<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="4475" public="1" featured="1" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.libertar.org/items/show/4475?output=omeka-xml" accessDate="2026-03-09T05:30:26-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="3543">
      <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/31/4475/SNBU2016_093.pdf</src>
      <authentication>4520487a5c2e19fecca43554fad92b03</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="49880">
                  <text>O papel das Bibliotecas Universitárias no desenvolvimento
sustentável: uma análise dos serviços da Biblioteca Central da
UFSC

Crislaine Zurilda Silveira (UDESC) - crislaine.bibliotecaria@gmail.com
Jordan Paulesky Juliani (UDESC) - jordanjuliani@gmail.com
Ricardo de Lima Chagas (UFSC) - ricochagas@gmail.com
Resumo:
A proposta deste artigo é discutir o papel das bibliotecas universitárias no desenvolvimento
sustentável a partir da análise dos serviços da Biblioteca Central (BC) da UFSC. O objetivo
geral é caracterizar como a BC da UFSC pode contribuir para o desenvolvimento sustentável
por meio de seus serviços. As bibliotecas são caracterizadas como sistemas abertos que
interagem com o seu meio. É estabelecida uma relação entre o desenvolvimento sustentável e
o acesso à informação. Como procedimentos metodológicos de investigação foram utilizados a
pesquisa bibliográfica e o estudo de caso. Os serviços oferecidos pela BC da UFSC são
descritos e analisados como promotores do acesso à informação. Concluiu-se que cada ação
desenvolvida por essa biblioteca, através dos seus serviços, caracteriza-se como uma troca
com o seu meio, que pode promover o desenvolvimento sustentável.
Palavras-chave: Bibliotecas Universitárias
Acesso à informação.

-

Autopoiese.

Desenvolvimento

Área temática: Eixo 2 - Responsabilidade Política, Técnica e Social
Subárea temática: Serviços de referência presencial e virtual

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

Sustentável.

�1

XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

ABSTRACT
The proposal of this article is discuss the role of university libraries any sustainable
development from the UFSC Central Library services analysis. The general objective is to
characterize as the BC UFSC can contribute to sustainable development through its services.
Libraries are characterized as open systems that interact with their environment. It established
a relationship between sustainable development and access to information. As methodological
research procedures were used bibliographic research and the case study. The services offered
by BC UFSC are described and analyzed as promoters of access to information. It was
concluded that each action developed by this library, through its services, is characterized as
an exchange with its environment, which can promote sustainable development
Keywords: University libraries - Autopoiesis. Sustainable development. Access to
information

1 INTRODUÇÃO
Todo o indivíduo tem direito à informação e, por isso, o seu acesso é condição
primordial para a construção da cidadania. O indivíduo enquanto cidadão tem a possibilidade
de interagir com a sociedade por meio de uma participação social efetiva. Por isso, pode-se
dizer que o indivíduo alimenta e é alimentado pelo sistema social, ou seja, por meio da
cidadania ele influencia a sociedade e é influenciado por ela.
Weber (2011) descreve que a biblioteca com seus serviços, suas vastas coleções, com
a variedade de suportes e serviços de orientação informacional, é apoio essencial para a
aprendizagem ao longo da vida e o desenvolvimento independente de todos. A mesma autora
complementa ainda que “[...] as bibliotecas, atendem aos princípios de sustentabilidade, ao
disponibilizar seus serviços e formações.” (2011, p. 495). Nesta perspectiva a biblioteca tem
um papel fundamental no contexto em que atua, uma vez que ela fornece meios ou condições
de acesso para que os indivíduos possam construir novos conhecimentos. Esse acesso torna-se
uma contribuição efetiva para o desenvolvimento sustentável e social.
A declaração acerca das Bibliotecas e do Desenvolvimento Sustentável da Federação
Internacional das Associações e Instituições Bibliotecárias (IFLA) afirma que as bibliotecas
promovem o desenvolvimento sustentável quando conseguem assegurar o acesso a
informação de todos os indivíduos independente de raça, gênero e condição social (IFLA,
2002). Portanto, na perspectiva do acesso a informação, podemos observar que as bibliotecas
universitárias podem contribuir com o desenvolvimento sustentável, a partir da oferta de
produtos e serviços à sua comunidade.
No contexto do desenvolvimento sustentável podemos caracterizar a biblioteca
universitária como um sistema aberto, pois ela é influenciada pelas demandas advindas da
sociedade, e por sua vez deve influenciar os membros dessa sociedade através dos recursos
informacionais que oferece. Desta forma, por meio dos seus setores a biblioteca universitária
deve oferecer recursos informacionais que possibilitam o acesso à informação em defesa de
um desenvolvimento sustentável.
Entendendo a Biblioteca Central (BC) da Universidade Federal de Santa Catarina
(UFSC) como integrante do sistema educacional brasileiro, questionamos: de que forma ela
pode contribuir para o desenvolvimento sustentável? Desta forma, o objetivo geral deste
trabalho é caracterizar como a BC da UFSC pode contribuir para o desenvolvimento
sustentável por meio de seus serviços. Os caminhos norteadores para o cumprimento do

