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                  <text>POLÍTICA INSTITUCIONAL DE INFORMAÇÃO NO COLÉGIO
PEDRO II: DIRETRIZES PARA A IMPLANTAÇÃO DE REPOSITÓRIO
INSTITUCIONAL

Priscila de Assunção Barreto Côrbo (Colégio Pedro II) - prysab@hotmail.com
Tatyana Marques de Macedo Cardoso (CPII) - tatyana_marques@yahoo.com.br
Resumo:
O presente artigo apresenta um estudo sobre Política Institucional de Informação voltado às
questões concernentes ao planejamento e a implementação de repositório institucional para
preservação e acesso a produção científica em longo prazo. Discorre inicialmente sobre o
conceito e funcionalidades de repositórios institucionais. Trata-se de uma abordagem
teórico-conceitual sobre Políticas Públicas de Informação para abarcar o campo de estudos
das Políticas Institucionais de Informação. Destaca o Colégio Pedro II, instituição tradicional
de ensino público brasileira, que ao longo dos seus 179 anos de existência, produziu e mantém
preservados acervos de importância histórica e institucional para o país e para a sociedade em
guarda nas suas unidades de pesquisa: Centro de Documentação e Memória e Biblioteca de
Pós-Graduação, Pesquisa, Extensão e Cultura. Aponta a necessidade de se preservar e tornar
público suas experiências e atividades de ensino, bem como promover o acesso aos trabalhos
intelectuais desenvolvidos pela comunidade de pesquisadores, alunos e servidores. Conclui o
presente estudo com uma breve reflexão sobre os aspectos que devem ser considerados para a
implantação dos repositórios institucionais nesta instituição de ensino, de forma a estabelecer
um novo parâmetro para a comunicação científica. Esse novo parâmetro deve trazer não
apenas visibilidade no meio institucional, mas também uma nova concepção do fazer científico.
Palavras-chave: Política Institucional de Informação. Repositório Institucional. Colégio Pedro
II. Preservação Digital.
Área temática: Eixo 3 - Ecologia da Informação
Subárea temática: Repositórios institucionais

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1 Introdução
O Colégio Pedro II, fundado em 2 de dezembro de 1837, na cidade do Rio de Janeiro,
em homenagem ao Imperador-Menino, constitui-se, hoje, em uma autarquia federal do
Ministério da Educação, integrado à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e
Tecnológica nos termos da Lei nº 11.892, de 29 de dezembro de 2008, e, equiparado, no que
diz respeito a sua estrutura e organização, aos Institutos Federais de Ensino Superior na
redação dada pela Lei nº 12.677, de 25 de junho de 2012. Caracteriza-se como uma instituição
de ensino básico, profissional e superior, pluricurricular e multicampi, especializada na oferta
de educação básica e de licenciaturas.
Oferece cursos que vão desde o primeiro segmento do ensino fundamental ao nível
médio, além de programas de especialização profissional, cursos de pós-graduação lato sensu
e stricto sensu, na área de educação e formação de professores. Destacam-se alguns projetos
já iniciados pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa, Extensão e Cultura (PROPGPEC):
o Programa de Residência Docente; o Mestrado Profissional em Matemática em Rede
Nacional (PROFMAT); o Mestrado Profissional em Sistemas de Gestão pela Qualidade Total
em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF); e, o Mestrado Profissional em
Práticas de Educação Básica. Este último tem por objetivo a formação continuada de
professores das escolas municipais e estaduais.
O Colégio Pedro II possui acervos de importância histórica e institucional para o país e
para a sociedade e a cada dia aumenta sua produção intelectual em guarda nas suas unidades
de pesquisa. Na Biblioteca da PROPGPEC encontra-se a produção técnico-científica dos
discentes que inclui as dissertações, os relatórios de trabalho (memorial circunstanciado) e os
produtos finais (monografia desenvolvida na área de conhecimento do professor residente). O
Centro de Documentação e Memória (CEDOM) é um importante guardião da memória desta
instituição, pois mantém sob sua custódia importantes documentos históricos, constituídos a
partir das suas próprias atividades de ensino e ao cotidiano da administração escolar nos
séculos XIX e XX. O Centro possui ainda valioso acervo raro e coleções especiais que
refletem a influência humanística na formação do corpo docente e discente do Colégio Pedro
II.
A memória histórico-institucional e a produção técnico-científica em guarda no Centro
e na Biblioteca da PROPGPEC são insumos para pesquisas que geram novos conhecimentos
de temas relacionados ao Colégio e sobre a história da educação no Brasil. Desta forma, o
Colégio precisa preservar e tornar público suas experiências e atividades de ensino, bem como
promover o acesso aos trabalhos intelectuais desenvolvidos pela comunidade de
pesquisadores, alunos e servidores, e, principalmente, os documentos históricos do CEDOM.
Entendemos que o Colégio Pedro II é um polo de cultura e educação, configurando-se
como um centro institucional por excelência e como um canal indispensável para o fomento
da informação. Portanto, para viabilizar a produção e a disseminação do conhecimento
científico gerado e oferecer serviços online, como catálogos em rede, entre outros, com vistas
a acompanhar o progresso da sociedade, faz-se necessário implementar o repositório
institucional, com a finalidade de tornar visível a produção intelectual de professores, alunos e
técnicos administrativos da referida instituição, disponibilizando um amplo acervo e
flexibilizando serviços através do uso das novas tecnologias de informação e comunicação.
Neste sentido, o Colégio Pedro II vem trabalhando para modernizar sua estrutura e
formas de operacionalização, investindo em recursos e promovendo serviços para melhor
atender sua comunidade escolar. Essas ações tornam-se prerrogativas em busca de novos
caminhos para o compartilhamento da produção intelectual desta instituição de ensino.
Vale destacar a constituição do Grupo de Trabalho, através da Portaria nº 4.904, de 15
de setembro de 2014, pela Seção de Bibliotecas da Pró-Reitoria de Ensino (Proen), formado

