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INTELIGÊNCIA COMPETITIVA, PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO
E GESTÃO INOVADORA:
instrumentos para o desenvolvimento de serviços em bibliotecas
ALVES, A. C.1
NEVES, E.2
ROCHA, C. R. R. R.3

RESUMO
O presente artigo descreve e analisa a valor da inteligência competitiva, do
planejamento estratégico e da gestão inovadora como instrumentos para o de
desenvolvimento de serviços em bibliotecas e unidades de informação. Destacando
a importância do profissional da informação na realização dessas atividades.
Palavras-chave: Inteligência competitiva. Planejamento estratégico. Gestão
inovadora. Profissional da informação.

ABSTRACT
This article describes and discusses the value of competitive intelligence, strategic
planning and management and innovative instruments for the development of
innovative services in libraries and units of information. Highlighting the importance of
the information profession in achieving these activities.
Keywords: Competitive intelligence. Strategic planning. Management innovation.
Information profession.

1 INTRODUÇÃO
Diante de tal cenário caracterizado pela explosão informacional
incorporado às inovações tecnológicas e a globalização da informação, um dos
grandes desafios da atualidade no mundo dos negócios é manter a empresa em
posição de destaque sem perder a competitividade. As mudanças que afetam este

�2

cenário ocorrem de forma acelerada, exigindo assim rapidez e precisão na tomada
de decisões.
Neste contexto as bibliotecas universitárias têm procurado acompanhar as
transformações quanto às exigências e demandas de seus usuários em relação a
novos serviços e facilitadores em relação à recuperação das informações, de forma
rápida, segura, precisa e eficaz. Estas transformações e exigências dos diversos
tipos de usuários de informação em uma organização ao longo do tempo
contribuíram não apenas para se criar diversos tipos de sistemas de informação,
como também, passou a exigir dos profissionais de informação uma postura
diferenciada com constantes adaptações em relação ao processo de gestão das
unidades de informação.
Visto que a atualmente a quantidade de informação existente seja
imensurável e difícil de ser controlada, utilizar de facilitadores ou mesmo dominar
tecnologias de informação não é o suficiente para se alcançar os objetivos
desejados. É necessária fazer uma gestão das bibliotecas que atenda os anseios de
seus usuários, acompanhando as inovações que surgirem.
É evidente que em uma organização circulam diversos tipos de
informações, sejam elas produzidas diretamente dentro da própria organização e/ou
adquiridas de fora da organização. Independente da forma em que é produzida a
informação ela precisa ser administrada e gerenciada conforme o foco e os objetivos
da organização. Sendo assim, é necessário estar de olhos abertos em relação ao
mercado, que se transforma de forma muito rápida e constante, e este é um dos
motivos pelo os quais os gestores de informações necessitam estar sempre aptos e
preparados para enfrentar às mudanças.
A existência do conhecimento organizacional é real e precisa ser
interpretada, a fim de valorizar as informações geradas por tais conhecimentos. A
organização por sua vez deverá manter-se atenta às necessidades e anseios de
seus clientes, estabelecendo boas estratégias com intuito de fundamentar um
processo de fidelização em cliente/organização e organização/cliente.
A partir dos pontos levantados, discutimos os conceitos e características
da biblioteca universitária, inteligência competitiva, planejamento estratégico e

�3

gestão inovadora nas bibliotecas universitárias, destacando suas respectivas
importâncias e relevância para tomada de decisões e também auxilio de
desempenho à gestão de bibliotecas e unidades de informação.

2 BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA: conceitos e características
Para Macedo e Dias (1992) o objetivo central de uma biblioteca
universitária está em intermediar a relação entre usuários e a informação com o
intuito de direcionar suas atividades ao cumprimento dos objetivos da instituição.
È claro o fato de que cabe a biblioteca formar e organizar as coleções,
disseminar a informação, operacionalizar e gerir sistema de informações desde o
planejamento até à avaliação, para atender seu público alvo, composto por:
mantenedores e gestores, diretoria acadêmica, administrativo, corpo docente e
discente e comunidade em geral.
Fujita (2005) aponta como funções da biblioteca universitária, a
armazenagem do conhecimento, a organização do conhecimento e o acesso ao
conhecimento.
Neste contexto é importante observar as características dos diferentes
tipos de usuários, pois elas definirão o espaço físico, os serviços e produtos a serem
oferecidos e disponibilizados.
Cunha (2000) lembra que as bibliotecas tradicionais que incorporava o
papel de principal suporte da informação, cederiam lugar a era digital, onde o acesso
deixa de ser exclusividade dos papeis e passa a depender de um conjunto de
mecanismos eletrônicos o qual dar condições de interligar recursos e usuários,
ficando para biblioteca o gerenciamento de tais informações.
Observa-se que as bibliotecas universitárias atuais estão passando por
um processo de reestruturação, a fim de se adequarem ao atual contexto imposto
pela sociedade da informação, que se caracteriza pela crescente produção de
informação e avanço de tecnologias de informação. Tais transformações podem ser

