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A INFORMAÇÃO CIENTÍFICA NA ROTINA DOS MÉDICOS RESIDENTES:
Residência em Oftalmologia do Hospital das Clínicas da Universidade
Estadual de Campinas
PEREIRA, J. D. S.

RESUMO
O presente trabalho teve como objetivo conhecer o comportamento do médico
residente em relação às necessidades de informação científica decorrentes da sua
rotina na conduta clínica. O estudo foi baseado na opinião de 28 dos 34 médicos
residentes de Oftalmologia da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), em
2007. Para a obtenção dos dados, optou-se por um questionário com a utilização de
duas técnicas: levantamento de dados e incidente crítico. Todos os residentes
pesquisados afirmaram que durante os últimos trinta dias, anteriores à resposta do
questionário, haviam consultado alguma fonte de informação relacionada ao
atendimento de pacientes. A decisão de procurar a informação necessária pode ser
impedida, para 23 (82%) dos residentes pela falta de tempo, para 17 (61%) pela
dificuldade em localizar documentos pertinentes. Entre as fontes de informação mais
procuradas estão: a coleção particular 19 (68%), seguido do médico supervisor 17
(61%). Para 25 (89%) dos residentes a informação encontrada contribuiu para
modificar ou esclarecer alguma decisão tomada anteriormente. Pôde-se detectar
que a informação científica é pouco utilizada na rotina médica desses profissionais.
Essa conclusão originou-se na verificação da escassa utilização e manejo
inadequado dos recursos informacionais disponíveis. Entretanto, também foram
identificadas uma real necessidade e vontade, por parte dos residentes
pesquisados, de possuir as diretrizes necessárias para o acesso adequado e
constante às fontes de informação especializadas.
Palavras-chave: Informação bibliográfica. Informação em saúde. Serviços de
informação. Informação em C&amp;T.

ABSTRACT
This study aimed to find out the behavior of the resident doctor regarding to scientific
information needs, resulted from their routine in clinical practice. The study was
based on the opinion of 28 out of 34 medical residents of Ophthalmology of the State

�2

University of Campinas (UNICAMP) in 2007. To obtain the necessary data, it has
been chosen a questionnaire using two techniques: data review and critical incident.
All residents interviewed said that over the last thirty days, prior to answer the
questionnaire, they had searched some kind of information source related to patients
care. The decision to seek the necessary information can be blocked, for 23 (82%) of
residents by the lack of time, for 17 (61%), by the difficulty of finding relevant
documents. Among the most demanded information sources are: the private
collection 19 (68%), followed by the medical supervisor 17 (61%). For 25 (89%) of
residents, the found information helped to modify or clarify some decision taken
earlier. It was found that scientific information is not much used in the routine of such
medical professionals. This conclusion was based on the evidence of the little and
inappropriate use of informational resources available. However, it was also
identified, on the part of residents interviewed, a real need and desire to know the
guidelines in order to get the proper and constant access to specialized information
sources.
Keywords:
Bibliographic
information.
Health
Information.
Information
services.Information on S &amp; T.

1 INTRODUÇÃO
Devido ao desenvolvimento tecnológico, o conhecimento vai se tornando
obsoleto, exigindo dos profissionais uma atitude contínua de aprender e a posse de
habilidades para a busca e crítica das informações obtidas. Neste contexto, o médico
encontra-se em situações que, mais do que nunca, exigem permanente processo de
aprendizagem, uso intensivo de tecnologias eletrônicas e enfrentamento dos
problemas decorrentes da falta de tempo e do excessivo volume de informação. O
médico do século 21, segundo Lima-Gonçalves1 (2002), deverá reconhecer que,
para o bom desempenho profissional, necessitará ser um “eterno estudante”, sempre
em busca de informações e de novos procedimentos.
A prática clínica privilegia o contato médico-paciente e trabalha com um
conhecimento baseado na teoria, manifestando-se principalmente através da
experiência do médico e do que ele especificamente percebe nesse paciente. O
médico, na prática, vivencia necessidades informacionais especificas onde a
velocidade, a relevância e a validade da informação são fundamentais.
A importância do conhecimento para a prática médica é evocada
constantemente na literatura especializada. Um dos mais importantes manuais de
clínica: Harrison’s Principles of Internal Medicine, Isselbacher et al.2(1994),
apresenta uma nota de advertência, estimulando os leitores a confirmar as

