<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="4428" public="1" featured="1" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.libertar.org/items/show/4428?output=omeka-xml" accessDate="2026-08-11T08:08:34-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="3496">
      <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/31/4428/SNBU2016_046.pdf</src>
      <authentication>5b92221436c62e401d50eab4355a01ed</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="49457">
                  <text>COLABORADORES COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL ATUANDO
EM BIBLIOTECAS: RELATOS DE EXPERIÊNCIAS DA BIBLIOTECA
CENTRAL DA UEPG EM PARCERIA COM A APAE DE PONTA
GROSSA - PR

Maria Luzia Fernandes Bertholino dos Santos (UEPG) - mluzia@gmail.com
Angela Maria de Oliveira (UEPG) - amolivei@uepg.br
Ivani Silva (UEPG) - ivsilva@uepg.br
Eunice Silva Novais (UEPG) - enovais@uepg.br
Vera Lucia Braga da Silva (UEPG) - vlbsilva@uepg.br
Joseani Maria Ferro (UEPG) - jmferro@uepg.br
Resumo:
Este relato apresenta a experiência vivenciada pela Biblioteca Central - unidade Campus de
Uvaranas da Universidade Estadual de Ponta Grossa, no projeto de inclusão de portadores de
deficiência intelectual, do convênio firmado entre a Universidade e a Associação de Pais e
Amigos dos Excepcionais – APAE de Ponta Grossa, durante o período de 2007 a 2015, cujos
relatos se baseiam na experiência vivida com três estagiários, intitulados A, B e C.
Considerando que o processo deve respaldar-se nas três etapas de preparação, qualificação e
colocação, alguns questionamentos são apresentados em relação a essa inserção no ambiente
de trabalho. Os objetivos foram além de relatar a experiência, elencar os problemas que
ocorreram durante o período de atuação; indicar os encaminhamentos para sanar os referidos
problemas e apresentar os pontos positivos e negativos da experiência vivida. Concluiu-se que,
é possível contar com o apoio desse segmento social atuando como colaborador, que podem
desenvolver principalmente o relacionamento afetivo-social e se sentirem úteis e capazes de
realizar tarefas e aperfeiçoá-las ao longo de sua atuação. Os resultados, demonstraram uma
tentativa de promover a inserção dos estagiários no contexto social do trabalho.
Palavras-chave: Deficiência intelectual. Inclusão social. Biblioteca Universitária.
Área temática: Eixo 1 - Gestão sustentável
Subárea temática: Gestão de Pessoas

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução
Este trabalho relata a experiência com estagiários da APAE que atuaram na Biblioteca
Central, unidade Campus de Uvaranas, da Universidade Estadual de Ponta Grossa /UEPG
durante os anos de 2007 a 2015, como colaboradores da equipe de trabalho.
A grande questão que norteou esse relato respalda-se nas três etapas (preparação,
qualificação e colocação) que devem envolver esse processo ou seja, os estagiários enviados
estavam preparados para o mercado de trabalho? Qual o nível de qualificação necessária? Como
definir o perfil do estagiário para as seções e/ou vagas onde iriam atuar? Estava a equipe do
local, para onde foram destinados, preparada para acompanhar e conviver com esse segmento
de alunos? A questão da inclusão social deste segmento era um tema discutido com os setores
envolvidos?
A proposta deste relato justifica-se por apresentar situações reais e complexas
vivenciadas nas rotinas diárias durante o período de atuação do estagiário que exigiram das
chefias e servidores um processo de adaptação, compreensão e inserção numa realidade
desconhecida que exigia também dedicação e busca de alternativas para que esse convívio se
tornasse possível, prazeroso e produtivo, pois não houve um processo de orientação para que
os servidores lidassem com o portador de necessidade especial – deficiência intelectual.
O que se apresenta são fatos reais e atitudes, bem como ações empreendidas para
incorporar esses colaboradores, no processo de adaptação e capacitação como forma de preparálos para atuar no mercado de trabalho em sua vida futura.
O objetivo geral deste estudo, foi relatar a experiência na inclusão dos Portadores de
Necessidades especiais – deficiência intelectual, em uma das unidades na Biblioteca da
Universidade Estadual de Ponta Grossa e os objetivos específicos foram: elencar os problemas
que ocorreram durante o período de atuação; indicar os encaminhamentos feitos para sanar os
referidos problemas e apresentar os pontos positivos e negativos da experiência vivida.
Na sequência , após uma breve revisão de literatura, serão apresentados os fatos
ocorridos com três estagiários colaboradores, elencados como estagiário A, B e C.

