<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="4283" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.libertar.org/items/show/4283?output=omeka-xml" accessDate="2026-08-11T02:48:54-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="3351">
      <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/30/4283/SNBU2008_132.pdf</src>
      <authentication>c0d52bf6d4c5f533ce64413d54af9a7e</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="48144">
                  <text>��������������
�
� ��� ����� ����� ��� �� ���� ���������������
��� �� ��� ���� ���� ��� ��

��������������� �����!�"���� �����#$�%���
�&amp;�����������'(����"��

PANÓPLIA 2.0: a nova forma de exploração da informação e do
conhecimento pelas bibliotecas
OLIVEIRA, W. C.1
VIDOTTI, S. A. B. G.2

RESUMO
A web 2.0 consiste em uma série de ferramentas que ajudam a formar e gerir pares
ou comunidades de usuários no Ciberespaço. Discutir termos como folksonomias,
blogs e ambientes colaborativos de desenvolvimento é chamar a atenção para uma
nova geração de plataformas em que a característica é a ruptura de assimetria que
marcou a relação anterior entre usuários e geradores de conteúdo. Este trabalho
destina-se a descrever e caracterizar, sumariamente, a web 2.0, sua fase de
desenvolvimento, com a intenção de promover a sua utilização no domínio das
bibliotecas como uma ferramenta que melhor satisfaça as necessidades de
informações do usuário e de ajudar a preservar e manter a memória de parte da
humanidade.
Palavras-chave: Web 2.0. Bibliotecas 2.0. Construção social do conhecimento.

ABSTRACT
The Web 2.0 consists of a series of tools that help train and manage pairs or
communities of users in Cyberspace. Discuss terms as folksonomies, blogs and
collaborative environments of development is to raise a new generation of platforms
on which the feature is a breakdown of asymmetry that marked the previous
relationship between users and generators of content. This work is intended to
describe and characterize summarily, the Web 2.0, its stage of development, with the
intention of promoting its use in the field of libraries as a tool that best meets the
needs of the user's information and help preserve and keep the memory of the
humanity.
Keywords: Web 2.0. Libraries 2.0. Social construction of knowledge.

�2

As Novas Eras
As novas eras não começam de uma vez
Meu avô já vivia no novo tempo
Meu neto viverá talvez ainda no velho.
A nova carne é comida com os velhos garfos.
Os carros automotores não havia
Nem os tanques
Os aeroplanos sobre os nossos tetos não havia
Nem os bombardeiros.
Das novas antenas vêm as velhas tolices.
A sabedoria é transmitida de boca em boca.
Bertold Brecht
Poemas 1913 – 1956

1 INTRODUÇÃO
Encontramos no poema “As novas eras”, de Bertold Brecht, alguns dos
principais elementos presentes na atualidade das mídias impressa e eletrônica.
Convivemos, na contemporaneidade, com produtos da “novas eras” materializados
tanto nos armamentos bélicos de última geração como nas novas tecnologias de
informação e comunicação. Bertold Brecht também nos chama a atenção, através do
verso: “a sabedoria é transmitida de boca em boca”, sobre o fato de que a produção
de conhecimento parece seguir rotas alternativas, paralelas, antigas.
Desde tempos imemoriais, ao transcender a pura satisfação das
necessidades, desperta no homem um desejo de conhecer, natural segundo
Aristóteles (1997); essa característica humana coloca o conhecimento como
condição necessária, embora não suficiente, para sua sobrevivência no meio
ambiente. Este desejo, supostamente ilimitado, é o que o fez mover-se rumo ao
domínio e a exploração da natureza.
Nesta caminhada, o homem criou diversas formas de conhecimento: a
religião, a arte, o mito, a filosofia, a ciência, entre outros. Em última instância, são os
indivíduos os produtores desses diversos tipos de conhecimento. Paradoxalmente, o
surgimento do conceito de indivíduo é bastante recente na história do pensamento
ocidental. Segundo Georges Gusdorf, a tradição filosófica negou-se a admitir a
“existência individual do sujeito”, argumentando que o “[...] sábio deve permanecer
no plano do universal. Para ele, tudo o que é privado é errôneo e culpado”. Não
obstante, segundo Gusdorf, a antropologia contemporânea tem como princípio a
condição da pessoa como origem de toda e qualquer verdade. “Todo o