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por uma equipe de bibliotecários e auxiliares de bibliotecas desta instituição para desenvolver
políticas e ações fundamentais para o planejamento e a implementação de um repositório
institucional no Colégio. Hoje, a equipe investiga nas experiências nacionais e internacionais,
diretrizes para o estabelecimento deste projeto.
A visibilidade da produção científica é uma das maiores vantagens dos repositórios
institucionais, conforme pode ser observado na literatura. Mas, além de darem visibilidade, os
repositórios institucionais são ferramentas potencializadoras para a disseminação e
preservação da produção intelectual de suas instituições (RUMSEY, 2006; HOCKX-YU,
2006).
Nesta perspectiva, a questão principal desta investigação é apontar alternativas para
facilitar o acesso, preservar, disseminar e dar visibilidade à produção científica institucional.
Dentre as opções disponíveis, ressaltamos os repositórios institucionais, os quais devem ser
concebidos sob uma estrutura apoiada em plataformas de padrões e linguagens,
universalmente aceitas. Tal iniciativa proporcionará mais um recurso informacional, voltado
para a disseminação e geração de novos conhecimentos.

2 Repositórios Institucionais
Os repositórios institucionais são frequentemente conceituados segundo suas funções
de armazenar, disseminar, preservar e dar acesso à produção intelectual de uma instituição e
de sua comunidade científica. Possibilitam, também, às instituições e aos pesquisadores
aumentar a visibilidade de seus trabalhos de pesquisa e constituem-se em uma ferramenta de
gestão do conhecimento.
No contexto específico dos repositórios, os documentos adquirem novas configurações
e são denominados objetos digitais ou estrutura de dados digitalmente codificados, composta
pelo conteúdo de informação, metadados e identificador (BEKAERT; VAN DE SOMPEL,
2006). Numa classificação não excludente diz-se que os repositórios podem ser temáticos –
focados em determinado domínio do conhecimento – e institucionais – focados na produção
de uma instituição específica.
Repositórios institucionais (institutional repositories) são coleções que capturam e
preservam a produção intelectual de uma ou mais universidades ou comunidades
(CROW,2002) ou ainda um conjunto de serviços que uma universidade oferece – aos
membros de sua comunidade – a fim de gerenciar e disseminar materiais digitais criados pela
instituição e membros da comunidade (LYNCH, 2003). Portanto, o que caracteriza os
repositórios institucionais é o fato de serem orientados para a informação produzida no
ambiente das instituições, sendo desenvolvidos, implementados e mantidos por elas.
Qualquer que seja o tipo enumerado por Lynch (2003, p. 32), os repositórios
institucionais, de uma maneira geral, “[...] são sistemas de informação que servem para
armazenar, preservar, organizar e difundir os resultados (a produção científica) de uma dada
instituição, utilizando um software”. No mesmo sentido, Kuramoto (2006, p.16) define-os
como “[...] um conjunto de serviços oferecidos por uma instituição aos membros de uma
comunidade para a gestão e disseminação da sua produção técnico-científica em meio
digital”.
Para potencializar os repositórios, foram criados os softwares: Eprints – voltado para
servir aos repositórios temáticos ou institucionais; DSpace – software para construção de
repositórios institucionais. Ambos são iniciativa das instituições University of Southamption
(Inglaterra) e Massachussetts Institute of Technology – MIT, respectivamente. Atualmente, o
DSpace é o software mais utilizado internacionalmente, adotando o protocolo para coleta de

