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                  <text>As Contribuições da Gestão de Pessoas por Competências para as
Bibliotecas Universitárias: um enfoque organizacional
Margarida dos Santos Valente Cruz (UFAM) - santos_margarida@hotmail.com
Maricelia Ferreira dos Santos (UFAM) - mariceliafs@hotmail.com
Resumo:
A forma de gerir pessoas pelas organizações vem passando por profundas transformações, já
que em plena Era da Informação, o grande diferencial e vantagem competitiva são as pessoas.
Este estudo tem como objetivo verificar a importância da Gestão de Pessoas por Competências
como processo de mudança na gestão das bibliotecas universitárias, visando contribuir para
reflexão e oferecer novas formas de pensar e agir a respeito da gestão de pessoas. No que se
refere aos procedimentos metodológicos adotados, destaca-se a elaboração do trabalho a
partir de um estudo explanatório de natureza qualitativa, realizado de forma descritiva e
explicativa, eminentemente bibliográfico, tendo em vista conhecer as formas de contribuição
científica que se realizaram sobre a gestão de pessoas, bem como os diferentes estudos
conceituais a respeito das competências e sua contribuição como um instrumento auxiliar aos
profissionais bibliotecários para mostrar-se mais eficiente e eficaz frente às demandas sociais.
Com isso, pode-se inferir que, a Gestão por Competências surge como uma resposta
alternativa de mudança e capacitação, trazendo consigo reflexões importantes sobre o papel
das pessoas, expresso pelo desempenho profissional, além de se mostrar como um meio de
aproximar os objetivos individuais e organizacionais, apresentando um conjunto de
alternativas alinhadas ao cenário moderno e competitivo das bibliotecas universitárias,
enquanto organizações.
Palavras-chave: Gestão de Pessoas; Gestão por Competências; Bibliotecário
Área temática: Eixo 1 - Gestão sustentável
Subárea temática: Gestão de Pessoas

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XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

1 Introdução
Tendo em vista as constantes mudanças no ambiente das organizações, observa-se a
necessidade de uma participação mais efetiva no intuito de tornar a biblioteca universitária
mais ágil e responder melhor as necessidades informacionais de seus clientes e
conseqüentemente da sociedade. Percebe-se que um dos desafios atuais das bibliotecas
universitárias é mostrar-se mais eficiente e eficaz frente às demandas sociais.
A relevância deste estudo está no reconhecimento de que há uma necessidade das
bibliotecas estarem organizadas e fortalecidas estrategicamente para responder com
excelência às demandas da sociedade, que está cada vez mais exigente de qualidade dos
serviços prestados.
Neste contexto, a Gestão de Pessoas por Competências surge como uma resposta
alternativa de mudança e capacitação, trazendo consigo reflexões importantes sobre o papel
das pessoas, o significado do trabalho e a educação continuada dos profissionais
bibliotecários.
A gestão de pessoas encontra-se em processo de transformação, na medida em que os
sistemas tradicionalmente utilizados como referencial, centrados no processamento de tarefas
administrativas e rotineiras, regras e regulamentos vêem demonstrando fragilidades diante do
ambiente de mudança das bibliotecas.
Neste contexto, se faz relevante promover um papel mais proativo dos profissionais.
Assim, a participação dos gestores de pessoas torna-se peça fundamental na definição das
estratégias e tomada de decisão, além de ter políticas de gestão de pessoas claramente
definidas e constantemente revisadas.
No entanto, é a partir dessa premissa que é possível visualizar a Gestão de Pessoas por
Competências como instrumento de diferencial para oferecer alternativas eficientes de gestão.
O objetivo consiste na apresentação de um modelo capaz de apresentar novas formas
de pensar e agir a respeito da gestão de pessoas, estruturado a partir do conceito de
competências, fundamentado em conhecimentos, habilidades e atitudes.
Portanto, a pesquisa tem como objetivo analisar a necessidade de um modelo de
Gestão de Pessoas, tendo como base os principais conceitos e abordagens referentes ao tema,
como forma de estabelecer uma estratégia articulada de mudança para as bibliotecas
universitárias e seus gestores.
A aplicabilidade do modelo é testada a partir da análise do tema no sentido de garantir
mudanças no paradigma de gestão de pessoal. Portanto, a Gestão por Competências deve ser
vista como parte de um sistema maior de gestão organizacional, sendo importante que esteja
em perfeita sintonia com a estratégia organizacional (missão, visão e valores), visando
alcançar a eficiência e eficácia de seus objetivos.
A Gestão por Competências pode ser considerada um importante instrumento da
gestão de pessoas e na prática, poderá oferecer às bibliotecas, meios singulares de lidar com o
cotidiano, contribuindo para potencializar a gestão, a certificação profissional, retenção de
talentos e atendimento eficaz à sociedade.
No que se refere aos procedimentos metodológicos adotados, destaca-se a elaboração
do trabalho a partir de um estudo explanatório de natureza qualitativa, realizado de forma
descritiva e explicativa, eminentemente bibliográfico, tendo em vista conhecer as formas de
contribuição científica que se realizaram sobre a gestão de pessoas, bem como os diferentes
estudos conceituais a respeito das competências e sua contribuição como um instrumento
auxiliar a gestão da biblioteca universitária e desenvolvimento das competências
profissionais, para mostrar-se mais eficiente e eficaz frente às demandas sociais.
E, por último, apresenta a discussão quanto aos resultados obtidos que apontam a
apreensão dos conhecimentos socializados e as recomendações advindas, pois todo o material

