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                  <text>Suporte à pesquisa e gerenciamento de dados: proposta de
concepção de serviço para Biblioteca Universitária da UFSC
Tatiana Rossi (UFSC) - tatiana.rossi@ufsc.br
Roberta Moraes Bem (UFSC) - roberta.bem@ufsc.br
Karyn Munyk Lehmkuhl (UFSC) - karyn.lehmkuhl@ufsc.br
Edson Mario Gavron (UFSC) - edson.gavron@ufsc.br
Luciana Bergamo Marques (UFSC) - luciana.b@ufsc.br
Resumo:
Este artigo presenta as primeiras iniciativas para a concepção de um serviço de suporte à
pesquisa e gerenciamento de dados de pesquisa na BU/UFSC. Inicialmente realizou-se um
levantamento da literatura sobre o tema visando elucidar o estado atual das discussões acerca
dos serviços de gerenciamento de dados de pesquisa, curadoria de dados e o papel das
bibliotecas universitárias e bibliotecários nesse contexto. As discussões estão em fase inicial.
Há uma comissão de trabalho envolvida no projeto, a qual aponta as principais ações a serem
realizadas: equipe e parceiros, diagnóstico institucional, sensibilização e criação de políticas,
estrutura de tecnologia da informação, softwares e aplicação de um projeto piloto.
Palavras-chave: Gerenciamento de dados de pesquisa. Suporte à pesquisa. Curadoria de
dados. e-Science.
Área temática: Eixo 3 - Ecologia da Informação
Subárea temática: Ferramentas de comunicação e colaboração científica

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XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

1 Introdução
Toda pesquisa científica envolve custos os quais, muitas vezes, inviabilizam avanços
científicos. As tecnologias de informação e comunicação (TIC) oferecem os meios para que
muitas inovações consumam menos tempo e recursos financeiros, principalmente no que
tange à obtenção de dados. Sob o ponto de vista das TIC, pode-se dizer que não há limites
para a interação entre os pesquisadores e para o compartilhamento de informações. O que
ocorre é o desconhecimento de que isso pode ser legal e deve ser estimulado, assim como
preconiza o programa Horizon 2020 (EUROPEAN COMMISSION, 2016).
Há uma tendência global em compartilhar dados, seja para acelerar o processo de
descobertas científicas, seja para possibilitar que pesquisas com poucos insumos financeiros
possam ser realizadas. Conforme Davenport (1998) na ecologia da informação a atenção deve
se voltar ao uso eficiente de certo montante de dados, em detrimento da produção
descontrolada.
Tendo em vista esse contexto, a proposta da Biblioteca Universitária da Universidade
Federal de Santa Catarina (BU/UFSC) é criar uma infraestrutura para a gestão dos dados de
pesquisa, proporcionando o depósito dos dados de forma organizada e a comunicação com e
entre grupos de pesquisa. Tem-se o objetivo de aperfeiçoar a produção de dados no âmbito da
instituição, evitando o retrabalho e ainda promovendo a transparência necessária à validação
dos resultados frente às publicações científicas renomadas.
Os acadêmicos necessitam de profissionais aptos a lhes prover soluções para que
seus projetos atendam a requisitos como acesso aberto e garantia de preservação dos dados. O
profissional da biblioteca universitária, na medida em que conhece os grupos de pesquisa de
sua instituição e as ferramentas tecnológicas disponíveis para o acompanhamento dos projetos
- desde a sua concepção e conquista de fontes de financiamento, até a fase de curadoria de
dados digitais -, tem grande responsabilidade na condução desses grupos à visibilidade e ao
crédito por um trabalho colaborativo.
Pretende-se sensibilizar a comunidade acadêmica para uma preocupação constante
com a preservação dos dados produzidos em suas atividades, sendo preciso, para tanto,
entender as principais dificuldades dessa população na aderência a um programa de gestão de
dados e curadoria digital. A partir disso, poder-se-á apresentar aos pesquisadores as possíveis
contribuições de diferentes setores da universidade para o melhor aproveitamento do seu
trabalho, propondo softwares customizados, ou desenvolvidos conforme as suas necessidades
de registro e utilização. Dessa forma, procura-se contribuir para produção científica mais
organizada, com ampliação do seu rol de aplicações e maior rendimento dos recursos
investidos em pesquisa.
Assim, o presente artigo aborda os passos iniciais para a concepção de um serviço
que visa dar suporte aos projetos de pesquisa desenvolvidos na Universidade Federal de Santa
Catarina, colocando a biblioteca universitária não apenas como colaboradora, mas como
parceira dos pesquisadores.

