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                  <text>O IMPACTO DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NAS BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS
Teresa Avalos Pereira (UNIFESP) - te_avalos@hotmail.com
Resumo:
O crescente uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) na Educação vem
permitindo a aplicação de uma nova modalidade de ensino às pessoas: a Educação a Distância
(EaD). A Educação a Distância contribui para o avanço na área educacional, visto que o ensino
pode chegar a lugares do país nunca antes atingido. Por meio de contribuições teóricas de
estudiosos do tema, este trabalho tem como objetivo explorar as diversas formas de
experiências dessa rica modalidade de educação, incluindo o papel das Bibliotecas
Universitárias (BU) nesse contexto. O estudo mostra o número de alunos matriculados em
EaD, propõe refletir sobre o reconhecimento da EaD e coloca em discussão a necessidade que
alunos fora do campus precisarão para acessar serviços de biblioteca de uma maneira
diferente do que os estudantes tradicionais no campus. Sendo assim, a biblioteca precisa
oferecer políticas e serviços especificamente para estudantes matriculados em programas de
educação a distância.
Palavras-chave: Bibliotecas. Educação a distância. Tecnologia educacional.
superior. Projetos de Tecnologia de Informação e Comunicação
Área temática: Eixo 3 - Ecologia da Informação
Subárea temática: Biblioteca universitária e EaD

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Educação

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XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

1 Introdução
As Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) têm transformado a maneira
como o mundo vive e pensa, dando acesso mais amplo da população a este meio, ganhando
papel de destaque em todas as modalidades de ensino. As TIC podem ser definidas como um
conjunto de tecnologias associadas com o processamento de informação, envio e recebimento
de mensagens (UNESCO, 2005). Na Educação a Distância (EaD) não é diferente. A EaD
também faz parte desse processo, pois utiliza os recursos tecnológicos para que ela aconteça.
Enquanto as tecnologias são um fator importante, os ambientes sociais em que elas
estão implementadas são igualmente importantes. As TIC não modificam o que aprendemos e
sim, o modo com aprendemos. Assim, o computador e especialmente a internet, como
ferramentas de apoio ao processo de ensino e aprendizagem, favorecem o desenvolvimento de
propostas interdisciplinares e cooperativas e estimulam uma postura investigativa em relação
ao conhecimento. (PEREIRA et al., 2016).
A EaD, surgiu da necessidade de levar informação e conhecimento ao maior número
de pessoas, em qualquer lugar e em qualquer hora. Segundo Belloni (2012), ela aparece como
uma solução e um caminho para a inovação, não apenas por responder às demandas de
democratização do acesso ao ensino, mas também por contribuir para a melhoria da qualidade
da educação.
Várias definições são dadas para Educação a Distância e, na perspectiva de Mattar
(2011), uma formulação que engloba elementos dessas definições é de que a EaD é uma
modalidade de educação, planejada por docentes ou instituições, em que os professores e
alunos estão separados fisicamente, no entanto, diversas TIC são utilizadas.
Nesse contexto, surgiu a justificativa para estudar esse tema, já que a Biblioteca
Universitária (BU) tem o compromisso de buscar excelência na área de atuação da informação
e pesquisa, promovendo e objetivando a educação de qualidade, dentro da ética e,
principalmente, tendo o estudante como personagem principal.
Os bibliotecários, interessados em divulgar o aproveitamento dessas novas tecnologias
de aprendizagem que surgem a cada dia e EaD, devem ter como meta estimular o
desenvolvimento de projetos nessa modalidade de ensino em todas as suas formas,
incentivando a prática de serviços para alunos, professores, pós-graduandos e a própria
instituição.
Nossa tarefa não é contemplar o que ninguém ainda contemplou, mas meditar sobre o
que o mundo tem diante dos olhos. Em conformidade com Lévy (2004), novas maneiras de
pensar e conviver são elaboradas no mundo das telecomunicações e da informática. Os
sistemas de informação e as redes de computadores estão desempenhando um papel
primordial na criação desse ambiente cooperativo e é através dessas ferramentas que se dará a
comunicação.
O presente estudo tem por objetivo, portanto, mostrar as possibilidades, procedimentos
e recomendações para o planejamento de implantação de serviços que podem ser oferecidos
aos alunos de nível superior pelas Bibliotecas Universitárias na Educação a Distância.

