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                  <text>ARQUITETURA DE INFORMAÇÃO: ESTUDO DE CASO VOLTADO AO
PERFIL DO PROFISSIONAL DE INFORMAÇÃO
Maria Irene da Fonseca e Sá (UFRJ) - mariairene@facc.ufrj.br
Beatriz Mattos Caires (UFRJ) - beatrizmttos@gmail.com
Resumo:
Este trabalho apresenta em primeiro plano, a metodologia e o levantamento bibliográfico de
artigos, livros e outros trabalhos acadêmicos das áreas de Arquitetura de Informação, Estudo
de Usuário, Usabilidade e Modelagem e Mapeamento de Processos. A posteriori discorre
através de um estudo de caso sobre as atividades de mapeamentos de processos, Usabilidade
e Arquitetura de Informação na fase inicial de um projeto voltado para a criação de um
website com o intuito de viabilizar a gestão documental e fluxo de informações entre
diferentes entidades e com isto, demonstrar a multidisciplinaridade dos envolvidos e o perfil
do profissional de informação. O trabalho é fechado com as considerações da execução de
processos através dos pontos fortes e relevantes do projeto e o despertar de interesse de
profissionais de informação para outro campo de atuação, tendo em vista as mudanças que o
perfil desta área de atuação já sofreu desde seu início, e aponta para uma postura profissional
mais dinâmica e empreendedora, necessária no meio empresarial.
Palavras-chave: Arquitetura de Informação. Usabilidade. Modelagem
Profissional da Informação. Multidisciplinaridade.
Área temática: Eixo 3 - Ecologia da Informação
Subárea temática: Ferramentas de comunicação e colaboração científica

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de

Processos.

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XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2016
Eixo Temático: Ecologia da informação
ARQUITETURA DE INFORMAÇÃO: ESTUDO DE CASO VOLTADO
AO PERFIL DO PROFISSIONAL DE INFORMAÇÃO
Modalidade da apresentação: Comunicação oral
ABSTRACT
This paper presents in the foreground, the methodology and the literature of articles, books
and other academic works in the areas of Information Architecture, User Study, Usability and
Modeling and Process Mapping. The post elaborates through a case study on the activities of
mapping processes, Usability and Information Architecture in the initial phase of a project
aimed at creating a website in order to facilitate document management and flow of
information between different entities and that demonstrate multidisciplinarity of those
involved and the professional profile of information. The work closes with considerations of
process execution through strong and relevant points of the project and the awakening of
information professionals interest to another playing field, given the changes the profile of
this area has suffered since its beginning, and points to a professional approach more dynamic
and entrepreneurial, necessary for business.
Keywords: Information Architecture. Usability. Process Modeling. Information Professional.
Multidisciplinarity.

1 Introdução
No início das origens do homem, a troca de experiências era feita de maneira muito
lenta ou era até mesmo inexistente. Nômades, os primeiros seres humanos não registravam
seus feitos e rotinas, ou reforçavam o aprendizado em como caçar, se proteger de outros
animais e se defender entre eles mesmos e de eventos externos, como invernos, escassez de
alimentos entre outras alterações climáticas. Dado certo tempo, o homem primitivo passou a
registrar seu cotidiano nas paredes de sua caverna. Deixou de ser nômade, passou a cultivar
frutas, produzir armas (consideradas hoje rudimentares), adestrar e criar animais. O que
sabemos sobre esses homens pré-históricos ainda é pouco, porém o sabemos graças às marcas
deixadas nas paredes das cavernas que habitavam.
Milhares de anos depois surgem as grandes populações. É visto que a informação
concentra-se nas mãos de poucos, sejam estes monarcas, parlamentares, religiosos. E por
somente alguns deterem o conhecimento, estes detêm e controlam os demais, aqueles que não
sabem e tudo que podem fazer é acreditar e aceitar. Como vemos nos três casos abaixo:
No primeiro, baseado na mitologia grega temos a lenda de Teseu que entraria no
labirinto no qual ninguém sabia sair. Ariadne ciente da situação entregou à Teseu um novelo,
para que ele pudesse encontrar a saída. E após matar o Minotauro ele conseguiu facilmente
encontrar a saída daquele lugar. A sensação é similar ao compararmos o labirinto e seus
infinitos caminhos com o as infinitas possibilidades do hipertexto no World Wide Web. Como
Lara Filho (2003, p. 1) explica que em ambas as situações as opções surgem de
Forma quase imediata, por sua estrutura não linear, fragmentada em mosaicos e
limites não visíveis, bifurcações que levam a diferentes caminhos. Por tudo isto é
muito pouco provável que um mesmo caminho seja repetido duas vezes. Mas um
labirinto também pode ser lúdico, extremamente rico em suas variações e surpresas,
onde a ambiguidade e o acaso levam-nos a lugares nunca antes visitados. O
hipertexto mostra-se como uma enciclopédia feita por milhões de autores, sem um

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Figura 2: O desenho de Escher como metáfora para definição de informação

