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                  <text>SEGURANÇA, GERENCIAMENTO E AUTOMAÇÃO DE
BIBLIOTECAS: VANTAGENS E CRÍTICAS AOS RECURSOS DE
AUTODEVOLUÇÃO DE MATERIAIS BIBLIOGRÁFICOS

Nivaldo Calixto Ribeiro (UFLA) - nivaldo@biblioteca.ufla.br
Márcio Barbosa de Assis (UFLA) - marcio.assis@biblioteca.ufla.br
Resumo:
Este trabalho tem como objetivo apresentar as vantagens e as principais críticas aos recursos
de autodevolução de materiais bibliográficos adotados em bibliotecas universitárias. Foram
selecionadas 16 instituições públicas ou privadas que divulgaram em páginas oficiais de suas
bibliotecas a disponibilidade do recurso. Na pesquisa foi utilizada uma entrevista estruturada
de caráter exploratório e de coleta de informações visando identificar a posição dos gerentes
de bibliotecas Universitárias e/ou dos bibliotecários responsáveis pela preservação e
conservação do acervo. Concluiu-se que apesar das barreiras, dificuldades e problemas
identificados, o custo benefício da implantação é considerável e é recomendada a implantação
dos recursos àquelas bibliotecas que buscam inovar seus serviços e dar mais autonomia aos
seus usuários.
Palavras-chave: Inovação em bibliotecas. Autodevolução de materiais bibliográficos. RFID.
Bibliotecas Universitárias.
Área temática: Eixo 1 - Gestão sustentável
Subárea temática: Avaliação e Gestão Pública em Serviços de Informação

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BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

1 Introdução

A Biblioteca Universitária da Universidade Federal de Lavras (BU/UFLA) vem se
consolidando, ao longo dos anos, como referência para as atividades de ensino, pesquisa e
extensão, desenvolvidas na UFLA. Além disso, por tratar-se de um organismo pertencente a
uma instituição pública, a Biblioteca presta serviços para segmentos variados da população de
Lavras e região, sobretudo aqueles vinculados ao sistema educacional. Assim, como forma de
inovar o atendimento aos seus usuários, o projeto de autodevolução foi elaborado a partir da
constatação da necessidade de aperfeiçoar os serviços prestados pela Biblioteca.
RFID é uma tecnologia composta por equipamentos (leitores e respectivas antenas) e
tags (etiquetas) que se comunicam através da Rádiofrequência, que por intermédio de um
software usado para "interpretar" os dados contidos nas tags, disponibiliza informações e
potencializa a execução de inúmeras operações para o usuário final.
O RFID possibilita que dados sejam capturados mesmo que um determinado produto
esteja em movimento, como na linha de produção. Essa tecnologia está sendo bastante
utilizada para controlar o caminho dos produtos por toda sua cadeia de produção, ou seja, ele
pode ser localizado desde a sua fabricação até o seu destino final.
O sistema de identificação funciona de uma forma muito simples, são colocadas
etiquetas eletrônicas com um microchip no objeto, que pode ser rastreado por ondas de rádio.
Para transmitir as informações, essas etiquetas respondem ao sinal de rádio de certo
transmissor e envia de volta os dados de sua localização e sua identificação.
Diante dessa tecnologia e a crescente necessidade de aperfeiçoar os serviços
oferecidos pela Biblioteca, foi elaborado o projeto para autodevolução. No final do ano de
2012, iniciou-se a aquisição e implantação de equipamentos com tecnologia RFID para
automatizar diversos serviços da Biblioteca Universitária da UFLA, entre eles a
autodevolução.
Os recursos de autodevolução buscam agilizar o processo de “devolução em tempo
real” de materiais bibliográficos, por meio de interface simplificada, intuitiva e de fácil
utilização pelo usuário. Assim, a proposta é que o tempo de retorno do item à prateleira
reduza substancialmente, aumentando a produtividade da equipe e a satisfação do usuário. A
tecnologia utilizada, RFID, possibilita a classificação dos itens nos carrinhos de devolução,
oferecendo ainda tarefas administrativas como geração de recibos, relatórios e sistemas de
diagnósticos.
Porém, mesmo com todos os recursos, ainda, existem críticas relevantes que devem
ser observadas para o investimento nesse recurso por bibliotecas universitárias. Nesse sentido,
o objetivo deste trabalho é apresentar as vantagens e as principais críticas aos recursos de
autodevolução de materiais bibliográficos adotados em bibliotecas universitárias, para
segurança, gerenciamento e automação de bibliotecas.
2 Referencial teórico
Há décadas, as empresas têm procurado otimizar seus processos, inserindo novas
tecnologias, com o intuito de simplificar e agilizar os procedimentos e produzir maior
segurança aos envolvidos e aos produtos, assim, buscam de forma sistemática atingir o
máximo de eficiência operacional. As instituições de ensino fazem parte desse bojo
tecnológico, desenvolvendo suas atividades inseridas e permeadas pela automatização
tecnológica. Naturalmente as bibliotecas não poderiam ficar aquém das novas tecnologias,
pois estão latentes em seu cotidiano, de modo a facilitar as rotinas do ambiente, assegurando
aos profissionais, agilidade nos processos, sobretudo, os mais complexos, e também
autonomia aos usuários na execução de procedimentos rotineiros. A tecnologia do sistema de
autoatendimento desponta de maneira promissora, na perspectiva de revolucionar os serviços