�3

conhecimento, por impessoal que seja, prende-se, direta ou indiretamente, a um eu,
onde toma o essencial de seu sentido” (GUSDORF, 1960, p. 258). Mas, o que
constitui o eu? Explicitará Gusdorf (1960, p. 258) que o seu elemento constitutivo é o
corpo vivido como corpo, a despeito da tradição intelectualista que procura esquecêlo, recusando, assim, a presença da encarnação e, por conseguinte, todas as
experiências que são manifestas nessa dimensão: sentimento, sofrimento, alegria,
morte.
Em síntese, vivemos um momento histórico caracterizado por dois
movimentos concomitantes. Por um lado, a revolução tecnológica, fundamentada na
construção coletiva do conhecimento, que está operando amplas transformações no
mundo da produção econômica por meio da implementação da web 2.0; o que
coloca em primeiro plano a virtualização como um novo patamar de desenvolvimento
material. Por outro, há o conflito entre tendências individualistas e coletivistas que
tendem à homogeneização globalizante. Esses dois movimentos são como ilhas
flutuantes no oceano da produção de conhecimento, do qual participam todas as
pessoas que até hoje construíram a história humana.
Perante a este cenário mutável e transformador, encontram-se as
bibliotecas que, nas últimas décadas, assistem a profundas metamorfoses
decorrentes da evolução das tecnologias de informação e comunicação e da
emergência do Ciberespaço. Nesta perspectiva, adotando-se um conceito de
biblioteca em mudança, um dos principais desafios que se impõe é a conversão da
biblioteca tradicional, entre outras vertentes, numa biblioteca 2.0, na qual seus
usuários possam adquirir um conjunto de competências que os tornem mais
autônomos na pesquisa, seleção e organização da informação1.

2 O INÍCIO DA CONSTRUÇÃO SOCIAL DO CONHECIMENTO
A partir de uma abordagem sociocultural para o estudo da história social
do conhecimento, Burke (2003) destaca a importância dos encontros sociais, do
intercâmbio entre outsiders e establishments, entre amadores e profissionais. Do
1 A idéia é que a biblioteca se torne mais dinâmica e que os usuários colaborem para a organização
de conteúdo.

�4

século XV ao XVIII, período marcado pelas grandes navegações, o contato com
marinheiros e mercadores mantinha a população européia informada sobre
novidades e descobertas trazidas do Novo Mundo. Para Burke (2003, p. 60), os
portos “[...] eram também os lugares perfeitos para encontros entre diferentes tipos
de conhecimento e entre diferentes tipos de pessoas”. O fluxo de comércio e o
caráter portuário caracterizavam uma cidade como centro de informações. Assim
aconteceu com Veneza, Amsterdã e Londres, cujos portos promoviam não apenas a
circulação de mercadorias como também de idéias. As histórias coletadas
subsidiaram as publicações que deram início ao mercado editorial europeu; um
negócio lucrativo estimulado pela invenção da imprensa em 1450. Segundo Burke
(2003), a profusão de informações em locais de sociabilidade foi reforçada na Paris
do século XVII, onde os cafés eram sinônimos de espaços de diálogo e
disseminação de novas idéias.
A facilidade de reprodução de escritos provocou uma mudança na postura
da sociedade em relação ao texto. Enquanto que na Idade Média o texto útil era
visto como uma “propriedade comum”, no período moderno o conhecimento será
visto como “obra de um cérebro individual”. Isso criou a necessidade de “proteger os
segredos do ofício como propriedade intelectual valiosa”. Além disso, a liberdade
excessiva de interferência na reprodução de documentos praticada por muitos
escribas também impulsionou o “fechamento” da obra original através de leis de
direitos autorais. Apesar da aprovação das primeiras leis de direito autoral na GrãBretanha, em 1709 e na França, em 1791, o plágio continuou (BURKE, 2003).
Enquanto as cópias produzidas na Idade Média eram absolutamente
passíveis de interferência, o conhecimento circulante nas Universidades mantinha-se
inalterável sob o domínio clerical, que preferia forçar um consenso a estimular o
debate. Embora a Igreja Católica tenha desempenhado um importante papel na
coleta e conservação de documentos, seu trabalho com a educação limitava-se à
mera reprodução das opiniões e interpretações dos grandes pensadores e filósofos
do passado, “[...] de tal forma que a tarefa dos professores se limitava a expor as
posições das autoridades (Aristóteles, Hipócrates, Tomás de Aquino e outros)”
(BURKE, 2003, p. 38).
Na