Fonte: Relativity (ESCHER, M.C., 1953)
Neste sentido, Gutenberg dá o pontapé inicial com a invenção da prensa móvel,
automatizando a produção em massa e levando a informação (impressa) para um número
maior de pessoas. A partir deste marco as próximas revoluções e guerras culminaram no
acúmulo de informações e as transformações sociais, políticas, econômicas e culturais
passaram a acontecer em ritmo cada vez mais acelerado.
O volume informacional cresce exponencialmente, dos registros em rolos de papiro,
passando pelos telégrafos e os inúmeros tipos de correios até ao WWW. O peso da informação
é tamanho que vemos um novo tipo de sociedade nascer, aquela que vive em torno da
informação e a busca de maneira frenética e continua, ansiando sempre por mais e mais. Ao
longo deste percurso, no qual as sociedades se desenvolvem e com ela a informação, que
ganha destaque até torna-se o ponto central da sociedade atual, a sociedade do século XXI,
também conhecida como sociedade da informação. A informação se transforma em objeto de
consumo com a crescente necessidade de ser coletada, armazenada, recuperada, manipulada,
controlada e disponibilizada.
Com esforços sobre controle da produção bibliográfica do mundo, Paul Otlet e Henry
La Fontain, (1910), são os belgas responsáveis pela Classificação Decimal Universal (CDU),
o Repositório Bibliográfico Universal e o projeto Mundaneum, frente à explosão bibliográfica
da época. Estavam preocupados em criar algum tipo de organização que abarcasse todo esse
conhecimento e no Tratado da Documentação, Otlet faz especulações sobre a comunicação
online, a conversão de voz em escrita e vice-versa, além de lançar o conceito de hipertexto
(POZZATTI, 2014).
Conexão generalizada, difusão massiva da informação, fim da relação única de
emissor e receptor. Novas relações de poder em torno do acúmulo, manuseio, difusão e
manipulação da informação. Assim nasce a semente da Arquitetura de Informação que se
baseia na lógica da origem da arquitetura, da programação e estruturação do espaço pensando
no uso que lhe será dado, nas limitações de quem circula por lá e qual o objetivo deste espaço.
Esta transformação desponta com as novas tecnologias de Informação e Comunicação
(TIC) e a criação de novos sistemas como os Sistemas de Recuperação da Informação (SRI)
que obrigam a sociedade atual a repensar os aspectos que moldam a gestão da informação,
tanto do conteúdo quando de sua disposição. Tendo em vista a competitividade mercadológica
e a ciência de que o uso da informação permeia todos e quaisquer fluxos existentes, uma
gestão estruturada garante vantagens sob a concorrência de mercado.

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Diante disto, observa-se a necessidade de investigar o perfil do profissional de
informação designado a fazer o serviço de mapear, modelar, processar e gerir toda essa
informação e investigar para quem são feitos esses serviços. Há o intuito de averiguar a
existência de conteúdos teóricos que busquem fomentar e embasar características e
conhecimentos que este profissional deve ter, visando o desenvolvimento de um perfil
profissional ligado à compreensão, implementação e gestão focada nos fluxos e controles
informacionais produzidos dentro de uma organização.
Este trabalho almeja também, analisar o campo de atuação de serviços em informação
levando em consideração, a demanda do mercado atual que vislumbra nos serviços
terceirizados, maior possibilidade de profissionais capacitados e focados em prazos e
qualidade de serviços.
O presente estudo foi dividido nas seguintes etapas: na introdução, discorre-se sobre a
formação da sociedade até os dias atuais com o intuito de sinalizar o valor e a importância que
a informação recebe no momento presente e explicitar o quanto se faz necessário o perfil de
um profissional voltado para a área de documentação e informação. Na sequência,
conceituamos os termos que serão abordados ao longo do trabalho apoiados na literatura
científica. Em seguida, é descrita a teoria das etapas de uma consultoria com a prática, através
de um estudo de caso ao qual expomos experiências do campo de atuação. Por fim, nas
considerações finais são apontadas oportunidades e o quanto ainda deve ser desenvolvido.
A justificativa para o desenvolvimento da pesquisa advem da denominada sociedade
da informação. Vivemos em meio ao ritmo acelerado de progressos sociais, econômicos e
culturais. A globalização e as novas tecnologias influenciam estes setores fazendo da
informação um instrumento vital de competitividade. Neste contexto, devemos analisar as
questões que tangem a formação do profissional da informação e de sua alocação no mercado
de trabalho no âmbito do gerenciamento informacional, que exige do profissional da
informação maior desenvoltura no conhecimento geral da organização na qual está inserido.
Desta forma, o presente estudo se justifica pelo interesse de investigar outro campo de
atuação para os profissionais da informação, fora dos contextos tradicionais, e evidenciar as
etapas iniciais de um projeto de Arquitetura de Informação em uma área especificamente
voltada à Engenharia e à Arquitetura.

