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                  <text>AS CONTRIBUIÇÕES DA BIBLIOTECA NA FORMAÇÃO ESCOLAR:
UMA ALTERNATIVA PARA ALUNOS COM DIFICULDADES EM
LEITURA E ESCRITA

Fabiana Sala (IFSP) - fabibuel@gmail.com
Resumo:
A biblioteca escolar, centro dinâmico de informação da escola, deve fazer parte dos recursos
utilizados para o processo de ensino aprendizagem. Inserir a biblioteca no processo de ensino
é ofertar aos alunos a possibilidade de ampliar o conhecimento através dos diversos materiais
disponíveis no acervo. A ação educativa da biblioteca escolar deve ser pensada e gerenciada
visando à sua interação com o ensino e aprendizagem. Ocupando as discussões educacionais
da atualidade, as dificuldades de aprendizagem configuram-se como um tema recorrente e
inquietante, dentre as diferentes formas de manifestação das dificuldades de aprendizagem. A
dificuldade em leitura, por sua vez, pode interferir no rendimento escolar e/ou no desempenho
das atividades diárias da criança que exigem habilidades de leitura. Nessa conjuntura, o
presente estudo está voltado para as ações de mediação da leitura que são desenvolvidas pelas
Bibliotecas da Rede de Bibliotecas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de
São Paulo, no sentido de verificar se estas propostas têm surtido efeito na melhoria deste
quadro. Trata-se de uma pesquisa qualitativa em que, os sujeitos de pesquisa que farão parte
da coleta de dados são os atores que participam da Rede de Bibliotecas do Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, sendo que esses atores estão geograficamente
dispersos em todo o Estado de São Paulo.
Palavras-chave: Biblioteca escolar; Dificuldades de aprendizagem; Leitura; Escrita.
Área temática: Eixo 2 - Responsabilidade Política, Técnica e Social
Subárea temática: Perfil profissional e práticas renovadoras

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XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

1 Introdução
A Biblioteca escolar se constitui num espaço de aprendizagem por excelência
quando desenvolvidas ações que devem estar em consonância com os objetivos delineados pela
escola. Nesse sentido, como espaço de aprendizagem, a biblioteca deve estar sustentada pela sua
proposta pedagógica, que norteará as práticas desenvolvidas nessa unidade de informação. Assim,
o planejamento dessa proposta deve estar centrado nas ações e atividades que a biblioteca
desenvolve para a formação do aluno.
Dentre as ações consideradas por Campello (2003), relevantes para a formação
do aluno, aquelas voltadas para o incentivo à leitura e o letramento informacional, aliada ao
desenvolvimento do senso ético e cidadão conforme concepção de Morigi, Vanz e Galdino (2015)
são efetivamente as que possuem cunho de ação pedagógica na biblioteca escolar, visto que
possibilita o aluno desenvolver e/ou ampliar o interesse pela leitura, a capacidade de compreensão
da necessidade, localização, seleção e interpretação da informação de forma crítica e responsável,
bem como a formação do senso ético e cidadão.
Inserir a biblioteca no processo de ensino é ofertar aos alunos a possibilidade de
ampliar o conhecimento através dos diversos materiais disponíveis no acervo. Para isto, é
necessário que a biblioteca disponibilize de profissionais habilitados para o desenvolvimento de
práticas pedagógicas que incentivem os alunos no uso dos materiais disponíveis para pesquisa,
incentivando-os não só o uso para fins de pesquisa como também desenvolvendo práticas que lhes
ensine o gosto pela leitura literária.
Deste modo, este estudo tem por finalidade verificar de que forma as ações
realizadas pela biblioteca podem auxiliar na formação escolar de alunos com dificuldades em
leitura e escrita.
Ocupando as discussões educacionais da atualidade, as dificuldades de
aprendizagem configuram-se como um tema recorrente e inquietante, dentre as diferentes formas
de manifestação das dificuldades de aprendizagem, as mais reconhecidas são representadas pelas
dificuldades de aquisição das habilidades de leitura, de escrita e de matemática, as quais são
consideradas dificuldades de aprendizagem verbal (GUERRA, 2002). A dificuldade em leitura,
por sua vez, pode interferir no rendimento escolar e/ou no desempenho das atividades diárias da
criança que exigem habilidades de leitura.
Nessa conjuntura, o problema investigado por esta pesquisa está voltado para as
ações de mediação da leitura que são desenvolvidas pelas Bibliotecas da Rede de Bibliotecas do
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, no sentido de verificar se estas
propostas têm surtido efeito na melhoria deste quadro.
Desse modo, o problema desta pesquisa está delineado da seguinte forma: as
ações de incentivo à leitura desenvolvidas pelas Bibliotecas da Rede de Bibliotecas do Instituto
Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo contribuem na formação escolar de
alunos com dificuldades em leitura e escrita?
A biblioteca escolar – centro dinâmico de informação da escola – assim
definido por Campelo (2006), deve fazer parte dos recursos utilizados para o processo de ensino
aprendizagem, pois dentre as várias atribuições que esta tem no ambiente educacional,
destacamos:
 Permear o processo de ensino aprendizagem, através da sua inserção nas atividades
desenvolvidas, disponibilizando as informações necessárias para a formação do hábito de
leitura no aluno e consolidando a habilidade de leitura dos professores;
 Adequar-se às necessidades informacionais da comunidade escolar, de acordo com o perfil
dos usuários e do projeto pedagógico estabelecido pelo centro educacional;
 Disponibilizar os recursos informacionais adequados para o desenvolvimento pleno das
atividades escolares, através de rigoroso critério de seleção dos itens que irão compor o
acervo da biblioteca;

