<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="4452" public="1" featured="1" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.libertar.org/items/show/4452?output=omeka-xml" accessDate="2026-04-21T05:13:28-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="3520">
      <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/31/4452/SNBU2016_070.pdf</src>
      <authentication>d6635cdc16230c9681b80476a37ce739</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="49673">
                  <text>INOVAÇÃO TECNOLÓGICA EM UNIDADES DE INFORMAÇÃO:
REDUZINDO ESFORÇOS REPETITIVOS E AUTOMATIZANDO
WORKFLOWS DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA DA UFLA PERÍODO DE 2012/2016

Nivaldo Calixto Ribeiro (UFLA) - nivaldo@biblioteca.ufla.br
Simone Assis Medeiros (UFLA) - siamedeiros@biblioteca.ufla.br
Eliana J. Bernardes (UFLA) - eliana@biblioteca.ufla.br
Rosiane Maria Oliveira (UFLA) - rosianemaria@biblioteca.ufla.br
Maria da Consolacao Rodrigues Gonçalves (UFLA) - mconsolacao@biblioteca.ufla.br
Resumo:
Este trabalho discorre sobre a experiência da Biblioteca Universitária (BU) da Universidade
Federal de Lavras (UFLA) na implantação de inovações que, apoiadas pelas tecnologias de
informação e comunicação (TIC’s), contribuíram, significativamente, para a melhoria dos
serviços e produtos ofertados, reduzindo esforços repetitivos e automatizando seus workflows,
adaptando às novas demandas dos seus usuários, gerando confiança na equipe. Como ações
metodológicas para identificarmos a aceitação e uso dos serviços pela comunidade acadêmica,
foram analisadas as estatísticas de uso, frequência de usuários, índices do Google, entre
outros recursos detalhados no percurso metodológico deste trabalho. As análises e seus
resultados contribuíram para o desenvolvimento de novos projetos e investimentos para a
aquisição de novos produtos para a Biblioteca ou para a renovação dos existentes.
Palavras-chave: Inovação tecnológica. Gestão de bibliotecas. Bibliotecas universitárias.
Recursos de informação.
Área temática: Eixo 1 - Gestão sustentável
Subárea temática: Planejamento Estratégico e Sustentabilidade

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias

1

BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

1 INTRODUÇÃO
Os aspectos relacionados aos processos de aquisição de conhecimento, aprendizagem e
inovação têm sido, intensamente, abordados no contexto da gestão organizacional. Neste cenário,
crescente importância tem sido atribuída aos processos de geração do conhecimento e aprendizagem
como mecanismo de inovação, fortemente associado ao alcance da evolução, prestação de serviços e
vantagens competitivas.
Inovação pode ser considerada como o desenvolvimento e implementação de novas ideias de
pessoas que em um determinado período de tempo se converte em transações num contexto
institucional (VAN DE VEN, 1986). O processo de inovação implica mais do que o surgimento de
ideias criativas, implica também, o processo prático de implementação e difusão destas ideias em algo
prático.
Em determinados contextos, a inovação pode ser vista como um processo racional pelo qual os
gestores tomam decisões sobre a adoção do que consideram como sendo as “melhores práticas”
baseadas em objetivos avaliados por meio da existência de técnicas e práticas. Uma vez criadas novas
práticas, as regras de implementação devem ser redefinidas. São exemplos desta visão os modelos seis
sigmas, implantação de Customer Relationship Management / Gerenciamento de Informações dos
Clientes (CRM), ou modelos de gestão do conhecimento tradicionais.
A inovação é um processo dinâmico e de decisão que é, por natureza, interativo e recursivo,
mediada por uma série de fatores sociais e organizacionais (SWAN; CLARK, 1992). Este processo é
influenciado, não apenas por julgamentos sobre a eficiência técnica, mas também pela crença
subjetiva, as interpretações e os conhecimentos de diferentes grupos e atores sociais, tanto dentro
como fora da organização. Nesse contexto, “inovação é uma nova ideia implementada com sucesso,
que produz resultados econômicos.” (KOSSOY, 2006).
No contexto abordado, este trabalho em tela, discorre sobre a experiência da Biblioteca
Universitária (BU) da Universidade Federal de Lavras (UFLA), entre os anos de 2012 e 2016, na
implantação de inovações que, apoiadas pelas tecnologias de informação e comunicação (TIC’s),
contribuíram, significativamente, para a melhoria dos serviços e produtos oferecidos, reduzindo
esforços e automatizando seus workflows, adequando-se e adaptando-se às novas demandas dos seus
usuários.
A inovação como um cumulativo e interativo conjunto de episódios, atividades e
coincidências, onde os múltiplos atores, multiplicam formas do conhecimento e de tarefas
organizacionais desempenhando um papel, importantemente, interativo (CLARK, 2003), pode
contribuir para atender as novas demandas de novos usuários?
Entende-se que este trabalho justifica-se, pois, como mencionado por Oliveira (2014) as
bibliotecas não devem ficar alheias aos avanços tecnológicos e em um mundo cada vez mais dinâmico,
precisam redefinir suas missões, objetivos e metas, adequando-os às reais necessidades e interesses de
seus usuários para que possam atender as expectativas dos clientes. Foi constatado que bibliotecas que
se apegam aos modelos tradicionais de operação ou preferem manter o status quo avançarão
vagarosamente e laboriosamente neste século, relacionando-se cada vez menos com seus clientes e,
em última instância, perdendo o apoio necessário para continuar operando, perdendo de vista as
mudanças das necessidades e expectativas dos clientes (WEINGAND, 2007).
Diante do exposto, as inovações adotadas na BU durante o período de 2012 a 2016 foram: o
sistema de geração automática de ficha catalográfica da BU, com dados fornecidos pelo próprio autor;
o sistema de emissão de Guia de Recolhimento da União (GRU); o sistema de reserva de espaços; a
automação do processo de aquisição; a integração dos sistemas de informção; o sistema de gestão do
acervo com tecnologia de radiofrequência (RFID); a manutenção do empréstimo de netbooks; o
Repositório Institucional da UFLA (RIUFLA); o Programa de Capacitação de Novos Usuários
(PCNU); o sistema de gerenciamento do Espaço de Pesquisa Virtual (EPV) I; padronização de capas
de CD-ROM e DVD; Serviço de Referência Virtual (SRV); aprimoramento do uso de redes sociais; o
Serviço de Busca e Descoberta; e a Biblioteca Itinerante - ônibus UFLA.

�XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias

2

BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

2 REFERENCIAL TEÓRICO
De acordo com Fernandez-Villavicencio (2009) com as mudanças tecnológicas,
principalmente depois do desenvolvimento da Internet, a gestão de biblioteca apresenta agora novos
desafios, mas também grandes oportunidades. Segundo ele, em tempos de escassez de informação, as
bibliotecas eram as únicas a oferecer o acesso a recursos informacionais organizados. Com o acesso
generalizado à informação digital, os usuários mudaram a sua forma de buscar informações, tornandose mais autônomos. Agora, eles são mais dependentes do uso da tecnologia e, em muitos casos, não
necessitam da mediação do bibliotecário ou da biblioteca. Dessa forma, é essencial que as bibliotecas
busquem alternativas para se enquadrar neste novo cenário, alinhando-se às novas oportunidades
tecnológicas surgidas.
Segundo Oliveira (2014), a utilização das TIC’s tem possibilitado às bibliotecas o
oferecimento de novos serviços na sua comunidade. Para Oliveira et al. (2012) tornar acessíveis as
novas ferramentas inovadoras de busca e acesso à informação propiciou à biblioteca uma nova leitura
do seu papel junto aos usuários.
Segundo Morigi e Pavan (2004), o cenário da sociedade da informação que se lança uma luz
tênue sobre a questão das mudanças comportamentais, em que, no ambiente das bibliotecas e outros, a
mediação dos significados compartilhados passa a ser realizada mediante o auxílio do computador,
com a utilização das TIC’s, gera diferentes embates, entre os quais uma nova cultura surge entre os
próprios bibliotecários em suas atividades caracterizam-se pelas transformações nos processos
interacionais, envolvendo novas práticas profissionais em relação às formas de gerenciamento da
informação, dos serviços prestados e na interação com os usuários.
Diante desse contexto de mudanças cognitiva dos bibliotecários, as organizações têm
intensificado a busca de estratégias que lhes dê vantagem competitiva. Acompanhando a necessidade
de inovar no ambiente das bibliotecas, de forma a antender da melhor forma possível os usuários, ao
corpo administrativo e aprimoramento das suas estruturas, tornou-se essencial e evidente.
Inovar é ter uma ideia que outras intituições ainda não tiveram e implantá-la com sucesso.
Refere-se à percepção de uma nova demanda dos clientes ou uma nova maneira de produzir um
produto ou ofertar um serviço. A inovação faz parte da estratégia das organizações e seu foco, no
âmbito das bibliotecas, deve ser a criação de valor para seus usuários. Essa inovação contínua requer
planejamento, gestões do conhecimento, tecnológica e administrativa, pois, a inovação não pode ser
considerada um fenômeno único, mas um processo longo e cumulativo de um grande número de
tomada de decisões organizacionais e processos, que envolve desde a fase de geração de uma nova
ideia até a sua implementação.

3 METODOLOGIA
Nesta sessão elencam-se os procedimentos metodológicos para a implantação das soluções
inovadoras na BU, nos últimos cinco anos. Enumeram-se ainda as estratégias utilizadas para atender a
demanda crescente dos usuários em relação aos serviços da instituição, apresentando uma breve
descrição destes projetos inovadores. Não é objeto deste texto explorar as minúcias metodológicas de
cada projeto, mas, apresentá-los como estratégias de uma gestão inovadora.
Na sistematização dos serviços apresentados neste relato de experiência utilizou-se a revisão
bibliográfica e a pesquisa exploratória. Para cada novo serviço houve o planejamento da implantação,
a captação dos recursos financeiros, a elaboração das normas de processamento técnico e de uso, a
circulação, a divulgação e a manutenção, quando necessário.
Os processos são cíclicos, pois as adaptações são constantes levando-se em consideração o
aprimoramento das normas que os envolvem. Alterações nos processos, bem como a implantação das
soluções inovadoras, quando pertinente, passaram por discussões com os profissionais dos setores de
tecnologia, patrimônio, financeiro e, em algumas circunstâncias, jurídico da instituição.
Os percursos metodológicos são apresentados de forma simplificada na descrição de cada
solução inovadora, visto que cada uma delas somaram um roll de procedimentos, estudos e estratégias
e caminhos distintos em cada implementação.

�XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias

3

BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

4 RECURSOS E SERVIÇOS INOVADORES
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA DA UFLA

IMPLANTADOS

NA

A BU vem se consolidando, ao longo dos anos, como referência para as atividades de ensino,
pesquisa e extensão, desenvolvidas na UFLA. Além disso, por tratar-se de um organismo pertencente
a uma instituição pública, a BU presta serviços para segmentos variados da população de Lavras e
região, sobretudo aqueles vinculados ao sistema educacional (OLIVEIRA; OLIVEIRA; AMARAL,
2014). Assim, foram desenvolvidos diversos recursos e serviços apoiados pelas TIC’s, os quais
contribuíram para criação de novos serviços e produtos, além da melhoria dos já ofertados, reduzindo
esforços e automatizando seus workflows. A seguir, apresentam-se uma breve descrição das inovações
adotadas no período de 2012 a 2016.

4.1 Sistema de geração automática de ficha catalográfica da BU, com dados fornecidos
pelo próprio autor
O aumento dos cursos de pós-graduação stricto sensu na UFLA e o consequente aumento da
demanda pela catalogação na fonte motivaram a pesquisa por um sistema de geração automática de
ficha catalográfica. Para a execução do projeto, houve pesquisas sobre a existência de sistemas
similares em outras instituições e sobre as definições dos campos da ficha.
Este projeto foi planejado e desenvolvido, em 2014, pela Comissão Técnica (CT) da BU,
sendo a instância deliberativa para questões administrativas, técnicas e financeiras, além de assessoria
da Diretoria em assuntos de planejamento, gestão e outros de natureza técnica da Biblioteca.
O sistema disponibiliza um formulário para que o usuário preencha seus dados e obtenha sua
ficha catalográfica em formato .doc, sem a necessidade de contato direto com a Biblioteca. Esta
medida torna o usuário independente e possibilita que ele faça eventuais ajustes na ficha catalográfica,
por
exemplo,
a
alteração
do
número
de
páginas.
O sistema de ficha foi desenvolvido utilizando basicamente 5 (cinco) tecnologias: HTML,
JAVASCRIPT, PHP5, JAVA, IREPORT. A interface do usuário foi concebida utilizando HTML e
JAVASCRIPT, no lado do servidor utilizou, inicialmente, PHP5 para gerar o documento em formato
PDF, entretanto identificou-se a necessidade de gerar documento em formato editável, a fim de
atender a esta demanda foi necessário utilizar também as tecnologias JAVA e IREPORT.
O sistema de geração automática de ficha catalográfica foi bem aceito pela comunidade
acadêmica, considerando os benefícios proporcionados, tais como: independência e agilidade na
obtenção da ficha e consequente agilidade nos trâmites pós-defesa; extensão do serviço aos alunos dos
cursos de graduação e pós-graduação latu sensu. Outro benefício do ponto de vista da gestão de
pessoas foi a liberação de um bibliotecário para poder prestar outros serviços à comunidade
acadêmica.

