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BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA PÚBLICA E O USO DA TECNOLOGIA DA
INFORMAÇÃO NOS SEUS SERVIÇOS
PAIVA, M. R.1
TORINO, L. P.2
TORINO, E.3

RESUMO
As bibliotecas universitárias passaram por alguns estágios, nos quais muitos
serviços foram automatizados, e a partir dessas experiências seus produtos foram
aperfeiçoados de acordo com as necessidades de cada setor e com essas
transformações surgiram produtos especializados para bibliotecas. Toda mudança
implica em novos caminhos, novas abordagens, novas soluções e sendo assim, na
universidade o avanço tecnológico teve grande significado e a biblioteca, parte
integrante da Instituição e que gerencia diretamente a informação não poderia deixar
de alinhar-se ao movimento. Com o uso dessas tecnologias há chances de novas
formas de sociabilidade. Assim, na era da informação, é quase impossível não ter
relações intermediadas pela informática. O presente trabalho tem como objetivo
compreender o emprego da tecnologia da informação (TI) nos serviços da biblioteca
universitária.
Palavras-chave: Tecnologia da informação. Biblioteca universitária. Bases de
dados.

ABSTRACT
Libraries have passed through some phases where lots of services have been
automated, and from these experiences the products have been improved according
to the necessities of each sector and with those transformations more specialized
products appeared for the libraries. Every change implies new ways, new
approaches, new solutions, thus the technological progress in the university had
great significance and the library, integrating part of the institution that deals straight
with information couldn’t be away from that movement. With the use of those
technologies there are chances of new forms of sociability. Nowadays in the
information age, it is almost impossible not to have relations mediated by computing.
The Central Library of the University of Maringá (UEM) has the mission of supporting
the centers and other agencies in their activities of teaching, research and extension.

�2

The present paper has the objective of understanding the use of the information
technology in the university library services.
Keywords: Information technology. University library. Data base.

1 INTRODUÇÃO
De tempos em tempos observam-se transformações nos diferentes
campos da atividade humana: lazer, educação, saúde, agricultura, indústria,
comércio, pesquisa, transporte, telecomunicações, informação e outros. Essas
mudanças ocorrem, em grande parte, em conseqüência do aperfeiçoamento e das
inovações tecnológicas. Seus impactos na sociedade são tão significativos, que
podem ser consideradas verdadeiras revoluções tecnológicas, estabelecendo novas
perspectivas quanto a forma de viver.
Conforme manifesta Côrte (1999, p.54), “são inegáveis os benefícios do
avanço tecnológico, das facilidades promovidas pelo processo de comunicação
entre as pessoas.”
Tais tecnologias somadas aos avanços da informática determinam o ritmo
atual das organizações na sociedade, pois,
a revolução da tecnologia da informação e a reestruturação do
capitalismo introduziram uma nova forma de sociedade, a sociedade
em rede. Essa sociedade é caracterizada pela globalização das
atividades econômicas decisivas do ponto de vista estratégico, por
sua forma de organização em redes; pela flexibilidade e instabilidade
do emprego e pela individualização da mão-de-obra. Por uma cultura
de virtualidade real construída a partir de um sistema de mídia
onipresente, interligado e altamente diversificado. (CASTELLS apud
MORIGI; PAVAN, 2004, p. 117).

Vencidos os obstáculos das primeiras gerações, os computadores e a
informação

digital

se

disseminaram

rápida

e

indiscriminadamente.

Muitos

consideram o computador como a maior invenção do século passado, pois,
conforme justificam Libâneo, Oliveira e Toschi (2005, p.63), “seu fascínio, seu
aperfeiçoamento e sua utilização não parecem ter limites”.
Junto ao aparato tecnológico, os setores de aplicação também vão se
adequando. Então, se a informação está disponível sob variados suportes e se

�3

trabalhos e documentos se avolumam em meio digital, nada melhor do que
disponibilizar a recuperação desses documentos on-line, ou seja, por meio de
diretórios, bases de dados e/ou ferramentas de busca, pois o acesso é rápido e a
atualização contínua, evitando duplicidade de pesquisas. Foi desta forma, ou seja,
pautadas pelos recursos da Tecnologia da Informação (TI), que as bibliotecas
universitárias mudaram um paradigma de trabalho, em favor da qualidade, no
atendimento aos usuários.
O presente trabalho, objetiva compreender o emprego da tecnologia da
informação nos serviços da Biblioteca Central da Universidade Estadual de Maringá
(UEM).
Para o desenvolvimento desse trabalho foi realizado um estudo descritivo
baseado no site da referida biblioteca, por meio da análise do uso da tecnologia da
informação nos serviços disponibilizados.

