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                  <text>FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES PARA
E-BOOKS
Robson Dias Martins (UERJ) - rdias100@hotmail.com
Resumo:
As bibliotecas universitárias brasileiras são instituições em constante evolução nos processos
de gestão da informação impulsionados, principalmente, pelos progressos tecnológicos que
alteram a forma de selecionar, adquirir, armazenar, organizar, gerenciar e disseminar a
informação oriunda da natureza digital. Essas mudanças alteram a comercialização, o acesso
e a difusão do conhecimento humano através dos e-books e provoca nas bibliotecas a
necessidade de se adaptarem as mutações do mercado editorial. Nesse contexto, surgem
possibilidades inovadoras de atuação no cenário da formação e desenvolvimento de coleções
digitais. Nesse panorama, o presente estudo enfoca a formação de acervos dos e-books nas
bibliotecas universitárias públicas do Brasil. Considerando que a seleção e aquisição de
recursos digitais compreendem uma gama de questões especificas que necessitam de estudos
para proporcionar facilidades na compra, gerenciamento, difusão e acesso. Diante desse
painel, essa pesquisa objetiva apresentar um arcabouço teórico acerca do tema que convenha
para colaborar com o processo decisório dos bibliotecários responsáveis pela aquisição dos
e-books.
Palavras-chave: Formação e desenvolvimento de coleções eletrônicas; E-books; Livros
digitais.
Área temática: Eixo 2 - Responsabilidade Política, Técnica e Social
Subárea temática: Formação e desenvolvimento de coleções presenciais e virtuais

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XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2016

Eixo Temático:

Responsabilidade Política, Técnica e Social

FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES
PARA E-BOOKS

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XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

Modalidade da apresentação: Comunicação oral
RESUMO
As bibliotecas universitárias brasileiras são instituições em constante evolução nos
processos de gestão da informação impulsionados, principalmente, pelos progressos
tecnológicos que alteram a forma de selecionar, adquirir, armazenar, organizar,
gerenciar e disseminar a informação oriunda da natureza digital. Essas mudanças
alteram a comercialização, o acesso e a difusão do conhecimento humano através
dos e-books e provoca nas bibliotecas a necessidade de se adaptarem as mutações
do mercado editorial. Nesse contexto, surgem possibilidades inovadoras de atuação
no cenário da formação e desenvolvimento de coleções digitais. Nesse panorama, o
presente estudo enfoca a formação de acervos dos e-books nas bibliotecas
universitárias públicas do Brasil. Considerando que a seleção e aquisição de
recursos digitais compreendem uma gama de questões especificas que necessitam
de estudos para proporcionar facilidades na compra, gerenciamento, difusão e
acesso. Diante desse painel, essa pesquisa objetiva apresentar um arcabouço
teórico acerca do tema que convenha para colaborar com o processo decisório dos
bibliotecários responsáveis pela aquisição dos e-books. O caminho metodológico
aplicado nessa pesquisa foi a revisão de literatura sobre a formação e o
desenvolvimento de coleções para e-books. Foram investigados objetos
relacionados com a temática proposta e a pesquisa ocorreu nos campos das
Ciências da Informação, mais especificamente, da Biblioteconomia. Foram
analisados documentos no transcorrer de todos os tempos, optando-se por materiais
escritos a partir dos anos 2000. Esse modelo de pesquisa possibilita ampliar a
proporção do conhecimento existente através do uso de novos aspectos acerca do
assunto abordando novas temáticas sobre um mesmo tópico. Os resultados obtidos
possibilitaram o mapeamento dos predicados necessários para a construção de uma
forma inovadora de selecionar e adquirir os e-books contribuindo, dessa forma, para
facilitar o trabalho dos profissionais da informação que lidam com a gestão de
acervos digitais.
Palavras-chave: Formação e desenvolvimento de coleções eletrônicas; E-books;
Livros digitais.
ABSTRACT
Brazilian university libraries are institutions evolving in information management
processes driven primarily by technological advances that change the way you
select, acquire, store, organize, manage and disseminate information coming from
the digital nature. These changes alter the marketing, access and dissemination of
human knowledge through the e-books in libraries and causes the need to adapt to
changes in publishing. In this context, there are innovative possibilities for action in
the setting of training and development of digital collections. In this scenario, this
study focuses on the formation of e-book collections in public university libraries in
Brazil. Whereas the selection and acquisition of digital resources comprise a range of
specific issues that need studies to provide procurement of facilities, management,
dissemination and access. In view of this panel, this research aims to present a
theoretical framework on the subject that serves to assist in the decision-making
process of the librarians responsible for the acquisition of e-books. The

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methodological approach used in this study was a literature review on the formation
and development of collections for e-books. objects were investigated related to the
proposed theme. The research took place in the fields of Information Sciences, more
specifically, of librarianship in the course of all time, opting for written materials from
the years 2000. This research model enables to expand the proportion of existing
knowledge through the use of new aspects on the subject addressing new issues on
the same topic. The results enabled the mapping of predicates needed to build an
innovative way to select and purchase the e-books and thereby contributes to
facilitate the work of information professionals who deal with the management of
digital collections.
Keywords: Ebooks; digital books, Training and development of collections.