4.2 Sistema de emissão de Guia de Recolhimento da União (GRU)
Conforme Regulamento da BU “Art. 47 O atraso na devolução de material emprestado
acarreta em multa, por dia corrido de atraso e por título, inclusive sábados, domingos e feriados.”
(UFLA, 2015).
O pagamento dessa multa é realizado por meio da GRU, sendo um boleto pago em banco
credenciado. Antes, a emissão da GRU era feita manualmente pelo próprio usuário com auxílio do
servidor da Biblioteca, sendo o preenchimento de todos os campos da guia, realizados diretos no site
do Tesouro Nacional, um procedimento complexo que implicava em diversas falhas e elevado
consumo de tempo dos usuários e servidores da BU.
A fim de simplificar esse processo foi disponibilizado no site da Biblioteca, o software de
geração de GRU, com propósito de simplificar esse processo. Por meio do software, os usuários
preenchem apenas as informações básicas de nome completo, CPF e valor da multa. As demais
informações já foram inseridas automaticamente. O software se conecta ao sistema do Tesouro
Nacional, responsável por gerar a GRU. O software foi desenvolvido utilizando as tecnologias HTML
e JS para interface do usuário e PHP para interface do servidor (processamento).

�XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias

4

BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

Desde a implantação do software de geração de GRU, em 2013, que não há problemas com o
boleto da GRU emitido com dados incorretos, principalmente em campos que referem à UFLA e à
BU, além de ter eliminado os conflitos com os usuários, principalmente por envolver questões
financeiras, bem como disponibilizar os servidores da BU para outros tipos de atendimentos.

4.3 Sistema de reserva de espaços da BU
A BU disponibiliza agendamento de reserva de seu anfiteatro, com capacidade de 120 lugares,
e sua sala de cursos, com capacidade de 40 lugares, para comunidade da UFLA, para fins acadêmicos.
Esse agendamento era realizado manualmente na Secretaria da Biblioteca, mas diante da crescente
demanda por esses espaços, tornou-se inviável a gestão manual dos agendamentos.
Para facilitar o processo para usuários e servidores foi adotada uma solução de reserva de
recursos online. A ferramenta Booked PHP (open source) foi adaptada às necessidades da Biblioteca.
Com a ferramenta adaptada, inicialmente, foram inseridos os recursos disponíveis e realizada a
importação de todos os usuários da BU para a ferramenta, posteriormente, foram definidos os
responsáveis pela liberação das reservas e finalmente o sistema foi disponibilizado.
Em pouco tempo de funcionamento foram notados diversos benefícios, entre eles o aumento
da transparência no processo e redução significativa no tempo dispensado a gestão dos recursos. Outra
vantagem com a implantação do sistema, é que os servidores da BU recebem, semanalmente, por email, a grade de eventos, melhorando assim, o atendimento aos usuários, pois podem esclarecer mais
sobre os eventos promovidos na BU.

4.4 Automação do processo de aquisição via Pergamum
O constante crescimento da UFLA, impulsionado pela criação de novos cursos de graduação;
a demanda da Coordenadoria de Desenvolvimento do Acervo (CDA) da BU por um processo mais
qualificado, eficiente e eficaz; e ainda, o conhecimento e a prática da utilização dos demais módulos
do sistema de gerenciamento de bibliotecas Pergamum, alavancaram a utilização do “módulo
aquisição” para a construção da Política de Formação e Desenvolvimento do Acervo
(PFDA/BU/UFLA), centrada nos objetivos da comunidade acadêmica: ensino, pesquisa e extensão e,
consequentemente do 1° processo de compra de material bibliográfico, utilizando o módulo de
aquisição do Pergamum.
Antes da automação, as indicações eram feitas por meio de listas isoladas, enviadas pelos
docentes e seus departamentos. Alguns problemas decorriam dessa forma de indicação: não havia
período delimitado para as indicações; as referências indicadas nas listas eram muito incorretas - por
não terem campos definidos -, necessitando, muitas das vezes, de re-trabalho da equipe da Biblioteca
para organizá-las, enfim, toda a dificuldade de um trabalho extenso e manual.
Em 2013, iniciaram-se as atividades de aquisição de materiais via Pergamum. Para isso, foram
elaborados os documentos necessários para instrumentar a aprovação e realização do pregão
eletrônico: edital, termo de referência, justificativas, etc. Concluída essa fase, realizado o pregão e
definidos os fornecedores vencedores do certame, deu-se início a mais uma etapa.
Realizou-se o planejamento de todo o processo de aquisição que abordou, desde a
comunicação aos departamentos da data de abertura do processo no sistema Pergamum, para que
fizessem suas indicações; curso de capacitação de técnico-administrativos e participação em
assembleias departamentais para capacitação dos docentes; preparação de todo o processo de compra
para lançamento do pregão eletrônico até a fase de disponibilização do acervo nas estantes. Cabe
ressaltar nesse planejamento, a capacitação oferecida às secretarias dos cursos, a fim de otimizar o
processo de indicação de obras a serem adquiridas.
O processo em sua totalidade se deu de forma satisfatória, principalmente por se tratar de um
projeto-piloto, com problemas pontuais aceitáveis dentro dessa perspectiva.
Inserido no contexto de conscientização/envolvimento dos agentes/atores, outro diferencial foi
a tentativa de maior aproximação e, consequentemente mais participação dos docentes, principalmente
daqueles que não haviam solicitado quantidade compatível de títulos e exemplares para adequação de
suas bibliografias no processo de 2013. Foi desenvolvido um grande trabalho de cooptação nas
assembleias departamentais, a fim de explicar a sua importância, demonstrar e orientar passo a passo o

�XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias

5

BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

processo. A iniciativa foi muito bem sucedida, havendo grande receptividade por parte do corpo
docente.
Em 2015 não houve edital, criando-se a pretensão de um novo certame para 2016, dando
continuidade às ações dos últimos anos. Uma das grandes expectativas para o novo processo é a
integração do sistema de gerenciamento adotado pela Biblioteca com o Sistema Integrado de Gestão
(SIG). Nos processos anteriores, o docente fazia a indicação/atualização no SIG e refazia operações
similares no processo de requisição do Pergamum. Vale lembrar que os períodos de disponibilidade
para essas ações nos dois sistemas são distintos. A integração possibilitará ao docente que, ao indicar
e/ou atualizar as ementas das disciplinas ministradas por ele no SIG esteja, automaticamente,
“alimentando” o sistema da Biblioteca, que captará essas informações, sem a necessidade de ele – o
docente – requisitar os títulos daquela disciplina novamente, como das vezes anteriores, o que trará
avanços significativos quanto ao tempo, reduzindo esforços repetitivos e aprimoramento em todos os
níveis, uma vez que o sistema será interoperável “inteligente”, limitando o número de indicações tanto
para bibliografia básica como para complementar, a saber, 3 (três) e 5 (cinco) títulos,
respectivamente, proporcionando atualização das ementas, entre outros critérios.