�4

amplamente percebidas a partir das implantações dos sistemas eletrônicos de
armazenamento, recuperação e transmissão de dados.
O fato é que a disponibilidade da informação em várias fontes de
informação favorece a troca de experiências e consequentemente fortalece o
comportamento dos gerentes, pois se dispuserem de recursos financeiros para
adquirir e adequar seu meio a todas as novidades destas fontes de informação
conseguirá acompanhar de perto as tendências, as ameaças e as oportunidades.

2 .1 Inteligência competitiva : fundamentos e importância
A boa utilização das informações é uma poderosa arma utilizada pelas
organizações para sobreviverem e melhorarem sua posição no mercado por meio do
bom aproveitamento das informações produzidas ou adquiridas. É evidente que
quanto melhor utilizada as informações de uma organização mais competitiva esta
se tornará.
A finalidade da Inteligência Competitiva (IC) é avaliar com precisão aquilo
que os outros podem praticar ou colocarem em prática no futuro, ao mesmo tempo
em que permite identificar e antecipar os movimentos da concorrência, preparando
as organizações para que possam enfrentar as surpresas indesejáveis do mercado.
Tarapanoff (2001) salienta que na sociedade de informação ou na
sociedade pós-industrial, a hegemonia econômica e social é exercida não apenas
pelos proprietários dos meios de produção, e sim por aqueles que administram o
conhecimento e podem planejar a inovação. A autora ainda observa que a
sociedade industrial produzia principalmente meios de produção, bens a serem
consumidos, e já a sociedade pós-industrial produz conhecimento, administração de
sistemas, capacidade de programar a mudança e/ou o futuro e a programação do
futuro, ou seja, utiliza-se da (mercadoria) informação.
Para Tarapanoff (2001) o conhecimento e inteligência podem ser
delineados da seguinte forma:

�5

DADO → 1º etapa → INFORMAÇÃO → 2º etapa → CONHECIMENTO
↓
INTELIGÊNCIA
↓
TOMADA DE DECISÃO

Quadro 1: etapas na geração de conhecimento e inteligência
Fonte: baseado em Kira Tarapanoff, 2001

Conforme quadro acima Tarapanoff (2001) afirma que a geração do
conhecimento e da informação começa com a coleta de dados, e após a
organização e transformação dos dados gera a informação que é 1ª etapa, a 2ª
etapa fica por conta da agregação de valor à informação pelo qual será gerado o
conhecimento e sua contextualização e utilização de acordo com as necessidades
da empresa e neste momento é onde a inteligência irá interferir diretamente na
tomada de decisões.
Para Garbier (2001), a Inteligência Competitiva é responsável pelo
processo sistemático de coleta, do tratamento, da análise e da disseminação da
informação sobre atividades dos concorrentes, tecnologias e tendências gerais dos
negócios, visando subsidiar a tomada de decisão e atingir as metas estratégicas da
empresa.
De acordo com esse contexto, a gestão do conhecimento atua de forma
dinâmica, pois se prima por potencializar as informações para uma determinada
organização tornando-as úteis para melhor posicionamento ao mercado a qual está
inserida. Nesse sentido, a informação deve ser vista sob a ótica mercadológica e o
gestor de informação tem diversas atividades a serem executadas, entre elas estão:
identificar qual a missão e visão de sua organização; quais os clientes devem obter
prioridades em relação ao atendimento; qual seu comportamento e de sua equipe
em relação à busca de informação; que tipo de informação é necessário e qual
poderá ser descartadas em relação à tomada de decisão; como acompanhar as
diversas mudanças tecnológicas, econômicas e culturais (esta última tem sido tão
freqüente que tem abreviado cada vez mais o tempo de validade de conhecimento,