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metadados da OAI-PMH (Open Archives Initiative), tendo sido o software adotado como
referência no Brasil pelo IBICT (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia).
Podemos enumerar como principais características dos repositórios: conteúdo em
regime de acesso aberto; garantia de preservação digital do conteúdo em longo prazo
(memória da produção científica); preservação dos direitos autorais em longo prazo (autoarquivamento); sistema de gestão integrado com outros serviços; interoperabilidade com
sistemas e padrões universais, como o protocolo OAI-PMH.
A concepção de repositório está intimamente relacionada aos conceitos de acesso
aberto (open access) ou acesso livre à informação, de arquivos abertos (open archives) e de
softwares livres (open source), conceitos que, embora não sejam novos, vêm sendo
incrementados de modo significativo com o advento de tecnologias de última geração, a
otimização dos espaços de armazenagem e a variedade de pontos de compartilhamento das
informações. Conforme Costa (2006, p. 49), “não parece restar dúvidas, portanto, de que a
filosofia aberta tende a se constituir no fundamento inexorável da comunicação científica
daqui por diante”. A filosofia do acesso aberto está, então, na base dos repositórios. A referida
autora destaca a diferença entre arquivos abertos e acesso aberto: o primeiro caso refere-se à
interoperabilidade das máquinas que armazenam os repositórios; o segundo trata da
acessibilidade total aos conteúdos digitais disponíveis (COSTA, 2006).
Os repositórios institucionais fazem parte da via do acesso aberto caracterizada pelo
auto-arquivamento (OAIR – Open Archives Institutional Repositories), chamada também de
“via verde” (green way) e, a outra, a “via dourada” (golden way), que se refere aos periódicos
de acesso aberto (OAJ – Open Archives Journals).
Revelando-se uma tendência mundial no meio científico, com movimentos em favor
do acesso livre à informação, os repositórios possuem formas de armazenamento de objetos
digitais, com capacidade de manutenção e gerenciamento de materiais por longos períodos, e
acesso adequado que, juntamente com a investidura nos protocolos de coleta de metadados da
Iniciativa dos Arquivos Abertos (OAI-PMH), diminuem as dificuldades dos autores na
disponibilização dos resultados de suas pesquisas.
Na perspectiva de Lawrence (2003, p.23), entender os repositórios institucionais é
perceber a “[...] manifestação visível da importância emergente da gestão do conhecimento na
educação superior”. Nesse sentido, é válido ressaltar, conforme enfatiza Crow (2002, p.14),
que os repositórios institucionais constituem “[...] um sistema global de repositórios
distribuídos e interoperáveis que fundamentam um novo modelo de publicação científica”.

3 Política Institucional de Informação
O presente tópico traz inicialmente uma abordagem teórico-conceitual sobre “Políticas
Públicas de Informação” e, em seguida, para fins deste estudo, apresenta as diretrizes para a
implantação dos repositórios institucionais no Colégio Pedro II.
A concepção de políticas públicas de informação é empregada de diferentes formas e
não existe uma única, nem melhor definição sobre o termo. No entanto, existe certo consenso
entre os especialistas da área em definir o termo como um campo de estudo dentro da política
pública que busca compreender o papel do Estado e suas implicações na sociedade
contemporânea. Neste sentido, observam-se as formas de interação e relações entre esses
atores.
Para Hernon e Relyea (1991 apud JARDIM, 2009, p. 9) política de informação pode
ser definida como “um conjunto de princípios, leis, diretrizes, regras, regulamentos e
procedimentos inter-relacionados que orientam a supervisão e gestão do ciclo vital da
informação: a produção, coleção, organização, distribuição/disseminação, recuperação, uso e