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busca um repensar para a questão problemática que é identificar a importância da
implementação da Gestão por Competências como processo de mudança nas bibliotecas
universitárias.

2 Aspectos Fundamentais da Moderna Gestão de Pessoas
Na chamada Era da Informação, época em que se vive atualmente, cuja característica
principal são as mudanças que se tornaram rápidas e imprevistas, o desafio maior passa a ser a
produtividade do conhecimento e sua utilidade, então, nesse processo de mudança as pessoas
e suas competências passam a ser a principal base da organização.
Segundo Chiavenato (1999, p. 7), a moderna gestão de pessoas se baseia em três
aspectos fundamentais:
As pessoas como seres humanos: dotadas de personalidade própria, com
comportamentos, pensamentos, vontades individuais, possuidores de conhecimentos,
habilidades e atitudes indispensáveis no desempenho profissional.
As pessoas como ativadores inteligentes de recursos organizacionais: como fonte
ativa essencial à dinâmica da organização, contribuindo com suas competências, experiências
e não como agentes passivos, inertes.
As pessoas como parceiros da organização: pessoas com perspectiva de vida pessoal
e profissional que investem na organização todo seu potencial para conduzi-la à excelência e
ao sucesso, já que o alcance dos objetivos da empresa lhes permitem alcançar seus próprios
objetivos individuais, isto é, na expectativa de colher retornos desses investimentos.
Dessa forma, a moderna gestão de pessoas reconhece que o principal ativo da
organização são as pessoas, ou seja, seres humanos dotados de personalidade própria,
diferentes entre si, com uma história de vida particular, além de possuírem conhecimentos,
habilidades e atitudes indispensáveis. E por isso, cria condições subjetivas que favoreçam as
relações, acreditando que todo o potencial de inovar, servir e crescer nasce do talento de seus
colaboradores, que precisam ser tratados de acordo com a individualidade que apresentam.
No entanto, faz-se necessário que as bibliotecas universitárias admitam que haja
desafios a enfrentar, mas que devam assumir valores éticos, respeitando seus profissionais
bibliotecários e demais parceiros, vendo-os como uma nova espécie de sócios para o
crescimento da organização e a necessidade de desenvolvimento profissional para alcance dos
objetivos e atendimento eficiente e eficaz de seus clientes.
Para Gil (2006), os desafios enfrentados pelos gestores de Recursos Humanos podem
ser classificados em ambientais, organizacionais e individuais. O primeiro refere-se a forças
externas às organizações, que influenciam o seu desempenho. Os organizacionais decorrem de
problemas internos da organização, no que se refere aos avanços tecnológicos,
competitividade, cultura organizacional, entre outros. Já os desafios individuais estão
relacionados à maneira como as empresas se posicionam em relação aos empregados.
Assim, as organizações bem sucedidas proporcionam aos seus empregados um
ambiente de trabalho acolhedor e agradável, com plena autonomia e liberdade e não apenas
funcionários vistos como um número.
Para Seráfico (2000, p. 63), as organizações não dispensam o mesmo tipo de
tratamento aos diversos recursos, já que “Umas dão maior importância aos recursos
financeiros; outras colocam em destaque as máquinas e equipamentos. Há outras, porém, que
entendem a organização como um ente vivo, em que as pessoas é que fazem as coisas
ocorrerem.”
O referido autor, diz que por mais que se reconheçam os avanços da tecnologia e as
vantagens de informatização, até agora não se conseguiu produzir algo que substitua a
criatividade e a flexibilidade do ser humano. No entanto, há tipos de gestores que depositam