�2

XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

objetivo geral são: caracterizar as bibliotecas como sistema autopoiéticos, ou seja, como
sistemas abertos que interagem com o seu meio, conceituar as bibliotecas universitárias como
sistemas, relacionar o desenvolvimento sustentável com acesso à informação e por fim,
arrolar os serviços oferecidos pela BC da UFSC como promotores do acesso à informação.
O presente trabalho tem sua importância justificada pelos recentes debates promovidos
pela IFLA por meio do Manifesto de Lyon, cujo objetivo foi inserir as bibliotecas e outros
intermediários da informação como agentes promotores do acesso à informação, na Agenda
2030. Esta agenda é um documento norteador das políticas governamentais mundiais na área
do desenvolvimento sustentável das nações, entre o período 2016-2030. Além disso, as
recentes políticas educacionais de democratização do ensino superior brasileiro, que visam
incluir indivíduos marginalizados pela sociedade nas universidades, têm servido para reforçar
o papel das bibliotecas universitárias como provedoras de informação.
A estrutura deste trabalho parte desta introdução e segue para o referencial teórico que
abrange discussões acerca das bibliotecas como organismos autopoiéticos. Em seguida,
trataremos das bibliotecas universitárias a partir de uma perspectiva sistêmica. Caracterizamos
os procedimentos metodológicos adotados nesta pesquisa, assim como, também,
apresentamos os produtos e serviços oferecidos pela BC da UFSC como formas de acesso à
informação. Finalizamos esta pesquisa promovendo reflexões quanto ao papel da biblioteca
universitária no desenvolvimento sustentável.

2 BIBLIOTECAS COMO ORGANISMOS AUTOPOIÉTICOS
Para tratarmos da questão do papel das bibliotecas universitárias para o
desenvolvimento sustentável, partimos da concepção de enxergarmos as bibliotecas como
organismos autopoiéticos, baseada nas teorias sistêmicas. Segundo Luhmann (1997) a teoria
dos sistemas pertence a um modo de pensamento peculiar da intelectualidade moderna.
Sobretudo porque ela ainda pode englobar e conceber a ideia ou a condição do produzir-a-siprópria dentro de um mundo inobservável. Essa teoria não é um conceito unívoco na
discussão sobre a realidade atual, mas é, por assim dizer, uma variedade de experimentos
teóricos procedentes de diversas disciplinas diferentes, tais como: da teoria das organizações,
da biologia, da robótica, da inteligência artificial, da neurofisiologia, da psicologia, da
sociologia etc. Seguindo essa mesma linha de pensamento, Bertalanffy (1976, p. 1) acrescenta
que “[...] a teoria geral dos sistemas é interdisciplinar, isto é, pode ser usada para fenômenos
investigativos nos diversos ramos tradicionais da pesquisa científica”.
Um sistema, por exemplo, experimenta com as possibilidades de construção da
própria complexidade em sistemas autopoiéticos, precisando sempre se adaptar ao ambiente.
Caso não houvesse uma relação com o meio, esse sistema simplesmente iria parar de
processar sua autoprodução (LUHMANN, 1997). Maturana e Varela (1997) chamam esse
sistema de máquinas autopoiéticas. Para ele, nada mais seria do que uma máquina organizada
como um sistema de processos que produzem componentes. Elas geram os processos de
produção a partir das relações, interações e transformações contínuas que os produzem.
Bertalanffy (1976), diante de uma concepção ainda muito rente aos modelos biológicos de
organismo vivo, acrescenta que um sistema aberto é mantido em importação e exportação, em
construção e desconstrução de componentes materiais.
Para compreendermos melhor os sistemas autopoiéticos, achamos necessário
apresentar uma definição, mesmo que breve, do conceito de autopoiésis. Auto significa “si
mesmo” e se refere à autonomia dos sistemas auto-organizados, enquanto que poiesis

�3

XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

significa “criação”, “produção” ou “construção”. Portanto, autopoiésis significa autoprodução
(MATURANA; VARELA, 1972 apud CAPRA, 1997). Este conceito surge na biologia e
designa a circularidade da autoprodução. Inicialmente há uma modificação no interior da
célula viva, no interior do organismo e, em seguida, ocorrem modificações em outros
sistemas. Ou seja, este conceito é a ideia da autoprodução das estruturas para os elementos do
sistema. Esses sistemas precisam produzir, eles próprios, todas as unidades que necessitam
para a continuidade de suas operações (LUHMANN, 1997).
Diante do exposto e, pensando nas organizações a partir da biologia, podemos entrar
no mundo corporativo. Não no mundo das organizações burocráticas, mas tratar das
organizações sobre o viés das teorias sistêmicas e holísticas. Com base neste princípio, “[...]
as organizações, assim como os organismos, são „abertas‟ para o seu ambiente e precisam
atingir uma relação apropriada com esse ambiente para poder sobreviver” (MORGAN, 2002,
p. 59). Como percebemos, a ideia de organização como sistemas abertos, trouxe uma grande
contribuição para a teoria da administração quando esta passou a compreender seus sistemas
sociais como sistemas vivos.
Compreender uma organização a partir desse viés é uma forma, também, de
transpormos esse pensamento para o campo da Biblioteconomia. Portanto, é necessário
enxergarmos as bibliotecas universitárias como organismos vivos na promoção ao acesso à
informação, uma vez que elas contribuem, também, para o desenvolvimento sustentável a
partir dos serviços oferecidos à comunidade.

