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A FACE OCULTA DA BIBLIOTERAPIA NA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA:
os ditos e os não ditos dos bibliotecários da Biblioteca Central da UFPB
SILVA, W. P.1
PINHEIRO, E.G.2

RESUMO
Apresenta os resultados da pesquisa realizada na Biblioteca Central da UFPB,
partindo do princípio de que a biblioterapia se utiliza de recursos informacionais e
que as informações contidas nesses recursos, quando assimilados, transformam-se
em conhecimentos que podem modificar a visão de mundo de um indivíduo,
reeducando-o, adaptando-o ao seu contexto sócio-educacional e cultural.
Reconhece que a biblioteca universitária ao vislumbrar a necessidade emergente de
fazer parte da imensa revolução da sociedade da informação, deve repensar seus
espaços, abrindo horizontes para garantir seu papel como protagonista de uma
missão inovadora: criar novas formas de mediação para o acesso a informação e a
promoção da leitura, no intuito de democratizar o conhecimento, fator decisivo para
o pleno exercício da cidadania e da inclusão social. Apresenta como objetivos:
Identificar opiniões e conhecimentos dos bibliotecários da Biblioteca Central da
Universidade Federal da Paraíba (UFPB), sobre a biblioterapia e o seu potencial
estratégico junto à comunidade acadêmica; conhecer as habilidades e competências
dos bibliotecários da Biblioteca Central da UFPB, para conduzirem atividades
inerentes a biblioterapia; conhecer a opinião dos bibliotecários da UFPB sobre os
atuais perfis acadêmicos propostos pelos Cursos de Biblioteconomia, se eles
contemplam ou não a formação do bibliotecário, enquanto biblioterapêuta. Pesquisa
do tipo exploratória com abordagem quali-quantitativa, ancorada na pesquisa
bibliográfica para o embasamento teórico e na pesquisa de campo para coletar seus
dados e investigar os pesquisados no seu contexto. Conclui que os bibliotecários da
Biblioteca Central da UFPB não estão preparados para atuar em atividades
biblioterapêuticas. Isso reflete o caráter notadamente técnico dos Cursos de
Biblioteconomias que negligenciam o comprometimento com a responsabilidade
social, convenção basilar que os bibliotecários e as bibliotecas universitárias devem
efetivamente abraçar.
Palavras-chave: Biblioteca Universitária. Biblioterapia.

�2

ABSTRACT
It presents the results of research done in the Central Library of UFPB, assuming that
the bibliotherapy is used for informational resources and that the information
contained in these resources, when assimilated, transform themselves into
knowledge that can change the world view of an individua, teaching again it, adapting
it to its own socio-educational and cultural. Recognizes that the university library to
see the emerging need to be part of the vast revolution of the information society
should rethink its space, opening horizons to ensure its role as protagonist of an
innovative mission: to create new forms of mediation for access to information and
promotion of reading in order to democratize the knowledge, decisive factor for the
full exercise of citizenship and social inclusion. It indicates that the study was done in
an attempt to reveal the understanding of librarians on the bibliotherapy. It presents
the following objectives: Identify opinions and knowledge of librarians of the Central
Library of the Federal University of Paraíba (UFPB), the bibliotherapy and its
strategic potential with the academic community; know the abilities and skills of
librarians from the Central Library of UFPB, to conduct activities inherent in
bibliotherapy; know the opinion of the librarians UFPB profiles on the current
academic courses offered by Librarianship, or if they do not include the formation of
the librarian as biblioterapêuta. Search type of exploratory approach to quality,
quantity, anchored in the literature search for theoretical foundamentation research in
the field to collect their data and investigate searched in context. It concludes that the
librarians of the Central Library of UFPB are not prepared to act in bibliotherapeutycs
activities. This reflects the remarkably characters of technical courses Librarianship
neglect that the commitment to social responsibility, basic agreement that the
librarians and university libraries should actually embrace.
Keywords: University Library. Bibliotherapy.

1 INICIANDO A NOSSA CONVERSA
A Biblioterapia, embora seu nome pareça estranho ou em alguns casos,
sofisticado, não é uma novidade, visto que a prática biblioterapêutica vem sendo
aplicada desde a Antiguidade, porém sofrendo constantes evoluções. Todavia, no
Brasil essa prática, ainda é incipiente, tendo em vista que a maioria das Escolas de
Biblioteconomia

não

contempla

em

seus

programas,

disciplinas

voltadas

especificamente a essa temática. É notória a existência de um número reduzido de
Cursos de Biblioteconomia que oferecem formação adequada às competências
exigidas para o bibliotecário desenvolver práticas biblioterapêuticas. Em geral, o foco
dos Cursos de Biblioteconomia reside em serviços, sistemas de informação e
tecnologias, o que de certa forma, direciona os profissionais da área, apenas às
questões técnicas de processamento, armazenamento e disseminação da