tentativa

de

incorporar

conhecimentos

alternativos

ao

saber

�5

estabelecido, desenvolveu-se a chamada Revolução Científica. Os adeptos do
movimento fundaram sociedades científicas, como a Academia del Cimento, em
Florença (1657), a Royal Society, em Londres (1660), a Académie Royale des
Sciences, em Paris (1666). A estrutura comunitária desses grupos contribui para a
legitimação de novas idéias (BURKE, 2003).
Kuhn (1987) vai destacar a importância da estrutura comunitária para o
desenvolvimento da ciência, à medida que reúne pesquisadores em torno de um
paradigma compartilhado, que tanto motiva quanto inspira as investigações.
Maturana (2001, p. 132), ao entender que os domínios de ações humanas (como
culturas, instituições, sociedades, clubes etc.) se constituem como rede de
conversações, defende a idéia de que na ciência tais redes são também
fundamentais para o progresso científico: “A ciência, com um domínio cognitivo, é
um domínio de ações, e como tal é uma rede de conversações que envolve
afirmações e explicações validadas pelo critério de validação das explicações
científicas sob a paixão do explicar”.
Com efeito, a rede de conversações, caracterizada pelo Ciberespaço2,
surge como uma “desterritorialização” da biblioteca. Como uma volta em espiral à
oralidade das origens humanas, o saber volta, de uma nova forma, a ser carregado
pelas comunidades vivas. Seu fio condutor é o próprio Ciberespaço, onde as
entidades se descobrem e constroem objetos de comunicação.
O ponto essencial, na utilização do Ciberespaço, é a mudança qualitativa nos
processos de aprendizado, ou seja, implementar novos paradigmas de aquisição e
de construção do conhecimento.

3 WEB 2.O: intróito
O Ciberespaço atravessa, há alguns anos, uma etapa transformadora. A
convergência de diferentes mídias, a utilização da web como plataforma e o
2 O Ciberespaço configura-se como um locus de extrema complexidade, de difícil compreensão em
termos gerais, cuja heterogeneidade é notória ao percebermos o grande número de ambientes de
sociabilidade existentes, no interior dos quais se estabelecem as mais diversas e variadas formas de
interação, tanto entre homens, quanto entre homens e máquinas e, inclusive, entre máquinas
(OLIVEIRA, 2002).

�6

surgimento de tecnologias que estimulam o compartilhamento de informações e as
práticas colaborativas são algumas das características que marcam este momento.
Se nos anos 80 e 90 predominavam o conceito de digitalização e a abstração das
informações, na cultura das redes, o foco são os grupos, as comunidades e os links.
Alguns pesquisadores, evidenciando os aspectos distintivos dessa etapa, têm usado
o termo web 2.0. Apesar de polêmico, o conceito ajudar a refletir sobre várias
questões. Para Primo (2008):
A segunda geração de serviços online se caracteriza por
potencializar as formas de publicação, compartilhamento e
organização de informações, além de ampliar os espaços para a
interação entre os participantes do processo. A web 2.0 refere-se não
apenas a uma combinação de técnicas informáticas (serviços web,
linguagem Ajax, web syndication etc.), mas também a um
determinado período tecnológico, a um conjunto de novas estratégias
mercadológicas e a processos de comunicação mediados pelo
computador.

O demiurgo do termo, Tim O'Reilly (2005), enfatiza que não há como
demarcar precisamente as fronteiras da web 2.0. Trata-se de um núcleo ao redor do
qual gravitam princípios e práticas que aproximam diversos sites que os seguem.
Um desses princípios fundamentais é trabalhar a Web como uma plataforma, isto é,
viabilizando funções online que antes só poderiam ser conduzidas por programas
instalados em um computador. Porém, mais do que o aperfeiçoamento da
“usabilidade”, Tim O'Reilly evidencia o desenvolvimento do que chama de
“arquitetura de participação”: o sistema informático incorpora recursos de
interconexão, compartilhamento e os aplicativos da web passam a utilizar os efeitos
de rede e se tornam melhores na medida em que quanto mais são usados pelas
pessoas, catalisando o potencial de emergência da inteligência coletiva.
No Ciberespaço, varias lógicas e práticas se transformam. O surgimento
de micro-públicos, por exemplo, é algo típico desse momento e aponta para novas
realidades econômicas. Na lógica da Long Tail (“cauda longa”), serviços de web 2.0
vendem menos itens do mesmo produto, no entanto, vendem mais os produtos
diferentes. O conceito de cauda longa foi proposto por Chris Anderson (2008), editorchefe da revista Wired, para descrever as transformações que as novas mídias
estavam propiciando na economia. Antes das redes telemáticas, predominava um
tipo de serviço no qual, para ser viável economicamente, buscava-se um consumo