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todo seu investimento na renovação do parque mecânico, tecnológico, e muitas vezes até
cometem negligências com as pessoas, como se cada indivíduo se assemelhasse às máquinas,
móveis e equipamentos.
O grande desafio está em administrar de forma mais participativa, criando
oportunidades para que as pessoas influenciem decisões que as afetarão, onde os profissionais
sejam tratados com mais atenção, manifestando seus pontos de vista e suas idéias, cooperando
com seus talentos, habilidades e concorrendo para o alcance de resultados comuns, já que os
seres humanos é que conferem vida à organização.
Portanto, é de grande relevância essa ênfase em uma cultura mais participativa e
democrática dentro da biblioteca, que reconheça o potencial de cada profissional, sendo vistas
como parceiras da organização, tendo mais liberdade na escolha de tarefas e dos métodos para
executá-las, trabalhando em equipe e participando dos processos de tomada de decisão.
De acordo com Dutra (2002, p.25), o envolvimento e comprometimento das pessoas
com os objetivos estratégicos e negócios passou a ser vital para: a produtividade e nível de
qualidade dos produtos e serviços, velocidade na internalização de novas tecnologias,
otimização da capacidade instalada, criação de oportunidades para a aplicação das
competências organizacionais, velocidade de resposta para o ambiente/cliente.
Por outro lado, criar e promover uma cultura organizacional voltada para a
responsabilidade pela educação continuada é o que assegura um verdadeiro diferencial
competitivo, já que essa nova fronteira estará mais ligada ao conhecimento, inovação e,
portanto, ao capital intelectual.
Nesse sentido, a preocupação em educar, treinar, motivar, liderar bibliotecários,
desenvolvendo um espírito empreendedor e participativo, oferecendo oportunidade de plena
realização pessoal e crescimento profissional implicará no alcance da missão, visão e
objetivos institucionais.
Por outro lado, vale destacar que a Gestão de Pessoas consiste em várias atividades e
interações entre partes com um objetivo e dentro de parâmetros previamente definidos,
também conhecidos como processos de gestão.

2.1 Gestão de Pessoas por Competências
Nos últimos anos a competência tem sido objetivo de diferentes estudos conceituais,
devido sua importância para o desempenho nas relações sociais e no exercício de atividades
dos profissionais. A competência das pessoas fundamenta-se na aprendizagem de novas
formas de pensar e agir diferentemente dos modelos tradicionais de gestão para obter maior
eficiência e eficácia para a organização.
Nesse sentido, pode-se dizer que competências dizem respeito às capacidades e
experiências adquiridas por um profissional de qualquer área do conhecimento que quando
colocadas em prática agregam valor tanto às pessoas quanto à organização.
De acordo com Dutra (2002, p. 23), a competência pode ser entendida como uma
relação de agregação de valor como contribuição efetiva entre pessoas e organização. De um
lado, encontra-se a organização com um conjunto de competências que lhe são próprias, que
transfere seu patrimônio de conhecimentos para as pessoas, enriquecendo-as e preparando-as
para enfrentar novas situações profissionais e pessoais, quer na organização ou fora dela.
De outro lado, encontram-se as pessoas, que possuem um conjunto de competências
que podem ou não estar sendo aproveitada pela organização, que ao desenvolverem sua
capacidade individual, transferem para a organização seu aprendizado, capacitando a
organização para enfrentar novos desafios e manter suas vantagens competitivas.