�3

informações nele contidas com outras fontes, que se inicia com a seguinte frase: ”A
medicina é uma ciência em permanente mudança”.
A Residência Médica prepara para a prática de uma especialidade médica.
Conforme Nowinski3 (1983) trata-se de uma fase da educação médica onde também
ocorre uma complementação do processo de graduação. Desta forma os residentes
encontram-se num momento crítico de sua formação e exercem sua prática
profissional com uma dedicação diferente, objetivada principalmente pela vontade e
a necessidade de aprender, onde o atendimento ao paciente é sua principal
atividade. Os residentes constituem um grupo de usuários valioso para este estudo,
uma vez que são oriundos de variadas escolas de medicina no Brasil, com
realidades e experiências diferentes, o que permite tentar conhecer um pouco de
suas vivências no uso de informação científica na conduta clínica. O objetivo deste
trabalho é conhecer o comportamento do médico residente em relação às
necessidades de informação científica decorrentes da sua rotina na conduta clínica.

2 DESENVOLVIMENTO
Nesta pesquisa, realizada como requisito para a integração ao Curso de
Pós-gradução (Mestrado em Ciências Médicas) pela Faculdade de Ciências Médicas
(FCM) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), foram utilizadas duas
técnicas de pesquisa: levantamento de dados e incidente crítico (técnica que permite
que o pesquisado evoque um fato ou incidente que está em sua memória e a ela se
refira quando responder aos questionamentos do pesquisador).
Como instrumento de coleta de dados foi utilizado um questionário
composto de 25 questões fechadas, sendo realizado um pré-teste para a validação.
O questionário foi estruturado em cinco módulos, a saber: 1) Perfil do pesquisado; 2)
Comportamento

informacional

do

pesquisado;

3)

Hábitos

e

preferências

relacionados aos recursos informacionais; 4) Conhecimento e utilização dos
recursos informacionais; e 5) Informação sobre a necessidade real da informação
científica surgida no atendimento ao paciente, nos últimos trinta dias (incidente
crítico).

�4

A população de estudo foi composta pelos 34 médicos residentes de
Oftalmologia da UNICAMP em 2007. Com essa delimitação, pretendeu-se obter uma
população homogênea atuante na área de especialização. Desse universo foram
obtidos 28 (82%) com aceitação para participar da pesquisa.
Tal população foi abordada durante o mês de junho de 2007, sempre às
sextas-feiras no período da manhã, no próprio Hospital das Clínicas (HC) da
UNICAMP, após a reunião semanal dos residentes com os professores. Ao final da
reunião o pesquisador fazia um breve relato sobre sua pesquisa e solicitava a
colaboração no preenchimento do questionário. O pesquisador recebia, juntamente
com o questionário, duas cópias do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
contendo as informações sobre a pesquisa e o pesquisador, sendo que uma das
cópias deveria ser assinada e devolvida ao pesquisador. Conforme instituído no
Termo de Consentimento o pesquisado tinha aproximadamente vinte minutos para
preencher o questionário. O procedimento metodológico adotado foi aprovado pelo
Comitê de Ética da FCM da UNICAMP.
Em relação ao perfil dos pesquisados verificou-se, nos 28 questionários
respondidos (82%), que os residentes em Oftalmologia compõem um grupo de
pessoas jovens, maioria mulheres 15 (54%), com uma média de idade de 26 anos,
sendo a idade mínima 23 anos e máxima 32 anos. No Programa de Residência
Médica 12 (43%) estão no primeiro ano, 10 (36%) no segundo ano e 6 (21%) no
terceiro ano. Em relação às instituições de ensino da graduação dos pesquisados
tem-se o resultado: 22 (79%) da Região Sudeste, 5 (18%) da Região Nordeste e 1
(3%) da Região Sul. Estes residentes atendem em média 29 pacientes por dia em
uma média de 9,1 horas diárias de trabalho.
A decisão de procurar a informação necessária pode ser impedida, para
23 (82%) dos residentes pela falta de tempo, para 17 (61%) pela dificuldade em
localizar documentos pertinentes e para 16 (57%) pela inexistência de uma
biblioteca de fácil acesso que ofereça acervo e serviços adequados. Transparece a
necessidade que os residentes têm, em sua prática clínicas, em recorrer a fontes de
fácil acesso e também confiáveis, devido à necessidade de urgência na resposta.
Tais constatações foram verificadas nos estudos de Green, Ciampi e Ellis4 (2000)