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BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL



Favorecer o desenvolvimento do currículo estabelecido pela escola e aprimorar a
habilidade da leitura através de programação diversificada e dinâmica, oferecendo
materiais para a leitura recreativa e informativa;
 Orientar nas pesquisas e trabalhos escolares, através de estratégias que estimulem a
curiosidade e o desenvolvimento da análise crítica dos fatos, contribuindo assim para a
construção do conhecimento;
 Dinamizar o ambiente da biblioteca e mediar às informações, para que os usuários possam
sentir-se estimulados a frequentar a biblioteca;
 Contribuir para uma completa formação dos indivíduos, através de informações
atualizadas e contextualizadas, de acordo com exigências da sociedade moderna e de cada
indivíduo.
Desta forma, para o desenvolvimento pleno dos indivíduos no ambiente escolar,
é imprescindível a inserção de uma biblioteca que seja atualizada, dinâmica e atenda às
necessidades do plano de ensino estabelecido pela escola a qual está inserida.
Para Furtado (2015, p.2) “A biblioteca escolar é fundamental dentro do sistema
educacional de um país, pois, como parte integrante do sistema de informação, pode colaborar
consideravelmente para a adoção desses novos paradigmas”. A partir de um planejamento
estratégico para a inserção desta nas atividades desenvolvidas nas escolas, há a possibilidade de
transformação da realidade, fazendo com que a biblioteca escolar possa atuar de forma efetiva no
sistema educacional, cumprindo seu papel dentro da sociedade da informação.
Assim sendo, verificar as contribuições das ações de incentivo à leitura
realizadas pela Biblioteca na formação escolar de alunos com dificuldades em leitura e escrita
constitui-se no principal objetivo deste estudo.

2 Revisão de literatura
2.1 Retrospectiva Histórica da Biblioteca Escolar
De acordo com Battles (2003), Aristóteles pode ser considerado o pioneiro em
criar biblioteca com características escolares. O modelo de biblioteca proposto por ele era voltado
para fins educativos, onde, estudiosos e alunos se reuniam em volta das obras para estudá-las e,
assim, promover a colaboração mútua para o progresso do setor científico, tecnológico e literário.
As bibliotecas em escolas primárias começaram e ser implantadas aos poucos e,
de acordo com Hebrard (2004), por volta de 1800 na França, começa a surgir as primeiras escolas
que incorporam em seu ambiente, instalações parecidas com as bibliotecas escolares da
atualidade. Os armários-bibliotecas, como eram denominados, tinham como função principal a
preservação dos materiais, pois, “os professores não sabiam administrar seu patrimônio
instrumental, preservá-lo dos desgastes do tempo e das manipulações dos alunos”. (HEBRARD
2004, p. 17).
Aos poucos as bibliotecas começaram a ser utilizadas para outras finalidades,
dando início a uma nova concepção de biblioteca escolar. De armário para guarda e preservação
dos materiais à disseminadora das informações, foi assim que aos poucos as bibliotecas das
escolas primárias começaram a ser utilizadas como instrumento de apoio pedagógico e
promovendo o incentivo à leitura tanto aos alunos quanto aos familiares destes.
Um dos pioneiros no Brasil a associar biblioteca e escola, foi Fernando de
Azevedo ao assumir a direção da Instrução Pública do Distrito Federal em 1927. De acordo com
Vidal (2004), dentre as várias modificações que Azevedo fez no processo de ensino, uma em
particular merece atenção, que foi a criação de bibliotecas para usufruto dos professores e alunos
das escolas primárias.
Anísio Teixeira em 1931, ao assumir a direção da Instrução Pública do Rio de
Janeiro, criou a Biblioteca Central de Educação, que tinha como objetivo principal incentivar o
intercâmbio de obras e coordenar as atividades de bibliotecas escolares.