2 Revisão de literatura
A bibliografia fala que inserido num mercado privado e competitivo no qual muitas
organizações utilizam sistemas de informação e de sua gestão para auxiliar a alta
administração nas tomadas de decisão e para que esta informação seja filtrada e recuperada
faz-se necessário alguém capacitado. Segundo Ferreira (2003, p. 43) se por um lado, as
organizações já dispõem de sistemas de informação por outro, muito conteúdo relevante ainda
é descartado e devido ao excesso produzido muito se perde, pois não é devidamente indexado
e armazenado. Para afirmar tal aspecto Ferreira (2003, p. 44) diz que:
No atual ambiente de mudanças, informação é vital. Mas a experiência mostra que
não é só de quantidade e de abrangência de informação que vivem as organizações.
Muito mais importante é a qualidade da informação. Mesmo sem entrar nos aspectos
da tecnologia da informação, pode-se perceber que não se trata aqui apenas de uma
questão de “força bruta”, isto é, de poder de processamento e sofisticação de
software e hardware. Trata-se de uma questão de “inteligência”, ou seja, da
habilidade para transformar a imensa massa de dados operacionais que correm nas
veias da empresa diariamente em informações consistentes que agreguem valor ao
negócio.

Após discorrer sobre a existência de outro campo de atuação para os profissionais da
informação, faz-se necessário contextualizar sob quais condições ele pode ser executado.
2.1 Definição de Arquitetura de Informação
Arquitetura de Informação (AI) segundo o Institute of Information Architecture (IAI):

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Definimos arquitetura de informação como a arte e a ciência de organizar e catalogar
websites, intranets, comunidades online e software de modo que a usabilidade seja
garantida. À medida que a informação prolifera de forma exponencial, a usabilidade
vem se tornando o fator crítico de sucesso para websites e aplicações. Uma boa AI
estabelece as fundações necessárias para que um sistema de informação faça sentido
para seus usuários.

O termo Arquitetura de Informação foi cunhado na década de 1970 por Richard
Wurman. Ele levanta a questão da não informação frente ao acúmulo de dados, ao qual se
refere ao usar o termo “ansiedade de informação”, também titulo de sua obra. O desafio é
transformar toda a avalanche de dados em compreensão. E afirma que “Arquitetura de
Informação é sobre a capacidade de tornar o complexo claro, com ênfase na compreensão, em
oposição ao estilo.” (WURMAN, 1993, p.43).
Segundo Agner (2012, p.90), o “foco da AI é o projeto de estruturas (ambientes
informacionais) que fornecem aos usuários recursos necessários para transformar suas
necessidades em ações e para atingir seus objetivos com sucesso”. Por isso, Agner considera
a Arquitetura de Informação uma atividade inserida no campo do ergodesign.
Os bibliotecários Peter Morville e Louis Rosenfeld, em 1998, através do livro
“Information Architecture for the World Wide Web”, foram os primeiros a estruturar a
Arquitetura de Informação, e materializá-la sob a forma de organização de websites. Segundo
Macedo (2014, p. 70), para eles a AI consiste em:
 Criar e combinar esquemas de organização nos quais se encontrem mecanismos de
busca, rotulação de conteúdos e navegação dentro de sistemas de informação.
 Design estrutural de um espaço de informação a fim de facilitar a realização de
tarefas (tasks) e o acesso intuitivo a conteúdos.
 É a arte e a ciência de estruturar e classificar websites e intranets a fim de ajudar as
pessoas a encontrar e a gerenciar informação.
 É uma disciplina emergente e uma comunidade de prática (community of
practice), focada em trazer para o contexto digital os princípios de design,
arquitetura e biblioteconomia.
Macedo (2014, p. 37) traduz o princípio básico de AI a partir da Semantic Studios,
empresa de consultoria voltada para Arquitetura de Informação, Experiência do Usuário e
findability fundada por Morville, como a busca pelo equilíbrio entre os três fatores: Conteúdo,
Contexto (do negócio) e Usuários, como pode ser visto na figura3.
Segundo Agner (2012, p. 18) a navegação significa “se movimentar através do espaço”
e assim, a navegação “inclui o movimento virtual através de espaços cognitivos - que são
espaços formados por dados, informações e pelo conhecimento que daí emerge”.
A navegação dentro de um website, em sua home page (primeira página) deve conter
as informações que interessam ao usuário, conforme explicam os pesquisadores de interfaces
Nielsen e Tahir (apud AGNER, 2012, p. 62), as categorias de informações que devem entrar
na primeira página precisam ser escolhidas de acordo com o contexto da empresa e o interesse
que esta empresa possui em relação ao usuário e/ou cliente.
Para Rosenfeld e Morville (1998) há uma esquematização de como a interface deve
ser para que se adeque a maneira com a qual o usuário navega em um website. As estruturas
organizacionais deste modo são hierárquicas, envolvendo hipertextos, todos estes trazidos da
mesma base de dados, como é mostrado na figura 4.
O sistema de navegação é o componente da Arquitetura de Informação responsável
pela organização da informação de forma a contextualizar e oferecer flexibilidade de
movimentos, através da possibilidade de “avançar” e “voltar” dentro do website, bem como,
dispor de hipertextos para complementar o conteúdo encontrado. Macedo (2014, p. 23-24) diz
que a função de um sistema organizacional é definir as regras de classificação e ordenação das
informações que serão apresentadas, categorizando todos os conteúdos oferecidos, no qual o