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de empréstimo e devolução das bibliotecas. A priori, esse sistema permite a execução das
atividades sem a interferência do profissional, proporcionando ao usuário autonomia e
praticidade.
Com o crescimento exponencial do número de publicações e de usuários nas
bibliotecas, é mister e urgente que sejam implantadas formas eficazes para o gerenciamento
do acervo, visando proporcionar agilidade no atendimento e credibilidade no armazenamento
de dados (CAMARGO; BRITO, 2009). Paralelo a essa realidade, observa-se que as
bibliotecas estão se deparando com um impacto significativo de novas tecnologias de
informação e comunicação em suas atividades (VIERA; VIERA; VIERA, 2007).
Conforme Almeida (2011), Camargo e Brito (2009), Chen, Tavares e Silva (2007),
França e Carvalho (2014), Messias et al. (2014) e Viera, Viera e Viera (2007), entre outros, a
tecnologia de Radio Frequency Identifier ou Identificação por Rádio-Frequência (RFID), tem
se apresentado como um grande avanço no controle de informações, associada a aplicações de
acervos, como livros, periódicos, filmes, jornais, CDs, quadros etc. Ou seja, está sendo
introduzida em várias bibliotecas do mundo, com o objetivo de proporcionar a gestão
eletrônica dos acervos e a implementação de novos serviços.
O sistema de autoatendimento utiliza a tecnologia RFID, que se utiliza de uma etiqueta
inteligente (tag), contendo um microchip que armazena os dados de identificação da obra. A
onda de rádio-freqüência é captada por uma antena (com leitores) conectada a um software no
computador, que gerencia as informações do sistema RFID (SOUSA, 2010).
Embora a tecnologia RFID seja recente na utilização das bibliotecas, há anos vem
sendo utilizada por outros setores (VIERA; VIERA; VIERA, 2007). A introdução desta
tecnologia surgiu na década de 40, contudo, sua epifania se deu por volta dos anos 90,
surgindo como solução para automação na captura de dados. Diante dessa nova tecnologia, as
empresas começaram a desenvolver seus modelos de negócios de forma automatizada, sendo
que a RFID é uma das tecnologias que mais tem impulsionado esta automação, pois permite
acesso em tempo real sobre a localização de bens e equipamentos (ALMEIDA, 2011; CHEN;
TAVARES; SILVA, 2007; PINHEIRO, 2006).
A tecnologia RFID auxilia no armazenamento seguro de informações, na identificação
automática de itens, no controle de inventários e possibilita serviços eficientes e eficazes,
como o autoempréstimo e a autodevolução do acervo (SANTINI, 2008).
Viera, Viera e Viera (2007) apresentam que diversas bibliotecas, pelo mundo todo,
substituíram seus sistemas de códigos de barra e os sistemas de segurança eletromagnéticos
pela tecnologia RFID, com o intuito de agilizar as suas diversas atividades e fornecer novos
serviços. Todos os itens do acervo, como livros, revistas, CDs etc. recebem etiquetas RFID.
Segundo esses autores, inclusive bibliotecas públicas, como por exemplo, na Holanda e nos
Estados Unidos também estão adotando a tecnologia RFID para gerenciamento, a fim de
permitir o autoatendimento, e também garantir maior segurança contra furtos. Desta forma, o
empréstimo e a devolução de materiais são feitos de maneira rápida e eficiente, e os
colaboradores são liberados para outros serviços, como atendimento aos usuários, de forma
mais personalizada, ou outras questões que demandam mais tempo (MESSIAS et al., 2014).
Diversas bibliotecas já possuem balcões de autoatendimento, isso permite que os usuários
realizem empréstimo e devolução dos materiais do acervo com autonomia.
Por meio desta tecnologia, as bibliotecas podem dispor de serviços de autoatendimento
para empréstimo e devolução de materiais, sem a necessidade de intervenção dos funcionários
(CAMARGO; BRITO, 2009).
Viera, Viera e Viera (2007) comentam que a implantação dos leitores RFID também
torna a realização de inventários mais ágil e precisa, sem necessidade de remoção dos
materiais. Além disso, esse equipamento é utilizado para procura de itens do acervo tornando
mais ágil a localização.