3 BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS NA PERSPECTIVA SISTÊMICA
As bibliotecas podem ser consideradas como sistemas vivos ou autopoiéticos, pois
elas interagem e sofrem influências do meio social onde estão inseridas. De acordo com
Souza e Ramalho (2007) as bibliotecas, compreendidas como organismos vivos, devem
buscar formas de acompanharem as mudanças que ocorrem no meio. Esses aprimoramentos
devem sempre ter o intuito de oferecer ao usuário informação precisa, de qualidade e em
tempo hábil.
É através dessa concepção sistêmica que a biblioteca universitária se insere como um
subsistema que pertence a um sistema maior que é a universidade. Ainda nesta perspectiva,
podemos dizer que a biblioteca universitária é composta por processos. Esses processos
recebem insumos do meio externo e interno da universidade, e com isso, transformações são
realizadas gerando saídas através de produtos de serviços que são oferecidos à comunidade
universitária.
De acordo com Santiago e Paiva (2007) a biblioteca universitária é uma instituição
que tem como missão atender as necessidades informacionais da comunidade universitária.
Esta comunidade é formada por docentes, discentes, técnicos administradores e membros da
comunidade externa. Sendo assim, a biblioteca universitária é um espaço referencial para
qualquer usuário que busque informações ligadas ou não às questões científicas, sociais e
tecnológicas.
Como um espaço referencial para o armazenamento e para a recuperação da
informação, a biblioteca universitária “[...] é a responsável pelo patrimônio informacional e
tem como função educativa, orientar os usuários na utilização da informação” (SILVA,
ALBUQUERQUE, 2007, p. 243). Portanto, ela deve funcionar como parte integrante do
processo educacional da universidade, que é o seu sistema maior (PRADO, 2003).
No entanto, a biblioteca universitária para amparar o tripé da missão da universidade:

�4

XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

ensino, pesquisa e extensão, não pode ser mera responsável pelo patrimônio informacional,
agindo apenas como uma guardiã de acervos. Ela deve ter como objetivo maior oferecer
produtos e serviços que visem proporcionar o acesso à informação aos usuários, e, desta
forma, enquanto instituição, influenciar positivamente o seu meio social. A responsabilidade
pelo acesso à informação transita por todos os setores que compõem a biblioteca, uma vez que
estes setores realizam os processos de transformação que visam tornar à informação acessível
aos seus usuários.
O acesso à informação nas bibliotecas universitárias perpassa pelo oferecimento de
variadas fontes de informação, sejam elas em meio impresso ou em formatos digitais, até no
fornecimento de um espaço físico adequado que proporcione um ambiente de estudo e de
concentração. Elas disponibilizam, ainda, coleções físicas e virtuais de diversas áreas do
conhecimento, possibilitando ao pesquisador o acesso a fontes documentais; oferecem,
também, serviços de capacitação aos usuários com relação à busca e recuperação de
informação, com o intuito de contribuir com o processo de aprendizagem e produção
acadêmica (CAETANO, 2013).
Por fim, as bibliotecas universitárias, como organismos sistêmicos de autoprodução e,
pertencentes ao sistema educacional, têm como desafio alinhar sua missão de proporcionar o
acesso à informação à sua comunidade acadêmica. Podemos dizer que esses desafios são
frutos das novas estruturas sociais e paradigmáticas que estamos vivenciando. Os gestores
dessas unidades devem estar atentos às transformações sociais e sempre abertos às novas
reflexões teóricas que nortearão as práticas cotidianas.
3.1 BIBLIOTECA CENTRAL DA UFSC
A UFSC foi criada pela Lei n. 3.849 do ano de 1960, por meio da integração das
Faculdades de Direito, Ciências Econômicas, Farmácia, Odontologia, Medicina, Filosofia,
Serviço Social e Escola de Engenharia Industrial. Em 1968, com a criação do Campus
Universitário da UFSC, no bairro Trindade, na cidade de Florianópolis (SC), foi criada a
Biblioteca Central da UFSC, com o objetivo de reunir os acervos das faculdades que
originaram a própria universidade (BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA UFSC, 2016).
No entanto, o prédio da Biblioteca Central, iniciado em 1972, foi inaugurado somente
em 10 de maio de 1976, no Campus Universitário, com 5.540 m2 (BIBLIOTECA
UNIVERSITÁRIA UFSC, 2016). Pressionada pelo aumento do acervo e pelo aumento da
utilização, em 1995 o prédio da Biblioteca Central foi ampliado em 3.594m 2, resultando em
uma área total de 9.134m2, sendo inaugurado em maio de 1996. Portanto, este é o atual
tamanho da biblioteca universitária.
Em decorrência das necessidades advindas do meio em que a biblioteca está inserida,
houve a necessidade da criação de bibliotecas setoriais, cujo objetivo era atender um número
maior de usuários a partir de serviços especializados. Atualmente a UFSC possui um sistema
de bibliotecas, ainda não institucionalizado, que abarca a Biblioteca Central e as Bibliotecas
Setoriais. As bibliotecas setoriais que atualmente compõe o sistema estão espalhadas por
cinco cidades catarinenses: Florianópolis, Araranguá, Blumenau, Curitibanos e Joinville. As
bibliotecas setoriais estão descritas abaixo:
●
●
●

Biblioteca Setorial do Colégio de Aplicação – (CA)
Biblioteca Setorial do Centro de Ciências Agrárias – (BSCCA)
Biblioteca Setorial do Centro de Ciências da Educação – (BSCED)