2 Revisão de literatura
2.1 Legislação da EaD
A Educação a Distância é algo recente no Brasil. O Decreto n.o 5.622, de 19 de
dezembro de 2005 regulamenta o art. 80 da Lei n.o 9.394, de 20 de dezembro de 1996,
estabelecendo as diretrizes e bases da Educação Nacional. (BRASIL, 2005).

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BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

O art. 2.º esclarece que a EaD pode ser ofertada para a educação superior, abrangendo
cursos e programas sequenciais, de graduação, de especialização, de mestrado e de doutorado.
O Ministério da Educação (MEC), através da Secretaria de Educação a Distância e da
Secretaria de Educação Superior, tem adotado uma postura de abertura para diálogos,
recebendo sugestões e refletindo sobre as questões. Apesar das limitações, verificamos na
legislação, o reconhecimento da EaD como modalidade educacional, o que minimiza as
rejeições, inclusive o uso das TIC como suporte aos cursos.
Anos depois da última regulação, os cursos superiores de ensino a distância no Brasil
tiveram diretrizes e normas de funcionamento atualizadas. O ministro da educação, Aloisio
Mercadante, homologou a resolução n.o 1, de 11 de março de 2016, do Conselho Nacional de
Educação (CNE), estabelecendo Diretrizes e Normas Nacionais para a oferta de Programas e
Cursos de Educação Superior na Modalidade a Distância:
Para os fins desta Resolução, a educação a distância é caracterizada como
modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica, nos processos de
ensino e aprendizagem, ocorre com a utilização de meios e tecnologias de
informação e comunicação, com pessoal qualificado, políticas de acesso,
acompanhamento e avaliação compatíveis, entre outros, de modo que se propicie,
ainda, maior articulação e efetiva interação e complementariedade entre a
presencialidade e a virtualidade “real”, o local e o global, a subjetividade e a
participação democrática nos processos de ensino e aprendizagem em rede,
envolvendo estudantes e profissionais da educação (professores, tutores e gestores),
que desenvolvem atividades educativas em lugares e/ou tempos diversos. (BRASIL,
2016).

Novas regras consolidaram o novo marco regulatório após intenso trabalho
envolvendo instituições como o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
Anísio Teixeira (Inep), a Secretaria de Educação Superior (Sesu) e a Secretaria de Regulação
(Seres). Inclusive, desde a publicação do documento, foi dado um prazo de 120 dias ao Inep e
à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para definir
parâmetros de qualidade para avaliação da EaD. A Universidade Aberta do Brasil (UAB), da
Capes, instituições públicas, privadas e comunitárias também foram participantes ativas do
processo. (PORTAL BRASIL, 2016)
A Biblioteca também foi mencionada nessa resolução:
A distinção entre polos, de que trata o parágrafo anterior, será especialmente
considerada a partir dos modelos tecnológicos e digitais adotados pela IES,
destinados ao aprendizado e descritos no PDI e PPI, compreendendo níveis
diferenciados de atividades, virtual ou eletrônica, aplicados aos processos de ensino
e aprendizagem, tipificação e natureza do acervo da biblioteca e dos equipamentos
dos laboratórios, conteúdo pedagógico, materiais didático e de apoio e interatividade
entre professores, tutores e discentes. (BRASIL, 2016).

Nesse contexto, a qualidade e validade dos programas devem ser mantidas. Para que
isso aconteça, as bibliotecas universitárias terão que fazer esforços consideráveis para ter seus
acervos e materiais de pesquisa à disposição dos seus alunos de EaD.

2.2 EaD no ambiente WEB
As contribuições advindas dos avanços tecnológicos, sem dúvida, influenciaram na
forma de pensarmos e agirmos e, como consequência, exige formação especializada,
organização do trabalho, produtividade e eficiência.