4.5 Integração dos sistemas de informação da BU
Os sistemas de tecnologia da informação estão cada vez mais presentes no cotidiano das
pessoas, constantemente são desenvolvidos novos sistemas e isso cria um desafio, o de integrar toda
essa massa de informação. Atualmente, o principal sistema de informação utilizado pela BU é o
Pergamum, portanto a maior parcela das integrações acontece com o mesmo. O Pergamum
disponibiliza diversas interfaces, tais como SPs e Webservices, que facilitam a integração com
sistemas terceiros. Na BU existem vários recursos de sistemas de informação integrados, como pode
ser visto na Figura 1:
Figura 1 - Integração de sistemas de informação BU

Fonte: Dados da pesquisa

A figura acima exibe as principais integrações entre os sistemas utilizados por usuários e
servidores da BU. Os principais objetivos dessas integrações são promover a melhoria do desempenho
do setor, a redução de custos, de duplicidades de esforços e de burocracia, de conflitos entre os
sistemas, pois é estabelecida uma única estrutura para a gestão, ligada às estratégias e objetivos
corporativos, aumentando assim, a confiabilidade da informação.

�XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias

6

BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

Acompanhando o entendimento de Hoffman (2015), a excelência em gestão tem como
alicerce um conjunto de conceitos necessários à excelência do desempenho, os quais estão diretamente
relacionados com a melhoria do desempenho organizacional, entendendo fazerem parte do sistema de
gestão global da organização que, em geral, contempla outros elementos, como gestão financeira,
gestão de pessoas, gestão estratégicas e outros.

4.6 Sistema de gestão do acervo com tecnologia RFID
Com a crescente expansão dos cursos e do número de alunos da UFLA, a equipe da BU
percebeu a necessidade de modernizar e agilizar os serviços oferecidos ao público da instituição. Para
alcançar esse objetivo, em 2012, foi elaborado o projeto “Sistema de Radiofrequência (RFID):
segurança, identificação e gerenciamento do acervo da BU/UFLA” com a finalidade de revitalizar a
segurança e o monitoramento do acervo de forma rápida, periódica e precisa, visando assegurar o
patrimônio público e otimizar o serviço de empréstimo e consequentemente, melhorar a qualidade do
atendimento prestado.
Sobre o tema Oliveira, Oliveira e Amaral (2014) descrevem que outros objetivos mais
específicos também foram traçados, a saber: a) dotar a biblioteca de infraestrutura antifurto inovadora,
adequada e compatível com o atual acervo; b) aferir periodicamente o acervo, possibilitando a
realização de inventário de forma rápida e eficiente, ação não realizada nos últimos 10 anos, a qual
permitirá conhecer o estado real de perdas do acervo; c) monitorar o acervo, facilitando a localização
das obras deslocadas frequentemente pelos usuários; d) agilizar o processo de empréstimo das obras
por meio de equipamentos adquiridos; e) minimizar o número de exemplares desaparecidos no acervo.
A implantação desse sistema durou, aproximadamente, dois anos e foi estruturada em 4
(quatro) etapas: a) levantamento de fornecedores de tecnologia RFID; b) aquisição de etiquetas e
equipamentos de radiofrequência; c) etiquetagem do acervo da Biblioteca e; d) treinamento da equipe
de servidores e usuários da Biblioteca.
Com a utilização da tecnologia RFID, houve melhoria na segurança e no monitoramento do
acervo, otimização do serviço de circulação de material por meio do autoempréstimo e autodevolução,
mais autonomia para o usuário e liberação de servidores para realizar outras atividades no setor.

4.7 Aprimoramento do projeto de empréstimo de computador portátil
O serviço de empréstimo de computador portátil, caracterizado de netbook, faz parte da
política de inclusão digital da UFLA, lançado durante a VI Semana do Livro e da Biblioteca (SLBU)
da UFLA, em outubro de 2011. Este projeto é de grande relevância para os usuários da BU, tendo em
vista que atende às seguintes necessidades:
a) o usuário mais carente que, não dispondo de renda para comprá-lo, tem a oportunidade de
usá-lo por empréstimo domiciliar durante 10 (dez) dias corridos, com a possibilidade de renovação e
reserva;
b) o usuário que dispõe de seu próprio computador, seja netbook, notebook ou desktop, mas
encontra-se em manutenção, tem a possibilidade de realizar empréstimo domiciliar também por 10
(dez) dias corridos, com possibilidade de renovação e reserva;
c) o usuário dispõe ainda de alguns exemplares para empréstimo interno, de uso exclusivo na
biblioteca, geralmente para realizar atividades acadêmicas de curto prazo, tais como downloads e
digitação.
Esse projeto iniciou com 80 computadores (OLIVEIRA et al., 2012), em seguida o número de
exemplares passou a ser de 130, sendo 125 destinados ao empréstimo domiciliar e 5 para uso
exclusivo na biblioteca. Em 2016, o Centro de Educação à Distância (Cead) da UFLA disponibilizou
mais 60 exemplares para compor o acervo da BU.
Desde a sua implantação, já foram realizados 11.732 empréstimos, 6.905 renovações e 11.668
devoluções, considerando ainda, que no período de 2011 a 2016, houve longos períodos de greve dos
servidores técnico-administrativos em educação e docentes. É interessante destacar que, apesar da alta
rotatividade de empréstimo domiciliar desse recurso tecnológico, aos cuidados de diferentes usuários
da BU, o equipamento apresenta baixo índice de danos técnicos. Também vale reforçar que o número

�XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias

7

BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

de netbooks disponíveis já não é suficiente para atender a toda a demanda de usuários da Biblioteca,
tendo em vista o crescimento da universidade.
Esse projeto inovador, nos serviços de empréstimo domiciliares em bibliotecas, que
proporciona o acesso ao computador fora dos espaços da universidade, serviu como referência para
implantação ou estudos de viabilização do serviço em outras universidades.