�7

massificado de produto, quantitativo. Com as redes informacionais, um novo modelo
de negócios, no qual a oferta de produtos é praticamente ilimitada, torna-se viável.
Como exemplo desse modelo, citamos o caso da livraria Amazon. Essa lógica está
aumentando o acesso a conteúdos e produtos variados, assim como transformando
hábitos de consumo e estilos de vida. Em paralelo, novas maneiras de acesso a
conteúdo e personalização vêm emergindo.
Recentemente, os sistemas de utilização de tags (etiquetas ou palavraschaves) têm se tornado altamente populares. O “tagueamento” permite que os
usuários adicionem palavras-chave para recursos da web, tais como websites,
páginas, imagens músicas etc. A vantagem das tags é que são personalizáveis, isto
é, não precisam ser palavras institucionalizadas ou rótulos controlados ou prédefinidos. Por esse motivo, são sistemas de folksonomia, em contraste com as
ordenações fixas da taxonomia. O termo folksonomia foi criado por Thomas Vander
Wal (2008), um designer da informação, e expressa um tipo de organização criada
por pessoas. Assim, os sistemas de “tagueamento” são ferramentas com alto poder
que estimulam conversações em comunidades ou grupos com interesses
semelhantes, sendo simultaneamente flexíveis e adaptáveis aos fluxos dos
discursos. Através de movimentos como repetições de tags, os grupos se identificam
e constroem vocabulários com sutileza e precisão impossíveis de serem obtidas em
taxonomias generalizadas.
Como se observa, a escrita coletiva ciberespacial3 e o processo de
“tagueamento” demonstram que a abertura para o trabalho colaborativo oferece uma
dinâmica alternativa (não uma substituição) ao modelo de produção, indexação,
armazenamento e controle por equipes de autoridades. A partir de recursos da web
2.0, potencializa-se a livre criação e a organização distribuída de informações
compartilhadas através de associações mentais. Nesses casos, importa menos a
formação especializada de membros individuais. A credibilidade e relevância dos
materiais publicados são reconhecidas a partir da constante dinâmica de construção
e atualização coletiva.
3 A nova escrita eletrônica não será meramente informativa; será também interativa. Será escrita de
movimento, de engendramento, de transformação: múltipla, pública, espetacular, imaterial. No
Ciberespaço hipertextual, a escrita conteria a sua própria transformação visual e emocional.

�8

A web 2.0 segue uma filosofia com princípios de leitura e escrita de
natureza participativa, em que cada usuário pode intervir diretamente na escolha e
introdução de dados no âmbito de cada site; é cooperativa, uma vez que compartilha
idéias, preferências, informações e conhecimento; é interativa, na medida em que,
através de toda a gama de recursos multimídia, é possível um diálogo simultâneo
com os usuários; é democrática, pois sob essa filosofia existe liberdade de
expressão,

de

pensamento,

e,

sobretudo,

de

trânsito

de

informações,

independentemente dos interesses de cada um; é também sóciotecnica, pois,
através de todas as suas características, é possível um intercâmbio de culturas,
religiões, etnias e outros. Finalmente, outra característica da web 2.0 é o
desenvolvimento de um grupo diversificado de recursos emergentes, que contribuem
para a manutenção e a continuidade da presente filosofia.
As implicações desta revolução na Web são enormes. Bibliotecários estão
apenas começando a explorar e a escrever sobre isso, principalmente na
"biblioblogosfera" (weblogs escritos por bibliotecários). Revistas e outras literaturas
mais tradicionais ainda têm de resolver completamente o conceito. Mas, com a
aplicação da web 2.0, pensamento e tecnologias para bibliotecas e coleções de
serviços têm sido amplamente enquadrados como Biblioteca 2.0 (MILLER 2005a,
2005b).
A maior parte dos pesquisadores da Biblioteca 2.0 concordaria que muito
do que as bibliotecas aprovaram na primeira revolução da Web são estáticos. Por
exemplo, catálogos online de acesso público (OPAC) exigem que os usuários
busquem a informação. Embora muitos estejam iniciando a incorporar técnicas da
web 2.0 relativas à pesquisa de dados, eles não respondem com recomendações, tal
como a Amazon, que se apresenta com um maior dinamismo. Do mesmo modo, a
primeira geração de biblioteca online foi elaborada através de textos tutoriais
estáticos e que não respondiam às necessidades dos usuários, nem permitiam que
interagissem uns com os outros. As bibliotecas, porém, tem começado a evoluir
numa estrutura mais interativa, meios de comunicação social e rico em tutoriais,
programação e animação com o uso de banco de dados mais sofisticados. As
bibliotecas estão já em movimento na web 2.0, mas o movimento só agora começou.