1 Introdução
As bibliotecas universitárias brasileiras estão protagonizando mudanças
significativas na sua atuação junto à sociedade. Diversas modificações estão
ocorrendo nos serviços e produtos oferecidos para sua clientela graças as
Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) surgidas nas últimas décadas. O
acréscimo do formato digital às coleções é uma realidade que envolve
transformações na seleção, na aquisição e no gerenciamento de seus acervos. Esse
cenário possibilita uma mutação revolucionária no desempenho das bibliotecas junto
à comunidade, possibilitando a ampliação e a democratização do acesso às
informações e ao conhecimento.
A partir da utilização das TICs, o homem tem percebido e participado da
transição dos livros dos papéis para os bytes. Essa alteração de suporte provoca
mudanças nos padrões de armazenamento, aquisição, gerenciamento e
disseminação da informação, bem como, nos modelos dos negócios que envolvem a
compra dos conteúdos informacionais.
Essas alterações ocorrem com o intuito das bibliotecas se adaptarem aos
avanços das tecnologias da informação a não se tornarem obsoletas no cenário
acadêmico. Além disso, busca-se aperfeiçoar o fluxo da informação dentro das
universidades, proporcionando maior rapidez e melhores condições de acesso ao
conhecimento. Atendendo dessa forma, as demandas do meio universitário.
Para que isso aconteça de fato, é fundamental a criação de mecanismos que
facilitem o processo de gestão nas bibliotecas universitárias brasileiras. Assim
sendo, este estudo pretende analisar as bases teórico-conceituais em que são
formadas as coleções dos acervos digitais, apresentando os modelos aplicados para
aquisição dos e-books com a finalidade de contribuir para a discussão da
necessidade de construção de novas diretrizes para selecionar, adquirir e gerir a
compra desses materiais.
O constructo das inovações na forma de adquirir os e-books se faz necessário
devido ao impasse existente entre os interesses dos editores, das bibliotecas e dos
usuários. Os empecilhos que existem, atualmente, dificultam a aquisição desses
materiais e inibem a expansão do uso dos e-books nas unidades informacionais
acadêmicas. Há uma lógica da proteção autoral e da manutenção de riqueza das

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corporações editoriais que levam aos fornecedores de conteúdo a desenvolverem
estratégias tecnológicas e gerenciais que bloqueiam ou impedem o acesso às
informações de natureza digital para as bibliotecas e seus clientes. Nessa
perspectiva, um produto que deveria facilitar a difusão do conhecimento humano
enfrenta diversas barreiras para propagação das informações.
Dentro do panorama apresentado, percebe-se uma ruptura nos pilares da
Biblioteca e da Biblioteconomia que é a disponibilização irrestrita da informação para
seus usuários. Além disso, os modelos aplicados, atualmente, pelo mercado editorial
provocam gastos excessivos pelo Governo. Isso ocorre, principalmente, pelas
cláusulas contratuais que impedem o empréstimo dos e-books entre bibliotecas, ou
seja, compra-se os mesmos títulos com recursos da mesma origem sem a
possibilidade de dinamizar o acesso aos conteúdos. Esse fator impacta os recursos
governamentais e dificultam a livre circulação da literatura digital entre as unidades
informacionais e seus clientes.
Justifica-se a relevância desta pesquisa tendo em vista a escassez de
estudos científicos sobre o tema no Brasil na contemporaneidade.
A opção por trabalhar a formação e o desenvolvimento de coleções dos ebooks está relacionada com a multiplicidade de objetos informacionais digitais
existentes no mercado, entre eles destacam-se: periódicos, livros, bases de dados,
documentos digitalizados e outros. Diante da abundância dos documentos oriundos
dos recursos eletrônicos e digitais tornou-se necessária a opção por delimitar o
estudo em um grupo elegendo-se os e-books. Essa escolha ocorreu por esse tipo de
suporte estar apresentado divergências entre os membros do mercado editorial e,
dessa forma, torna-se um problema para os bibliotecários das universidades na
formação e no desenvolvimento de suas coleções.
Esse desígnio está baseado na percepção da necessidade de aperfeiçoamento
da gestão deste suporte informacional. Ele possui características, complexidades e
especificidades que carecem de estudos no meio acadêmico. Essas particularidades
serão apresentadas e discutidas no transcorrer desta pesquisa.
O objetivo principal desta investigação é proporcionar subsídios substanciais aos
bibliotecários que trabalham com a seleção e a aquisição dos e-books. A partir do
conhecimento teórico acerca das particularidades que circundam a compra desses
livros, os profissionais da informação possam aperfeiçoar as práticas e os processos
que envolvem essa área da Biblioteconomia. Nesse sentido, pretende-se contribuir
para uma reflexão sobre as bases fundamentais da seleção e aquisição dos e-books
buscando o aperfeiçoamento das práticas aplicadas atualmente.