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A missão inicial das bibliotecas implantadas nas escolas era proporcionar aos
alunos e professores o contato com os livros, onde cada um tinha a liberdade de escolher a obra
que mais lhe agradasse, incentivando-os a adquirir o gosto pela leitura. De forma a respeitar o
ritmo individual de aprendizagem, os alunos eram incentivados a buscar livros para leitura
silenciosa. (VIDAL, 2004, p. 193).
Constatada a necessidade das bibliotecas no processo de ensino, a comunidade
escolar representada por associações de pais e mestres, resolveu fazer campanhas para adquirir
materiais para a criação de bibliotecas nas escolas primárias que não disponibilizavam deste
recurso. Segundo Vidal (2004), para a organização das bibliotecas de suas escolas, os professores
e diretores contavam com a colaboração das editoras e livrarias, associações de pais e mestres e
ainda organizavam festivais para adquirir mais recursos para suas bibliotecas.
As funções atribuídas às bibliotecas escolares vão sendo modificadas de acordo
com as necessidades do sistema educacional vigente. Sua funcionalidade é a prática da leitura
como também criar o gosto e o hábito de ler. Como acrescenta Carvalho (1972, p.9):
A biblioteca escolar tem como objetivos específicos facilitar o ensino, fornecendo
material bibliográfico adequado tanto para o uso dos professores como para uso dos
alunos; desenvolve neste o gosto pela boa leitura, habituando-os ao utilizar os livros;
desenvolver-lhes a capacidade de pesquisa, enriquecendo sua experiência pessoal,
tornando-os, assim hábitos a progredir nas profissões para as quais estão sendo
preparados.

Deve estar incluída no planejamento pedagógico da escola, com o objetivo a
estimular a capacidade sócio-educacional das crianças, através das atividades como: gincanas,
feira de ciências, saraus etc. Seu acervo constitui-se principalmente de obras de referência,
informação e recreação.

2.2 O Projeto Político-pedagógico da Escola
Os paradigmas atuais da educação propõem uma educação visando à formação
cidadã e participativa do aluno, ajudando-o “[...] a enfrentar o mundo atual como cidadão
participativo, reflexivo e autônomo, conhecedor de seus direitos e deveres [...]”. (BRASIL, 1997,
p. 5). Nesse contexto, a escola como instituição educativa, em tese, deveria ter na sua
intencionalidade a qualidade do ensino para a formação do educando.
A qualidade do ensino, proposta pela escola, é essencial estar vinculada à sua
filosofia e autonomia, de acordo com o fazer coletivo e participativo dos profissionais da
educação, abrangendo a sua função social. Então, todos esses requisitos deverão estar contidos no
projeto político pedagógico da escola que norteará os atores da escola para esse mesmo fim. Este
documento deve definir as diretrizes coletivas de uma gestão democrática do ensino.
A biblioteca escolar pela sua função pedagógica e social deve estar inserida na
elaboração do projeto político-pedagógico da escola, estimulando a formação do aluno no que
tange à construção e à apropriação do conhecimento e, por conseguinte, à sua formação integral,
de acordo com o planejamento pedagógico das séries, elaborado pelos professores, e da proposta
pedagógica organizada pela biblioteca. Nesse sentido, trata-se, portanto, da busca de uma
‘qualidade’ para a educação, voltada para a construção do conhecimento e que reconhece a
importância deste para a emancipação dos sujeitos e o exercício da cidadania [...] (SANTIAGO,
1998, p. 160).
Assim, em Macedo (2005, p. 248-271) é afirmado que a construção do projeto
político-pedagógico da escola, tendo a participação da biblioteca escolar com sua proposta
pedagógica definida, contribuirá para a qualidade do ensino e a autonomia da biblioteca no
ambiente escolar.