�9

4 BIBLIOTECA 2.0
A web social, i.e., web 2.0 nas bibliotecas pode ser uma ferramenta que
possibilite a gênese de uma base de conhecimento a partir da inteligência coletiva,
como também ferramenta para a gestão do conhecimento que facilite, de maneira
interativa, a descoberta dos mesmos.
Alguns pesquisadores (CASEY; SAVASTINUK, 2006; MILLER, 2005b)
propõem uma nova geração de serviços biblioteconômicos designada “biblioteca
2.0” - semelhante a web 2.0 – em que a idéia chave é uma atitude participativa por
meio da utilização da biblioteca 2.0. Isso significa que esta nova versão é
fundamentada na participação, interação dos usuários a partir de inúmeras
contribuições que podem fazer, fornecendo conteúdos destinados à construção de
espaços públicos de conhecimento, entre outros.
A idéia subjacente é romper o modelo tradicional de biblioteca onde
somente se consulta e se retira material. Agora, pensa-se em criar comunidades de
usuários e bibliotecários para gerir esta área como um todo intelectual. Em outras
palavras, pretende-se socializar a gestão das bibliotecas.
Neste modelo – biblioteca 2.0 – descentralizado, o potencial de
crescimento dos indivíduos e os resultados são maiores do que no modelo
tradicional. Esta evolução só é possível a partir de um eficiente sistema de
informação e comunicação, Ciberespaço, e várias ferramentas de software que
viabilizem este novo rol de usuários. Dessa maneira, contemporaneamente, as
bibliotecas contam com a web 2.0 para estabelecer os blogs, canais de
disseminação de conteúdos (RSS), sistemas sociais de catalogação de conteúdos,
designados de folksonomias, e plataformas wiki (páginas comunitárias na internet
que podem ser alteradas por todos os usuários que têm direitos de acesso).
As bibliotecas recuperam, codificam e armazenam o conhecimento
proveniente de uma plêiade de fontes informacionais com a intenção de auxiliar, da
melhor forma possível, os usuários sobre como resolver suas necessidades
informacionais. As bibliotecas utilizam sistemas de organização do conhecimento
com o propósito de que os bibliotecários desenvolvam suas tarefas de uma forma
eficiente. A web 2.0 permite organizar o conhecimento, prover um eficiente serviço

�10

de respostas e perguntas freqüentes (FAQs), melhorar o trabalho de auxílio aos
usuários e contribuir para que as formas de acesso à informação sejam mais
dinâmicas e eficazes.
A web 2.0 pode ajudar na transformação e construção de bibliotecas 2.0
em sete aspectos:
a) Gestor interno do conhecimento, articulando bases de dados de perguntas e
respostas freqüentes (FAQs), cuja vantagem é a flexibilidade para modificar e
expandir conteúdo. Outra função pode ser a construção de guias coletivos como
recurso, em que os bibliotecários fornecem referências de inúmeros meios em uma
área de conhecimento específico;
b) Com a finalidade de fomentar suporte a espaços públicos de armazenamento de
conhecimento, em que, através da web 2.0, pode-se adicionar revisões
colaborativas de recursos de referências;
c) O usuário centrado. Usuários participam na criação de conteúdos e serviços
dentro da perspectiva da biblioteca web-presença, OPAC, etc. O consumo e a
criação de conteúdos são dinâmicos, e, portanto, os papéis do bibliotecário e o
usuário nem sempre são claros;
d) A biblioteca 2.0 prevê uma experiência multimedia. Tanto as coleções quanto os
serviços da Biblioteca 2.0 contém componentes de áudio e vídeo. Embora este não
seja freqüentemente citado como uma função da Biblioteca 2.0, sugerimos que o
deveria ser;
e) É socialmente rico. A biblioteca da presença inclui a comparência de webusuários. São ambos síncrono (por exemplo, IM) e assíncrono (por exemplo, wikis),
maneiras para usuários se comunicarem um com o outro e com os bibliotecários;
f) É comunitariamente inovadora. Este é talvez o aspecto mais importante da
Biblioteca 2.0. Ela repousa sobre a fundação de bibliotecas como um serviço
comunitário, mas compreende que as comunidades mudam, as bibliotecas devem
alterar não só com eles; eles devem permitir aos usuários a mudança da biblioteca.
Destina-se a alterar continuamente os seus serviços a fim de encontrar novas
maneiras de permitir que comunidades, e não apenas os indivíduos, busquem,
encontrem e utilizem informações;