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Retomando o mesmo autor, podem-se apresentar quatro grandes fases do uso do
conceito de competências, que foram classificadas em função da abrangência e do impacto na
gestão de pessoas:
Na primeira fase, entre final dos anos 70 e início dos anos 80, os conceitos de
competência eram aplicados a pessoas tidas como estratégicas, servindo como base para
orientar os processos de seleção e desenvolvimento de pessoas. A grande crítica efetuada a
esse procedimento era que se aplicava a mesma caracterização de competência a todas as
pessoas indistintamente.
Ao longo dos anos 80, ao incorporaram os conceitos de competência surgem escalas
de diferenciação por nível de complexidade, o que marca a segunda fase. Entretanto, surgiram
alguns desconfortos devido ao vinculo da competência a fatores que não garantiriam uma
base sólida para o futuro, baseado na ligação da competência a trajetórias de sucesso e
desvinculo em relação aos objetivos estratégicos, bem como a necessidade de utilização do
conceito para as demais políticas e práticas de gestão de pessoas da empresa, como
remuneração, avaliação e carreira.
Esse desconforto conduziu ao surgimento da terceira fase, dando início ao conceito de
competência integrando gestão de pessoas com os objetivos estratégicos. Com isso, as
competências humanas já não seriam derivadas das trajetórias de sucesso, uma vez que o
sucesso de ontem não é garantia do sucesso de amanhã, mas dos objetivos estratégicos e das
competências organizacionais. Observa-se, durante a década de 90, a rápida evolução do uso
do conceito de competência no aprimoramento da gestão de pessoas, oferecendo aos gestores
um conjunto de instrumento de gestão e a possibilidade de acompanhar as repercussões de
suas decisões.
No entanto, a forma como as pessoas absorvem os conceitos de competência para
orientar seu próprio desenvolvimento cria certo desconforto, levando à quarta fase, a da
apropriação pelas pessoas dos conceitos de competência.
Nessa última fase, percebe-se que as instituições que conseguiram grandes avanços na
gestão de pessoas trabalharam aprimorando seus sistemas de gestão de pessoas e estimularam
as pessoas a construírem seus projetos de carreira e desenvolvimento profissional. Assim, fazse necessário compreender que, as pessoas ao lidarem com maior complexidade estão
desenvolvendo-se para si mesmas, e não somente para a empresa, não importando seu destino
futuro na organização ou no mercado.
Muitos autores procuram discutir essa questão de competências, já que as
organizações modernas estão cada vez mais preocupadas em direcionar os investimentos no
desenvolvimento humano, de modo que eles agreguem valor tanto para as pessoas quanto
para eles.
De acordo com alguns autores as competências são definidas e focadas no indivíduo,
ou seja, os aspectos fundamentais da competência se limitam a conhecimentos, habilidades e
experiências que possibilitam um profissional desenvolver uma dada função em um tempo
determinado, objetivando alcançar um determinado fim.
Segundo Green (1999, p. 7), “Uma competência individual é uma descrição escrita de
hábitos de trabalhos mensuráveis e habilidades pessoais utilizados para alcançar um objetivo
de trabalho.”
De acordo com Becker e Mark (2001, p.183):
A competência refere-se às características de um indivíduo, em termos de
conhecimentos, capacidades e personalidade, que afetam diretamente o respectivo
desempenho no trabalho. O conceito de competência individual tem longa tradição
do campo da administração. Boa parte desse trabalho se concentrou nos lideres e nos
gerentes gerais.

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Com efeito, para atuar de forma eficiente e inovadora dentro de uma sociedade repleta
de transformações, o profissional bibliotecário deve estar capacitado com esse conjunto de
características, que lhe darão uma base sólida, já que os desafios a enfrentar exigem um
profissional com maior amplitude de conhecimento e flexibilidade de ação em relação a essas
mudanças.
Para Rabaglio (2001, p.3), competência refere-se à “[...] um conjunto de
conhecimentos, habilidades, atitudes e comportamentos que permitem ao indivíduo
desempenhar com eficácia determinadas tarefas, em qualquer situação.”
Nesse sentido, o conhecimento refere-se às informações assimiladas e estruturadas
pelo indivíduo, que lhe permitem entender o mundo, ou seja, a dimensão do saber; A
habilidade, que está relacionada ao saber fazer, ou seja, a capacidade de aplicar e fazer uso do
conhecimento adquirido para atingir um objetivo específico; E por último, é a atitude, com a
dimensão do querer saber fazer, que corresponde aos aspectos sociais e afetivos relacionados
ao trabalho.

Conhecimentos

Informação
Saber o quê
Saber o por que

COMPETÊNCI
AS
Habilidades

Técnica
Capacidade
Saber fazer

Atitudes

Interesse
Determinação

Dimensões da Competência
Fonte: Durand(2000, apud Brandão e Guimarães (adaptado)).

