severino (2000, p. 128) o termo monografia designa “um tipo
especial de trabalho científico. Considera-se monografia aquele trabalho que reduz
sua abordagem a um único assunto, a um único problema, com um tratamento
especificado“.

Reforçando tal citação e a própria prática da Faculdade de

Biblioteconomia (FABI) da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCampinas), Marconi e Lakatos (2001, p. 151) mencionam que “a monografia é o
primeiro passo da atividade científica do pesquisador. Algumas faculdades exigem
que seus alunos, para obtenção de grau, realizem um trabalho cientifico de final de
curso, ou seja, a monografia”.
Observa-se que o trabalho monográfico vai ao encontro de algumas
finalidades da educação superior do Brasil, mencionadas na Lei de Diretrizes e
Bases da Educação (LDB) nº 9.394 de 1996, a saber:
I. Estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito
científico e do pensamento reflexivo;
III. Incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica,
visando o desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e
difusão da cultura, e, desse modo, desenvolver o entendimento do
homem e do meio em que vive;
IV. Promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e
técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o

�4

saber através do ensino, de publicações ou de outras formas de
comunicação (SOUZA; SILVA, 1997, p. 71).

Essas finalidades também confirmam o quanto à publicação da produção
científica e acadêmica é fundamental para o desenvolvimento da maturidade e da
experiência científica iniciante dos acadêmicos.
Oliveira e Noronha (2006) mencionam a comunicação científica eletrônica
como sendo uma nova categoria em prol da comunicação científica, pois a mesma
estabelece-se por canais eletrônicos possuindo tanto as características informais
quanto formais da comunicação científica.
Nota-se com isso que a comunicação científica ampliou sua forma de
disponibilizar a informação, ganhando um perfil híbrido - do tradicional ao eletrônico e certamente com esse novo perfil novos produtos e serviços vêm surgindo, entre
eles os repositórios digitais de acesso livre.
Viana; Márdero Arellano e Shintaku (2005, p. 3) definem repositórios
digitais como “uma forma de armazenamento de objetos digitais que tem a
capacidade de manter e gerenciar material por longos períodos de tempo e prover o
acesso apropriado”.

Os repositórios digitais, também denominados pela

comunidade científica como e-prints, surgiram como alternativas ao tradicional
sistema de comunicação científica (KURAMOTO, 2006).
Observam-se algumas categorias de repositórios digitais de acesso livre,
como o caso do repositório digital temático que pode ser entendido como aquele que
armazena documentos científicos por área do conhecimento. Sabe-se que no Brasil
há repositórios temáticos que podem ser acessados por meio do Diálogo Científico
(DICI) do IBICT. Esses repositórios foram classificados a partir da tabela de áreas do
conhecimento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
(CNPq) que foi dividida em nove grandes áreas e suas sub-áreas (VIANA;
MÁRDERO ARELLANO, 2006).
Existe o repositório digital institucional que segundo Lynch (2003 apud
Leite; Costa, 2006, p. 213) “é um conjunto de serviços que a universidade oferece
aos membros de sua comunidade, visando ao gerenciamento e disseminação dos
materiais digitais criados pela instituição e pelos membros de sua comunidade”.

�5

Também há os open archives de acesso público, que são definidos como:
Diretórios existentes em um computador que estão abertos para o
acesso via File Transfer Protocol (FTP) ou HiperText Transfer
Protocol (HTTP), armazenando uma coleção de séries de artigos ou
uma coleção de dados sobre artigos armazenados em outro local
(SENA, 2000, p. 72).

Segundo Sena (2000); Triska e Café (2001) o conceito de arquivos
abertos teve seu marco consolidado na Convenção de Santa Fé realizada no Novo
México, em 1999. Durante a Convenção foram discutidos e definidos os critérios a
serem estabelecidos para o desenvolvimento de um serviço universal de autoarquivamento executado pelos próprios pesquisadores referente aos seus trabalhos
acadêmicos.