�3

informação, negligenciando, assim, o comprometimento desses profissionais com a
responsabilidade social da profissão que abraçaram.
À luz dessa asseveração constata-se que apesar de a Biblioterapia ser
uma atividade exercida por equipes multidisciplinares, a participação do bibliotecário
nessas equipes é escassa. Talvez, pelo fato de estarem despreparado para atuar
nesse campo, haja vista os Cursos de Biblioteconomia, na sua maioria, não
promoverem uma formação específica nesse sentido, fato esse que gera
dificuldades para os bibliotecários promoverem um trabalho de ação sócio-cultural
que ultrapasse os limites da área acadêmica, integrando universidade e sociedade
na busca da cidadania. Um trabalho que seja capaz de levar as bibliotecas a
desenvolverem atividades biblioterapêuticas, a fim de incentivar a socialização das
informações, e assim constituir um meio de unir as necessidades informacionais da
sociedade com o papel social que o bibliotecário deve exercer.
Diante da constatação de que a Biblioterapia é um campo de atuação, no
qual o bibliotecário e as bibliotecas devem se fazer presentes, surge algumas
indagações: até que ponto o bibliotecário, especialmente, os bibliotecários das
bibliotecas

universitárias

estão

preparados

para

participar

de

atividades

biblioterapêuticas? Que modalidades de trabalho dessa natureza podem eles
desenvolver? Essas respostas não são fáceis de responder, todavia estudos
apontam que o bibliotecário tem o seu lugar reservado na Biblioterapia, cabendo a
ele e as escolas de Biblioteconomia explorarem este campo, cogitando a diversidade
de possibilidades existente no mercado de trabalho.
Com o propósito de discutir essas e outras indagações, esse de trabalho
tem como objetivo geral analisar o papel do bibliotecário x biblioterapia no contexto
da biblioteca universitária da UFPB. Para tanto, foi realizada uma pesquisa
bibliográfica na literatura especializada, na qual foram coletadas informações no
intuito de

promover um entendimento generalizado sobre a temática e o

embasamento teórico da pesquisa. Nesse sentido foram colhidas opiniões dos
bibliotecários

da

UFPB,

relevantes

a

investigação,

tais

como:

Qual

o

comprometimento da Biblioteconomia com a responsabilidade social? Qual o
impacto que a leitura pode provocar nas pessoas? Qual o entendimento desses
profissionais sobre a Biblioterapia? A Biblioterapia se constitui em um ramo de

�4

atuação do bibliotecário? Os atuais perfis propostos nos Cursos de Biblioteconomia
contemplam a atuação do bibliotecário, enquanto biblioterapêuta?
Desta maneira, partindo desses questionamentos, considera-se importante
à participação da biblioteca universitária e dos seus bibliotecários nas ações de
responsabilidade social, dinamização da leitura, democratização do acesso a
informação como a mediação do conhecimento, na perspectiva de mudanças
substanciais no diz respeito aos aspectos sócio-culturais e cognitivos dos usuários
da informação.
Ao organizar as idéias, esse trabalho ficou estruturado da seguinte forma:
Introdução - onde foram apresentados os aspectos gerais do tema da pesquisa;
Fundamentação Teórica - construída por idéias e pensamento dos autores que
mais se identificam com a temática desse estudo; Trilha metodológica - apontada
pelos caminhos escolhidos utilizando o método, técnica local da pesquisa e os
atores envolvidos. As falas dos Bibliotecários no contexto da Biblioteca
Universitária da UFPB - compreendendo as categorias das falas detectadas pelos
atores da pesquisa envolvidos na pesquisa. E por fim a consideração final.

2 BIBLIOTERAPIA: construindo a gênese do estudo
Considera-se a palavra Biblioterapia como oriunda do grego, significando
Biblion – livro e Therapia – tratamento. Conforme, Pereira (1996) o termo
Biblioterapia não foi completamente aceito. Segundo a autora, alguns estudiosos da
tematica por considerarem uma denominação muito aberta, recomendaram
terminações menos abrangentes como biblio – diagnóstico para avaliação, ou
bibliofilaxia – uso preventivo da leitura. Outros entenderam que a terminologia era
muito limitada e indicaram Bibliogonomia, Biblioconselho ou Terapia Bibliotecária.
Os termos têm aplicações mais amplas porque não se limitam à palavra Terapia.
O panorama acerca da evolução histórica da Biblioterapia, alicerçado na
literatura consultada, enfatiza as raízes da Biblioterapia na Biblioteconomia, nas
Ciências Humanas, na Psiquiatria, nas Ciências Comportamentais, e na Psicologia.
Segundo Ouaknin (1996), a leitura oferece ao leitor, além do prazer do texto, por

