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                  <text>AVALIAÇÃO DE UM PROGRAMA PARA O DESENVOLVIMENTO DE
COMPETÊNCIA EM INFORMAÇÃO E INSTRUMENTALIZAÇÃO
PARA A PESQUISA CIENTÍFICA EM SAÚDE

Martha Silvia Martinez-Silveira (FIOCRUZ CPqGM) - martha.silveira@gmail.com
Ana Maria Fiscina Vaz Sampaio (Fiocruz/CPqGM) - fiscina@bahia.fiocruz.br
Adelvani Araújo Boa Morte (Fiocruz/CPqGM) - vania@bahia.fiocruz.br
Resumo:
Resumo: Os bibliotecários das bibliotecas especializadas, assim como os das bibliotecas
universitárias estão cada vez mais envolvidos no papel de instrutores e docentes,
proporcionando aos usuários os meios e as habilidades para atingir sua competência
informacional. Na área de saúde a busca de informação em base de dados bibliográficas, e o
manejo de informação científica faz parte do cotidiano do investigador, do profissional em sua
prática e dos alunos. Porém não é uma habilidade que dependa apenas de uma utilização
intuitiva, é necessário mais do que isso para um uso efetivo e producente. Um programa de
treinamentos continuados sobre temas chave para este público foi desenvolvido e aplicado por
mais de 4 anos na Biblioteca de Ciências Biomédicas Eurydice Pires de Sant’Anna. O objetivo
deste trabalho é avaliar este programa, através de um questionário aplicado aos assistentes.
Participaram da enquete de avaliação 270 pessoas das quais o 99% se mostrou satisfeito com
o programa e 98% recomendariam. Ao todo 23 diferentes cursos foram promovidos dos quais
participaram 307 pessoas, a grande maioria alunos da pós-graduação. Este tipo de programa
faz parte de algumas das intervenções efetivas que as bibliotecas podem ofertar aos seus
usuários, e integrar este tipo de conhecimentos aos programas acadêmicos, poderia ser mais
eficiente e necessário.
Palavras-chave: Competência em informação;
especializadas em saúde

Treinamento

de

usuários;

Área temática: Eixo 2 - Responsabilidade Política, Técnica e Social
Subárea temática: Educação de usuários e competências informacionais

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Bibliotecas

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XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

1 Introdução

As bibliotecas especializadas da área de saúde tradicionalmente
cumpriram com o papel de treinar e ensinar aos usuários o manejo e a busca da
informação e a compreender o ciclo da comunicação científica (MATA, 2012).
Estas bibliotecas foram altamente impactadas pelo acesso online e surgimento
dos recursos tecnológicos de informação que mudaram o comportamento do
usuário. Se por um lado este usuário recorre cada vez menos à biblioteca para
utilizar a bibliografia in loco, por outro demanda serviços diferenciados para
lidar com essa tecnologia. Sabe-se que os usuários que contam com
bibliotecários para treiná-los e assisti-los no uso de recursos informacionais
tendem a ser mais confiantes no manejo da informação (SCHILLING;
APPLEGATE, 2007). Visto que a informação é muita, encontra-se
desorganizada e espalhada nos diferentes e incontáveis recursos na web, torna-se
muito difícil decidir e selecionar, agravado ainda pelo conhecido problema do
reduzido tempo disponível para buscas e seleção de artigos com que contam os
profissionais de saúde.
Na Biblioteca de Ciências Biomédicas Eurydice Pires de Sant´Anna
(BIEPS) vivencia-se este fenômeno de forma muito clara. Esta biblioteca está
inserida no Centro de Pesquisa Gonçalo Moniz (CPqGM), uma das unidades da
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) situada no estado da Bahia. Atende um tipo
de demanda de alta especialização na área de doenças infecciosas e parasitárias.
No CPqGM existem 11 laboratórios e 2 cursos de pós-graduação com mestrado
e doutorado, Pós-Graduação em Patologia Humana e Experimental e PósGraduação em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa, além de
cursos de especialização permanentes, e outros eventuais. A principal demanda
deste público são os artigos científicos e as bases de dados. Com o intuito de se
adaptar a tais demandas, alguns novos e diferentes serviços foram implantados,
tais como o que ora se descreve.
O programa “Treinamentos Continuados” está estruturado nos moldes do
programa existente na Biblioteca do National Institutes of Health (NIH), dos
Estados Unidos. Este programa, que foi conhecido em visita técnica a essa
biblioteca, é mais abrangente na atualidade e inclui alguns treinamentos à
distância, porém os objetivos e o formato permanecem. A Biblioteca do NIH
“oferece treinamento sobre como efetivamente encontrar, avaliar e gerenciar
informações usando os recursos eletrônicos da biblioteca” (NIH, 2016).
A ideia do programa consiste em oferecer aulas compactas, variadas,
contínuas e recorrentes sobre os mais diversos temas que envolvem a busca e
manejo da informação científica. A finalidade é ter um canal aberto que facilite
o desenvolvimento de CI, propicie a instrumentalização para a pesquisa
científica e a escrita de artigos científicos, teses e dissertações, em suma,
contribuir com a proficiência na investigação.
O programa implantado tem a seguinte configuração: tratam-se de