2 Revisão de literatura
As tecnologias de informação e comunicação trouxeram relevantes contribuições ao
fazer científico. Do planejamento à comunicação das descobertas, há ferramentas que
facilitam a colaboração, a coleta e análise de dados e ampliam a visibilidade do que é
produzido. Segundo Hey, Tansley e Tolle (2009) a ciência deixou os paradigmas mais
experimentais e teóricos e está no quarto paradigma, o qual é marcado por intensa
colaboração, é mais computacional e voltado a dados.
Esse é o cenário da e-Science. Conforme Costa e Cunha (2014) trata-se do ponto em

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que as TIC encontram-se com a pesquisa cientifica, caracterizando a importância das TIC no
ambiente atual do pensar a ciência.
Gore (2011) define a e-Science como uma nova metodologia a qual se utiliza dos
avanços tecnológicos disponíveis hoje a serviço da ciência. O uso intensivo de dados e a
existência de redes de pesquisadores são suas principais características.
Além de revolucionar as atividades relativas ao trabalho de pesquisa, os avanços
tecnológicos também possibilitam uma geração de dados de forma exponencial, tanto em
tamanho como na variedade de formatos.
Isto posto, passou-se a atribuir grande importância a preservação desses dados, sua
divulgação e mesmo a reutilização. O dado de pesquisa, por si só, constitui informação
essencial para validar os estudos e ainda pode fomentar novas pesquisas, agilizando as
descobertas e o avanço da ciência. Nesse sentido, Hey, Tansley e Tolle (2009) afirmam que a
e-science deve ir além do armazenamento de dados e sistemas fechados, esforçando-se para
permitir o acesso aos dados das pesquisas àqueles que têm interesse, disponibilizando fontes e
interfaces para a comunidade científica.
Ademais, o compartilhamento de dados tem fomentado um nível sem precedente de
iniciativas de acesso aberto entre cientistas, promovendo o trabalho em equipes
interdisciplinares para solução de problemas complexos, e tem permitido que outros cientistas
utilizem os dados para objetivos além daquilo que foi planejado inicialmente (E-SCIENCE...,
2014).
A importância dos dados e as possibilidades que os mesmos representam para o
avanço científico chamaram a atenção de diversas agências de incentivo à pesquisa com
relação ao destino dos dados brutos. Afinal, eles compõem um rico conteúdo gerado com seu
apoio financeiro. Como exemplo, em 2011 o National Science Foundation (NSF), EUA,
começou a requerer planos de gerenciamento de dados na maioria dos pedidos de
financiamento. Nesses planos é necessário informar os dados a serem coletados, os metadados
a serem adotados, os procedimentos de coleta, e as políticas e mecanismos para
compartilhamento dos dados quando necessário (HEIDORN, 2011). Assim como a NSF, o
National Institutes of Health (NIH) começou a cobrar planos de gestão de dados ante as
propostas de concessão de recursos para operar as pesquisas.
Como consequência dessas exigências, surge a preocupação em criar ferramentas e
serviços que promovam a coleta, organização e preservação dos dados de pesquisa.
Considerando que esses dados já nascem em formato digital, uma alternativa é a criação de
repositórios de dados ou mesmo o armazenamento de dados nos repositórios institucionais já
existentes.
Ademais, algumas publicações também estão exigindo a submissão e/ou a
disponibilização dos dados como pré-requisito para o aceite e publicação dos artigos. Em
junho de 2014 o Grupo Nature Publishing, lança o primeiro número da revista Scientific Data,
a qual é uma revista de acesso aberto, revisada por pares, cujo objetivo é publicar os
descritores de dados (data descriptors), dados simples ou conjuntos de dados de pesquisa.
Segundo informações da própria revista o objetivo é promover o compartilhamento e o reuso
dos dados, além de atribuir crédito aos produtores de dados que nem sempre recebem crédito
na publicação dos resultados da pesquisa (SCIENTIFIC DATA, 2016). Embora armazene
somente os descritores de dados, a revista sugere uma lista de repositórios confiáveis para o
armazenamento dos dados, caso os pesquisadores não tenham repositórios próprios.
Outra importante iniciativa para a gestão dos dados foi a criação do Data Citation
Index (DCI), criado pela Thomson Reuters em 2012. Esta base de dados recolhe dados dos
artigos indexados na Web of Science, fazendo um link entre a base e os repositórios dos dados
científicos oriundos das pesquisas. São considerados na indexação dos dados de pesquisa os
seguintes metadados: autores, instituições, palavras-chave, citações e outros metadados. (THE

