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O NOVO MODELO DE BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA: CENTRO DE
RECURSOS PARA EL APRENDIZAJE Y LA INVESTIGACIÓN (CRAI)
serviços, características e organização
CASTRO FILHO, C. M.1

RESUMO
Com o advento da globalização o processo do ensino superior passa por mudanças e o
desenvolvimento das bibliotecas universitárias deve estar inserido neste contexto. O
modelo CRAI contribui para o avanço das bibliotecas universitárias no sentido de arrojar
as características, os serviços e a sua organização. Utilizam-se as tecnologias de
informação e comunicação como meio de aprimorar o ensino e a aprendizagem para
facilitar a disseminação da informação para a comunidade acadêmica.
Palavras-chave: CRAI: serviços, características e organização. Biblioteca universitária

ABSTRACT
With the advent of globalization the process of higher education is going through
changes and development of university libraries should be inserted in this context. The
model CRAI contributes to the advancement of university libraries in order to throw the
characteristics, services and their organization. They use up the information and
communications technologies as a means to improve the teaching and learning to
facilitate the dissemination of information to the academic community.
Keywords: CRAI: services, features and organization. University library

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1 INTRODUÇÃO
A biblioteca universitária é considerada como um meio educativo,
indispensável para o desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem, que tem
como finalidade a formação de cidadãos, de informar e disponibilizar conhecimentos
técnicos e científicos para o aprimoramento da comunidade acadêmica e universitária,
como também estar inserida, ser participativa e interagir entre si e, principalmente, no
campo educacional.
Com os atuais paradigmas advindos das Tecnologias de Informação e
Comunicação, as bibliotecas universitárias se tornaram um espaço de construção do
conhecimento e de mediação, procurando desempenhar funções, bem como oferecer
produtos e serviços essenciais para melhorar o acesso à educação e a qualidade do
ensino-aprendizagem. A importância do instrumental da Tecnologia de Informação e
Comunicação está em fornecer a infra-estrutura para a melhoria de qualidade nas
relações da informação com os seus usuários; desta forma, as bibliotecas do ensino
superior devem obter esses instrumentos para a preparação de professores, para a
formação de pesquisadores e de profissionais das diversas áreas do conhecimento,
que procuram seus aprofundamentos teórico, cultural, científico ou tecnológico.
Segundo Delors (2003), nos países em desenvolvimento, os trabalhos de
pesquisa dos estabelecimentos de ensino superior fornecem a base essencial dos
programas de desenvolvimento, da formulação de políticas e da formação dos recursos
humanos, sendo que a Universidade deve ocupar o centro do sistema educativo e
cabem-lhe quatro funções essenciais:
a) Preparar para a pesquisa e para o ensino;
b) Dar formação altamente especializada e adaptada às necessidades
da vida econômica social; c) Estar aberta a todos para responder aos
múltiplos aspectos da chamada educação permanente, em sentido lato;
d) Cooperar no plano internacional.

Um dos meios de atender as funções citadas acima é a biblioteca
universitária dispor de um sistema de informação eficaz, um parque tecnológico de

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comunicação em rede e buscar a interação da sociedade com o desenvolvimento do
conhecimento e da informação.

2 BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
Neste início de século, a educação, o ensino e o aprendizado têm-se
destacado justamente pela introdução da reforma do ensino superior no Brasil e na
Europa. Com a mudança de diversos paradigmas nas últimas décadas, inclusive com o
advento da globalização - no que se inclui a informação, e a informatização das
informações, com a entrada da tecnologia -, as bibliotecas universitárias terão que
cumprir novos papéis e missões, que irão além do ensino-aprendizagem.
Para Anzolin e Sermann (2006, p.7) a biblioteca universitária pode ser
definida como aquela a que
atua em Instituições de ensino superior, como centros universitários,
universidades e faculdades. Tem por finalidade dar suporte
informacional, complementando as atividades curriculares dos cursos,
oferecendo recursos para facilitar a pesquisa científica. Sua missão é
prover informação para o ensino, a pesquisa e a extensão, de acordo
como a política, projeto pedagógico e programas da universidade a qual
está inserida. As diretrizes do ensino superior reforçam a necessidade
de participação ativa das bibliotecas em programas de ensino, pesquisa
e extensão.