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encontros curtos, com duração de 2 horas, com perfil de treinamento no uso dos
recursos, ou aulas teórico-práticas sobre o tema escolhido. Estes encontros se
sucedem de forma independente entre um e outro tema, mas, por sua vez, se
complementam e se repetem de acordo com a demanda. Quanto mais
interessados no assunto, isto é, maior número de inscritos ou de demanda não
atendida, mais vezes será repetido o tema. Por esta razão, apesar de serem
planejados para ocorrer uma vez por mês, pode haver alterações do calendário
com a repetição dentro do mesmo mês. Os assuntos de cada encontro são únicos,
e visam um conteúdo pontual, porém aprofundado, sobre um determinado tema.
Os assuntos abordados nos cursos, atualmente, são:
- “Manejo do PubMed” que se divide em dois níveis: básico e avançado.
Trata-se de uma interface de alta tecnologia, de acesso livre à principal base de
dados bibliográfica da área de saúde, a base Medline. Esta base, produzida pela
National Library of Medicine, dos Estados Unidos, é a mais completa e
consultada na área de saúde. Oferece diversos recursos de busca, a possibilidade
de armazenamento de pesquisas e de estratégias elaboradas pelo usuário,
propiciando a atualização constante mediante o recebimento de avisos de alerta
de novos artigos sobre o tema, assim como também o compartilhamento de
coleções ou listas de referências selecionadas pelo usuário. No nível avançado
aborda-se o uso do Medical Subject Headings (MeSH), que é o vocabulário
controlado de indexação da base Medline, e cujo uso permite buscas e
estratégias de alta complexidade e melhores resultados da busca.
- “Uso do EndNote”, trata-se de programa para gerenciamento das
referências. Serve para o armazenamento dos dados e dos textos completos da
bibliografia encontrada. Pode ser utilizado junto com programas de escrita,
como o Word, por exemplo, facilitando a formatação do trabalho científico,
normalizando as citações e referências, entre outras facilidades.
- “Uso do Portal da Capes”, principal portal de recursos de informação
científica no Brasil, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior (Capes), acessado na maioria das instituições acadêmicas públicas do
Brasil. Neste módulo se destacam a utilização das bases bibliográficas de saúde,
tais como PsicInfo (de psiciologia), CiNAHL (de enfermagem), Biological
Abstracts (biologia) e as multidisciplinares Web of Science e Scopus. Também
se enfatiza a busca de periódicos da área de saúde e demais recursos de
interesse.
- “Biblioteca Virtual em Saúde”, principal recurso de busca de informação
científica em saúde para América Latina e o Caribe, sobre o qual se ensina a
utilização da base de dados Lilacs, Medline, que também pode ser acessado
nessa interface, e demais bases disponíveis. Trata-se também sobre o recurso
Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) e sua utilização para compor
estratégias de busca.
- “Zotero” é outro programa para manejo de referências, similar ao
EndNote, com a característica de ser de acesso gratuito e oferecer facilidades de