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Devem-se aproveitar os aparatos tecnológicos e estender a EaD aos mais remotos
cantos do país, pois é a tecnologia que está a serviço do homem e não o contrário.
(ALMEIDA, 2013).
Antigamente, falávamos de cursos a distância, conhecidos por Cursos por
Correspondência. Hoje, pode-se considerar que a EaD não é a distância e sim de aproximação.
No entender de Tori (2010), com um ambiente de ferramentas de tecnologias interativas:
twitter, redes colaborativas, compartilhamento, colaboração, coletivismo etc., a EaD é uma
educação que aproxima, ultrapassando fronteiras e quebrando paradigmas quanto ao
desenvolvimento de atividades mútuas, mesmo que se encontrem distante espacialmente. Os
alunos podem salvar, exportar e trabalhar configurações de um ambiente para outro; baixar,
vídeos e materiais didáticos, por exemplo.
Na educação presencial o aluno tem dia e horário para assistir às aulas. Na EaD, isso
não acontece. Os cursos podem ser totalmente online, com conteúdos que ficam na internet,
com interação do tutor, com flexibilidade de assistir quando o aluno puder, ou seja, o aluno
não perde a aula.
O estudante deve, nesse caso, administrar o seu tempo, organizar suas lições, entrega
de tarefas, enfim, dedicar-se pelo menos uma hora por dia. O autodidatismo mexe com
disciplina e traquejo de ferramentas de tecnologias, o que antes eram limitadas. O aluno vai
estudar sozinho e terá autonomia, escolherá dia, hora e lugar para estudar como bem lhe
convier.
As atividades síncronas, aquelas em que há um horário e dia certos para se conectar
com outros estudantes e o professor, ampliam o caráter social da aprendizagem, valorizam as
trocas e colaborações, favorecem a construção de valiosas comunidades virtuais, possibilitam
a interação entre alunos e tutores, através de chats, ferramentas de voz, como Skype, MSN,
hangout, videoconferência etc.
Nas atividades assíncronas, por outro lado, o aluno não tem uma disciplina tão rígida,
pois essas atividades podem ser feitas a qualquer hora. O acesso aos fóruns, mensagens,
glossário, diário etc. O material estará lá no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA),
como por exemplo, o Moodle (Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment),
para o aluno acessar, estudar ou fazer exercícios no seu momento mais oportuno.
O avanço foi muito expressivo principalmente no que se refere às tecnologias móveis,
como celulares, smartphones, notebooks e modem 3G e 4G. Existem inúmeras ferramentas
utilizadas para canais de comunicação e/ou compartilhamento de materiais e, como o
Facebook, WhatsApp, Google Drive, Dropbox, YouTube, dentre outros. Isso posto, não é a
tecnologia que vai ajudar a romper com os modos tradicionais de se educar, e sim, a forma
como ela é utilizada.
Quando se pensa em montar qualquer curso, precisamos pensar no modelo, objetivo,
público alvo, cidadania digital e o quanto de tecnologia se vai colocar nisso. Esse conceito foi
batizado de tecnopedagogia, o que vai muito além de usar somente a pedagogia, e sim,
colocar a técnica. Nesse processo, a biblioteca universitária é considerada uma extensão da
sala de aula, o celeiro de novas tecnologias, devendo oferecer experiência multimídia,
tornando acessíveis seus recursos onde e quando necessários, para um número cada vez maior
de usuários online.

2.3 Serviços oferecidos pela Biblioteca Universitária aos alunos de EaD
A biblioteca universitária, em vista do exposto, deve dar condições de acesso online
dos serviços da Biblioteca para alunos de educação a distância. Para permitir o contato entre o
tutor e o aluno, por exemplo, precisa ter espaços físicos disponíveis e horários para
atendimento personalizado na Biblioteca. Salas de estudos individuais e em grupo,