�5

XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

●
●
●
●
●
●

Biblioteca Setorial do Centro de Ciências Físicas e Matemáticas – (BSCFM)
Biblioteca Setorial do Centro de Ciências da Saúde – (BSCCS)
Biblioteca Setorial do Campus de Araranguá – (BSARA)
Biblioteca Setorial do Campus de Blumenau (BSBLU)
Biblioteca Setorial do Campus de Curitibanos - (BSCUR)
Biblioteca Setorial do Campus de Joinville – (BSJOI)

No presente trabalho focaremos apenas nos serviços oferecidos pela Biblioteca
Central, uma vez que ela atende uma demanda maior de usuários.
Fazendo uma análise histórica da BC da UFSC, podemos perceber que em vários
momentos de sua história, ela precisou se adaptar às mudanças tecnológicas e sociais.
Atrelada ao pensamento sistêmico, essa instituição vem exercendo sua missão a partir de um
viés contemporâneo, quando sua autoprodução está voltada não só para os processos internos,
mas também, e principalmente, voltada para atender as demandas sociais das quais ela atende.
Portanto, como um organismo vivo e em crescimento, ela está em constante transformação,
mutabilidade e metamorfose. Estar aberta a essas novas configurações garante a sobrevivência
e a importância para a sociedade.
Essa concepção sistêmica da BC da UFSC está refletida nos serviços que são
oferecidos a sua comunidade, os serviços perpassam pelo empréstimo domiciliar, empréstimo
entre bibliotecas, empréstimo de netbook, comutação bibliográfica, promoção de eventos,
oferecimento de estágios, visita orientada, programas de capacitação, orientação de
normalização e bases de dados, ambiente de acessibilidade informacional, espaço de inclusão
digital, espaços para eventos, acesso wireless, dentre outros.
Portanto, com o advento das tecnologias da informação e comunicação e com as novas
necessidades informacionais dos usuários, a BC da UFSC precisou acompanhar essas
mudanças tecnológicas e transformações sociais para garantir o acesso à informação à sua
comunidade usuária. Uma prova dessa adaptação ao meio são os produtos e serviços
oferecidos à comunidade acadêmica. É através dessa troca com a sociedade que os sistemas
vão se autoproduzindo e exercendo sua missão, como forma de promover o desenvolvimento
social e sua sustentabilidade na sociedade.

4 SUSTENTABILIDADE E O ACESSO À INFORMAÇÃO
Na perspectiva de Sachs (2002) a preocupação com o meio ambiente está relacionada
com dois eventos, o primeiro deles foi a Segunda Guerra Mundial e o segundo, a ida do
Homem a Lua. A partir desses dois eventos, foi possível perceber o poder técnico do homem
e alertou a humanidade para a finitude dos recursos naturais no planeta.
A Conferência das Nações Unidades sobre o Ambiente Humano, em 1972, em
Estocolmo, proporcionou a inserção de temas sobre o meio ambiente numa agenda de debate
internacional (SACHS, 2002). Foi a partir dessa conferência que a Organização das Nações
Unidas (ONU) criou comissões que envolvessem os líderes mundiais para debater as questões
ambientais e o desenvolvimento sustentável.
O termo desenvolvimento sustentável foi cunhado em 1987 pela médica Gro Harlem
Brundtland. A Comissão Brundtland, como ficou conhecida, publicou o relatório “Nosso
Futuro Comum” ou “Relatório de Brundtland”. Neste relatório é apresentado o conceito de
desenvolvimento sustentável que consiste no “[...] desenvolvimento que encontra as
necessidades atuais sem comprometer a habilidade das futuras gerações de atender suas