2.3 A Proposta Pedagógica da Biblioteca Escolar
O Manifesto IFLA/UNESCO para Biblioteca Escolar, elaborado pela

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International Federation of Library Associations and Institutions (IFLA) e aprovado pela
Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) em sua Conferência
Geral de novembro de 1999, traz como missão que [...]
A biblioteca escolar promove serviços de apoio à aprendizagem e livros aos
membros da comunidade escolar, oferecendo-lhes a possibilidade de se tornarem
pensadores críticos e efetivos usuários da informação, em todos os formatos e meios.
As bibliotecas escolares ligam-se às mais extensas redes de bibliotecas e de
informação, em observância aos princípios do Manifesto UNESCO para Biblioteca
Pública. (INTERNATIONAL FEDERATION OF LIBRARY ASSOCIATIONS AND
INSTITUTIONS, 2015, p. 1).

Baseado na missão do Manifesto da Unesco, é da responsabilidade do
bibliotecário, planejar ações para habilitar os alunos a aprender e apropriar se das habilidades que
serão desenvolvidas ao longo da sua vida. Assim, o planejamento deve ser pensado, visando à
continuidade do aluno também na vida acadêmica, aproximando a biblioteca escolar da biblioteca
universitária.
Nesse sentido, a Biblioteca da escola deverá elaborar a sua proposta pedagógica
para nortear a prática desenvolvida nessa unidade de informação. Considera-se como proposta as
ações concretas a serem executas durante determinado período de tempo com a devida
intencionalidade, assim, será descrita doravante. A IFLA (2000) define que a biblioteca escolar
deve apoiar os objetivos educacionais na missão e no currículo da escola, tornando-a
imprescindível ao uso dos recursos exigidos no processo de ensino e aprendizagem.

2.4 A Função Educativa da Biblioteca Escolar
A ação educativa da biblioteca escolar deve ser pensada e gerenciada visando à
sua interação com o ensino e aprendizagem.
De acordo com Campello (2010), a biblioteca é um espaço de aprendizagem
nesse processo. Como educador, o profissional bibliotecário deve propiciar as condições
necessárias para a clareza dessa função, pois é nesse espaço, mesmo que informal, que o
bibliotecário interage com o aluno de maneira que a sua orientação e mediação contribuam para
transformação qualitativa na formação do educando.
A literatura da área de Educação e de Ciência da Informação aponta a relação
entre o ensino e a biblioteca para a formação educativa do aluno. Vidal (2004) demonstrou que no
período da Escola Nova, entre 1920 e 1930, a biblioteca escolar desenvolvia atividades de
incentivo à leitura e dinamizava esse espaço firmando seu papel educativo.
Sobre esse assunto, vale mencionar que Campello (2003, p. 1) também faz
referência à função educativa da biblioteca escolar presente na fala de Lourenço Filho, quando ele
dialoga sobre a complementação do ensino e da biblioteca. A autora ainda apresenta a sua revisão
de literatura, 1960-2002, sobre a leitura como ação pedagógica da biblioteca escolar.
Esse pensamento dos autores reflete a necessidade e importância da biblioteca
escolar para educação e também demonstra, subjetivamente, que o convívio do aluno com a
biblioteca legitima a sua função educativa e o papel educativo do bibliotecário.
Nesse sentido, para viabilizar a frequência do aluno nesse ambiente é
necessária a presença do profissional bibliotecário, que atue em parceria com os professores, a fim
de mediar, incentivar e despertar, através de ações pedagógicas, o acesso à informação e à
apropriação do conhecimento pelo convívio do aluno com esse espaço.
A leitura incentivada sob a ótica da formação do leitor permite o estímulo livre
e prazeroso do contato do aluno com o livro desde as séries iniciais. Pode-se citar atividades
como: a hora do conto, estratégia para despertar o interesse pela história contada; a “leitura livre”
na biblioteca, em que o leitor escolhe as histórias de sua preferência; a autoprodução do aluno
para criar a sua história; a reconstrução e releitura das histórias pelo leitor são recursos que
integrados e valorizados pelas práticas pedagógicas da sala de aula e da biblioteca despertam para
o prazer da leitura como produção e alimenta a imaginação criativa do leitor.

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Integrados por diferentes saberes, os educadores também poderão possibilitar a
troca de conhecimento entre si, ao permitir que essa ação educativa propicie novos conhecimentos
às suas práticas profissionais, pois na visão da pedagogia autônoma “[...] quem ensina aprende ao
ensinar e quem aprende ensina ao aprender [...]” (FREIRE, 2006, p. 23).