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“principal desafio é organizar a informação de uma forma facilmente compreensível e que
ajude os usuários a encontrarem o que precisam para atingir seus objetivos”.
Segundo Rosenfeld e Morville (1998) para que um sistema de navegação possa ser
considerado bom, deve-se a todo o momento responder a três perguntas básicas: “Onde
estou?”, “Onde estive?”, “Aonde posso ir?”. Segundo Agner (2012, p.100) os sistemas de
navegação compõem-se de três subsistemas: a navegação global, local e contextual. Veja a
figura 5.
Figura 3: AI = CONTENT + BUSINESS CONTEXT + USERS

Fonte: Semantic Studios (2016)
Figura 4: Estrutura organizacional e transação com o hipertexto

Fonte: Macedo (2014)
Figura 5: A posição mais comum dos sistemas de navegação

Fonte: Agner (2012, p. 23)
2.2 Usabilidade
Usabilidade, segundo o IAI: “Usabilidade é a eficiência, eficácia e satisfação com a
qual os públicos do produto alcançam objetivos em um determinado ambiente”.
À medida que a informação prolifera de forma exponencial, a usabilidade vem se
tornando o fator crítico de sucesso para websites e aplicações. Um produto bem projetado
envolve muito mais que apenas um conteúdo de qualidade – facilidade de uso, desempenho e
design gráfico também são importantes. A satisfação subjetiva, a “agradabilidade”, tanto
estudada por Don Norman, também faz parte desse todo.
Segundo Norman e Nielsen, fundadores do Nielsen Institute, as principais heurísticas
da Usabilidade são: ser fácil de aprender; ser eficiente na utilização; ser fácil de ser recordado;

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ter poucos erros; ser subjetivamente agradável. E os principais princípios são: visibilidade;
feedback; mapeamento; consistência.
Para Agner (2012, p. 49) o Ergodesign é uma área de Interação Homem computador
em relação à usabilidade. De acordo como o grupo técnico de Ergodesign e Usabilidade de
Produtos, da Informação e da Interação Humano-Computador da ABERGO - Associação
Brasileira de Ergonomia: “(...) a usabilidade trata da adequação entre o produto e as tarefas a
cujo desempenho ele se destina, da adequação com o usuário que o utiliza e da adequação ao
contexto em que será usado”.
Segundo Macedo (2014, p. 27), experiência do usuário pode ser considerado como o
composto de todos os fatores que influenciam a relação entre o usuário final e uma
organização, especialmente quando um produto ou serviço modera essa relação.
Já segundo Saconatto (2014, p. 45) faz-se necessário “entender os fatores mais amplos
que influenciam a experiência do usuário (...). Assim como compreender a ciência cognitiva
por trás da ação do usuário”. Nesta relação também se incluem os “objetivos da empresa, as
relações econômicas, as respostas emocionais e a interação social pode sobrecarregar as
respostas comportamentais e perceptivas dos consumidores”.
Um ambiente fértil para o desenvolvimento das tecnologias com as quais convivemos
é o Xerox Palo Research (Xerox Parc). Steve Johnson afirma que “seria legítimo dizer que o
idioma moderno nasceu ali” (JOHNSON, 2001, p.39), pois os produtos tecnológicos ali
desenvolvidos foram o início do que o autor considera a “fusão de tecnologia e arte”, a
criação da interface: “Softwares que dão forma à interação entre usuário e computador”
(JOHNSON, 2001, p.17).
2.3 Mapeamento e Modelagem de Processos
Segundo Paim (2009, p. 79) os dados, as informações e os conhecimentos têm
importância para a gestão de processos, pois neles estão contidos os fluxos que se vinculam à
coordenação do processo, também são estocados ao longo dos processos e permitem que a
organização aprenda. Para Paim (2009, p. 38-39) “processos e competências são dois lados da
mesma moeda, já que as competências que devem se manifestar correspondem perfeitamente
às atividades que precisam ser executadas e que requerem intervenção do homem”. Logo,
competências envolvem as etapas de elaboração da arvore preliminar de competências,
levantamento dos conhecimentos necessários para realizar os processos, levantamento
disponíveis na organização, tratamento e analise dos dados, planejamento de treinamento,
avaliação e aprendizado. Na melhoria de processos, destaca-se a separação entre o
planejamento, que se refere à especialização da gestão e a execução do trabalho para a
definição logica de homem, posto e tarefa. (PAIM, 2009, p.38) E os ciclos de melhorias de
processos permitem que ao longo do tempo, a gestão de processos possa aprender com os
resultados anteriores.
2.4 O Profissional Arquiteto de Informação
Segundo Agner (2012, p. 78) o arquiteto de informação seria o profissional
responsável pela produção do mapa indicativo do local onde se encontra a informação, de
modo a fazer com que todos os usuários possuam um caminho para chegar à informação
desejada. Para Agner a
Profissão emergente do novo milênio, a arquitetura de informação envolve a análise,
o design e a implementação de espaços informacionais, como sites, bancos de dados,
bibliotecas, etc. A visibilidade da arquitetura de informação a partir da segunda
metade dos anos 90 coincidiu justamente com o momento em que a internet atingiu
massa crítica.