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Neste contexto, a implantação desta tecnologia pode complementar diversas
atividades, como no armazenamento seguro das informações, na realização de inventários ou
na identificação e rastreamento de materiais do acervo.
Segundo Viera, Viera e Viera (2007, p. 199), a adoção dessa tecnologia permite
implementar novos serviços tais como: “serviços de autoatendimento para empréstimo e
devolução de materiais para os usuários, classificação automática de materiais na devolução,
serviço 24 horas de devolução de materiais”.
Viera, Viera e Viera (2007) apresentam algumas vantagens na implantação da RFID
nas bibliotecas:
a) redução do tempo gasto em procedimentos como, circulação de materiais,
atividades de empréstimo e devolução de materiais;
b) agilidade na incorporação de novos itens ao acervo (processamento técnico);
c) grande redução de tempo na realização de inventários;
d) otimização dos procedimentos da equipe que trabalha na biblioteca;
e) possibilidade de implantação de sistemas de autoatendimento e autodevolução de
materiais do acervo da biblioteca;
f) melhorias no gerenciamento do acervo, com a utilização de equipamentos para
realizar inventários do mesmo, reduzindo o tempo na localização de materiais que se
encontram em locais errados;
g) possibilita a implementação de equipamento de segurança contra furtos, com a
identificação individual dos itens do acervo;
h) ampliação da autonomia aos usuários, pois podem utilizar as estações de
autoatendimento, sem necessidade de assistência dos colaboradores da biblioteca;
i) redução de ocorrências de lesões por esforços repetitivos dos colaboradores da
biblioteca;
j) agilidade do atendimento aos usuários, diminuindo as filas para empréstimo e
devolução de materiais;
k) possibilita que as bibliotecas ofertem o serviço de devolução além do horário de
atendimento, sem necessidade de gerar horas adicionais aos colaboradores.
Para Ceccotti, Sousa e Martins (2008), a maior vantagem dessa tecnologia na
biblioteca é a agilidade e comodidade para os usuários, proporcionando mais satisfação dos
mesmos em relação aos serviços da biblioteca.
Segundo Messias et al. (2014), tanto o procedimento de autoempréstimo quanto o de
autodevolução é bastante simples de ser executado. Contudo, pode haver uma dificuldade
quanto ao equipamento de autodevolução, pois a instalação do mesmo exige um ambiente
amplo para a acomodação dos baús de coletas, da esteira e do computador; diferente do
autoempréstimo, que é um aparelho que ocupa um espaço bem reduzido, semelhante a um
desktop e um monitor de computador.
Os sistemas de gerenciamento da informação é uma realidade nas bibliotecas e centros
de documentação. A modalidade de autoatendimento oferece um novo formato nos serviços
de autoempréstimo e autodevolução, surgindo para dinamizar, simplificar e agilizar rotinas e
procedimentos biblioteconômicos. Essa estrutura de atendimento assegura ao usuário
autonomia e segurança nesses processos, garantindo aos colaboradores praticidade no
gerenciamento do acervo (MESSIAS et al., 2014).
Nesse contexto, desde que foi concluídauma grande reforma, em 2008, a Biblioteca
Central Irmão José Otão da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)
passou a ser conhecida como “a biblioteca mais tecnológica da América Latina”. Uma das
ações estratégicas responsáveis por esse título se deve à implantação de um planejamento
inovador que contou com vários recursos tecnológicos, entre eles, o uso de dois
equipamentos de autodevolução de materiais bibliográficos na entrada do prédio da