3 Materiais e métodos
Em relação aos procedimentos metodológicos visando à coleta e à análise de
dados, optou-se pela pesquisa qualitativa, uma vez que possibilita enfocar o significado do
comportamento do indivíduo ou de uma organização. A pesquisa tem como objetivo principal,
verificar as contribuições das ações de incentivo à leitura realizadas pela Biblioteca na formação
escolar de alunos com dificuldades em leitura e escrita, e pareceu-nos que os métodos qualitativos
se ajustariam melhor aos propósitos do estudo.
Escolheu-se dentre os diferentes métodos qualitativos o Discurso do Sujeito
Coletivo (DSC), segundo proposta elaborada por Lefrèvre e Lefrèvre,
Para aplicar o método DSC, Lefrèvre e Lefrèvre (2003, p.17) utilizaram
algumas técnicas, a saber:
1. Expressões-Chave (ECH): as expressões-chave servem para comprovar a veracidade das
idéias centrais e das ancoragens. É com a matéria-prima das expressões-chave que se
constroem os discursos do sujeito coletivo.
As expressões-chave (ECH) são pedaços, trechos ou transcrições literais do
discurso, que devem ser sublinhadas, iluminadas, coloridas pelo pesquisador, e que revelam a
essência do depoimento ou, mais precisamente, do conteúdo discursivo dos segmentos em que se
divide o depoimento (que, em geral, correspondem às questões de pesquisa) (LEFRÈVRE;
LEFRÈVRE, 2003, p.17).
2. Idéia Central (IC): a idéia central é a descrição direta do sentido de um depoimento ou de
um conjunto de depoimentos.
A idéia central (IC) é um nome ou expressão lingüística que revela e descreve,
da maneira mais sintética, precisa e fidedigna possível, o sentido de cada um dos discursos
analisados e de cada conjunto homogêneo de ECH, que vai dar nascimento, posteriormente, ao
DSC (LEFRÈVRE; LEFRÈVRE, 2003, p.17).
3. Ancoragens (AC): a ancoragem é a figura metodológica (inspirada na teoria das
representações sociais) que indica a teoria, o pressuposto, a ideologia e o conceito que
estão subjacentes as práticas cotidianas e profissionais do indivíduo, mesmo que
inconscientemente.
[...] é a manifestação lingüística explícita de uma dada teoria, ideologia, ou crença
que o autor do discurso professa e que, na qualidade de afirmação genérica, está
sendo usada pelo enunciador para enquadrar” uma situação específica (LEFRÈVRE;
LEFRÈVRE, 2003, p.17).

O DSC é um método que se caracteriza pela reconstrução do discurso, a partir
de diferentes discursos-sínteses, que analisados em conjunto, formam uma representação social.
A construção dos discursos se dá pela junção de fragmentos das respostas dos
entrevistados. Esses fragmentos são denominados de expressões-chave, e se constituem, após
análise, na identificação da(s) ideias(s) central(is) em torno do objeto expresso por meio do
discurso. Assim, a(s) ideias(s) central(is) são resultado do conjunto de expressões-chave, mais
claramente observadas nas respostas dos sujeitos pesquisados.
O DSC traduz o essencial do conteúdo discursivo. Esses mesmos sujeitos são
os sujeitos coletivos, pois o seu depoimento a sua fala, enquanto atores sociais expressam o
discurso de muitos sujeitos coletivos, “em síntese, o DSC é como se o discurso de todos fosse o
discurso de um” (LEFRÈVRE; LEFRÈVRE, 2003, p.83).
Dessa forma, pode-se afirmar que através de uma abordagem qualitativa é
possível reconstruir as representações sociais que se constituem na vivência das relações objetivas

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dos atores sociais, e que lhe atribuem significados.
De fato, quando se quer conhecer o pensamento de uma comunidade sobre um dado
tema, é preciso realizar antes, de mais nada, uma pesquisa qualitativa, já que, para
serem acessados, os pensamentos, na qualidade de expressão da subjetividade
humana, precisam passar, previamente, pela consciência humana (LEFRÈVRE;
LEFRÈVRE, 2003, p.9).

Discurso do Sujeito Coletivo captura a variedade das experiências da população
estudada, por meio de respostas às entrevistas, tornando um único discurso o discurso de muitos.