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preservação da informação”.
Jardim (2008, p. 6) enfatiza que o estudo sobre política de informação ganhou nova
dimensão entre as políticas públicas: “governos de diferentes países passaram a reorientar
suas estratégias com relação ao desenvolvimento da área de informação”. Sua concepção
tende a ser naturalizada e a designar diversas ações e processos do campo informacional como
arquivos, bibliotecas, internet, tecnologia da informação, governo eletrônico, sociedade da
informação, informação científica e tecnológica, entre outros. Para o autor,
Um conjunto de decisões governamentais no campo da informação não resulta
necessariamente na constituição de uma política pública de informação. Uma
política de informação é mais que a soma de um determinado número de programas
de trabalho, sistemas e serviços. É necessário que se defina o universo geográfico,
administrativo, econômico, temático, social e informacional a ser contemplado pela
política de informação. Da mesma forma, devem ser previstos os diversos atores do
Estado e da sociedade envolvidos na elaboração, implantação, controle e avaliação
dessas políticas. Políticas públicas de informação são norteadas por um conjunto de
valores políticos que atuam como parâmetros balizadores à sua formulação e
execução. Podem estar "difusas" no âmbito de outras políticas públicas, mas não
implícitas. O Estado democrático é, por princípio, incompatível com políticas
públicas de saúde, educação, habitação ou informação, que não sejam explícitas.
(JARDIM, 2008, p. 6).

Neste contexto, o autor apresenta de forma sucinta o conceito sobre políticas públicas
de informação: “constituem o conjunto de premissas, decisões e ações – produzidas pelo
Estado e inseridas nas agendas governamentais em nome do interesse social – que
contemplam os diversos aspectos (administrativo, legal, científico, cultural, tecnológico, etc.)
relativos à produção, uso e preservação da informação de natureza pública e privada.”
(JARDIM, 2009, p. 9).
No entanto, para o autor, uma política pública não pode ser definida simplesmente
como um conjunto de decisões. Deve ser “concebida, formulada e implementada a partir de
atores sociais diversos que se relacionam e se influenciam mutuamente em um ambiente de
conflitos e consensos.” (JARDIM, 2009, p. 17).
Frohmann (1995) ressalta que a abordagem dos estudos de política de informação em
Ciência da Informação e Biblioteconomia acaba por apresentar um aspecto reducionista tal
como sua abordagem voltada para a produção, organização e disseminação da informação
técnico-científica. Segundo o autor,
o foco da Ciência da Informação sobre o tema seria mais evidente em aspectos como
a implementação de tecnologias, o aprimoramento da comunicação agências
governamentais e a ampliação do acesso aos documentos dos governos. Essa ênfase
ocorreria em detrimento da realização de pesquisas sobre as relações entre
informação e poder, ou as formas pelas quais o poder é exercido em e através de
relações sociais mediadas pela informação. (FROHMANN, 1995 apud JARDIM,
2008, p.6).

González de Gomez (2012, p.43) apresenta uma reflexão teórico-conceitual sobre
regime de informação como conceito analítico de ordem da política e da informação. A autora
afirma que a noção de regime de informação baseia-se no “modo informacional dominante em
uma formação social, o qual define quem são os sujeitos, as organizações, as regras e as
autoridades informacionais e quais os meios e os recursos preferenciais de informação, os
padrões de excelência e os modelos de sua organização, interação e distribuição, enquanto
vigentes em certo tempo, lugar e circunstância”.
Para a autora o conceito de política não é “auto evidente”. Em certas circunstâncias
encontra-se associada a critério espacial (como esfera, domínio, território), e, em outras,
identificada como modo de ação ou tipo de atividade (na definição já clássica, uma atividade
através da qual as pessoas geram, preservam e corrigem as regras gerais sob as quais vivem).
“A construção e a história do conceito de ‘política’ e suas derivações são elas mesmas objeto e
indagação de proposições alternativas” (GONZÁLEZ DE GÓMEZ, 2011, p.183).