�5

quando apenas 29% dos pesquisados procuraram informação e os que não o
fizeram (60%) foi por falta de tempo.
A utilização das bibliotecas da área médica ocorreu em 32% das
respostas. Para 14 (50%) dos residentes a freqüência é rara. Não freqüentam a
biblioteca 5 (18%) dos residentes, sendo que 3 (60%) atribuem o fato à
desatualização dos acervos, inexistência de acervo pertinente e a falta de preparo
dos bibliotecários. Andrade et al.5 (2003) destacaram que a comunidade estudada
necessitava da ajuda dos bibliotecários para o uso das tecnologias da informação,
considerando o treinamento a forma mais eficaz para auxiliá-la nesse aspecto. A
literatura, aqui representada por Dudziak, Gabriel e Vivella6 (2000), Cuenca7 (1997),
Marquetis et al.8 (2002), Cunha9 (2000), Lima e Souza10 (2002), recomenda que as
bibliotecas universitárias brasileiras passem a trabalhar para a independência de
seus usuários, quanto ao uso dos recursos informacionais. Segundo Silva11 (1986)
os médicos raramente encontram, nos serviços de biblioteca, respostas eficazes
para suas necessidades de informação.
A coleção particular dos residentes aparece como importante fonte de
informação. A Figura 1 mostra os tipos dos recursos bibliográficos que compõem a
coleção particular dos residentes. Nos estudos de Peixoto e Matos12 (2002),
Rankin13 (1992) e Puga14 (2000) os livros também foram citados como a principal
fonte de informação.
liv r o s

1 0 0 %
C D -R O M

8 2 %

a n a is d e
c o n g re s s o
4 3 %
p e r ió d ic o s
im p r e s s o s
p e r ió d ic o s
e le tr ô n ic o s
4 %

2 1 %

p o r t a is d a
In te rn e t
1 1 %

v íd e o s
1 1 %

Figura 1- Coleção particular dos residentes em oftalmologia da FCM-Unicamp

Outro componente importante nos recursos disponíveis em domicílio, pelo
grupo de itens da coleção particular, é o computador com acesso à Internet. Apurouse que 27 (96%) possuem esse equipamento e que 26 (93%) conectam a Internet

�6

por banda larga. Esse resultado assemelha-se ao apurado por Martinez-Silveira15
(2005) onde 94,5% possuíam computador pessoal com conexão à Internet,
indicando a existência da ferramenta tecnológica na rotina dos residentes. Com a
Internet, bibliografias, bases de dados e periódicos com seus textos completos
tornaram-se, mais acessíveis, permitindo atualização nunca antes pensada em
termos de rapidez e eficiência no acesso e na obtenção de informação, como
afirmam Cuenca e Tanaka16 (2005).
A ordem de preferência dos residentes na utilização de recursos
informacionais é: Livros, Recursos Eletrônicos, Artigos de Periódicos e Trabalhos de
Congressos. A preferência por livros também foi detectada nos estudos
apresentados por Green, Ciampi e Ellis 4 (2000) e Covell, Uman e Manning17 (1985).
Os resultados apontam que 79% dos residentes se mantêm informados
através da participação em Eventos Formais, 71% pelo contato com colegas,
professores e outros profissionais, 54% indicam igualmente os Eventos Informais
(reuniões, sessões clínicas, etc.) e Artigos de Periódicos. Outros meios têm pouca
influência neste aspecto, como os Trabalhos de Laboratórios Farmacêuticos (21%) e
a Biblioteca (11%). A constatação do resultado da baixa procura da Biblioteca pode
ser comparada à pesquisa de Tenopir, King e Bush18 (2004).
Sobre a utilização dos recursos informacionais 64% dos residentes
declaram que aprenderam a pesquisar com a prática. Ao mesmo tempo 29%
declaram não saber se usam as técnicas corretamente. Somente 7% receberem
orientação ou treinamento de um bibliotecário. A Tabela 1 apresenta as frases
escolhidas pelos residentes para expressar sua avaliação quanto ao resultado das
suas pesquisas bibliográficas em bases de dados. Nesta questão específica do
questionário, instrumento de coleta de dados da pesquisa, era permitida a escolha
de quantos itens os residentes desejassem. A carência de habilidades no manejo
das bases de dados e outros recursos eletrônicos não é uma característica somente
da população pesquisada, pelo contrário, é um fato também constatado nas
pesquisas de Mullaly-Quijas, Ward e Woelfl 19 (1994) e Pyne et al.20 (1999).