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recuperação de dados diretamente da Web.
- “Uso de bases de dados bibliográficas em saúde”. Este módulo aborda
de forma geral, independente de uma base de dados em particular, o tema das
estratégias de busca. A compreensão de como construir estratégias, manejo de
vocabulários controlados, uso de palavras-chave, operadores booleanos, sintaxe
de busca e recursos oferecidos pela tecnologia das bases de dados.
- “Roteiro para apresentação de teses e dissertações”, aborda as normas de
apresentação, normas das citações e referências, explorando o uso do manual de
apresentação de teses e dissertações dos programas de pós-graduação. Também
se apresentam neste módulo alguns recursos menos utilizados do programa
Word que facilitam a escrita, como por exemplo o índice automático.
- “Revisão sistemática”, este módulo, devido a sua complexidade, ocupa
três horas, em lugar de duas. Aborda-se aqui sobre a metodologia deste método
científico de revisão, apresentam-se diversas ferramentas para sua confecção e
para sua publicação. As diversas partes do método são apresentadas e discutidas,
dando ênfase a etapa da busca dos documentos para a revisão. Estas buscas
sistemáticas abrangem não somente as bases de dados, mas também a literatura
cinzenta, e diversos outros recursos onde os trabalhos publicados ou não ,
podem ser localizados. Também se realiza um estudo avançado sobre as
estratégias de busca.
O programa foi inaugurado em 2011 e permanece ativo. Porém, ainda não
se logrou uma continuidade como planejada, devido às dificuldades enfrentadas
com a destinação de uma sala, a aquisição dos equipamentos, e especialmente
com a participação dos instrutores. O projeto conta atualmente com um único
instrutor, porém se prevê a participação de outros instrutores, especialistas em
outros assuntos relacionados com a tecnologia de informação em saúde. O ideal
é a frequência mensal, com a possibilidade de ocorrência excepcional quando
um novo tema e o instrutor estejam disponíveis.
A partir de 2016 o programa, já com maturidade suficiente, está
institucionalizado, o que permite prever um desenvolvimento maior para os próximos
anos. Conta-se com uma sala com capacidade para 20 pessoas, 20 laptops,
acesso à internet WiFi, ar condicionado, projetor e louça. Por tal razão o
momento é propício para efetuar um estudo de avaliação. Segundo Santos e
Casarin (2014) existem diversas formas de avaliação de CI, sendo que a maioria
estão centradas no usuário. Mas, faz parte também do processo, a avaliação do
programa em si, seu formato e conteúdo (MATA, 2012).
O objetivo do presente trabalho é avaliar os 4 anos de existência do
programa (2011 a 2015), usando para tal um questionário que foi elaborado no
começo do projeto, prevendo a necessidade de se ter um feedback dos
participantes.

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2 Revisão de literatura
Segundo a análise sobre o uso do conceito de competência em informação
na área de saúde feito por Vincent et al. (2014) a expressão em inglês
Information literacy vem sendo modificada desde seu surgimento com os
estudos de Paul Zurkowski em 1974.
Competência em informação (CI) é um conceito que abrange muito mais
que apenas habilidades de busca e manejo de informação. De forma ampla ser
competente em informação é ter a capacidade de ser autossuficiente em
aprendizagem ao longo da vida (DUDZIAK, 2003; VINCENT et al., 2014). Mas
para atingir essa competência o indivíduo deve entender como encontrar
informação, saber avaliá-la, e também saber produzi-la, através da escrita
científica (MATA, 2012; CAVALCANTE et al., 2012).
Para ser competente em informação, uma pessoa deve ser capaz de
reconhecer quando uma informação é necessária e deve ter a habilidade de
localizar, avaliar e usar efetivamente a informação... Resumindo, as pessoas
competentes em informação são aquelas que aprenderam a aprender. Elas
sabem como aprender, pois sabem como o conhecimento é organizado,
como encontrar a informação e como usá-la de modo que outras pessoas
aprendam a partir dela (AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION, 1989,
apud DUDZIAK, 2003, p. 26).

A Association of College and Research Libraries (2000) define algumas
características básicas ou padrões da competência em informação que devem
adquirir os estudantes do nível superior. Estas seriam: saber reconhecer a
necessidade, acessar a informação necessária, avaliar a informação criticamente,
incorporar ao conhecimento e usar para o propósito necessário de forma
individual ou em grupo e ainda entender as implicações econômicas e sociais da
informação usando-a de forma ética e legal.
Se bem sabe-se que estas habilidades somente podem ser adquiridas ao
longo dos anos de formação, e não apenas em treinamentos pontuais, o fato de
haver oportunidades como estas, disponíveis de forma continuada ao alcance das
pessoas que frequentam a biblioteca, o papel desta modalidade de ensino, toma
importância dentro deste contexto.
O envolvimento de bibliotecários como instrutores e docentes
facilitadores na conquista dessa competência não é novo e, apesar das mudanças
alavancadas pelas tecnologias, continua sendo de suma importância
(CAMPELLO, 2003). E para tal os bibliotecários devem também desenvolver
suas próprias competências (SANTOS, 2011).
Instituir um programa como o que se relata neste artigo, requer do
bibliotecário um preparo muito complexo. Não se trata apenas de saber utilizar
as tecnologias e treinar pessoas. No caso dos bibliotecários da área de saúde,
conhecimentos avançados fora da área de biblioteconomia são requeridos para
uma boa atuação na área (MENDONÇA, 2015). A sua participação em revisões
sistemáticas, que tem sido cada vez mais presente (MCGOWAN; SAMPSON,
2005; MCKIBBON, 2006) é uma delas. Martínez-Silveira (2011), destaca a