�6

ou seja, conceitos, habilidades, atitudes e tendências que no certo momento esta em
alta no mercado, deixa de ter valor no momento seguinte sem aviso prévio).
Segundo, T. Filho (1998), A informação que gera conhecimento para a
tomada de decisão dentro da empresa é chamada de Inteligência Competitiva, e é
um processo organizacional, apoiado em ferramentas adequadas, para: seleção,
análise, contextualização e disseminação de informações mercado, concorrência,
tecnologia, áreas de atuação, empresas congêneres, agentes reguladores, clientes e
fornecedores.
Ainda segundo o autor, a Inteligência Competitiva tem como objetivos:
obter informação para decisão, apoiar projetos, apoiar treinamentos e o aprendizado
contínuo, fazendo um monitoramento do ambiente competitivo e assim busca dar
agilidade na tomada de decisões, com racionalização do uso do tempo e das fontes
de informação, além de redução de custos.
A definição de Inteligência Competitiva não é algo novo, principalmente
para os bibliotecários, porém, para se ter uma boa gerência de informação é preciso
ter clareza em relação aos aspectos e atitudes humanas que estejam evolvidos a
informação e seu uso, e o conhecimento para execução de tal papel não é adquirido
somente por meio de leitura, mas sim por meio de experiência acumulada por de
tempo de trabalho. E sendo assim, observa-se atualmente que bibliotecários
(Gerentes de Bibliotecas) estão aplicando o conhecimento teórico na prática do diaa-dia das suas organizações, entre tais conhecimentos esta a Inteligência
Competitiva.

2.2 Planejamento estratégico: impactos na gestão de bibliotecas e unidades de
informação
Para Costa (2007), um dos objetivos da gestão estratégica de sistemas de
informação é o de contribuir para que líderes e gestores alcance confiabilidade e
segurança na tomada de decisão em relação a sua Instituição. Por meio da gestão
estratégica é possível cada indivíduo de uma organização, desenvolver ou melhorar
não só um perfil de seu ambiente externo e interno, mas também promover a
sistematização do caminho a ser seguido pela empresa.

�7

Sendo o negócio de uma biblioteca a informação e acesso à informação,
para o gestor de uma biblioteca realizar um bom trabalho será fundamental que o
mesmo conheça bem seu cliente interno e externo, para poder elaborar planos e
estratégias, visando à plena satisfação destes ao acesso á informação. E se
tratando de gestão estratégica uma das principais ferramentas é o planejamento
estratégico, no qual se mapeia planos, objetivos e metas, em longo prazo, baseando
totalmente na missão e visão da organização.
Para Carvalho (1999) por meio do planejamento estratégico alcança-se à
gestão estratégica, mas para isto acontecer, é necessário se ter clareza

a fim

delimitar com precisão os pontos fortes e os fracos da instituição na atualidade, para
que se tenha êxito em relação aos objetivos proposto para o futuro.
O

Planejamento

estratégico

é

extremamente

importante

ao

desenvolvimento de qualquer organização, e conforme Motta (1992) o planejamento
estratégico é um processo contínuo e sistemático de antecipar possíveis mudanças
se necessárias, sempre que possível tirar vantagem das oportunidades que surgem,
examinando os pontos fortes e fracos da organização, estabelecer e corrigir cursos
de ação em longo prazo. Ainda segundo o autor é um processo gerencial, que se
concentra nos níveis hierárquicos mais elevados da organização e que não pode ser
concebido como atividade clássica de planejamento, delegável a comissões de
grupos de planejamento.
Para Figueredo (1998) o processo de planejamento estratégico, serve
para integrar a vasta gama de decisões e de ações que a gestão estratégica requer
e se bem elaborado, o planejamento fornece à organização um "mapa de estradas"
que facilita a iniciativa individual.
Já para Fischmann (1995) o planejamento estratégico trata-se de uma
técnica administrativa da qual através de análise do ambiente de uma organização,
constrói a consciência das oportunidades e ameaças dos seus pontos fortes e fracos
para o cumprimento da sua missão e por meio desta consciência, pode estabelecer
o propósito de direção que a organização deverá seguir para aproveitar as
oportunidades e evitar riscos, e desenvolver talentos necessários para uma gestão
que pode eficazmente enfrentar as ameaças do amanhã.