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Utilizando a teoria do regime para uma análise da política de informação, Braman
estabelece que “[...] a política de informação é definida pelo conjunto de leis e regulações
pertinentes a qualquer criação, processamento, fluxos e usos de informação – como um
conceito guarda-chuva para políticas de informação, comunicação e cultura”. (BRAMAN,
2011, p.42).
A autora enfatiza que o estudo sobre a teoria do regime apesar te (de) ter surgido
inicialmente no âmbito das relações internacionais na década de 1980 por estudiosos desta
área, hoje é adotado em outras esferas de análise. A teoria do regime é utilizada em
praticamente todo estudo sobre o domínio das políticas emergentes: “[...] As negociações
sobre o acesso à informação, em si mesmo um objeto de regime de políticas, também são
entendidas como elementos significativos dos processos de formação dos regimes”. (SOUSA;
KLYZA, 2007 apud BRAMAN, 2011, p.42).
Delimitando o domínio específico de sua operacionalização, Braman complementa o
conceito de regime de informação trazendo uma abordagem sobre “cadeia de produção de
informação” que varia conforme a finalidade com que é incluída em seus trabalhos, porém
certos momentos e componentes seriam constantes, dois deles, em especial, interessam ao
escopo desta pesquisa. O primeiro estaria relacionado à armazenagem e preservação da
informação; formação e consolidação de memórias sociais e culturais. Sendo o segundo
relacionado à busca de informações, devendo diferenciar-se o acesso à infraestrutura de
informação (acesso à Internet de Banda Larga, por exemplo), do acesso intelectual e pleno às
próprias fontes e conteúdos. (GONZÁLEZ DE GÓMEZ, 2012, p.48).
Para Braman, a teoria do regime não substitui, mas realimenta os estudos da política
de informação: “[..] b) contribui para pensar instituições, ações e instrumentos políticos
novos, sem que isso signifique necessariamente a desativação dos “sistemas” já existentes; c)
unifica um domínio de tomada de decisão, evitando a dispersão gerada pela pluralidade de
canais, de meios e de fluxos de informação. (GONZÁLEZ DE GÓMEZ, 2012, p.52).
De modo geral, e independentemente do ambiente e do âmbito, uma política de
informação cobre os objetivos, diretrizes, práticas e intenções organizacionais que servem
para fortalecer as decisões locais. Assim, a política não é apenas o caminho para exercer a
autoridade, mas é também uma arte para alcançar o consenso corporativo. Para a elaboração
de uma política de informação é importante a participação de todos os envolvidos, pois sem
um consenso geral sobre os princípios e diretrizes de quem faz o quê, quando e como, não se
podem criar os fundamentos para a construção da autossuficiência informacional (information
superiority). (STRASSMANN, 1994). Caso não haja aceitação entre os principais atores e o
entendimento dos relacionamentos e caso não possua os meios para resolver divergências, a
maior parte da energia será desviada para conflitos internos em vez de ser direcionada para
lidar com os desafios externos.
Para Kuramoto (2009), as instituições precisam estabelecer suas políticas de
informação para garantir o autoarquivamento e a qualidade dos documentos depositados no
repositório. O estudo sobre repositório institucional é parte de uma política institucional de
informação e seu planejamento e implementação precisa estar de acordo com os objetivos e
finalidades da instituição que irá contemplá-lo, de maneira a formular políticas de gestão
adequadas às características, interesses e necessidades institucionais que, na maioria das
vezes, têm muitas especificidades.
A Política, baseada na cultura da instituição, deve prever aspectos relativos a: a)
responsabilidade pela criação, implementação e manutenção do repositório; b) conteúdo
proposto e implementado; c) aspectos legais relativos a documentos e licenças de softwares;
d) padrões; e) diretrizes para preservação digital; f) política e níveis de acesso; g)
sustentabilidade e financiamento do repositório.

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Os tópicos apresentados são resultados de buscas, estudos e reflexões realizados a
partir da literatura e demonstram a importância de se planejar repositórios institucionais com
base em estudos detalhados sobre o ambiente de trabalho e os atores envolvidos no processo.
Nesta perspectiva, práticas e ações devem ser estabelecidas pela instituição como um
meio não só de preservação e acesso à informação/memória em longo prazo, mas também de
comunicação do saber produzido, permitindo um amplo acesso à documentação variada,
oriunda das múltiplas atividades realizadas no Colégio Pedro II.
A seguir, veremos possíveis diretrizes para a implantação do repositório institucional
na referida instituição de ensino como uma medida de democratização das informações lá
geradas.