2 FUNÇÕES DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA PÚBLICA
A biblioteca é um órgão social, tem processos de desenvolvimento e evolui
continuamente. Para Leitão (2005, p.24) as
[...] bibliotecas não existem de forma independente da sociedade e
das instituições às quais se vinculam. Elas acompanham as
tendências que se verificam na vida social, em especial aquelas
relacionadas ao campo do conhecimento e da educação.

Ao longo do tempo, objetivando maior eficiência, as bibliotecas
experimentaram diferentes modos no armazenamento, registro, disseminação e
recuperação da informação. Passaram por alguns estágios, nos quais muitos
serviços foram automatizados e, a partir dessas experiências, seus produtos
passaram a ser elaborados de acordo com as necessidades de cada setor, com
essas transformações começaram a surgir cada vez mais produtos especializados
para bibliotecas.
Para Gomes e Barbosa (2007), além do suporte às ações inerentes ao
caráter formativo da universidade, a biblioteca exerce também um papel social, pois:

�4

A biblioteca universitária já nasce subordinada a uma instituição de
ensino superior, com a função específica de apoiar as atividades
desta instituição. Seu papel é contribuir decisivamente para o ensino,
a pesquisa e a extensão, assumindo, assim, a função social de
prover a infra-estrutura documental e promover a disseminação da
informação, em prol do desenvolvimento da educação, da ciência e
da cultura.

Na presença das tecnologias da era da informação, a biblioteca vê-se
impelida a responder por ações comprometidas com uma qualidade compatível às
exigências dessa “nova” sociedade. Para Morigi e Pavan (2004, p.122) “as
bibliotecas universitárias são responsáveis pelo tratamento, armazenamento e
disponibilização do acervo das mesmas e devem estar de acordo com os objetivos
de suas instituições mantenedoras”.
Segundo a UNESCO (apud CARVALHO, 1981, p.35) as bibliotecas de
ensino superior, são dedicadas primordialmente ao serviço dos estudantes e do
pessoal docente das universidades e de outras instituições de ensino superior,
podendo estar abertas ao público.
Para o delineamento dessas ações, cumpre à biblioteca observar amplo
leque de fatores que determinarão, em última análise, sua forma de trabalhar.
Na realidade, os fatores que incidem mais diretamente sobre os
principais elementos das bibliotecas universitárias, ou seja,
concorrência e alternativas, política educacional e tendências, fontes
de recursos e necessidade do mercado, são provenientes dos fatores
sociais, econômicos, políticos e demográficos [...] Esses fatores não
só provocam mudanças como também mudam rapidamente. As
empresas, organizações, universidades, bibliotecas e pessoas, que
não estiverem atentas e agirem levando em consideração estas
transformações, vão rapidamente se tornar obsoletas e incapazes de
oferecer produtos e serviços competitivos, e, talvez, não servirão
para realizar o trabalho que se propuseram. (OLIVEIRA, 2007)

Dessa forma, cumpre à biblioteca universitária identificar entre esses
fatores, aqueles que são determinantes, estabelecer as relações entre eles e com
outros fatores contextualizados para adotar uma gestão compatível às expectativas
da cultura instalada.