Entre os critérios foram destacados três princípios considerados

principais: auto-arquivamento, revisão entre os pares e interoperabilidade.
Leite, Márdero Arellano e Moreno (2006, p. 84) mencionam que “os
arquivos/repositórios de acesso livre, baseados em arquivos abertos, são
interoperáveis e, por esta razão, podem ser acessados por diversos provedores de
serviços disponíveis em nível nacional e internacional”. São arquivos que reúnem eprints das diversas áreas do saber e que são abertos à consulta pública, bem como
à publicação automatizada dos trabalhos por parte dos pesquisadores (SENA,
2000).
Um repositório digital de acesso livre e aberto “exerce simultaneamente o
papel de produtor, editor e biblioteca” (WEITZEL; FERREIRA, 2005, p. 5). Para
esses autores a proposta de e-prints ultrapassa as redes e sistemas que
armazenam estoques informacionais, pois permite o uso, a construção e a
disseminação de um novo conhecimento registrado ainda in loco (WEITZEL;
FERREIRA, 2005).
Comparando os repositórios digitais de acesso aberto com o sistema
tradicional de comunicação científica observa-se que os mesmos podem ser mais
eqüitativos e eficientes para a disseminação da informação científica (SENA, 2000).

�6

3 MÉTODO
O estudo consistiu em uma pesquisa científica de caráter exploratório que
contribuiu para uma reflexão sobre o conhecimento, a atitude e a prática dos sujeitos
com relação a repositórios digitais de acesso livre de monografias na área de
Ciência da Informação. O universo de sujeitos da pesquisa totalizou 130, sendo: 32
graduandos matriculados em 2007 no oitavo período; 79 egressos das turmas de
2001 a 2003 e 19 docentes, todos vinculados ao Curso de Ciência da Informação
com habilitação em Biblioteconomia da FABI da PUC-Campinas.
Para a coleta de dados foi solicitado a IES autorização para realização
desta pesquisa e utilizados como instrumento para coleta de dados três
questionários distintos para cada categoria de sujeitos, estruturados com perguntas
fechadas e abertas, sendo que algumas perguntas foram feitas às três categorias e
enviados de forma individual para os endereços eletrônicos dos sujeitos.

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES
Para apresentação e tabulação dos dados foram agrupadas nas mesmas
tabelas

as

respostas

(freqüências)

das

três

categorias

de

sujeitos,

independentemente do total de cada categoria, de modo a permitir melhor leitura,
interpretação e discussão dos dados. Apesar dos valores de freqüência dos grupos
de sujeitos apresentarem-se diferentes para os questionamentos, os mesmos
representam apenas indícios e não se pode afirmar incidência maior ou menor sobre
as categorias de sujeitos sem que sejam feitos testes de hipótese estatísticos
aplicáveis a estes tipos de variáveis e características amostrais.
Tabela 1 - Sujeitos da pesquisa por categoria
Categorias de Sujeitos

Questionários
Enviados
32

Questionários
Respondidos
21

Respostas
em %
65,6

Egressos

79

40

50,6

Docentes

19

10

52,6

Total dos Sujeitos da Pesquisa

130

71

54,6

Graduandos

�7

O total de sujeitos que responderam a pesquisa foi de 71, correspondendo
a 54,6% dos pesquisados, sendo 21 graduandos, 40 egressos e 10 docentes.
Tabela 2 - Utilização da coleção de TCCs da Biblioteca da FABI pelos graduandos
Opções
não utilizavam
utilizavam
Total

Freqüência

%

03
18
21

14,3
85,7
100%

Identificou-se que a maioria dos graduandos utilizava à coleção de TCCs
do curso, dado já esperado, uma vez que todos estavam em fases de
desenvolvimento de projetos ou monografias de final de curso. Constatou-se que
dos 18 graduandos que utilizavam à coleção, 13 consideraram que a disponibilidade
da coleção em formato impresso era ruim, pois nem sempre o TCC que o graduando
procurava estava disponível para consulta ou empréstimo. Alguns graduandos
também comentaram que muitas vezes o material estava desaparecido e que o
número de exemplares era insuficiente.
Tabela 3 - Conhecimento dos egressos sobre a disponibilidade de suas monografias
Opções

Freqüência

%

não disponíveis na biblioteca

03

7,5%

disponíveis na biblioteca

28

70,0%

não sabiam

09

22,5%

Total

40

100%

Constatou-se que 09 egressos não sabiam informar se as suas
monografias estavam catalogadas na biblioteca da FABI da PUC-Campinas e
somente 03 disseram que suas monografias não estavam disponíveis. Isso pode
representar que esses egressos foram aprovados na disciplina de TCC, mas seus
trabalhos não obtiveram notas médias iguais ou superiores a sete. Tal critério de
nota consta no Artigo 26, do Regimento de TCC em Ciência da Informação na PUCCampinas e determina que o TCC não seja incluído na coleção de TCCs da FABI.