�5

apropriação e projeção, a possibilidade de descobrir segurança material e
emocional, além de uma catarse dos conflitos e da agressividade um sentimento de
pertencimento, de amor, engajamento na ação, valores individuais, a superação das
dificuldades, etc. Nesta perspectiva, a leitura pode ser considerada um elemento
biblioterapêutico no processo de tratamento de pessoas acometidas por qualquer
tipo de doença. É o que vamos perceber no breve panorama histórico a seguir
apresentado.
Contudo, ainda que a leitura tenha sido usada desde a Antiguidade como
um instrumento terapêutico que visava à transformação dos indivíduos e a cura de
pacientes hospitalizados acometidos por distúrbios das mais diversas ordens,
inúmeras controvérsias sobre as origens do termo Biblioterapia ainda são mantidas,
apesar de já se saber que surgiu na América do Norte na primeira metade do século
XIX, em trabalho relacionando biblioteca e ação terapêutica Pereira (1996), afirma
que:
As primeiras experiências em Biblioterapia foram realizadas por médicos
americanos entre 1802 e 1853, os quais recomendavam como uma das
melhores receitas para seus pacientes hospitalizados, a leitura de livros
cuidadosamente selecionados e adaptados às necessidades individuais.

(PEREIRA, 1996, p. 37)
A autora supracitada em sua dissertação defendida em 1989 deixa clara a
importância da leitura para melhoria da qualidade de vida das pessoas. Segundo a
autora, existem três tipos de Biblioterapia, a saber:
a) Biblioterapia Institucional que se refere ao uso da literatura – primeiramente
didática – com clientes, individualmente, e que já se encontra institucionalizada.
Inclui o uso médico da tradicional de Biblioterapia cujos textos de higiene mental são
recomendados a pacientes mentais;
b) Biblioterapia Clínica que menciona à utilização, numa etapa inicial, da literatura
imaginativa, junto a um grupo de pacientes com problemas emocionais ou
comportamentais, que podem ou não participar do programa voluntariamente;
c) Biblioterapia Desenvolvimental que pontua à utilização da literatura imaginativa e
didática com grupos de pessoas consideradas normais. O grupo é conduzido por um
bibliotecário, um professor ou outro profissional auxiliar, no sentido de promover o
desenvolvimento normal e auto-atuação ou para manter a saúde mental.

Vale salientar que Shrodes (SHRODES apud CALDIN, 2001, p. 4), tornouse pioneira nos estudos sobre Biblioterapia ao defender em 1949 sua tese de
doutorado onde estudava a teoria biblioterapêutica. Em seus estudos concluiu que a
Biblioterapia é um processo dinâmico de interação entre a personalidade do leitor e

�6

a literatura imaginativa que pode atrair as emoções do leitor e liberá-la para o uso
consciente e produtivo; onde a arte proporciona um tipo de reconciliação entre o
principio de prazer e o principio de realidade. Em sua tese Shrodes utilizou como
foco os pensamentos de Aristóteles e a teoria psicanalítica de Freud para explicar a
influência da leitura sobre o comportamento humano. Para ela a literatura ficcional
era tida como a mais eficiente no processo biblioterapêutico, pois buscava relacionar
a realidade ao principio do prazer proporcionado pelo inconsciente através da leitura
(FERREIRA, 2001).
Desta forma o biblioterapêuta tem a função de intervir durante esta
transfiguração para “moldar” os pensamentos do leitor durante o processo narrativointerpretativo.

3 PERCURSO METODOLÓGICO: O caminhar faz a trilha
Pesquisa exploratória do tipo quanti-qualitativa. Apoiada com subsídios da
pesquisa bibliográfica para cristalizar o embasamento teórico. Segundo Lakatos e
Lakatos (1991, p.183) esse tipo de pesquisa “abrange toda bibliografia tornada
pública em relação ao tema pesquisado. Sua finalidade é colocar o pesquisador em
contato direto com tudo o que foi escrito, dito ou filmado sobre determinado assunto.
Ancorada, ainda numa pesquisa de campo, que segundo Prestes (2003, p. 27), “é
aquela em que o pesquisador, através de questionários, entrevistas, protocolos
verbais, observações, etc., coleta seus dados, investigando os pesquisados no seu
meio”.

3.1 Instrumentos de coleta de dados
Para a coleta dos dados foi aplicado um questionário junto aos
Bibliotecários lotados na Biblioteca Central da UFPB, constituído de questões
abertas, que permitiram aos respondentes expressar livremente suas opiniões e
percepções sobre: o comprometimento da Biblioteconomia com a responsabilidade
social; o impacto que a leitura provoca nas pessoas; os atuais perfis propostos nos
cursos de Biblioteconomia para a efetivação da Biblioterapia.

�7

3.2 Análise e Interpretação dos Dados: o início do ato de desvelar
Uma vez coletados os dados, esses foram tabulados e analisados sob a
ótica da abordagem quanti-qualitativa. E, os informantes aparecem no anonimato,
devido a questões éticas.
1ª Parte: Caracterização dos sujeitos:
A tabela abaixo apresenta a tabulação geral dos dados coletados no
questionário, aplicado junto aos bibliotecários lotados na Biblioteca Central da
UFPB, no que diz respeito à idade, sexo, formação acadêmica, tempo de formado,
tempo de serviço e função exercida.
Tabela 1 - Perfil dos profissionais que atuam na área de Biblioteconomia na Biblioteca
Central/UFPB
ID

SEXO

IDADE
(anos)

FORMAÇÃO
ACADÊMICA

01 Masculino
37
Superior
02 Masculino
46
Superior
03 Feminino
48
Superior
04 Feminino
54
Sup./Espec.
05 Feminino
53
Superior
06 Feminino
52
Superior
07 Feminino
40
Superior
08 Feminino
28
Superior
09 Feminino
47
Sup./Espec.
10 Feminino
40
Mestrado
11 Feminino
52
Superior
12 Feminino
54
Superior
FONTE: Pesquisa in loco.