�5

3 ANÁLISE DOS DADOS
A Biblioteca Central da UEM é um órgão suplementar, que subdivide-se
em bibliotecas setoriais e seccionais, vinculado administrativamente à Pró-Reitoria
de Ensino, elas têm por finalidade apoiar os centros e demais órgãos em suas
atividades de ensino, pesquisa e extensão, bem como atender às comunidades
universitária e externa. Com a criação da Fundação Universidade Estadual de
Maringá, em 1970, iniciou-se o processo de construção do Campus Universitário e o
prédio da biblioteca, ocupava então uma área de 1.050 m2, e em virtude do aumento
expressivo do número de usuários, no segundo semestre de 2007, foi concluída a
construção do prédio, totalizando uma área de 13.298,03 m2.
Em 2006, foi encaminhada à administração da Universidade, uma
proposta para readequar a estrutura da BCE, por meio da criação do Sistema
Integrado de Bibliotecas (SIB) para integrar acervos e serviços das demais
bibliotecas pertencentes à Instituição, como as setoriais localizadas na cidade de
Maringá: Núcleo de Pesquisas em Limnologia, Ictiologia e Aqüicultura (Nupélia) e do
Hospital Universitário (HUM) e as demais bibliotecas que estão distribuídas nos
campi de extensão: Cianorte, Diamante do Norte, Goioerê e Umuarama.
O acervo é composto por: coleções de obras de referência, obras raras e
especiais, publicações periódicas, publicações oficiais, e demais materiais
distribuídos nos acervos bibliográficos, multimeios e eletrônicos, conforme mostrado
na TAB. 1.

�6

TABELA 1 – Resumo quantitativo dos Acervos Bibliográficos,
Multimeios e Eletrônicos
Material

Títulos

Volumes

CD-ROM

226

389

Diapositivos

04

04

Disquetes

85

164

DVD

44

47

Fita cassetes

74

200

Fitas de vídeo

606

785

2.428

4.131

Globo

01

01

Ilustrações didáticas

08

20

Jogos

03

03

Livros

71.437

145.573

Manuscritos

01

01

Mapas

316

384

Microfichas

1.031

3.515

Microfilmes

02

02

Modelo

16

29

Partituras

264

319

6.075

236.848

Relatórios técnicos

41

42

Separatas

05

08

3.865

4.252

Folhetos

Publicações periódicas

Teses

Fonte: Universidade Estadual de Maringá. Biblioteca Central, 2007.

O site da BCE foi construído em 1999 com a chegada da analista de
sistemas à Biblioteca Central e foi sendo alterado conforme as necessidades e
sugestões dos usuários e servidores da biblioteca. Atualmente a página do Sistema
de Bibliotecas da UEM (SIB/UEM) – www.bce.uem.br/sib – está com informações
diversas sobre as bibliotecas setoriais e serviços prestados, bem como alguns
serviços que disponibilizados on-line.
A informática e as telecomunicações se uniram, formando uma rede de
informações, em nível mundial. Por meio do micro-computador, é possível ter
acesso, em poucos segundos, a qualquer parte do mundo. O uso do computador é
um meio para alcançar a informação e não um fim, pois existem outras formas de
transmitir informações, é a chamada tecnologia da informação (SILVA, 1998, p.14).

�7

Alguns exemplos de TI utilizados atualmente são: computador, rádio,
jornal, antena parabólica, revista, vídeo, televisão, fibras óticas, telefone, fax,
celulares, satélites e outros. Eles estão presentes nos espaços sociais, de maneira
que alteram hábitos, costumes e necessidades. Os usos das novas tecnologias de
telecomunicações nas décadas de 80 e 90 passaram por três estágios distintos: a
automação de tarefas, as experiências de usos e a reconfiguração das aplicações
(CASTELLS, 2005, p.69). Os efeitos da TI são percebidos de maneira diferenciada
conforme a área de atuação.
Ao mesmo tempo em que as tecnologias moldam a sociedade, também
são moldadas por ela. As tecnologias de informação e comunicação exercem
influências profundas no dia-a-dia. Porém, elas não são autônomas e, portanto, não
podem ser desligadas do contexto social em que foram produzidas (MORIGI;
PAVAN, 2004, p.119).
De certa forma as bibliotecas sempre foram dependentes dos recursos
tecnológicos, como da,
[...] passagem dos manuscritos para a utilização de textos impressos,
o acesso a base de dados bibliográficos armazenados nos grandes
bancos de dados, o uso do CD-ROM e o advento da biblioteca
digital, no final dos anos 90, altamente dependente das diversas
tecnologias de informação, demonstram que, nos últimos 150 anos,
as bibliotecas sempre acompanharam e venceram os novos
paradigmas tecnológicos (CUNHA, 2000, p.75).