Para Rosenfeld e Morville (1998) os arquitetos de informação:
● devem tornar o complexo claro, transformar a informação em algo compreensível
para outros seres humanos.
● humanizar a tecnologia focando nas pessoas.

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● organiza padrões inerentes da informação.
● criar estruturas ou mapas de informação que permite a outros encontrem seu
caminho para o conhecimento.
Para se tornar eficaz, a AI deve atuar como uma instância mediadora entre os
interesses dos usuários, do cliente, do time gráfico e da equipe de programação. No centro de
uma complexa rede de ideias diferentes e de pontos de vista divergentes, o arquiteto de
informação emprega um arsenal de técnicas - combinadas à sua capacidade de comunicação
interpessoal - para traduzir as necessidades e os objetivos dos usuários aos demais.
Para Agner (2012, p. 83) “o arquiteto de informação deve se preparar para ser um
profissional polivalente e pronto para o que der e vier”. Sendo assim, diferentes áreas de
atuação podem contribuir para o sucesso da AI como processo:
A psicologia, a ciência da computação, a educação, ciências cognitivas, design
gráfico e desenho industrial, design instrucional, sociologia, antropologia,
engenharia de software, modelagem e administração de dados, ergonomia e IHC,
entre outras (AGNER, 2012, P. 84).

Ainda segundo Agner (2012, p. 69-70) o projeto de criação de sites é um complexo
trabalho de equipe, com implicações estratégicas. Sendo assim, as empresas devem estar
preparadas para alocar recursos financeiros, técnicos e humanos para o processo do projeto. E
as empresas quem não tem esta visão podem acabar tendo problemas de competitividade.
Por isso, as empresas precisam investir em equipes multidisciplinares de
profissionais comprometidos com a inovação e a mudança. Entre designers,
redatores, arquitetos de informação, programadores, profissionais de marketing e
especialistas, é necessário dar destaque para o usuário, como um efetivo membro da
equipe (sem ele, o site será um emaranhado de ideias aleatórias a respeito dos
negócios da empresa) (AGNER, 2012, p.69).

Quanto ao perfil do arquiteto de informação levantado por Reis (2007, p. 223), este é
um profissional jovem, que vive nos centros metropolitanos do país com alto grau de
instrução na area de humanas e desenvolveu seus conhecimentos em AI de forma autodidata.
Segundo Reis (2007, p. 223) trata-se de um profissional que não segue quaisquer
metodologias existentes nos projetos que executa, atuando como arquiteto de informação com
base em suas próprias experiências e metodologias. Reis (2007, p. 223) afirma que “são
necessários três componentes para se legitimar uma profissão: estabelecer uma metodologia,
desenvolver um corpo teórico que suporte esta metodologia e desenvolver um sistema de
educação para formar futuros profissionais”.

3 Materiais e métodos
O presente estudo fundamenta-se na revisão bibliográfica necessária à compreensão e
ao desenvolvimento do tema. O buscador utilizado foi o Google e as buscas foram feitas em
revistas especializadas como: Ciência da Informação, Scielo e DataGramaZero. Também
houve grande acompanhamento do Blog de Arquitetura de Informação. Para a recuperação da
informação foram utilizados os termos: arquitetura de informação, usabilidade, estudo do
usuário, mapeamento e modelagem de processos, profissional da informação, dentre outros.
A metodologia escolhida para ser utilizada no trabalho é a de Estudo de Caso na qual,
segundo Dias (2009, p. 33) caracteriza-se por “um estudo de caso é uma investigação
empírica que estuda um fenômeno contemporâneo dentro de seu contexto real, especialmente
quando os limites entre o fenômeno e o contexto não são claramente evidentes”.
No trabalho o estudo de campo foi realizado presencialmente por parte de uma das
autoras que teve a oportunidade de participar do desenvolvimento de um website voltado para
gerenciamento documental, bem como de entrega e envio de informações para destinatários
específicos de acordo com uma tabela de matriz de permissões, na qual, dependendo do
profissional e da entidade em que trabalha poderá acessar poucos, vários ou todos os
documentos disponíveis.