�6

XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

próprias necessidades.” (ONU BR, 2016, p. 01).
Neste contexto, Sachs (2002) afirma que a relevância social, prudência ecológica e
viabilidade econômica são os três pilares do desenvolvimento sustentável. Torresi, Pardini e
Ferreira (2010) complementam que a questão ambiental é a mais importante, uma vez que as
questões econômicas e sociais só existem se for mantida a sustentabilidade ambiental. Com
isso, fica evidente que o ambiente que nos cerca precisa de cuidados especiais para que a
sociedade continue existindo.
Neste ínterim, é necessário questionarmos porque as bibliotecas precisam estar
inseridas nas discussões acerca do desenvolvimento social de forma sustentável. Para Weber
(2012, p. 493), “[...] ao pensarmos a biblioteca como é um organismo vivo, dinâmico e
crescente, é possível pensá-la como alicerçada nas diretrizes que norteiam a sustentabilidade.”
Para inserir as bibliotecas nessas discussões, a IFLA publicou a Declaração acerca das
Bibliotecas e o Desenvolvimento Sustentável, em 2002. Neste documento ela convoca as
bibliotecas e serviços da informação para defenderem e promoverem o desenvolvimento
sustentável (IFLA, 2002). Na declaração em questão, a IFLA (2002, p. 01, tradução nossa)
“[...] afirma que os serviços de bibliotecas e informação promovem o desenvolvimento
sustentável ao assegurar à liberdade de acesso à informação”.
Em 2014, foi elaborada a Declaração de Lyon, no Congresso Mundial da IFLA, cujo
objetivo foi sensibilizar os “[...] Estados-Membros das Nações Unidas a reconhecer que o
acesso à informação e as habilidades para seu uso de forma eficaz, são necessárias para o
desenvolvimento sustentável [...]” (IFLA, 2014, p. 3). A intenção dessa sensibilização foi
inserir esta temática nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Os ODS
são um conjunto de 17 (dezessete) objetivos universais e 169 (cento e sessenta e nova) metas
que compõem a Agenda 2030. Esta agenda é um documento norteador das políticas
governamentais dos Estados-Membros para o período 2016-2030.
A Declaração de Lyon se pauta no acesso à informação como uma força
transformadora do contexto social do indivíduo, uma vez que permite que ele possa exercer os
seus direitos civis, políticos, econômicos, sociais e culturais; que possa ser economicamente
ativo, produtivo e inovador; possibilita a aprendizagem e a aplicação de novas habilidades nas
suas atividades cotidianas; permite o enriquecimento de sua identidade e expressões culturais;
possibilita que ele tome parte na tomada de decisão e participe de uma sociedade civil de
forma ativa e engajada; assegura a participação e o empoderamento, possibilitando que o
indivíduo possa medir e avaliar o progresso dos compromissos públicos e privados de
desenvolvimento sustentável (IFLA, 2014).
De acordo com Sordi (2015) o esforço da IFLA e de outras organizações, o acesso à
informação, a alfabetização universal, a salvaguarda do patrimônio cultural e natural, bem
como o acesso às tecnologias da comunicação foram fortemente representados nos ODS.
Desta forma, ainda segundo o pensamento da mesma autora, espera-se que as instituições e os
bibliotecários incluam os objetivos de desenvolvimento sustentável como pauta nas suas
discussões e práticas profissionais.
Portanto, podemos observar que as bibliotecas universitárias podem contribuir com o
desenvolvimento sustentável, a partir da oferta de produtos e serviços à sua comunidade.
Disponibilizar informação e capacitar usuários para o acesso à informação é uma maneira de
exercer sua função social e possibilitar que indivíduos possam exercer seus direitos civis,
políticos, culturais. Possibilita, também, que estes indivíduos exerçam sua cidadania e
reafirmem suas identidades como sujeitos participantes dentro da sociedade. Desta maneira,
defender nossos argumentos da reflexão de enxergarmos a biblioteca universitária como um

�7

XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

sistema que muda estrutura de outros sistemas: indivíduos e sociedade.

5 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Esta pesquisa tem o caráter exploratório, pois foi desenvolvida com o objetivo de
proporcionar uma visão geral da realidade e dos acontecimentos (GIL, 1999). Este tipo de
pesquisa, geralmente é utilizada o tema escolhido é pouco explorado. Portanto, analisar os
serviços da BC da UFSC numa ótica do desenvolvimento sustentável, pode ser considerado
como um problema que ainda carece de investigação.
A pesquisa bibliográfica e o estudo de caso foram os procedimentos adotados para
conduzir a presente pesquisa. Realizamos a pesquisa bibliográfica a partir de materiais já
elaborados: livros, artigos de periódicos, anais de eventos científicos etc., com o intuito de
reunir os conceitos norteadores e analisar os serviços da BC da UFSC como promotores do
desenvolvimento sustentável. De acordo com Gil (1999), a pesquisa bibliográfica permite ao
investigador ter acesso a uma gama de fenômenos que muitas vezes estão dispersos pelo
espaço.
A técnica mais utilizada para a pesquisa exploratória são os estudos de caso,
observações ou análise histórica. Seus resultados geralmente fornecem dados quantitativos ou
qualitativos. Para compreendermos como a BC da UFSC pode contribuir para o
desenvolvimento sustentável por meio dos seus serviços, optamos pelo método de estudo de
caso, tendo como análise de dados uma abordagem qualitativa. Entendemos que esse método
é o mais adequado para compreendermos os fatos estudados. Pois, segundo o pensamento de
Yin (2005) os estudos de caso representam a estratégia quando a pesquisa está voltada para
compreender questões do tipo “como” e “por que” os fenômenos ocorrem de certa maneira
dentro de algum contexto da vida real.
Como interpretação dos dados foi utilizada a abordagem qualitativa. Segundo
Richardson (1999, p. 79) “[...] a abordagem qualitativa de um problema, além de ser uma
opção do investigador, justifica-se, sobretudo, por ser uma forma adequada para entender a
natureza de um fenômeno social”. Seguindo o pensamento do mesmo autor, ele afirma que a
pesquisa qualitativa pode ser caracterizada como um tipo de pesquisa que tem a pretensão de
compreender significados e características situacionais apresentados por determinado local a
ser investigado.
6 ACESSO À INFORMAÇÃO A PARTIR DOS SERVIÇOS DA BC DA UFSC
Diante das transformações sociais, as bibliotecas universitárias necessitaram se
adequar às novas exigências e demandas vindas do meio social, sejam elas demandas dos
usuários, sejam das próprias estruturas tecnológicas. Nesse sentido, estas unidades devem
acompanhar a dinâmica do seu macro-ambiente, adaptando-se às mudanças sociais,
econômicas e tecnológicas, disponibilizando a informação em rede e socializando o
conhecimento (SANTOS, 2012).
As bibliotecas universitárias devem estar atentas ao ambiente em que se inserem, com
o intuito de desenvolver serviços pertinentes à comunidade. Além dos serviços tradicionais,
devem estar atentas aos serviços em rede e às tecnologias mais sofisticadas para proporcionar
acessos mais eficientes, uma vez que suas ações interferem e refletem diretamente no
desenvolvimento sustentável e no desempenho organizacional. Segundo Santos (2012), essas
bibliotecas, conectadas às novas tecnologias são responsáveis pela integração entre usuários e