Saber diagnosticar, analisar, escolher e gerenciar quais as atividades
prioritárias numa biblioteca universitária, requer a utilização de métodos e técnicas mais
adequadas para satisfazer o cliente final; é necessário que ela esteja envolvida no
desenvolvimento institucional, com espaço geográfico e cultural precioso, que
proporciona à sua comunidade o acesso ao novo. Se for acervo digital, residente ou online aumenta a preocupação com o aparato tecnológico; além de tê-lo, há a
preocupação em mantê-lo moderno, dinâmico e atualizado, para não se tornar um “ferro
velho sem condições de uso” (MIRANDA, 2006).
As bibliotecas universitárias, dentro da sua realidade, procuram atualizar-se
com o uso intensivo do que a rede proporciona, mas, infelizmente, ainda têm como

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principal barreira à falta de incentivos e recursos financeiros sejam elas da Instituição
particular ou pública, que as impedem às vezes de progredir tecnologicamente. Muitas
vezes, encontramos por parte da administração omissão nos problemas das bibliotecas,
acreditando que resolver é desembolsar recursos financeiros, sendo que, em algumas
às vezes com um pouco de criatividade ou, até mesmo, com parcerias os problemas
são resolvidos (MIRANDA, 2006).
Mais do que ver a biblioteca universitária como um organismo de difusão da
informação e não um mero depósito de informação, deve-se entendê-la como
prestadora de serviços a sua comunidade; neste sentido, de acordo com Dudziak
(2004, p.5), elas estão numa situação pouco favorável, pois a "pouca tradição, a
carência de recursos materiais, o despreparo no que tange ao ensino e à pesquisa,
escassez de recursos humanos qualificados, orçamentos limitados e desvinculados do
planejamento educacional da Instituição, ausência do planejamento bibliotecário"
acabam por destruir esta Instituição que requer um pouco mais de cuidado do governo
e da sociedade.
Contudo, as bibliotecas universitárias, de modo geral, desempenham seu
papel social ao atender às necessidades de informação de seus clientes, buscando
atuar como instrumentos de comunicação entre a informação e seu destino (cliente)
(CASTRO FILHO; VERGUEIRO, 2006). Por outro lado, as bibliotecas universitárias são
detentoras de informações imprescindíveis para a comunidade de pesquisadores,
professores e alunos, com espaços propícios para a recepção dos avanços das
Tecnologias de Informação e Comunicação (ANDRADE; JOB, 2004).
A respeito das Tecnologias de Informação e Comunicação, é certo que estas
afetam as atividades acadêmicas no que se refere ao ensino superior, e
conseqüentemente trazem mudanças à biblioteca universitária. Essas mudanças
ocorrem no âmbito estrutural (ênfase no atendimento, terceirização de serviços), no
financiamento, (como, por exemplo, em consórcios, visando à redução de custos nos
serviços), no suporte a programas de ensino à distância e, especificamente, no
atendimento à clientela (CUNHA, 2000).

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Desta forma, constata-se que a tecnologia é um fator existente na maioria das
bibliotecas universitárias, e cabe perguntar como estas são direcionadas para o seu
público e de que forma são consumidas, bem como questionar as possibilidades
dessas Instituições absorverem o custo-benefício da tecnologia existente.

São

questões relevantes para estudo e até para propor mudanças na formação dos novos
profissionais da informação. Quanto ao seu desenvolvimento, a biblioteca universitária
deve muito aos esforços dos profissionais da informação que nela atuam, procurando
exercer suas atividades de forma a adaptar-se às novidades que a sociedade lhe
apresenta.