Conforme pode ser observado acima, as três dimensões estão interligadas, pois não
basta somente adquirir conhecimento sobre algo, é necessário colocá-lo em prática, buscando
entender como e o que deve ser feito diante das questões, e também é indispensável a
determinação incentivada pelo interesse de querer fazer, isto é, em posicionar-se diante da
situação ou função a ser desenvolvida, constituindo, dessa forma, elementos importantes e
fundamentais para o alcance dos resultados organizacionais.
Por outro lado, outros autores acreditam que, as competências não se referem apenas
às capacidades do indivíduo, mas relacionam as competências individuais, esse processo
contínuo de aprendizagem, com o ambiente organizacional, ou seja, o enfoque não é no
conjunto de qualidades que o indivíduo possui e sim no que ele realiza no trabalho.
Nesse contexto, Prahalad e Hamel (1997, apud Mascarenhas, 2009, p. 185) abordam a
competência organizacional como sendo uma articulação de recursos organizacionais, um
aprendizado da organização, um saber-fazer coletivo e complexo, especialmente no que diz

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respeito á coordenação de diversas habilidades de produção e à integração de múltiplas
correntes de tecnologia.
Estes autores tratam do conceito de competências no nível organizacional, referindo-se
à competência como um conjunto de conhecimentos, habilidades, tecnologias, sistemas e
gerências inerentes a uma organização.
Em contrapartida, Fleury e Fleury (2001, p. 190), fizeram uma conexão entre as duas
correntes citadas acima e definiram competência como sendo “[...] um saber agir responsável
e reconhecido, que implica mobilizar, integrar, transferir conhecimentos, recursos,
habilidades, que agreguem valor econômico à organização e valor social ao indivíduo”.
Nesse sentido, essas combinações sinérgicas de conhecimentos, habilidades e atitudes,
que são expressas pelo desempenho profissional dentro de determinado contexto da
organização, agregam valor tanto às pessoas quanto para as organizações.
Dessa forma, Mascarenhas (2009, p.177), ratifica esse conceito quando diz que a
gestão das competências é um referencial que busca integrar o conceito de competência
individual ao conceito de competência organizacional. Para o autor, a vinculação estreita e
direta do desempenho individual e funcional com as metas estratégicas é substituída pela
associação e coordenação das competências individuais, que devem ser integradas à
construção de competências coletivas consideradas relevantes à organização.
Segundo Barbalho (2004),
As competências envolvem características que delineiam o modo de agir de cada
profissional e, sobretudo, de buscar uma atuação que dignifique ofazer amparado no
saber consciente e, acima de tudo, pertinente com as expectativas geradas pelo perfil
de demanda do público que deve ser atendido.

Isso pode contribuir como um instrumento auxiliar aos bibliotecários para
delineamento e desenvolvimento das competências, possibilitando maior compreensão das
necessidades em diversas situações dos conhecimentos, habilidades e atitudes e ainda no
planejamento e desenvolvimento das tarefas, conforme os objetivos e estratégias
organizacionais, que estão diretamente ligadas com as demandas informacionais.
Dessa forma, para o alcance eficiente e eficaz da referida missão enquanto profissional
da informação acredita-se que essa ligação apresenta-se como um modelo de referência e
estratégia para os bibliotecários direcionarem suas ações, treinamento, gestão de carreira,
avaliação de desempenho e formalização de alianças estratégicas, entre outras, para captação
e desenvolvimento de competências necessárias.
De acordo com Oderich e Lopes (2001, apud Barbalho, 2004), os limites impostos
pelo ambiente institucional e pela dinamicidade dos espaços organizacionais pode salientar
um conjunto de competências gerenciais que servem como direção para construir modelos
específicos em cada contexto. Este novo sistema de liderança proposto divide-se em
habilidades, conhecimentos e valores, representados no quadro a seguir.

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Habilidades

Conhecimentos

Refletir e analisar

Análise pessoal e do contexto

Diferenciar-se
do
papel
desempenhado no momento

Contexto para um processo
sistemático de trabalho de
adaptação

Saber ouvir
Impor limites e saber lidar com
eles
Autoridade

Contexto para a intervenção

Atitudes
Aumento da
adaptação

capacidade

de

Paixão pela sabedoria
Exame dos valores
Dilemas morais da liderança

Conhecimentos
de
temas,
processos, instituições e políticas
relevantes

Criar e aproveitar associações
Orquestrar o
diversidade

conflito

e

a

Inspiração
Criatividade e curiosidade
Coragem e resistência
Modelo do novo perfil de liderança
Fonte: Oderich e Lopes (2001, apud Barbalho, Célia Regina Simonetti, 2004).