2 Revisão de literatura
A história das bibliotecas mostra que no transcorrer da evolução da
humanidade, as transformações nos suportes de registro do conhecimento fazem
parte da trajetória da escrita e contribuem para o desenvolvimento do conhecimento,
das ciências e do progresso humano (MARTINS, 2016).
A utilização das tecnologias de informação e comunicação proporcionam
alterações no modo de escrever, publicar, adquirir, comercializar, circular e ler os
livros na sociedade contemporânea. Dessa forma, os procedimentos de produção,

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transmissão, comercialização e uso da informação são modificados com a utilização
da natureza digital.
Essas mutações proporcionam um novo modo de pensar e agir das bibliotecas e
provoca um repensar do profissional bibliotecário, que deve estar propenso para as
novas possibilidades de atuação do mercado contemporâneo. Nessa perspectiva, a
inserção dos e-books nas unidades informacionais altera as formas de ação do
profissional da informação, no tangente aos procedimentos que envolvem as
relações com os outros atores do mercado editorial, principalmente, nas inclusões
entre as bibliotecas e os fornecedores.
Nesse sentido, a realização de debates sobre as formas de produzir,
comercializar e consumir a informação digital se fazem necessárias. O estudo das
novas possibilidades oriundas das tecnologias se torna pertinente e a avaliação dos
modelos de negócios praticados pelo mercado se fazem essenciais para um projeto
de expansão dessa natureza informacional nas bibliotecas universitárias.
Acredita-se, que a partir do aperfeiçoamento do diálogo entre os atores do
mercado editorial, pode-se melhorar os processos que circundam as atividades de
formação de coleções digitais. Contudo, a contenda entre esses personagens está
em fase de deliberação, os papéis estão sendo desenhados e as funções
delimitadas. Assim sendo, torna-se primordial o acréscimo da discussão dessa
contenta em nossa sociedade.
Ações que busquem a ampliação do debate em torno da melhora dos
procedimentos que envolvem a seleção, aquisição e gerenciamento dos e-books,
nos diversos ambientes em que ele pode atuar, sejam nas bibliotecas, nas editoras,
nos fornecedores, nos clientes etc... devem ser desenvolvidos com o intuito de
democratizar o acesso ao conteúdo informacional digital, bem como, melhorar o
fluxo informacional da comunicação científica disponibilizada virtualmente por
intermédio dessa natureza informacional.
Durante a evolução dos suportes de informação percebem-se mudanças
significativas nos modelos aplicados pela sociedade para armazenamento dos
conteúdos informacionais. Observa-se características distintas entres os
documentos impressos e os documentos digitais. A primeira grande diferença entre
os modelos está relacionado com a posse dos livros. Enquanto os documentos
tradicionais eram considerados manufaturas, ou seja, as bibliotecas compravam os
materiais materializados e podiam determinar seus fins através dos processos pelos
quais os documentos passariam nas unidades informacionais. Eles poderiam ser
inseridos, descartados, doados etc... os bibliotecários exerciam o poder sobre a
informação. Nesse aspecto, a formação de coleções era centrada nos livros em um
mundo fechado e, muitas vezes, velado. Com os e-books ocorre uma ruptura de
processos, os documentos tornam-se serviços, compra-se bases de livros, ocorre a
servitização das bibliotecas. Nesse panorama, há ausência da posse física dos
materiais, as unidades informacionais se desmaterializam e, com isso, passam a
funcionar em qualquer lugar e em qualquer momento, ou seja, ocorre uma
transformação temporal e espacial no atendimento informacional. Além disso, ocorre
uma multiplicidade de possibilidades para os leitores. Enquanto nos livros impressos
existia um único processo de aprendizagem que ocorria através da leitura, nos ebooks acontece a multissensorialidade com possibilidades de leitura, áudio, vídeo,
hologramas etc. Nessa perspectiva, a aquisição dos e-books se tornam centradas
nas pessoas e as bibliotecas se tornam Glocais – globais e locais.