Revisão de Literatura
De acordo com a ONU, cerca de 10% da população mundial, aproximadamente 650
milhões de pessoas, vivem com uma deficiência, das quais cerca de 80% dessas pessoas vivem
em países em desenvolvimento. Destacaram também que dentre as pessoas mais pobres do
mundo, 20% têm algum tipo de deficiência.
A Constituição Federal de 1988 e a Lei nº. 8.213/1991 (Lei da Previdência Social) são
os principais institutos que garantem a inclusão dos portadores de necessidades especiais no
mercado de trabalho, porém ainda se identifica que há falta de um programa de treinamento
para acolher e saber lidar com os problemas que poderão ocorrer nesse processo de inserção
social.
A Lei de Cotas para portadores de deficiência (Lei 8.213 de 24 de julho 1991), prevê,
no art. 93, que toda empresa com 100 ou mais funcionários deve destinar de 2% a 5%
(dependendo do total de empregados) dos postos de trabalho a pessoas com alguma deficiência.
De acordo com Grunspun (1999, p. 179):
retardo mental é uma condição de desenvolvimento interrompido ou incompleto da
mente, a qual é especialmente caracterizada por comprometimentos de habilidades
manifestadas durante o período do desenvolvimento, que contribuem para o nível

1

�global da inteligência, isto é, aptidões cognitivas, de linguagem, motoras e sociais,
iniciando-se antes de 18 anos de idade.

Santos e Costa (2003, p.1897) salientam que:
para as pessoas com deficiência possuírem uma formação adequada é necessário
proporcionar a elas ambientes, situações e recursos necessários para que sua
aprendizagem seja significativa, é necessário realizar adaptações de acordo com suas
necessidades.

Foram identificadas diversos trabalhos que relataram o tema relacionado à preparação e
a inserção da pessoas com deficiência o mercado de trabalho tais como: Mendes (2004);
Quintão (2005); Manzini (2006); Rodrigues et al. (2007); Abreu e Marques (2007); Bezerra
(2008); Carmo (2009); Carvalho- Freitas (2009); Moreira et al. (2009); Matos (2009); Luppi et
al. (2010); Toldrá et al. (2010); Figueira (2012); Lima et al. (2012); Santos e Costa (2013);
Oliveira (2015); Brito e Faria (2015); Marta (2016) entre outros.
Quintão (2005, p.76) realiza algumas reflexões sobre a pessoa portadora de deficiência
e sua relação com o social e é categórica ao afirmar que :
´não basta estar dentro´ - da escola, das instituições, da empresa, dos espaços públicos
e privados – para haver inclusão. É preciso desconstruir uma barreira subjetiva, muito
solidificada ao longo de nossa história e que nos torna mais míopes do que já somos.

Por outro lado, a educação profissional, parece não acompanhar a dinamicidade do
mercado de trabalho cada vez mais exigente quanto à qualificação do trabalhador. Dentre esses
fatores, as pessoas com deficiência mental recebem uma qualificação geralmente oferecida por
entidades filantrópicas, que seguem o modelo de oficinas protegidas com atividades
basicamente artesanais, não condizendo com as exigências do mercado de trabalho atual.
(SASSAKI, 1997).
Abreu e Marques (2007) consideram que a realidade do mercado de trabalho mostra-se
cruel com toda a sociedade e principalmente com o desempregado com deficiência. Destaca,
em sua pesquisa bibliográfica, que além da falta de qualificação de muitas pessoas com
deficiência existe a dificuldade da organização de enfrentar a diferença. Conclui a importância
da co-responsabilidade entre a pessoa com deficiência e a empresa nesse processo de inclusão.
E ainda complementam Abreu e Marques (2007, p.9)
É comum que no primeiro momento os funcionários da empresa tenham dificuldades
de relacionamento com as pessoas com deficiência. Por isso a etapa da sensibilização
precede a contratação e garante aprendizado ao grupo. A falta de informação gera
desconforto e dúvidas nos funcionários. Por isso, é importante receber bem este novo
integrante da equipe, principalmente com o ´bem-vindo´ facilitado por um
representante da área. É necessário ser claro e transmitir à equipe todas as informações
relativas ao colega com deficiência, qual a função que desempenhará, o que é esperado
do mesmo e o tratamento a ser dado. Devemos lembrar que o colaborador com
deficiência será mais um funcionário, e que fará ´parte da equipe´.