�8

Vasconcellos Filho (1979) considera como sendo o planejamento
estratégico o único método para analisar complexidades do ambiente externo da
empresa e preparar medidas eficazes para controlar ameaças, inovações
tecnológicas e táticas de sobrevivência perante o dinâmico desenvolvimento
tecnológico.
Ao pensar em planejamento estratégico é necessário considerar alguns
pontos específicos como, por exemplo, a comunicação dos objetivos da empresa; o
processo de estabelecimento dos objetivos; a análise ambiental; os focos de
atenção dos gerentes; a função do planejador da empresa e as ligações entre
planejamento e orçamento. Não existe um sistema único para o planejamento
estratégico, visto que cada organização se difere em tamanho, cultura, estilo de
gerencias e outros.
Em um planejamento estratégico, é fundamental a participação e
comprometimento de todas as pessoas envolvidas no processo de formulação e
implantação. O planejamento estratégico não pode de forma alguma ser feito
exclusivamente por administradores ou gerentes, mas eles necessitam de apoio
técnico, da participação, do envolvimento e comprometimento de toda equipe.
Almeida (2005) enfatiza que, uma organização define suas grandes
estratégias a partir de uma analise do contexto ou do ambiente em que esta
organização está inserida, ou seja, as estratégias são escolhidas á luz de fatores
favoráveis e de análises de risco relativas às possibilidades de sucesso na
elaboração de cada estratégia.
A autora acrescenta que o planejamento não é um acontecimento, mas
um processo contínuo, permanente e dinâmico, que fixa objetivo, define linhas de
ação, detalha etapas para atingi-los e prevê recursos necessários para a
consecução desses objetivos.
Nos últimos dias o planejamento se tornou indispensável nas empresas,
já em bibliotecas, essa função ainda é pouco utilizada, mas, todavia já têm
aparecido algumas tentativas ainda que tímidas para elaboração e implantação de
um planejamento estratégico para bibliotecas.

�9

Apesar da reconhecida importância do planejamento nas unidades de
informação, Almeida (2005), denuncia que o planejamento ainda não está
incorporado nas atividades do bibliotecário. Quando ocorre, é como uma atividade
eventual, com o fim específico de elaboração de um plano de trabalho ou de um
projeto definido, por exemplo, e não como prática permanente.
Almeida (2005) esclarece que o primeiro objetivo do profissional da
informação na função de planejador consiste, em interpretar corretamente a missão
institucional e fixar objetivos para o serviço de informação que colaborem para o
cumprimento daquela missão e ofereçam soluções adequadas aos problemas
identificados.
Ao elaborar um planejamento estratégico para uma unidade de
Informação, deve haver uma integração fiel entre tal unidade e os processos sócioeconômicos do ambiente institucional ao qual esta inserida e subordinada, e em
plena harmonia as necessidades informacionais que contribua diretamente ao seu
desenvolvimento.
Para Barbalho (1997), um planejamento estratégico para uma unidade de
Informação, deverá conter uma integração fidedigna entre a própria unidade de
informação e os processos macro e micro do ambiente institucional, ao qual esta
inserida, e também esta em plena harmonia as necessidades informacionais que
contribua diretamente ao seu desenvolvimento e atenda aos objetivos e metas da
instituição.
Barbalho (1997) aborda dois pontos de importância em relação ao
planejamento estratégico em Unidade de Informação: o primeiro é que a unidade de
informação nunca é independente, ou seja, sempre estará ligada a uma instituição
maior, e por este fato deverá elaborar seu planejamento estratégico após
conhecimento claro das estratégicas já existentes para a instituição em um todo; o
segundo é o fato de que o planejamento estratégico deverá ser conhecido e ter a
participação de todos os colaboradores da unidade de informação.
Ainda Barbalho (1997) aponta alguns pontos para nortear de forma
reflexiva o planejamento estratégico e se bem observados, podem causar impactos
na gestão de bibliotecas e unidades, são os seguintes:

�10

� Aumentar o campo de visão, deixar o interior da unidade de informação e
trilhar novas perspectivas de forma externa;
� Motivar de forma criativa, elevando os níveis de interesse do operacional,
partir do tático para o estratégico;
� Estabelecer uma visão holística em relação aos valores e uso da informação;
� Desenvolver a proatividade, identificando nos problemas possibilidades de
grandes oportunidades;
� Conquistar

parcerias,

aumentando

a

credibilidade

e

conquistando

oportunidades de negócios.