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Adiante, percebem-se outras características distintas entre a formação e o
desenvolvimento de coleções de livros impressos e e-books. Para Vergueiro (2010)
aplicando o modelo de Edward os documentos físicos abarcam os seguintes
processos para formação de acervos: Estudo da comunidade; política de seleção,
seleção propriamente dita; aquisição, desbastamento e avaliação. Isso deve ocorrer
em um processo cíclico e ininterrupto. Essa metodologia de trabalho é melhor
visualizada a partir da Figura 1 que demonstra o processo de desenvolvimento de
coleções de acervos tradicionais. Além dessas características oriundas da formação
de coleções impressas temos outra especificidade característica do suporte
informacional impresso que é o acesso aos livros. Eles aconteciam diretamente nas
estantes ou indiretamente através de solicitação nos balcões de atendimento.
Figura 1
impressos

–

Processo

de

desenvolvimento

de

coleções

de

materiais

Fonte: Vergueiro (2010)
Martins (2016) afirma que existem especificidades oriundas da natureza
digital. Para o autor, além da avaliação de assunto, usuário, documento e preço,
normalmente, utilizadas na seleção e aquisição dos livros impressos existem outras
para os e-books, são elas: planejamento das demandas; estudos dos modelos de
negócios; criação de política de conteúdo; aspectos operacionais; interface gráfica
de fácil uso; suporte técnico; gestão dos direitos de propriedade e preservação
digital, ou seja, são elencadas diversas características a serem avaliadas na compra
desses materiais.

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Serra (2015) vai adiante na questão do acesso. Ela afirma a necessidade de
estudos das plataformas e dos conteúdos disponibilizados pelo mercado. A seguir
demonstramos na Figura 2 a representação dos passos para acessar os e-books
através das plataformas. Na imagem percebe-se que a estrutura para acessar o
conteúdo informacional é, totalmente, distinta do acesso aos livros impressos, ou
seja, novos elementos devem ser avaliados no momento da seleção e da aquisição
desse modelo de suporte informacional. Assim sendo, devem ser consideradas as
estruturas tecnológicas, os hardwares, as redes, autenticação de usuários, compra
e/ou assinatura de plataformas, ou seja, ocorrem novas características a serem
avaliadas
Figura 2 – Acesso aos e-books por
plataformas

Fonte: Serra (2015)
Ainda sobre acesso, verificamos que os e-books provocam uma alteração da
terceira lei da Biblioteconomia. Ela trata que para cada livro, o seu leitor. Com os
documentos digitais essa questão é ampliada e o mesmo livro pode ter vários
leitores ao mesmo tempo. Assim sendo, há um acréscimo do uso dos conteúdos
informacionais e quebras das barreiras geográficas e espaciais são desmanteladas
conforme comentadas anteriormente. Na figura 3 percebe-se a representação do

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modelo clássico onde o livro impresso é único e só pode ser emprestado para um
usuário. Enquanto na figura 4 são apresentados novos modelos de acesso aos
conteúdos. Nessa figura, compreende-se que o acesso pode ser múltiplo e ilimitado.
Figura 3 – Empréstimo de livros
impressos

Fonte: depositphotos http://pt.depositphotos.com/28488907/stock-illustration-kidsborrowing-books-in-the.html
Figura 4 – Formas de acesso aos e-books

Fonte: Serra (2015)

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A partir do entendimento das diferenças existentes entre os suportes
informacionais impressos e digitais, as bibliotecas, os bibliotecários e os demais
membros do mercado editorial necessitam readequar seus processos,
procedimentos e gestão de acervos, bem como, reformular as práticas de
comercialização dos e-books. É necessário o entendimento, por parte dos diversos
atores desse mercado, que a mudança de suporte informacional requer novas
formas de atuação. Deve ocorrer um reordenamento das formas de acesso que
gerará impacto na disseminação da comunicação informacional dentro das
bibliotecas universitárias.
A reformulação dos processos que envolvem a gestão dos e-books deverá
impactar na expansão dessa natureza informacional na sociedade contemporânea.
As peculiaridades que envolvem a seleção e aquisição dos e-books requer um
repensar dos bibliotecários que cuidam da gestão das unidades informacionais.
Assim sendo, torna-se fundamental a aplicação de técnicas oriundas da
administração e da engenharia de produção para contribuir com o setor de formação
e de desenvolvimento de coleções. Nesse aspecto, os profissionais da informação
devem criar mecanismos, políticas, parâmetros, diretrizes e ações que colaborem
para o aperfeiçoamento da gestão dos e-books nas bibliotecas acadêmicas.

