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                  <text>EDUCAÇÃO E GÊNERO EM PUBLICAÇÕES CIENTÍFICAS
BRASILEIRAS: um estudo a partir da base Educ@

Denise Regina Quaresma da Silva (UFRGS) - denisequaresmadasilva@gmail.com
Helen Rose Flores ( UFRGS) - helen.flores@ufrgs.br
Resumo:
O texto inicialmente conceitua Gênero e após discutir como o tema relata um estudo sobre a produção bibliográfica
sobre Educação e Gênero disponível na Base de Dados Educ@, e publicada de 2010 a 2014. Trata-se de estudo
bibliométrico que analisa os artigos incluídos na base eletrônica Educ@: publicações online de educação
(http://educa.fcc.org.br), foi escolhida como fonte de informações, tendo em vista os 36 títulos de periódicos sobre
Educação que arrola, bem como o fato de utilizar a metodologia SciELO (Scientific Eletronic Library Online http://www.scielo.br), que possui recursos de busca que possibilitam a recuperação de artigos digitais de origem
nacional em formato integral. Como estratégia de busca foi utilizado índice de artigos, sendo nele eleitos os seguintes
termos assim combinados: (1) “educação” and (2) “gênero” e (3) “gênero e educação”. A busca resultou na
localização de 37 artigos que foramanalisados. Os resultados mostram um crescimento no número de
artigos sobre Educação e Gênero constantes na base Educ@ nos anos de 2013 e 2014, o que reflete
expansão da área, sendo uma de suas expressões o crescimento da produção científica. Na área de Educação, a
discussão sobre Gênero precisa ser incentivada para ampliar os horizontes de todos os envolvidos (docentes,
discentes e demais participantes da escola), diminuir os preconceitos e incentivar o respeito a diversidade.
Palavras-chave: Estudo biblimétrico. Educação e gênero.
Área temática: Eixo 2 - Responsabilidade Política, Técnica e Social
Subárea temática: Cultura e comportamento informacional

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1 Introdução
O interesse em estudar o tema Educação e Gênero surgiu a partir do Seminário
Introdução aos Estudos de Gênero e Educação, realizado durante o Mestrado em Educação na
Unilassale (RS).
Para constituir a população desse estudo, escolheu-se o artigo científico como fonte
de dados, uma vez que esse formato de literatura representa atualmente o tipo de publicação
mais aceito pela comunidade científica.
Silva (2004) citado por Silva e Hayashi (2008) afirma que a maioria da produção
técnica e científica é publicada em periódicos científicos que os artigos arbitrados e
publicados em periódicos constituem o padrão de disseminação da pesquisa científica nas
diversas áreas do conhecimento e constituem os indicadores do desenvolvimento científico de
um país ou do desempenho individual de um cientista ou instituição. O periódico científico é
considerado pela autora o principal modelo dentre os canais de comunicação da ciência,
representando o espaço de divulgação dos registros dos resultados de pesquisa e elaboração
teóricas.
O objetivo deste estudo é localizar artigos que tratem do tema Educação e Gênero,
publicados durante o período de 2010 a 2014, identificando os periódicos onde foram
publicados, autoria individual ou múltipla e aspectos tratados.

2 Revisão de literatura
Inicialmente buscamos identificar o significado de Gênero a fim de subsidiar a
discussão sobre o tema, e encontramos em Scott (1994) citada por Carvalho (2011) a
afirmação de que gênero é a organização social da diferença sexual percebida, não
significando que reflita ou implemente diferenças físicas fixas e naturais entre homens e
mulheres, esclarecendo que gênero é o saber que estabelece significados para as diferenças
corporais, sendo que estes variam de acordo com as culturas, os grupos sociais e no tempo, já
que o corpo não determina univocamente como a divisão social será estabelecida.
Corroborando esta ideia temos a afirmação de Meyer (2004) de que o conceito de
gênero remete a todas as formas de construção social, cultural e lingüística que diferenciam
mulheres de homens, incluindo processos que produzem seus corpos, distinguindo-os e
nomeando-os como corpos dotados de sexo, gênero e sexualidade. Para ela o conceito de
gênero privilegia o exame dos processos que instituem essas distinções biológicas,
comportamentais e psíquicas percebidas entre homens e mulheres, nos afastando de
abordagens que tendem a focalizar subordinações que seriam derivadas do desempenho de
papéis, funções e características culturais estritas de mulheres e homens, para aproximar-nos
de abordagens que tematizam o social e a cultura, em sentido amplo, como sendo constituídos
e atravessados por representações múltiplas, provisórias e contingentes de feminino e de
masculino e que, ao mesmo tempo, produzem e/ou ressignificam essas representações.
As considerações de Vianna e Finco (2009) complementam esta definição ao afirmar
que ultrapassar a desigualdade de gênero pressupõe a compreensão do caráter social de sua
produção, a maneira como nossa sociedade opõe, hierarquiza e naturaliza as diferenças entre
os sexos, reduzindo-as às características físicas tidas como naturais e, consequentemente,
imutáveis. Implica perceber que essa visão é reforçada pelas explicações oriundas das ciências
biológicas e também pelas instituições sociais, como a família e a escola, que não reconhecem
o processo de construção dessas preferências, sempre passíveis de transformações.
Uma vez que a disciplina falava de Educação e Gênero procuramos subsídios para
discutir o tema, e no texto de Oliveira (2011) lemos sobre a importância da discussão sobre
Gênero na Educação, ao falar do sofrimento oriundo das relações onde as diferenças não são

