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                  <text>A REPRESENTAÇÃO SOCIAL DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA
DIANTE DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA
Rejane Sales de Lima Paula (UNIR) - paula.rejane23@gmail.com
José Lucas Pedreira Bueno (UNIR) - rejane.lima@unir.br
Resumo:
Este trabalho tem como objetivo trazer algumas contribuições acerca da representação social
da biblioteca universitária como parte instrumental do processo educativo diante da educação
inclusiva. Para tanto, parte-se do pressuposto de que, a biblioteca universitária é um dos
elementos imprescindíveis para o desenvolvimento social e cultural do sujeito em formação.
Para tal, procuramos descrever o papel social da biblioteca, a partir das políticas inclusivas
voltadas para a biblioteca, como a Lei Nº 10.861 – Avaliação da Educação Superior (SINAES)
de 14 de abril de 2004 que esclarece a contribuição da biblioteca para o ensino, a pesquisa e a
extensão. Metodologicamente, este trabalho se baseia em uma revisão de literatura
bibliográfica, a qual discute à luz da literatura existente a temática abordada. Por tanto,
espera-se que este trabalho contribua com o desenvolvimento potencial da biblioteca como
agente mediadora da informação e possa possibilitar ao sujeito em formação à essência do
letramento informacional.
Palavras-chave: Biblioteca Universitária. Educação Inclusiva. Representação Social da
Biblioteca.
Área temática: Eixo 1 - Gestão sustentável
Subárea temática: Acessibilidade (produtos, serviços e tecnologia)

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XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

1 Introdução
No decorrer do Século XX, o desenvolvimento tecnológico e o acesso à informação
permitiram ao sujeito em formação apropriar-se do conhecimento armazenado nas
bibliotecas, sem a necessidade de dirigir-se pessoalmente a elas, devido à evolução e a
disponibilização da tecnologia nas Instituições de Ensino Superior (IES), e as cobranças sobre
as bibliotecas universitárias terem tomado grandes proporções, tornando-as um dos principais
ambientes de informações atualizadas, facilitando o acesso aos diferentes tipos de usuários,
embora nem todos tenham consciência disso.
Para tanto, informações precisas têm se mostrado de grande valia na construção do
conhecimento, e por meio das mídias digitais, tornou-se mais fácil buscar essas informações
em tempo real. Por isso, pode-se afirmar que a biblioteca não é apenas um local móvel de
acesso à informação, do conhecimento, de um saber ou até mesmo de uma conduta, mas,
sobretudo um laboratório de cultura, educação e um espaço para a iniciação à vida que vem se
adaptando ao seu público.
Neste contexto, Corradi (2011, p.28) apresenta a viabilização do “acesso e uso das
informações hipermídia e multilíngue valendo-se da acessibilidade homem-computador”,
onde a acessibilidade deve englobar meios físicos e virtuais, facilitando a inserção do sujeito
em formação na comunidade a qual está inserida.
E nesse bojo, é possível desenvolver o potencial da biblioteca como agente difusora da
informação, e desta forma valorizar a identidade cultural de um povo, é valorizar a
informação. Por isso, entende-se que a relevância da biblioteca universitária se dá quando se
encontra a resposta do vínculo entre a biblioteca e sociedade, já que por meio da biblioteca é
possível criar hábitos e comportamentos, criando desta forma uma relação de ordem cultural e
informacional.

2 Revisão de literatura
Para efeito desse trabalho será realizado um levantamento bibliográfico sobre o
conceito da biblioteca universitária, será descrito também as políticas voltadas para a
biblioteca com o intuito de promover sua função inclusiva e igualitária para todos.
Assim sendo, a Biblioteca Universitária (BU) é considerada como uma entidade
social, que tem por finalidade atender às necessidades de estudo e pesquisa dos professores,
alunos que estão vinculados a instituições de ensino superior, além de servir de suporte