�7

Tabela 1-Avaliação do resultado da pesquisa em bases de dados bibliográficas
Avaliação

N

%

17

61%

Apesar da grande quantidade de resultados, consegue encontrar o que precisa.

9

32%

Obtém resultados muito amplos, a maior parte dos quais não se aplica ao tema.

9

32%

Não sabe se a pesquisa foi exaustiva e em geral não tem tempo para aprofundar os

6

21%

Recupera um número suficiente e acessível de referências (menos de 100).

3

11%

Sempre encontra rapidamente o que precisa.

2

7%

Nunca encontra o que precisa.

0

0%

Percebe que necessita aprender a manejar melhor as estratégias de busca.

resultados.

Foram indicadas as bases de dados bibliográficas mais conceituadas e
acessíveis, na área médica, com o objetivo de verificar o conhecimento dos
residentes e freqüência de uso: MEDLINE, LILACS, WEB OF SCIENCE,
COCHRANE, EMBASE, entre outras. Observou-se que houve inversão de utilização
freqüente entre as bases de dados bibliográficas: LILACS e MEDLINE, comparando
a presente pesquisa com o estudo de Puga14 (2000), pois foi verificado que a base
MEDLINE é mais utilizada que a LILACS, pelos médicos residentes. Não será
abordada a questão da barreira lingüística, entretanto observa-se que pelo índice de
utilização freqüente (32%) da base MEDLINE, apresentada na língua inglesa, os
residentes pesquisados apresentam pouca dificuldade referente ao idioma.

50%

50%

36%
32%

32%
29%

29%

29% 29%
25%

18%

18%

14%

7%

7%

2%
0%
MEDLINE

0%
LILACS
Frequentemente

0%

Web Science
Raramente

COCHRANE
Nunca

0%

EMBASE
Não conhece

Figura 2 - Utilização das Bases de Dados Bibliográficas pelos
residentes em Oftalmologia da FCM - Unicamp.

�8

Dentre os itens priorizados na seleção dos documentos a questão do texto
completo ser gratuito aparece em 64% das respostas, assim como a atualidade ou
novidade da informação (61%) ou o texto completo ser de fácil acesso (50%).
Após a seleção do artigo de interesse (36%) dos residentes buscam obter
o documento completo em sites gerais da Internet, seguidos de (29%) que procuram
igualmente: no Portal da CAPES, na Biblioteca e somente obtém o que está gratuito.
Todos os residentes pesquisados afirmaram que durante os últimos trinta
dias, anteriores à resposta do questionário, haviam consultado alguma fonte de
informação relacionada ao atendimento de pacientes. Na pesquisa de Ramos,
Linscheid e Schafer.21 (2003) foi apurado um número menos de respostas, 66%,
entretanto eles foram pesquisados através da observação no momento da consulta,
então o comportamento é baseado em uma atitude imediata, envolvendo outros
fatores complicadores.
Entre as fontes mais procuradas estão: a coleção particular 19 (68%),
seguido do médico supervisor 17 (61%) e as bases de dados ou sites da área 8
(29%). Na hipótese da informação ter sido encontrada o impacto provocado foi para
16 (57%) o interesse em aprofundar o tema, para 11 (39%) foi a obtenção de
informação nova e 10 (36%) pôde utilizar alguma informação imediatamente.
Igualmente, no estudo de Green, Ciampi e Ellis4 (2000), os residentes procuraram
em sua maioria os seus próprios livros, divergindo da pesquisa de Ramos, Linscheid
e Schafer21 (2003) onde os colegas foram os mais citados.
Para 25 (89%) dos residentes, a informação encontrada contribuiu para
modificar ou esclarecer alguma decisão tomada anteriormente, principalmente para
23 (82%) nos critérios do tratamento e escolha de outros tipos de tratamento,
seguidos de 22 (79%) nos exames e diagnósticos requeridos, como também, nas
recomendações feitas ao paciente. No estudo de Burton22 (1995) 92,8% dos
médicos indicaram que a informação foi utilizada para confirmar mudanças no
diagnóstico, 40% nos medicamentos receitados ou 35,2% nos exames e
diagnósticos indicados e ainda 54% indicaram que a informação encontrada
contribuiu para modificar as recomendações feitas aos pacientes.

