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BIBLIOTECÁRIO DE REFERÊNCIA COMO COADJUVANTE NO
DESENVOLVIMENTO DO PENSAMENTO CRÍTICO DO DISCENTE DE
GRADUAÇÃO
TETERYCZ, T.1

RESUMO
O presente trabalho tem como intuito fazer uma reflexão sobre a participação do
bibliotecário de referência na educação e no desenvolvimento do discente como um
profissional-cidadão, crítico e reflexivo. Aborda a lacuna deixada pela formação
básica e o papel das universidades e das bibliotecas universitárias para amenizá-las.
Considera que na atual conjuntura de acelerada evolução das tecnologias de
comunicação e informação, do eminente volume de informações disponíveis em
diversificados meios e suportes, o usuário necessita de orientação sobre como
conduzir suas pesquisas, como selecionar a informação mais relevante, mais
confiável, designando para o bibliotecário de referência o papel não apenas de
orientador, mas também de educador no desenvolvimento da visão crítica e reflexiva
do usuário. Isso acontece quando através das funções que exerce incentiva a
aprendizagem do uso dos recursos informacionais, motiva a exploração do
conhecimento existente através da pesquisa, instiga o questionamento, a crítica e a
reflexão das informações sob os variado pontos de vista para que ele não haja
apenas como reprodutor daquilo que o professor conhece, mas seja capaz de
construir novos conhecimentos.
Palavras-chave: Bibliotecário de referência. Pensamento crítico. Biblioteca
universitária. Usuários de biblioteca.

ABSTRACT
The present work aims to reflect about the involvement of the Reference Librarian in
education and in the development of the learner as a professional citizen, critical and
reflexive. It approaches the gap left behind by the basic education and the role of the
universities and their libraries. It also considers that with the fast evolution of
communication and information technologies and the eminent volume of available
information on several means and supports, the user needs an orientation on how to
lead their researches and select relevant and reliable information, thus, is up to the

�2

Reference Librarian not only the role of a guider, but also the educator on the
development of the critical and reflexive vision of the user. That happens when they
encourage the learning of the information resource use; motivate the exploration of
the knowledge in the research; and urge the questioning, the criticism and the
reflection of the information by different points of view. So they don’t only act as a
reproductive of what the professor knows, but they are able to build new minds as
well.
Keywords: Reference Librarian. Critical Thinking. University Library. Library Users.

1 INTRODUÇÃO
A sociedade é marcada por momentos históricos culturais, econômicos e
políticos. Em cada época é possível identificar qual o fator determinante para seu
desenvolvimento, seu maior bem econômico. Na sociedade medieval, o meio de
subsistência social era a Terra. Já a industrial tinha como seu produto o capitalismo
com a centralização da produção mecanizada. Atualmente, na sociedade
caracterizada como do Conhecimento, o insumo é a informação, com produtos
intangíveis, ativos e a permanente aprendizagem.
Segundo Miranda (2004, p. 113), fazemos parte de “uma sociedade onde
a informação e o conhecimento tornam-se fatores integrantes da produção”.
Já para Takahashi (2000, p. 05),
A informação representa uma profunda mudança na organização da
sociedade e da economia, havendo quem considere um novo
paradigma técnico-científico. É um fenômeno global com elevado
potencial transformador das atividades sociais e econômicas, uma
vez que a estrutura e a dinâmica dessas atividades inevitavelmente
serão, em alguma medida, afetadas pela infra-estrutura de
informações disponíveis.

No processo de evolução da humanidade, observa-se que as descobertas,
as conquistas de novos domínios e as inovações em todas as áreas do
conhecimento sempre estiveram relacionadas a questionamentos, ao inconformismo
e à capacidade reflexiva, crítica e criativa do homem. O desejo de desvendar o
desconhecido e produzir novos conhecimentos impulsiona e projeta a humanidade
em direção ao desenvolvimento constante por meio de um círculo dinâmico de
inovações como novos meios de comunicação, de negociação e produção
envolvendo o ensino, a pesquisa e a tecnologia e refletindo na sociedade como um

�3

todo, marcada por transformações onde o domínio do saber, do poder, do uso das
TCIs e de informação adquiriu valor econômico. O indivíduo que desejar fazer parte
dessa sociedade precisa firmar competências no que se refere à busca e ao uso da
informação e, principalmente, ter habilidade na interpretação crítica da informação
para geração de novos conhecimentos.
Diante desse contexto no qual o ensino, a pesquisa e as inovações
tecnológicas são fundamentais para o progresso social, cabe à universidade o papel
de fonte geradora, detentora e transmissora do saber, capaz de produzir novos
conhecimentos, além da função primordial de formar profissionais de espírito
reflexivo, crítico e de capacidade criadora para interagirem no desenvolvimento do
sistema social, econômico e político ao qual pertencem.