Barbosa (2009) considera que a nova definição e classificação de deficiência
intelectual está centrada no indivíduo – em suas potencialidades e limitações, no seu ambiente,
nas suas necessidades e nos apoios que devem ser acrescentados ou eliminados para lhe permitir
a construção de uma vida satisfatória
Carvalho-Freitas (2009) analisa as possíveis relações entre as formas como os gestores
vêm a deficiência, a adequação das condições de trabalho e a satisfação das pessoas com
deficiências em relação a aspectos relevantes para a manutenção da qualidade de vida no
trabalho, confirmando em seus resultados a existência de relações significativas entre as
2

�concepções de deficiência compartilhadas pelos gerentes e a adequação das condições e práticas
de trabalho na organização.
Para Pedroso e Shinohara (2010, p.144)
o trabalho com a pessoa com deficiência intelectual, deve ser efetuado por uma equipe
multidisciplinar, que realize empreendimentos de cunho educacional e terapêutico,
visando o desenvolvimento de habilidades e competências para a vida profissional,
mas que também, valorizem os aspectos afetivos envolvidos no processo de inclusão.
E ainda consideram importante atuações com os empregadores, orientando nas
formas de manejo com os funcionários com necessidades especiais, são importantes,
não apenas para o sucesso profissional do propósito (educando), mas também para a
formação de agentes multiplicadores dos valores de equidade social e inclusão,
possibilitando, desta forma, uma disseminação dos valores de cidadania.

Para Viana (2010, p.22):
A inserção dos deficientes no mercado de trabalho se constitui num dos meios de
viabilizar o processo de integração dessas na sociedade. Através do trabalho eles
podem demonstrar suas potencialidades, capacidades e competências, construir uma
vida mais independente e autônoma, contribuir para seu sustento e ter maiores
possibilidades de expandir suas perspectivas de vida, inclusive sob o aspecto dos
relacionamentos sociais.

Freitas e Marques (2010) relatam que o constructo social sobre a pessoa com deficiência,
também é um fator importante a ser considerado, quando realizamos uma leitura dos processos
de inclusão. Questões históricas e de pressupostos de normalidade são as bases de relação das
pessoas em relação à deficiência. Desta forma, a sociedade e as pessoas que vão ter contato
com o deficiente intelectual precisam ser trabalhadas para desmistificar paradigmas e ampliar
o conhecimento sobre as potencialidades e dificuldades que envolvem o universo da
deficiência.
Para Figueira (2012, p.16)
a sociedade é baseada em padrões e valores, que a incapacitam de lidar com o que é
considerado diferente, neste sentido, são os discursos apresentados na sociedade que
acabam por influenciar as mentalidades formando imagens, ideias e opiniões, criando
diversas representações sobre as pessoas com deficiência.

Ainda salienta Figueira (2012, p.17-18):
A sociedade deve adaptar-se à realidade de modo a incluir nos seus sistemas sociais
pessoas que apresentem incapacidades e necessidades específicas e, simultaneamente,
estas devem-se preparar para assumir os seus papéis na sociedade enquanto cidadãos
[bem como] [...] oferecer oportunidades de acesso a bens e serviços é essencial dentro
de um sistema que beneficie todos os seus cidadãos, de modo a adaptar as suas estruturas
e abrindo espaços conforme as necessidades específicas dos grupos, como o caso das
pessoas com deficiência, de modo a que estas sejam capazes de interagir e integrar-se
naturalmente na sociedade.

A literatura mostra que a legislação é clara e garante o direito, porém é necessário ter a
clareza do que caracteriza a deficiência intelectual, da necessidade de qualificação, da
adequação das condições de trabalho e a integração com a sociedade que deve adaptar-se
criando espaços e condições de trabalho para satisfação pessoal do deficiente.