�8

XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

fontes de informação. Para essa autora, as práticas desenvolvidas pela instituição, a partir da
produção, coleta, disseminação e uso da informação, reforçam o desenvolvimento dos
cidadãos e da sociedade.
A partir dessas reflexões, da responsabilidade diante da comunidade acadêmica e da
sociedade em geral, a BC da UFSC oferece produtos e serviços informacionais que
proporcionam a sustentabilidade do acesso à informação na promoção do desenvolvimento
social. “Sua missão é participar no processo de disseminação da informação e do
conhecimento de forma articulada à administração da UFSC para o desenvolvimento das
atividades de ensino, pesquisa e extensão.” (UFSC, 2015, p. 165).
A partir dessas premissas, no Quadro 1 descrevemos esses serviços bem como seus
objetivos.
Quadro 1 - Serviços oferecidos pela BC da UFSC.
Serviços

Objetivo do serviço

Empréstimo
domiciliar

Possibilitar que usuários que têm vínculos com a Universidade possam retirar
materiais e utilizá-los no ambiente externo.

Empréstimo entre Possibilitar que os usuários possam ter acesso aos materiais disponíveis em
outras bibliotecas dos campi da UFSC e em acervos de instituições parceiras.
bibliotecas
Empréstimo
netbooks

de Possibilitar o empréstimo de netbooks e similares, por um tempo determinado,
para uso nas dependências da biblioteca.

Comutação
bibliográfica

Serviço que possibilita a solicitação de fotocópias de partes de documentos
bibliográficos, geralmente documentos de difícil acesso, a outras instituições.

Eventos

Promover mostras de filmes, palestras, encontros literários e outros projetos de
extensão de cunho cultural e educacional.

Estágios

Oferecer uma vivência prática, por meio de orientação e supervisão, aos alunos
da disciplina de estágio curricular obrigatório do curso de Biblioteconomia.
Para desenvolverem noção práticas sobre a profissão.

Visita orientada

Possibilitar que os usuários e a comunidade externa conheçam os espaços e a
organização da biblioteca por meio da orientação do bibliotecário.

Capacite-se

Oferecer aos usuários cursos e oficinas de capacitação, quanto à utilização dos
recursos informacionais oferecidos pela biblioteca.

Orientação
de Orientar os usuários sobre normalização de trabalhos científicos e uso das
normalização
e bases de dados bibliográficos por meio de atendimento personalizado
presencial, por e-mail e por telefone.
bases de dados
Ambiente
acessibilidade
informacional

de Atender demandas informacionais de alunos com deficiência da UFSC, por
meio de adaptações de materiais. Dispõe de espaço físico para estudo e
empréstimo de equipamentos adequados às necessidades desses alunos.

Espaço de inclusão Oferecer acesso à internet à comunidade universitária e à comunidade em geral.
digital

�9

XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

Espaços
eventos

para Disponibilizar espaços para a realização de eventos de cunho acadêmico,
técnico-científico e cultural sem fins lucrativos à comunidade universitária.

Acesso Wireless

Oferecer acesso à internet sem fio aos usuários para que possam acessar, por
meio de seus dispositivos, os conteúdos informacionais oferecidos pela
biblioteca.

Mecanismo on-line Possibilitar que usuários gerem referências bibliográficas de forma automática,
para referências através de um sistema gratuito.
(MORE)
Ficha
identificação
obra

de Possibilitar que usuários gerem automaticamente a ficha de identificação de
da trabalhos acadêmicos (monografias, dissertações e teses).

Catalogação
fonte:

na Oferecer de forma gratuita a elaboração de ficha catalográfica para livros e
periódicos editados pelas unidades administrativas e acadêmicas da UFSC.

Orientação
de Orientar os usuários sobre os procedimentos de solicitação do ISSN e ISBN
para registro de suas produções.
registro de obras
Web TV

Divulgar, em parceria com a Capes, informações de cunho acadêmico e
científico à comunidade universitária por meio de televisores.

Fonte: Elaborado pelos autores, com base nos dados disponíveis em UFSC, 2015.

Podemos perceber que, por meio dos serviços descritos no Quadro 1, a BC da UFSC
promove o desenvolvimento sustentável através do acesso à informação nas suas mais
variadas formas. Esses serviços vão desde o provimento de acervos físicos até a possibilidade
de o indivíduo desenvolver sua competência informacional mediante o uso de ferramentas
tecnológicas, assim como também, por meio dos programas de capacitação. Geralmente os
resultados de pesquisas desenvolvidas pelos usuários, retornam à biblioteca através de
trabalhos de conclusão de cursos, artigos de periódicos, livros, dissertações e teses;
configurando, desta maneira, a retroalimentação do sistema.
De acordo com Santos (2012) podemos perceber que a biblioteca universitária é o
principal recurso para facilitar o acesso à informação na universidade. Desta forma, podemos
perceber que a BC da UFSC contribui para o desenvolvimento sustentável, quando oferece os
serviços que favorecem o desenvolvimento de sua comunidade.