2.3 Gestão inovadora em bibliotecas: aspectos relevantes
As bibliotecas universitárias estão diretamente ligadas a Universidade, e
influenciadas por esta de forma direita em todas suas atividades e ações
administrativas. Visto que as universidades passam por grandes transformações, as
bibliotecas precisam atuar de forma dinâmica. As transformações em questão se dão
devido as conseqüência das variações de valores culturais, dos objetivos e métodos,
como exemplos têm o aparecimento da “educação à distância” e “universidade
virtual” que atualmente fazem parte da realidade de uma universidade, e esta nova
arquitetura organizacional (novos métodos educacionais, novos paradigmas, novos
parâmetros curricular, etc.) exige um posicionamento mais enérgico dos gerentes
dessas unidades, para conduzir suas unidades há uma atuação precisa com
resultados mais certeiros e a curto a prazo.
Diante de tal cenário cresce a preocupação dos gerentes bibliotecários,
face às necessidades de se atualizarem, com vistas a acompanhar as mudanças
impostas pela ambiência.
Barbalho (1997),salienta que de forma geral é muito importante aos
gerentes

de

bibliotecários,

conhecerem

as

tendências

administrativas

contemporâneas, fazendo usos e adequação das técnicas gerenciais, como por
exemplos: a Reengenharia organizacional, o Benchmarking, o TQM – Total Quality

�11

Manegement, o ABC – Custeio Baseado em Atividades, a Abordagem Estratégica
entre outras,
Ressaltando que as teorias administrativas que amparam tais técnicas
deveram ser observadas e avaliadas de forma paralela, para que possam
gradativamente preparar todo ambiente para possíveis mudanças causando menos
trauma possível. Dias (1985) afirma que há uma grande necessidade de se dar mais
atenção à administração de bibliotecas como um meio de enfrentar os problemas, sempre
presentes de escassez de recursos, e também para aumentar a eficácia nesse aspecto do
trabalho do bibliotecário.

Diante da necessidade do momento, os gerentes bibliotecários precisam
identificar novas funções e repensarem algumas outras, a fim de incorporar
melhorias constantes em seu desempenho profissional. Neste contexto é possível
que às bibliotecas universitárias utilize de experiências vividas pelas empresas
privadas, porém, tais experiências deverão ser devidamente adaptadas à realidade
de uma biblioteca universitária juntamente as metas e objetivos da organização num
todo.
São poucas as bibliotecas universitárias que possuem liberdade, dentro
da organização para assumir riscos que lhes permitam desenvolver ações
inovadoras. A ausência de liberdade e/ou oportunidade, talvez esteja relacionada à
forma que maioria das Bibliotecas universitárias vem sendo administrada sem o
mínimo de planejamento, ou seja, não possuem meios confiáveis de medir os
resultados alcançados por meio dos serviços prestados, não utiliza o planejamento
estratégico, plano de ação, previsão de gastos, previsões de implantações de novos
projetos e outros.
As áreas que mais tem chances de crescerem em uma organização são
aquelas que conseguem transformar seus resultados em números estatísticos de
forma positiva e conseguem provar que a razão de sua existência não há apenas
para prejuízos.
As mudanças enfrentadas pelas bibliotecas são inevitáveis, cabe ao
gerente bibliotecário estar preparado e familiarizado as novas funções e demandas

�12

no quesito liderar mudanças, oferecendo serviços adequados às necessidades de
informações de seus usuários de forma eficiente e eficaz.
Lembrando que toda mudança traz resistência, e por isso, algumas vezes
os resultados podem não ser tão rápidos quanto se espera, para tentar amenizar e
prevenir atitudes resistentes, é aconselhável ao gerente bibliotecário incentivar o
trabalho em equipe, o compartilhamento, o cooperativismo e manter grupo motivado
sem perder o foco da visão.
E não somente as equipes que poderão sofrer por resistir às mudanças
necessárias em processo de readequação, mas também os gerentes bibliotecários,
pois as mudanças também os afetarão. Entre as mudanças no perfil do gerente
bibliotecário esta a migração de uma gerência centralizada para uma gerência
estratégica e participativa. Um dos motivos para esta migração, estar em ter
condições em garantias para um melhor uso dos recursos existentes, melhor
aproveitamento de pessoal, condições em se empenhar em serviços não
operacionais, maior comprometimento e responsabilidade da equipe, possibilidade
de melhorias em relação aos seus indicadores de qualidade e produtividade.
Sendo assim os gerentes bibliotecários devem buscar adaptarem-se as
diversas modificações que surgem a todo instante em relação à tecnologia da
informação, e tal adaptação exigirá uma estrutura mais flexível, seja por uma
especialização, por inovação, criatividade e por uma visão estratégica.
A função da gerência da biblioteca deverá a partir desse contexto ser
compartilhada, ou seja, compartilhar as responsabilidades, dividir as tarefas, delegar
poderes, promover a interação entre os níveis hierárquicos, promover a
comunicação clara e objetiva e conduzir toda equipe a um objetivo comum.
A nova gestão para biblioteca universitária tem como objetivo derrubar
antigos paradigmas, combatendo o individualismo departamental e em alguns casos
a concorrência individual. Desta forma, voltar seu foco para acompanhar o interesse
de seus usuários externos e internos, por meio da gerência estratégica, que
monitora o ambiente onde ela se incluía.