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laboratórios, computadores, vídeos e outros recursos, postos à disposição na sede ou nos polos
descentralizados, conforme Censo EAD (2014), possibilitarão ao aluno que pode frequentar
esses espaços oportunidades de maior aproveitamento.
Algumas sugestões de implementação de serviços que a Biblioteca Universitária pode
dispor estão listadas a seguir. Em primeiro lugar, o aluno de EaD deve se cadastrar, preencher
o formulário com os dados, e-mail, matrícula etc. Entrando no site, na página principal, o
aluno terá informações recentes, links de acesso de consulta ao acervo, ícones e atalhos, tais
como:
 Lista de serviços, regulamento e disposição interna da biblioteca;
 Tutoriais que orientam como utilizar recursos digitais e serviços da biblioteca;
 Levantamento bibliográfico manual e automatizado – pesquisa em bases de dados de
artigos em revistas científicas;
 Auxílio à pesquisa – uma equipe de referência da biblioteca deve estar preparada para
responder perguntas e orientar o aluno para os recursos de que ele precisa, através de
e-mail, chat ou telefone.
 O estudante pode solicitar a assistência de quaisquer outros assuntos ou dificuldades;
 Serviço de comutação – artigos solicitados às bibliotecas nacionais e internacionais;
 Visitas orientadas – bibliotecas do sistema e seus acervos;
 Solicitação virtual de empréstimo do material bibliográfico – existem bibliotecas que
dispõem do serviço de entrega domiciliar. Neste caso, o aluno poderia usar um
formulário próprio, informando que é estudante de EaD;
 Empréstimo entre bibliotecas – quando a biblioteca não possui o material de interesse;
 Devolução de livros – autoatendimento, usando código de barra e/ou etiqueta de
identificação;
 Renovação e reserva de livros – pode ser feito online;
 Sugerir um título – o aluno pode sugerir a compra de um livro que não faz parte da
coleção, usando o espaço “Sugerir um Título” no portal da biblioteca;
 Acesso a artigos de jornal – artigos de periódicos, texto completo, e-books etc. na
coleção das bibliotecas devem estar disponíveis para os usuários da biblioteca fora do
campus. Oferecer suporte para acesso remoto a recursos eletrônicos;
 Acesso a outras bibliotecas – serviços de biblioteca de outros campi podem ser
fundamentais para o sucesso do estudante de EaD, adotando tantas seções quanto
forem necessárias à fundamentação do tema e do problema abordados;
 Orientações de como fazer os trabalhos acadêmicos – normalização bibliográfica de
dissertações, teses e artigos;
 Informação sempre! – alertas, boletins e notícias no portal da biblioteca;
 Promoção de eventos – palestras, exposições, apresentações etc.;
 Treinamento e capacitação – habilitar usuários na utilização das fontes de informação
em formato eletrônico, disponibilizadas para a comunidade acadêmica;
 Serviço de atendimento ao pesquisador (SAP) – se o aluno tiver alguma dúvida sobre
os serviços, pesquisa e recursos, pede-se para enviar e-mail ao setor responsável, ou
colocar sua questão em um link “Pergunte-nos!”, por exemplo.
A Secretaria de Educação a Distância apresenta um documento intitulado “Referenciais de
qualidade para Educação Superior a Distância”, para subsidiar atos legais referentes aos
processos de regulação, supervisão e avaliação da EaD. Orienta sobre instalações físicas da
Biblioteca; acervo atualizado, amplo e compatível com as disciplinas dos cursos ofertados;
materiais disponibilizados em diferentes mídias, sobre os profissionais de apoio presencial,

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atendimento a estudantes usuários, tutores e professores; salas disponíveis para estudo
individual e em grupo; acesso à internet. Enfim, os desafios são grandes, mas é fundamental e
urgente que as Bibliotecas Universitárias e Instituições de Ensino Superior em EaD se
atualizem para essa nova modalidade de ensino. (BRASIL, 2007).

3 Materiais e métodos
Os caminhos metodológicos utilizados neste trabalho foram:
 Formulação do problema ou lacuna: o que as Bibliotecas Universitárias podem
oferecer aos alunos de EaD, para dar suporte a essa nova modalidade de Ensino.
 Tipo de pesquisa quanto ao objetivo: estudo descritivo, exploratório;
 Levantamento bibliográfico: revisão da literatura e pesquisa documental em livros e
artigos (físicos e na internet), realizados por outros pesquisadores;
 Estratégia de busca: utilizaram-se as palavras-chave: “Educação a Distância” e
“Bibliotecas Universitárias”;
 Quanto à forma de abordagem: pesquisa qualitativa-quantitativa;
 Delineamento da pesquisa: trabalhos voltados à implantação de serviços no tocante ao
melhor atendimento de estudantes de Educação a Distância;
 Coleta de dados: buscou-se a história e legislação da EaD, pesquisou-se em sites do
Ministério da Educação, trabalhos de educadores e filósofos, dados da ABED
(Associação Brasileira de Educação a Distância). Elencaram-se também os serviços e
produtos que podem ser oferecidos pelas Bibliotecas Universitárias;
 Análise e interpretação dos dados: generalizar hipóteses e soluções para futuros
estudos.

