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CONSOLIDAÇÃO DO MORE: uso e novas possibilidades
ALVES, M. B. M.1
SOUZA, G. C.2
ALVES, J. B. M.3

RESUMO
A atualização de serviços disponíveis aos usuários de Bibliotecas é uma
necessidade que se impõe principalmente quando estamos falando de serviços
disponíveis na web, cujas tecnologias evoluem de forma exponencial. Além disto, o
feedback constante do usuário relatando suas experiências críticas e sugestões
exigem constantes revisões. Em resposta, a equipe de desenvolvimento e
manutenção do MORE – Mecanismo on-line para referências, implementou uma
série de novos recursos e funcionalidades tais como: mudança no layout,
reestruturação e criação de novos formulários para documentação na área jurídica,
criação de várias bibliotecas por usuário, melhoria na função pesquisa, etc. Este
trabalho apresenta uma análise da ferramenta, destacando tendências possíveis.
Palavras-chave: Normalização. Gerador de referências. Citação. Educação do
usuário. ABNT.

ABSTRACT
The updating of available services to the users of Libraries is a need that is imposed
mainly when we are speaking about available services in the web, whose
technologies grow in an exponential way. Besides, the user's constant feedback
telling their experiences and suggestions demand constant revisions. In answer, the
MORE (that means in Portuguese: Online Mechanism of References) development
and maintenance team has implemented a series of new resources and such
functionalities as: change in the layout, restructuring and creation of new forms for
documentation in the juridical area, creation of several libraries for user, improvement
in the function researches, etc. This work presents an analysis of the tool, detaching
possible tendencies.
Keywords: Normalization. Reference generator. Citation. User education. ABNT.

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1 INTRODUÇÃO
O MORE (Mecanismo On-line para Referências) é uma aplicação Web
(parceria entre a Biblioteca Universitária, BU, e o Laboratório de Experimentação
Remota, RExLab, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do
Conhecimento (EGC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que
permite a geração automática de referências e citações no formato ABNT, segundo
a NBR6023 de 2002, para documentos por meio de formulários eletrônicos.
(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2002). Na primeira versão,
estavam disponíveis formulários para quinze (15) tipos de documentos: livros,
dicionários, enciclopédias, teses e dissertações, artigos de revistas, artigos de
jornais (nos formatos impresso e eletrônico), além dos documentos exclusivos em
meio eletrônico: home-page e e-mail (ALVES; MENDES; ALVES, 2006).
Além da geração de referências e citações, o MORE possibilita a gravação
de uma lista pessoal de referências bibliográficas mediante cadastro no sistema.
Assim quando um usuário cadastrado realizar uma referência, esta será
automaticamente armazenada no banco de dados direcionada a sua bibliografia
particular. O cadastro permite ainda a exportação da bibliografia para um arquivo
texto formatado de acordo com a NBR 6023 de 2002. (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA
DE NORMAS TÉCNICAS, 2002).
O banco de dados no MORE armazena, além das bibliografias pessoais,
todo o material bibliográfico formatado pelo sistema, como resultado dos acessos de
todos os usuários, cadastrados ou não.
O armazenamento de informações bibliográficas possibilita, aos usuários
cadastrados, acesso a funcionalidade “Pesquisa”, na qual eles podem recuperar
qualquer referencia gerada pelo MORE.
Dentre as funcionalidades do MORE destacam-se algumas que facilitam o
preenchimento dos formulários. A inversão dos nomes dos autores (sobrenome,
prenomes); uso de maiúsculas e minúsculas, no título e subtítulo, autor, editora, etc.,
grifo no título, pontuação, dentre outras. (ALVES; MENDES; ALVES, 2006).

�3

2 DIFICULDADES E ENCAMINHAMENTOS
Tendo em vista a existência de problemas acumulados desde o
lançamento da ferramenta MORE causados, principalmente, pela falta de uma infraestrutura mais condizente com a grande aceitação do MORE pela comunidade, o
RExLab começou a elaborar um conjunto de especificações estruturais. A primeira
foi a aquisição de um novo servidor que pudesse contemplar as exigências da
crescente demanda de uso. Esta mesma demanda iria requerer algumas
modificações estruturais que pudessem garantir a manutenção on-line e preservar
todas as funções da ferramenta, em especial, a quando do retorno de uma queda de
energia. A compra de novos equipamentos que garantissem tais especificações
estruturais não foi uma tarefa fácil, mas finalmente conseguiu-se.
Outros

conjuntos

de

especificações,

agora

funcionais,

também

começaram a ser feitos ainda em 2007. A partir do início de 2008, e baseado no
conjunto de especificações acima citadas, uma série de medidas foi tomada para
garantir uma funcionalidade ideal, adequada à crescente demanda do sistema
MORE. Primeiro a instalação do equipamento adquirido, em sua locação física
escolhida, que é o prédio que abriga o servidor do EGC/UFSC, que hospeda o
sistema MORE. Em seguida, foi feita uma atualização completa do sistema
operacional sobre o qual o sistema funciona. A partir daí, uma reengenharia do
sistema MORE foi executada para aperfeiçoar a plataforma, visando um conjunto de
medidas para facilitar sua manutenção corretiva e preventiva. Com isto, estava
aberta a possibilidade de efetuarem-se novas funcionalidades do MORE, além de
aperfeiçoarem-se as existentes.