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Biblioteca, monitorados continuamente pela equipe de atendimento, utilizados pelos usuários
que tem pressa e prefere não ir até o balcão. As máquinas contam com vários carrinhos onde
são depositados automaticamente os livros devolvidos, de acordo com as áreas a que
pertencem ou que estejam com alguma reserva (VICILI, 2010).
3 Metodologia
A pesquisa bibliográfica foi de grande importância, pois proporcionou aos
pesquisadores o conhecimento necessário para embasar as argumentações durante a análise do
estudo. Para Gil (1999, p. 65), a revisão bibliográfica foi desenvolvida, principalmente, a
partir de material já elaborado, constituído de relatos de experiência apresentados em eventos.
A pesquisa proposta apresenta características de pesquisa descritiva. De acordo com
Gil (1999, p. 44) “[...] as pesquisas descritivas a partir de seus objetivos, são adotadas para
proporcionar uma nova visão do problema [...]”.
Na pesquisa também foi utilizada uma entrevista estruturada de caráter exploratório e
de coleta de informações visando identificar a posição dos gerentes de biblioteca
Universitárias e dos bibliotecários responsáveis pela preservação e conservação do acervo de
instituições que ofertam o recurso de autodevolução de materiais.
Em âmbito nacional, foram selecionadas 16 instituições públicas ou privadas que
divulgaram em páginas oficiais de suas bibliotecas a disponibilidade do recurso.
Por fim, a análise de conteúdo foi de grande importância, e, documentos primários
como portarias, decretos, relatórios e outros foram observados de forma que foi possível
coletar dados significativos para o desenvolvimento deste trabalho.
4 Resultados
Para manter o sigilo das informações repassadas pelas instituições, os nomes originais
foram substituídos, em ordem aleatória, pelo termo “Instituição”, seguido de um indicativo
em romano, na apresentação dos resultados. Com a implantação do sistema algumas ações
foram desenvolvidas, também foram necessárias algumas alterações de rotinas da biblioteca .
É importante considerar que, para a implantação do recurso de autodevolução há a
necessidade de reorganização estrutural, visto que requer planejamento de obras, iluminação e
outros, para adequação das bibliotecas que desejam ofertá-lo. É relevante um diálogo muito
próximo com os fornecedores para ajustar datas de entrega, data de montagem do
equipamento e a adaptação do ambiente. Para mais eficiência nessa etapa sugerimos que a
estrutura seja adaptada anteriormente à montagem do equipamento, com orientações do
fornecedor, para evitar que poeira danifique o acervo ou o próprio equipamento, em função da
sensibilidade das peças.
Com relação ao período de implantação do recurso de sistema de autodevolução, na
Instituição III, segundo seus próprios relatos, o período durou aproximadamente um ano e
meio. No caso dessa instituição, o sistema de autodevolução e autoempréstimo iniciou com a
apresentação do projeto em uma chamada pública, por intermédio da pró-reitoria de pósgraduação e pesquisa da própria universidade, a qual foi contemplada. A partir da aprovação
iniciou-se a pesquisa do melhor equipamento, negociação e pregão. Em seguida iniciou-se a
preparação do local para instalação do equipamento, executando testes, aprovação e
disponibilização do recurso para os usuários.
Já na Instituição VI, foi explanado que os equipamentos foram adquiridos por meio
da apresentação de um Plano de Trabalho (PTA), muito comum no serviço público. Nessa
instituição a implantação do projeto foi de aproximadamente 1 a 2 anos, tempo médio das
demais instituições que implantaram o autoserviço.