4 Resultados parciais/finais
Dados do Censo da Educação Superior, realizados e divulgados pelo Instituto
Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – Inep (2014) demonstram
que:
 Com um aumento de 18%, os centros universitários apresentaram o maior crescimento
percentual em 2014 entre todas as organizações acadêmicas quando se compara com
2013;
 Os centros universitários também tiveram o maior crescimento em termos percentuais
no período de 2003 a 2014;
 53,2% das matrículas estão nas Universidades; 28,6% nas Faculdades; e 16,5% nos
Centros Universitários;
O número de alunos na modalidade a distância continua crescendo, atingindo 1,34 milhão
em 2014, o que já representa uma participação de 17,1% do total de matrículas da educação
superior:
 O número de matrículas em cursos de graduação presenciais cresceu 5,4% entre 2013
e 2014; na modalidade a distância, o aumento foi de 16,3%;
 As matrículas de cursos a distância tiveram o maior crescimento percentual registrado
nas Universidades (17,8%).

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 O número de concluintes, número de cursos e matrículas nos cursos de graduação
presenciais e a distância. (Tabela 1)
Tabela 1. Número de Concluintes, Número de Cursos e Matrículas nos Cursos de Graduação Presenciais e
a Distância - 2014

Concluintes
Graduação Graduação a
Presencial
Distância
336.215
189.788

Cursos
Graduação Graduação a
Presencial
Distância
11.858
1.365

Matrículas
Graduação Graduação a
Presencial
Distância
2.633.527
1.341.842

Nas Universidades Públicas tivemos um crescimento de 7,5% do ensino presencial e
2,1% no ensino a distância. Na graduação a distância, o Censo contabilizou 1,2 milhão de
matrículas apenas nas instituições privadas em 2014, aumento de 20,36% na comparação com
2013. Considerando também as Universidades Públicas, a EAD chegou a 1,3 milhão de
alunos, aumento de 16,32%, ante o ano de 2013.
O ritmo de crescimento do EAD em 2014 foi o maior em cinco anos. Depois de uma
forte aceleração nos anos entre 2007 e 2009, o ensino a distância vinha desacelerando e
chegou a registrar crescimento de 7,2% nas matrículas em 2013. (INEP, 2014).
De acordo com o SEMESP (2005), em sua 5ª. Edição do Mapa do Ensino Superior no
Brasil, o número de Instituições de Ensino Superior (IES) no Brasil esteve em constante
ascensão nos últimos 13 anos, com um crescimento total de 102,6%, sendo 108,2% nas IES
privadas e 71% nas públicas.
Em 2013, o setor da educação de nível superior decresceu cerca de 1% totalizando
2.391 instituições: 2.090 IES privadas e 301 públicas. A evolução das matrículas de nível
superior a distância registrou de 2009 e 2013, um crescimento de 37,5% - sendo um aumento
de 50% na rede privada e uma queda de 10,5% na pública (CENSO ABED, 2014).
No período de 2012 a 2013, o crescimento na rede privada alcançou 7,2% (932 mil
matrículas para 999 mil). No entanto, na rede pública ocorreu uma queda acentuada de 14,9%
nas matrículas (eram 182 mil matrículas em 2012 e chegou a 155 mil em 2013).
O número de alunos em cursos de pós-graduação (mestrado e doutorado) chegou a 220
mil em 2013, com um crescimento considerável de 8%, em relação a 2012. A maioria dos
alunos está cursando mestrado (60%).
No entender de Moran (2012), tanto em curso presencial quanto um a distância de
qualidade possuem os mesmos ingredientes: ambos dependem, em primeiro lugar, de
educadores maduros, intelectual e emocionalmente, pessoas curiosas, entusiasmadas, abertas,
que saibam motivar e dialogar. O grande educador atrai não só pelas suas ideias, mas pelo
contato pessoal. Alunos curiosos e motivados facilitam o processo, estimulam as qualidades
do professor, tornam-se interlocutores lúcidos e parceiros de caminhada do professoreducador.
Para termos cursos presenciais ou a distância de boa qualidade, é necessário termos
administradores, diretores e coordenadores que entendam as dimensões em que estão
envolvidos no processo pedagógico; que apoiemos professores inovadores, que equilibrem o
gerenciamento empresarial, o tecnológico e o humano, contribuindo para que haja um
ambiente de maior inovação, intercâmbio e comunicação. Um bom curso a distância não
depende de ambientes ricos de aprendizagem, e sim de ter material apropriado, professores
com conhecimento das tecnologias que serão utilizadas, uma boa infraestrutura física, salas,
bibliotecas informatizadas e bibliotecários capacitados.
No intuito de dar maior visibilidade à comunidade acadêmica, é preciso que haja
formação e treinamento de bibliotecários e outros funcionários envolvidos; oferecer formas
mais dinâmicas; abordagens caracterizadas por maior abertura; participação e colaboração de

