<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="4236" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.libertar.org/items/show/4236?output=omeka-xml" accessDate="2026-08-11T02:00:00-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="3304">
      <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/30/4236/SNBU2008_085.pdf</src>
      <authentication>4629166e0c32e13f7b634b1dd9011855</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="47721">
                  <text>��������������
�
�

���� ��

�������� ����� �� ����������

�
������������������������� �!��"�����#����

FERRAMENTAS DE MELHORIA DO PROCESSO APLICADAS À
AVALIAÇÃO DE COLEÇÕES
FARIA, S. F.1
ANDRADE, M. C.2
RABETI, A. M.3
LEOCADIO, D. I.4

RESUMO
Realizamos uma investigação sobre os conceitos associados à Gestão por
Processos cuja orientação é vermos a organização como um sistema integrado onde
o trabalho é executado através de seus processos, com o objetivo de focarmos o
processo chave da biblioteca acadêmica que é prover acesso ao livro (didático), e
que tem como cliente o aluno de graduação. Aplicamos diversas ferramentas
encadeadas em sequência para planos, análises e ações que resultassem em
melhorias dos processos inter-relacionados. Partimos de uma predição para as
coleções, e entendimento do negócio, identificação dos requisitos dos clientes,
desenho do processo implicado e dos processos críticos envolvidos. Foram testadas
ferramentas como o mapeamento de processos, VOC, ciclos PDSA, diagrama de
causa e efeito entre outras. As ferramentas nos permitiram discernir as facetas
interligadas aos processos analisados, que juntas transformam entradas em novas
saídas, proporcionando um conhecimento do todo e identificação de oportunidades
de melhorias, podendo ser aplicadas a qualquer processo da biblioteca.
Palavras-chave: Avaliação de coleções. Modelo de melhoria. Gestão de processos.
Biblioteca acadêmica.

ABSTRACT
We conducted a research an investigation on the concepts associated with
processes management, which guidance is seeing the whose organization is
visualized as an integrated system where work is performed through its processes,
aiming to focus the key process to the academic library that is in order to provide
access to the book, and has as a whose client is the graduate student. Apply several
tools were in relation threaded in response to plans, analyses and actions that result
in improvements in the inter-related processes. We started from a prediction for the

�2

collections, and together with an understanding of the business and identification of
the customers' requirements, the process design and the critical process involved.
Were tools tested such as the processes mapping, PDSA cycles, diagram of cause
and effect, among others. The these tools have enabled us to discern the facets
linked to the cases examined, which together transform inputs into new outlets,
providing a knowledge of each and identifying opportunities for improvement, all the
which can be applied to the library process.
Keywords: Collection evaluation. Improvement model. Process management.
Academic Library.

1 INTRODUÇÃO
1.1 Desenvolvimento de Coleções em Bibliotecas
Desenvolvimento de coleções é um dos processos intrínsecos à gestão
de bibliotecas cujas metas e objetivos devem ser consistentes e alinhadas com as
missão da instituição a que se insere. Subsídios para o estabelecimento de política
de desenvolvimento de coleções constituem, portanto, importante documento para
as decisões de planejamento, orçamento, seleção e aquisição de material
bibliográfico para dar à coleção um perfil compatível com a natureza e abrangências
exigidas pelas atividades desenvolvidas pela instituição. A terminologia é entendida
pela ALA Glossary of Library and Information Science (ALA, 1983), como uma série
de atividades relacionadas entre si incluindo a coordenação política de seleção, a
própria seleção de materiais, a avaliação das necessidades dos leitores reais e
potenciais, a identificação das necessidades da coleção, a planificação dos recursos
humanos e a retenção e descarte de materiais. Para a IFLA (2001) um dos primeiros
elementos a considerar na política de desenvolvimento de coleções é a missão da
biblioteca, os propósitos desta política e a audiência a quem é endereçada.
Entendemos, assim, que a política de desenvolvimento de coleções deve
estar norteada nos princípios de seleção e aquisição; no orçamento; no estudo de
comunidade e na avaliação e revisão das coleções, ajustados à política
organizacional e à missão da organização. A avaliação de coleção, em especial, e
seus resultados tem a finalidade de corrigir e fomentar o desenvolvimento do acervo,
pois a relevância das coleções para o currículo é um fator chave para um serviço de
qualidade no atendimento (MAXIMINO, 2006). BRAXTON apud MAXIMINO (2006)
afirma que através de métodos quantitativos e qualitativos, a biblioteca deve avaliar

�3

o estado das suas coleções e implantar novos serviços de seleção e de aquisição
baseado na análise dos dados obtidos.
Ligada à gestão e avaliação das coleções, preconiza-se a avaliação das
expectativas dos usuários como um importante indicador do índice de satisfação dos
leitores, e para Covey (2002) a satisfação dos leitores está estreitamente ligado às
coleções disponíveis na biblioteca e com os serviços que as disponibilizam, pois a
gestão que tenha apenas a quantificação de exemplares corre o risco de
menosprezar uma política qualitativa redigida em prol dos leitores.
E tais análises devem ser elaboradas a partir das necessidades reais,
supondo-se uma avaliação prévia da coleção existente e dos seus usuários. De
acordo com Lynch, (1998) as avaliações devem ser fundadas em critérios objetivos
e sistemáticos porque todo o processo de de desenvolvimento da biblioteca poderá
ser influenciado pelos seus resultados.