3 Materiais e métodos
A metodologia utilizada pretende apresentar os procedimentos formais, como
métodos de pensamento reflexivo através do tratamento científico para demonstrar a
importância do estudo. O panorama analisado abarcou a pesquisa bibliográfica de
materiais elaborados sobre os temas: formação e desenvolvimento de coleções
digitais, aquisição e seleção dos e-books. A averiguação foi realizada através da
revisão da literatura nos campos das Ciências da Informação, mais especificamente,
da Biblioteconomia voltando-se para a área da formação e do desenvolvimento de
coleções. Esse modelo de pesquisa possibilita ampliar a proporção do conhecimento
existente através do uso de novos aspectos acerca do assunto (LEANDRO, 2013).
Segundo Lakatos e Marconi (2011) “a pesquisa bibliográfica ou de fontes
secundárias é um levantamento de toda a bibliografia publicada em livros, revistas e
demais publicações”. Manzo (1971) afirma que “a bibliografia pertinente fornece
subsídios para explorar novas ideias, onde os problemas ainda não se cristalizaram
suficientemente”. Nesse contexto, pretende-se através de um modelo cientifico
apresentar novas perspectivas acerca do assunto investigado.
As fontes de pesquisa utilizadas foram: livros, artigos de periódicos,
dissertações, teses e trabalhos apresentados em eventos encontrados na plataforma
Descubra, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Além disso, foram
analisados sites diversos ligados ao tema e pesquisadas as bases de dados Science
Direct, EBSCP, Wiley, Emerald, BRAPCI, Scielo e E-lis. Foram investigados termos
em inglês e português, nos campos títulos (titles), palavras-chave (keywords) e
resumo (abstracts). O estudo abarcou a literatura nacional e internacional, ao longo
de todos os anos, dando preferência aos trabalhos publicados a partir dos anos
2000. Contudo, obras anteriores foram utilizadas devido ao caráter referencial e/ou
clássico e colaboraram no desenvolvimento do arcabouço teórico dessa pesquisa.
A partir dos dados recuperados foi criada a suposição dessa investigação. Ela
baseia-se na perspectiva de que o acréscimo de conhecimento acerca do assunto

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formação e desenvolvimento de coleções dos e-books contribui para aprimorar a
tomada de decisão dos bibliotecários que trabalham nessa área. Possibilitando desta
forma, melhorar e simplificar a formação de acervos. A concepção desta proposta
visa reduzir custos, otimizar recursos, simplificar processos, respeitar direitos,
armazenar dados, proteger conteúdos e ampliar acessos. Nesse sentido, pretendese melhorar a aquisição dos e-books nas bibliotecas da academia. A partir da
evolução na formação e no desenvolvimento de coleções digitais almeja-se que a
biblioteca coopere para a expansão do uso dos e-books na sociedade contribuindo
para a democratização do acesso a informação digital.

4 Resultados parciais/finais
A literatura sobre as características para aquisição dos e-books no Brasil ainda é
tímida. Não há um entendimento de como o mercado deve atuar e inúmeros autores
consideram que a seleção e a aquisição devem seguir os mesmos modelos dos
documentos impressos. Contudo, esse estudo vem apresentando características que
diferenciam os suportes informacionais e apresentam predicados que contribuem
para reforçar a necessidade da construção de políticas distintas para cada natureza
informacional. Nesse cenário, sobressai o trabalho de Cunha (1999) que arrola os
aspectos que devem ser destacados e pensados, em relação à seleção de objetos
digitais, são eles:


Variedade de formatos: o especialista em desenvolvimento de
coleções necessita considerar os diversos formatos;
 Conceito de biblioteca: a biblioteca universitária não é apenas física, a
tarefa de desenvolvimento de coleções incluirá funções relativas às
atividades de hiperligações para mapear os recursos informacionais
externos;
 Pagamento pela informação: será necessário conhecer os detalhes
relativos às modalidades de contratação para acessar a informação,
ou seja, os processos que envolvem os negócios se tornam de
extrema importância para a área de formação de coleções;
 Esforços cooperativos: com o objetivo de reduzir os custos da
duplicação de acervos eletrônicos, em diversas universidades, haverá
campo propício para ações cooperativas mediante convênios; a
coleção local não será mais o foco primário de atenção, o mesmo
objeto deverá ser acessado por todos e;
 Novas mídias e equipamentos: para otimizar o uso do documento
digital será necessário maior conhecimento de hardware e software
por parte dos técnicos de desenvolvimento de coleções.