Para o alcance eficiente e eficaz da sua missão, acredita-se que a gestão de
competências apresenta-se como um modelo relevante nas bibliotecas universitárias, já que
faz parte de um sistema maior de gestão organizacional, tratando-se de um processo contínuo
que toma como referência a estratégia da instituição e direcionam as ações de recrutamento e
seleção, treinamento, gestão de carreira, avaliação de desempenho e formalização de alianças
estratégicas, entre outras, para captação e desenvolvimento das competências necessárias para
atingir objetivos. Esse processo, além de promover o envolvimento de empregados, discentes,
docentes, gera um impacto positivo cumulativo dessas ações sobre desempenho
organizacional.
De acordo com Rossi, Costa e Pinto (2014), apesar de haver pequenas variações entre
as organizações, cada biblioteca é livre para prestar os serviços que melhor atendam a sua
demanda. Segundo os referidos autores, estudos desenvolvidos por diversos autores indicam
que os serviços de informação mais característicos são:
a) capacitação: treinamentos focados na utilização do sistema, bases de dados,
normalização, direito autoral, inclusão digital, educação ao usuário, entre outros;
b) comutação bibliográfica: permite a obtenção, mediante pagamento antecipado, de
cópias de documentos técnico-científicos disponíveis nos acervos debibliotecas
conveniadas;
c) levantamento bibliográfico: recuperação de materiais bibliográficos específicos para a
necessidade informacional;
d) normalização bibliográfica: visa padronizar os documentos de acordo com uma
determinada norma;
e) processo de referência/assistência informacional: entrevista com o usuário para
identificar e buscar as necessidades informacionais, resposta a informações
bibliográficas factuais, auxílio na busca e na recuperação de materiais bibliográficos
(pessoal, onlineou telefone).
Nesse sentido, pode-se entender que uma competência não é somente um estoque de
capacidades, mas como um saber agir responsável e reconhecido, que segundo Ruas (2004,
p.40), “[...] estas capacidades assumem a condição de competências somente no momento em
que são mobilizadas para a realização de uma ação específica”.

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Desta forma, o fato das pessoas deterem conhecimentos, qualificações não é
suficiente, pois competência é colocar em prática, em determinado contexto o que se sabe, ou
seja, traduz-se em ação, mobilizar os conhecimentos.
Devido à concorrência cada vez mais acirrada no cenário atual, as bibliotecas
universitárias necessitam monitorar e aprimorar constantemente suas políticas de
gestão, uma vez que fatores como satisfação dos usuários, qualidade em serviços,
gerenciamento eficiente da produção entre outros, são fundamentais para o sucesso e
sobrevivência em longo prazo. Para isso, as organizações devem adotar uma política
de gestão coerente com seus próprios objetivos, levando em consideração fatores
ambientais internos e externos, a fim de permitir que seus serviços agreguem valor
ao atendimento, diferenciando-o da concorrência e, conseqüentemente, encantando e
fidelizando os usuários. (SILVA; SCHONS; RADOS, 2006, p. 16)

Assim, entende-se que a biblioteca universitária é um organismo complexo e gerenciála torna-se um desafio, por isso, aplicar a gestão de competências é uma forma de agregar
valor aos serviços e, também, aos colaboradores para para proporcionar qualidade aos
serviços prestados pelas biblioteca, alcançando assim o objetivo da instituição.

2.2 Desenvolvimento de Gestores
Outro fator relevante é a preocupação com o desenvolvimento e capacitação dos
gestores de bibliotecas universitárias. O aprimoramento de competências técnicas ou
comportamentais, de quem está à frente dos cargos de liderança, depende da prática e cultura
de cada organização.
Algumas organizações se lançam em estratégias audaciosas para as quais não estão
preparadas devido, muitas vezes, à falta de capacitação de seus profissionais, isso vai gerando
problemas cumulativos com seus clientes e público-alvo. Nesse sentido, Costa (2007, p. 190),
diz que “[...] o vínculo estreito entre estratégias e capacitação é um dos segredos das empresas
ou entidades e instituições bem sucedidas.”
O mesmo autor aponta algumas estratégias de novos estilos de liderança, a saber:
a) Liderança focalizadora, comprometida com visão, missão, princípios e valores;
b) Liderança facilitadora, como técnico e torcida ao mesmo tempo;
c) Liderança mentora, zelando pelo desenvolvimento profissional, pessoal e humano de
sua equipe;
d) Liderança do não herói – os heróis são as pessoas de equipe e não seu chefe;
e) Liderança negociadora, buscando bom relacionamento;
f) Liderança disposta a buscar, estabelecer e manter alianças e parcerias;
g) Liderança disposta a aprender e a ensinar continuamente.
Com isso, podemos observar que os benefícios a serem alcançados pelos gestores não
serão poucos, indo desde os de ordem pessoal: melhoria de desempenho, na autoestima e
autoimagem; também para a organização, como melhoria na eficácia e na eficiência de seus
processos; para a equipe, que receberá líderes melhores e mais preparados; e também, clientes
ou fornecedores mais satisfeitos com o bom atendimento recebido.
Para Dessler (2003, p. 150), “Desenvolvimento de gerencial é qualquer tentativa de
melhorar o desempenho gerencial pela divulgação de conhecimentos, mudança de atitudes ou
aumento de habilidades.” Essas capacidades contribuem para melhorar o conhecimento, a
confiança e o poder do líder, além de possibilitar a interação entre o líder e o ambiente social
e organizacional.
O autor supracitado enfatiza também, que com este processo haverá maior ênfase no
esclarecimento dos objetivos de negócio e dos resultados esperados do programa, ligação
mais clara entre o programa e a missão da empresa, envolvimento dos gestores de alto