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Houve algumas restrições na coletas de dados, como por exemplo, a não autorização
de divulgar o website, as entidades e parte de como o trabalho foi realizado, como comentar
sobre reuniões e decisões importantes para o design e desenvolvimento do projeto.
No entanto, foram permitidas pesquisas de opinião sobre o perfil do profissional da
equipe de documentação, responsável pelo manejo de toda documentação e requisição, envio
e troca de informações com as demais entidades envolvidas.
A população de amostragem compreende entidades esportivas internacionais,
funcionários de órgãos públicos de âmbito municipal, estadual e federal, empresas privadas de
projetos arquitetônicos nacionais e internacionais, construtoras privadas e empreiteiras
nacionais e por fim empresas privadas especializadas em gerenciamento de projetos e obras.
Estas últimas empresas se uniram em um consorcio e se tornaram o ponto focal para o
desenvolvimento do website que será deixado como legado para futuros projetos e
acompanhamento de obras no Município do Rio de Janeiro e funcionará também como um
repositório de relatórios técnicos, plantas, fotos de campos e demais documentos usados para
ao longo de qualquer projeto de construção e revitalização arquitetônico, paisagístico e civil
na cidade do Rio de Janeiro.
Neste contexto, o website foi pensado para suprir as necessidades atuais, visando fluxo
de informações e documentos como também para se tornar um repositório das obras que
estarão por vir. Todos os órgãos, entidades e empresas foram ouvidos para a criação do
website, contudo a Rio Urbe e a Prefeitura do Rio de Janeiro tornaram-se os principais
clientes do website.

4 Resultados parciais/finais
No inicio de 2013 foi aberta uma licitação no município do Rio de Janeiro para que
uma empresa especializada em gerenciamento de obras pudesse ajudar a prefeitura a gerenciar
as obra que possuem um âmbito internacional, voltadas às diferentes modalidades esportivas.
Quando o processo de licitação foi encerrado, a empresa vencedora, citada daqui para frente
como gerenciadora, começou a participar ativamente das transações informacionais para que
pudesse apoiar a prefeitura nas tomadas de decisões. Em pouco tempo, percebeu-se que, com
exceção da massiva troca de e-mails e repasses de atas de reuniões, não existia quaisquer
estruturas preparadas para o armazenamento de toda a documentação gerencial produzida.
Documentação esta que engloba: atas de reunião, fotos de campo, estudos específicos de solo
e topografia e os diversos relatórios técnico emitidos ao longo das obras. Somente as plantas
de projetos seriam manuseadas pelo Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro.
Com o intuito de melhorar a gestão documental, foi criado um website, ao qual
gerenciadora e prefeitura teriam acesso. Na home page havia ícones das diferentes
modalidades de esportes e ao selecionar um ícone, o usuário encontraria uma pagina cheia de
pastas como as do Windows Explorer. Cada pasta continha um título dedicado ao tipo de
documento contido. Acontece que qualquer um que tivesse acesso ao website podia editar e
criar novas pastas e como o numero de profissionais que tinham acesso estava aumentando,
rapidamente o website tornou-se muito confuso. Havia inúmeras pastas, muitas com nomes
idênticos e nem sempre os documentos eram armazenados adequadamente. Muitas pastas
eram duplicadas e outras simplesmente sumiam. Acessos foram limitados para que estes erros
não voltassem a acontecer, contudo, percebeu-se o acumulo de e-mails e documentos
transacionando de forma informal. Foi então que a gerenciadora decidiu criar um website, no
qual todas as organizações envolvidas teriam um tipo de acesso e executariam suas funções.
Primeiro foram realizadas as reuniões gerenciais para garantir que os envolvidos de
todas as entidades utilizariam o novo website para acessar documentos e informações sobre as
obras. Em seguida, aconteceram as reuniões estratégicas, lideradas pela gerenciadora. Como
os processos de uma organização para outra são diferentes as reuniões eram feitas