�9

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Considerando as limitações do presente estudo, por tratar apenas de uma
amostra dos médicos residentes do país, pôde-se detectar que a informação
científica é pouco utilizada na rotina médica desses profissionais. Essa conclusão
originou-se na verificação da escassa utilização e manejo inadequado dos recursos
informacionais disponíveis. Entretanto, também foram identificadas uma real
necessidade e vontade, por parte dos residentes pesquisados, de possuir as
diretrizes necessárias para o acesso adequado e constante às fontes de informação
especializadas.
Diante da inquestionável organização da documentação científica da área
de ciências da saúde, em âmbitos nacional e internacional, a falta de conhecimento
ou de orientação sobre os recursos e fontes informacionais não poderá ser fator de
impedimento para a plena utilização pelos interessados.
Estudos futuros poderão investigar o impacto da utilização das fontes de
informação científica na prática médica dos residentes, o que certamente trariam
benefícios para esses profissionais que necessitam de conhecimentos que vão além,
tanto da própria experiência, como também do conhecimento teórico. Diante da
significativa e crescente produção da informação médica é imperioso ressaltar a
importância da obtenção de habilidades para a busca e seleção de informações
relevantes às práticas profissionais. E, inegavelmente, o bibliotecário deverá ter
atitudes pró-ativas e constantes nesse processo de gestão da informação e do
conhecimento.

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�10

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__________________
1

Joana D’Arc da Silva Pereira, Universidade Estadual de Campinas, joanads@unicamp.br.

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Documentação&#13;
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
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              <text>A informação científica na rotina dos médicos residentes: residência em oftalmologia do Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas.</text>
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              <text>O presente trabalho teve como objetivo conhecer o comportamento do médico residente em relação às necessidades de informação científica decorrentes da sua rotina na conduta clínica. O estudo foi baseado na opinião de 28 dos 34 médicos residentes de Oftalmologia da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), em 2007. Para a obtenção dos dados, optou-se por um questionário com a utilização de duas técnicas: levantamento de dados e incidente crítico. Todos os residentes pesquisados afirmaram que durante os últimos trinta dias, anteriores à resposta do questionário, haviam consultado alguma fonte de informação relacionada ao atendimento de pacientes. A decisão de procurar a informação necessária pode ser impedida, para 23 (82%) dos residentes pela falta de tempo, para 17 (61%) pela dificuldade em localizar documentos pertinentes. Entre as fontes de informação mais procuradas estão: a coleção particular 19 (68%), seguido do médico supervisor 17 (61%). Para 25 (89%) dos residentes a informação encontrada contribuiu para modificar ou esclarecer alguma decisão tomada anteriormente. Pôde-se detectar que a informação científica é pouco utilizada na rotina médica desses profissionais. Essa conclusão originou-se na verificação da escassa utilização e manejo inadequado dos recursos informacionais disponíveis. Entretanto, também foram identificadas uma real necessidade e vontade, por parte dos residentes pesquisados, de possuir as diretrizes necessárias para o acesso adequado e constante às fontes de informação especializadas.</text>
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