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ECOSSISTEMAS BIBLIOTECÁRIOS: novos paradigmas de biblioteca
universitária e sua relação com a inovação educativa em uma sociedade
de conhecimento
DUDZIAK, E. A.1

RESUMO
O objetivo deste trabalho é proporcionar uma visão nova do conceito de biblioteca
universitária, concebida enquanto ecossistema, espaço de aprendizado,
experimentação e expressão. Trata-se de uma discussão teórica, cuja base é a
evolução dos paradigmas na educação e a conseqüente mudança na concepção de
biblioteca. Tendo como referência a Sociedade do Conhecimento, observa-se a
emergência de uma nova perspectiva do que seja a organização bibliotecária,
entendida agora como um conjunto orgânico de agentes e recursos que dominam
competências, capacidades e cadeias produtivas específicas relacionadas à
informação, ao conhecimento e ao aprendizado. A biblioteca universitária não mais
se apresenta como unidade informacional, antes constitui-se como um ecossistema
de aprendizado, experimentação e expressão. Deste modo, torna-se parte essencial
da realidade universitária, em constante interação com outros ecossistemas. O
estudo pretende avançar na reflexão sobre a constituição de novos espaços e
serviços bibliotecários que promovam sua revitalização. Finaliza-se o trabalho com
um elenco de ações sugeridas para a implementação desses ‘organismos’ e sua
sustentabilidade no ambiente universitário.
Palavras-chave:
Ecossistemas
bibliotecários.
Inovação
educacional.
Sustentabilidade.

ABSTRACT
The purpose of this work is to provide a new vision about the academic library’s
concept, conceived as ecosystem, space of learning, experimentation and
expression. This is a theoretical discussion, that has as base the evolution of
paradigms in education and the consequent change in the design of library. Taking
as reference the Knowledge Society, there is the emergence of a new perspective
about library organization, now understood as an organic set of agents and
resources that can manage competences, capacities and specific productive chains

�2

related to information, knowledge, and learning. University library no longer presents
as informational unit, but is itself as an ecosystem of learning, experimentation and
expression. Thus, becomes an essential part of university’s reality, in constant
interaction with other ecosystems. The study wants to move in considering the
establishment of new spaces and library services that promote its revitalization. In
the end of the work is presented a list of suggested actions for the implementation of
these organisms and their sustainability in university environment.
Keywords: Library ecosystems. Educational innovation. Sustainability.

1 INTRODUÇÃO
O triunfo de um novo paradigma deve-se a uma série de fatores:
capacidade de explicar fatos persistentes, implementar previsões adequadas,
possuir cientistas defensores, e ter utilidade na resolução de problemas (KUHN,
1970). Amparado em uma visão de mundo (Weltanschauung) que o estrutura e
orienta, um paradigma envolve não apenas a teoria, mas a política e as práticas
associadas. É contingenciado pelo espaço-tempo e contexto em que se desenvolve,
sendo histórica, social e politicamente formulado. Organiza-se, portanto, a partir de
determinadas leis, normas e princípios, concepções metodológicas, procedimentos e
técnicas coerentes entre si (FOUCAULT, 2000). Observando a trajetória de
mudanças sócio-históricas, três paradigmas se distinguem: paradigma linear,
sistêmico e complexo (DUDZIAK, 2007).

2 EVOLUÇÃO DE PARADIGMAS
O paradigma linear desenvolveu-se no pós-guerra como síntese de
progresso das nações (BUSH, 1945). Em meio à recuperação social e econômica,
difundiram-se novas idéias. Havia a percepção de um intenso otimismo acerca das
possibilidades da ciência e da tecnologia, reforçando a crença de que o
desenvolvimento

e

o

bem

estar

social

viriam

naturalmente.

A

ciência,

essencialmente neutra e realizada com racionalidade e lógica, seria produto do
trabalho de uma classe especial de pessoas (os cientistas), uma atividade de tal
modo elevada que seria capaz de produzir as condições ideais de desenvolvimento
das nações (MERTON, 1938).