3 CENTRO DE RECURSOS PARA EL APRENDIZAJE Y LA INVESTIGACIÓN – CRAI
O CRAI é um serviço universitário que tem como objetivo auxiliar os
professores e estudantes a facilitar as atividades de aprendizagem, de formação, de
gestão e de resolução de problemas seja técnicos, metodológicos e de conhecimento
ao acesso e uso da informação (AREA MOREIRA, 2005).
Como afirma Martinez (2004, p.98) “o novo modelo de biblioteca não tem
como centro o livro, e sim o sujeito”. Esta é a idéia do novo papel das bibliotecas
universitárias concebidas como centros de recursos: um serviço centrado sobre as
necessidades dos alunos, professores e pesquisadores da comunidade universitária.
Atualmente, na Espanha, está ocorrendo uma troca de paradigma quanto à
biblioteca universitária, não somente direcionada ao ensino-aprendizagem, mas sim a
todos os elementos que dão suporte. Com o advento das Tecnologias de Informação e
Comunicação, surgiram novas propostas de ensino-aprendizagem, e as bibliotecas,
logicamente, devem estar inseridas nesse processo. Isto acontece devido a três
convergências: a Europa, que propõe novos métodos de ensino-aprendizagem; a
tecnologia, com formatos e plataformas que se unem; e a parte da organização que
também propõe novas estruturas de gestão (BALAGUÉ MOLA, 2003).

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Esta nova visão está mais vinculada ao novo cenário educativo e toma como
referência, fundamentalmente, os centros de recursos para a aprendizagem, fundados
nos últimos anos em algumas Universidades inglesas, que buscaram integrar serviços e
recursos biblioteconômicos, tecnológicos, audiovisuais, sistemas de informação, criação
de materiais interativos e suporte aos docentes e discentes (MOSCOSO, 2003).
Neste novo contexto, é importante ressaltar que a compatibilidade de
sistemas, um desenho de políticas comuns e a configuração de verdadeiras redes e
plataformas, com independência do sistema informático utilizado, são essenciais para
que os serviços de informação atinjam a integração e interação em toda rede de
bibliotecas universitárias.
A biblioteca é entendida atualmente como um serviço de suporte à
Universidade e há de se transformar em um serviço estratégico chave que ajude e
facilite o corpo discente e docente a elucidar novas formas pedagógicas de
aprendizagem do novo século. Esse conceito de biblioteca está ligado justamente ao
modo de estruturar um CRAI.
Desse modo, deve-se compreender que a passagem da biblioteca
universitária atual para o CRAI está em processo de transformação, mediante as
Tecnologias de Informação e Comunicação, existindo uma influência nos serviços e
produtos biblioteconômicos e surgindo alguns novos cenários, como: a) as bibliotecas
híbridas (materiais impressos, eletrônicos e outros formatos); b) a realização de acordos
de cooperação (consórcios, aquisições compartilhadas por interesses comuns); c) a
adaptação das novas formas de estudar e de aprendizagem, como as necessidades de
troca de informação entre alunos e professores, que é o mais novo modelo de
aprendizagem centrado no conceito “aprender a aprender” ao longo da vida, que
implica em um novo paradigma para o bibliotecário e docente (DOMINGUEZ AROCA,
2005).
Com alguns desafios a mais, a biblioteca vai se converter em um centro
dinâmico e social do campus. A Universidade que trocar a biblioteca convencional pelo
CRAI deverá se preocupar com um novo desenho de espaços e serviços, para reunir