4 Materiais e Métodos
Trata-se de um estudo qualitativo e exploratório sobre a temática central de política
institucional de informação, repositório institucional e preservação digital. Procura-se
identificar critérios para o planejamento e a implementação de repositório institucional como
ferramenta tecnológica estratégica para a preservação e acesso à produção intelectual do
Colégio Pedro II.
Desenvolve-se um estudo de campo, tendo como lócus da pesquisa o Colégio Pedro II,
mas, especificamente, o Centro de Documentação e Memória e a Biblioteca da PROPGPEC.
Para alcançar os objetivos foram realizados levantamento e análise de dados. A revisão da
literatura especializada concentrou-se principalmente em livros, bases de dados e periódicos
científicos nacionais e internacionais, assinaladas na bibliografia. Para o levantamento do
percurso histórico do Colégio Pedro II foram consultados documentos institucionais
pertencentes aos setores do Centro, a saber: Núcleo de Documentação e Memória;
Laboratório de Digitalização do Acervo Histórico; Museu Histórico; Biblioteca Histórica; e,
Coleções Especiais de Professores da Casa. O material coletado constituiu-se uma das fontes
principais para a análise de dados.
Com base na literatura técnica, busca-se para a análise de dados: manuais, normas e
documentos de pesquisa produzidos no país e no exterior - analisam-se as experiências e
modelos de repositórios institucionais e suas opções técnicas, tecnológicas e gerenciais. Da
mesma maneira são analisados os padrões e os protocolos abertos oferecidos pelas áreas da
Ciência da Informação, Tecnologia de Informação, Biblioteconomia e Arquivologia.

5 Diretrizes para a implantação de um repositório no Colégio Pedro II
A implantação de um repositório institucional no Colégio Pedro II pode contribuir para
a preservação da memória institucional, assim como aumentar a visibilidade e a transparência
das ações lá realizadas, beneficiando diversos usuários de todo o país. Dessa forma, o
repositório institucional facilitará o acesso e o uso das informações, aumentando o
intercâmbio e a cooperação dos usuários envolvidos. O estabelecimento de repositórios
institucionais é o reconhecimento que a vida intelectual e acadêmica de uma instituição será
progressivamente representada, documentada, e compartilhada de forma digital.
A seleção dos critérios apontados neste tópico pautou-se nas diretrizes estabelecidas
por Tomael (2007) em seu trabalho intitulado: “Repositórios institucionais: diretrizes para
políticas de informação”.