2 JUSTIFICATIVA
As bibliotecas fazem parte do contexto organizacional e pedagógico das
instituições de ensino, seja ela de formação básica ou superior, de modo que as
próprias instituições, e também a literatura, defendem a tese de que a biblioteca é o
“coração” das escolas. As bibliotecas participam diretamente do processo de
ensino/aprendizagem, tendo o papel de educadoras e isso acontece no momento
em que seus profissionais interagem com os alunos no desenvolvimento de suas
pesquisas e também na provisão, organização e disseminação do conhecimento, o
que vai ao encontro da afirmação de Fragoso (2005, p. 47) sobre a biblioteca ser “o
coração da escola, concedendo vida à comunidade escolar, uma vez que
permanece em constante sintonia com o processo pedagógico.”
No que refere-se às bibliotecas universitárias, essas devem acompanhar
a função das Instituições de Ensino Superior – IES – que, conforme Milanesi (1995),
é prover suporte para o ensino, pesquisa e extensão. Ainda de acordo com Milanesi
(1995, p. 72), “uma medida de qualidade de uma IES está na excelência de sua
biblioteca”, afirmação que tomamos a liberdade de estender a todos os tipos de IES,
que englobam, impreterivelmente, a educação e o conhecimento.

�4

O interesse por este tema é reflexo de motivações de ordem pessoal e
profissional. No âmbito pessoal, surgiu a partir da percepção de que um elevado
número de ingressos na universidade não possuem visão crítica e reflexiva do
cotidiano. O segundo fator está relacionado à atuação profissional em bibliotecas
universitárias nas quais observou-se que: se por um lado, os ingressos têm
dificuldades na formulação do pensamento crítico e na argumentação e produção de
conhecimento, por outro, muito se tem falado em tecnologias da informação,
sistemas de recuperação de informações, entre outros mecanismos, deixando uma
lacuna na reflexão sobre a contribuição da biblioteca na educação, visto que é de
extrema importância na formação do indivíduo como profissional-cidadão.
Esse pensamento é respaldado na afirmação de Rodrigues (2002, p. 04)
ao defender que “o mundo contemporâneo, em que o conhecimento evolui de forma
incontrolável, exige uma educação voltada para a autonomia do educando, o que
implica

numa

metodologia

de

aprendizagem

ancorada

na

produção

do

conhecimento, através da investigação e solução de problemas”.
Ainda de acordo com Rodrigues (2002), essa metodologia ameniza a mera
reprodução do conhecimento, ajudando os educandos a alcançar a competência
emancipatória.
Para Moraes (2001, apud Rodrigues, 2002, p. 07), “somente quem
consegue defender seus pontos de vista pode interferir no discurso coletivo.
Portanto, somente quem é possuidor de uma desenvoltura argumentativa é capaz
de concretizar sua cidadania de forma plena”. Diante disso, busca-se com este
estudo fazer algumas reflexões sobre o tema, visando a atuação da biblioteca na
formação do pensamento crítico e reflexivo do indivíduo e, conseqüentemente, no
desenvolvimento da produção do conhecimento.
A principal meta de todo o sistema de educação é fazer com que o
educando adquira o conhecimento que ele possa aplicar em diversas situações de
sua vida pessoal e profissional. Para isso, a instituição de ensino deve ter a
preocupação com a formação do pensamento crítico de seus educandos,
preparando-os para a autonomia e o comprometimento social.

�5

O descaso com as disciplinas de formação básica (tais como Filosofia,
Metodologia Científica, Sociologia, Ciência Política entre outras), isto é, aquelas que
muitos educandos não sabem para que servem, mas sem elas, são incapazes de
orientar-se no tempo e no espaço, bem como entender como funciona a sociedade
da qual fazem parte, coloca as universidades frente a estudantes mal-preparados
(FAZITO, 2007) que chegam ao ensino superior com dificuldades em compreender
textos simples, escrever um paper ou mesmo fazer uma leitura crítica.
Em face dessa problemática, a questão aqui levantada é: qual a
participação do bibliotecário de referência como educador no desenvolvimento do
discente como profissional-cidadão crítico e reflexivo durante o processo
acadêmico?