�3

No esteio dessa ciência veio a educação universitária, definida como
atividade de uma elite privilegiada, que havia alcançado um patamar diferenciado e
superior. A universidade, além da pesquisa e das atividades de extensão, devia
dedicar-se à formação de jovens aptos a atender e se adequar aos modelos
tradicionais do trabalho adulto, assegurando assim, a reprodução das relações
capitalistas de trabalho e a manutenção das estruturas de classe. A ênfase estava
no ensino de conteúdos factuais e conceituais, na dependência do aluno em relação
ao docente e às informações que ele transmitia. Como conseqüência, desenvolviase um aprendizado mecânico e programado, orientado pelas disciplinas.
Enquanto a educação universitária se desenvolvia desta forma, a
biblioteca se constituía como recurso, organização administrativa de suporte às
atividades de ensino, pesquisa e extensão. A fim de alcançar seus objetivos, devia
manter coleções organizadas e atualizadas que satisfizessem as necessidades de
seus usuários (LUZ, 1989).
Na décadas de 80 e 90, avanços tecnológicos significativos determinaram
o encurtamento dos ciclos de produção, levando a mudanças significativas na
economia, na política e na educação. Ocorreram então, de modo mais acentuado, o
declínio da abordagem neoclássica, focada na racionalidade e progresso, e o
despertar para a abordagem evolutiva dos sistemas.
Com o “boom” informacional desencadeado pela Internet, as instituições
educacionais passaram a se preocupar em adequar-se ao novo ritmo da indústria da
informação, apropriando-se o mais rápido possível da tecnologia. Administradores
educacionais, pesquisadores e docentes preocupados com a educação para a
formação de profissionais mais adaptados ao mercado, instituíram mudanças nos
currículos, a fim de integrar-se à emergente Sociedade da Informação. O foco
alterou-se de uma perspectiva linear para uma visão definida a partir das relações
entre subsistemas e redes, que se mantêm e evoluem a partir da manutenção
dinâmica da ordem e do equilíbrio.
O entendimento da realidade como sistema interconectado se fortaleceu e
passou a predominar um novo paradigma: o paradigma sistêmico. A visão da ciência
como saber puro foi substituída por uma ciência interconectada, globalizada. O

�4

cientista isolado deu lugar ao cientista global. Alianças entre pesquisadores e grupos
de pesquisa de distintas instituições começaram a se estabelecer.
Paralelamente, a educação universitária também evoluiu, incorporando a
visão sistêmica de aprendizado e a internacionalização. Reconhecendo que o
conhecimento disponível é imperfeito e limitado, reforçou-se aos poucos na
sociedade a necessidade de aprendizado constante baseado na interação entre
distintas organizações e atores. Paralelamente, a regulação da tecnologia tornou-se
variável fundamental no que se refere às estratégias de crescimento e concorrência
das universidades.
Tendo a tecnologia como suporte, foram instituídos os programas de
educação à distância e os ambientes digitais começaram a se expandir. O mundo
passou a ser concebido como um sistema interconectado, reinserindo a educação
na realidade social e econômica dos indivíduos como prática continuada (lifelong
learning) voltada para a mobilização de competências. As questões de qualidade e
eficiência ganharam destaque. O conceito de universidade empreendedora e
desenvolvimentista surge no bojo dessa perspectiva sistêmica, em um contexto de
crescente capitalização do conhecimento.
Neste momento, as bibliotecas universitárias também passaram por
mudanças significativas: a nova realidade proporcionada pelas tecnologias de
informação e comunicação, e a necessidade de implementar a máxima eficiência e
qualidade exigiram a implementação da lógica sistêmica, consubstanciada a partir
dos consórcios e parcerias. Padrões e serviços sistêmicos aproximaram bibliotecas
e bibliotecários antes distantes, estabelecendo um re-desenho da lógica de serviço e
dos fluxos de informação e comunicação entre estas organizações. Da ênfase dada
ao acervo, o paradigma bibliotecário evoluiu, apropriando-se cada vez mais dos
sistemas

de

tecnologia

de

informação

e

comunicação.

Com

base

no

desenvolvimento de serviços de acesso à informação e treinamento dos usuários a
biblioteca universitária se desenvolveu. Surgiram os consórcios de bibliotecas,
dividindo responsabilidades, agregando benefícios e valor às suas atividades que,
uma vez integradas, permitiram maior rapidez no atendimento, conseqüente redução
de custos e melhor aproveitamento de pessoas.