Adiante, a International Federation of Library Associations and Institutions
(IFLA, 2013), com o objetivo de colaborar com o trabalho dos bibliotecários que
atuam no campo do desenvolvimento de coleções, elaborou um guia para as
bibliotecas acadêmicas, especialmente, destinado às coleções de recursos
eletrônicos. Ele tem o intuito de conscientizar sobre os pontos principais que as
bibliotecas deverão considerar para formação das coleções eletrônicas onde são
destacados os principais pontos:


Viabilidade técnica: disponibilidade (acesso remoto, acesso
autônomo), autenticação, compatibilidade, armazenamento e
manutenção (acesso remoto, acesso local), plataformas de acesso
aos recursos eletrônicos;

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





Funcionalidade e confiabilidade: recuperação da informação,
descarga de conteúdo, exportação e descarga, interface, integração;
Apoio do provedor: capacitação dos usuários, demonstração de
produtos, suporte técnico, relatório de estatística, Personalização do
serviço, provisão de dados bibliográficos (Marc), segurança da
informação e política de armazenamento;
Fornecimento: modelo de compra (assinatura ou pago por consulta),
opções de acesso, armazenamento, cotas de manutenção e direitos
de cancelamento e;
Licenças:
licençasmodelo
padrão,
legislação
vigente,
responsabilidade pelo uso não autorizado, definição de usuários
autorizados, definição de sítios autorizados, reembolsos, prazo do
contrato, idioma de licença, cumprimento com as leis vigentes na
jurisdição que se encontra a biblioteca, caso seja um consórcio.

Os aspectos apresentados referem-se aos recursos digitais de uma maneira
geral. Contudo, entende-se que cada objeto digital possui especificidades de sua
natureza. Nesse sentido, é fundamental a criação de políticas especificas para o ebook.
Pontes (2015) aborda a aquisição de e-books para bibliotecas universitárias e
relata que existe a necessidade de criação de uma política institucional especifica
para a natureza informacional digital que deve contemplar os seguintes aspectos:














Direitos de licenciamento – questão da exclusividade;
Preservação de conteúdos digitais;
Formas de acesso;
Modelos de negócios / contratação;
Formatos de registro (pdf. E-pub. Mobi. Azw ...;
Mediação com uso de dispositivos específicos (e-readers,
tablets);
Controle de uso (indicadores);
Forma de entrega e e-lending (GRM – DRM);
Instituições públicas devem seguir a legislação n. 8.666/1993;
Capacitação de gestão de vários contratos;
Recursos institucionais para disponibilização e preservação do
acervo digital;
Orçamento disponível para aquisição e;
Vantagens institucionais para a aquisição de acervo digital.

A partir dos relatos de Cunha (1999), IFLA (2013) e Pontes (2015)
compreende-se a necessidade de aperfeiçoamento das bibliotecas na criação de
políticas para expandir a natureza digital em unidades de informação. Para tanto,
outras questões devem ser avaliadas pela área de formação e de desenvolvimento
de coleções para e-books. Assim sendo, essa pesquisa apresenta alguns tópicos
que carecem de debate na área da Biblioteconomia:
 Estudos de usuários traçando o perfil do público real, potencial e virtual.
Incluindo os alunos de estudo à distância. Com os e-books ocorrem rupturas
geográficas e temporais que devem ser avaliadas no processo de seleção e
aquisição;
 Diagnóstico do cenário em que a biblioteca está inserida. Devem-se verificar
aspectos geográficos, sociais, econômicos e tecnológicos. Essas questões
são fundamentais para a criação de acervos digitais. Afinal, deve ser

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

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







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


analisado se o público tem acesso as novas tecnologias, se possui redes que
facilitem o acesso aos e-books, se possuem computadores, tablets e/ou
outros aparelhos para leitura de livros digitais essa são algumas questões a
serem avaliadas;
Busca contínua em suprir as expectativas e as necessidades dos clientes da
informação, independentemente da localização da informação e do cliente, ou
seja, os e-books devem facilitar o intercâmbio de informações entre
bibliotecas e usuários. Nesse sentido, devem ser eliminadas as barreiras
protecionista impostas pelos editores nos modelos aplicados atualmente.
Diagnóstico e descrição dos fornecedores disponíveis no mercado.
Analisando as vantagens competitivas que cada um apresenta. O
conhecimento profundo dos fornecedores torna-se elemento fundamental no
processo de aquisição dos e-books. As melhores plataformas, os melhores
preços, o maior quantitativo de liberação de uso são algumas das questões a
serem avaliadas;
Planejamento orçamentário com previsão para gastos atuais e futuros. Devese formalizar as fontes de recursos disponíveis e as formas de pagamentos
para manutenção das coleções. Lembrando-se da importância de adquirir e
mantê-las, tanto as impressas como as digitais. É preciso considerar as taxas
de manutenção, as assinaturas e os custos com hardwares, softwares,
treinamentos, cursos e pessoal;
Racionalização e otimização dos recursos financeiros, humanos e
tecnológicos através da operação planejada;
Descrição completa das bases e averiguação da disponibilidade de
customização das interfaces;
Descrição dos modelos de negócios, apresentando as vantagens e
desvantagens de cada padrão. A partir da informação os gestores poderão
obter dados para facilitar a tomada de decisão;
Criação de política de acesso e acessibilidade, contemplando acesso
multiusuário e formas de promoção aos portadores de necessidades
especiais. Uma das maiores vantagens dos e-books são a ampliação do
acesso e da acessibilidade. Contudo, isso é dificultado pelas DRMs impostas
pelas editoras. Nesse sentido, é primordial que as bibliotecas exerçam o
poder de comprador e exijam a liberação de acesso multiusuários. Somente
dessa forma, haverá vantagens significativas com a compra do suporte
informacional digital;
Elaboração de planos de ação em relação à seleção, aquisição, descarte,
desbaste e avaliações futuras, das coleções existentes, novas e passíveis de
obtenção;
Respeito às especificidades e especificações de cada natureza informacional;
Estabelecimento da obrigação do fornecimento de metadados para recursos
eletrônicos. Essa característica facilita o processamento técnico dos materiais
adquiridos e agiliza a liberação de acesso aos conteúdos informacionais;
Concepção de mecanismos para avaliar pontos fortes e fracos das coleções
através do uso de medidas objetivas de julgamento. A métrica deve ser usada
amplamente nas estatísticas de uso dos e-books;
Racionalização do espaço tecnológico. Da mesma forma que nos espaços
físicos há o problema do uso dos espaços devemos avaliar os espaços