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outros produtos, serviços e pessoas que eram externos a biblioteca. Terá que se
preocupar também com equipar e mobiliar o espaço não só para livros, mas para
estações de trabalho, assegurando o acesso à informação digital, facilitar todo tipo de
hardware e software, ampliar o horário de abertura e principalmente definir uma nova
organização e gestão se unindo a novos procedimentos (MATÍNEZ, 2004)
Pode-se trabalhar essa questão de uma forma um pouco mais simples e dizer
que as bibliotecas universitárias que trabalham com projetos educacionais, com
produtos e serviços exclusivos para docentes e discentes, relacionando Tecnologias de
Informação e Comunicação, tornam-se bibliotecas mais expressivas, ou seja, CRAI.
Este novo modelo tem a possibilidade de centralizar todos os serviços
dispersos, alguns até duplicados, outros sem uso e muitos destes excessivamente
caros, de maneira que possam distribuir recursos e equipamentos que venham a
solucionar desequilíbrios tecnológicos nas Universidades.
Existem alguns objetivos estratégicos que podem validar um projeto do porte
de um CRAI; segundo Martínez (2004, p.103), eles são:
a) O CRAI deve facilitar aos estudantes uma experiência de
aprendizagem total, mediante interação dos livros, pessoas e tecnologia,
possibilitando a execução de projetos em conjunto com professores e
alunos. Para tanto deve dispor de espaços diferenciados para estudo
individual e em grupo para realizar seções de formação e resolução de
“cases” e apresentação de projetos. Todos os pontos do CRAI devem ter
acesso à rede, para que os usuários possam acessar seus “laptops” e
devem dispor de um sistema “wireless”;
b) O CRAI tem que possibilitar acesso a toda a informação e
documentação que o usuário necessite, de forma fácil rápida e
organizada;
c) O CRAI tem que programar o crescimento das coleções bibliográficas
com a integração de outros materiais e coleções, tanto em suporte de
papel como eletrônico;
d) O CRAI deve integrar todos os serviços da universidade que tenham
uma relação direta com o ensino-aprendizagem;
e) O CRAI deve poder organizar atividades curriculares e
extracurriculares das diferentes comunidades que integram o campus;
f) O CRAI tem que implementar e programar atividades acadêmicas,
eventos especiais, aproveitando a sua capacidade para facilitar a
experiência educativa, atingindo maior assistência do campus possível;
g) O CRAI deve priorizar os programas acadêmicos em sua
programação anual, mas não deve esquecer de deixar espaço destinado

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às atividades culturais, de estudantes e professores, como também as
de lazer e descanso;
h) O CRAI tem que dispor de serviços gerais, como também serviços
adaptados, personalizados segundo as necessidades dos usuários,
tanto em tempo completo como em tempo parcial;
i) O CRAI deve ser flexível, assumir e programar novos serviços e poder
abandonar os que não são mais significativos.

Antes de apresentar os serviços oferecidos pelo CRAI, deve-se elucidar
alguns pontos com relação ao grau de inovação de um CRAI diante da biblioteca
universitária tradicional, ou seja, perguntar aos próprios dirigentes se estão cumprindo
com as seguintes condições, de acordo com Area Moreira (2005).
Com relação à organização e gestão, o modelo de organização do CRAI
deve integrar principalmente serviços da biblioteca, produção de materiais, serviços
informáticos, apoio ao ensino-aprendizagem e formação permanente. E aqui,
justamente quando acontece a ruptura dos tradicionais modelos de distribuição espacial
e é onde se incorpora o trabalho em grupo, como seminários, salas de tutoriais, de
conferencias e de serviços complementares.
Com relação às Tecnologias de Informação e Comunicação, elas devem
existir de forma mais significativa do que a biblioteca universitária tradicional, uma vez
que os recursos tecnológicos são o elo entre o ensino e a aprendizagem, como também
de suporte para organização, difusão e acesso a recursos digitais e de materiais
interativos virtuais.
Quanto aos serviços e atividades de suporte eletrônico, devem se
oferecer no CRAI programas de apoio aos usuários com necessidades educativas
especiais e de educação à distância e de softwares específicos para os conteúdos de
ensino-aprendizagem (AREA MOREIRA, 2005).

3.1 Serviços
As bibliotecas universitárias oferecem alguns serviços tradicionais já há
algumas décadas e, com a implantação do CRAI, são inseridos alguns serviços
relacionados com ensino-aprendizagem e pesquisa. Alguns serviços podem variar de