�5

Observando a evolução sistêmica da realidade no século XXI, aos poucos
o que se constata é a instauração de um novo paradigma: o paradigma complexo.
Amparado em uma nova racionalidade, a racionalidade substantiva, o
paradigma complexo procura conciliar a lógica individual com a lógica coletiva. No
bojo dessa nova racionalidade, o conceito de desenvolvimento foi radicalmente
modificado e passou a ser buscado em função da promoção da sustentabilidade
social, cultural e ambiental. Isso significou também que era preciso considerar como
diretrizes básicas a promoção da equidade social e dos direitos humanos, na
diversidade de suas situações e culturas.
Inteligência

distribuída,

educação,

energia,

inovação,

pesquisa

e

desenvolvimento (P&amp;D) e economia distribuídos indicam a predominância de
arquiteturas horizontais de sistemas distintos. A busca constante por abrangência de
trocas e redesenho de limites definem o conceito de governança entre distintos
atores e redes: profissionais, empresas, governo, instituições de ensino e pesquisa,
organizações do terceiro setor, etc. A interoperabilidade dos sistemas é também um
objetivo importante.
Novos arranjos institucionais são desenhados, como parte do movimento
de hibridação das instituições e mobilidade espacial, institucional, disciplinar e
individual, característico da globalização. No que concerne às práticas pedagógicas,
a inovação educativa surge como inequívoco resultado, baseada ora em tecnologias
interativas (digitais e virtuais), ora incorporando novos modos de conhecimento e
aprendizado:

educação

pela

pesquisa,

currículo

modular,

prospecção

e

investigação de evidências, aprendizado baseado em problemas, elaboração de
portfólios de projetos e o currículo integrado (DUDZIAK, 2001). O objetivo de todas
estas práticas pedagógicas é centralizar os processos de aprendizado nos próprios
aprendizes.

�6

3 EVOLUÇÃO DOS PARADIGMAS DA ORGANIZAÇÃO BIBLIOTECÁRIA
Da mesma forma que o paradigma de educação ideal se modificou,
também se alterou o ideário de biblioteca enquanto organização. Se, historicamente,
assumiu o papel de guardiã do conhecimento, detentora de acervos e mesmo de
lugar ‘sagrado’, quando da emergência da Sociedade da Informação, passou a
conhecer-se como prestadora de serviços informacionais na Sociedade do
Conhecimento, agregando à identidade anterior um significado mais abrangente e,
da mesma forma que as demais estruturas e instituições sociais, teve que se
organizar e racionalizar custos e tempos.
Entretanto, se das constelações de bibliotecas, voltadas à integração de
serviços, racionalização de custos e busca da qualidade, o desenvolvimento da
organização bibliotecária ganhou impulso considerável, por outro lado, a biblioteca
como espaço universitário necessário à educação cedeu seu lugar à Internet e,
fundamentalmente, a sistemas de informação como o Google, portais de periódicos
e bases de dados. Hoje, como organização de trabalho e sistema encontra-se, em
certa medida, ameaçada. Sua sustentabilidade está comprometida, a menos que
sejam implementadas mudanças.
Considerando a ubiqüidade da internet e o desenvolvimento de sistemas
interativos que contemplam tecnologia e redes sociais, observa-se a emergência e
consolidação da Biblioteca 2.0, expressão cunhada por Michael Casey, ao buscar
expressar o conceito de uma organização onde as trocas e atualizações são
constantes, presenciais ou não, sociais, comunitárias e tecnológicas, e os
utilizadores estão em permanente interação (são co-produtores). É nesse esteio que
se desenvolve o conceito de ecossistema bibliotecário.

3.1 Definindo um ecossistema bibliotecário
Assumir o paradigma da complexidade e o pensamento complexo é ainda
um desafio (FRANCELIN, 2003). No século XXI, seguindo a tendência de
hibridização

das

instituições

e

serviços,

bibliotecários começaram a ganhar destaque.