1.2 Desenvolvimento de coleções em bibliotecas universitárias
Embora

preconiza-se

o

desenvolvimento

de

coleções

como

imprescindível aos serviços da biblioteca tal qual as atividades de catalogação, a
classificação e a indexação de itens, é raro encontrar bibliotecas brasileiras que
adotam política formal e detalhada no gerenciamento de suas coleções
(VERGUEIRO, 1989).
Weitzel

(2006),

resgatando

o

estudo

realizado

em

bibliotecas

universitárias por Miranda em 1978, que colocava os fatores conjunturais do quadro
político, econômico e social como influenciadores e dificultadores dos fazeres
bibliotecários na época, afirma que passados trinta anos após o estudo, tal status
relacionado ao desenvolvimento de coleções ainda permanece nas bibliotecas
universitárias do páis. Vale enfatizar o destaque que a autora faz à premissa
apontada pelo estudioso, de que a tradição entre bibliotecários de instituições
acadêmicas é transferir a liderança da tarefa de seleção aos docentes, sem chamar
a si a responsabilidade da projeção social e cultural da biblioteca. Esta realidade
ainda resiste à modernidade, dependendo da visão e da habilidade de articulação do
gestor da biblioteca com os atores do segmento acadêmico.

�4

Uma coleção a ser desenvolvida em biblioteca acadêmica, obedece a
critérios e princípios dentre os quais destacamos: - satisfazer as necessidades
educacionais de todos os segmentos da instituição; assegurar a cada estudante o
acesso a uma variedade de recursos de qualidade, relevantes e atuais; assegurar o
acesso a obras recomendadas pelo professor; manter o equilibrio qualitativo e
quantitativo, entre outros, cujos princípios denotam a preocupação com a satisfação
das necessidades dos usuários. Todos esses processos devem estar baseados em
uma política formal de DC, para que estes sejam desenvolvidos com base em um
plano global preestabelecido que garanta sua continuidade e adequação necessária,
e no qual sejam estabelecidas políticas e diretrizes para seleção e aquisição de
materiais informacionais. (DIAS, PIRES, 2003).
O gerenciamento da coleção na biblioteca universitária, segundo Miranda
(1999), precisa estar apoiado no conjunto de elementos que compõem os quatro
pilares de uma pirâmide, quais sejam: 1. Inteligência - processo de decisão; 2.
Conhecimento - processo de avaliação; 3. Informação - processo de análise; e 4.
Dados - processos organizacionais. Isso infere a responsabilidade, a habilidade e o
conhecimento organizacional do gestor da biblioteca em relação à coleção.
A política de desenvolvimento das coleções em bibliotecas acadêmicas
vem, antes de mais nada, estruturar os vetores que orientará o processo de
desenvolvimento das coleções. Ressaltamos a avaliação das coleções por
entendermos que esta assegura a função principal da biblioteca que é informar os
leitores, e segundo Lancaster (1996), a avaliação de um acervo ou parte dele, pode
ser feita com o objetivo de melhorar as políticas relacionadas ao desenvolvimento da
coleção e deve ser realizada tendo em vista objetivos definidos, cujo estudo é
planejado para responder certas questões e para reunir dados que permitam
melhorar o sistema. Em bibliotecas universitárias, segundo o mesmo autor, o
tamanho do acervo precisa ser relacionado com a quantidade, tamanho e
complexidade dos programas acadêmicos.
Dentre os vários fatores que influenciam o DC em bibliotecas
universitárias em síntese são os programas de ensino e pesquisa, o tamanho da
clientela especial a discente, e os recursos financeiros.

�5

Em termos de políticas públicas, o Ministério de Educação e Cultura
(MEC), exige como pré-requisito na avaliação dos cursos de graduação nas
Instituições de Ensino Superior (IES), a proporção de um livro para cada dez alunos
na coleção das suas bibliotecas, mas não temos dados que referendem esse
indicador como o melhor no ambiente acadêmico.