3 UNIVERSIDADE
No entendimento de Charles e Verger (1996), as primeiras universidades
remontam por volta dos séculos XII e XIII na Europa Ocidental, inicialmente
caracterizada pelas artes liberais – Gramática, Retórica, Lógica, Aritmética, Música,
entre outras – e a Teologia, considerada a ciência sagrada. De 1780 a 1867,
acontece um primeiro movimento de renovação no contexto das universidades e
surge o questionamento: a ciência ou a profissão? Foi o momento em que levaram
as universidades a tornarem-se espaços políticos decisivos, sendo a pesquisa e a
formação profissional responsabilidade das instituições de ensino. O período entre
1860 e 1940 foi caracterizado como o período da diversificação, da expansão e da
profissionalização do ensino superior.
O surgimento de conflitos éticos e religiosos, o desenvolvimento e a
urbanização social destacam desigualdades e a universidade passa a ser fator
central de promoção social dos indivíduos, de afirmação nacional, de formação de
elites e de progresso científico e econômico. A demanda pelo ensino superior
cresceu exponencialmente, e conseqüentemente, o surgimento de diversificados
modelos pedagógicos que desde seu início vem se adequando às necessidades
mercadológicas e sociais.

�6

Com referência à educação superior no Brasil, o tripé no qual se assenta o
papel da universidade está no artigo 207 da Constituição Federal de 1988, o qual
dispõe que “as universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa
e de gestão financeira e patrimonial e obedecerão ao princípio da indissociabilidade
entre ensino, pesquisa e extensão” (BRASIL, 2002, p. 128).
Para Hofmeister (2000, p. 70),
O porvir de um país depende do valor que se dá à educação e à
formação. O fator-chave é o conhecimento e, portanto, a educação.
As sociedades modernas são sociedades do saber. Na universidade
se acumula o saber. Ela é a base não só para a formação dos
estudantes, mas também, para estender os limites de conhecimento,
intensificar a criatividade e, por fim, moldar a identidade de um país
e de uma nação. O empenho da universidade e de toda a educação
superior têm repercussão direta na evolução econômica e social.

Entende-se, dessa forma, que o ensino, a pesquisa e a extensão
universitárias são as funções básicas da universidade, merecendo equivalência e
igualdade em seu trato, pois ela é o espaço de desenvolvimento do pensamento
crítico, da produção do conhecimento e da formação do indivíduo como profissional
e cidadão: agente e participante da sociedade.

3.1 Universidade, espaço do desenvolvimento crítico e reflexivo e da produção
do conhecimento
É importante aqui esclarecer que pensamento crítico e/ou reflexivo e
senso crítico são denominados por muitos autores como sinônimos e, da mesma
forma, serão utilizados neste texto.
Inicialmente, cabe aqui definir pensamento crítico de acordo com Lipman
(1991, p. 01 apud Silva, 2003, p. 01),
Senso crítico como capacidade de estabelecer juízos
fundamentados na observação objetiva dos fatos contemplando os
aspectos éticos, com capacidade de compreender a realidade, [ou
seja], é saber pensar de forma lógica a partir de observações,
comparações, inferências e julgamentos.

Da mesma forma, é conveniente fazer algumas pontuações sobre
produção do conhecimento. Como já mencionado anteriormente a sociedade vive
em um emaranhado de informações dos mais variados tipos, mas a informação por

�7

si só não basta, ela precisa ser trabalhada, interpretada e transformada em
conhecimento, isto é, em produto.
Para Freire (1997, p. 27),
O conhecimento exige uma presença curiosa do sujeito em face ao
mundo. Requer sua ação transformadora sobre a realidade.
Demanda uma busca constante. Implica em invenção e reinvenção.
Reclama reflexão crítica de cada um sobre o ato mesmo de
conhecer, pelo qual se reconhece conhecendo e, ao reconhecer-se
assim, percebe o “como” de seu conhecer e os condicionamentos a
que está submetido.

Takahashi (2000, p. 17) cita a informação como matéria-prima que produz
o conhecimento quando afirma que:
A capacidade de gerar, tratar e transmitir informação é a primeira
etapa de uma cadeia de produção, que se completa com sua
aplicação no processo de agregação de valor a produtos e serviços.
Nesse contexto, impõe-se para empresas e trabalhadores, o desafio
de adquirir a competência necessária para transformar informação
em um recurso econômico estratégico, ou seja, o conhecimento.