3 PERFIL DO USUÁRIO
Tornou-se imperativo conhecer um pouco sobre o alcance que a
ferramenta MORE vem tendo, bem como a localização do usuário e sua forma de
acesso. Com esse objetivo e visando as novas especificações funcionais do MORE,
além da manutenção e consolidação das já existentes, foi criada uma conta na

�4

ferramenta Google Analyzer e feita uma padronização dos registros de acesso
oferecidos pelo servidor do MORE. A partir dos dados obtidos por estas fontes
observou-se informações relevantes sobre a utilização do MORE, descritas a seguir:
É Importante ressaltar que esses dados são relevantes, tanto para a
identificação das regiões dos acessos e características dos usuários, quanto para
permitir um melhor atendimento e suporte ao sistema MORE, em face da maior
demanda média nas 24 horas de uso. Com isto, também objetiva-se efetuar uma
melhor divulgação nas locações onde o acesso é bastante reduzido.
Nos gráficos a seguir (1 a 6) são apresentados dados levantados no
decorrer de dois meses de utilização do MORE, abril e maio de 2008. No gráfico 1,
são apresentados o número de visitas para as pessoas que acessaram o MORE,
distribuído segundo um agrupamento de 24 horas para se ter uma melhor noção a
freqüência diária de visitas. No gráfico 2 a variável principal é o número de acessos
ao MORE. Já no gráfico 3 apresenta-se o tempo médio de permanência dos
visitantes do MORE, distribuídos também em 24 horas. Os gráficos 4 e 5 mostram a
distribuição do total de visitas por país e nas 10 cidades brasileiras que registraram o
maior número de visitas. Por fim o gráfico 6 apresenta o número de acesso por
visitante na mesma distribuição de 24 horas.

Gráfico 1 - Visitas diárias por hora
Fonte: Google Analyser (2008)

�5

Gráfico 2 - Variação por hora de páginas acessadas do MORE
Fonte: Google Analyser (2008)

Gráfico 3 - Tempo médio de permanência no MORE
Fonte: Google Analyser (2008)

Gráfico 4 - Visitas por país
Fonte: Google Analyser (2008)

�6

Gráfico 5 - Visitas de 10 cidades brasileiras
Fonte: Google Analyser (2008)

Gráfico 6 - Média de acessos por visita ao MORE
Fonte: Google Analyser (2008)

A partir dos dados apresentados nestes gráficos pôde-se observar que o
MORE no período de um mês apresentou uma média em torno de 415 visitas por
dia, o que nos leva a uma taxa de acesso ao site de 17 usuários por hora. Outra
informação diz respeito ao número de referências feitas nos meses de coleta.
Tomando as medidas de duração média da visita (5 mim) e de páginas por visita (2),
pode-se concluir que os usuários fazem em média uma referência, pois para realizar

�7

qualquer referência no MORE, precisa-se primeiro acessar a página inicial e depois
acessar outra página com o formulário desejado.
A visibilidade e o impacto dessa ferramenta podem ser conferidos pelos
seguintes indicadores: número de visitas recebidas, mais de 270 mil, desde seu
lançamento em setembro de 2005 até o presente, junho de 2008, e nas centenas de
e-mails recebidos. O contato dos usuários é o ponto alto no desenvolvimento do
MORE, pois, desde sua disponibilização, a equipe de desenvolvimento obteve
informações, criticas e sugestões, que foram e continuam sendo fundamentais para
fazer os ajustes necessários no sistema. Essas informações recebidas estão
relacionadas principalmente: ao conteúdo, ao design dos formulários, e à
usabilidade do programa. Estas informações estão sendo usadas como base para
implementação de novas funcionalidades.

4 MODIFICAÇÕES EXECUTADAS
Face ao exposto até aqui, relativo às especificações funcionais, um
conjunto de modificações foi executado, visando o aperfeiçoamento do sistema
MORE. Essas modificações são agora resumidas.
���������� ���������� ��
��� ��

4.1 Código Fonte
Como acima explicitado, a reengenharia do sistema resultou em
mudanças no código fonte, permitindo uma melhor estrutura no código para facilitar
tanto a documentação quanto a manutenção, bem como maior facilidade em futuras
implementações de novas funcionalidades que vierem a ser necessárias, além de
maior estabilidade no sistema. O resultado foi a atual adequação da estrutura do
código fonte e da arquitetura do modelo de dados para que ambos permitam futuras
alterações sem a necessidade de reescrever todo o sistema.

�8

4.2 Novos Formulários
Além das modificações no código, a reestruturação e criação de novos
formulários é outro ponto do desenvolvimento do MORE. Um exemplo é a
codificação dos documentos da área jurídica, cujas características exigem
formulários específicos. Com os novos formulários o MORE passa a gerar
referências para os seguintes documentos: Constituição, Medida provisória, Decreto,
Leis, Código, Resoluções, etc.