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respeitadas. Estas relações não envolvem somente alunos, mas do corpo pedagógico, os
docentes, os prestadores de serviço para a escola e nós mesmos. Ensinar sobre formas de se
relacionar de modo diferente do que é estabelecido, é contribuir para uma maior compreensão
da diferença, “prevenindo” assim os preconceitos arraigados ao senso comum. E esse é o
papel da educação, que a partir de um viés científico e laico deve disseminar a discussão sobre
a importância de compreender as diferentes formas de relação, ensinar o respeito. Ressalta o
fato de que quando falamos de preconceitos falamos de violência.
Ainda falando o estudo de Educação e Gênero encontramos no texto de Meyer
(2004) a lembrança de que educar envolve o conjunto de processos pelos quais indivíduos são
transformados ou se transformam em homens e mulheres no âmbito de uma cultura e que esta
engloba as práticas de significação lingüística e os sistemas simbólicos através dos quais os
significados (que permitem a mulheres e homens conhecer e nomear seus corpos como corpos
sexuados e, com isso, entender suas experiências e delimitar modos de ser e de viver). Alem
disto tais estudos deveriam levar-nos a perguntar mais frequentemente quais posições de
sujeito a linguagem destas políticas e programas está produzindo e legitimando para mulheres
e homens, pais e mães, filhos e filhas e, consequentemente, que sujeitos de gênero elas estão
constituindo e educando.
Após a busca de material instigou-nos conhecer a produção bibliográfica disponível
sobre o assunto, e refletimos sobre a importância de saber o que foi publicado e ter acesso aos
documentos.
Para o desenvolvimento de qualquer área do conhecimento é fundamental que a
literatura produzida esteja visível para os pesquisadores e estudiosos. Assim sendo, os dados
sobre a produção científica tem sido cada vez mais objeto de estudos quantitativos –
considerados estudos bibliométricos. Conforme a definição constante nos Descritores em
Ciências da Saúde (DeCS) publicados pela BIREME, onde bibliometria é definida como: "O
uso de métodos estatísticos na análise de um corpo de literatura para revelar o
desenvolvimento histórico de campos de assuntos e padrões de autoria, publicação e uso.
Antigamente chamada bibliografia estatística". Os estudos da literatura produzida por uma
instituição, uma área do conhecimento ou um tema pressupõe o estabelecimento de variáveis
ou aspectos a serem mensurados, a partir da definição do que se quer medir.
Araújo (2006), sintetizando o texto de Vanti (2002) explica que bibliometria envolve
a aplicação de técnicas estatísticas e matemáticas para descrever aspectos da literatura e de
outros meios de comunicação (análise quantitativa da informação). Inicialmente conhecida
como “bibliografia estatística” (termo cunhado por Humlme em 1923), o termo foi
mencionado por Ortlet em 1934 no seu “Traité de Documentation”, sendo popularizado
apenas em 1969 a partir de um artigo de Pritchard que discutia a polêmica “bibliografia
estatística ou bibliometria”.
Estudos bibliométricos traçam um perfil de uma área do conhecimento, contudo são
sempre imagens parciais, devidos as limitações estabelecidas pelo pesquisador, tais como:
tipo de documentos, fontes de indexação, área geográfica, período de tempo, etc., sendo
também possível combinações destes enfoques.
A partir da discussão anterior podemos dizer que este é um estudo bibliométrico
descritivo, com resultados baseados em informações fornecidas a partir de um recorte da
literatura científica sobre Educação. Naseer e Mahmood (2009) mencionam que a
bibliometria inclui dois tipos de estudos: descritivos e avaliativos. Os estudos descritivos
referem-se à produtividade obtida pela contagem de livros, periódicos e outros formatos de
comunicação, enquanto que os estudos avaliativos estão relacionados ao uso da literatura por
meio da contagem de referências e citações em trabalhos de pesquisa.