3.1 Universo da Pesquisa
O universo de pesquisa a ser estudado será composto pela Rede de Bibliotecas
do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo.
Levou-se em consideração para a escolha do universo de pesquisa, a
necessidade de verificar os impactos das ações realizadas pelas bibliotecas na formação escolar de
alunos com dificuldades em leitura e escrita.
Atualmente, fazem parte da Rede 31 Bibliotecas.

3.2 Sujeitos da Pesquisa
Os sujeitos de pesquisa que farão parte da coleta de dados são os atores que
participam da Rede de Bibliotecas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São
Paulo, sendo que esses atores estão geograficamente dispersos em todo o Estado de São Paulo.

3.3 Instrumento de Pesquisa
O instrumento de coleta de dados será um questionário estruturado e composto
por questões abertas, além das questões de identificação dos respondentes, referentes aos temas
constantes nos objetivos estabelecidos no projeto de pesquisa.
O questionário tem a função de coletar informações de forma informal, de um
indivíduo ou grupo sobre um determinado fato, situação ou fenômeno. É um instrumento que
reúne uma série de perguntas que podem ser abertas ou fechadas, destinadas aos respondentes que
compõem os sujeitos de pesquisa anteriormente mencionados.
Marconi e Lakatos (1996, p.88) definem o questionário como uma técnica e,
também, como um instrumento de coleta de dados. Esclarecem ainda, que é:
[...] constituído por uma série ordenada de perguntas, que devem ser respondidas por
escrito e sem a presença do entrevistador. Em geral, o pesquisador envia o
questionário ao informante, pelo correio ou por um portador; depois de preenchido,
o pesquisado devolve-o do mesmo modo.

O questionário será constituído por uma lista de questões abertas, no qual,
procurou-se obter um conjunto expressivo de dados ou material discursivo, de modo que possa
receber um tratamento qualitativo, conforme a técnica proposta, buscando-se, dessa forma,
atender aos objetivos anteriormente propostos.
3.4 Procedimentos de Coleta de Dados
Para definir os procedimentos de coleta de dados, por meio do questionário,
levaram-se em consideração os recursos financeiros existentes, a distância entre o pesquisador e

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os respondentes, que como mencionado anteriormente, encontram-se geograficamente dispersos
no âmbito do Estado, e os equipamentos e recursos de informática disponíveis.
Antes da entrega dos questionários aos sujeitos de pesquisa, será aplicado um
pré-teste, justamente para checar a qualidade do instrumento de coleta de dados, isto é, se as
questões estão bem formuladas quanto à clareza e objetividade.
Os pesquisadores que compõem o grupo de sujeitos de pesquisa selecionados
serão contatados, por telefone e/ou correio eletrônico e, em seguida, a pesquisa será apresentada.

3.5 Procedimentos de Análise de Dados
Como procedimento de análise de dados será utilizado a técnica do Discurso do
Sujeito Coletivo (DSC).
O DSC como técnica de processamento de dados com vistas à obtenção do
pensamento coletivo dá como resultado um painel de discursos de sujeitos coletivos, enunciados
na primeira pessoa do singular, justamente para sugerir uma pessoa coletiva falando como se
fosse um sujeito individual de discurso (LEFRÉVRE; LEFRÉVRE, 2003, p.32).
Tendo retornado os questionários devidamente preenchidos para a tabulação
dos dados deve-se seguir, rigorosamente na ordem, os seguintes passos, propostos por Lefrévre e
Lefrévre (2003, p.46).
Primeiramente, as questões serão analisadas isoladamente, ou seja, será
analisada inicialmente a questão 1 de todos os respondentes, em seguida, a questão 2 de todos os
respondentes e, assim, sucessivamente. Cada resposta será colocada integralmente no Instrumento
de Análise de Discurso 1 (IAD 1) na coluna de expressões-chave, como pode ser observado no
exemplo abaixo.
IAD 1
Expressões-chave
Idéias centrais
Ancoragem
Respondente 1 Questão 1
(Copiar resposta integralmente)
Respondente 2 Questão 1
(Copiar resposta integralmente)
Instrumento de Análise de Discurso, adaptado do texto de Lefrévre; Lefrévre (2003, p.47).