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Na Instituição VII, os responsáveis informaram que não utilizam uma máquina de
autodevolução e sim computadores normais no autoatendimento de empréstimo. Nesse caso
não foi possível identificar como é feito o controle de empréstimo e devolução, bem como as
rotinas de controle do material devolvido no sistema e a reposição nas estantes.
Em outro caso, na Instituição IV, foi exposto que possui apenas o recurso de
autoempréstimo, apresentando a diferença das duas, sendo que a de autoempréstimo faz
empréstimos e devoluções. A de autodevolução, necessita da tecnologia RFID e deve ser
instalada de maneira que os usuários possam devolver livros 24h por dia, sem necessidade da
biblioteca estar aberta. Ela possui uma face para o exterior, onde as pessoas inserem os livros
a serem devolvidos, e após a efetuação da devolução são encaminhados para diferentes
carrinhos, de acordo com a classificação.
Do ponto de vista do usuário, a Instituição IX apontou que foi uma das melhores
aquisições, por facilitar e agilizar a devolução do material emprestado. Segundo essa mesma
instituição, para os servidores (colaboradores), inicialmente, houve o receio da implantação
em função de suas preocupações com relação aos seus serviços prestados, pois imaginaram
que seus postos de trabalho iriam se extinguir. Porém, após melhor conhecimento sobre a
tecnologia, entenderam a sua função e gostaram muito.
Para a Instituição XI, o nível de aceitação foi satisfatório, sendo a tecnologia de fácil
manuseio e compreensão, porém algumas pessoas necessitaram de auxílio, sendo fundamental
o apoio do servidor/colaborador do atendimento na primeira experiência do usuário com a
interface do recurso. Informaram que receberam vários elogios quanto aos quesitos de
praticidade, rapidez e autonomia. Segundo essa mesma instituição o serviço de
autoatendimento, que conta com uma tecnologia inédita na maioria das bibliotecas brasileiras,
foi bem aceito entre os usuários, sendo que as dificuldades apresentadas foram pontuais e a
falta de prática pelos usuários foi solucionada por meio da convivência com essa tecnologia
que ainda é recente no país e nas universidades.
A Instituição VI citou que foi possível proporcionar liberdade para o usuário devolver
o material emprestado a qualquer hora, durante 24 horas, sete dias da semana e sem ter que
deslocar até o balcão de atendimento da biblioteca, pois o seu terminal foi implantado com
interface do lado de fora da biblioteca, não sendo necessário guardar seu material para entrar
na biblioteca. Possibilitou ainda a redução de fila para devolver o material. Situação
confirmada pela Instituição IX, confirmando os benefícios do recurso de autodevolução.
Abaixo, destacamos algumas vantagens desse recurso, do ponto de vista de gestão e
dos usuários, apontadas com mais frequência pelas instituições participantes desta pesquisa:
a) acelerar o retorno dos itens para as prateleiras;
b) aumentar a satisfação e fidelidade do usuário;
c) devolver o material em tempo real;
d) diminuir os riscos operacionais;
e) monitorar a quantidade de itens devolvidos;
f) obter informações acuradas para tomada de decisões;
g) obter maior confiabilidade na gestão de dados;
h) dimensionar o número de servidores/funcionários lotados no atendimento ao
usuário;
i) monitorar e diagnosticar remotamente o funcionamento do equipamento, além do
fluxo de usuários;
j) pode ser implementada em uma ampla gama de modelos arquitetônicos;
k) reduzir a execução de rotinas repetitivas de devolução de materiais;
l) solucionar problemas e obter estatísticas a partir de qualquer localização;
m) verificar e melhorar a eficiência de processos;
n) reduzir de filas.