1.3 Desenvolvimento de Coleções no Sistema de Bibliotecas da Unicamp (SBU)
O principal fator norteador do desenvolvimento de coleções (DC) no
Sistema de Bibliotecas da Unicamp é a racionalização de recursos, calcado em
diretrizes que enfatizam a seleção voltada para a distribuição orçamentária. Elas
contemplam as assinaturas de periódicos e a aquisição de livros de graduação, que
são centralizadas, além das coleções eletrônicas que estão embasadas no
compartilhamento com as demais universidades do governo paulistas.
Os demais princípios que estruturam uma política de DC, como a seleção,
os estudos de uso, satisfação de usuários e de coleções, são definidas
setorialmente de acordo com as necessidades da comunidade atendida pela
biblioteca e com a visão do seus gestores, porém não há dados sobre tais práticas.
Os fundos bibliográficos das bibliotecas da Unicamp advêm de fontes
oriundas da Universidade, dos consórcios entre as IES estaduais paulistas e das
agências de apoio à pesquisa, além das doações, permutas e empréstimos interbibliotecários.
Para livros, sobretudo, a Unicamp mantém o Programa Livro Didático
(PLD) desde 1997, para prover a bibliografia dos cursos de graduação.
O recurso do PLD tomou importância tal para formação das coleções no
SBU que os valores investidos ao longo dos anos sempre foram aquém das
necessidades apontadas, atendendo também aos cursos técnicos e centros de
pesquisa.
Para distribuição desse recurso entre as bibliotecas, são utilizadas três
variáveis chave que são: número de matrículas nas disciplinas oferecidas por
Unidade; número satisfatório de livros por Unidade baseado na proporção 1

�6

exemplar para 10 alunos (indicador MEC); e no preço médio do livro por
especialidade. Baseado na proporcionalidade, o critério parece justo e consistente,
todavia não leva em conta os indicadores de capacidade das coleções no
atendimento às respectivas demandas, assim como não propõe metas para o
desenvolvimento eqüitativo das mesmas. Isso implica na desvinculação da política
de distribuição do recurso a uma política abrangente e que esteja norteada por
indicadores reais e apropriados à qualificação dos acervos, tal qual preconizado na
literatura.

2 MODELO DE MELHORIA DO PROCESSO
A administração de serviços propõe uma nova urgência com respeito à
maneira de encarar o cliente. Em estabelecimentos de prestação de serviços,
clientes satisfeitos são ativos, e faz pouco sentido lidar com o cliente de maneiras
restritas e rígidas que interferem com a sua satisfação e enfraquecem sua lealdade.
A reclamação do cliente satisfeita adquire um significado muito maior para ele,
traduzindo em valorização dos serviços (ALBRECHT, 1988).
Segundo o autor, qualquer episódio no qual o cliente entra em contato
com a organização, ele obtém uma impressão da qualidade de seu serviço. Esse
conceito é chamado de hora da verdade, em que se pode basear para fazer um
inventário das verdades passadas por seus clientes enquanto o pessoal de linha de
frente presta o serviço. E a partir desse inventário podemos analisar cada uma delas
do ponto de vista da qualidade, dando tratamentos especiais às mesmas.
Em um ambiente de prestação de serviços, melhorias são feitas para
aumentar seu valor para os clientes, e o objetivo de melhorar o valor de produtos e
serviços para clientes pode ser classificado dentro de três categorias principais, a)
eliminar problemas que surgem em razão do não-atendimento às expectativas dos
clientes; b) efetuar reduções significativas de custo, ao mesmo tempo em que a
qualidade é mantida ou melhorada; e c) aumentar as expectativas dos clientes
fornecendo produtos e serviços que os clientes percebem como tendo valor
excepcionalmente alto (LANGLEY et al., 2004 apud BACIC; PETENATI, 2006).

�7

Tais ferramentas têm a finalidade de auxiliar na tomada de decisões
baseadas em fatos e dados, buscar conhecer a causa fundamental dos problemas,
identificar focos e locais de disfunção e corrigir os problemas a tempo, usar
raciocínio de prioridade (Pareto), girar permanente e metodicamente o ciclo de
controle visando a melhoria contínua do desempenho, definir o próximo
processo/etapa de trabalho como cliente da etapa anterior; e organizar a equipe
visando o auto controle.
Como todo processo administrativo está implícito a existência de um meio
semelhante aos almejados pela qualidade total: visão sistêmica de longo prazo, foco
no cliente e a aposta nos resultados da melhoria contínua. Essa é a base sobre a
qual se apóia a mudança, que surge da aprendizagem, que tem de ser permanente
e é mostrada no ciclo PDSA (Plan, Do, Study, Act), desenvolvido inicialmente por
Shewhart e Deming (DEMING, 1990).