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separadamente. Com estas reuniões estruturaram-se os mapas de processos de cada grupo
operacional. O período total entre reuniões e a produção dos mapas levou cerca de três meses.
Os mapas de processos foram validados pelas equipes operacionais, assim como a assinatura
de todos os envolvidos confirmando o uso exclusivo do website.
O programa utilizado para a estruturação dos mapas de processos foi o MindMaple
uma vez que este é um programa livre e de fácil manuseio. O estagiário da equipe de Suporte
e Desenvolvimento (SD) foi quem comentou pela primeira vez sobre o MindMaple e ele foi
facilmente instalado nas maquinas necessárias à realização do mapeamentos de processos.
A gerenciadora dividiu-se em três grupos multidisciplinares: o primeiro grupo formado
por engenheiros de diferentes ramos da engenharia, arquitetos, paisagistas, publicitários e
administradores para gerenciar as obras junto à Rio Urbe e Prefeitura; o segundo grupo
formado por arquitetos, pedagogos, bibliotecários, arquivistas e profissionais sem curso
superior completo responsáveis por criar um vocabulário controlado para que todos os
documentos inseridos no website pudessem ser facilmente recuperados e, após a criação do
que veio a se chamar Código de Nomenclaturas, foi realizado um retrabalho para identificar e
listar cada documento que se encontrava na base de dados do website anterior, renomeá-lo de
acordo com o Código de Nomenclaturas; e o terceiro grupo menos multidisciplinar por conter
profissionais de tecnologia ficou responsável pela entrega do site. Quando o website se
encontrava na fase beta os documentos organizados foram migrados para o novo site.
Aos poucos o website foi sendo liberado para as equipes operacionais de cada
organização. Este processo se dava da seguinte maneira: o terceiro grupo liberava uma
determinada aba do site e informava ao segundo grupo, que realizava uma rápida avaliação e
em seguida marcava um treinamento específico para os profissionais que viriam a usar o
trecho específico do website. Após o treinamento das equipes externas era também marcado
um treinamento para o primeiro grupo da gerenciadora.
Uma vez que o website foi entregue oficialmente, os grupos da gerenciadora se
desfizeram e foi tomado um novo sistema de separação por frentes. Como eram muitas obras,
os profissionais foram separados em equipes de aproximadamente oito profissionais de
diferentes campos de atuação para cada obra e realocados para trabalhar no canteiro de obras.
Nestas novas equipes encabeçava um coordenador geral, abaixo deste um engenheiro civil
para avaliar a obra, um engenheiro de produção para avaliar o desempenho da obra, um
engenheiro responsável pela verificação das medições e ratificações, um arquiteto para
verificar os projetos entregues, alguém da equipe de Documentação e Informação (DI) para
manter o fluxo de informações, orientar sobre o website e classificar e armazenar os projetos
recebidos, um técnico em edificações para apoiar o engenheiro civil em campo, um estagiário
de engenharia ou arquitetura para ser instruído e um ponto focal administrativo para pedido de
material de escritório e Equipamento de Proteção Individual (EPI).
Os processos dentro do website passaram a ocorrer de forma regular e frequente, sendo
utilizados por todos os profissionais das organizações envolvidas. Os motivos de erros mais
frequentes registrados foram: falha ao subir ou baixar algum documento por queda de energia
(muito frequente em obras), erro ao subir algum documento devido à nomenclatura estar
divergente do vocabulário controlado utilizado, com base no Código de Nomenclaturas, erro
ao encontrar algum documento por estar na aba errada ou não ter o perfil permitido para
acessar determinado documento.
Cada perfil de usuário da organização tem uma visualização diferenciada dos
documentos. Isto é controlado pelo status dos documentos. Somente a gerenciadora tem
acesso a todos os status. Os status são:
 Neutro para os documentos inseridos. Prefeitura e Rio Urbe tem a visualização;
 Liberado para campo quando os documentos são liberados para serem
executados.Construtoras tem a visualização;

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 Cancelado quando o documento não será executado pela construtora. Empresas
projetistas tem a visualização;
 Superado para documentos executados. Todos os envolvidos tem a
visualização.
O fluxo de informações e recebimento de documentos ocorre da seguinte maneira no
website:
 As organizações responsáveis pelas entregas de pranchas, projetos e estudos de
terreno e estudos arquitetônicos solicitam à equipe de DI abertura de janela
para envio destes documentos, indicando a quantidade de documentos a serem
enviados. Assim que o sistema contabiliza o número informadoo, ele fecha a
janela para o projetista e é considerada uma entrega;
 As organizações internacionais esportivas, Prefeitura e Rio Urbe recebem um
e-mail de alerta informando-lhes que foram inseridos no website documentos
que precisam ser liberados para execução em obra. A liberação geralmente é
feita durante as reuniões de projetos, nas quais são discutidas a viabilidade de
execução. Se liberado o status dos documentos, são alterados para “liberado
para campo” (status do sistema) ou se não é liberado, o documento é
desconsiderado e o status inserido é de “cancelado”. Quando cancelado o alerta
volta para as organizações projetistas e eles devem refazer o processo;
 Quando o status do documento é inserido como “liberado para campo” as
construtoras recebem o mesmo e-mail de alerta informando que novos
documentos estão disponíveis para a execução na obra. Caso a construtora
avalie que alguma parte do projeto não pode ser executado, o status do
documento passa para o status de “restrito” e o documento volta para a fase
inicial na qual é enviado um alerta para a empresa projetista que deverá refazer
o projeto e retornar a enviá-los. Caso o documento seja utilizado na obra ele
recebe o status de “superado”;
 Com o status de “superado” todas as organizações conseguem visualizar os
documentos utilizados para a execução da obra e podem realizar suas
avaliações através do website;
 A primeira avaliação é por parte da gerenciadora que avalia o processo de
execução, avalia diretamente o que tem sido feito na obra, com o que foi
executado através dos documentos superados;
 Esta avaliação é repassada para a Prefeitura e Rio Urbe para leitura e
questionamentos e posteriormente repassada também para as demais entidades
envolvidas, como organizações publicas de fórum estadual e federal
5 Considerações parciais/finais
O mapeamento e tratamento de conteúdo mostraram-se imprescindíveis em dois
momentos: ao iniciar o projeto de website onde foram apontados objetivos, metodologia e o
arranjo de como cada entidade entregaria sua documentação e em como e para quem toda a
informação contida seria apresentada. E também para averiguar se haviam brechas e erros
tanto em relação ao mecanismo de busca do sistema quanto em relação à rotulação e/ou
esquema de organização com o intuito de saná-los e melhorar a usabilidade do site para todos.
Desta forma, os profissionais de informação necessitam estar treinados na disciplina de
Análise e Modelagem de processos.
No período de treinamentos, o processo iniciava por treinar a equipe que faria uso do
website para depois formar a equipe interna, da própria gerenciadora. Este fato foi prejudicial
em diversos momentos, pois as equipes externas sabiam mais sobre o site do que os próprios
entes da gerenciadora e, portanto, a falta de conhecimento por parte dos profissionais internos