4.8 Repositório Institucional
Os repositórios são ferramentas importantes para a gestão da informação e do conhecimento
nas instituições e para os envolvidos no processo de fomento à pesquisa. Por isso, torna-se importante
garantir o acesso permanente e confiável da produção científica, proporcionando maior visibilidade às
pesquisas desenvolvidas nas instituições (FURTADO; ESMIN; OLIVEIRA, 2014).
Na perspectiva de promover o desenvolvimento de recursos e a infraestrutura de informação
em ciência e tecnologia para a produção, a socialização e a integração do conhecimento científicotecnológico, o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), em parceria com a
Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), lançou o edital de chamada FINEP/PCAL/XBDB, no
intuito de apoiar projetos de implantação de Repositório Institucional (RI) nas instituições públicas de
ensino e pesquisa, seja federais, estaduais e municipais, de modo a possibilitar o registro e
proporcionar maior visibilidade e disseminação da produção científica dessas instituições.
A UFLA, como instituição centenária de ensino, pesquisa e extensão, sempre foi grande
produtora de conhecimento científico, porém carecia de formas de divulgação mais aprimoradas dessa
produção para a comunidade acadêmica, bem como para a sociedade.
Visando ampliar a forma de divulgação da produção acadêmica da UFLA, em dezembro de
2011, por meio de um projeto de Mestrado Profissional em Administração Pública, uma servidora,
lotada na BU, aderiu ao edital FINEP/PCAL/XBDB para implantação de um projeto piloto do RI em
um dos departamentos da instituição.
O projeto, denominado RIUFLA, envolveu 3 (três) etapas para implantação: planejamento,
implementação e funcionamento. Essas etapas envolveram questões como: definição da equipe
técnica; formulação da Política Institucional de Informação (PII) da UFLA; definição e criação de
comunidades, subcomunidades e coleções; instalação e configuração do software DSpace no servidor;
definição dos metadados; treinamento da equipe; definição das políticas de gerenciamento do
RIUFLA; definição das licenças; alimentação das coleções; ações de promoção e divulgação do
projeto no departamento piloto. O lançamento oficial do RIUFLA aconteceu em fevereiro de 2013,
após a divulgação foram realizadas ações de promoção e divulgação do projeto nos demais
departamentos da instituição.
Até o momento, foram disponibilizados no RIUFLA, mais de 9.000 mil documentos, entre
dissertações, teses, monografias, artigos, capítulos de livros e outros, ocupando no Brasil a 17ª posição
no Ranking Web of World Repositories em janeiro de 2016. Mais de 87 mil buscas foram realizadas na
plataforma e ocorreram aproximadamente 3,7 milhões de visualizações de arquivos.

4.9 Programa de Capacitação de Novos Usuários (PCNU)
O Programa de Capacitação de Usuários (PCU) é uma iniciativa da BU em capacitar seus
usuários na utilização de recursos informacionais com mais eficiência e eficácia, buscando um melhor
desenvolvimento das atividades acadêmicas (UFLA, 2016). O PCU é dividido em 6 (seis) módulos,
sendo: Programa de Capacitação de Novos Usuários (PCNU) - Recepção de Calouros; Normalização
de trabalhos acadêmicos; Normalização bibliográfica; Fontes de informação e estratégias de buscas;
Portal de Períodicos da Capes; e Bases de dados do Portal de Periódicos da Capes.
Desde 2004 até 2013, ofertou-se o módulo do Programa de Capacitação de Novos Usuários
(PCNU), por meio de palestra presencial para os discentes ingressantes dos cursos de graduação da
UFLA, com o objetivo de informá-los sobre as normas, o acervo, os serviços e produtos da Biblioteca,
bem como os direitos e os deveres do usuário.

�XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias

8

BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

De acordo o Regulamento da BU:
Art. 20 A habilitação na BU é pré-requisito para que o usuário, vinculado à UFLA,
tenha o direito ao empréstimo domiciliar e demais serviços com normas específicas.
§1º Todo usuário com direito ao empréstimo domiciliar, previsto no Art. 18, é
habilitado no Setor de Referência ou por meio do Programa de Capacitação de
Novos Usuários (PCNU). [...]
Art. 21 A habilitação por meio do PCNU é obrigatória para os alunos dos cursos de
graduação, realizado nas modalidades presencial ou virtual, cujo objetivo é
apresentar as normas da Biblioteca Universitária e seus serviços. (UFLA, 2015).

Essas palestras foram oferecidas apenas na modalidade presencial até o 1º semestre de 2013,
pois essa modalidade tornou-se inviável para os servidores da BU atenderem à demanda de alunos que
iniciavam a cada semestre, com o crescimento significativo de vagas ofertadas pela universidade.
Conforme Oliveira et al. (2014):
[...] eram ofertadas, em média, 30 a 40 palestras por recepção, com
aproximadamente 40 inscritos. A quantidade de palestras era exaustiva para os
poucos servidores que tinham habilidade em falar em público, além de não ser
possível oferecer a mesma quantidade de palestras para os três turnos da
universidade (manhã, tarde e noite). Outro fator que gerava um entrave era com
relação às chamadas para novas matrículas que ocorria durante um longo prazo dos
inícios dos períodos e uma boa parte dos usuários chegava à universidade após as
palestras.

Diante disso, surgiu a necessidade de desenvolver alternativas que pudessem alcançar o maior
número de usuários possíveis em menos tempo, então que foi elaborada a capacitação na modalidade
virtual.
A partir do 2º semestre de 2013, o PCNU passou a ser ofertado também à distância, sendo
criado por uma equipe multidisciplinar formada por profissionais da área de biblioteconomia,
pedagogia e ciência da computação onde foram incluídos em uma plataforma web conteúdos textuais e
de multimídia acessíveis por meio do site da Biblioteca.
A equipe da BU projetou um sistema web para o PCNU, que atendesse tanto à
modalidade virtual quanto à presencial. Na modalidade virtual do PCNU, foi
disponibilizado o curso com as informações sobre a BU para os calouros,
juntamente com a aplicação de um questionário de avaliação do conteúdo aprendido,
formado por um banco de perguntas e respostas disponibilizadas aleatoriamente para
cada participante, e criação da senha da biblioteca, para utilizar os serviços
oferecidos. Na modalidade presencial, os próprios usuários interessados realizam
suas inscrições pelo PCNU, escolhendo participar em uma das palestras presenciais
com data e horário previamente definidos e com limite máximo de 100 inscritos por
palestras (OLIVEIRA et al., 2014).

Alguns resultados obtidos foram: participação de um maior número de alunos nos cursos de
capacitação, redução da sobrecarga de trabalho no Setor de Referência no início de cada semestre
letivo e oferta ininterrupta do curso de capacitação. Dessa forma, conclui-se que a educação à
distância, para o caso do PCNU, foi uma alternativa eficaz e eficiente para massificar o serviço de
orientação ao usuário e oferecer informações sobre o funcionamento da Biblioteca.