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Apesar da maior parte das instituições citarem a redução de filas como uma vantagem,
a Instituição VIII, ponderou que a automação não agrega agilidade ao processo. Segundo
essa instituição apenas substitui o servidor/colaborador. Porém, a atividade continua sendo
individual, item a item, não inibindo formação de filas.
Além disso, foram apontadas outras barreiras ou dificuldades para implantação, entre
elas, relacionadas ao programa ou código do sistema ou aplicativo (CIP) que nem todo
Software de Biblioteca possui ou não é compatível, o que impede a sua implantação por
completo, sendo necessários ajustes pelos técnicos em tecnologia da informação (TIs) da
instituição. Outras estão relacionadas à infraestrutura como desocupação de sala, retirada de
janela e recorte na parede, bem como toda infraestrutura lógistica necessária para trazer até ao
local pontos de rede e de tomadas elétricas. Outras situações referem-se à preservação e à
conservação do acervo. Além disso, apontaram as seguintes desvantagens:
a) danos aos livros, quando caem de mau jeito, devido ao arranque das alavancas
organizadoras e da queda muito brusca entre a esteira e os carrinhos coletores;
b) livros que agarram na esteira;
c) custo ainda elevado, considerando a infraestrutura necessária para que a solução
funcione: antenas, leitoras, software para tratamento da informação capturada,
desenvolvimento de aplicativos, sistema de comunicação, etc.;
d) o campo magnético de um metal interfere na propagação da onda RFID,
diminuindo muito a distância de leitura, reduzindo sua eficiência;
e) rotinas incompatíveis entre o software do equipamento de autodevolução e o
sistema de gerenciamento da informação da biblioteca.
Entre as críticas ao recurso, a Instituição VII, expôs que modelos que recebem os
livros e os encaminha por uma esteira para uma espécie de empilhadeira, a qual os desce até
os carrinhos, como que um elevador são mais eficientes e interessantes. Nos formatos
tradicionais adquiridos por algumas bibliotecas brasileiras, os livros são direcionados pela
esteira e, literalmente caem/despencam nos “carrinhos coletores”. Com isso as obras sofrem
os danos causados pela queda, descolam lombadas, páginas, rompem costura etc.
Ainda, a Instituição III, apontou como barreira o custo e algumas características,
como peculiaridades das etiquetas que envolvem desde a compra de hardware, software e
materiais, como consultoria e treinamento de funcionários, bem como, a instalação dos
equipamentos. No que diz respeito às etiquetas, algumas vezes é possível comprometer um
sistema RFID, pois colocando dois ou mais itens de uma vez, as etiquetas são sobrepostas,
anulando alguns sinais e assim dificultando a leitura.
Nesta mesma esteira, a Instituição VIII ressaltou que o sistema do
fabricante/fornecedor do equipamento adquirido por aquela biblioteca não é compatível como
o Sistema de gerenciamento de bibliotecas adotado, ou seja, ele não permite configurações
como, por exemplo, de tamanho, peso ou limite do número de páginas permitidas para
devolução.
De acordo com a Instituição VII, para solucionar a situação, foram realizados alguns
acertos na esteira, pela empresa, trocando a caixa em que os livros ficam após passar pela
autodevolução. Os atuais carrinhos possuem molas melhores e o fundo fica mais alto, e vai
abaixando conforme o peso. Assim melhorou bastante. Nesse contexto, é entendimento da
equipe que sempre vai ter o risco do livro cair de forma que prejudique sua encadernação,
principalmente os livros maiores e mais pesados. Outra ação, segundo a Instituição VII, foi
maior o investimento em serviço de reparo de livros.
Segundo a Institução VIII, apesar das campanhas educativas e dos avisos afixados
próximos à entrada da máquina, o usuário se utiliza de artimanhas impossíveis de serem
contidas. Temos conhecimento de usuários que, no caso de obras mais espessas, posicionamna aberta. Com isso, qualquer material pode ser devolvido, causando ainda maior dano e,