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






tecnológicos, ou seja, vale a pena adquirir tudo ocupando espaços
desnecessários?;
Compartilhamento de recursos e estabelecimento de consórcios/redes de
trabalho. O intercâmbio de instituições reduz custos e amplia acessos;
Formalização de mecanismos e critérios para intercâmbio de materiais
informacionais digitais;
Estabelecimento de mecanismos para preservação das coleções físicas e
digitais;
Descrição das formas de backup: mídia fixa ou backfile;
Acompanhamento do surgimento de novos suportes de informação, não se
limitando aos suportes existentes e;
Respeito à legislação vigente no país.

Esses predicados buscam atender as demandas das bibliotecas, na atualidade,
através da concretização de parâmetros para aquisição dos e-books. Pretende-se
dessa forma, formar coleções que satisfaçam as necessidades dos clientes. Almejase, a construção de acervos de qualidade que contribuam para o desenvolvimento
das pesquisas e auxiliem na transferência da comunicação científica nas
universidades.
No contexto apresentado, a política de formação e desenvolvimento de coleções
para e-books deve contemplar procedimentos políticos, tecnológicos, de
gerenciamento dos conteúdos, recursos e acesso, necessita ainda, abarcar
questões relacionadas com o design de produtos, abranger motes arrolados com a
proteção aos direitos autorais, a propriedade intelectual, a segurança dos dados e a
preservação digital.
Para concretização desse modelo de política é imprescindível à realização de
planejamento a curto, médio e longo prazo dos procedimentos necessários para sua
concepção. Neles devem constar ações para sua consecução verificando as
previsões
orçamentárias,
a
organização,
distribuição,
estruturação,
compartilhamento, parque tecnológico, bem como, os responsáveis pelas tarefas.
Além disso, é fundamental o conhecimento do mercado editorial, dos atores da
cadeia produtiva dos livros e dos modelos de negócios nacionais e internacionais.
Essa política deve servir como um guia ou suporte para bibliotecários, auxiliando
para a tomada de decisão na aquisição de objetos virtuais. Nesse sentido, ela busca
melhorar as práticas de trabalho, buscando aprimorar as afinidades entre os atores
do mercado editorial.

5 Considerações parciais/finais
Considera-se que novas demandas surgiram para a área de formação e de
desenvolvimento de coleções com a introdução dos e-books no mercado editorial.
Nesse aspecto, observa-se que inovações de gestão são fundamentais para o
processo decisório das bibliotecas universitárias brasileiras. Nesse sentido, essa
pesquisa procurou abordar novos predicados essenciais para a seleção e aquisição
dos e-books. Contudo, consideramos importante aliar características tradicionais da
Biblioteconomia com técnicas da Administração e da Engenharia de Produção no
processo de formação de coleções de acervos digitais.
Apreciando a literatura biblioteconômica compreende-se a necessidade da