3 APLICANDO FERRAMENTAS DE MELHORIA NA COLEÇÃO DE GRADUAÇÃO

Sendo o cliente o foco da Biblioteca e a melhoria a contínua um ponto
chave para a qualidade dos serviços, a aplicação de tais ferramentas nos processos
biblioteconômicos pode ser de grande utilidade. Constatamos essa premissa com
base na recente aplicação delas nos processos ligados ao provimento de acesso ao
livro, cuja mudança realizada foi avaliar as coleções de graduação das Bibliotecas
da Faculdade de Engenharia de Alimentos (BibFEA) e do Instituto de Biologia (BibIB) da Universidade de Campinas (Unicamp), com vistas à melhoria do atendimento
aos cursos de graduação.
Para orientar o trabalho utilizamos as ferramentas:
�

Contrato: explicita o que pretendemos fazer e como isso resultará em
melhoria;

�

VOC – Voz do Cliente: para obtermos dados qualitativos sobre a coleção;

�

Mapas do processo: SIPOC (suplier, imputs, process, outputs, client) que
desenha o relacionamento entre os fornecedores, os insumos ou as entradas

�8

relacionadas e o produto resultante, seguido do fluxograma que detalha o
processo e as desconexões que necessitam aplicação de melhoria;
�

Os ciclos de melhoria PDSA (Pan, Do, Study, Action) que definem os passos
para aprendizagem e planejamento dos processos;

�

Ferramentas de análise: gráficos de setores, histogramas, plot e dispersão,
diagrama de causa e efeito que organiza informações oriundas do
brainstorming.

3.1 Contrato
O contrato objetiva apresentar claramente o que é esperado, manter a
equipe alinhada com o que foi estabelecido e dentro das fronteiras do projeto, e
estabelece os recursos que serão utilizados. Para elaborar o contrato de melhoria
além da descrição do negócio e o cronograma de execução, deve-se considerar as
três questões fundamentais de Demming (1990).
As Três Questões de Demming respondidas daõ o norte para o estudo:
1. O que estamos tentando realizar?
1.1 Descrição do problema/oportunidade: as coleções de graduação das bibliotecas não
atendem às demandas dos cursos a que servem.
1.2 Importância do projeto:como a melhoria irá beneficiar o cliente: - fornecendo
indicadores relevantes para traçar políticas, metas e ações para o desenvolvimento das
coleções que atendem aos alunos de graduação.
1.3 Metas do projeto
• O que? - Obter indicadores sobre a capacidade das coleções de graduação das
bibliotecas.
• Onde? - Coleções de graduação da BibFEA e Bib-IB.
• Quanto: - Proporção de 1 exemplar para 10 alunos na coleção em 3 anos;
- Títulos da bibliografia contemplados na coleção: 100% em 1 ano;
- Percepção do usuário sobre a coleção: “muito bom“.
1.4 Ganhos esperados: - Distribuição dos recursos de acordo com a capacidade das
coleções; e melhor desempenho dos alunos e dos cursos de graduação.
2 Como saberemos que uma mudança é uma melhoria?
� Quando a política de distribuição de recursos contemplar os indicadores das
coleções e estabelecer metas para as coleções.
3. Que mudanças podemos fazer que resultem em melhoria:
- Avaliar as coleções, conhecer a opinião do usuário e analisar aspectos que merecem
atenção.
Quadro 1 - Contrato do projeto de melhoria

�9

3.2 Aplicando o VOC junto à comunidade usuária para obter indicadores
qualitativos
Buscando aferir o nível de satisfação dos usuários, conforme preconiza a
literatura biblioteconômica e também a gestão por processos, realizamos uma
pesquisa de opinião espontânea sobre as coleções didáticas da BIBFEA e Bib-IB.
Os indicadores críticos apontados foram que a coleção de títulos e
exemplares atendem medianamente para a primeira e pouco para a segunda, e que
o índice livro-aluno proposto pelo MEC é insatisfatório para um bom atendimento,
com o indicativo de 3 exemplares para 10 alunos. Tais indicadores acenaram para a
necessidade de revisão de certos paradigmas além da mensuração das coleções
para constatação das percepções dos usuários.
A utilização de ferramenta para a obtenção de dados qualitativos que têm
importante papel na análise de um processo, revelando aspectos, os quais o dono
do processo (gerente ou lider) não consegue ver.

3.3 Mapeando o processo, utilizando a ferramenta SIPOC
O mapa do processo elenca as causas e condições que vêm em
seqüência para transformar as entradas em resultados. Ele delimita as fronteiras
onde o processo começa e termina, clarificando o que é necessário dos
fornecedores e quem são os clientes.