Para se produzir conhecimento é imprescindível que se passe pela
pesquisa das informações existentes e do conhecimento histórico, atividade esta
que

se

inicia

na

educação,

perpetuando-se

pela

vida

acadêmica

e,

conseqüentemente, na vida profissional, sendo a responsabilidade dessa atividade
atribuída às instituições de ensino. Essa afirmação é corroborada por Milanesi (2002,
p. 07) ao afirmar que “o desafio maior da universidade não é produzir profissionais
para ocupar vagas do mercado [...], mas formar aqueles que vão incentivar as novas
possibilidades de atender às necessidades coletivas.”
Autores como Demo (2005) e Silva (2003) apóiam as idéias da educação
pela pesquisa, que deve ser uma atitude cotidiana e não apenas para atender as
exigências curriculares. A instituição de ensino não deve somente se pautar no
processo de transmissão de informações, mas também num instrumento em que o
aluno desenvolve a capacidade de articular novos conhecimentos, estabelecer
relações, inovar e ser autor do seu próprio conhecimento. Porém, faz-se necessária
a preocupação em formar o indivíduo capaz de utilizar o conhecimento existente
para comparar com a realidade, e assim, fazer suas opções profissionais, culturais e
políticas de forma consciente.

�8

Cabe também à instituição de ensino proporcionar ao discente atividades
com pesquisas para trabalhar a análise, interpretação, argumentação e crítica,
tornando-o um indivíduo consciente, crítico e autônomo. Demo (2005, p. 38) aponta
três características de uma aprendizagem autêntica:
a) a existência de esforço reconstrutivo pessoal; b) a valorização da
posição do professor e do contexto social; c) a emancipação do
“sujeito”, pois “aprendizagem que não gera autonomia [capacidade
critica e reflexiva, conseqüentemente geração de novos
conhecimentos] não é aprendizagem.

A instituição de ensino devem ser um local onde o aluno possa refletir,
ousar e desenvolver habilidades de forma coerente e responsável para proporcionar
a transformação da informação em conhecimento, através de discussões,
questionamentos e argumentações, tornando o aluno um indivíduo independente
que entenda e participe da sociedade de forma ativa, visto que a formação de
profissionais comprometidos com a sociedade é muito mais que a transmissão de
conhecimentos.

3.2 A biblioteca no contexto das instituições de ensino superior
A capacidade de comunicação por meio de diversos tipos de documentos
escritos, gráficos e visuais é a característica peculiar do homem. A criação, difusão,
conservação, recuperação e utilização desses documentos são atividades que
desempenham um papel importante na evolução da humanidade (DENES;
GUITTERREZ; TETERYCZ, 2001).
A visão da biblioteca como mais um lugar para armazenar e preservar os
materiais bibliográficos relevantes para o ensino e a pesquisa, com as exigências
das grandes transformações ocorridas na história da humanidade, passa a ser cada
vez mais o centro nervoso para a interação entre aqueles que produzem a
informação e o conhecimento e seus usuários dos quais o ensino e a pesquisa
modernos dependem para o progresso da sociedade.
Para Dias Sobrinho (2005, p. 80), “é fundamental que os conhecimentos
se transformem em desenvolvimento da sociedade e elevação da vida humana, em
geral, e não se privatizem como bens individuais”.

�9

Para Santomé (1998, p. 130),
A ação educacional pretende, além de desenvolver capacidades
para a tomada de decisões, oferecer aos estudantes e ao próprio
corpo docente uma construção reflexiva e crítica da realidade,
tomando como ponto de partida as teorias, conceitos, procedimento,
costumes, etc., que existem nessa comunidade e aos quais se deve
facilitar o acesso.

A existência de cidadãos conscientes, críticos e participativos da
sociedade da qual fazem parte depende da formação recebida e que está inserida,
grande parte, nos conteúdos curriculares planejados e trabalhados pelas instituições
de ensino e disponíveis nas bibliotecas.

3.3 Bibliotecário de referência como coadjuvante na educação
A Classificação Brasileira de Ocupações – CBO (2002) define os
profissionais da informação, bibliotecários, documentalistas e analistas de sistemas
como:
Aqueles que disponibilizam informação em qualquer suporte;
gerenciam unidades como bibliotecas, centros de documentação,
centros de informação e correlatos, além de redes e sistemas de
informação. Tratam tecnicamente e desenvolvem recursos
informacionais; disseminam informação com o objetivo de facilitar o
acesso e geração do conhecimento; desenvolvem estudos e
pesquisas; realizam difusão cultural; desenvolvem ações
educativas [grifo nosso].