�8

Tabela 4 - Conhecimento sobre a existência da biblioteca digital de teses e dissertações
do Sistema de Bibliotecas e Informação (SBI) da PUC-Campinas
Opções

Graduandos

Egressos

Docentes

Freq.

%

Freq.

%

Freq.

%

não sabiam da biblioteca digital

04

19,0

15

37,5

02

20,0

sabiam da biblioteca digital

17

81,0

25

62,5

08

80,0

Total

21

100%

40

100%

10

100%

Observou-se que houve freqüência considerável nas três categorias de
sujeitos que não tinham conhecimento da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações
do SBI da PUC-Campinas. Essas freqüências poderiam ser considerados
reveladores e importantes para o SBI, por se tratar de um produto oferecido
recentemente à comunidade, isto porque a biblioteca digital foi implementada no
primeiro semestre de 2007, provavelmente cumprindo as exigências da Portaria n.
13, de 15 de fevereiro de 2006.
Tabela 5 - Definição de repositório digital
Opções

Graduandos

Egressos

Docentes

Freqüência

%

Freqüência

%

Freqüência

%

concordaram

09

42,9

31

77,5

05

50,0

discordaram

00

0,0

03

7,5

00

0,0

não sabiam

12

57,1

06

15,0

05

50,0

Total

21

100%

40

100%

10

100%

Percebeu-se que somente 03 egressos discordaram da citação que define
repositório digital como “uma forma de armazenamento de objetos digitais que tem a
capacidade de manter e gerenciar material por longos períodos de tempo e prover o
acesso apropriado” (VIANA; MÁRDERO ARELLANO; SHINTAKU, 2005, p. 3).
Notou-se por meio dos comentários dos sujeitos certa insegurança dos
mesmos quando na definição constou “capacidade de manter e gerenciar material
por longos períodos de tempo e prover o acesso apropriado”. A dúvida dos sujeitos
foi de que a infra-estrutura tecnológica é que deveria garantir capacidade de manter
estoques informacionais por longos períodos de tempo. Os repositórios digitais e

�9

profissionais seriam responsáveis por gerenciar materiais e prover o acesso
apropriado, com ajuda das TICs que garantiriam a interoperabilidade.
Tabela 6 - Conhecimento sobre Repositório Digital de Acesso Livre
Opções

Graduandos

Egressos

Docentes

Freq.

%

Freq.

%

Freq.

%

03

14,3

09

22,5

02

20,0

18

85,7

31

77,5

08

80,0

21

100%

40

100%

10

100%

nunca ouviram falar de repositório
digital
já ouviram falar de repositório
digital
Total

Notou-se, por meio das freqüências, que as três categorias de sujeitos
responderam nunca terem ouvido falar em repositórios digitais de acesso livre.
Verificou-se que são quantidades baixas, entretanto, são resultados a serem
observados, pois a grade curricular do curso apresentou disciplinas como Fontes e
Redes de Informação Especializada; Educação do Usuário, Disseminação da
Informação; entre outras, que buscam discutir tendências e apresentam produtos e
serviços passíveis de inovação à unidade de informação.
Tabela 7 - Colaboração de um repositório digital de acesso livre
Opções

Graduandos

Egressos

Docentes

Freqüência

%

Freqüência

%

Freqüência

%

concordaram

18

85,7

39

97,5

09

90,0

discordaram

01

4,8

00

0,0

01

10,0

não sabiam

02

9,5

01

2,5

00

0,0

Total

21

100%

40

100%

10

100%

As freqüências confirmam a colaboração de um repositório digital de
acesso livre para disseminação da informação. Tais resultados vêm ao encontro de
uma das justificativas deste trabalho que também foi respaldada nas orientações e
definições de Mueller (2006, p. 5) quando disse que “os repositórios institucionais
têm o objetivo de permitir e estimular o acesso à produção da universidade, sendo o
acesso aberto a todos os interessados”.