�11

g) Como espaços colaborativos, onde possam ajudar a gerir conhecimento em
projetos privados ou restritos, realizadas por equipes de bibliotecários de referencial.
Por exemplo, um grupo de bibliotecários de diversas universidades do mundo
poderia estar elaborando um novo padrão de metadados. Nesse caso, uma
plataforma web 2.0 poderia ajudá-los na coordenação de ações entre os comitês
técnicos de trabalho e também servir como espaço interativo de documentação das
tarefas realizadas.
Faqueti; Alves (2006) tem sugerido outros usos para as plataformas web
2.0 em bibliotecas, tais como: meios alternativos para formação do usuário,
assistente de pesquisa em bases de dados, elemento de colaboração entre
bibliotecários e pesquisadores em projetos de pesquisa, repositório da memória
institucional, atualização de conteúdos em páginas institucional de bibliotecas, entre
outros. No caso de uma biblioteca avaliar a incorporação da tecnologia web 2.0, a
fim de melhorar a sua organização interna ou expandir seus serviços aos usuários,
ela deve contemplar - no caso de instituições que possuam parcos recursos de
hardware, de comunicações ou de apoio técnico informático – a existência de
servidores externos de hospedagem para a referida tecnologia. Esta opção permite
que em pouco tempo, e com custos mínimos, a biblioteca tenha uma plataforma
aberta de edição profissional.
No início deste século, diferentes grupos de pesquisa fomentaram a
problemática relativa à conservação - por meio eletrônico – de documentos digitais.
Surgiram protótipos de plataformas baseados na necessidade de reproduzir o
material e de controlar periodicamente o seu estado de integridade (KUBIATOWICZ
et all., 2000; DINGLEDINE; FREEDMAN, 2001). Não obstante, as plataformas web
2.0 são uma forma alternativa de preservação do conhecimento, onde a plataforma é
o elemento que assegura que os conteúdos sejam mantidos ao longo do tempo. Isso
é realizado, em grande parte, por seu modelo, a partir de contínuas revisões a fim de
melhorar a qualidade e ao mesmo tempo atualizar o conteúdo de acordo com a
evolução da humanidade. Mas, por outro lado, os usuários e sua contínua demanda
também ajudam para que tais conhecimentos estejam disponíveis. A necessidade
de fazer com que os conteúdos cheguem às populações de baixa renda faz com que
os mesmos sejam armazenados em mídia portátil (CD-ROM, DVD, Pen Drives). Esta

�12

situação contribui para a preservação da idéia de que quanto mais dado, que quanto
mais exemplares existentes, maior a garantia de disponibilidade para o futuro do
conhecimento.
A web 2.0, na sua essência, é um espaço de trabalho colaborativo, onde
um grupo de usuários, ao abrigo de uma simples organização, constrói documentos
web de múltipla autoria, usando ferramentas de marcas e formatos simples. Da
lacônica análise realizada, observam-se as seguintes vantagens e/ou benefícios do
uso dessa ferramenta de edição aberta: mínima formação para utilização e apoio
técnico aos parceiros; atualizações imediatas de conteúdo, possibilidade de acesso
aberto, todos os conteúdos são revistos, corrigidos e ampliados e uma boa
estratégia para preservar o conhecimento produzido.
As desvantagens são a ausência de uma organização forte, problemas de
vandalismo e a inexistência de uma norma para definir o idioma de edição.
A partir da concisa revisão bibliográfica realizada sobre a utilização da web
2.0 em bibliotecas, constata-se – até o presente momento - que o emprego da web
2.0 ainda é pouco disseminado em tal área. Verificamos que há situações em que a
ferramenta pode contribuir para o desenvolvimento de uma biblioteca como um todo
(usuários e profissionais).
Temos a perspectiva de que a aplicação mais importante da ferramenta
web 2.0 em bibliotecas seja a atualização e preservação do conhecimento humano.
A Wikipedia (Wiki), o Del.icio.us (Tags sociais), o Flickr (Compartilhamento de
imagens), o Youtube (Compartilhamento de vídeos), entre outros, já evidenciaram
um ambiente favorável para atingir esses objetivos, e as bibliotecas devem tomar
esses exemplos e cooperar na melhoraria dos efeitos de tão nobre empreendimento.
Estas novas ferramentas de software, aliadas ao crescimento e expansão das
comunicações, oferecem uma oportunidade única de especialistas em Ciência da
Informação construírem, junto aos usuários, os serviços que podem colaborar, por
um lado, para satisfazer da melhor forma possível necessidades de informação e,
por outro, para a preservação e manutenção da memória da humanidade atualizada.