Concorda-se com o pensamento de Milanesi (2002) quando comenta que
a atividade de educação é compartilhada entre bibliotecários e docentes no
momento em que se cria demanda para a pesquisa, a leitura e estabelece o
itinerário pelos caminhos do conhecimento. Já ao docente cabe o desafio
permanente de capacitar o educando para o desenvolvimento de uma reflexão
própria e a criação de seu próprio discurso.
Ainda segundo Milanesi (2002, p. 07),
Um dos grandes desafios da educação e da universidade
[envolvendo docentes e bibliotecários] está em ensinar o educando
a localizar, interpretar e reagir às informações disponibilizadas em
inúmeros bancos de dados através de múltiplos canais de acesso,
desenvolvendo o aprendizado da pesquisa, da capacidade analítica,
interpretativa e criativa, da habilidade em problematizar os objetos

�10
de investigação, construir síntese de elementos relevantes aos
propósitos almejados, posicionar-se eticamente frente aos conflitos
humanos, comunicar o conhecimento e transformar suas próprias
ações[...].

Segundo Santomé (1998, p. 174), “existem escolas de pensamento,
orientações ideológicas, temas conflituosos e polêmicos [...], mas, mediante consulta
a diferentes fontes podemos solucionar muitas dúvidas”. O autor complementa ainda
que “aprendemos a aprender”, algo que as instituições de ensino [docentes e
bibliotecários] devem ensinar de forma prioritária”.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com base nas reflexões deste trabalho, chama-se a atenção para a
importância da sincronia entre biblioteca e corpo pedagógico e, principalmente, ao
bibliotecário de referência que, segundo Bertholino e Curty (1997, p. 215), tem as
funções de:
a) responder chamadas dos usuários; b) dar assistência no
monitoramento da busca/pesquisa dos usuários; c) interpretar os
meios de acesso da network; d) interpretar a informação; e) aplicar o
sense-making (filtrar, achar o significado, compreender|) para o
usuário; f) prover assistência de referência para usuários; g) tornarse um professor, instruindo pessoas em como explorar recursos
informacionais; h) instruir no uso da biblioteca eletrônica.

Consideram os autores supracitados que na atual conjuntura de acelerada
evolução das tecnologias de comunicação e informação, do eminente volume de
informações disponíveis em diversificados meios e suportes, o usuário necessita de
orientação sobre como conduzir suas pesquisas, como selecionar a informação mais
relevante, mais confiável, designando para o bibliotecário de referência o papel não
apenas de orientador, mas também de educador no desenvolvimento da visão crítica
e reflexiva do usuário. Isso acontece quando, através das funções que exerce,
incentiva a aprendizagem do uso dos recursos informacionais, motiva a exploração
do conhecimento existente através da pesquisa, instiga o questionamento, a crítica e
a reflexão das informações sob os variado pontos de vista para que ele não atue
somente como reprodutor daquilo que o professor transmite, mas como um indivíduo
capaz de construir novos conhecimentos.

�11

REFERÊNCIAS
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seus títulos: o que faremos e como seremos chamados no futuro? SEMINÁIO
SOBRE AUTOMAÇÃO EM BIBLIOTECAS E CENTROS DE DOCUMENTAÇÃO, 6.
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http://www.metcbo.gov.br Acesso em: 13 nov. 2007.
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Biblioteca escolar brasileira em debate: da memória profissional a um fórum
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�12

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http://www.unitau.br/prppg/publica/humanas/download/estratmetodologicas-N12003.pdf Acesso em: 21 jun. 2007.
TAKAHASHI, T. (Org.). Sociedade da informação: livro verde. Brasília: Ministério
da Ciência e Tecnologia, 2000.

__________________
1

Teresinha Teterycz, Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR),
teresinha.teterycz@pucpr.br.

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>O presente trabalho tem como intuito fazer uma reflexão sobre a participação do bibliotecário de referência na educação e no desenvolvimento do discente como um profissional-cidadão, crítico e reflexivo. Aborda a lacuna deixada pela formação básica e o papel das universidades e das bibliotecas universitárias para amenizá-las. Considera que na atual conjuntura de acelerada evolução das tecnologias de comunicação e informação, do eminente volume de informações disponíveis em diversificados meios e suportes, o usuário necessita de orientação sobre como conduzir suas pesquisas, como selecionar a informação mais relevante, mais confiável, designando para o bibliotecário de referência o papel não apenas de orientador, mas também de educador no desenvolvimento da visão crítica e reflexiva do usuário. Isso acontece quando através das funções que exerce incentiva a aprendizagem do uso dos recursos informacionais, motiva a exploração do conhecimento existente através da pesquisa, instiga o questionamento, a crítica e a reflexão das informações sob os variado pontos de vista para que ele não haja apenas como reprodutor daquilo que o professor conhece, mas seja capaz de construir novos conhecimentos.</text>
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