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estes a maioria (34%) se declarou como “estudantes” (91 pessoas), seguidos dos
biólogos (16%), enfermeiros (11%), farmacêuticos (9%) e médicos veterinários
(7%). Os demais tinham profissões variadas da área de saúde tais como médicos,
nutricionistas, psicólogos, etc.
Com relação ao nível acadêmico dos alunos 80 (30%) tinham o 2o grau
completo, 74 (27%) a graduação, 30 (11%) a especialização, 63 (23%) o
mestrado, 9 (3%) o doutorado, 7 (2,6%) o pós-doutorado e 7 (2,6%) não
declararam. Quanto às instituições a grande maioria era da própria Fiocruz
(54%), seguidos da Universidade Federal da Bahia (29%) e da Escola Baiana de
Medicina e Saúde Pública (7%), e 10% das demais instituições da cidade e do
estado.
Foram 229 (85%) pessoas as que declararam estar estudando no momento
de participar do curso, a maioria (138 ou 60%) eram alunos da pós-graduação,
sendo que 81 (35%) são da própria instituição. São 35 do Mestrado em
Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa e 19 do Doutorado, 14 do
Mestrado em Patologia Humana e Experimental e 13 do Doutorado. Além
destes, havia mais 57 (32%) alunos de pós-graduação de outros programas,
sendo especialização (1), residência (11), mestrado (25), doutorado (19) e pósdoutorado (1). Os alunos dos mais diversos cursos de graduação totalizaram 85
(37%), e apenas 11 (5%) eram alunos de Biblioteconomia e Arquivologia.
Quanto à avaliação, a tabela 2 mostra que foi claramente positiva nos
aspectos perguntados.

Tabela 2. Avaliação da participação no programa
Pergunta

Sim (%) Não (%) NR (%)

Achou válida sua participação?

267 (99)

2 (0,7)

1 (0,3)

O conteúdo satisfez sua necessidade? 261 (96)

5 (1,8)

4 (1,5)

Recomendaria para outras pessoas?

2 (0,7)

3 (1,3)

265 (98)

NR = Não respondeu

Outros aspectos avaliados foram: o instrutor, o conteúdo, a sala e os
equipamentos. A tabela 3 mostra o resultado desta avaliação, que permitia
escolher uma nota de 0 a 10, sendo esta última a nota mais alta.

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Tabela 3. Notas dadas pelos participantes aos itens de avaliação
Nota

Instrutor Conteúdo Sala Equipamento

0

0

0

0

4

1 -1,5

0

0

0

0

2 - 2,5

0

0

1

2

3 - 3,5

0

0

1

1

4 - 4,5

0

0

3

1

5 - 5,5

2

2

9

12

6 - 6,5

3

3

5

5

7 - 7,5

21

7

24

20

8 - 8,5

1

34

69

38

9 - 9,5

41

52

43

43

10

200

161

113

130

NR

2

3

2

14*

NR = Não respondeu
* Destes, 5 responderam “Não se aplica”, pois usaram seu
próprio computador
O questionário também recolheu sugestões de novos temas para o
programa, sendo que 80 pessoas (30%) indicaram um ou mais temas, alguns dos
quais foram incorporados e outros estão em estudo, por se tratarem de
programas não específicos das competências da biblioteca, como é o caso de
programas para a análise estatística dos dados. Os assuntos mais requisitados
que ainda não estão incorporados ao programa foram o SPSS, EPIINFO e
STATA (todos de tratamento estatístico de dados), assim como também o
organizador de referências Mendeley.
5 Considerações finais
Há consenso da necessidade de possuir habilidades apropriadas e
conhecimento para o desenvolvimento do trabalho científico, e as bibliotecas e
os bibliotecários são importantes atores neste processo (MATA, 2012). Vincent
et al. (2012) ressaltam que “mestrandos e doutorandos devem ser preparados
para, entre outros, dominar e empregar conhecimentos científicos e tecnologias”
(p. 405). Porém, como bem observa Mata (2012), para implementar estes
programas é necessário planejamento, mas também apoio institucional, recursos
financeiros e humanos.
Este programa foi bem avaliado pelos participantes, mas houve um forte