4.3 Utilização do coringa na busca
Outra modificação diz respeito à Pesquisa cuja implementação de
caracteres coringa facilita a busca. Por exemplo, pode-se agora procurar por “Jo*” e
como resultado da busca recuperar referências de autores cujo nome comece por
“Jo”. (João, José, Joaquim, etc.).

4.4 Mais Coleções por Usuários
Visando atender a demanda dos usuários a nova versão do MORE permitirá a
criação de mais de uma coleção de referências, na versão anterior, denominada
banco de dados particular. Isto possibilitará aos usuários separarem suas
referências de acordo com o tipo de documento referenciado, ou por trabalhos que
estejam sendo produzidos por ele, isto permite que o usuário crie uma coleção de
referências para um artigo em particular.

4.5 Visual do MORE
O Layout do MORE também está sendo modificado. Esta alteração visa
revigorar o visual do sistema, desenvolvido em 2005 e ao mesmo tempo atualizar o
código visual para atender aos aspectos mais recentes dos padrões de
desenvolvimento de sites.

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5 FERRAMENTAS DE DESENVOLVIMENTO DO MORE
Na versão atual do MORE a construção das paginas, utiliza o padrão JSP
(Java Server Pages) e algum código em JavaScript que é uma linguagem de
programação criada pela Netscape, em 1995, que (a princípio) se chamava
LiveScript, que atende, principalmente, as seguintes necessidades: validação de
formulários no lado cliente (programa navegador) e interação com a página. Para
servir tais páginas e abrigar o código do sistema está sendo utilizado o container
web Tomcat da Fundação Apache, na sua versão 5.28 e como base para o
funcionamento do MORE utiliza-se o JDK 1.6.
Em relação ao banco de dados, na primeira versão do MORE foi utilizado
o banco de dados Firebird, porém este banco de dados foi substituído sem perdas
de dados para um bando de dados em MySql.
A versão nova está sendo desenvolvida em Grails, o qual reúne diversas
ferramentas necessárias ao desenvolvimento rápido, estruturado e consistente de
um sistema web. O Grails é um framework para desenvolvimento de aplicações web
que utiliza principalmente a linguagem Groovy (linguagem de script baseada na
plataforma Java) para codificação e que possui a filosofia de codificação por
convenção. Nela o desenvolvedor não precisa lidar com todas as configurações
necessárias para o funcionamento de uma aplicação web.
Uma versão teste com as novas implementações, já está disponível no
seguinte endereço: http://www.rexlab.ufsc.br:8080/referencia/

6 FUTURAS IMPLEMENTAÇÕES
6.1 Importação/exportação de dados
Importar informações de bases de dados externas para facilitar o
preenchimento dos formulários do sistema. Exportar as coleções de referências dos
usuários em formatos compatíveis com programas gerenciadores de referências, por

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exemplo, o formato RIS utilizado por outros gerador de referência, como o EndNote
e, ainda o formato bibtex muito utilizado na comunidade científica.

6.2 Outros Formatos
Gerar referências em outros formatos além do ABNT, tais como o MLA
(Modern Language Association), Vancouver (formato muito utilizado em publicações
médicas) e APA (American Psychological Association) e possivelmente outros
formatos que possam vir a ser definidos pelos próprios usuários.

6.3 Integração com outras referências
Integração com outras ferramentas de geração e gerenciamento de
referencias bibliográficas

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Desde seu lançamento, em 2005, até o momento, a interação entre
usuários e a equipe do MORE é o ponto alto na gestão do sistema. Criou-se um
arquivo no qual todos os e-mails recebidos, e rigorosamente respondidos, são
armazenados para posterior análise. Além disso, as informações obtidas a partir dos
dados gerados pelo Google Analyser contribuíram com informações relevantes para
a implementação de novos serviços e evidenciam a grande visibilidade e o grau de
aceitação da ferramenta.

A despeito das dificuldades, principalmente com o

reduzido número de pessoas na equipe e com a escassez de recursos financeiros,
para pagamento de um bolsista, compra de equipamentos, entre outros, o projeto é
um sucesso.

�11

REFERÊNCIAS
ALVES, Maria Bernardete Martins; MENDES, Leandro; ALVES, João Bosco da
Mota. More: mecanismo online para referências. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 14, 2006, Salvador. Anais.... Salvador, 2006. 1
CD-Rom.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: informação e
documentação: referências: elaboração. Rio de Janeiro, 2002.
GOOGLE ANALYSER. Disponível em: &lt; http://www.google.com/analytics/&gt;. Acesso
em: 20 jun. 2008.

__________________
1

Maria Bernardete Martins Alves, Universidade Federal de Santa Catarina, Biblioteca Universitária,
berna@bu.ufsc.br.
2
Gilberto Corrêa de Souza, Universidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós-graduação
em Engenharia e Gestão do Conhecimento, gilberto@egc.ufsc.br.
3
João Bosco da Mota Alves, Universidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós-graduação
em Engenharia e Gestão do Conhecimento, jbosco@inf.ufsc.br.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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