novos

modelos

organizacionais

�7

Exemplos dessas novas configuração são os CRAI - Centros de Recursos
para el Aprendizaje y la Investigación (CASTRO FILHO, 2008) e os Centros de
Aprendizado Colaborativo organizados em bibliotecas (COX ;VANDERPOL, 2005).
Ganha destaque também o conceito de terceiro espaço (third space), local no qual
as pessoas passam seu tempo fora de casa e do trabalho.
A constituição de biblioteca como terceiro espaço (Library as Third Space)
vem ganhando adeptos a cada dia, especialmente quando se organizam bibliotecas
públicas. Este ‘tipo de biblioteca’ pode ser definida a partir da flexibilização e reunião
de distintos ambientes, atores e fornecedores de serviços (BRITISH LIBRARY,
2005), que oportuniza o aprendizado e enriquece a experiência do usuário
(CHANDRA, 2006).
Constituindo-se como um conjunto orgânico de agentes e recursos que
dominam competências, capacidades e cadeias produtivas específicas relacionadas
à informação, ao conhecimento e ao aprendizado, a biblioteca universitária não mais
se apresenta como unidade informacional, antes constitui-se como um ecossistema
de aprendizado, experimentação e expressão. Realiza, portanto, uma ampla gama
de atividades educativas e informativas, entendidas em sentido amplo. Deste modo,
torna-se

parte

essencial

da

realidade

universitária,

passando

a

interagir

constantemente com os outros ecossistemas.
Para

tanto,

as

bibliotecas

universitárias

apresentam-se

como

ecossistemas que:
•

Proporcionam em um espaço integrado a convergência dos serviços e
recursos de informática, idiomas, editoras, laboratórios de experimentação,
espaços

virtuais

e

presenciais

para

exposições

e

performances,

assessoramento sobre a utilização de equipamentos, tecnologias e recursos
multimídia, estúdio de gravação de voz, música, rádio, simuladores e
televisão digital interativa. Constituem-se, portanto, no que

denominou

terceiro espaço.
•

Reúnem competências, fornecem serviços e produtos presenciais e/ou
virtuais de apoio à prospecção, investigação e à produção de conhecimentos,
aprendizado e expressão, tendo por base o oferecimento de informação

�8

multidisciplinar, treinamentos de busca e acesso à informação, cursos
voltados à competência informacional, à comunicação acadêmica, infraestrutura para produção de materiais informacionais e aulas, portfólios de
alunos, editoração de livros e periódicos, promoção de eventos, funcionando
ainda como ambientes de ação pedagógica.
•

Incorporam distintos profissionais que atuam em projetos transversais ou
integrados: analistas, técnicos em informática, bibliotecários, tradutores e
intérpretes, editores científicos, educadores, cientistas, e demais profissionais
agregados, dependendo das atividades desenvolvidas.

•

Racionalizam o uso de recursos de tecnologia de informação e comunicação,
estações de trabalho, telecentros, rádio e TV, estúdios de gravação, salas de
leitura e demais equipamentos ligados ao acesso e uso da informação, em
diferentes mídias, voltando-se para a prestação de serviços e apoio direto às
atividades educacionais.

•

Promovem programas educacionais voltados à competência em informação
(information literacy), gestão de conhecimento e inteligência competitiva,
sendo comunitariamente integrada.

•

Capacitam para a mobilidade espacial, institucional e de carreira seus
colaboradores e seus usuários, tomando por base de aprendizado contínuo e
aprimoramento de competências. Os utilizadores são usuários, co-produtores
e consultores.

•

Estabelecem estratégias conjuntas de desenvolvimento e racionalização de
custos, funcionando em um local central.
Desenvolve-se, assim, como um sistema sustentável que se realimenta e

auto-organiza em conjunto com o próprio ecossistema educacional e de pesquisa.

3.2 Sustentabilidade dos ecossistemas bibliotecários
A sustentabilidade dos ecossistemas bibliotecários em um ambiente
complexo e dinâmico, de intensa conectividade, só é possível se forem
estabelecidas bases de uma co-evolução entre agentes. Uma vez que um agente

�9

(biblioteca, unidade informacional) não consegue sobreviver sozinho, necessita de
parceiros que possibilitem a superação das deficiências e de situações adversas.
Nas relações entre os agentes desses sistemas, estabelecidas dentro de um
processo dinâmico e dependente da trajetória organizacional, produz-se a autoorganização desses conjuntos visando sua sobrevivência e pleno desenvolvimento.
Nesse sentido, a sustentabilidade dos ecossistemas bibliotecários
universitários depende diretamente da densidade das competências acumuladas, da
interação com o meio e da capacidade inovativa que lhes permite participar
intensamente das práticas de inovação educativa no ensino superior, implementadas
na chamada Sociedade de Conhecimento.
Nesse contexto, o foco de aprendizado social e individual se desloca da
experiência vivida para a experiência mediada pelo conhecimento especializado,
definindo uma sociedade reflexiva e substantiva, capaz de interpretar a realidade, os
desdobramentos das ações sociais e políticas, e as atitudes que devem ser tomadas
para gerir as conseqüências das mudanças implementadas. Neste sentido, observase o desenvolvimento da ecologia da informação definida por Saracevic (1995) como
sistema ecológico social no qual se desenvolve a comunicação do conhecimento.