O processo

Entradas

Saídas

Fornecedor

Cliente
Prover acesso ao livro

UNICAMP

SB
Biblioteca

Recursos
Políticas
Coleções

���������
� �

����� � �
���� � �

�������� � �
�� �������

Livro
emprestado

Aluno de
graduação

����� �
��� �����

Figura 1 – Mapa de relacionamento do processo (SIPOC) “prover acesso ao livro didático”

�10

3.4 Desconexões encontradas no mapa do processo
A partir do SIPOC desenha-se o fluxograma com as atividades detalhadas
e analisa as possíveis desconexões encontradas, que são:
�

D1. Livro não existente no acervo;

�

D2. Livro emprestado para outro usuário – no prazo

�

D3. Reserva não satisfaz a necessidade - livro demorará a ficar disponivel.

�

D4. Devoluções em atraso – usuário não devolve no prazo.

�

D5. Livro fora do lugar.

�

D6. Ruído no sistema;catálogo online

Entre as desconexões encontradas a primeira será o nosso foco de
melhoria – livro não existente no acervo, por ser a mais importante e de difícil
solução. Vale ressaltar que a melhoria deve ser aplicada em apenas um processo
por vez.

3.5 Aplicando o PDSA para o ciclo de melhoria 1

PLANEJAR

EXECUTAR

ESTUDAR
AGIR

Predição: As coleções não atendem aos cursos de graduação.
Plano para testar: - O quê? – Mensurar a coleção didática.
- Por quê? - Para obter indicadores que orientem o desenvolvimento das coleções
- Quando: setembro de 2007 a março de 2008
- Onde: Bibliotecas: FEA e IB.
•
Levantar as disciplinas ministradas nos cursos de graduação;
•
Coletar as bibliografias indicadas por disciplina;
•
Levantar os títulos da bibliografia existentes na coleção;
•
Coletar as quantidades de exemplares existentes de cada título.
• Processar e organizar os dados oriundos dos levantamentos;
• Analisar os dados resultantes, definindo uma metodologia;
• Após conhecimento dos dados discussão de uma proposta de melhoria, caso
a predição seja confirmada.

Quadro 2 – PDSA - Ciclo de melhoria 1

Planejado o primeiro ciclo, executamos cada fase do PDSA obedecendo
ao cronograma definido, sendo que a conclusão irá preparar a implantação da
melhoria, ou fornecer os subsídios para tomar novas decisões e planejá-la, que seria
um novo ciclo de melhoria.

�11

3.6 Principais Indicadores resultantes da mensuração da coleção.
Para entendimento dos indicadores é necessário discorrer brevemente
sobre a metodologia utilizada na mensuração.
Para obtermos um parâmetro sobre o número satisfatório de exemplares para

−

compor o core collection, tomamos a referência do MEC como ideal para cada
curso, ou seja, calculado sobre o número de vagas oferecidas por curso;
A bibliografia indicada por mais de uma disciplina, teve seu número ideal

−

calculado sobre o número de indicações.
����������

�� �

#$#%&amp;�' (" ���&amp;��)�" �" *+� ,�*#!-.&amp;"(�' *" ,�&amp;!/+�

!3�'#4*,�"' !- �!&amp;"/+� "� *5-!�� '"#�' "#6���

� �

��� ��

��� � ��� � ������

��� !"

0�� � ��� � ������

���1��

�2�

��� !"

78�

���1��

���

Quadro 3 - Indicadores das coleções

A Figura 2 mostra a distribuição dos números de exemplares observados,
revelando a concentração em faixa percentual extremamente baixa. A estatísitca
descritiva é uma ferramenta de análise que elucida os dados dos histogramas.

� � � � �� � � � �� � � ����� �� ���� �� �

� � � � �� � � � �� � � �� �� � �� �� �� � � �

�

89

7:
70

;9

7�
77

29
79

���������

���������

�9

:9

8

2
09
:
�9

0

�

79

7

7
9

9

9

2

7�
78
�:
&lt; � � � � � � � � � � =� � � � �� �

09

02

9

9

9

9

�9
799
7�9
&lt; � � � � � � � � � � = � � � � �� �

9

�99

Figura 2 – Distribuição das observações das quantidades de exemplares da BIBFEA e da
BIB-IB

�12

Estatística descritiva de exemplares - sobre os dados dos gráficos da figura 2.
Variable NN* StDev Minimum Median Maximum
FEA/EXEMPLARES 23 10,48 0,00 11,00 36,00
IB/EXEMPARES 29 38,16 0,00 15,00 198,00
Leitura: a FEA tem uma distribuição de exemplares entre 0 (mínimo) e 36
valores(máximo), com valores médios em 11 e desvio padrão (StDev)de 10,48 – um
pouco abaixo da média. A amplitude é 36 e a variação é de 23.

A Figura 3 situa a capacidade das coleções da FEA e do IB em relação ao
número ideal , para atendimento aos cursos.