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escalão, especificação de competências e conhecimentos concretos em lugar de simples
atitudes, e complementação dos métodos tradicionais de desenvolvimento (palestras,
simulações, etc.) com métodos mais realistas, como projetos de aprendizagem de ação.
Reforçando esse conceito, Vergara (2009, p. 74), afirma que a liderança é a
capacidade de exercer influência sobre indivíduos e grupos. Por isso, pode-se dizer que nem
todo chefe é líder e que nem todo líder é chefe. Há pessoas que mesmo ocupando cargos de
chefia não conseguem exercer a liderança, se fazem obedecidas por coação ou por interesse de
pessoas a quem chefiam e outras que exercem influência independente de ocuparem cargos de
chefia.
Nesse sentido, o papel dos gestores torna-se fundamental para conduzir sua equipe na
busca da excelência no desempenho de suas atividades, estimulando-as para o alcance da
missão, visão e objetivos institucionais. Entretanto, devem estar conscientes que cada pessoa
é um todo integrado de natureza física, intelectual, emocional e espiritual, e por isso, não esta
exclusivamente operando máquinas, mas gerenciando pessoas.
Essa relação encadeará não somente no desenvolvimento dos líderes, mas também, na
construção da capacidade de liderança em outras pessoas, possibilitando compromisso entre
os indivíduos, cooperação e criação de valor para a organização.
Diante do exposto, se aprende e desenvolve tudo isso fazendo uso de sua experiência
cotidiana, buscando a qualificação através dos programas de desenvolvimento, valorizando a
aprendizagem contínua, colocando em prática tudo o que aprendeu e aderindo às mudanças
necessárias à melhoria de seu desempenho.
Portanto, investir no desenvolvimento dos gestores de bibliotecas, através de
programas de desenvolvimento de liderança é vantagem em todas as áreas, tanto em
produtividade, competitividade, conhecimento técnico, quanto em clima organizacional, além
de estarem melhorando o desempenho futuro da organização.
Muitos profissionais bibliotecários ainda não encaram a esfera da gestão de pessoas
como aliada estratégica, mas como atribuições essencialmente burocráticas e operacionais,
precisando ainda criar medidas para estimular e desenvolver o potencial de seus profissionais,
gerando oportunidades para as pessoas desenvolverem suas habilidades e colaborar na tomada
de decisões.
Dessa forma, por meio de ações gerenciais, o gestor de bibliotecas universitárias
precisa desenvolver as competências dos bons profissionais, não esquecendo que possuem
expectativas, com desejos de valorização e reconhecimento, de evoluir e da certeza de ter seu
trabalho dignificado.

3 Considerações finais
Diante das inúmeras transformações sociais, econômicas, políticas e culturais pelas
quais passa a sociedade contemporânea, que resultam num processo de reestruturação das
organizações, procurando modificar-se, definindo uma nova atitude em decorrência dos
avanços causados pela rápida modernização e globalização e do impacto dessa reestruturação
que se materializa por intermédio de racionalização organizacional e técnicas que incorporam
no ambiente das bibliotecas universitárias novas tecnologias e modelos de gestão.
Foi possível constatar que a Gestão de Pessoas é um tema de grande importância, já
que as organizações enquanto bibliotecas universitárias são constituídas por pessoas, que
definem visão e propósito e tantas outras decisões e ações, assumindo um relevante papel no
desenvolvimento organizacional. Assim, a competitividade é vista hoje na forma de valorizar
a educação, desenvolvendo o capital intelectual das pessoas, transformando-as em fator de
diferenciação da organização, ampliando, dessa maneira, sua capacidade de competir por
meio do desenvolvimento das competências.