TEMPO DE
FORMADO
(anos)
06
15
23
29
23
22
16
04
09
29
29
08

TEMPO DE
SERVIÇO
(anos)
03
22
27
28
29
28
14
03
29
28
32
12

FUNÇÃO QUE EXERCE
Bibliotecário
Bibliotecário
Chefe de Seção
Bibliotecário
Coordenadora de seção
Diretora de seção
Bibliotecário
Bibliotecário
Chefe de Seção
Bibliotecário
Bibliotecário
Chefe de seção

Observa-se que a presença de mulheres na função de profissional da
informação é predominante na Biblioteca Central da UFPB, haja vista que a tabela
revela um percentual onde 83,3% dos profissionais são do sexo feminino e apenas
16,7% são do sexo masculino. Essa conclusão só evidencia o que a literatura
biblioteconômica já revela, mesmo tendo ocorrido uma mudança substancial na
questão de gênero nessa área. Quanto à idade, verificou-se que 16,7% têm 54 anos;
16,7%, 52 anos; 16,7%, 40 anos e os demais entre 28 e 53 anos de idade. Tais
resultados revelam que o quadro de bibliotecários da BC da UFPB, em sua maioria,
está constituído por pessoas na faixa etária entre 40-50 anos de idade. Isso
representa que nos próximos 17 anos, o quadro de bibliotecários sofrerá uma
ameaça com o contingente de profissionais a serem incluídos no processo de

�8

aposentadoria. Cruzando esses dados com as informações da Tabela 4, observa-se
essa certeza.
Tabela 2 - Formação acadêmica
Formação Acadêmica
Superior
Sup./Espec.
Mestrado
TOTAL

Bibliotecários Percentual
9
75 %
2
16,7%
1
8,3%
12
100%

Fonte: Pesquisa direta.

No que se refere à formação acadêmica, verificou-se que a maioria dos
bibliotecários, 75%, possui apenas a graduação; 16,7% são especialistas e 8,3%
mestres. Uma vez que a grande maioria possui apenas a graduação, constata-se a
ausência de educação continuada, cruzando esses dados com os dados da tabela
3, referente ao tempo de formação na área, verificou-se que a maioria dos
bibliotecários, 25% estão formados há 28 anos; 16,7% há 23 anos; e os demais
entre 4 e 22 anos. Tais resultados demonstram que a maioria dos bibliotecários
lotados na Biblioteca Central da UFPB concluiu a graduação há bastante tempo.
Esses percentuais demonstram a necessidade de cursos de atualização na área,
haja vista os programas dos cursos de Biblioteconomia terem sofrido mudanças ao
longo dos anos, alterando assim, o perfil do bibliotecário.
Tabela 3 - Tempo de serviço
Tempo de serviço Bibliotecários Percentual
32
29
28
27
22
14
12
3
TOTAL

1
2
3
1
1
1
1
2
12

8,3 %
16,7 %
25 %
8,3 %
8,3 %
8,3 %
8,3 %
16,7 %
100 %

Fonte: Pesquisa in loco.

Com relação ao tempo de serviço, verificou-se que 25% dos bibliotecários
atuam a 28 anos na profissão; 16,7%, 29 anos; 16,7%, 3 anos; e os demais com
8,3% variam em tempo de serviço,

de 12 a 32 anos de serviços prestados à

Biblioteca Central da UFPB. Tais resultados revelam que os bibliotecários lotados na

�9

instituição são profissionais que exercem a profissão, a prática bibliotecária há
bastante tempo, o que leva a crer que possui uma vasta experiência na área.
Tabela 5 - Função que exerce
Função
Bibliotecário
Chefe de seção
Coordenador de seção
Diretor de seção
TOTAL

Bibliotecários Percentual
7
58,3%
3
25 %
1
8,3 %
1
8,3 %
12
100 %

Fonte: Pesquisa in loco.