3

�Materiais e Métodos
Este relato constitui-se numa pesquisa qualitativa, baseado em uma revisão bibliográfica
sobre o tema que aborda a inclusão do deficiente intelectual atuando no ambiente de trabalho.
Contempla ainda, transcrição dos relatos do Bibliotecário responsável pela unidade da
Biblioteca Central –campus de Uvaranas, onde os três estagiários da APAE atuaram, em
períodos distintos, de 2007 a 2015.

Resultados
Especificamente na UEPG, a inclusão de pessoas com necessidades especiais ocorreu
através de contrato firmado, em setembro de 2007, entre a Universidade Estadual de Ponta
Grossa – UEPG e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE da Escola de
Educação Especial Profa. Maria de Lourdes Canziani da cidade de Ponta Grossa, quando a
Universidade passou a oferecer estágio remunerado com objetivo de oportunizar aos alunos da
APAE, experiências práticas que possibilitassem a complementação do processo de formação
profissional, conforme o Projeto intitulado “Inclusão através do Trabalho.”
Foram disponibilizadas nove (09) vagas para vários setores da Universidade Estadual
de Ponta Grossa, distribuídas nos seguintes locais: Divisão de Materiais e Patrimônio;
Restaurante universitário centro; Seção de limpeza e zeladoria; Biblioteca Central Prof. Faris
Michaele; Restaurante Universitário campus de Uvaranas e Horticultura e Rouparia no Colégio
Agrícola. (UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA. RESOLUÇÃO CA nº 319,
2007).
Segundo informações fornecidas pela assistente social da APAE, responsável pelo
projeto, o encaminhamento para as vagas respaldou-se na capacidade de aprendizagem e nas
limitações de cada indivíduo selecionado e de acordo com o grau de deficiência que se
enquadrasse nas atividades que iriam exercer nos órgãos/setores que se propuseram a recebêlos.
Desta forma, a Biblioteca Central – unidade Campus de Uvaranas, recebeu no período
de 2007 a 2015 03 (três) estagiários da APAE, na proposta de estar contribuindo para o
desenvolvimento da cidadania conforme preconiza Pedroso e Shinohara (2010).
No entanto, no início desse processo observou-se que havia despreparo dos funcionários
para receber a pessoa com essa deficiência e saber lidar com a limitação de cada um, surgindo
dificuldades para conduzi-los e orientá-los no ambiente de trabalho, conforme preocupação já
enfatizada por Abreu e Marques (2007) e Carvalho e Freitas (2009).
Ocorre assim, uma fase de observação e conhecimento de seu comportamento e
identificação das suas habilidades e grau de deficiência para executar tarefas compatíveis com
as suas possibilidades e limitações que pudessem aliar as tarefas possíveis com a rotina de
serviços da Biblioteca, já alertados de que suas principais habilidades eram manuais mecânicas.
Procedeu-se então uma fase de relacionamento e socialização citada por Vianna (2010).
Apresenta-se então, os relatos da Bibliotecária chefe da unidade, sobre os três
estagiários APAE, que colaboraram com a Biblioteca durante o período mencionado,
intitulados aqui como Estagiário A, B e C.
1º. Relato – Estagiário A
Características: sexo masculino na faixa etária de aproximadamente 20 anos, tempo
aproximado de atuação – 2 meses.
“___ Logo percebemos que não tinha condições de trabalhar com o público, visto
que o serviço que poderíamos designar à ele seria o controle da entrada e saída
de materiais da biblioteca e das chaves dos armários. Foi, então, designado
4