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uma comunidade universitária mais interativa, para desenvolver capacidades necessárias aos
alunos na aquisição de novas competências.

5 Considerações parciais/finais
Mesmo que a educação a distância tenha uma história longa e diversificada, nos
últimos dez a quinze anos tem sido completamente transformada pelo surgimento da
tecnologia baseada na Web. Esta tecnologia tem tido um enorme impacto sobre todos os
aspectos da educação a distância.
Além de mudanças palpáveis nos processos de ensino e aprendizagem, biblioteca e
outros serviços de apoio também estão sendo desafiados por mudança. Este levantamento de
questões e possibilidades irá fornecer uma análise do impacto da tecnologia da Web em EaD,
bem como o seu impacto sobre o papel dos serviços de biblioteca para alunos a distância.
Os diversos serviços da BU devem ser acessados facilmente. Referência, circulação,
recursos de informação e instrução. É importante capacitar bibliotecários e técnicoadministrativos, pois, de acordo com Cooke (2005), só porque uma instituição oferece cursos
a distância não significa necessariamente que a sua biblioteca oferece uma gama completa de
serviços da Web para atender às necessidades dos alunos. Além disso, põe em séria questão se
algumas instituições estão fornecendo cursos de EaD, sem abordar adequadamente as
necessidades da biblioteca que dará suporte a eles.
Esta discussão tem que ser precedida pela constatação de que é inteiramente possível
fazer educação a distância (EAD) como profissional, sem ter uma atitude “científica”, isto é,
sem se preocupar com uma preparação sistemática e exaustiva no seu trabalho, sem a
manutenção de registros analíticos quantitativos e qualitativos das operações, e sem a
elaboração de relatórios finais que deixam bem claro o que funciona e não funciona e o
porquê. Não é possível atingir e manter um nível de qualidade por muito tempo porque a
improvisação constante, a comunicação oral precária e a dificuldade em poder comparar
dados (devido a não sistematização), não permitirão uma compreensão segura do processo, ou
sua evolução de forma sustentável.
Concluiu-se que há uma necessidade urgente para a EaD ser mais bem reconhecida e
apoiada, a fim de melhorar a qualidade de aprendizagem. Por isso, vários modelos/soluções
que podem ser implementadas, tanto no curto quanto em longo prazo, são propostos aqui, a
fim de fornecer soluções para a falta atual de serviços de informação aos estudantes de EaD,
pelas bibliotecas acadêmicas.
Como esta tendência continua a impactar a comunidade acadêmica em geral, haverá
mais oportunidades para as bibliotecas se envolverem em discussões sobre formas eficientes
para tornar o acesso prioritário para o longo prazo. O desafio é grande e o papel do
bibliotecário é de ser mediador da informação, aliando o uso das novas tecnologias para
melhor satisfazer estudantes presenciais e de Educação a distância, professores e
pesquisadores.

6 Referências
ALMEIDA, Marcus Garcia de; FREITAS, Maria do Carmo Duarte (organizadores). A Escola
no Século XXI - Volume 3: Virtualização das Relações: um desafio da gestão escolar:
paradigmas contemporâneos. Rio de Janeiro, Brasport, 2013 (Série: A escola do século XXI;
v.3).
BELLONI, Maria Luiza. Educação à distância e mídia-educação: da modalidade ao
método. Campinas: Autores Associados, 2001.