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
As bibliotecas universitárias são instituições que têm como missão atender as
necessidades informacionais da comunidade universitária, para subsidiar o desenvolvimento
das atividades de ensino, pesquisa e extensão. Elas pertencem a um sistema maior que são as
próprias universidades e devem estar atentas as modificações e transformações sociais.
Diante da exploração dessa temática e com base em uma análise de dados a partir de
uma abordagem qualitativa, chegamos às seguintes conclusões que servirão como norteadoras
para despertar a reflexão da nossa práxi enquanto bibliotecário e da reafirmação constante da
existência das próprias bibliotecas nos meios acadêmicos. Elas não devem ser passivas ao
meio em que estão inseridas ou fechadas em si mesmas. As bibliotecas universitárias devem

�10

XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

existir como sistemas abertos para que possam modificar outros sistemas da organização
social.
Mostramos que as bibliotecas precisam estar inseridas nas discussões acerca do
desenvolvimento social e sustentável e para isso, elas devem ser percebidas como organismos
vivos, serem dinâmicas e estarem sempre em mutação. Para tanto, é necessário que elas
estejam engajadas com as diretrizes que norteiam as práticas sustentáveis.
A partir dessa explanação, percebemos como a Biblioteca Central da UFSC está
atrelada às linhas de pensamento discutidas neste trabalho. Seja ela vista como um organismo
vivo adaptada ao seu meio, seja ela caracterizada a partir dos diversos produtos e serviços
prestados à comunidade, promovendo a sustentabilidade através do acesso à informação.
Diante dessa perspectiva, podemos afirmar que cada ação desenvolvida por essa biblioteca,
através dos seus serviços, nada mais é do que uma troca com o seu meio, promovendo o
desenvolvimento sustentável.
Os diversos serviços prestados por essa instituição faz dela uma referência a ser
seguida por outras instituições que atuam no mesmo segmento. Pensamos que, desde o
empréstimo domiciliar até o programa de capacitação, a Biblioteca Central da UFSC
acompanha as transformações e demandas sociais, promovendo, desta forma, o
desenvolvimento sustentável por meio da informação.
Portanto, devemos enxergar as bibliotecas universitárias a partir de uma perspectiva
filosófica para enxergarmos além dos horizontes que demarcam estas estruturas. No entanto,
vale ressaltar que o assunto desse artigo não se esgota por aqui, mas que se torne o início de
outras pesquisas em nosso campo de atuação. Afinal, a ciência também é dinâmica e precisa
movimentar-se. Movimento que constitui a evolução necessária para qualquer área de
conhecimento.

REFERÊNCIAS
AMARAL, L. A. Atividade física e diferença significativa/deficiência: algumas questões
psicossociais remetidas à inclusão/convívio pelo. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
ATIVIDADE MOTORA ADAPTADA, 4., 2001, Curitiba. Anais... Curitiba: SOBAMA,
2001. p. 30-31.conhecimento.
BERTALANFFY, L. Teoria geral dos sistemas: aplicação à psicologia. In: ______ et al.
Teoria dos sistemas. Rio de Janeiro: Fundação Getulio Vargas, 1976.
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA DA UFSC. Histórico BU. 2016. Disponível em:
&lt;http://portal.bu.ufsc.br/conheca-a-bu/historico/&gt;. Acesso em: 09 abr. 2016.
CAETANO, A.C. de S.. Bibliotecas Universitárias Federais e a noção de bens públicos. Atoz:
novas práticas em informação e conhecimento, Curitiba, v. 2, n. 2, p. 106-115, jul./dez. 2013.
Disponível em: &lt; http://www.atoz.ufpr.br/index.php/atoz/article/view/46&gt;. Acesso em: 9 abr.
2016.
CAPRA, F. A teia da vida: uma nova compreensão científica dos sistemas vivos. São Paulo:
Cultrix, 1997.
FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DAS ASSOCIAÇÕES E INSTITUIÇÕES