�para o setor de Encadernação, onde não se adaptou com o serviço e ainda não
houve receptividade do responsável pelo setor para acolhê-lo e instruí-lo.
Ainda observou-se que o seu comportamento pessoal precisa ser trabalhado
em conjunto com a assistência social da APAE, no sentido de desenvolver
regras de boas maneiras no ambiente de trabalho.”
Mediante os relatos à assistente social da APAE concluiu-se que o melhor
encaminhamento seria substituí-lo por outro aluno, intitulado aqui como estagiário B.
2º. Relato – Estagiário B
Características: sexo feminino na faixa etária de aproximadamente 17 anos. Tempo
aproximado de atuação – 2 anos e meio.
“___ De início observou-se que o estagiário B demonstrou-se esperto e com
facilidade de entender os processos do serviço de controle de entrada e saída
dos usuários e empréstimo de chaves do guarda-volumes. Porém também
apresentava comportamentos de: teimosia excessiva e falta de limites para
seguir as regras; apego exagerado por alguns colegas de trabalho; em alguns
momentos agressividade com outros colegas por ciúmes e ainda problemas
constantes com a higiene pessoal."
Mesmo com todos os problemas relatados, várias tentativas foram feitas, para tentar
sanar as dificuldades, tais como: muitas conversas com a estagiária e chefia imediata, com a
assistente social da APAE e até mesmo com a família na tentativa de amenizar as questões
elencadas, buscando a permanência da estagiária. Porém, devido a continuidade de reclamações
recebidas dos usuários, chegou-se à conclusão, que o desligamento seria a melhor decisão. Para
dar continuidade ao projeto a mesma foi substituída por outro aluno, intitulado aqui como
Estagiário C.
3º. Relato – Estagiário C
Características: sexo feminino, na faixa etária de aproximadamente 17 anos. Tempo
aproximado de atuação - 4 anos.
“___ Foi a estagiária que mais permaneceu no estágio, esperta,
aparentemente tranquila, com facilidade para aprender os serviços e
interessada. Os problemas observados não afetavam o desenvolvimento
do trabalho. No último ano de sua atuação passou a ter mudanças de
comportamento psicológico se tornando uma pessoa introspectiva e
afastando-se da convivência com a equipe. Novamente foi realizado o
contato com a assistente social da APAE, que informou que a mesma
estava tomando medicamentos que interferiam em seu comportamento,
porém nada foi feito para reverter esse quadro, e quando observou-se
que não tinha mais condições de manter a estagiária, pois já não
conseguia mais desenvolver as atividades que lhe foram atribuídas
solicitou-se o afastamento da mesma.”
Considera-se que apesar do desligamento dos estagiários ao fim de uma etapa de
colaboração, durante o período de convivência houve pontos positivos e negativos elencados
no quadro 1.

5

�Quadro 1 – Pontos positivos e negativos da atuação de estagiários APAE – na Biblioteca
Pontos positivos
Empenho da equipe em colaborar com a
proposta de inclusão desse segmento social.
Contatos e apoio da assistente social da
APAE.
Inserção o estagiário num contexto social de
trabalho.
Atribuição tarefas e responsabilidade ao
estagiário, melhorando sua autoestima.
Capacitação do estagiário para atuar no
mercado de trabalho.
Experiência de colaborar com um colega no
ambiente de trabalho, contribuindo para o seu
desenvolvimento.

Pontos negativos
Condutas de comportamento pessoal não
adequadas ao ambiente.
Falta de acompanhamento da família em
alguns momentos.
A limitação mecânica para atividades, pela
limitação intelectual.
A falta de compreensão do público externo
em respeitar as limitações
Desligamento a pedido por não se resolverem
as dificuldades encontradas.
Falta de orientação especializada com
treinamentos para a equipe que recebe o
deficiente intelectual que pode muitas vezes
não se propõe a colaborar com o estagiário.
Tentativa de mudar um quadro social, com Rotina de trabalho com atividades
mudanças de paradigmas da equipe da mecânicas, superior a 2 anos, podem ter
Biblioteca Central.
influenciado a desmotivação e falta de
interesse.