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A gestão e a administração de repositórios institucionais deve ser um projeto em
colaboração entre diversas unidades de uma instituição, que reúna especialistas e esforços de
várias unidades, com representação de toda a instituição. Westell (2006) considera necessário
que as responsabilidades sejam divididas. Para isso, enfatiza que é essencial a participação de
um grupo com distintas competências e influência na instituição. Em condições ideais, a
equipe de um projeto de repositório institucional, para Gibbons (2004), deve incluir pessoas
com uma grande variedade de especialidades, tais como: preservação digital; metadados;
usabilidade; design gráfico; marketing; relações públicas; propriedade intelectual; e
tecnologia da informação. Não se pode excluir a representação de todos os segmentos do
grupo de usuários: alunos, professores, pesquisadores e pessoal técnico. As responsabilidades
dos bibliotecários no âmbito dos repositórios institucionais estão fundamentadas na produção
de metadados e na atuação como agentes, com o propósito de assegurar o controle da
qualidade dos registros produzidos, atendendo a padrões internacionais. A organização e
manutenção de conteúdo digital, especialmente aquele apresentado por autores da instituição,
é a principal função dos bibliotecários.
O conteúdo de um repositório institucional está diretamente relacionado à comunidade
de usuários que, segundo Gibbons, determina o que deve ser depositado e tem a
responsabilidade de fazer o depósito – auto-arquivamento – bem como determinar a
amplitude de cobertura ou o âmbito do repositório (assunto/disciplina). Os membros dessa
comunidade são também autores e proprietários dos direitos autorais do conteúdo. O conteúdo
de um repositório institucional reflete ou demonstra o conhecimento, a pesquisa e o interesse
de uma organização. Antes de tudo, o conteúdo de um repositório institucional destina-se ao
compartilhamento. Tão importante quanto o conteúdo é a definição sobre os objetos digitais
que poderão ser armazenados (formatos: doc, pdf, html, jpeg, gif, mpeg). Para tanto, a
ferramenta de tecnologia de informação adotada e sua customização são fatores
determinantes.
O acesso pode diversificar em grandes proporções, assumindo vários níveis, desde o
acesso limitado aos membros de um mesmo departamento, até o que alcança pesquisadores do
mundo inteiro.
As diretrizes relativas aos aspectos legais representam grande desafio para o gestor do
repositório institucional porque devem abarcar questões relativas a licença de softwares,
licença para publicação e propriedade intelectual, o que tange sem dúvida na política de
distribuição. Por tratar-se de iniciativa de acesso livre, todos os trabalhos depositados em um
repositório institucional devem continuar sendo propriedade dos autores. Dessa forma, cabe
aos autores a responsabilidade sobre o que é submetido e a decisão sobre quais conteúdos
poderão ser acessados ou não, garantindo assim sua propriedade intelectual. Como os
repositórios institucionais adotam, na maioria das vezes, o autoarquivamento pelos próprios
autores, é uma boa política solicitar que eles assinem uma licença (nonexclusive licence) que
conceda ao repositório, permissão para depositar, distribuir e preservar materiais do
repositório.
A adoção de padrões para repositórios institucionais é fundamental para definição do
grau de interoperabilidade e de outros aspectos a serem implementados, uma vez que há uma
diversidade de recursos comprometidos com o desenvolvimento e aplicação de padrões de
metadados, estratégia de open access, conexões e uma cuidadosa gestão para preservação, que
assegure que importantes ativos de conhecimento digital serão protegidos e acessíveis para
futuras gerações.
As estratégias para preservação de objetos digitais representam um aspecto
indispensável da política para repositórios. A preservação, de modo geral, toca em pontos
muito caros à sociedade, especialmente a preservação dos conteúdos intelectuais das obras.
Mas a preservação digital não se atém ou não significa somente preservação de conteúdo,

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porque, para que o conteúdo intelectual seja preservado é preciso considerar também a
preservação física com foco nas mídias, e a preservação lógica que foca os formatos, aspectos
dependentes do hardware e do software.
Um repositório institucional necessita de suporte financeiro para garantir sua
integridade e sustentabilidade. Sem o comprometimento institucional com o projeto, os custos
e as responsabilidades com um repositório institucional, serão, provavelmente, muito grandes,
inviabilizando que um departamento ou unidade possam sustentá-los. Para assegurar a
sustentabilidade é indispensável o apoio da alta administração da instituição e, como qualquer
outra iniciativa institucional, os objetivos do repositório devem estar alinhados com o
planejamento acadêmico institucional.

6 Resultados Parciais
Por se tratar de um projeto ainda em implantação, alguns resultados obtidos são
passíveis de alteração e/ou complementação. Nesta primeira fase, pretende-se instalar o
Software DSpace em servidor com espaço suficiente para suportar o sistema e o
armazenamento dos objetos, com segurança de acesso às informações e fluxo estruturado de
backup, garantido por suporte técnico; customizar a interface de pesquisa com a identidade
visual da comunidade escolar do Colégio Pedro II; testar, no repositório, documentos de todas
as coleções (imagens, áudios, vídeos, textos), para que seja possível obter uma primeira
avaliação e realizar os ajustes necessários; definir e configurar os metadados e a forma de
apresentação, para cada tipo de material; digitalizar o material impresso, como fotografias e
documentos antigos; testar a catalogação e a submissão dos arquivos para validar os
metadados definidos e certificar a recuperação dos registros; elaborar um manual de
catalogação, para uso dos responsáveis pela submissão e validação dos registros a serem
cadastrados no repositório; elaborar o termo de autorização dos autores para a publicação dos
documentos; apresentar o repositório para o Colégio Pedro II, após o registro dos primeiros
itens cadastrados para cada coleção. Contando com o comprometimento de toda a equipe de
trabalho para o cadastramento dos materiais, espera-se, em uma segunda fase, a total
consolidação do repositório, tornando-se assim, a principal fonte de consulta e pesquisa da
história da educação pública federal.