Quanto à função desempenhada verificou-se que 58,3% exercem a função
de bibliotecário; 25% de chefe de seção; 8,3% de coordenador de seção e 8,3% de
diretor de seção. Tais resultados demonstram que o campo de atuação para o
profissional

com

formação

na

área

de

Biblioteconomia

abrange

funções

diferenciadas, demonstrando assim, que a Direção da Biblioteca Central oferece
possibilidades de cargos de forma a descentralizar rotinas de trabalho e a delegar
autoridade.
2º Parte: Objeto de estudo
A visão particular dos sujeitos da pesquisa sobre o comprometimento Social
dos cursos de Biblioteconomia:
Com relação ao comprometimento social da Biblioteconomia, os
bibliotecários lotados na Biblioteca Central da UFPB declararam:
“a Biblioteconomia está efetivamente inserida no social, promovendo

um desenvolvimento do meio social”. (Bibliotecário 1)

“o bibliotecário do futuro necessitará cada vez mais de habilidades
específicas, pois o mercado exige cada vez mais indivíduos flexíveis,
adaptáveis e principalmente, imaginativos e proativos, preparados
para os desafios”. (Bibliotecário 3)
“o bibliotecário deve se integrar a grupos na sociedade que de fato
se predisponham a contribuir para o desenvolvimento social”.
(Bibliotecário 4)
“desconheço o desenvolvimento de alguma prática social ligado ao
profissional bibliotecário”. (Bibliotecário 9)
“as ações sociais desenvolvidas por profissionais de Biblioteconomia
precisam ser mais agressivas, seja em projetos sociais já existentes,
como também, em ações isoladas do profissional ou do curso”.
(Bibliotecário 12)

�10

Constata-se que nas falas dos sujeitos investigados existe a consciência
de um profissional pró-ativo e comprometido com questões sociais através da
prestação de serviços de informação. Verifica-se também, em suas falas um desejo
latente de que sua atuação profissional junto à comunidade seja mais efetiva e
abrangente, contemplando não apenas à comunidade acadêmica, mas à sociedade
como um todo, no sentido de contribuir para o desenvolvimento social através de
atividades associadas à Biblioteconomia. Observa-se, ainda que o profissional
bibliotecário que atua na Biblioteca Central da UFPB tem consciência da importância
do seu trabalho.
Concepção sobre o impacto da leitura de um livro em uma pessoa
Nesse particular, os bibliotecários declararam:
“é fundamental, pois segundo Mário Quintana: “Livros não mudam o
mundo; quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam
as pessoas”. (Bibliotecário 3)
“o hábito de ler é uma experiência positiva, que familiariza o
indivíduo com o meio, seja intelectual e/ou social. (Bibliotecário 5)
“a leitura causa mudanças na maneira de pensar e no jeito de viver
das pessoas.” (Bibliotecário 7)
“quando relacionado à vida acadêmica, o impacto da leitura vai
depender do seu compromisso.” (Bibliotecário 11)

A opinião dos bibliotecários sobre o impacto da leitura traduz o
entendimento dos mesmos de que a leitura pode promover mudanças significativas
na vida das pessoas e consequentemente, do meio onde vivem, através da
transformação intelectual ocasionada pela informação adquirida nos livros.
Como os bibliotecários investigados definem a Biblioterapia
Quando solicitados a definir a Biblioterapia, os bibliotecários declararam:
“a Biblioterapia é uma terapia, e porque não, uma terapêutica que
pode gerar novo sentido à vida, bem como o aumento do acervo
pessoal de informações culturais do leitor.” (Bibliotecário 1)
“tratamento que serve como estimulador à leitura, ou seja, fonte de
fuga do mundo real ou ainda, fonte de estímulo e tolerância do que
parece irreal.” (Bibliotecário 2)
“a terapia através do livro, aplicando a leitura como elemento
renovador.” (Bibliotecário 5)

�11

“uma terapia que expõe uma maneira de ajudar os mais
necessitados, amenizando seus problemas emocionais, pessoais e
até na mudança de comportamento.” (Bibliotecário 6)
“terapia na qual a leitura é utilizada para tranqüilizar, distrair,
reanimar, encorajar e ajudar no restabelecimento de enfermos.”
(Bibliotecário 8)

Percebe-se nas considerações registradas, que o entendimento dos
bibliotecários em relação à Biblioterapia é bastante diversificado. Enquanto alguns
vêem a Biblioterapia como uma terapia através da leitura, outros a consideram um
instrumento através do qual se pode obter fortaleza emocional e espiritual. Contudo,
o que parece evidente, é que os bibliotecários investigados não possuem
conhecimento aprofundado sobre essa questão, pois suas respostas são um tanto
quanto vagas e subjetivas, o que demonstra a deficiência dos Cursos de
Biblioteconomia em negligenciar formação específica em Biblioterapia como campo
de trabalho da Biblioteconomia. Urge, pois a necessidade de realização de cursos
específicos sobre o assunto, a fim de proporcionar aos bibliotecários a possibilidade
de aprofundamento nessa área, no sentido de torná-la mais um campo de atuação
do bibliotecário, bem como de evitar que outras áreas do conhecimento a tomem
para si. Ademais, não se pôde observar, em nem um momento, o entendimento dos
mesmos em relação à questão de atribuição de sentido e interpretações das leituras
na atividade biblioterapêutica, onde o livro é somente o ponto de partida para um
momento de conversas, interpretações e atribuição de valores às situações expostas
pelas leituras.
Outro aspecto observado, diz respeito à associação da Biblioterapia às
questões de saúde. Talvez isso se deva ao fato de que a Biblioterapia, desde o seu
surgimento, sempre esteve ligada a questões medicinais e também pelo peso
semântico que o seu próprio nome possa trazer. Nesse sentido é importante atentar
para os objetivos da Biblioterapia para que ela possa ser aplicada. Esses objetivos
podem ser assim pontuados: ampliar a compreensão e conhecimento de um
problema ou diagnostico; incentivar habilidades sociais e reforçar comportamento
aceitável e corrigir ou remover comportamento nocivo ou confuso; dar orientação
espiritual ou inspirativa; desenvolver um senso de pertencimento, o qual por sua vez
ajuda o paciente a se sentir melhor emocionalmente; explorar metas e valores
pessoais. Partindo destes objetivos, nota-se que a Biblioterapia pode ser usada em
vários locais, como escolas, asilos, hospitais, centros de detenção, clinicas de