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3 Materiais e métodos
A base eletrônica Educ@: publicações online de educação (http://educa.fcc.org.br),
foi escolhida como fonte de informações, tendo em vista os 36 títulos de periódicos sobre
Educação que arrola, bem como o fato de utilizar a metodologia SciELO (Scientific Eletronic
Library Online - http://www.scielo.br), que possui recursos de busca que possibilitam a
recuperação de artigos digitais de origem nacional em formato integral.
Na Figura 1 pode ser vista a página da base Educ@ disponível na internet, podendo
ser visualizadas as opções da busca iniciais, para periódicos, artigos e relatórios. Observa-se
contudo que na data de realização da consulta a opção relatórios ainda não estava disponível.

Figura 1 - Página da base Educ@
Fonte: Educ@. Disponível em: http://educa.fcc.org.br. Acesso em 11 maio 2015.

Como estratégia de busca foi utilizado índice de artigos, sendo nele eleitos os
seguintes termos assim combinados: (1) “educação” and (2) “gênero” e (3) “gênero e
educação”. A escolha foi feita a partir da consulta ao índice disponível na base e o recorte
temporal compreendeu o período de 2010 a 2014, com a utilização da seguinte expressão
limitadora: 2010 or 2011 or 2012 or 2013 or 2014.
Para registro dos dados foi criada uma planilha eletrônica como o uso do software
Excell, nela foram incluídas colunas para registro das variáveis a serem analisadas: (1) Título
do periódico porque indica o reflexo da aceitação editorial para publicação de estudos sobre
gênero; (2) Autor ou autores, para que pudéssemos identificar a preferência por autoria
individual ou coletiva; (3) Ano de publicação do artigo porque permite identificar tendência,
trajetória, utilização e aceitação de estudos de gênero por parte das revistas; (4) Palavraschave escolhidas pelos autores para representar o/os assuntos discutidos no texto, que
possibilita a identificação dos aspectos sobre o tema central encontrados nos textos; (5) Título
do artigo, que embora não fosse uma variável a ser analisada, poderia eventualmente facilitar
sua localização, caso fosse necessário retornar ao mesmo para dirimir dúvidas. Não foi
necessária submissão do projeto do presente estudo a nenhum Comitê de Ética em Pesquisa,

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Nesta lista se destaca o periódico Educar em Revista que publicou o maior número
de artigos sobre Educação e Gênero durante o período pesquisado (8 artigos). Segundo
informação constante em seu site o periódico Educar em Revista é publicado pelo Setor de
Educação da Universidade Federal do Paraná e destina-se a publicação de trabalhos científicos inéditos que tratem de temas relacionados à Área de Educação.

Características temáticas dos artigos
Para determinação da temática discutida nos artigos analisados foram utilizadas as
palavras-chave estabelecidas pelos autores, tendo em vista que na opção "pesquisa de artigos"
não foi possível localizar descritores utilizados para indexá-los na base.
Na Tabela 2 encontram-se listados os 82 termos ou expressões selecionados a partir
das palavras-chave, bem como o número de ocorrências encontradas nos artigos.
Tabela 2 - Palavras-chave
Assunto
Ação social
Atividade docente
Atividades laborais
Avaliação
Barbie
Ciências
Classe
Classe socioeconômico
Conflitualidades
Corpo
Cuidado-educação
Cultura e educação
Desigualdade de gênero
Desigualdades sociais
Diálogo
Diferenças sexuais
Discursos de gênero
Docência
Educação
Educação de jovens e adultos
Educação escolar indígena
Educação especial
Educação feminina
Educação física
Educação física escolar
Educação formal
Educação indígena
Educação infantil
Educação médica
Educação sexual
Educação superior