� � � � �� � � �� �� � � ��� � � � �� � � �� �� ���

.���������� � ������ � ��

79 9 ?9 9�

8 9 ?9 9�

2 9 ?9 9�

Verifica-se a
concentração das
capacidades
muito baixas,
entre 6% e 8% do
ideal na BIBFEA
e 10 a 33% na
BIB-IB.

: 9 ?9 9�

� 9 ?9 9�

9 ?9 9�
��� !" &gt;

���1 ��

Figura 3 – Capacidade das coleções BibFEA e da Bib-IB

4 DESENVOLVENDO CONCEITOS DE MUDANÇAS
Os indicadores da coleção revelaram-se muito aquém do ideal e com alta
defasagem em relação à referência adotada como meta, confirmando a predição. Na
maioria dos quesitos a mensuração apontou índices menores do que as percepções
dos usuários manifestadas no VOC. Essas marcas, tanto da BibFEA quanto da BibIB clamam por iniciativas urgentes considerando que a coleção de graduação é o
núcleo básico para atender ao curso, e o aluno é o público-alvo nessa questão. O
desenvolvimento de coleções abrange vários aspectos a serem estudados e
definidos em uma política que faça efeito. Premissa esta, que tomaremos como
norte para iniciativas de melhoria das coleções supra citadas.

�13

Segundo Albrecht (1998) é fundamental que as organizações prestadoras
de serviço adotem um modelo de administração baseado na estratégia do serviço
(que orienta a atenção da equipe no sentido das verdadeiras prioridades do cliente);
no pessoal (que deve estar orientado para o cliente); e no sistema (que abrangem as
instalações, as políticas, os procedimentos, os métodos e os processos de
comunicação), que deve ser projetado para atender à conveniência do cliente, e não
à conveniência da organização.
Observando tal conceito, adotaremos a linha: - Instrumentalizar a política
de distribuição de recursos para desenvolvimento efetivo das coleções.
Ressaltamos que sendo esta questão definida nos fóruns consultivos do
SBU, levantamos as propostas indicativas em primeiro plano e aprepasentamos no
Colegiado, composto por docentes de todas as Unidades. A metodologia foi
discutida e os resultados analisados de forma a suscitar questionamentos sobre a
prática docente no planejamento da construção da coleção da bibliografia indicada.
Submetemos um projeto ao grupo Programa Qualifica da Unicamp, que incentiva a
implantação de melhorias, visando a replicação do estudo em cinco bibliotecas
voluntárias do sistema, cuja execução teve início esse semestre com perspectivas
de implantação dos indicadores nos critérios de distribuição dos recursos para livros
futuramente. O projeto em andamento segue a mesma metodologia, incluindo curso
de Gestão de Processos aos envolvidos.

4.1 Desenvolvimento de Coleções – Processos inter-relacionados
Representamos

abaixo

os

processos

inter-relacionados

ao

desenvolvimento de coleções - que é o macro processo principal, para refletirmos
sobre a possível melhoria a ser realizada em novo ciclo PDSA.

�14

Figura 4 – Processos inter-relacionados ao desenvolvimento de coleções

4.2 Informações sobre as causas potenciais dos problemas encontrados em
gráfico denominado diagrama de causa e efeito – de Ishikawa.
Utiliza-se essa ferramenta, também conhecida como espinha de peixe,
para organizar as informações levantadas através de um brainstorming entre vários
participantes.
Foram levantados diversos fatores que implicam no atendimento
insatisfatório das coleções às demandas dos cursos de graduação. E os fatores
foram agrupados cada qual em um aspecto, como: ambiente, pessoas envolvidas,
materiais, métodos e medições, ilustrada na figura 5, a seguir. A espinha de peixe
explicita a questão e auxilia na reflexão para o plano de ação de mudanças que
resultem em melhoria.

�15

����� ��!��!��������"#��!���� �����!��
! � �� � ��� ��

- ������ �

- ��A

�

�

C C �����
�� � � ���

.
' � �� �

���� �

���� �
����
���� �
� �� B �� �� A �
( ������ � �� � C C � �
� � �� ��� �
, �� �
�
� �� ��� � � ��
� ��B ��
� � � ��
���� � @
���� �

(���� � � � ��� �
&lt; � �� ����� ���
�=��� ����

*�
���� � �����
� ��� �� � ��B ��
, � � ��

�

� ���
* � � �� �D�
�� �� � ���

. ��� �

- ���� ����� ��

Figura 5 – Diagrama de causa e efeito porque a coleção de livros não atende à demanda