�10

Tabela 8 - Consenso no pensamento dos sujeitos da pesquisa sobre a importância em
disponibilizar a Produção Científica
Opções

Graduandos

Egressos

Docentes

Freqüência

%

Freqüência

%

Freqüência

%

concordaram

17

81,0

31

77,5

07

70,0

discordaram

01

4,8

01

2,5

02

20,0

não sabiam

03

14,3

08

20,0

01

10,0

Total

21

100%

40

100%

10

100%

Observou-se que a categoria dos docentes foi a que mais discordou da
citação, isto é, dois. Já as categorias de graduandos e egressos foram as que mais
responderam que não sabiam se havia ou não consenso.
De modo geral, identificou-se por meio dos comentários que as três
categorias de sujeitos mencionaram preocupação com relação a disponibilizar
estoques informacionais na Internet, pois na visão dos mesmos, os responsáveis por
essa disponibilidade, deveriam garantir qualidade e confiabilidade das informações
disponibilizadas.
Tabela 9 - Monografia de final de curso versus produção científica avaliada
Opções

Graduandos

Egressos

Docentes

Freqüência

%

Freqüência

%

Freqüência

%

concordaram

18

85,7

32

80,0

06

60,0

discordaram

02

9,5

05

12,5

03

30,0

não sabiam

01

4,8

03

7,5

01

10,0

Total

21

100%

40

100%

10

100%

Notou-se que a grande maioria das três categorias de sujeitos concordou
com a afirmação de que a monografia de final de curso poderia ser considerada
produção científica avaliada e aprovada pelos seus pares, uma vez que a mesma é
desenvolvida com a orientação de um professor e posterior análise e julgamento de
pesquisadores da área por meio de uma banca examinadora.
Constatou-se que a visão dos sujeitos corresponde com a revisão de
literatura, no que tange que, a monografia é “um tipo especial de trabalho científico”

�11

(SEVERINO, 2000, p. 128) e que “é o primeiro passo da atividade científica do
pesquisador” (MARCONI; LAKATOS, 2001, p. 151).
A questão da avaliação pelos seus pares foi confirmada confrontando os
comentários dos sujeitos com o regimento da disciplina de TCC do curso, pois nele
constava que o aluno deveria elaborar individualmente o TCC sob a orientação de
um professor, e ser submetido à avaliação de uma banca examinadora composta
por três membros (professor-orientador; um professor que poderia ser orientador
temático e outro professor ou profissional de reconhecida capacidade com ou em
vínculo empregatício com a PUC-Campinas).
É importante observar que essa avaliação ocorre sob a ótica acadêmica,
por meio de um regimento interno do curso especificamente para a disciplina de
TCC, diferentemente da produção científica publicada em periódicos científicos das
várias áreas do conhecimento, pois neste caso os conteúdos (artigos) são
submetidos a avaliadores, revisores e editores.
Tabela 10 - Pertinência, na visão dos docentes, em disponibilizar a produção científica da
graduação em um repositório digital de acesso livre
Opções

Freqüência

%

considerou pertinente

08

80,0%

não considerou pertinente

01

10,0%

não sabiam

01

10,0%

Total

10

100%

Observou-se que a maioria dos docentes, oito, considerou pertinente
disponibilizar a produção científica da graduação (monografias) em um repositório
digital de acesso livre.
Tabela 11 - Disponibilidade de TCCs em algum repositório digital de acesso livre
Opções

Graduandos

Egressos

Freq.

%

Freq.

%

tinham interesse ou depositaram os TCCs

14

66,7

01

2,5

não tinham interesse ou não depositaram os TCCs

07

33,3

39

97,5

Total

21

100%

40

100%

�12

Notou-se que 14 dos graduandos tinham interesse em depositar seus
TCCs. Entretanto, apenas 01 egresso mencionou ter depositado sua monografia em
um repositório digital de acesso livre.
Observou-se que a forma de depósito coincidiu com a revisão de literatura,
isto é, auto-arquivamento.
Tabela 12 - Produção cientifica da graduação e possibilidades de novos produtos e
serviços
Opções

Graduandos

Egressos

Docentes

Freqüência

%

Freqüência

%

Freqüência

%

concordaram

19

90,5

37

92,5

09

90,0

discordaram

00

0,0

01

2,5

00

0,0

não sabiam

02

9,5

02

5,0

01

10,0

Total

21

100%

41

100%

10

100%

Percebeu-se que as opiniões dos sujeitos da pesquisa atreladas à
situação atual da instituição, corresponderam com a revisão de literatura, pois a IES
ainda não usufrui amplamente de um repositório digital institucional. Confirmou-se
possibilidade do SBI oferecer novos produtos e serviços pelo por meio de um
repositório digital.