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dano é dano, em menor ou maior proporção gera necessidade de recuperação. Teoricamente
livros maiores, mais pesados têm a possibilidade de serem mais danificados. Independente de
tudo isso, quando a obra sofre danos, ela deve ser recuperada para voltar à circulação e isso
gera custo. Ou seja, além do custo gerado pela aquisição, há o custo da recuperação, em
muitos casos de obras novas, recém adquiridas.
Ainda, segundo essa mesma instituição, o serviço de recuperação é terceirizado, por
não possuírem especialistas ou laboratórios na área de preservação e conservação próprio. O
envio à terceirização requer controle minucioso do material, pois é patrimônio da instituição
que sairá do seu espaço físico. Quanto ao envio, não se justifica o envio unitário. Isso implica
em agrupar número suficiente e uma série de procedimentos a serem realizados antes e após o
retorno do material ao acervo. Há um dispendioso serviço de vários colaboradores. Mas, o
mais importante: o período que a obra fica afastada para empréstimo, desde o envio para
recuperação até o retorno ao acervo, descumprindo sua função principal que é servir de fonte
de informação para o usuário.
Contudo, a Instituição III, expôs que a tecnologia RFID nas bibliotecas deve ser
considerada uma excelente opção na hora da atualização da infraestrutura tecnológica de
gestão eletrônica do acervo, principalmente nas bibliotecas que possuem um grande volume
de obras e usuários, pois é fundamental que os serviços acompanhem a evolução tecnológica
e modernizem as rotinas de trabalho, visando oferecer qualidade nos produtos e serviços. Já a
Instituição VI, expõe que, apesar do custo, não se deve adquirir a quantidade de "sorter"
(carrinho) menor que 7, pois a distribuição por classe, reservas, devolução de outras unidades,
material com algum problema, ficam comprometidas. Atualmente há outros modelos e marcas
mais sofisticados no mercado internacional com muitas melhorias. Citou que visitou algumas
bibliotecas no mundo que utilizam esses equipamentos, na Holanda na cidade de Delf, uma
em Beleuve (Biblioteca KCLS)1 próximo a Seattle que a considerou a melhor. Pois, além de
separar, utiliza um carrinho que recebe o livro, colocando ele na classe, todos com a lombada
do mesmo lado, e o mesmo carrinho coletor é o mesmo que utiliza para levar o material no
acervo.
Segundo a Instituição I, um dos seus colaboradores teve a oportunidade de ver uma
estrutura do recurso funcionando em uma biblioteca comunitária de Ottawa, Canadá. No seu
relato expõe que essa estrutura ocupava uma sala inteira interligada com serviços de malote,
inclusive com uma esteira para conduzir os documentos distribuindo-os em caixas box para o
transporte. Expôs ainda que, para investimentos deste vulto é interessante visitar organizações
que já usam o equipamento, observando in loco como é o funcionamento, a manutenção, a
operação etc.
5 Conclusão
Em função da alta circulação de itens e do volume de usuários na Biblioteca
Universitária da UFLA, bem como do tamanho da sua coleção, e do compromisso com a
manutenção de acervo, e a necessidade de serviços de qualidade, em 2012, iniciou-se a
automação de algumas rotinas com tecnologia RFID, entre elas o recurso de autodevolução,
como uma opção viável de investimentos. Assim, foi possível eliminar esforços repetitivos e
agilizar algumas atividades de responsabilidade dos colaboradores e alcançar outros
benefícios com esse projeto. Nessa mesma esteira, outras bibliotecas têm voltado suas
1

Automated Materials Handling at the Bellevue Library. Disponível em:
&lt;https://www.youtube.com/watch?v=NFSu6slB6oo&gt;. Acesso em: 19 fev. 2015.