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informacional a comunidade em geral.
Belluzzo (2004) aponta a biblioteca como, sendo um local acesso à informação de
acordo com as necessidades do usuário; e essa disponibilização poderá estabelecer os ideais
da democracia (BELLUZZO, 2004, p. 78).
Isto confirma que a biblioteca possibilita a acessibilidade como um processo dinâmico,
associado não só ao desenvolvimento tecnológico, mas principalmente ao desenvolvimento da
sociedade.
Castells (2000 p. 17) corrobora ao salientar que:
A revolução da tecnologia da informação e a reestruturação do capitalismo
introduziram uma nova forma de sociedade, a sociedade em rede. Essa
sociedade é caracterizada pela globalização das atividades econômicas
decisivas do ponto de vista estratégico, por sua forma de organização em
redes; pela flexibilidade e instabilidade do emprego e pela individualização
da mão-de-obra. Por uma cultura de virtualidade real construída a partir de
um sistema de mídia onipresente, interligado e altamente diversificado.

Para corroborar com esta pesquisa iremos destacar os programas desenvolvidos pelo
Ministério da Educação e Cultura (MEC), os quais no decorrer do tempo vêm favorecendo a
aplicabilidade dos recursos informacionais e a usabilidade da biblioteca que se baseia na
educação inclusiva e na dimensão dos programas geridos para a educação do ensino superior
constante no Plano Nacional de Educação (PDE) estabelecida pela Lei nº. 10.172/2001 que
estipula uma política de estratégia para a promoção, a renovação e desenvolvimento nas
universidades para uma educação igualitária capaz de suprir uma necessidade premente do
desenvolvimento de competências que habilite os sujeitos a aprender e apreender o saber a
ele transmitido.
E em vista disso, Mazzoni e Torres (2001) destacam os requisitos mínimos de
acessibilidade arquitetônica e urbanística da biblioteca em razão da efetivação das
legislações existente:
a)
Adequações de acessibilidade para usuários com limitações
associadas à motricidade:
b)
Independência do uso do mouse, como dispositivo apontador;
c)
Independência do uso do teclado, com via software;
d)
Independência do uso simultâneo de várias teclas,
e)
Flexibilidade no tempo de resposta, na interação com o sistema.
f)
b) Adequações de acessibilidade para usuários com limitações
associadas à audição:
g)
Materiais audiovisuais devem ser legendados, tanto com legendas em
texto com em Libras;
h)
Opções para controle de volume;

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i)
Acesso visual à informação sonora,
j)
Serviço para a transcrição em textos de documentos digitais orais.
k)
c) Adequações de acessibilidade para usuários com limitações
associadas à visão:
l)
Ampliação da imagem e modificação dos efeitos de contraste na tela;
m) Independência do uso do mouse como apontador, com um uso maior
do teclado;
n)
Uso do software (Dosvox e Virtual Vision) para a leitura de tela, ao
qual está associado a sintetizador de voz;
o)
Opção para o acesso à informação,
p)
Opções para acesso à informação em Braille, seja na forma de texto
impresso, seja por intermédio do periférico linha Braille.

SASSAKI (2005) apud FONSECA (2012, p. 3), também traz a seguinte corroboração
ao destacar diferentes aspectos em relação à acessibilidade ao enfatizar que:
a) Acessibilidade arquitetônica: construção de espaços sem barreiras,
obstáculos que possam impedir a liberdade de movimentos de vir e ir de
qualquer pessoa;
b) Acessibilidade comunicacional: ausência de barreiras comunicacionais,
nas suas mais diferentes formas;
c) Acessibilidade metodológica: quando não há obstáculos nos métodos e
nas
técnicas de estudo, adaptações curriculares;
d) Acessibilidade instrumental: uso de tecnologia assistiva, de forma que os
deficientes não encontrem bloqueios que os possibilitem de utilizarem certos
objetos;
e) Acessibilidade programática: “sem barreiras invisíveis embutidas em
políticas públicas (leis, decretos, portarias, resoluções, medidas provisórias
etc.), em regulamentos (institucionais, escolares, empresariais, comunitários
etc.) e em normas de um geral;
f) Acessibilidade atitudinal: indivíduos das comunidades devem ser
conscientizados da importância do convívio entre todos, sem distinção de
cor, raça, sexo, idade e presença ou ausência de deficiências.