�12

tratamento de dependentes químicos entre outros. Porem deve-se atentar para a
escolha do tipo de Biblioterapia que será utilizado, para isso se faz necessário um
estudo do paciente leitor, tendo em vista obter conhecimentos de quais problemas e
necessidades informacionais enfrentadas por cada indivíduo.
CONCEPÇÃO SOBRE A BIBLIOTERAPIA COMO CAMPO
DE ATUAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO:
Nesse item, os bibliotecários investigados declararam:
“o campo bibliotecário oferece diversas oportunidades de interagir
com a comunidade e a Biblioterapia é uma dessas formas.”
(Bibliotecário 1)
“não só ajuda com o conhecimento adquirido, como também
acrescenta maior responsabilidade sobre o papel que o profissional
ocupa.” (Bibliotecário 2)
“a atuação do bibliotecário se expande de acordo com sua
disponibilidade em interagir com o social e, a Biblioterapia oferece
ao profissional a oportunidade de colocar em campo as várias
formas de estímulo que propõe, seja na área de saúde ou em áreas
afins.” (Bibliotecário 3)

Observa-se que os bibliotecários concordaram, unanimemente, que a
Biblioterapia é também um campo de atuação relevante para o bibliotecário. Porém,
verifica-se mais uma vez, que o conhecimento dos bibliotecários entrevistados em
relação à Biblioterapia é um tanto superficial, ou seja, baseia-se provavelmente em
suposições e no senso comum, enquanto deveria estar alicerçado em bases sólidas
e específicas advindas de sua formação acadêmica ou de cursos extracurriculares
disponibilizados nas universidades como complementação à graduação, ou ainda,
em cursos de especialização, mestrado e doutorado.
Participação em atividades associadas à Biblioterapia
Quando perguntados se já participaram de atividades associadas à
Biblioterapia, todas as respostas foram negativas. Contudo, vale salientar que, todos
demonstraram interesse realizar, com maior freqüência, atividades relacionadas à
Biblioterapia. Tais resultados demonstram que os profissionais investigados, apesar
de atuarem na área há bastante tempo, não receberam qualquer formação inerente
a Biblioterapia durante a graduação, e tampouco foram estimulados a se interessar,
efetivamente, pela prática biblioterapêutica, o que demonstra a deficiência dos

�13

cursos de Biblioteconomia em negligenciar uma área tão importante para o contexto
social da modernidade. A Biblioterapia poderia ser abraçada pelos profissionais
bibliotecários, e adotada como um dos seus campos de atuação específica.
Competências e habilidades que um profissional deve possuir para
conduzir uma atividade de Biblioterapia
Nesse questionamento os bibliotecários declararam:
“criatividade, imaginação, dinamismo, solidariedade e uma visão
pró-ativa.” (Bibliotecário 1)
“gostar de ler, de fazer amizades, participar de grupos, ser paciente
e amável.” (Bibliotecário 4)
“habilidade específica para a pesquisa, para lidar com grupos e
dirigir discussão, ter conhecimentos dos diversos problemas que
podem ser objeto para a Biblioterapia. “(Bibliotecário 6)
“ser consciente, aberto às mudanças, para desenvolver a interação
do individuo com o meio.” (Bibliotecário 9)

Nas falas dos sujeitos investigados, verifica-se uma visão generalizada
acerca das habilidades e competências que o profissional bibliotecário deve possuir
para conduzir atividades de Biblioterapia, ou seja, nas entrelinhas das falas percebese que os mesmos não possuem conhecimento específico sobre a questão.
Os atuais perfis propostos nos cursos de Biblioteconomia para o profissional
bibliotecário contemplam a sua atuação, enquanto biblioterapêuta?
Os bibliotecários declararam que:
“ainda não. Falta conscientização sobre os critérios de atuação
neste campo.” (Bibliotecário 1)
“apesar de o conteúdo programático ser muito técnico, sempre
existe a possibilidade de desenvolver um bom trabalho em cima de
questões que acrescentem ao profissional.” (Bibliotecário 9)
“não. A função do bibliotecário é técnica e elitizada, com pouco
conteúdo de práticas sociais.” (Bibliotecário 12)