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atenções para as vantagens dessa tecnologia, porém, identificamos algumas barreiras e ou
dificuldades relatadas, por algumas instituições, nessa pesquisa.
As vantagens estão relacionadas em sua maioria a questões relativas à mobilidade e
autonomia do usuário, pois, o recurso proporciona mais liberdade para a devolução de
materiais, economia de tempo, redução de rotinas de colaboradores e a possibilidade de
devolução 24 horas por dia. O que nem sempre é possível, em função da estrutura ou do local
em que foram implantados os terminais de autodevolução em cada instituição.
As principais barreiras ou críticas estão relacionadas à dificuldade de adequar os
espaços para instalação do equipamento, especialmente à conservação e preservação do
acervo. Danos aos livros, quando caem de mal jeito, devido ao arranque das alavancas
organizadoras e da queda muito brusca entre a esteira e os carrinhos coletores, livros que
agarram na esteira foram problemas citados em boa parte das equipes das bibliotecas que
oferecem o recurso.
Por fim, apesar de alguns pontos negativos, os resultados dessa pesquisa nos mostra
que o recurso de autodevolução, bem como soluções de autoserviços com tecnologia RFID ou
outra têm sido adotadas nas bibliotecas brasileiras a passos largos. Entendemos que os pontos
positivos sobrepões às barreiras ou dificuldades identificadas nesse estudo. Cabe aos gestores
de unidades de informação estabelecerem as prioridades e identificarem as melhores soluções
que se adequem às suas bibliotecas.
REFERÊNCIAS
ALMEIDA, L. C. de. Aplicações da tecnologia de identificação por rádio
freqüência - rfid. 2011. 97 p. Monografia (Graduação em Engenharia de Teleinformática) Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2011.
CAMARGO, A. A. de S.; BRITO, D. de A. Proposta de modelagem de um sistema para
biblioteca utilizando Java e rfid. 2009. 121 p. Monografia (Tecnólogo em Banco de Dados)
- Faculdade de Tecnologia de São José dos Campos, São José dos Campos, 2009.
CECCOTTI, H. M.; SOUSA, D. D.; MARTINS, V. S. G. Auto devolução de materiais
bibliográficos: serviço 24h relato de experiência da Biblioteca Central Cesar
Lattes/UNICAMP. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS,
15., 2008, São Paulo. Anais... São Paulo: SNBU, 1008. p. 1-8.
CHEN, R. C.; TAVARES, J. J. P. Z. de S.; SILVA, J. R. SGB: Sistema de gestão e controle
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�XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias

9

BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

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em: 2 fev. 2016.
Questões levantadas
1.
2.
3.
4.
5.
6.

Quais as principais vantagens? E as desvantagens?
Como lidaram com as desvantagens?
Como foi a reação dos usuários? E dos colaboradores?
Houve alguma barreira ou dificuldade para implantação?
Com relação ao custo e benefícios. Você recomendaria a implantação dessa solução?
Há alguma informação relevante que gostaria de expor?

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              <text>Ribeiro, Nivaldo Calixto; Assis, Márcio Barbosa de </text>
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              <text>Este trabalho tem como objetivo apresentar as vantagens e as principais críticas aos recursos de autodevolução de materiais bibliográficos adotados em bibliotecas universitárias. Foram selecionadas 16 instituições públicas ou privadas que divulgaram em páginas oficiais de suas bibliotecas a disponibilidade do recurso. Na pesquisa foi utilizada uma entrevista estruturada e caráter exploratório e de coleta de informações visando identificar a posição dos gerentes de bibliotecas Universitárias e/ou dos bibliotecários responsáveis pela preservação e conservação do acervo. Concluiu-se que apesar das barreiras, dificuldades e problemas identificados, o custo benefício da implantação é considerável e é recomendada a implantação dos recursos àquelas bibliotecas que buscam inovar seus serviços e dar mais autonomia aos seus usuários. </text>
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