Assim, é necessário que as bibliotecas possuam os requisitos básicos que sejam
capazes de oferecer aos usuários as múltiplas possibilidades de acesso para a ampliação do
conhecimento.
A eliminação de barreiras arquitetônica e a disponibilização da informação e
comunicação nos espaços físico das bibliotecas deve ser uma realidade com vistas a promover
a inclusão social e democrática de todos perante uma sociedade igualitária respeitando a
dignidade e direitos citado no Artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Em vista disso, as discussões sobre respeito à diversidade e os direitos de igualdade
para todos, vem oportunizar de forma decisiva a conquista de mudanças de paradigmas na
biblioteca universitária.
Para tanto, a biblioteca universitária é um dos espaços de educação inclusiva, capaz de

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oferecer um serviço de qualidade e acessível de acordo com as normas da Associação
Brasileira das Normas Técnicas aos usuários com deficiência.
Diante disso, o Ministério da Educação (MEC) vem desenvolvendo ações voltadas
para a inclusão dos sujeitos na universidade a fim de garantir os direitos das pessoas com
deficiência por meio de acessibilidade ampla e articulada através do Projeto Incluir.
Portanto, é imprescindível que haja a promoção desses diferentes tipos de
acessibilidade na biblioteca universitária, para que os indivíduos com limitações possam ser
e, se desenvolver na sociedade em que vivem igualmente com as outras pessoas.
Para ampliar o entendimento quanto às políticas inclusivas voltadas para a biblioteca
tem-se a Lei Nº 10.861 – Avaliação da Educação Superior (SINAES) de 14 de abril de 2004
que esclarece “a contribuição da biblioteca para o ensino, a pesquisa e a extensão”,
assumindo, assim, a função social de prover a infraestrutura documental e promover a
disseminação da informação, em prol do desenvolvimento da educação, da ciência e da
cultura.
Outro ponto a destacar neste contexto da educação inclusiva da biblioteca se baseia na
dimensão dos programas geridos para a educação do ensino superior constante no Plano
Nacional de Educação (PDE) estabelecida pela Lei nº. 10.172/2001 que estipula uma política
de estratégia para a promoção, a renovação e desenvolvimento nas universidades para uma
educação igualitária capaz de suprir uma necessidade premente do desenvolvimento de
competências que habilite os sujeitos em formação a aprender e apreender o saber a ele
transmitido.
Assim, a acessibilidade na biblioteca pode ser considerada como a eliminação das
barreiras da exclusão social, tais como: informacional, econômica, política, cultural, entre
outras, representando ao sujeito um significado importante para a disponibilidade de
informação e comunicação aos conteúdos em formatos alternativos.
Desse modo, a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 traz a seguinte uma
contribuição valiosa, quando explicita que:
A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida
familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e
pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas
manifestações culturais (BRASIL, 1996).

Nas bibliotecas universitárias, esta acessibilidade era vista apenas como “portas
abertas” para a comunidade interna e externa na qual está inserida e, atualmente, precisa estar
devidamente amparada pela legislação e normas de acessibilidade vigentes, como NBR

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9050:20041 e Lei 10.098/002.
Para tanto, a Associação Brasileira de Normas Técnica (ABNT) - NBR 9050: 2004
destacam as regras que devem se seguidas nas bibliotecas universitárias como as vagas de
estacionamento e sinalizações, conforme as figuras a seguir:
Figura 1: Símbolo Internacional de Acesso Fonte:

Fonte: ABNT NBR 9050 (2004)

Figura 2: Símbolo internacional de pessoas com deficiência visual

Fonte: ABNT NBR 9050 (2004)

Figura 3: Símbolo internacional de pessoas com deficiência auditiva

Fonte: ABNT NBR 9050 (2004)

Quanto à acessibilidade informacional, é necessário que os espaços informacionais
(bibliotecas) sejam criados ou adaptados, a fim de proporcionar aos usuários Portadores de
Necessidades Especiais (PNE) maior acessibilidade por meio das tecnologias assistiva, como
1
2

Norma Brasileira de Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos.

Estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas
portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências.

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os materiais em Braille ou em libra e interpretes.
Para Torres, Mazzoni e Alves (2000, p. 86), enfatizam que a acessibilidade da
informação deve compreender a usabilidade tecnológica e,
[...] atender a distintas categorias de usuários são os programas de
reconhecimento da fala. Embora essa tecnologia esteja sendo aperfeiçoados,
vários produtos já estão sendo comercializados. Entre os seus possíveis
usuários, estão pessoas com deficiência de coordenação motora para digitar,
pessoas com deficiência visual e qualquer pessoa que prefira ditar em vez de
digitar.

Diante disso, Fialho e Silva (2012), destacam que é necessário as bibliotecas
universitárias possuírem softwares como:
a)
DosVox: Programa de comunicação por meio de síntese de voz.
b)
Delta Talk: Software que permite a interação com o computador de
maneira bem natural e apresenta a opção de escolha de três vozes diferentes.
c)
Virtual Vision: efetua a leitura de todo conteúdo selecionado pelo
usuário, até mesmo as planilhas, tabelas e sites na Internet.
d)
Jaws: Está entre os leitores de tela mais populares mundo, com
interface em português.
e)
Openbook: diferentemente de outros softwares o texto pode ser
convertido para o formato MP3.

De acordo com MAZZONI et. al (2001, p.31):
Dentro da estrutura de uma biblioteca universitária, a acessibilidade deve ser
vista tanto em aspectos urbanísticos (estacionamento, caminhos de acesso
etc.), em aspectos arquitetônicos (iluminação, ventilação, espaço para
circulação entre ambientes, banheiros, rampas adequadas etc.) e aspectos de
informação e comunicação (sinalização, sistemas de consulta e empréstimos,
tecnologia de apoio para usuários portadores de deficiências, sistemas para
acesso remoto etc).

Com a entrada de um número significativo de Pessoas com deficiência no ensino
superior gratuito, o papel das bibliotecas universitárias em contribuir com o ensino, pesquisa e
extensão ficou ainda maior. Não devemos mais contribuir apenas com os usuários comuns,
pensando em arquitetura com escadas cinematográficas, mobiliários inadequados e tecnologia
desatualizada. É necessário ir além. A biblioteca universitária deve inserir em seu processo
inclusivo desde o aspecto físico até o atitudinal se baseando na dimensão urbanística,
arquitetônica, comunicacional e instrumental para a promoção, renovação e desenvolvimento
de uma educação igualitária.
Dessa forma, as informações devem estar disponíveis e acessíveis a todos, uma vez

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que, a inclusão de pessoas, segundo (FREIRE 2008, p.12), “é um movimento educacional,
mas também social e político que vem defender o direito de todos os indivíduos [...]”.

3 Materiais e métodos
Esta pesquisa trata-se de uma pesquisa bibliográfica tendo em vista o fato de que a
pesquisa visa discutir a representação social da biblioteca e também poderá ser caracterizado
como uma pesquisa descritiva do ponto de vista dos objetivos descritos a partir da abordagem
apresentada.
Diante disso, Ferrão (2008, p 103) descreve a pesquisa bibliográfica como “a consulta
de todas as fontes secundárias relativas ao tema que foi escolhido para a realização do
trabalho”. Rudio (2009, p.71) considera a pesquisa descritiva como “[...] aquela interessada
em descobrir e observar fenômenos, procurando descrevê-los, classificá-los e interpretá-los”.
Para tanto, o referencial teórico terá como base os recursos bibliográficos, bem como:
livros, base de dados, portais e outros.