Considerações finais
Os oito anos de vivência da inserção de deficientes intelectuais nas atividades da
Biblioteca, sob a proposta do Projeto da APAE, para preparar seus alunos para o mercado de
trabalho, foi um período de grande experiência e aprendizado, pois quando existe a vontade, o
esforço e colaboração da equipe para atingir os objetivos propostos pelo projeto a inclusão é
possível.
Observou-se, no entanto, que é necessário realizar um trabalho de conscientização de
toda a equipe e contar com sua colaboração desde o período de adaptação e em todo o tempo
que possa durar o período de estágio, conforme preconiza Freitas e Marques (2010) reforçando
a questão dos paradigmas e dificuldades.
Pode-se afirmar que os servidores da equipe procuraram ajudar, orientar e contribuir
para a profissionalização e aprendizado dos estagiários, desde orientações básicas pessoais até
a capacitação para executar as atividades práticas rotineiras.
Observou-se ainda, que a cada novo estagiário que vinha atuar na Biblioteca, a
experiência anterior do servidor, contribuía para a condução para um novo relacionamento e
evolução desse processo. A abertura e aceitação positiva da equipe, tornou a inserção mais fácil
com resultados efetivos.
Outro detalhe a ser destacado é que, com inovações tecnológicas implantadas nos
serviços operacionais, algumas atividades não puderam mais ser exercidas pelos estagiários da
APAE, cujas contratações futuras desse segmento exigirão conhecimento básico de
informática.
Considera-se que as experiências mostraram que é possível contar com o apoio desse
segmento social atuando como colaborador, que podem desenvolver principalmente o
relacionamento afetivo-social e se sentirem úteis e capazes de realizar tarefas e de aperfeiçoálas ao longo de sua atuação. Percebe-se que, vão gradativamente perdendo a timidez e ficando
6

�desinibidos a medida em que se inserem na rotina e que seu desenvolvimento pessoal poderia
ser ainda melhor havendo a participação mais efetiva da família.
O acompanhamento e conversas sistemáticas entre os responsáveis e a assistente social,
que supervisiona os alunos, é um fator muito importante para orientação e encaminhamentos
que devem ser feitas no decorrer do estágio.
A inclusão social do deficiente intelectual ainda restringe-se ao trabalho mecânico, mas
de alguma forma pode fazê-lo sentir-se uma pessoa mais útil, contribuindo para sua autoestima
e enfrentamento de sua condição no contexto social.

Referências
ABREU, J. A.; MARQUES, V. Gestão de pessoas com deficiência: um olhar da psicologia.
Aedb Artigos, jun. 2007
Disponível em:
http://www.aedb.br/seget/arquivos/
artigos07/1308_Artigo%20gestao%20de%20pessoas%20com%20deficiencia%20um%20olha
r%20da%20psicologia%20SEGET07(2).pdf. Acesso em: 20 fev. 2016.
BEZERRA, V. M. M. Inclusão social de portadores de deficiências: avaliação da efetividade
do Projeto APAE/UnB. 2008, 52 f. Monografia (Especialização em Gestão Universitária) Universidade de Brasília, Brasília, 2008. Disponível em: http://bdm.unb.br/handle/10483/1245.
Acesso em: 20 fev. 2016.
BRASIL. Lei no. 8213 de 24 de julho de 1991. Dispõe sobre Planos de Benefícios da
Previdência
Social
e
dá
outras
providências.
Disponível
em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8213cons.htm. Acesso em: 16 fev. 2016.
BRITO, C. S. de; FARIA, V. M. Análise metodológica do processo de inserção da pessoa com
deficiência no mercado de trabalho da APAE de Coronel Fabriciando, MG. EDFeportes.com,
Revista Digital, Buenos Aires, ano 19, n. 200, enero 2015.
CARMO, O. S. do. A importância da inclusão digital para jovens portadores de deficiência
mental no mercado de trabalho. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL: O ESTADO E AS
POLÍTICAS EDUCACIONAIS NO TEMPO PRESENTE, 5., 2009. Anais eletrônicos...
Uberlândia: UFU, 2009. Disponível em: http://www.simposioestadopoliticas.ufu.br/ imagens/
anais/pdf/BP01.pdf. Acesso em: 20 fev. 2016.
CARVALHO-FREITAS, M. N. Inserção e gestão de pessoas com deficiência: um estudo de
caso. RAC, Curitiba, v. 13, ed. esp. p. 121-138, jun. 2009.
FIGUEIRA, D. S. S. F. Acesso ao mercado de trabalho: o caso das pessoas com deficiência
mental. 2012. 55 f. Dissertação (Mestrado em Sociologia – Exclusões e Políticas Sociais) –
Universidade
da
Beira
Interior,
Covilhã,
2012.
Disponível
em:
https://ubibliorum.ubi.pt/bitstream/10400.6/2759/1/diana%20disserta%C3%A7%C3%A3o%2
0final.pdf. Acesso em: 20 jan. 2016.
FREITAS, M. N. C.; MARQUES, A. L. Formas de ver as pessoas com deficiência: um estudo
empírico do construto de concepções de deficiência em situações de trabalho. Rev. Adm.
Mackenzie
(Online)
v.
11,
n.
3,
2010.
Disponível
em:
http://www.scielo.br/pdf/ram/v11n3/a07v11n3.pdf. Acesso em: 16 abr. 2016.