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gerou ruídos sobre a possível má gestão da empresa que justamente estava voltada para
gestão. Novamente, é imprescindível conhecimento sobre gestão de processos, de forma a
adequar os processos às necessidades empresariais e cultura das organizações. Saber lidar
com gestão de mudanças também é importante.
Comunicação extensiva e constante com o cliente, e também com parceiros das
demais entidades envolvidas, torna-se essencial para que todos estejam falando a mesma
língua e que estejam cientes das atividades uns dos outros, mesmo que cada profissional seja
de uma organização distinta. Esta relação próxima gera empatia e reconhecimento entre
profissionais e enfatiza o quanto o trabalho de um depende dos demais para que o fluxo de
documentos e informações funcione corretamente. Os profissionais de informação devem
possuir as habilidades de trabalhar colaborativamente e de saber lidar com os clientes e
parceiros da prestação dos serviços.
Quanto às dificuldade de comunicação destaca-se a atuação da equipe de suporte e
desenvolvimento. Por não participarem efetivamente de reuniões e por não entenderem o
contexto geral das atividades de cada entidade, esta equipe se mostrou bastante reativa a
mudanças tanto internas quanto externas. Foram observados problemas: em liberar e criar
acessos ao website e em apoiar a resolução de questões simples como entrar em contato, tanto
presencial quanto virtual, com as demais equipes de suporte e desenvolvimento envolvidas
para ajudar em questões como filtros restritivos internos de algumas entidades e
funcionalidades do JAVA ou mesmo sobre versões do Google Chrome e Internet Explorer. O
profissional de informação deve estar preparado para lidar com aspectos de tecnologia de
informação e comunicação, de forma a manter diálogo com as equipes de tecnologia da
informação e comunicação e buscar a integração das mesmas.
Houve dificuldades na comunicação interna entre membros da equipe de
documentação e informação. Algumas devido à falta de conhecimento mínimo necessário, ou
por serem profissionais de outras áreas, ou mesmo profissionais desinteressados com a área
em que atuam. A comunicação interna numa equipe é fundamental para o sucesso de qualquer
atividade. Assim, o profissional de informação que chefiar a equipe deve ter liderança para
que possa prover as condições necessárias à execução do projeto que está sob sua
responsabilidade. Em alguns casos faz-se necessário treinamento dos membros da equipe.
O desenvolvimento de um site necessita da atenção de diferentes profissionais de
diferentes áreas de atuação para que cada profissional identifique possíveis erros que possam
ocorrer e pontos de melhorias, como foi feito quando ao alterar o status de um documento os
interessados por esta alteração serem sinalizados por e-mail. O termo arquiteto de informação
é um termo guarda-chuva que deve envolver profissionais de diversas áreas. O profissional de
informação deve estar pronto para trabalhar de modo cooperativo.
Neste caso, o profissional de informação mostra-se importante ao longo do processo,
pois é ele quem verifica junto às diversas organizações envolvidas o fluxo de informações
repassadas, se os documentos estão corretos e também se eles se tornaram ao longo do
processo o principal ponto focal do sítio da gerenciadora. O profissional de informação é o
principal gerenciador do repositório onde fica armazenado o conteúdo do website e para tal
necessita ter conhecimento profundo dos perfis de clientes a atender e dos recursos de
organização da informação a ser gerenciada.
Em uma equipe multidisciplinar todos os pontos de vista são analisados e a troca de
conhecimentos é crucial para o rápido progresso do desenvolvimento do website e também
colabora para a boa divulgação do site, tornando-o o ponto de encontro entre organizações,
além de tornar-se um meio formal de troca de documentos e informações.
Conclui-se que, para o efetivo desenvolvimento de um website, o contexto
multidisciplinar enriquece todo o processo e assim questões relativas à capacitação
profissional adequada para a execução da atividade devem ser consideradas.

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Este trabalho apresenta em primeiro plano, a metodologia e o levantamento bibliográfico de artigos, livros e outros trabalhos acadêmicos das áreas de Arquitetura de Informação, Estudo de Usuário, Usabilidade e Modelagem e Mapeamento de Processos. A posteriori discorre através de um estudo de caso sobre as atividades de mapeamentos de processos, Usabilidade e Arquitetura de Informação na fase inicial de um projeto voltado para a criação de um website com o intuito de viabilizar a gestão documental e fluxo de informações entre diferentes entidades e com isto, demonstrar a multidisciplinaridade dos envolvidos e o perfil do profissional de informação. O trabalho é fechado com as considerações da execução de processos através dos pontos fortes e relevantes do projeto e o despertar de interesse de profissionais de informação para outro campo de atuação, tendo em vista as mudanças que o perfil desta área de atuação já sofreu desde seu início, e aponta para uma postura profissional mais dinâmica e empreendedora, necessária no meio empresarial.</text>
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