Ocorrência
1
1
1
2
1
1
1
1
1
1
1
1
2
1
1
1
1
1
10
2
1
1
2
1
1
1
1
7
1
3
1

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Escola
Escrita
Esporte
Estereótipo
Estereótipos de gênero
Estilo
Estudos de gênero
Formação
Formação docente
Gênero
Gênero e educação
Gênero e sexualidade
Gênero na educação infantil
História da educação
Imagem
Infância
Intervenção pedagógica
Juventude
Kaxinawá
Literatura
Manuais escolares
Masculinidade
Masculinidade e feminilidade na docência
Matemática
Metodologia arqueológica foucaultiana
Mídia impressa
Modos
Moratória social
Mulheres
Pedagogias de gênero
Política educacional
Pós-estruturalismo
Prática docente
Práticas corporais
Práticas de numeramento
Preconceito de gênero
Processo de ensino-aprendizagem
Relações criança-criança
Relações de gênero
Relações raciais
Representação
Revistas
Sexualidade
Significações
Situação de pobreza
Socialização
Superdotação
Teatro

1
1
1
1
1
1
1
1
2
22
1
1
1
1
1
3
2
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
5
1
1
1
2
1
1
1
1
1

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Trabalho docente
Voto
Xakriabá
Fonte: Dados do estudo

1
1
1

Nota-se que não há um controle de vocabulário para o estabelecimento de descritores
de assunto, cada autor estabelece as palavras-chave a partir do texto, ou de sua compreensão
sobre o tema, podendo eventualmente haver mais de um termo ou expressão que represente o
mesmo conceito, além do uso indiscriminado de singular e plural.
Todos estes fatores podem influir na quantidade de dados recuperados, ampliando ou
restringindo o número de artigos localizados.
A partir do termo Educação, por exemplo, pudemos localizar artigos cujas palavraschave são: Cuidado-Educação (1), Cultura e Educação (1), Educação (10), Educação de
Jovens e Adultos (2), Educação Escolar Indígena (1), Educação Especial (1), Educação
Feminina (2), Educação Física (1), Educação Física Escolar (1), Educação Formal (1),
Educação Indígena (1), Educação Infantil (7), Educação Médica (1), Educação Sexual (3),
Educação Superior (1), Gênero e Educação (1), Gênero na Educação Infantil (1), História da
Educação (1).
O mesmo acontece com o termo Gênero, a partir do qual encontramos: Desigualdade
de Gênero (2), Discursos de Gênero (1), Estereótipos de Gênero (1), Estudos de Gênero (1),
Gênero (22), Gênero e Educação (1), Gênero e Sexualidade (1), Gênero na Educação Infantil
(1), Pedagogias de Gênero (1), Preconceito de Gênero (1), Relações de Gênero (5).
Detectamos a partir destes dados que limitar a busca por qualquer um destes termos
ou expressões ao invés de Gênero do geral poderá empobrecer o resultado, limitando a
quantidade de artigos recuperados.

5 Considerações parciais/finais
Os resultados do estudo mostram um crescimento no número de artigos sobre
Educação e Gênero constantes na base Educ@ nos anos de 2013 e 2014, o que reflete
expansão da área, sendo uma de suas expressões o crescimento da produção científica. O
conteúdo da base é um reflexo da publicação científica e da política editorial das revistas
indexadas, mas é fundamental que os autores que estudam e discutem Educação e Gênero em
seus textos tenham uma produção contínua de qualidade que possibilite sua seleção pelos
editores das revistas e continuem alimentando a base.
Outro aspecto interessante é que embora em 10 artigos tenhamos tipo autoria
individual, podemos ver uma tendência crescente da autoria múltipla ou compartilhada.
Silva (2002, p. 1) a este respeito coloca que: Na ciência, a imagem do cientista como
um ser isolado faz parte do passado. Na atualidade, o processo de produção do conhecimento
científico requer associações, negociações, alinhamentos, estratégias e competências para
interligar o maior número de elementos que darão viabilidade à construção do conhecimento.
A quantidade de documentos de autoria múltipla encontrados na base corrobora a
afirmação acima e reforça a ideia de colaboração entre os pesquisadores.
O fato de que 18 dos 36 títulos de periódicos indexados (35 correntes e 1 encerrado)
terem aceito artigos sobre Educação e Gênero mostra que nas políticas editoriais dos mesmos
há espaço para o tema, e embora o número possa ser considerado pequeno num primeiro
momento, destacamos que somente foram analisados os últimos 5 anos das revistas.
Outra questão que pode ser levantada é o quanto os autores sabem ou precisam saber
mais sobre a política editorial do títulos ao qual pretendem submetem seus artigos. Saber a
classificação das revistas em índices como o Qualis, por exemplo, é importante para a seleção