7

�GRUNSPUN, Haim. Criança e adolescente
desenvolvimento. São Paulo: Atheneu, 1999.

com

transtornos

psicológicos

no

LIMA, R. D. et al. A pessoa com deficiência intelectual no mercado de trabalho em Gurupi –
TO: um estudo de caso. Revista CEREUS, v.4, n. 2, p. 67-84, ago. 2012.
LUPPI, M. F. et al. Inclusão do deficiente intelectual no mercado de trabalho. Tangará da
Serra, 2010, 77 f. Monografia (Especialização em Educação Especial e Inclusão) - Instituto
MT de Pós-Graduação – Faculdade Católica de Cuiabá, Cuiabá, 2010. Disponível em:
http://www.tangaradaserra.apaebrasil.org.br/arquivo.phtml?a=17062. Acesso em: 20 maio
2016.
MARTA, T. N. Exclusão social x vida digna: direito ao trabalho das pessoas com deficiência,
uma questão de princípios. Disponível em: http://seer.uenp.edu.br/index.php/argumenta/
article/view/160. Acesso em: 16 fev. 2016.
MANZINI, E. J. Inclusão de pessoas com deficiência mental no trabalho. Disponível em:
Acesso em: Resenha de GOYOS, C.; ARAUJO, E. Inclusão social: formação do deficiente
mental para o trabalho. São Carlos: Rima, 2006.
MATOS, A. L. S. O processo de inclusão das pessoas com deficiência no mercado de
trabalho. Porto Alegre, 2009, 69 f. Monografia (Especialização em Educação Especial e
Processos Inclusivos) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2009.
Disponível em: http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/17903/000725954.pdf?...1.
Acesso em: 20 maio 2016.
MENDES, E. G. et al. Estado da arte das pesquisas sobre profissionalização do portador de
deficiência. Temas em Psicologia, v. 12, n.2, p. 105-118, 2004.
MOREIRA, L. et al. O trabalho para os portadores de necessidades especiais: um caminhar
pela diversidade através dos conceitos de poder, minoria e deficiência. In: ENCONTRO DE
GESTÃO DE PESSOAS E RELAÇÕES DE TRABALHO, 2., 2009. Anais eletrônicos...
Curitiba, 2009. Disponível em: http://www.anpad.org.br/diversos/trabalhos/EnGPR/
engpr_2009/2009_ENGPR352.pdf . Acesso em: 14 fev. 2016.
OLIVEIRA, A. et al. A inclusão da pessoa deficiente no mercado de trabalho. 2008, 24 f.
Trabalho Acadêmico (Curso de Administração) – Faculdade Novos Horizonte, 2008.
Disponível
em:
http://www.unihorizontes.br/proj_inter20081/adm/inclusao_da_pessoa_
deficiente.pdf. Acesso em: 14 fev. 2016.
A ONU e as pessoas com deficiência. Disponível em: https://nacoesunidas.org/acao/pessoascom-deficiencia/. Acesso em: 20 fev. 2016.
PEDROSO, C.; SHINOHARA, M. H. Educação para e pelo trabalho: a inclusão da pessoa
com deficiência intelectual no mercado de trabalho. Cadernos de Pós-graduação em
Distúrbios do Desenvolvimento, São Paulo, v. 10, n.1, p.138-45, 2010.
QUINTÃO, Denise T. de R. Algumas reflexões sobre a pessoa portadora de deficiência e sua
relação com o social. Rev. Psicologia e Sociedade, n.17, p. 75–80; jan./abr. 2005.
8