�13

3 CONCLUSÃO
Quanto mais valorizado a “gestão das unidades de informação”, mais se
exige que os gerentes bibliotecários tenham perfis mais flexíveis e preparados para
mudanças em seus ambientes institucionais, sejam elas possíveis de previsões ou
não. Os gerentes bibliotecários terão que: compreender de forma rápida para
disseminar as informações para sua equipe, criar estratégias, definirem objetivos e
critérios, controlar os reflexos causados pelas mudanças e gerenciar os projetos em
andamento e os que forem surgindo conforme a demanda local.
As organizações devem estar atentas às formas e meios de gerar, adquirir
e processar os dados, depois transformá-los em informações e em seguida em
conhecimento como proposto por Kira Tarapanoff (2001). Mas é necessário lembrar
que só isso não basta, o diferencial competitivo consiste na capacidade de focar
resultados, articulando, para tanto, soluções criativas a partir de informações
disponíveis.
As unidades de informação têm que atender as demandas atuais de
forma eficiente e com precisão, sendo rápida em suas respostas, mantendo-se
atualizada e dominando as tecnologias. Um dos principais objetivos da gerencia de
unidades de informação é o de potencializar recursos informacionais, manter sua
equipe informada, orientado-a a aprender, a adaptar-se às mudanças e fornecer
condições de acompanhar as transformações constantes dentro da organização.
Neste sentido, cabe aos gerentes bibliotecários fazerem junção entre
conhecimento teórico e prático, ou seja, adotar a gestão estratégica na intenção de
aperfeiçoar os recursos organizacionais que lhe são oferecidos para obter melhores
resultados diante das mudanças internas e externas. Quanto mais o profissional tiver
condições de inovar, mais sucesso terá no trabalho realizado. Uma das primeiras
ações dentro do processo de inovar deverá ser o uso do planejamento estratégico,
por se tratar de uma das ferramentas mais utilizadas para obtenção de resultados
neste contexto de transformação e mudanças, e quanto melhor elaborado, mais
chances terão em atender as expectativas de toda comunidade acadêmica.
Todas as equipes envolvidas diretamente ou indiretamente envolvidas
com as unidades de informação precisam ter pessoas flexíveis e adaptáveis em

�14

relação aos novos valores organizacionais, sejam eles éticos ou técnicos; e que
fazem uso de forma correta dos recursos estratégicos, operacionais/ técnicos e
agreguem valores aos serviços prestados. A administração participativa, onde as
tomada de decisões são compartilhadas também seria uma boa estratégica para o
preparo das equipes, pois, por meio deste tipo de administração pode-se contar com
maior contribuição, comprometimento, criatividade, participação e motivação de cada
colaborador.
Mesmo que com pouca liberdade de executar uma gestão inovadora para
a biblioteca, os gerentes de bibliotecas precisam assumir a postura inovadora, se
capacitando cada vez mais por meio de cursos de curta duração e ou pósgraduação, capacitando, qualificando e oferecendo recursos a suas equipes para
obtenção de melhorias nos indicadores de qualidade. A partir do momento que os
indicadores de desempenho e melhorias começarem a subir e resultados positivos
aparecerem, as possibilidades das bibliotecas alcançarem recursos e liberdades
junto a suas organizações para execução de projetos ousados inovadores com
certeza passará a ser uma realidade.

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�15

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Pinheiro, 1979. 181p.�

__________________
1

Ana Cristina Alves, Centro Universitário Alves Faria –ALFA, cristina@alfa.br.
Edilane Neves, Instituto Aphonsiano de Ensino Superior – IAESup, edilaneneves@yahoo.com.br.
3
Claudia Regina Ribeiro Rocha, Centro Universitário Alves Faria –ALFA, claudia@alfa.br.
2

�</text>
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                <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>O presente artigo descreve e analisa a valor da inteligência competitiva, do planejamento estratégico e da gestão inovadora como instrumentos para o de desenvolvimento de serviços em bibliotecas e unidades de informação. Destacando a importância do profissional da informação na realização dessas atividades.</text>
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