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CRAI para CRAI, dependendo de sua direção, como também dos objetivos e missão da
Universidade.
De acordo com Martinez (2004, p.100), os serviços que podem ser inseridos
no CRAI, no contexto universitário atual, são:
a) serviços de informação geral e boas vindas da Universidade: esse serviço é
dirigido de forma geral aos estudantes como informações sobre as faculdades, o
campus e os cursos; informação sobre matrículas e outros procedimentos; informação
sobre professores; atos e novidades, como também sobre a cidade.
b) serviços de biblioteca: esses serviços são os comuns de uma biblioteca
universitária tradicional e mais os específicos de um CRAI, como: serviços para
aprendizagem dirigidos aos professores e estudantes implicados no ensino; serviços
biblioteconômicos para a pesquisa, dirigidos aos professores e estudantes envolvidos
em projetos de pesquisa de mestrado e doutorado e de formação continuada; serviços
biblioteconômicos digitais, dirigidos a todos os usuários virtuais.
c) serviços de suporte para a formação do professor: esses serviços são os que
passam a dar suporte aos professores sobre técnicas e métodos pedagógicos;
reciclagem de professores; serviço de identificação e acesso à informação; suporte às
estações de trabalho do CRAI; serviço de programação e inovação tecnológica; entre
outros.
d) serviços de criação e elaboração de materiais para docentes e multimídia:
esses serviços praticamente estão ligados ao professor dedicado especificamente ao
ensino, como: serviço de criação de materiais para os docentes em versão multimídia,
acessível on-line e pelas plataformas educativas digitais; serviço de laboratório de autoaprendizagem com estações de trabalho; Tecnologia de Informação e Comunicação e
programas informáticos para edição de materiais;
serviço de assessoramento criativo e desenvolvimento de projetos docentes; serviço de
criação de metadados.
e) serviços de laboratório de idiomas: direcionado aos estudantes com cursos de
inglês e outros idiomas; curso de idiomas com suporte presencial de professor

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especializado em curso on-line; auto-curso individual; conversação em grupo; serviço
de consultoria e assessoria.
f) serviços de busca ativa de emprego: esse serviço existe no CRAI de algumas
Universidades espanholas, como, por exemplo, na Politécnica da Catalunya, pois é um
serviço direcionado aos recém formados ou em fase de término do curso. Os alunos em
final de curso aprendem a elaborar um currículo, a realizar uma entrevista de trabalho;
técnicas de busca de emprego; serviços de orientação profissional; acesso de bases de
dados de empresas e busca de emprego pela internet.
g) serviços de aulas de estudo e reserva de salas: acesso a salas de estudos
durante 24 horas e acesso a salas de estudo em épocas de provas e períodos
extraordinários.
h) serviços de informática para os estudantes: serviço de identificação e acesso;
serviço de suporte a todas as estações de trabalho do CRAI; serviços de programação
e inovação tecnológica; serviço de segurança e manutenção; serviço de suporte ao
usuário virtual; serviço de empréstimo de notebooks; entre outros.
i) outros: serviço de publicação e edição da Universidade; acesso à consulta de todas
as publicações editadas pela Universidade, seja em papel ou eletrônica; serviço de
livraria e papelaria; serviço e material informático; serviços de salas equipadas com
Tecnologia de Informação e Comunicação; salas de aula com estações de trabalho com
Tecnologia de Informação e Comunicação para os cursos de doutorado, seminários,
apresentações de trabalho em grupo; serviço adicional de reservas de salas de aula por
semanas e meses; serviço de salas de trabalho, reuniões, exposições, debates e
apresentações; acesso a espaços destinados à socialização da vida universitária, da
escola, faculdade, do campus; serviço de restauração; espaço disponível para
descanso.

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3.2 Características
A respeito das características dos novos espaços de um CRAI e mediante os
fatores que possam a vir beneficiá-lo, aponta-se alguns novos conceitos e áreas que
estão surgindo no CRAI, que são:
a) edifício para aprender: é estar pensando nas diversas formas de aprendizagem
possíveis, tanto atuais como futuras. O usuário e as suas necessidades de
aprendizagem devem estar inseridos em cada um dos novos espaços do CRAI. É
importante que os bibliotecários e os projetistas dos espaços analisem as reais
necessidades dos usuários e definam as principais características dos espaços com
relação ao modo de aprender.
b) edifício acessível e central: deve estar localizado na parte central da Universidade
e de fácil acesso aos usuários e que possa ser utilizado durante o maior tempo
possível. Deve estar aberto o maior número de horas todos os dias da semana em
todos os turnos. É preciso ter também uma preocupação com sistema automatizado de
vigilância, já que é um local de grande transito de pessoas.
c) edifício tecnológico e digital: apostar nas Tecnologias de Informação e
Comunicação, principalmente com a inclusão da internet. Designar espaços de acordo
com as Tecnologias de Informação e Comunicação utilizadas, dispondo-os para o
usuário interno e externo. Utilizar o sistema WI-FI em todos os ambientes. Com os
serviços informatizados para os usuários, é necessário que os espaços físicos sejam
arquitetados, levando em consideração as necessidades do pessoal de apoio da área
de informática.
d) edifício aberto e flexível a outros serviços universitários: um edifício flexível que
seja adaptado às futuras necessidades da Universidade, designando espaços
multifuncionais, preocupando-se com a facilidade de manuseio e organização dos
materiais.
e) edifício emblemático, moderno e sustentável: deve ser um edifício que seja
representativo no campus da Universidade. Deve ser de arquitetura não só funcional,