�RODRIGUES, C. M.; MENDES, T. T.; VENTURA, A. F. Em debate: a inclusão de portadores
de deficiência mental no mercado de trabalho. In: MOSTRA ACADÊMICA UNIMEP, 5;
SIMPÓSIO ENSINO DE GRADUAÇÃO, 5., 2007. Anais eletrônicos... Disponível em:
http://www.unimep.br/phpg/mostraacademica/anais/5mostra/4/298.pdf. Acesso em: 14 abr.
2016.
SANTOS, A. C; COSTA, M. P. R. da. Diferentes perspectivas sobre a preparação e inserção
da pessoa com deficiência no mercado de trabalho. In: ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO
BRASILEIRA DE PESQUISADORES EM EDUCAÇÃO ESPECIAL, 7, 2013. Anais
eletrônicos.... Londrina, 2013.
Disponível em:
http://www.uel.br/eventos/congresso
multidisciplinar/pages/arquivos/anais/2013/AT06-2013/AT06-001.pdf. Acesso em: 16 fev.
2016.
SASSAKI, R. K. Inclusão: construindo uma sociedade para todos. Rio de Janeiro: WVA,
1997. 174 p.
TOLDRÁ, R. C.; MARQUE, C. B.; BRUNELLO, M. I. B. Desafios para a inclusão no mercado
de trabalho de pessoas com deficiência intelectual: experiências em construção. Rev. Ter.
Ocup. Univ. São Paulo, v. 21, n. 2, p. 158-165, maio/ago. 2010.
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA. RESOLUÇÃO CA nº 319, 2007.
Disponível em: http://www.pitangui.uepg.br/secrei/externas_ca/resolucoes/RESCA2007
/Resca319.2007.pdf. Acesso em: 14 fev. 2016.
VIANA, Alvanei dos Santos. A inserção dos surdos no mercado de trabalho: políticas
públicas, práticas organizacionais e realidades subjetivas. 2010, 140 f. Dissertação (Mestrado
Acadêmico em Administração). Universidade do Grande Rio, 2010. Disponível em:
&lt;http://www.unigranrio.br/pos/stricto/mest-aDI/pdf/dissertacoes/dissertacao-alvaneidossantos-viana.pdf&gt;. Acesso em: 14 fev. 2016.

9

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="31">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="49036">
                <text>SNBU - Edição: 19 - Ano: 2016 (UFAM - Manaus/AM)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="49037">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="49038">
                <text>Tema: A biblioteca universitária como agente de sustentabilidade institucional.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="49039">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="49040">
                <text>UFAM</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="49041">
                <text>2016</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="49042">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="49043">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="49044">
                <text>Manaus (Amazônia)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="49449">
              <text>Colaboradores com deficiência intelectual atuando em bibliotecas: relatos de experiências da Biblioteca Central da UEPG em parceria com a APAE de Ponta Grossa - PR.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="49450">
              <text>Santos, Maria Luzia Fernandes Bertholino dos et al.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="49451">
              <text>Manaus (Amazonas)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="49452">
              <text>UFAM</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="49453">
              <text>2016</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="49455">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="49456">
              <text>Este relato apresenta a experiência vivenciada pela Biblioteca Central - unidade Campus de Uvaranas da Universidade Estadual de Ponta Grossa, no projeto de inclusão de portadores de deficiência intelectual, do convênio firmado entre a Universidade e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE de Ponta Grossa, durante o período de 2007 a 2015, cujos relatos se baseiam na experiência vivida com três estagiários, intitulados A, B e C. Considerando que o processo deve respaldar-se nas três etapas de preparação, qualificação e colocação, alguns questionamentos são apresentados em relação a essa inserção no ambiente de trabalho. Os objetivos foram além de relatar a experiência, elencar os problemas que ocorreram durante o período de atuação; indicar os encaminhamentos para sanar os referidos problemas e apresentar os pontos positivos e negativos da experiência vivida. Concluiu-se que, é possível contar com o apoio desse segmento social atuando como colaborador, que podem desenvolver principalmente o relacionamento afetivo-social e se sentirem úteis e capazes de realizar tarefas e aperfeiçoá-las ao longo de sua atuação. Os resultados, demonstraram uma tentativa de promover a inserção dos estagiários no contexto social do trabalho.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="67953">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