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apelo para a melhoria dos recursos, equipamentos e sala, quando 52% dos
participantes não deram a nota máxima, expressando dessa forma algum tipo de
insatisfação. Alguns participantes escreveram observações relativas a essa
insatisfação, das quais se ressalta as dificuldades com a conexão de internet, o
barulho, a falta de ar condicionado ou o tamanho da sala. Porém, com foi dito,
estas dificuldades foram sendo superadas nos últimos anos com o
aprimoramento da sala, dos equipamentos e da conexão wi-fi.
A frequência foi alta, mostrando que há interesse por parte do público, já
que em repetidas oportunidades houve lista de espera para assistir. Este é um
ponto importante se leva em consideração que a divulgação é bastante restrita.
Um correio eletrônico é distribuído para toda a comunidade da instituição, é
colocado por um ou dois dias um aviso na homepage, e atualmente está sendo
veiculado no Facebook do Instituto.
Outro aspecto que se comentou repetidamente foi com relação à duração
da aula, considerada curta, ou com muito conteúdo para o escasso tempo. Neste
sentido tratou-se de explicitar no começo de cada encontro que a proposta é a de
encontros rápidos, porque facilitam a participação para quem tem pouca
disponibilidade de tempo, para quem está “de passo” na biblioteca, ou para
quem quer reafirmar alguns conhecimentos que já possui. Se os encontros forem
transformados em aulas extensas, deixam de cumprir a natureza e proposta da
modalidade. Porém, procedeu-se a uma reavaliação do conteúdo para que não
resulte excessivo para aqueles que são totalmente novatos no tema.
Considera-se que é necessário dar continuidade ao programa, aumentar o
leque de assuntos integrando novos instrutores, inclusive de outras áreas
externas à biblioteconomia, para poder acatar as sugestões recebidas dos
participantes. Sua permanência, assim como a avaliação e comentários dos
participantes reafirma a convicção de que as atividades docentes na biblioteca,
tais como este programa, tem validade. Mas que também é necessário apontar
para um objetivo maior, concordando com Mata (2012) em que este e outro tipo
de programas de desenvolvimento de CI deveriam estar integrados “aos
objetivos da instituição, ao planejamento educacional, ao currículo e aos planos
de ensino” (p. 142).
6 Referências
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apoio à prática da medicina baseada em evidências: olhares convergentes
entre profissões em Salvador. 2008. Dissertação (Mestrado em Ciência da
Informação) – Instituto de Ciência da Informação. Universidade Federal da
Bahia. Salvador, 2008

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CAMPELLO, B. O movimento da competência informacional: uma perspectiva
para o letramento informacional. Ciência da Informação, Brasília, DF, v. 32, n.
3, 2003. Disponível em: &lt;http:// www.scielo.br/pdf/ci/v32n3/19021.pdf&gt;.
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CAVALCANTE, L. E. et al. Competência em informação na área da saúde.
InCID: Revista de Ciência da Informação e Documentação, Ribeirão Preto,
v. 3, n.1, p. 87-104, 2012.
DAVIDOFF, F.; FLORANCE, V. The informationist: a new health profession?
[editorial]. Annals of Internal Medicine, v. 132, n.12, p. 996-998, 2000.
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                <text>SNBU - Edição: 19 - Ano: 2016 (UFAM - Manaus/AM)</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: A biblioteca universitária como agente de sustentabilidade institucional.</text>
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                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Avaliação de um programa para o desenvolvimento de competência em informação e instrumentalização para a pesquisa científica em saúde. </text>
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              <text> Os bibliotecários das bibliotecas especializadas, assim como os das bibliotecas universitárias estão cada vez mais envolvidos no papel de instrutores e docentes,  proporcionando aos usuários os meios e as habilidades para atingir sua competência informacional. Na área de saúde a busca de informação em base de dados bibliográficas, e o manejo de informação científica faz parte do cotidiano do investigador, do profissional em sua prática e dos alunos. Porém não é uma habilidade que dependa apenas de uma utilização intuitiva, é necessário mais do que isso para um uso efetivo e producente. Um programa de treinamentos continuados sobre temas chave para este público foi desenvolvido e aplicado por mais de 4 anos na Biblioteca de Ciências Biomédicas Eurydice Pires de Sant’Anna. O objetivo deste trabalho é avaliar este programa, através de um questionário aplicado aos assistentes. Participaram da enquete de avaliação 270 pessoas das quais o 99% se mostrou satisfeito com o programa e 98% recomendariam. Ao todo 23 diferentes cursos foram promovidos dos quais participaram 307 pessoas, a grande maioria alunos da pós-graduação. Este tipo de programa faz parte de algumas das intervenções efetivas que as bibliotecas podem ofertar aos seus usuários, e integrar este tipo de conhecimentos aos programas acadêmicos, poderia ser mais eficiente e necessário.</text>
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