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Nesse sentido, a Gestão de pessoas por Competências, cada vez mais avança
produzindo importantes inovações nas organizações e, sobretudo, as iniciativas em curso
apontam uma mudança de cultura, uma evolução baseada na importância de valorizar e
desenvolver os maiores talentos que são as pessoas. Assim, as bibliotecas universitárias
também devem desenvolver estratégias justas, inovadoras e democráticas, de forma que os
colaboradores possam estar permanente e continuamente aperfeiçoando suas habilidades e
conhecimentos, para que possa prestar um serviço de qualidade que atenda as necessidades de
seus clientes com eficiência e eficácia.
Dessa forma, o estudo sistematizado foi relevante e significativo quanto à aquisição de
novos conhecimentos e entre as propostas metodológicas que a compõem, a Gestão por
Competências se apresenta como uma visão alternativa aos critérios tradicionais na gestão das
bibliotecas universitárias, o que nesse contexto experimenta um processo de amadurecimento
que altera cada vez mais sua postura e procedimentos frente à chamada sociedade da
informação e com isso poderá se utilizar do modelo de Gestão por Competências como
parâmetro de mudança para o cumprimento de sua missão e alcance da excelência na
prestação de serviços de qualidade.
O desafio está relacionado à utilização de tais instrumentos associados a práticas de
aprendizagem coletiva, desenvolvimento de pessoas e gestão do conhecimento, entre outras,
que ofereçam múltiplas oportunidades de crescimento profissional, além de estimular os
profissionais bibliotecários a desenvolver coletivamente competências, mas também a
compartilhá-las, gerando valor tanto a elas mesmas quanto à organização.
Assim, os avanços serão bastante relevantes e apontam na direção de um futuro
promissor, entretanto, restam importantes desafios, já que o processo de mudança pressupõe a
estreita vinculação entre as melhorias de gestão introduzidas que atendam as expectativas da
sociedade. Portanto, o modelo de gestão aqui ajustado e proposto, se bem utilizado, poderá ser
uma resposta eficiente para o enfrentamento de inúmeros problemas existentes e que,
rapidamente poderia elevar o padrão de gestão das bibliotecas universitárias.
Vale ressaltar que esta pesquisa em momento algum teve a pretensão de esgotar o
tema abordado e nem mesmo tirar conclusões definitivas acerca do assunto, sendo possível
um estudo mais aprofundado proveniente de outras fontes. Portanto, recomenda-se que
estudos sobre a gestão por competências devam ser explorados, analisados e compreendidos,
ampliando as informações coletadas e, conseqüentemente, melhor aproveitando para futuras
pesquisas.

4 Referências
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NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., 2004, Recife, Anais
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              <text>A forma de gerir pessoas pelas organizações vem passando por profundas transformações, já que em plena Era da Informação, o grande diferencial e vantagem competitiva são as pessoas. Este estudo tem como objetivo verificar a importância da Gestão de Pessoas por Competências como processo de mudança na gestão das bibliotecas universitárias, visando contribuir para reflexão e oferecer novas formas de pensar e agir a respeito da gestão de pessoas. No que se refere aos procedimentos metodológicos adotados, destaca-se a elaboração do trabalho a partir de um estudo explanatório de natureza qualitativa, realizado de forma descritiva e explicativa, eminentemente bibliográfico, tendo em vista conhecer as formas de contribuição científica que se realizaram sobre a gestão de pessoas, bem como os diferentes estudos conceituais a respeito das competências e sua contribuição como um instrumento auxiliar aos profissionais bibliotecários para mostrar-se mais eficiente e eficaz frente às demandas sociais. Com isso, pode-se inferir que, a Gestão por Competências surge como uma resposta alternativa de mudança e capacitação, trazendo consigo reflexões importantes sobre o papel das pessoas, expresso pelo desempenho profissional, além de se mostrar como um meio de aproximar os objetivos individuais e organizacionais, apresentando um conjunto de alternativas alinhadas ao cenário moderno e competitivo das bibliotecas universitárias, enquanto organizações.</text>
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