Vale

salientar

nas

falas

dos

bibliotecários

investigados,

o

desconhecimento quase absoluto sobre a Biblioterapia, o que só vem a confirmar
que os mesmos não estão preparados para atuar em atividades biblioterapêuticas.
Isso mostra que os Cursos de Biblioteconomia realmente não promovem formação
específica

sobre

o

assunto,

ficando

evidente,

portanto,

o

seu

caráter

terminantemente técnico, o qual direciona os profissionais da área apenas às

�14

questões técnicas de processamento, armazenamento e disseminação da
informação,

negligenciado,

lamentavelmente,

o

comprometimento

da

Biblioteconomia com a responsabilidade social necessária ao desenvolvimento
social.
A biblioterapia pode beneficiar a recuperação e amenizar o estado psíquico de
pacientes em tratamento de doenças como depressão, câncer, AIDS, etc.:

Nesse particular, os bibliotecários declararam:
“produz melhora no estado psíquico dos pacientes, lembrando que,
o profissional deve ter consciência do momento de saber ouvir, bem
como de saber se fazer ouvir.” (Bibliotecário 4)
“ajuda a aliviar as tensões do dia-a-dia vivenciadas por eles nos
hospitais, aumentando a auto-estima, fazendo-os esquecer por
algumas de seu sofrimento.” (Bibliotecário 6)
“a Biblioterapia funciona como fio condutor que redireciona os
problemas a um espaço no subconsciente, proporcionando alívio
temporário”. (Bibliotecário 7)

Observar-se nas falas dos bibliotecários a crença de a Biblioterapia ser
realmente útil quando aplicada a pacientes com doenças graves. Tal entendimento
revela que os sujeitos da pesquisa – apesar de não dominarem os conhecimentos
específicos inerentes às atividades biblioterapêuticas – têm plena ciência dos
benefícios que as mesmas podem trazer aos pacientes acometidos por doenças ou
que necessitem aumentar auto-estima. Isso, ratifica a relevância de ser incluída nos
Cursos de Biblioteconomia, formação específica em Biblioterapia, considerando que
os profissionais da área podem atuar como mediadores, facilitadores na aplicação
das técnicas biblioterapêuticas, a fim de contribuir para o desenvolvimento social,
haja vista ser um dos papéis que a Biblioteconomia, efetivamente deve incorporar.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS: a falta do ponto final
Uma das missões da bibliotecária universitária é fazer com que a
informação chegue a tempo útil às mãos daqueles que dela necessita, penetrando
no interior da comunidade acadêmica, através dos seus serviços informacionais,
com vistas a conhecer os anseios, desejos de mudança e comportamentos dos seus
usuários. Por isso, não deve estar voltada apenas para questões de cunho
tecnicista. Mais do que selecionar, adquirir e processar materiais de informação,

�15

seus profissionais devem planejar serviços e produtos direcionados, isto é com foco
no usuário.

Além de ter responsabilidade sobre as questões técnicas de

Biblioteconomia a biblioteca universitária e seus bibliotecários devem estar
sintonizados com a responsabilidade social da sua missão. O prisma atual dessa
responsabilidade está focado nos usuários, nas suas necessidades, desejos e busca
da informação, por meio de uma cultura de contato direto, que garante o êxito de
quem a busca a informação para mudar suas estruturas de conhecimento.
Ressalta-se que os bibliotecários, da Biblioteca Central da Paraíba, pouco
se aproximam deste campo de trabalho, talvez pelo fato de não terem sido
preparado na sua graduação para assumir atividades inerentes à Biblioterapia.
Dessa forma, conclu-se que a Biblioterapia não deve ser tratada como uma atividade
informal de corredores de universidades. Ela precisa ser concretamente amparada
nos currículos dos Cursos de Biblioteconomia, como atividade coordenada e
orientada por professores. Desta maneira a Biblioterapia deixa de ser apenas mais
uma competência no hall de habilidades do bibliotecário e passa a ser de fato uma
realidade de transformação de vida dos usuários.
Observa-se nas falas dos profissionais entrevistados, que a ausência de
intimidade com as atividades biblioterapêuticas está transparente, o que é
lamentável. Isto é o reflexo de currículos arcaicos e ultrapassados que urgem por
inovações e transformações urgentes.
Enfim, só resta uma certeza, a Biblioterapia é uma realidade. É uma
atividade de disseminação de leitura que restitui a vida, o movimento e o tempo,
através da informação e dos sentidos, falta apenas o empenho das escolas de
Biblioteconomia em inserí-la nos seus currículos, a fim de os bibliotecários se
tornarem precursores de novas atitudes, normas e mecanismos que diluam a
exclusão social e favoreçam o perfilamento da leitura/informação como produtora
crítica do conhecimento na sua multiplicidade de sentidos.