�13

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A utilização destas tecnologias e aplicações web 2.0, e outros aqui não
mencionados e aqueles que ainda não foram inventados, constituirão uma mudança
significativa e essencial na história das bibliotecas. A biblioteca se tornará mais
interativa e totalmente acessível. Os serviços da biblioteca estão se transformando,
concentrando-se mais na facilitação da transferência de informações e de literacia
em vez de prestar informações controlando o acesso a tais serviços. Este artigo
postula, sucintamente, 7 descrições da Biblioteca 2.0: trata-se do gestor interno do
conhecimento, fomentar suporte a espaços públicos de armazenamento de
conhecimento, usuário-centrado; uma experiência multimídia; estrutura socialmente
rica; ambiente comunitário, inovador e um espaço colaborativo.
Acreditamos que a melhor concepção da Biblioteca 2.0, neste momento,
seria uma rede social cuja interface é construída pelo usuário. Trata-se de uma
OPAC personalizada que inclui o acesso às mensagens instantâneas, feeds RSS,
blogs, wikis, tags públicas e privadas e perfis dentro da rede da biblioteca. Trata-se
de realidade virtual da biblioteca, um lugar onde não se pode fazer uma única busca
de livros e revistas, mas interagir com uma comunidade, um bibliotecário, e
compartilhar conhecimento e entendimento com eles. Encontra-se, assim, a
Biblioteca 1.0, construída de coleções esparsas e serviços para o ambiente online, e
Biblioteca 2.0 que irá reconfigurar o pacote completo dos serviços de em suporte
eletrônico.
A Biblioteca 2.0 apresenta-se como inovação, mas sua natureza está
vinculada à tradição e a missão das bibliotecas. Ela permite o acesso, a partilha de
informação em toda a sociedade, bem como a utilização da mesma para o
progresso. Biblioteca 2.0, realmente, é apenas uma descrição das últimas de uma
instância de longa data em uma sociedade democrática. Web 2.0 e bibliotecas estão
bem adaptadas para o casamento, e muitos bibliotecários têm reconhecido isso.
Apesar de esta mudança ter-se encaixado tão bem com a história das
bibliotecas e de sua missão, ainda é a grande transformação paradigmática para o
bibliotecário, não apenas no sentido de abrir o acesso a seus catálogos e acervos,
mas também permitir o seu controle. Biblioteca 2.0 demanda que as bibliotecas

�14

concentrem-se menos em sistemas de inventário e mais em sistemas colaborativos.
Existe talvez uma grande sincronia entre bibliotecário e web 2.0, mas,
holisticamente, a Biblioteca 2.0 irá revolucionar a profissão. Em vez de criar
sistemas e serviços para os usuários, os bibliotecários irão permitir aos usuários
criarem-se a si mesmos. Uma profissão mergulhada em décadas de uma cultura de
controle e de previsibilidade terá de continuar avançando para abraçar a facilitação.
Esta evolução corresponde a semelhante na história da biblioteca, incluindo à
inclusão de ficção e de brochuras, no início do século 20.
A Biblioteca 2.0 reconhece que os seres humanos não procuram e utilizam
informações como indivíduos, mas como comunidade. Alguns exemplos da
passagem da Biblioteca 1.0 para Biblioteca 2.0 incluem:
•

E-mail, referência / FAQs � Chat de referência;

•

Texto baseado em tutoriais � Streaming media interativo; tutoriais com bases
de dados;

•

Listas de discussão, webmasters � Blogs, wikis, RSS feeds;

•

Sistemas de classificação controlados � Tagueamento acoplado com
sistemas controlados;

•

OPAC � Interface de rede social personalizada;

•

Catálogo de imprimir em grande parte confiável e acervos eletrônicos �
Catálogo de explorações “suspeitas”, páginas Web, blogs, wikis, etc.
Finalmente, também é necessário considerar que a Web irá continuar a

mudar rapidamente por algum tempo. Web 2.0 apresenta-se apenas como um início
de muitas outras inovações. As bibliotecas devem adaptar-se a ela, como fizeram
muito originalmente na Web, e deve adaptar continuamente no futuro previsível.
Neste "beta perpétuo" (O'REILLY, 2005), qualquer outra estabilidade do que a
aceitação da instabilidade é insuficiente.