7 Considerações Finais
Fundado no período regencial brasileiro, o Colégio Pedro II integrava um projeto
civilizatório mais amplo do Império no Brasil, do qual faziam parte a fundação do Instituto
Histórico e Geográfico Brasileiro e o Arquivo Nacional. Foi o primeiro a ministrar ensino
secundário no Brasil e designado como colégio padrão na educação oficial no Município da
Corte. Serviu de modelo para aulas avulsas, liceus e outras instituições particulares de ensino.
“Os critérios do saber erudito que configuram o perfil do Imperial Colégio refletiam o sistema
de valores da sociedade da época e o ‘lugar’ da educação no projeto de construção do
Estado/Nação.” (COLÉGIO PEDRO II, 2000, p.24, grifo do autor).
A memória histórico-institucional do Colégio Pedro II se constituiu a partir dos vários
acontecimentos que marcaram sua trajetória, e nos revela costumes e tradições que passaram a
fazer parte da memória nacional.
Podemos considerar, ainda, que parcela significativa da memória histórico-institucional
se constituiu a partir dos testemunhos de alunos, professores e funcionários, autores que
escreveram sobre o papel de destaque assumido pelo Colégio, em muitos momentos, de forma

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singular. Entre memórias individuais e coletivas, o Colégio Pedro II revive sua história e se
reafirma como lugar de memória (ANDRADE, 1999).
Assim, levando-se em consideração a necessidade de preservar esse vasto material de
pesquisa, optou-se por implementar um repositório institucional no Colégio Pedro II. Tal
iniciativa, ainda em estudo, deve ser realizada com base em diretrizes detalhadamente
delineadas e estruturadas, constituindo assim a política de informação institucional.
No caso do repositório institucional, é imprescindível que essa política seja muito
bem explicitada porque sua implantação envolve grandes mudanças na forma como a
pesquisa é disseminada, publicada e preservada. Portanto, por dar nova configuração ao
ambiente da comunicação científica, os repositórios institucionais devem facilitar o
armazenamento e a disseminação do material armazenado de forma a otimizar o seu acesso,
permitindo a preservação e a divulgação, através dos arquivos digitais, a produção científica
ou documental de uma instituição.
O trabalho realizado até o momento tem caráter piloto, ou seja, ainda está sendo
debatido com a equipe, por meio de reuniões mensais. As ações e os desafios são muitos. Se
não houver a participação de toda a comunidade escolar, esse projeto não será consolidado. A
união faz a força, já dizia o ditado, e assim, esperamos de todos os setores administrativos e
acadêmicos sua participação e colaboração para o sucesso desta empreitada.

Referências
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Garcindo de Sá. Rio de Janeiro, 1999. Tese (Doutorado em História Social) – Instituto de
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              <text>Política institucional de informação no Colégio Pedro II: diretrizes para a implantação de repositório institucional.</text>
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              <text>Côrbo, Priscila de Assunção Barreto; Cardoso, Tatyana Marques de Macedo</text>
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              <text>O presente artigo apresenta um estudo sobre Política Institucional de Informação voltado às questões concernentes ao planejamento e a implementação de repositório institucional para preservação e acesso a produção científica em longo prazo. Discorre inicialmente sobre o conceito e funcionalidades de repositórios institucionais. Trata-se de uma abordagem teórico-conceitual sobre Políticas Públicas de Informação para abarcar o campo de estudos das Políticas Institucionais de Informação. Destaca o Colégio Pedro II, instituição tradicional de ensino público brasileira, que ao longo dos seus 179 anos de existência, produziu e mantém preservados acervos de importância histórica e institucional para o país e para a sociedade em guarda nas suas unidades de pesquisa: Centro de Documentação e Memória e Biblioteca de Pós-Graduação, Pesquisa, Extensão e Cultura. Aponta a necessidade de se preservar e tornar público suas experiências e atividades de ensino, bem como promover o acesso aos trabalhos intelectuais desenvolvidos pela comunidade de pesquisadores, alunos e servidores. Conclui o presente estudo com uma breve reflexão sobre os aspectos que devem ser considerados para a implantação dos repositórios institucionais nesta instituição de ensino, de forma a estabelecer um novo parâmetro para a comunicação científica. Esse novo parâmetro deve trazer não apenas visibilidade no meio institucional, mas também uma nova concepção do fazer científico. </text>
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