Analisando o site da Biblioteca Central, percebe-se que vários serviços
oferecidos por ela estão descritos no próprio site e que acompanham as
transformações tecnológicas.
O processo de informatização da BCE foi planejado estrategicamente para
aperfeiçoar os serviços de atendimento, bem como agilizar a pesquisa de seus
usuários. O Sistema de informatização do SIB/BCE/UEM denomina-se Base
Universum, gerenciada pelo Software Virtua da VTLS, Inc. - Universidade da
Virgínia, com sede em Blacksburg, VA, e com representante no Brasil na cidade do
Rio de Janeiro, a VTLS-Americas, que viabilizou o projeto de informatização, visando
otimizar os serviços de referência e agilizar os processos de busca e de pesquisa de

�8

seus usuários, bem como propiciar condições para o tratamento e organização da
informação e do conhecimento.
A Base Universum é composta por um catálogo on-line das bibliotecas da
UEM, que reúne o acervo do SIB/UEM, calcado em uma política de padronização e
serviços. O software Virtua é o mesmo da UNICAMP, Biblioteca de Alexandria
(Egito) entre outras de destaque. O sistema é de forma integrada, com protocolo
Z39.50, estruturado em formato MARC, editado pela Library of Congress (USA) e
específico para controle e registro bibliográfico. O sistema foi inaugurado no dia 03
de julho de 2006, com a liberação oficial das etapas, primeira foi a migração, a
segunda liberação da consulta on-line e a terceira etapa será liberada quando o item
do módulo empréstimo e a implantação do código de barras estiverem concluídas.
Outro recurso a ser implantado será a Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações da Produção Científica da UEM, para tanto, no final de 2006 foi
formalizado um Convênio entre a UEM e a Universidade de Campinas (Unicamp),
visando à cessão e o direito de uso pela Unicamp do software Nou-rau e a
metodologia adotada para a implantação da Biblioteca Digital na UEM. A Biblioteca
Digital da Unicamp tem sido referência para várias instituições que desejam instalar
suas bibliotecas digitais, a primeira experiência nesse tipo de suporte foi em 2006
com a instalação da Biblioteca Digital na Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Algumas instituições são tidas como modelos na área de Bibliotecas Digitais, são
elas: Banco de Teses da Capes; Biblioteca Digital da Unicamp; BDTD da USP;
BDTD da UFSC; BDTD da UNESP; BDTD do Ibict e outras universidades.
Dentre os vários serviços prestados pelos diferentes setores da BCE/UEM,
há aqueles calcados na tecnologia da informação, cabe mencioná-los: normalização
de publicações da UEM - Projeto NBR – 14724/2002 ABNT; correção de referências
– NBR 6023/2000 ABNT, Vancouver e normas editoriais conforme publicação
científica de livros e revistas; orientação via telefone sobre normalização
bibliográfica; catalogação-na-publicação (CIP - NBR 12899/1993 ABNT); orientação
para a busca de material bibliográfico na internet, por meio de Portais de Informação
Científica, Bases de Dados e Bibliotecas Virtuais (levantamento bibliográfico);
treinamento para utilização do Portal de Periódicos da CAPES e comutação
bibliográfica (Comut e Bireme). Vale destacar que parte desses serviços são