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BRASIL. Ministério da Educação. Decreto n. 5.622 de 19 de dezembro de 2005. Regulamenta
o Art. 80 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da
educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 20 dez. 2005. Disponível em:
&lt;http://portal.mec.gov.br/sesu/arquivos/pdf/portarias/dec5.622.pdf&gt;. Acesso em: 1 mar. 2014.
BRASIL. Ministério da Educação. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
(INEP). Censo da Educação Superior: 2014. Disponível em:
&lt;http://portal.inep.gov.br/web/censo-da-educacao-superior&gt;. Acesso em: 10 abr. 2016.
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Superior. Ministério da
Educação. Resolução n. 1, de 11 de março de 2016. Estabelece Diretrizes e Normas Nacionais
para a Oferta de Programas e Cursos de Educação Superior na Modalidade a Distância.
Diário Oficial da União, Brasília, DF, 2016. Disponível em:
&lt;http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&amp;view=download&amp;alias=35541res-cne-ces-001-14032016-pdf&amp;category_slug=marco-2016-pdf&amp;Itemid=30192&gt;. Acesso
em: 22 jun. 2016.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação a Distância. Referenciais de
qualidade para educação superior a distância. 2007. Disponível em:
&lt;http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/legislacao/refead1.pdf&gt;. Acesso em: 2 jul. 2016.
Censo EAD.BR: Relatório analítico da aprendizagem a distância no Brasil 2014.
ABED Associação Brasileira de Educação a Distância. Curitiba: Ibpex, 2015. Disponível em:
&lt;http://www.abed.org.br/censoead2014/CensoEAD2014_portugues.pdf&gt;. Acesso em: 23 mar.
2016.
COOKE, Nicole A. The Role of Libraries in Web-Based Distance Education: an account and
an analysis of the impact of Web Technology on Distance Learning, what remains unchanged,
what is changing. Journal of Library &amp; Information Services in Distance Learning.
Volume 1, Issue 4, 2005. Disponível em:
&lt;http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1300/J192v01n04_04&gt;. Acesso em: 2 maio 2016.
LÉVY, Pierre. As Tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da
informática. 13. ed. São Paulo: Editora 34; 2004.
MATTAR, João. Guia de educação a distância. São Paulo: Cengage Learning, 2011.
MORAN, José Manuel; MASETTO, Marcos; BEHRENS, Marilda. Novas tecnologias e
mediação pedagógica. 3. ed. Campinas: Papirus, 2001.
PEREIRA, Teresa Avalos et al. Uso das Tecnologias de Informação e Comunicação por
professores da área da saúde da Universidade Federal de São Paulo. Rev. Bras. Educ. Méd,
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PORTAL BRASIL. Instituições de ensino superior têm novas normas para cursos a
distância. Disponível em: &lt;http://www.brasil.gov.br/educacao/2016/03/instituicoes-deensino-superior-tem-novas-normas-para-cursos-a-distancia&gt;. Acesso em: 16 jun. 2016.

�9

XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

SEMESP - Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior. Mapa do Ensino Superior no
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TORI, R. Educação sem distância: as tecnologias interativas na redução de distância em
ensino e aprendizagem. São Paulo: Senac, 2010.
UNESCO - United Nations Organization for Education, Science and Culture. Information
and communication technologies in schools: a handbook for teachers or how ICT can create
new, open learning environments. Paris: UNESCO, Division of Higher Education, 2005.
Disponível em: &lt;http://unesdoc.unesco.org/images/0013/001390/139028e.pdf&gt;. Acesso em:
13 set. 2015.

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              <text>O crescente uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) na Educação vem permitindo a aplicação de uma nova modalidade de ensino às pessoas: a Educação a Distância (EaD). A Educação a Distância contribui para o avanço na área educacional, visto que o ensino pode chegar a lugares do país nunca antes atingido. Por meio de contribuições teóricas de estudiosos do tema, este trabalho tem como objetivo explorar as diversas formas de experiências dessa rica modalidade de educação, incluindo o papel das Bibliotecas Universitárias (BU) nesse contexto. O estudo mostra o número de alunos matriculados em EaD, propõe refletir sobre o reconhecimento da EaD e coloca em discussão a necessidade que alunos fora do campus precisarão para acessar serviços de biblioteca de uma maneira diferente do que os estudantes tradicionais no campus. Sendo assim, a biblioteca precisa oferecer políticas e serviços especificamente para estudantes matriculados em programas de educação a distância.</text>
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