4.3 Aplicando o PDSA para o Ciclo de Melhoria 2

AS TRÊS

QUESTÕES

DE
DEMING

PLANEJAR

FAZER

ESTUDAR

AGIR

1. O que estamos tentando alcançar?
Um estudo para apoiar a formulação de parâmetros para a política e melhorar a
diretiva na distribuição do orçamento para livros de graduação.
2. Como sabemos que isso será uma melhoria?
Quando as aquisição gerarem crescimento das coleções menos capacitadas.
3. Que mudança pode ser feita para guiar a melhoria?
Construindo indicadores das coleções para a distribuição de recurso.
Predição: - As coleções têm capacidades diferenciadas e a defasagem entre elas
cresce à medida que o investimento não é aplicado consoante às necessidades de
cada biblioteca-cliente.
Plano para testar:
− O quê? Avaliar qualitativa e quantitativamente as coleções.
− Quando? Até 2009, e revisões a cada ano.
− Onde? Bibliotecas do SBU.
- Processar e analisar os dados;
- Definir sobre número de vagas oferecidas ou número total de alunos para indicador
de exemplares necessários;
- Aplicar a avaliação – cada biblioteca;
- Compilar resultados e avaliação dos indicadores.
- Processar dados da avaliação e analisar resultados (bibliotecas);
- Elaborar relatório e remeter ao SBU;
- Compilar os dados e classificar os indicadores (SBU);
- Submeter ao colegiado para análise.
- Definir política de distribuição do recurso do PLD de acordo com os resultados;
- Analisar a evolução dos resultados a cada processo.

Quadro 4 - Ciclo de melhoria PDSA 2

�16

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
As ferramentas de análise (gráficos, diagramas, etc) utilizadas na
avaliação das coleções revelaram claramente a baixa capacidade das mesmas,
respondendo a cerca de quatro vezes menos do que propõe o MEC. Ìndice que foi
revelado insatisfatório na opinião docente através da ferramenta VOC. A avaliação
quantitativa constatou a predição, além de constatar também a percepção da
clientela de uma das bibiotecas.
Os

resultados

da

avaliação

em

si,

nos

reporta

à

literatura

biblioteconômica no tocante à necessidade de uma política ampla, e porque não
dizer contundente para a gestão das coleções no SBU. Essa política deve nortear
um conjunto de ações focadas nas necessidades reais, e incluir metas para as
bibliotecas, visando um atendimento qualificado ao alunado da graduação de todas
as especialidades. No curto prazo, para que o planejamento seja formulado em cima
de uma política resolutiva, adequada às reais necessidades da sua demanda e
capaz de produzir qualidade de atendimento, perguntamos: não seria um bom
caminho, para o desenvolvimento de novas políticas contextualizar, analisar
criticamente, e revalorizar o uso de indicadores na gestão das bibliotecas, visando
captar e compreender melhor as desigualdades entre as coleções na garantia de
respostas efetivas às requisições dos usuários?
O modelo de melhoria, por sua vez, que é um conjunto de ferramentas
mostrou-se didático, indicando pontualmente cada fase de aplicação, o que
propiciou o discernimento de todas as facetas interligadas aos processos
analisados, que juntas transformam entradas em novas saídas, proporcionando um
conhecimento do todo e identificação de oportunidades de melhorias.
O VOC, além de fornecer percepções da comunidade, revelou-nos que
determinados conceitos arraigados na cultura biblioteconômica precisam ser
revistos. Os resultados gerais foram divulgados à comunidade, suscitando uma
discussão de políticas apropriadas para o desenvolvimento de coleções no SBU,
trazendo manifestações positivas na clientela sobre a importância do trabalho,
confirmando

as

premissas

de

Albrecht

(1988)

em

relação

às organizações prestadoras de serviço, que acima de tudo devem ter como

�17

estratégias projetadas para atender à conveniência do cliente, e não à conveniência
da organização.
As ferramentas aplicadas no processo biblIotecário em questão, são
largamente utilizadas em empresas cuja missão é a competitividade e a inovação,
com a fnalidade de orientar seus processos de melhoria, eliminando o grau de
incertezas e as não conformidades nos produtos.
Concluimos que o modelo de melhoria pode ser aplicado em qualquer
processo da biblioteca como forma de conhecer as desconexões e vislumbrar as
possibilidades de aplicação de melhorias de maneira simples, porém científica.
Talvez o conhecimento das realidades locais e a criação de condições para o seu
acompanhamento permanente, nos permitam avançar mais rápido na qualidade dos
serviços e do atendimento das bibliotecas universitárias brasileiras. Importante
lembrar que o modelo de melhoria, tem uma característica que permite que seja
aplicado em processos isolados e não necessariamente em todos os processos
simultaneamente, o que facilita anda mais para sua aplicação pois não altera a
agenda de todas as áreas da organização.