�9

realizados pelo setor de Serviço de Disseminação da Informação (SDI), mais
conhecido como setor de Comut.
Entre as práticas mencionadas acima, percebe-se que a atividade que
mais retrata o uso de recurso digital é o serviço de levantamento bibliográfico, pois
as bases de dados multidisciplinares e as especializadas são fontes de informação
utilizadas tanto por profissionais e pesquisadores quanto por acadêmicos, desse
modo evita-se a duplicidade de trabalhos científicos, facilita e agiliza pesquisas,
levantamentos bibliográficos e a localização de documentos, uma vez que a
atualização das bases é freqüente.
As bases de dados correspondem hoje o meio mais rápido e eficiente de
obter informações nas mais variadas áreas do conhecimento. Este fato, somado à
perspectiva dos lucros financeiros advindos da produção e comercialização de bases
de dados, contribui para o surgimento e a crescente expansão de uma verdadeira
‘indústria’ voltada às fontes computadorizadas de informação (O QUE, 2001).
Segundo Cunha (1984, p.33) “as bases de dados são apenas (meras)
ferramentas que um bibliotecário pode usar para auxiliá-lo a encontrar a solução
para uma questão específica ou problema bibliográfico”.
As bases de dados são classificadas de acordo com seu custo de acesso
às informações, tais como: bases de domínio público: elaboradas e disponibilizadas
sem fins lucrativos, por vários tipos de instituições, destacando-se as academias; e
bases comerciais: o acesso às informações armazenadas e disponibilizadas neste
tipo de base, é cobrado do usuário, que também tem que arcar com os custos de
telecomunicações para o acesso via linha discada ou via rede. As bases de dados
também são classificadas, de acordo com a forma de apresentação dos dados, ou
seja, referenciais, bibliográficas, diretórios, cadastrais, fonte, textual-numéricas,
textual (full-text), numérica e/ou gráficas (O QUE, 2001).
No site da biblioteca há um diretório que foi criado com a intenção de
auxiliar

nos

processos

de

pesquisa

bibliográfica

das

diversas

áreas

do

conhecimento. Dessa forma, esse diretório de bases de dados, revistas e livros
eletrônico/digital, é um subsídio importante ao desenvolvimento das pesquisas e
ferramenta essencial para as revisões bibliográficas. Como exemplo o Portal de

�10

Periódicos da Capes (http://www.periodicos.capes.gov.br) – no qual estão inseridas
as bases de dados Scopus e Web of Science, por exemplo. O uso do Portal é livre e
gratuito para os usuários das instituições participantes, e o acesso é realizado a
partir de qualquer terminal ligado à Internet localizado nas instituições filiadas.
Como complemento a essas atividades, a BCE também faz uso do correio
eletrônico (e-mail); treinamento de calouros em Power point; acesso ao catálogo online; diferentes mídias (texto, imagem e som) inseridas no acervo; e empréstimo
entre as bibliotecas pertencentes a UEM.
Para Lancaster (1994, p.8) é “[...] a tecnologia disponível que determina
como os serviços de biblioteca serão no futuro.” Desta forma, fica explícito que o
surgimento das inovações tecnológicas e a implantação da TI na biblioteca, faz com
que hajam alterações na realidade das mesmas, pois os serviços oferecidos por elas
evoluem e maximizam tanto a qualidade, quanto a quantidade, nas práticas da
biblioteca. Portanto, partimos do pressuposto de que ao satisfazer a necessidade do
usuário, ele terá novas dúvidas, o que gerará um ciclo de uso da informação. Assim,
a BCE busca capacitar seus colaboradores para manter e ascender à satisfação do
usuário, no que tange à qualidade dos serviços oferecidos.
Entre as práticas apresentadas na BCE, o levantamento bibliográfico é um
serviço que faz uso diretamente de diretórios, bases de dados (on-line ou CD-ROM)
e ferramentas de busca e torna evidente a sua importância no meio acadêmico, já
que por meio desse serviço o usuário terá uma vasta visão do que já foi produzido a
respeito do assunto de seu interesse. E, para afirmar a relevância desse serviço faz
a menção da idéia de Marinho (1997, p. 247) quando ele assinala que a importância
das bases de dados está na transferência da informação e no esclarecimento dos
problemas técnicos-científicos, a partir do momento que estas fontes de informação
se tornam imprescindíveis como geradoras de conhecimento e propulsora do
desenvolvimento sócio-econômico dos países.
São notórias as vantagens do uso da TI, tais como: acesso rápido a
determinadas informações que antes demandavam um tempo longo; facilidade e
agilidade para localizar e obter fontes de informação impressa, sem depender de
terceiros; conforto e economia de tempo para pessoas e organizações; uso de