�16

REFERÊNCIAS
ALVES, Maria Helena Hees. A aplicação da biblioterapia no processo de
reintegração social. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, v.
15, n. 1/2, jan./jun. 1982. p. 54-61.
BARRETO, Aldo de Albuquerque. A condição da informação. In: STAREC, Cláudio;
GOMES, Elizabeth Braz Pereira; CHAVES, Jorge Bezerra Lopes. Gestão
estratégica da informação e inteligência competitiva. São Paulo: Saraiva, 2005.
CALDIN, Clarice Fortkamp A leitura como função terapêutica: biblioterapia. Revista
Eletrônica de Biblioteconomia e Ciência da Informação, (12), dez., 2001.
Disponível em: &lt;http://www.encontros-bibli.ufsc.br&gt;. Acesso em 20 jun. 2007.
CUNHA, Murilo Basto. Construindo o futuro: a biblioteca universitária brasileira em
2010. Ciência da Informação, Brasília, v. 29, n. 1, p. 71-89, jan./abr. 2000.
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idosos: um estudo de caso no Lar da Providência Carneiro da Cunha. 1989. 140 f.
Dissertação (Mestrado em Biblioteconomia) – Universidade Federal da Paraíba,
João Pessoa.
FERREIRA, Danielle Thiago. Biblioterapia: uma prática para o desenvolvimento
pessoal. ETD – Educação Temática Digital, Campinas _SP, v.4, n.2, p 35-47, jun.
2003. Disponível em: &lt;http://www.bibli.fae.unicamp.br/etd/biblioterapia.pdf&gt;. Acesso
em 20 jun. 2008.
HASSE, Margareth. Biblioterapia como texto: análise interpretativa do processo
biblioterapêutico. Dissertação (Mestrado em Comunicação e Linguagens) –
Universidade Tuiuti do Paraná, 2004.
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de
metodologia científica. 3. ed. rev. e ampl. São Paulo: Atlas, 1991.
OUAKNIN, Marc-Alain. Biblioterapia. São Paulo: Loyola, 1996.
PEREIRA, Marília M. Guedes. Biblioterapia: proposta de um programa de leitura
para portadores de deficiência visual em bibliotecas públicas. João Pessoa: Editora
Universitária, 1996.
PINHEIRO, Edna Gomes. Entre o sonho e a realidade: a leitura/informação como
atribuição de sentido no contexto do câncer infantil. Dissertação (Mestrado em
Ciência da Informação). João Pessoa, 2001.
PRESTES, Maria Luci de Mesquita. A pesquisa e a construção do conhecimento
científico: do planejamento aos textos, da escola à academia. 2. ed. rev. São Paulo:
Rêspel, 2003.
________________
1
2

Wilton Pereira da Silva, Universidade Federal da Paraíba, wilps2001@yahoo.com.br
Edna Gomes Pinheiro, Universidade Federal da Paraíba, ednagomespi@yahoo.com.br.

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                <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
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              <text>A face oculta da biblioterapia na biblioteca universitária: os ditos e os não ditos dos bibliotecários da Biblioteca Central da UFPB.</text>
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              <text>Apresenta os resultados da pesquisa realizada na Biblioteca Central da UFPB, partindo do princípio de que a biblioterapia se utiliza de recursos informacionais e que as informações contidas nesses recursos, quando assimilados, transformam-se em conhecimentos que podem modificar a visão de mundo de um indivíduo, reeducando-o, adaptando-o ao seu contexto sócio-educacional e cultural. Reconhece que a biblioteca universitária ao vislumbrar a necessidade emergente de fazer parte da imensa revolução da sociedade da informação, deve repensar seus espaços, abrindo horizontes para garantir seu papel como protagonista de uma missão inovadora: criar novas formas de mediação para o acesso a informação e a promoção da leitura, no intuito de democratizar o conhecimento, fator decisivo para o pleno exercício da cidadania e da inclusão social. Apresenta como objetivos: Identificar opiniões e conhecimentos dos bibliotecários da Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), sobre a biblioterapia e o seu potencial estratégico junto à comunidade acadêmica; conhecer as habilidades e competências dos bibliotecários da Biblioteca Central da UFPB, para conduzirem atividades inerentes a biblioterapia; conhecer a opinião dos bibliotecários da UFPB sobre os atuais perfis acadêmicos propostos pelos Cursos de biblioteconomia, se eles contemplam ou não a formação do bibliotecário, enquanto biblioterapêuta. Pesquisa do tipo exploratória com abordagem quali-quantitativa, ancorada na pesquisa bibliográfica para o embasamento teórico e na pesquisa de campo para coletar seus dados e investigar os pesquisados no seu contexto. Conclui que os bibliotecários da Biblioteca Central da UFPB não estão preparados para atuar em atividades biblioterapêuticas. Isso reflete o caráter notadamente técnico dos Cursos de Biblioteconomias que negligenciam o comprometimento com a responsabilidade social, convenção basilar que os bibliotecários e as bibliotecas universitárias devem efetivamente abraçar.</text>
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