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dos títulos, mas o que garante a publicação do artigo é a sintonia do texto submetido à revista
com sua política editorial.
Quanto ao assunto entendemos que ao limitar a basca a este campo limitamos
também o número de artigos recuperados, mas escolhendo a opção de Educação X Gênero
pela ocorrência das palavras, sem nenhuma limitação, esbarraríamos no mesmo problema que
temos no Google e em outros buscadores, que recuperam uma quantidade grande de
informação sem interesse, pois a ocorrência das palavras no texto não quer dizer que o
assunto esteja sendo discutido, pode ter sido apenas mencionado o termo ou expressão
associando-o a outro conceito. Como por exemplo gênero literário, gênero discursivo, etc.
A escolha de palavras-chave nem sempre representativas ou suficientemente claras
para representação do tema do artigo pode ser um fator de dispersão no momento da
recuperação dos dados, alguns termos ou expressões descontextualizados podem referir
conceitos diferentes daqueles que os autores quiseram exprimir ao selecioná-los.
Segundo Miguéis et al. (2013) o uso das palavras-chave potencia o acesso ao
conteúdo dos documentos para além da informação que é representada pelo título e resumo,
traduz o pensamento dos autores e mantém o contacto com a realidade da prática quotidiana,
acompanhando a evolução científica e tecnológica, que é refletida pelos documentos. A
investigação sobre a importância e características das palavras-chave tem incidido sobre a
eficiência na recuperação da informação; a extração automática a partir de diferentes
metodologias e algoritmos, o uso por parte dos autores e editores, a aplicação e utilização de
metatags e a comparação com os títulos, resumos, textos e descritores atribuídos.
Assim a escolha das palavras que representarão os artigos precisam de mais
investimento, ou seja, os autores devem dedicar a elas o tempo necessário para pensar por
exemplo: "como quero que meu artigo seja recuperado", ou "quem quero alcançar com este
texto?".
A questão terminológica as vezes parece "escapar" aos pesquisadores no momento de
divulgar sua produção, o óbvio para um pode ser estranho para outro, ou pelo menos passível
de interpretação diferente. Principalmente se estivermos lidando com pessoas de áreas de
conhecimento distintas, para quem termos iguais representam conceitos diferentes.
O tema mereceria um estudos mais aprofundado, envolvendo um número maior de
títulos e abrangência temporal, a fim de mapear com propriedade o que temos publicado sobre
Educação e Gênero, bem como a evolução das discussões sobre o tema. Outro aspecto que
não foi analisado nesta ocasião, mas é um tradicional foco de pesquisas bibliométricas é a
bibliografia citada nos artigos, que pode ampliar o angulo de abrangência de conteúdo, na
medida que mostra a idade da bibliografia, sua origem, e tipo de documentos envolvidos.
Na área de Educação, a discussão sobre Gênero precisa ser incentivada para ampliar
os horizontes de todos os envolvidos (docentes, discentes e demais participantes da escola),
diminuir os preconceitos e incentivar o respeito a diversidade.

6 Referências
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Acesso em: 13 maio 2015.

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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: A biblioteca universitária como agente de sustentabilidade institucional.</text>
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                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Educação e gênero em publicações científicas brasileiras: um estudo a partir da base Educ@. </text>
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              <text>Silva, Denise Regina Quaresma da;  Flores, Helen Rose </text>
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              <text>O texto inicialmente conceitua Gênero e após discutir como o tema relata um estudo sobre a produção bibliográfica sobre Educação e Gênero disponível na Base de Dados Educ@, e publicada de 2010 a 2014. Trata-se de estudo bibliométrico que analisa os artigos incluídos na base eletrônica Educ@: publicações online de educação (http://educa.fcc.org.br), foi escolhida como fonte de informações, tendo em vista os 36 títulos de periódicos sobre Educação que arrola, bem como o fato de utilizar a metodologia SciELO (Scientific Eletronic Library Online -http://www.scielo.br), que possui recursos de busca que possibilitam a  recuperação de artigos digitais de origem nacional em formato integral. Como estratégia de busca foi utilizado índice de artigos, sendo nele eleitos os seguintes termos assim combinados: (1) “educação” and (2) “gênero” e (3) “gênero e educação”. A busca resultou na localização de 37 artigos que foramanalisados. Os resultados mostram um crescimento no número de artigos sobre Educação e Gênero constantes na base Educ@ nos anos de 2013 e 2014, o que reflete expansão da área, sendo uma de suas expressões o crescimento da produção científica. Na área de Educação, a discussão sobre Gênero precisa ser incentivada para ampliar os horizontes de todos os envolvidos (docentes, discentes e demais participantes da escola), diminuir os preconceitos e incentivar o respeito a diversidade.</text>
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