�11

informações sem se deslocar do local e independentemente de horários pré-fixados;
e disponibilidade de informações de várias áreas sem custo. Em contrapartida há
algumas desvantagens na Internet, como: retirada ou alteração de informações da
Internet a qualquer momento; impossibilidade de identificar a versão ou edição do
que

está

acessando;

confiabilidade

das

informações;

qualidade da fonte

diversificada de site para site; excesso e variedade de informações na Internet sem
uma padronização de estrutura definida; e dispêndio de tempo por causa do excesso
das informações e congestionamento das linhas para transmissão de dados
(TEIXEIRA; SCHIEL, 1997, p.71).
Ao se considerar que as tecnologias de informação atingem várias
dimensões da atividade humana e do desenvolvimento científico e tecnológico,
coloca-se em questionamento o uso de fontes tradicionais de informação e o seu
papel na pesquisa científica, pois nesse século, as organizações que pretendam
mediar as mudanças deverão voltar-se para o uso de sistemas de computação e
telecomunicação, e aqui se incluem as bases de dados como meio de suprir às
lacunas existentes no ciclo de recuperação e disseminação da informação. A
importância das bases de dados no processo de transferência da informação, e na
elucidação de problemas técnico-científicos será consolidada a partir do momento
em que essas se tornaram uma indispensável fonte de informação para ampliação
do conhecimento e propulsora do desenvolvimento sócio-econômico dos países
(MARINHO, 1997, p.247).

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Pelo estudo descritivo apresentado em relação ao uso das tecnologias da
informação nos serviços apresentado no site da BCE percebe-se que essas
transformações, significam a coexistência do manual e da tecnologia.
De acordo com os autores citados neste estudo, que discorrem sobre a
missão da biblioteca universitária pública, verifica-se que ela está acompanhando as
mudanças e cumprindo a sua missão.

�12

O uso da tecnologia da informação na biblioteca, geralmente proporciona
benefícios, tanto aos profissionais bibliotecários, aos técnicos e auxiliares no
desenvolvimento de suas atividades, quanto aos usuários no atendimento das suas
necessidades de pesquisa. Um ponto positivo é que muitos dos usuários já dominam
as ferramentas de informática, sobretudo a internet.
As práticas baseadas em TI na BCE vêm acompanhando as transições
pelas quais passaram as bibliotecas universitárias, pois em algumas áreas a
Biblioteca Central da UEM é referência no Sul do Brasil, como exemplo a área de
química que já foi contemplada com projeto e teve um acréscimo significativo no
acervo devido ao alto índice de produção científica na área.
Em suma, há a expectativa de que este estudo possa subsidiar a
reflexão sob as ponderações das novas demandas por serviços na biblioteca
universitária pública, e a possibilidade de ampliar a quantidade de serviços que
utilizam recursos tecnológicos, bem como um maior número de usuários que
realmente estejam interessados em fazer uso desses serviços.

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�13

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nov. 2007.

__________________
1

Márcia Regina Paiva, Universidade Estadual de Maringá (UEM), Campus Regional de Cianorte,
Paraná, mpaiva76@yahoo.com.br.
2
Ligia Patricia Torino, Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Campus Campo
Mourão, Paraná, torino@utfpr.edu.br.
3
Emanuelle Torino, Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Campus Apucarana,
Paraná, emanuelle@utfpr.edu.br.

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                <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>As bibliotecas universitárias passaram por alguns estágios, nos quais muitos serviços foram automatizados, e a partir dessas experiências seus produtos foram aperfeiçoados de acordo com as necessidades de cada setor e com essas transformações surgiram produtos especializados para bibliotecas. Toda mudança implica em novos caminhos, novas abordagens, novas soluções e sendo assim, na universidade o avanço tecnológico teve grande significado e a biblioteca, parte integrante da Instituição e que gerencia diretamente a informação não poderia deixar de alinhar-se ao movimento. Com o uso dessas tecnologias há chances de novas formas de sociabilidade. Assim, na era da informação, é quase impossível não ter relações intermediadas pela informática. O presente trabalho tem como objetivo compreender o emprego da tecnologia da informação (TI) nos serviços da biblioteca universitária.</text>
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