����������
ALBRECHT, K. Revolução nos serviços: como as empresas podem revolucionar a
maneira de tratar os seus clientes. 5. ed. São Paulo: Pioneira, 1998.
ANDRADE, M.C de. Gestão e melhoria de processos. IN: Programa de
Desenvolvimento Gerencial da Unicamp. Apostilas. UNICAMP, 2007.
BACIC, M. J. ; PETENATE, A. J. Modelo para melhoria de processos aplicado na
gestão de custos. Revista Universo Contábil, Blumenau, v. 2, n. 3, p. 9-24, set./dez.
2006.
Braxton, Barbara. Policies &amp; Procedures: collection development [on-line].
Palmerston District Primary School , February 5, 2005.
http://www.palmdps.act.edu.au/resource_centre/rc_main.htm. Acesso em 3 jan 2005.
COVEY, Denise Troll. Usage and usability assessment: library practices and
concerns [on-line]. January 2002. Disponível em:
&lt;http://www.clir.org/pubs/reports/pub105/contents.html&gt;. Acesso em 12 fev. 2008.
DEMING, W. E. Qualidade: a revolução da administração. Rio de Janeiro: Saraiva,
1990.

�18

DIAS, M. m. D., PIRES, D. Formação e desenvolvimento de coleções de serviços de
informação. São Carlos: EDUFSCAR, 2003. 70p. (Série Apontamentos).
IFLA. Institutions Section on Acquisition and Collection Development. Guidelines for
a collection development policy using the conspectus model [online]. 2001.
Disponível em: &lt;http://www.ifla.org/VII/s14/nd1/gcdp-e.pdf&gt;. Acesso em 29 set.
2007.
LANCASTER, F. W. Avaliação de serviços de bibliotecas. Tradução Antonio Agenor
Briquet de Lemos. Brasília: Briquet de Lemos Livros, 1996.
LYNCH, Beverly P. (1998). Measurement and evaluation of public libraries [on-line]:
64th IFLA general conference, August 16 - August 21, 1998. Disponível em:
&lt;http://www.ifla.org/IV/ifla64/027-137e.htm&gt;. Acesso em 12 dez. 2007.
MAXIMINO, P. M. C. Metodologia para a avaliação de coleçções: estudo aplicado a
uma biblioteca portuguesa. 2006. 234 f. Tese (Doutorado em Biblioteconomia) –
Facultat de Biblioteconomia i Documentació, Universitat de Barcelona, Barcelona,
2006.
MIRANDA, A. Gerencaimento de acervos; acervo e uso: racionalização das
coleções. São Paulo: USP/SIBi, 1999. [notas de curso].
VERGUEIRO, Waldomiro, dos Santos. Desenvolvimento de Coleções. São Paulo:
Polis, 1989. 96p. (Coleção palavra-chave, 1).
WEITZEL, S.R. Elaboração de uma política de desenvolvimento de coleções em
bibliotecas universitárias. Rio de Janeiro: Interciência, 2006.

__________________
1

Sueli de Fátima Faria, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), sulaff@fea.unicamp.br.
Maurício Calixto de Andrade, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP),
calixto@ime.unicamp.br.
3
Ana Maria Rabeti, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), rabetti@unicamp.br.
4
Dulce Inês Leocádio, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), dulce@fef.unicamp.br.
2

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="30">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="46949">
                <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="46950">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="46951">
                <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="46952">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="46953">
                <text>CRUESP</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="46954">
                <text>2008</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="46955">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="46956">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="46957">
                <text>São Paulo (São Paulo)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="47713">
              <text>Ferramentas de melhoria do processo aplicadas à avaliação de coleção.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="47714">
              <text>Faria, S. F.; Andrade, M. C.; Rabeti, A. M.; Leocadio, D. I.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="47715">
              <text>São Paulo (São Paulo)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="47716">
              <text>CRUESP</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="47717">
              <text>2008</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="47719">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="47720">
              <text>Realizamos uma investigação sobre os conceitos associados à Gestão por Processos cuja orientação é vermos a organização como um sistema integrado onde o trabalho é executado através de seus processos, com o objetivo de focarmos o processo chave da biblioteca acadêmica que é prover acesso ao livro (didático), e que tem como cliente o aluno de graduação. Aplicamos diversas ferramentas encadeadas em sequência para planos, análises e ações que resultassem em melhorias dos processos inter-relacionados. Partimos de uma predição para as coleções, e entendimento do negócio, identificação dos requisitos dos clientes, desenho do processo implicado e dos processos críticos envolvidos. Foram testadas ferramentas como o mapeamento de processos, VOC, ciclos PDSA, diagrama de causa e efeito entre outras. As ferramentas nos permitiram discernir as facetas interligadas aos processos analisados, que juntas transformam entradas em novas saídas, proporcionando um conhecimento do todo e identificação de oportunidades de melhorias, podendo ser aplicadas a qualquer processo da biblioteca.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="67761">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
  <tagContainer>
    <tag tagId="19">
      <name>snbu2008</name>
    </tag>
  </tagContainer>
</item>