5 CONCLUSÃO
Notou-se que, embora os sujeitos não tivessem muita compreensão e
distinção entre bibliotecas digitais e repositórios digitais, o acesso on-line a estoques
informacionais foi considerado interessante e confirmou-se a sua aplicabilidade para
armazenamento, compartilhamento, disseminação e recuperação do conhecimento
científico, pois havia demanda de interesse da comunidade científica para o acesso
digital aos TCCs.
Verificou-se que a coleção de TCCs da biblioteca da FABI era utilizada
pelos alunos do último ano do Curso de Ciência da Informação, resultado
considerado favorável e desejável uma vez que todos encontravam-se em fase de
desenvolvimento de projetos ou monografias de final de curso, embora

�13

comentassem que há poucos exemplares disponíveis. Essa dificuldade mencionada
pelos graduandos com relação à coleção impressa reforça a possibilidade de criação
de um repositório digital institucional para disseminação das monografias.
Os resultados apontaram que os docentes do Curso de Ciência da
Informação consideraram pertinente a disponibilidade da produção científica da
graduação (monografias) em um repositório digital de acesso livre embora exista
preocupação relacionada à confiabilidade e credibilidade das informações por meio
dos repositórios digitais de acesso livre foi notada.
Considerou-se que, embora ainda não seja uma prática, em especial pelos
egressos, o uso de repositórios digitais de acesso livre de monografias para a
comunidade de sujeitos pesquisada, apresenta-se como uma nova ferramenta para
disseminação da comunicação científica na área a Ciência da Informação.

REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Educação. Portaria nº 13, de 15 de fevereiro de 2006.
Institui a divulgação das teses e dissertações. Diário Oficial [da União], n. 35,
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006.
GOMES, S. L. R.; MENDONÇA, M. A. R.; SOUZA, C. M. de. Literatura cinzenta. In:
CAMPELLO, B.S.; CENDÓN, B. V.; KREMER, J. M. (Org.). Fontes de informação
para pesquisadores e profissionais. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2000, p. 97-103.
KURAMOTO, H. Informação científica: proposta de um novo modelo para o Brasil,
Ciência da Informação, Brasília, v. 35, n. 2, p. 91-102, maio/ago.2006. Disponível
em: &lt;http://www.ibict.br&gt;. Acesso em: 20 out. 2006.
LEITE, F.C.L.; COSTA, S. Repositórios institucionais como ferramentas de gestão do
conhecimento científico no ambiente acadêmico. Perspectiva em Ciência da
Informação, Belo Horizonte, v. 11, n. 2, p. 206-219, maio/ago. 2006. Disponível em:
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em: &lt;http://eprints.rclis.org/view/conftitle/&gt;. Acesso em: 20 abr. 2007.

__________________
1

Valdinéa Sonia Petinari, Universidade Estadual de Campinas, val@ceb.unicamp.br.

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Aborda-se a comunicação científica e discute-se a disseminação da informação por meio de repositórios digitais de acesso livre. Avalia-se na visão dos graduandos, egressos e docentes do Curso de Ciência da Informação da Faculdade de Biblioteconomia da PUC-Campinas o uso e a aplicabilidade dos repositórios digitais de acesso livre para disseminação do conhecimento científico e o quanto seu uso concretiza uma novidade na área. Utiliza-se como método pesquisa científica de caráter exploratório aplica-se questionário como instrumento da coleta de dados. Tem-se como resultado que os docentes consideram pertinente a disponibilidade das monografias em meio digital e que há interesse da comunidade acadêmica a estoques informacionais por meio dos repositórios digitais. Conclui-se que, embora ainda não seja uma prática, o uso de repositórios digitais de acesso livre de monografias para a comunidade de sujeitos pesquisada, apresenta-se como uma nova ferramenta para disseminação da comunicação científica na área da Ciência da Informação.</text>
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