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delimitação de critérios gerais para todos os formatos de documentos e outros para
modelos específicos. A partir dessa constatação observamos que os critérios
específicos devam ser:
 Delimitação da missão e dos objetivos da biblioteca;
 Estudo de usuários com a delimitação de suas preferências e necessidades;
 Identificação dos pontos fortes e fracos da coleção com o objetivo de
manutenção da qualidade do acervo;
 Avaliação de uso da coleção com o intuito de adquirir as demandas reais;
 Autoridade do autor, editor e/ou fornecedor com a finalidade de adquirir
materiais dos especialistas das áreas;
 Cobertura do tema abrangendo os vários aspectos que o cercam;
 Atualidade do acervo para as áreas que dela necessitar e;
 Preço compatível com o mercado.
Os critérios específicos para e-books foram abordados durante o transcorrer
dessa investigação. Finalizamos reforçando alguns critérios consideramos
fundamentais para a concretização da formação e do desenvolvimento de coleções
de e-books com qualidade, são eles:
 Delimitação de critérios para infraestrutura tecnológica adequada. Engloba-se
hardware, software e redes de telecomunicações;
 Determinação dos tipos de formatos a serem adquiridos (ASCII, PDF, HTML);
 Estruturação de política de acesso e acessibilidade que busque facilitar o
acesso e o intercâmbio de conteúdos informacionais;
 Criação ou aquisição de plataformas que democratizem o acesso, facilitem o
uso e possibilite a interação entre os sistemas e os usuários;
 Análise de recursos além da leitura. Ex. áudio, vídeo, hologramas etc.;
 Concepção dos direitos de propriedade e de autoria;
 Estruturação das condições de manutenção do sistema;
 Disponibilização de estatísticas on-line;
 Estudo dos modelos de negócios buscando os melhores preços com as
melhores condições e;
 Aspectos relacionados com a conservação e a preservação de dados digitais.

6 Referências
CUNHA, Murilo Bastos da. Desafios na construção de uma biblioteca digital. Ci. Inf.
v.28, n.3, p. 257-268, 1999.
IFLA. IFLA principles for library e-lending. In: IFLA WORLD LIBRARY AND
INFORMATION CONGRESS: IFLA General Conference and Assembly, 79.,
Singapura. Anais... Singapura: 2013.
LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Metodologia científica. 6 ed. São Paulo: Atlas,
2011.

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no Brasil: contribuição para a formulação de Diretrizes Curriculares Nacionais.
2013. 330f. Tese. (Doutorado em Meio Ambiente) – Universidade do Estado do Rio
de Janeiro, Rio de Janeiro, 2013.
MANZO, A. J. Manual para la preparación de monografias: una guía para
presentar informes y tesis. Buenos Aires: Humanitas, 1971.
MARTINS, Robson Dias. Proposta teórica de criação de plataforma de
gerenciamento de e-books. 2016. 144f. Dissertação. (Mestrado profissional em
Biblioteconomia) – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Rio de
Janeiro, 2016.
______. Criação da cadeia de suprimentos para e-books. Revista ACB.
Florianópolis, v. 20, p. 286-297, 2015.
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publicações eletrônicas, 2015. Disponível em: &lt; http://gidjrj.com.br/wpcontent/uploads/2015/08/Reuni%C3%A3o-T%C3%A9cnica-2015-Modelos-deContratos-por-Samantha-Pontes.pdf&gt;. Acesso em: 12 mar. 2016.
SERRA, Liliana.Gusti. Tipos de fornecedores de e-books, na visão das
bibliotecas, 2013. Disponível em:&lt; http://revolucaoebook.com.br/tiposfornecedores-ebooks-visao-das-bibliotecas/&gt;. Acesso em: 05 set. 2015.
SERRA, Liliana Giusti. Os livros eletrônicos e as bibliotecas. 2015. Dissertação
(Mestrado em Cultura e Informação) - Escola de Comunicações e Artes,
Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015. Disponível em:
&lt;http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27151/tde-01122015-101516/&gt;.
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VERGUEIRO, Wergueiro. Desenvolvimento de coleções. Ciência da Informação,
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VERGUEIRO, Wergueiro. Seleção de materiais de informação. 3.ed. Brasília:
Briquet de Lemos, 2010.

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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>As bibliotecas universitárias brasileiras são instituições em constante evolução nos processos de gestão da informação impulsionados, principalmente, pelos progressos tecnológicos que alteram a forma de selecionar, adquirir, armazenar, organizar, gerenciar e disseminar a informação oriunda da natureza digital. Essas mudanças alteram a comercialização, o acesso e a difusão do conhecimento humano através dos e-books e provoca nas bibliotecas a necessidade de se adaptarem as mutações do mercado editorial. Nesse contexto, surgem possibilidades inovadoras de atuação no cenário da formação e desenvolvimento de coleções digitais. Nesse panorama, o presente estudo enfoca a formação de acervos dos e-books nas bibliotecas universitárias públicas do Brasil. Considerando que a seleção e aquisição de recursos digitais compreendem uma gama de questões especificas que necessitam de estudospara proporcionar facilidades na compra, gerenciamento, difusão e acesso. Diante desse painel, essa pesquisa objetiva apresentar um arcabouço teórico acerca do tema que convenha para colaborar com o processo decisório dos bibliotecários responsáveis pela aquisição dos e-books.</text>
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