Em seguida, serão identificadas e destacadas, em cada uma das respostas, as
expressões-chaves das idéias centrais e, quando for o caso, as expressões-chave das ancoragens.
O terceiro passo consistirá em identificar as idéias centrais e, quando for o caso,
as ancoragens, a partir das expressões-chaves, colocando as idéias centrais e ancoragens
identificadas, nos seus lugares correspondentes no IAD 1, conforme mostrado anteriormente.
As ancoragens, diferentemente das idéias centrais, que estão sempre presentes
nos depoimentos, só são consideradas, na metodologia do DSC, quando estiverem concreta e
explicitamente presentes nesses depoimentos, o que nem sempre acontece (LEFRÉVRE;
LEFRÉVRE, 2003, p. 50).
Dando procedimento, as idéias centrais e as ancoragens de mesmo sentido ou
sentido equivalentes serão identificadas e agrupadas. Assim, cada grupo deverá ser diferentemente
classificado, o que consistirá em criar uma idéia central ou ancoragem síntese, que expresse, da
melhor forma possível, todas as idéias centrais ou ancoragens de mesmo sentido.
A partir daí, deverá ser construído o Discurso do Sujeito Coletivo e, para isso, é
fundamental o uso do IAD 2, Instrumento de Análise de Discurso 2. Deverá ser utilizado tantos
IAD 2 quantos forem os agrupamentos identificados.
Deste modo, será copiado do IAD 1 todas as expressões-chave do conforme é
mostrado a baixo.

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IAD 2
1ª Ideia central
Expressões-chave

DSC

Respondente 1
Respondente 2
Instrumento de Análise de Discurso, adaptado do texto de Lefrévre; Lefrévre (2003, p.54).

Enfim, para a construção do DSC, propriamente dito, será preciso “sequenciar
as expressões-chave obedecendo a uma esquematização clássica do tipo: começo, meio e fim ou
do mais geral para o menos geral e mais particular” Lefrévre; Lefrévre (2003, p.55).
Essa forma de apresentação de resultados de pesquisa, é fácil perceber, confere
muita naturalidade, espontaneidade, vivacidade ao pensamento coletivo, o que contrasta
fortemente com as formas clássicas de apresentação de resultados, típicas da pesquisa
quantitativa, como tabelas, gráficos, percentuais, etc., que refletem uma ruptura radical entre a
vida real e a vida pesquisada (LEFRÉVRE; LEFRÉVRE, 2003, p. 32).
A técnica de pesquisa do DSC permite romper a atual dicotomia entre a
pesquisa do pensamento humano e o pensamento humano, tal como ele ocorre e se exibe na vida
real.
“A ligação entre as partes do discurso ou parágrafos, deve ser feita através da
introdução de conectivos que proporcionam a coesão do discurso como: assim, então, logo, enfim,
etc.” Lefrévre; Lefrévre (2003, p.55).
Tanto particularismos como repetições de ideias serão eliminados na construção
do Discurso do Sujeito Coletivo. Para a construção final do DSC deverá ser utilizado todo o
material coletado das expressões-chave.

4 Resultados parciais/finais
A leitura quando é desprovida da crítica pode ser considerada como uma
simples aquisição mecânica de informações e argumentos. Desse modo, é fundamental que, a
capacidade de leitura desenvolva a capacidade crítica do leitor.
Quando a capacidade crítica do leitor é desenvolvida, ele pode se apropriar
da informação, um processo onde o leitor passa a fazer parte da produção e/ou construção de
um novo texto, no qual o leitor “[...] é entendido como co-autor, uma vez que não se concebe
um texto que exista por si só, sem a presença dele” (ALMEIDA JUNIOR, p. 97).
Ao longo da formação escolar, as escolas e Bibliotecas desenvolvem
diversas atividades de leitura visando o desenvolvimento crítico dos alunos.
Nesse sentido, essa pesquisa busca identificar quais são as ações práticas
que são desenvolvidas pelas Bibliotecas da Rede de Bibliotecas do Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, no sentido de verificar se estas propostas têm
surtido efeito na melhoria deste quadro.
Este estudo encontra-se em fase inicial. Em um primeiro levantamento,
buscou-se mapear as atividades práticas de ações de incentivo à leitura realizadas pela Rede
de Bibliotecas do IFSP, no qual foram identificadas: Hora do conto; Indicações de Leitura;
Propaganda de eventos e obras na Internet (blogs, redes sociais); Sites de compartilhamento;
Homenagens ao autor; Rodas de leitura; Mostras de livros; Clubes do livro; Concursos
literários; Oficinas de leitura e escrita; Semana do livro e da biblioteca; Sarau; Declamação de
poesias; Representação teatral; Carro Biblioteca e Caixa estante.
Esse primeiro levantamento, foi realizado de forma informal e as
informações das atividades desenvolvidas pelas bibliotecas foram mapeadas por meio de
pesquisa em sites institucionais das Bibiotecas da Rede. No entanto, com o desenvolvimento
da pesquisa pretende-se seguir os procedimentos metodológicos propostos para melhor