�15

REFERÊNCIAS
ANDERSON, C. The long tail. Disponível em:
&lt;http://www.wired.com/wired/archive/12.10/tail.html&gt; Acesso em 14 maio 2008.
ARISTÓTELES. Política. Trad. por Mário da Gama Kury. 3 ed. Brasília: Editora
Universidade de Brasília, 1997.
BURKE, P. Uma história social do conhecimento: de Gutenberg a Diderot. Rio de
Janeiro: Jorge Zahar, 2003.
CASEY, M.; SAVASTINUK, L. Library 2.0.[2006] Library Journal. Disponível em:
&lt;http://www.libraryjournal.com/article/CA6365200.html&gt; Acesso em 20 out. 2007.
DINGLEDINE, D.M. ; FREEDMAN, M.J. The Free Haven project: Distributed
anonymous storage service. In: FEDERRATH, H. (Ed). Designing Privacy
Enhancing Technologies: Workshop on Design Issue in Anonymity and
Unobservability. International Computer Science Institute. Berkeley: SpringerVerlag, 2000.
FAQUETI, M. F. ; ALVES, M. B. M. Wikis e o bibliotecario de referencia: novos
ambientes de aprendizagem. Anais XIV Seminário Nacional de Bibliotecas
Universitarias. Salvador: UFBA, CBBU, 2006. CD-ROM.
GUSDORF, G. Tratado de metafísica. São Paulo: Editora Nacional, 1960.
KUBIATOWICZ, J. et all. Oceanstore: An architecture for global-scale persistent
storage. Proceedings of the Ninth International Conference on Architectural Support
for Programming Languages and Operating Systems (ASPLOS 2000). Cambridge:
ACM, 2000.
KUHN, T. S. A estrutura das revoluções científicas. 2ed. São Paulo: Perspectiva,
1987.
MATURANA, H. Cognição, ciência e vida cotidiana. Belo Horizonte: Ed. UFMG,
2001.
MILLER, P. [2005a]. Do libraries matter? The rise of library 2.0. Disponível em:
&lt;http://www.talis.com/downloads/white_papers/DoLibrariesMatter.pdf&gt; Acesso em
20 out. 2007.
MILLER, P. [2005b] Web 2.0: Building the New Library.. Ariadne, 45, Oct. 2005.
Disponível em: &lt;http://www.ariadne.ac.uk/issue45/miller/intro.html&gt; Acesso em 21
out. 2007.
O’REILLY, T. What Is web 2.0: design patterns and business models for the next
generation of software. O’Reilly Publishing, 2005.
OLIVEIRA, W. C. de. Auto – Organização do Ciberespaço. 191f. Trabalho de
Conclusão de Curso (Graduação em Biblioteconomia) - Faculdade de Filosofia e
Ciências, Universidade Estadual Paulista, Marília, 2002.

�16

PRIMO, A. O aspecto relacional das interações na Web 2.0. XXIX Congresso
Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2006, Brasília. Anais, 2006. Disponível em:
&lt;http://www6.ufrgs.br/limc/PDFs/web2.pdf&gt; Acesso em 13 maio 2008.
VANDER WAL, T. Explaining and showing broad and narrow folksonomies.
Disponível em: &lt;http://www.vanderwal.net/random/entrysel.php?blog=1635&gt; Acesso
em 02 jun. 2008.

_________________
1

Walter Clayton de Oliveira, Universidade do Estado de Mato Grosso, Unemat,
wcoliveira@gmail.com.
2
Silvana Ap. Borsetti Gregorio Vidotti, Universidade Estadual Paulista, UNESP, FFC, Marília,
vidotti@marilia.unesp.br.

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="30">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="46949">
                <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="46950">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="46951">
                <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="46952">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="46953">
                <text>CRUESP</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="46954">
                <text>2008</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="46955">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="46956">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="46957">
                <text>São Paulo (São Paulo)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="48136">
              <text>Panóplia 2.0: a nova forma de exploração da informação e do conhecimento pelas bibliotecas.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="48137">
              <text>Oliveira, W. C.; Vidotti, S. A. B. G.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="48138">
              <text>São Paulo (São Paulo)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="48139">
              <text>CRUESP</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="48140">
              <text>2008</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="48142">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="48143">
              <text>A web 2.0 consiste em uma série de ferramentas que ajudam a formar e gerir pares ou comunidades de usuários no Ciberespaço. Discutir termos como folksonomias, blogs e ambientes colaborativos de desenvolvimento é chamar a atenção para uma nova geração de plataformas em que a característica é a ruptura de assimetria que marcou a relação anterior entre usuários e geradores de conteúdo. Este trabalho destina-se a descrever e caracterizar, sumariamente, a web 2.0, sua fase de desenvolvimento, com a intenção de promover a sua utilização no domínio das bibliotecas como uma ferramenta que melhor satisfaça as necessidades de informações do usuário e de ajudar a preservar e manter a memória de parte da humanidade.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="67808">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
  <tagContainer>
    <tag tagId="19">
      <name>snbu2008</name>
    </tag>
  </tagContainer>
</item>