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mas também atrativo com relação a sua imagem estética e que reflita uma imagem de
modernidade (MARTINEZ, 2004).

3.3 Organização
De acordo com a organização do espaço físico, encontramos três tipos de
CRAI: a) centralizado: todos os serviços estão localizados em um único edifício
universitário; b) descentralizado: os serviços estão localizados fisicamente em edifícios
distintos, ou seja, cada campus da Universidade tem a existência de um CRAI; c) misto:
é caracterizado por ter um CRAI localizado em uma única sede, mas com alguns
serviços dispersos (AREA MOREIRA, 2005).
O CRAI centralizado parece ser a opção mais adequada para as
Universidades recentes e pequenas, localizadas em um único campus; já as
Universidades mais antigas, que carecem de um espaço físico comum para os seus
centros, provavelmente necessitarão de um modelo descentralizado ou misto.
O CRAI é mais que um espaço físico virtual, pois dispõe de determinados
recursos relacionados à disseminação e organização da informação. Não é a forma que
se adota, mas sim a filosofia e a convergência dos serviços que presta. Seu motor são
as necessidades e demandas dos usuários e seu objetivo é a melhora da qualidade dos
processos de ensino-aprendizagem e da produção cientifica dos membros da
Universidade (AREA MOREIRA, 2005). No entanto, o CRAI só se justifica em uma
unidade de ensino a partir da interação dos corpos docentes, discentes e
administrativos e especial atenção das autoridades educativas das Universidades.
Deve ser integrado no plano estratégico da Universidade, como estratégia necessária
para a inovação e melhora da qualidade educativa da Instituição e como elemento que
facilitará a produção e disseminação da pesquisa que é gerada na Universidade.

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4 CONCLUSÃO
Uma mudança de paradigma de uma biblioteca convencional para o sistema
CRAI envolve um novo estilo de gestão por parte de toda comunidade acadêmica e
biblioteconômica, e também inclui todos os serviços da Universidade que tenham uma
relação direta com o ensino-aprendizagem, facilitando assim a interação dos
professores e pesquisadores com a aprendizagem, por meio de pessoas, tecnologia e
recursos de informação, proporcionando a validação do CRAI. Criar um CRAI não é
uma meta ou tarefa dos gerentes de biblioteca, mas sim de um conjunto de pessoas
das mais diversas profissões e principalmente dos dirigentes das Instituições
universitárias. É um momento importante para debater em conjunto sobre a
organização e gestão dos serviços que se presta para o ensino universitário.
O CRAI é muito mais que uma mudança de nome: o importante é a filosofia, o
conceito e o papel que se atribui ao espaço físico e virtual com relação aos serviços
para os seus usuários, vinculados com os processos de ensino-aprendizagem e
pesquisa da Universidade.

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global: reflexões e perspectivas. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
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�14

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__________________
1

Claudio Marconders de Castro Filho, Universidade de São Paulo (USP), Faculdade de Filosofia,
Ciências e Letras de Ribeirão Preto, claudiomarcondes@ffclrp.usp.br.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>O novo modelo de biblioteca universitária: Centro de Recursos para el Aprendizaje y la Investigación (CRAI) serviços, características e organização.</text>
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              <text>Com o advento da globalização o processo do ensino superior passa por mudanças e o desenvolvimento das bibliotecas universitárias deve estar inserido neste contexto. O modelo CRAI contribui para o avanço das bibliotecas universitárias no sentido de arrojar as características, os serviços e a sua organização. Utilizam-se as tecnologias de informação e comunicação como meio de aprimorar o ensino e a aprendizagem para facilitar a disseminação da informação para a comunidade acadêmica.</text>
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