4.10 Sistema de gerenciamento do Espaço de Pesquisa Virtual (EPV) I
O EPV I constitui-se de uma importante infraestrutura e funciona como instrumento de apoio
para as atividades de ensino, pesquisa e extensão, oferecendo 80 computadores com acesso à Internet
para uso/estudo individual, destinados aos usuários com vínculo ativo na UFLA. Uma solução de
automatização foi estudada pela equipe de TI da BU para tornar mais dinâmico e independente o
acesso dos usuários para utilizarem os computadores desse espaço, no qual é gerenciado por
servidores da BU.Inicialmente, uma busca foi realizada na web selecionando diferentes soluções que

�XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias

9

BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

atendessem às demandas de gestão do EPV. Dentre os requisitos para escolha do sistema, destacaramse: possibilidade de customização, geração de relatórios, controle das máquinas remotamente e
autenticação. Além disso, o sistema não poderia gerar custos para a Biblioteca, o que tornou a procura
e a escolha pelo sistema mais restrita.
Para realizar a escolha da solução mais adequada, os sistemas escolhidos foram instalados nos
computadores da Coordenadoria de Recursos Tecnológicos (CRT) , simulando uma rede em pequena
escala. Assim, foram feitos vários testes para seleção do sistema que melhor adaptasse às regras do
EPV.
Optou-se por utilizar um sistema open source para não acarretar custos para o setor. O sistema
escolhido, o Cyber Café Administration (Cybera), foi customizado, configurado e implantado no EPV.
A base de dados com informações de matrícula e senha foram importados do Pergamum para o banco
de dados do Cybera. Assim, os usuários conseguiriam autenticar seu acesso para uso dos
computadores no EPV inserindo sua matrícula como login e sua senha sendo a mesma utilizada para
empréstimos.
A princípio o sistema atendeu as expectativas. No entanto, passado um tempo, ocorreram
problemas relacionados com a integração de dados. O banco de dados utilizado pelo sistema
Pergamum era diferente do banco de dados do sistema Cybera do EPV, o que dificultou a integração
dos dados em tempo real. Dessa forma, o acesso dos usuários no momento da autenticação foi
comprometido. Além disso, a base de dados do sistema do EPV não comportou adequadamente a
quantidade de dados importada da base Pergamum, deixando o acesso ao sistema lento.
Com isso, analisou-se a possibilidade de trocar a base de dados do sistema do EPV para a
mesma utilizada no Pergamum, porém o processo de recodificação seria muito dispendioso não
havendo garantia de que o sistema pudesse funcionar corretamente, o que poderia acarretar em outros
problemas de inconsistências. Sendo assim, o sistema foi desinstalado e outra alternativa de
autenticação tem sido estudada para automatizar a gestão dos serviços do EPV.

4.11 Serviço de Referência Virtual (SRV)
Com o avanço da tecnologia da informação, as bibliotecas colocaram seus serviços na web,
facilitando bastante a comunicação entre o usuário e biblioteca.
A análise dos serviços de referência e informação, disponibilizados através dos sites
das bibliotecas universitárias, demonstra um crescimento significativo entre os
ambientes tradicionais e os ambientes virtuais. O modelo de referência virtual
permite ao usuário uma forma de estabelecer comunicação com a biblioteca a um
custo mais reduzido, especialmente os usuários remotos. (CARVALHO; MILMAN,
2008).

Com a necessidade de seguir essas evoluções tecnológicas e expandir o serviço de referência
além do ambiente físico, disponibilizando informação rápida e precisa para o usuário, independente do
local em que se encontre, a BU, por meio do Programa de Bolsa Institucional de Ensino e
Aprendizagem (PROAT) da UFLA, criou-se o projeto denominado de “Serviço de Referência Virtual”
(SRV), com a orientação de uma bibliotecária-documentalista e a participação de 2 (dois) bolsistas do
PROAT e um ténico em informática.
O objetivo desse projeto consistiu em fornecer um novo meio de comunicação entre o usuário
e a BU, visando atender às expectativas deste usuário atual, que, acostumado às novas tecnologias,
espera-se serviços mais modernos e práticos por parte das bibliotecas.
Assim, o atendimento do SRV foi criado para ser realizado via chat, por meio de um software
livre, o Mibew Messenger, que possibilita a troca de informações em tempo real, para atender a
comunidade universitária e em geral, mantendo a mesma qualidade do serviço já oferecido
presencialmente e agilizando a transmissão de informação.
As etapas para implantação do SRV na BU foram: levantamento bibliográfico; análise de
software; testes internos na biblioteca com software escolhido; criação de política de atendimento;
elaboração e atualização das possíveis perguntas frequentes; estabelecimento do horário de
atendimento; capacitação dos servidores envolvidos no projeto; por último, divulgação do novo

�XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias

10

BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

serviço para comunidade acadêmica da UFLA. A partir da implantação do SRV, os usuários tiveram
mais benefícios, como a resposta imediata de seu problema.
Quanto aos procedimentos metodológicos, utilizou-se a técnica de estudo de caso por permitir
um conhecimento mais detalhado sobre o fenômeno e o contexto delimitado e também foi realizada
uma pesquisa de opinião com 220 usuários.
Acredita-se que com o SRV, via chat, os usuários passaram a procurar mais a BU para
esclarecer suas dúvidas, ampliando o atendimento da biblioteca para vários outros usuários.

4.12 Uso e aprimoramento em redes sociais
As redes sociais estão mudando a forma como as organizações trabalham, usando conexões
autênticas e de confiança como estratégia competitiva, ou seja, para divulgar informações, melhorar a
prestação de serviços/produtos e facilitar o acesso a informação (HUNT, 2010). Nesse contexto, em
2010, iniciou-se a participação da BU nas mídias sociais consideradas mais populares e com maior
índice de participação de seus usuários, criando os seguintes perfis (fanpages):
a) Facebook: em 25 de outubro de 2010 foi criado o perfil da BU. Devido ao grande número de
pedidos de amizade, em janeiro de 2012, todos os amigos do perfil foram migrados para uma
fanpage. Hoje, possui 6.348 curtidas/seguidores, sendo 56% do sexo feminino e 44% do
masculino. A média semanal de alcance das publicações é de 64,2% dos seguidores, um valor
considerável de visualização dos posts da Biblioteca; A atualização da fanpage acontece
semanalmente, com média de 3 (três) posts por semana;
b) Twitter: em janeiro de 2010 foi criado o perfil da BU. Atualmente, possui 348 seguidores,
segue 124 perfis de outras bibliotecas, instituições de ensino e outras fontes de informação no
Twitter e já postou 558 tweets. No início de sua criação, o Twitter da BU foi muito utilizado
para divulgar as novas teses e dissertações da UFLA inseridas na Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações (BDTD), que foi substituida pelo Repositório Institucional (RIUFLA) em
fevereiro de 2012. Os outros “tweets” foram sobre assuntos relacionados principalmente sobre
a UFLA e replicas das publicações dos outros perfis da BU/UFLA em outras mídias sociais;
c) YouTube: em julho de 2011 foi criado o canal da BU/UFLA. Atualmente, o canal possui 13
vídeos publicados, com alcance de 1.399 visualizações no total e 7 inscritos. O seu objetivo é
divulgar os vídeos instrucionais dos serviços prestados pela BU, tais como autoempréstimo,
reserva, renovação, emissão de GRU, elaboração de ficha catalográfica, entre outros;
d) WhatsApp: em 29 de maio de 2015 foi criado o grupo da BU no aplicativo Whatsapp com a
participação dos servidores da Biblioteca. O objetivo desse grupo é a troca de informação e
comunicação entre os servidores da ativa. Nessa mídia, os participantes têm a oportunidade de
comentar sobre assuntos profissionais e de interesse particular. A participação no grupo é
opcional, por isso nem todos os servidores da BU fazem parte do grupo, então, toda
informação de interesse profissional também é veiculada em uma lista de discussão via e-mail
institucional.
Além dos perfils nas mídias sociais citadas, ainda serão estudadas as possibilidades de criação
de perfil no Flickers, mídia de hospedagem e partilha de imagens fotográficas; e no Instagram, rede
social de imagens, que possibilita tirar fotos com o celular, aplicar efeitos e compartilhar com seus
amigos ou seguidores.
Pela análise realizada na BU, pode-se perceber que os recursos advindos da Internet estão
sendo usados em concretude pela Biblioteca, pois são perceptíveis as vantagens desse uso, tendo como
principais resultados uma maior interação com o usuário, agilidade na comunicação, maior rapidez na
divulgação e acesso as informações e maior visibilidade da Biblioteca (MEDEIROS et al., 2016).