4 Resultados parciais
Como resultado esperado pretende-se destacar o papel social da biblioteca
universitária diante da construção do conhecimento do sujeito em formação. É esperado,
também, mostrar os vários tipos de instrumentos que podem ser úteis para a inclusão do
sujeito baseando-se na utilização da tecnologia.

5 Considerações parciais
Percebe-se que a biblioteca é uma instituição social com condições necessárias para o
desenvolvimento da cidadania do sujeito através de seus materiais bibliográficos,
audiovisuais e outros meios que disponibiliza a comunidade educacional, constituindo assim,
parte integral do sistema educativo que participa estimulando e facilitando seus objetivos,
metas e fins.
Logo, os ambientes digitais tornou-se um dos principais meios de acesso às pessoas
com deficiências frente às tecnologias de informação e comunicação, o qual, através do
espaço privilegiado da biblioteca podem se inter-relacionar com os serviços e suportes
oferecidos prol do desenvolvimento da educação e cultural.

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Nesta percepção é razoável compreender que é possível construir um acervo dinâmico
de recursos educacionais digitais capazes de propagar o conhecimento, cujo objetivo é
modificar as relações sociais e culturais do indivíduo.
Por isso, pode-se afirmar que a utilização da tecnologia como apoio ao ensino
possibilita a interação da comunidade escolar com a biblioteca como um dos meios da
“realização das atividades do cotidiano; como mediadora da comunicação; serve como
instrumento de armazenagem e busca de informações, além de ser um instrumento para a
disseminação de informações, pelas publicações de materiais” para o usuário interativo², uma
vez que, as que atividades desenvolvidas nas bibliotecas ganharam novas dimensões na
ampliação dos serviços de tratamento da informação.
Portanto, a biblioteca não é apenas um local de transmissão do conhecimento, de um
saber ou até mesmo de uma conduta, mas, sobretudo um laboratório de cultura, educação e
um espaço para a iniciação à vida que pode ser ampliado quando estabelece a significação do
indivíduo para o mundo que o cerca.
A biblioteca enquanto centro de informação tem que fazer o possível para transmitir e
disseminar a informação de forma satisfatória, uma vez que a tecnologia propõe facilidades
de serviços e acesso à informação.
Nessa perspectiva, é necessário que a biblioteca venha apropriar-se de seu papel, e que
seja capaz de servir de instrumento e direcionar o indivíduo no convívio com a leitura e a
informação, estabelecendo assim uma relação de bem-estar ao inserir as modernas tecnologias
do acesso à informação, e desta forma criar hábitos e comportamentos à sociedade.
Consequentemente a biblioteca só será capaz de interagir com a sociedade no seu
processo de seu desenvolvimento social caso estejam comprometidas a se adequar ao seu
público e as novas demandas da sociedade.

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edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. 2. ed. Rio de Janeiro, 2004.
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BELLUZZO, Regina Célia Baptista. "Formação contínua de professores do ensino

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>A representação social da biblioteca universitária diante da educação inclusiva.</text>
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              <text>Paula, Rejane Sales de Lima; Bueno, José Lucas Pedreira </text>
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              <text>Este trabalho tem como objetivo trazer algumas contribuições acerca da representação social da biblioteca universitária como parte instrumental do processo educativo diante da educação inclusiva. Para tanto, parte-se do pressuposto de que, a biblioteca universitária é um dos elementos  imprescindíveis para o desenvolvimento social e cultural do sujeito em formação. Para tal, procuramos descrever o papel social da biblioteca, a partir das políticas inclusivas voltadas para a biblioteca, como a Lei No 10.861 – Avaliação da Educação Superior (SINAES) de 14 de abril de 2004 que esclarece a contribuição da biblioteca para o ensino, a pesquisa e a extensão. Metodologicamente, este trabalho se baseia em uma revisão de literatura bibliográfica, a qual discute à luz da literatura existente a temática abordada. Por tanto, espera-se que este trabalho contribua com o desenvolvimento potencial da biblioteca como agente mediadora da informação e possa possibilitar ao sujeito em formação à essência do letramento informacional.</text>
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