4 CONCLUSÕES
Ao longo dos anos, a evolução dos paradigmas definiu distintas visões de
mundo e construiu diferentes modelos mentais que marcaram o modo como o
trabalho e a relação entre as organizações se desenvolveram.
A constituição bibliotecas universitárias como ‘lugares’ multi-funcionais que
enriquecem a experiência vivida, não só demanda espaços diferenciados e
inovadores: define novos modelos de atuação. No caso das bibliotecas
universitárias, é preciso rever, além do espaço, a concepção de biblioteca como um
todo, e sua relação com os outros ‘organismos’ que compõem a paisagem e a
ecologia do aprendizado.
Porém, a mudança não é tarefa fácil, posto que a atual cultura que
constrói o conceito de biblioteca universitária encontra-se consolidada há anos,

�10

dificultando a releitura de seu significado. Mesmo que novas facilidades sejam
agregadas, isto não significa necessariamente uma mudança da perspectiva do
trabalho desenvolvido.
É certo também que hoje não é mais possível atuar de modo isolado ou
circunscrito a um ambiente, grupo ou local. Tampouco é possível integrar-se apenas
aos semelhantes, uma vez que é a diversidade que garante a sobrevivência dos
conjuntos orgânicos. Os ecossistemas bibliotecários são, desta forma, uma resposta
viável e revigorante.
Almejando a integração de complementaridades que visa à própria
sobrevivência e desenvolvimento, os ecossistemas bibliotecários se constituem em
centros informacionais acadêmicos que congregam bibliotecários e profissionais
distintos; utilizam ambientes presenciais, digitais e virtuais, fornecem serviços de
apoio informacional à educação e à pesquisa; funcionam como centros de recursos
de aprendizado e experimentação, devendo assumir uma atitude pró-ativa de
proposição de mudanças educacionais e científicas.

REFERÊNCIAS
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CASTRO FILHO, C.M. O modelo europeu do centro de recursos para el
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�11

CHANDRA, H. Planning, design and construction of the Central Library Building as
dynamic engine and multi-functional complex facilitating the sharing, interaction and
exchange of learning, research experiences, knowledge and information to achieve
academic excellence: a case study of Indian Institute of Technology Madras (IIT
Madras). In: WORLD LIBRARY AND INFORMATION CONGRESS IFLA GENERAL
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SARACEVIC, T. Interdisciplinary nature of information science. Ciência da
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__________________
1

Elisabeth Adriana Dudziak, Universidade de São Paulo, elisabeth.dudziak@poli.usp.br.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
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              <text>Ecossistemas biliotecários: novos paradigmas de biblioteca universitária e sua relação com a inovação educativa em uma sociedade de conhecimento.</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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          <name>Date</name>
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              <text>O objetivo deste trabalho é proporcionar uma visão nova do conceito de biblioteca universitária, concebida enquanto ecossistema, espaço de aprendizado, experimentação e expressão. Trata-se de uma discussão teórica, cuja base é a evolução dos paradigmas na educação e a conseqüente mudança na concepção de biblioteca. Tendo como referência a Sociedade do Conhecimento, observa-se a emergência de uma nova perspectiva do que seja a organização bibliotecária, entendida agora como um conjunto orgânico de agentes e recursos que dominam competências, capacidades e cadeias produtivas específicas relacionadas à informação, ao conhecimento e ao aprendizado. A biblioteca universitária não mais se apresenta como unidade informacional, antes constitui-se como um ecossistema de aprendizado, experimentação e expressão. Deste modo, torna-se parte essencial da realidade universitária, em constante interação com outros ecossistemas. O estudo pretende avançar na reflexão sobre a constituição de novos espaços e serviços bibliotecários que promovam sua revitalização. Finaliza-se o trabalho com um elenco de ações sugeridas para a implementação desses ‘organismos’ e sua sustentabilidade no ambiente universitário.</text>
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