4.13 Serviço de busca e descoberta
Este projeto tem como objetivo desenvolver e implantar o serviço de busca e descoberta da
UFLA, pelos servidores da CRT da BU. As principais finalidades são: facilitar a recuperação de
materiais bibliográficos impressos, disponíveis no acervo da BU; popularizar o RIUFLA; dinamizar o
uso de conteúdos assinados pela UFLA, periódicos, bases de dados e ABNT Coleção; promover o

�XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias

11

BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

portal de vídeoaulas do Cead; aumentar o acesso às revistas publicadas pela instituição, disponíveis no
SCIELO; possibilitar o aumento de citações de trabalhos dos autores da universidade; e desenvolver
critérios de relevância em conformidade com a demanda da UFLA, adotando um índice único de
recuperação da informação, Figura 2.
Figura 2 - Índice único: serviço de descoberta

Fonte: adaptado de Maranhão (2011, p. 3).

Inicialmente, foi realizado o levantamento das tecnologias e ferramentas que poderiam ser
melhor utilizadas diante dos recursos solicitados. Foram analisadas somente tecnologias gratuitas e
open source.
Para o desenvolvimento do recurso foram projetadas 5 (cinco) etapas: levantamento
bibliográfico; planejamento de demanda e dos recursos; desenvolvimento com arquitetura MVC
(Model-View-Controler), utilizando as tecnologias: HTML, JAVASCRIPT, CSS-BOOTSTRAP para
o lado cliente, e para o lado servidor, PHP5, JAVA, SOLR, POSTGRES, juntamente com diversas
bibliotecas oferecidas por estas tecnologias; testes e divulgação; avaliação.
Atualmente, este projeto está na etapa de testes, faltando sua conclusão para divulgação e
posterior avaliação. Com relação à essa solução inovadora, a intenção primeiramente é atender a
demanda da UFLA e em seguida, apresentar mais uma alternativa às diversas instituições públicas ou
privadas do país e não competir com as demais soluções disponíveis no mercado, que já são
ferramentas consolidadas e com inúmeros outros recursos.

4.14 Biblioteca Itinerante - ônibus UFLA
O projeto denominado “Biblioteca Itinerante - ônibus UFLA” foi lançado durante a VIIISLBU
da UFLA, em outubro de 2013. O principal objetivo desse projeto, que tem como público alvo
crianças, adolescentes e adultos de cidades vizinhas, da zona rural e dos bairros periféricos de Lavras,
é promover a cidadania por meio da educação e da cultura, favorecendo o processo de formação
social. Visa ultrapassar as fronteiras do espaço tradicional da BU e incentivar o hábito e o prazer pela
leitura, na comunidade de Lavras e região, oferecendo empréstimo de livros, exposições didáticocientíficas e atividades lúdicas e culturais. O projeto é gerenciado pelo Setor de Marketing e
Comunicação da CAU/BU.
Cabe mencionar que no projeto inicial da Biblioteca Itinerante, as visitas eram quinzenais,
sendo o roteiro divulgado no site da BU. Para ter acesso aos empréstimos é necessário ser sócio da
Biblioteca Itinerante. O horário de funcionamento firmado foi das das 8 às 12 horas, às terças-feiras.

�XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias

12

BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

A Biblioteca Itinerante, embora seja uma inovação em Lavras e região, buscou oferecer um
espaço de referência cultural para a população dos locais atendidos pelo projeto. Entretanto, por
melhores que sejam os resultados, o ônibus não substitui o espaço físico da BU. Mas, ao ser utilizado
adequadamente como instrumento de difusão e incentivo à leitura, contribuie na formação do cidadão
e na disseminação do livro e da cultura, ampliando a frequência de usuários em bibliotecas púbicas e
estimulando a capacidade crítica dos seus usuários.
O projeto ganhou grande aceitação da comunidade lavrense, de escolas de bairros vizinhos e
moradores próximos ao local de parada ônibus que se mobilizavam para participar das visitas. Porém,
devido à necessidade de reestruturação dos ônibus e da equipe da BU, atualmente, o projeto está
suspenso, atendendo a demandas eventuais.

5 CONCLUSÕES
O relato de experiência em tela, apresentou as iniciativas da equipe da BU, no período de 2012
a 2016, em inovar seus serviços e produtos, em função do aumento de usuários e das novas demandas,
hoje, mais autônomos quanto ao uso das TIC’s. Destacou-se a necessidade de inovação como algo
altamente relevante no ambiente informacional.
No contexto abordado, é observado que a implantação de soluções inovadoras, apoiadas pelas
TIC’s, contribuíram, significativamente, para a melhoria dos serviços e produtos oferecidos, reduzindo
esforços e automatizando seus workflows, se adequando e adaptando-se às novas demandas dos seus
usuários.
Por meio, do relato foi possível identificar a necessidade de planejamento da implantação de
qualquer serviço, novo produto ou mesmo de aprimoramento daqueles já existentes. Cabe ainda,
mencionar a necessidade de avaliar periodicamente a aceitação e uso dos serviços por seus utilizadores
para identificar falhas, demandas de melhorias/ajustes e análise dos próximos investimentos.
É importante mencionar que a participação em eventos da área teve retornos positivos para os
profissionais bibliotecários da UFLA. Pois, além de novos conhecimentos adquiridos com a exposição
das conferências, das mesas redondas, das feiras dos fornecedores, das apresentações dos trabalhos
orais e posters, da participação nas reuniões técnicas possibilitou obtenção de outros olhares às
atividades da Biblioteca, bem como, continuar caminhando para a prestação de serviços inovadores
em nossas rotinas.
As conclusões deste relato não pretendem abranger todos os casos relacionados à inovação no
ambiente da BU. Isto é, não são generalizáveis para todas as situações e contextos, mesmo porque
refletem resultados relacionados a experiência de uma única biblioteca. Elas apontam para possíveis
soluções que, talvez, possam servir de ponto de partida para outras instituições que tenham demandas
semelhantes.