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XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

atender ao própósito da pesquisa que pretende identificar se as ações de incentivo à leitura
desenvolvidas pelas Bibliotecas da Rede de Bibliotecas do Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia de São Paulo contribuem na formação escolar de alunos com
dificuldades em leitura e escrita.

5 Considerações parciais/finais
A prática da leitura no país ainda não conquistou os níveis indicados e
desejados. Grande parte da população brasileira permanece em uma posição periférica no que
diz respeito à leitura.
A biblioteca escolar, centro dinâmico de informação da escola, deve fazer
parte dos recursos utilizados para o processo de ensino aprendizagem. Inserir a biblioteca no
processo de ensino é ofertar aos alunos a possibilidade de ampliar o conhecimento através dos
diversos materiais disponíveis no acervo. Desse modo, a ação educativa da biblioteca escolar
deve ser pensada e gerenciada visando à sua interação com o ensino e aprendizagem.
No contexo de complexidade em que a leitura está inserida atualmente, as
ações relacionadas à mediação da leitura realizadas pela equipe de bibliotecários da Rede de
Bibliotecas do IFSP pode ser destacada como essencial no processo de formação escolar, pois,
fornecem a comunidade escolar o acesso à informação e à leitura de forma democrática e com
rigorosa qualidade.
Para que ocorra o desenvolvimento pleno do leitor no ambiente escolar, é
imprescindível a inserção de uma biblioteca que seja atualizada, dinâmica e atenda às
necessidades do plano de ensino estabelecido pela escola a qual está inserida.
As ações de medição de leitura que vem sendo desenvolvidas pelos
bibliotecário da Rede de Bibliotecas do IFSP vem contribuindo significativamente para o
processo de formação escolar, pois permitem: Permear o processo de ensino aprendizagem;
Adequar-se às necessidades informacionais da comunidade escolar; Disponibilizar os recursos
informacionais adequados para o desenvolvimento pleno das atividades escolares; Favorecer
o desenvolvimento do currículo estabelecido pela escola e aprimorar a habilidade da leitura
por meio de uma programação diversificada e dinâmica, oferecendo materiais para a leitura
recreativa e informativa; Orientar nas pesquisas e trabalhos escolares; Dinamizar o ambiente
da biblioteca e Contribuir para uma completa formação dos indivíduos, através de
informações atualizadas e contextualizadas, de acordo com exigências da sociedade moderna
e de cada educando.
Desse modo, realizar um planejamento estratégico e inserir estas atividades
mediadoras no cotidiano escolar, possibilita a transformação da realidade, e faz com que com
que a biblioteca escolar possa atuar de forma efetiva no sistema educacional, cumprindo seu
papel dentro da sociedade da informação.

6 Referências
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              <text>A biblioteca escolar, centro dinâmico de informação da escola, deve fazer parte dos recursos utilizados para o processo de ensino aprendizagem. Inserir a biblioteca no processo de ensino é ofertar aos alunos a possibilidade de ampliar o conhecimento através dos diversos materiais disponíveis no acervo. A ação educativa da biblioteca escolar deve ser pensada e gerenciada visando à sua interação com o ensino e aprendizagem. Ocupando as discussões educacionais da atualidade, as dificuldades de aprendizagem configuram-se como um tema recorrente e inquietante, dentre as diferentes formas de manifestação das dificuldades de aprendizagem. A dificuldade em leitura, por sua vez, pode interferir no rendimento escolar e/ou no desempenhodas atividades diárias da criança que exigem habilidades de leitura. Nessa conjuntura, o presente estudo está voltado para as ações de mediação da leitura que são desenvolvidas pelas Bibliotecas da Rede de Bibliotecas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, no sentido de verificar se estas propostas têm surtido efeito na melhoria deste quadro. Trata-se de uma pesquisa qualitativa em que, os sujeitos de pesquisa que farão parte da coleta de dados são os atores que participam da Rede de Bibliotecas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, sendo que esses atores estão geograficamentedispersos em todo o Estado de São Paulo.</text>
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