�11

XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

BIBLIOTECÁRIAS (IFLA). Declaración acerca de las Bibliotecas y el Desarrollo
Sostenible. 2002. Disponível em: &lt; http://archive.ifla.org/III/eb/sust-dev02-sp.html&gt;. Acesso
em: 10 abr. 2016
FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DAS ASSOCIAÇÕES E INSTITUIÇÕES
BIBLIOTECÁRIAS (IFLA). Declaração de Lyon sobre o Acesso à Informação e
Desenvolvimento. 2014. Disponível em: &lt;
http://www.lyondeclaration.org/content/pages/lyon-declaration-pt.pdf&gt;. Acesso em: 10 abr.
2016
GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5. ed. São Paulo: 1999.
LUHMANN, N. Niklas Luhmann. In: NEVES, C. E. B.; SAMIOS, E. M. B. Niklas
Luhmann: a nova teoria dos sistemas. Porto Alegre: UFRGS, 1997. pp. 37-111.
MACIEL, A. C.; MENDONÇA, M. A. R. Bibliotecas como organizações. Rio de Janeiro:
Interciencia; Niteroi: Intertexto, 2006.
MATURANA, H. R.; VARELA G., F.. De máquinas e seres vivos: autopoiese - a
organização do vivo. 3. ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.
MORGAN, G. Imagens da organização. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2002.
NAÇÕES UNIDAS NO BRASIL (ONU BR). A ONU e o meio ambiente. 2016. Disponível
em: &lt;https://nacoesunidas.org/acao/meio-ambiente/#&gt; Acesso em: 10 abr. 2016.
PRADO, H.de A. Organização e administração de bibliotecas. São Paulo: T.A Queiroz,
2013.
RICHARDSON, R. J. Pesquisa social: métodos e técnicas. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1999.
SACHS, I. Caminhos para o desenvolvimento sustentável. 4.ed. Rio de Janeiro: Garamond,
2002.
SANTIAGO, S. M. N.; PAIVA, E.B. Desvendando necessidade e uso de informação no
Centro de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Pernambuco. In: DUARTE,
Emeide Nóbrega; SILVA, Alzira Karla Araújo da (Orgs.). Gestão de Unidades de
Informação: teoria e prática. João Pessoa: Ed. UFPB, 2007. pp. 241-258.
SANTOS, M. B. dos. Biblioteca universitária: acesso à informação e conhecimento. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 17., 2012, Gramado.
Anais… Gramado: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2012, p. 1-12.
SILVA, J. M. de O. da; ALBUQUERQUE, M. E. B. C. de. Bibliotecas do Campus I da
Universidade Federal da Paraíba: proposta de reestruturação do Sistemoteca. In: DUARTE,
Emeide Nóbrega; SILVA, Alzira Karla Araújo da (Orgs.). Gestão de Unidades de
Informação: teoria e prática. João Pessoa: Ed. UFPB, 2007. pp. 241-258.

�12

XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

SORDI, Neide Alves Dias De. O impacto do acesso à informação e às bibliotecas nos
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). 2015. Disponível em:
&lt;http://www.innovagestao.com.br/2015/09/o-impacto-do-acesso-a-informacao-e-asbibliotecas-nos-objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel-ods/#_edn4&gt;. Acesso em: 10 abr.
2016
SOUZA, A. R. V. de; RAMALHO, F. A.. Biblioteca Digital na Faculdade Boa Viagem:
receptividade e possibilidades de implantação. In: DUARTE, Emeide Nóbrega; SILVA,
Alzira Karla Araújo da (Orgs.). Gestão de Unidades de Informação: teoria e prática. João
Pessoa: Ed. UFPB, 2007. pp. 325-340.
TORRESI, S. I. C. de; PARDINI, V. L.; FERREIRA, V. F. O que é sustentabilidade?. Quím.
Nova, São Paulo, v. 33, n. 1, p. 1, 2010 . Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S010040422010000100001&amp;lng=en&amp;nrm=iso&gt;. Acesso em: 10 Abr. 2016.
WEBER, C. As bibliotecas e o aporte para o desenvolvimento sustentável. In: CONGRESSO
RESPONSABILIDADE E RECIPROCIDADE: VALORES SOCIAIS PARA UMA
ECONOMIA SUSTENTÁVEL, 2011, Restinga, RS. Atos… Restinga: [s.n.], 2012.
Disponível em: &lt;http://reciprocidade.emnuvens.com.br/rr/article/view/64&gt;. Acesso em: 10
abr. 2016.
Yin, R. K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 3. ed. Porto Alegre: Bookman, 2005.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA (UFSC). Carta de serviço ao
cidadão. 2015. Disponível em: &lt;http://cartadeservicos.ufsc.br/files/2015/08/Carta-deservi%C3%A7os-Jul-2015.pdf&gt;. Acesso em: 15 abr. 2016.

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="31">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="49036">
                <text>SNBU - Edição: 19 - Ano: 2016 (UFAM - Manaus/AM)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="49037">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="49038">
                <text>Tema: A biblioteca universitária como agente de sustentabilidade institucional.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="49039">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="49040">
                <text>UFAM</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="49041">
                <text>2016</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="49042">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="49043">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="49044">
                <text>Manaus (Amazônia)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="49872">
              <text>O papel das Bibliotecas Universitárias no desenvolvimento sustentável: uma análise dos serviços da Biblioteca Central da UFSC.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="49873">
              <text>Silveira, Crislaine Zurilda; Juliani, Jordan Paulesky; Chagas, Ricardo de Lima</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="49874">
              <text>Manaus (Amazonas)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="49875">
              <text>UFAM</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="49876">
              <text>2016</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="49878">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="49879">
              <text>A proposta deste artigo é discutir o papel das bibliotecas universitárias no desenvolvimento sustentável a partir da análise dos serviços da Biblioteca Central (BC) da UFSC. O objetivo geral é caracterizar como a BC da UFSC pode contribuir para o desenvolvimento sustentável por meio de seus serviços. As bibliotecas são caracterizadas como sistemas abertos que interagem com o seu meio. É estabelecida uma relação entre o desenvolvimento sustentável e o acesso à informação. Como procedimentos metodológicos de investigação foram utilizados a pesquisa bibliográfica e o estudo de caso. Os serviços oferecidos pela BC da UFSC são descritos e analisados como promotores do acesso à informação. Concluiu-se que cada ação desenvolvida por essa biblioteca, através dos seus serviços, caracteriza-se como uma troca com o seu meio, que pode promover o desenvolvimento sustentável.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="68000">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