REFERÊNCIAS
BALESTRIN, A.; VARGAS, L. M.; FAYARD, P. Ampliação interorganizacional do conhecimento: o
caso das redes de cooperação. Revista Eletrônica de Administração, Porto Alegre, v. 43, v. 11, n. 1,
jan./fev. 2005.
CLARK, B. Sustaining change in universities: continuities in case studies and concepts. Tertiary
Education and Management, London, v. 9, n. 2, p. 99-116, 2003.
COPALDO, A. Network structure and innovation: the leveraging of a dual network as a distinctive
relational capability. Strategic Management Journal, Sussex, v. 28, n. 1, p. 585-608, 2007.
FERNÁNDEZ-VILLAVICENCIO, N. G. Servicios de referencia en bibliotecas universitarias:
tendencias y plan de marketing. El profesional de la información, Barcelona, v. 21, n. 6, nov./dic.
2012.
FURTADO, T. B.; ESMIN, A. A. A.; OLIVEIRA, N. Técnica de recomendação e recuperação de
conteúdo para repositórios institucionais baseado na Universidade Federal de Lavras (UFLA). In:
CONFERÊNCIA LUSO-BRASILEIRA SOBRE ACESSO ABERTO, 5., 2014, Coimbra. Anais

�XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias

13

BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

eletrônicos... Coimbra: Universidade de Coimbra, 2014. Disponível em:
&lt;http://repositorio.ufla.br/handle/1/4832&gt;. Acesso em: 2 abr. 2016.
HOFFMAN, S. A importância de integrar os sistemas de gestão de uma organização. Fundação
Nacional da Qualidade, 2015. Disponível em: &lt;http://www.fnq.org.br/informe-se/artigos-eentrevistas/entrevistas/a-importancia-de-integrar-os-sistemas-de-gestao-de-uma-organizacao&gt;. Acesso
em: 2 de abr. 2016.
KASSOY, G. O RH e a inovação nas empresas. Janela da Web, 2006. Disponível em:
&lt;http://janelanaweb.com/digitais/kassoy2.html&gt;. Acesso em: 14 mar. 2016.
MARANHÃO, A. M. N. Dos catálogos aos metabuscadores e serviços de descoberta na Internet?:
uma visão geral. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO
E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 24, 2011, Maceió. Anais... Maceió: FEBAB, 2011. Slide 1 a 24.
MEDEIROS, S. A. et. al. Webmarketing e o desenvolvimento de uma política de redes sociais:
estudo de caso da Biblioteca Universitária da Universidade Federal de Lavras. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 29., 2014. Manaus. Anais… Manaus: UFMG,
2016. No prelo.
MORIGI, V. J.; PAVAN, C. Tecnologias de informação e comunicação: novas sociabilidades nas
bibliotecas universitárias. Ciência da Informação, Brasília, v. 33, n. 1, p. 117-125, jan./abr. 2004.
OLIVEIRA, A. A. Inovação e disponibilização de serviços nas bibliotecas da Universidade Federal de
Juiz de Fora. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 28., 2014.
Belo Horizonte. Anais… Belo Horizonte: UFMG, 2014. Disponivel em:
&lt;https://www.bu.ufmg.br/snbu2014/wp-content/uploads/trabalhos/ 628-2017.pdf&gt;. Acesso em: 10
mar. 2016.
OLIVEIRA, R. M. et al. A implantação do programa de capacitação de novos usuários na modalidade
virtual da Biblioteca Universitária da UFLA: relato de experiência. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 18., 2014, Belo Horizonte. Anais... Belo Horizonte: UFMG,
2014. Disponível em: &lt;http://repositorio.ufla.br/handle/1/4681&gt;. Acesso em: 14 abr. 2016.
OLIVEIRA, V. N. et al. Tecnologia da informação como instrumento de democratização e acesso à
informação: estudo de caso de empréstimo de computadores portáteis, netbook, na Biblioteca da
UFLA. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 17., 2012, Gramado.
Anais… Gramado: UFRGS, 2012. p. 1-16. Disponível em: &lt;http://repositorio.ufla.br/handle/1/312&gt;.
Acesso em: 20 mar. 2015.
PROVAN, K. G.; HUMAN, S. E. Organizational learning and role of the network broker in small-firm
manufacturing. In: GRANDORI, A. Interfirm networks: organization and industrial competitiveness.
London: Routledge, 1999.
SWAN, J.; CLARK, P. Organisational decision-making in the appropriation of technological
innovation: cognitive and political dimensions. European Work and Organisational Psychologist,
London, v. 2, n. 2, p. 254-85, 1992.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS. Biblioteca Universitária. Regulamento da Biblioteca
Universitária. Lavras, 2015. Disponível em: &lt;http://www.biblioteca.ufla.br/wordpress/wpcontent/uploads/REGULAMENTO-FINAL_aprovado-Comiss%C3%A3o-T%C3%A9cnica02.12.15.pdf&gt;. Acesso em: 2 abr. 2016.
VAN DE VEN, A. H. Central problems in the management of innovation. Management Science,
Providence, v. 32, n. 5, p. 590-607, 1986.
WEINGAND, D. E. Serviços aos clientes: um imperativo de marketing. In: AMARAL, S. A. do
(Org.). Marketing na ciência da informação. Brasília: Ed. UnB, 2007. cap. 2., p. 43-44.

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="31">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="49036">
                <text>SNBU - Edição: 19 - Ano: 2016 (UFAM - Manaus/AM)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="49037">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="49038">
                <text>Tema: A biblioteca universitária como agente de sustentabilidade institucional.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="49039">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="49040">
                <text>UFAM</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="49041">
                <text>2016</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="49042">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="49043">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="49044">
                <text>Manaus (Amazônia)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="49665">
              <text>Inovação tecnológica em unidades de informação: reduzindo esforços repetitivos e automatizando workflows da Biblioteca Universitária da UFLA - período de 2012/2016.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="49666">
              <text>Ribeiro, Nivaldo Calixto </text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="49667">
              <text>Manaus (Amazonas)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="49668">
              <text>UFAM</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="49669">
              <text>2016</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="49671">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="49672">
              <text>Este trabalho discorre sobre a experiência da Biblioteca Universitária (BU) da Universidade Federal de Lavras (UFLA) na implantação de inovações que, apoiadas pelas tecnologias de informação e comunicação (TIC’s), contribuíram, significativamente, para a melhoria dos serviços e produtos ofertados, reduzindo esforços repetitivos e automatizando seus workflows, adaptando às novas demandas dos seus usuários, gerando confiança na equipe. Como ações metodológicas para identificarmos a aceitação e uso dos serviços pela comunidade acadêmica, foram analisadas as estatísticas de uso, frequência de usuários, índices do Google, entre outros recursos detalhados no percurso metodológico deste trabalho. As análises e seus resultados contribuíram para o desenvolvimento de novos projetos e investimentos para aaquisição de novos produtos para a Biblioteca ou para a renovação dos existentes.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="67977">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