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DATA… 2016).
Seja para disponibilização dos dados em repositórios ou mesmo sua submissão no
processo de comunicação científica, é preciso criar estratégias para gestão adequada de dados.
De acordo com Surkis e Read (2015), a gestão de dados garante que a história do processo de
coleta de dados de um pesquisador seja organizada, compreensível e transparente.
Portanto, as ações para assegurar a gestão adequada de dados devem permear todo o
ciclo de vida dos dados. Conforme a Figura 1, as etapas do ciclo compreendem a criação dos
dados, seu processamento, análise, preservação e disponibilização. Após a disponibilização
pode ocorrer o reuso dos dados, dando início a um novo ciclo.
Figura 1 - Ciclo de vida dos dados de pesquisa

Fonte: Adaptado de UK Dara Archive por Surkis e Read (2015)

Na gestão de dados estão implícitas atividades relacionadas a curadoria digital. Lee e
Tibbo (2007) definem curadoria digital como a gestão ativa na preservação dos recursos
digitais ao longo do ciclo de vida de interesse acadêmico e cientifico, e ao longo do tempo,
para usuários atuais e futuros. Os mesmos autores ainda defendem que é necessária a criação
de processos capazes de uma boa gestão de dados, e agregar valor a estas novas fontes de
informação e conhecimento.
Para Abbott (2008), a ideia de curadoria digital de dados de pesquisa vai além da
gestão dos dados, pois, compreende todo o processo envolvido no ciclo de vida dos dados, da
criação ao reuso, isto implica um plano de gestão que garanta a seleção, indexação e
disponibilidade para novos reusos, adotando formatos de citação e referência que garantam
maior visibilidade aos dados de pesquisa.
Devido a natureza dos serviços prestados pelas bibliotecas e seus profissionais, as
atividades de curadoria digital e a consequente gestão dos dados de pesquisa passam a ser
naturalmente incorporadas por elas. Conforme reforça Heidorn (2011) as bibliotecas são
escolhas lógicas para servir de repositório do conhecimento da sociedade e estão entre as

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poucas instituições com capacidade para realizar a curadoria de muitos tipos de dados.
Mais importante que as ferramentas em si, são os profissionais que irão conduzir esse
trabalho. Diversas atividades inerentes à curadoria de dados não fazem parte do arcabouço de
habilidades dos pesquisadores. Para Surkis e Read (2015) o gerenciamento de dados
representa uma nova oportunidade para bibliotecários oferecerem suporte no processo de
pesquisa. A experiência com a organização da informação e, sua consequente
disponibilização, são habilidades necessárias para oferecer serviços de gerenciamento de
dados, atuando como parceiros dos pesquisadores.
Já Cunha (2010) acredita que ao tomar para si a responsabilidade da gestão dos
conteúdos e recursos informacionais gerados nas universidades, os bibliotecários precisam
conhecer, não apenas os tradicionais conteúdos geridos pelas bibliotecas, mas também
aqueles hospedados nos laboratórios de pesquisa.
As oportunidades e desafios apresentados pela e-Science são encontrar novas formas
de comunicar o valor das habilidades que os bibliotecários já possuem e desenvolver papéis
que inicialmente não estavam associados a eles, por exemplo, o entendimento do ciclo de vida
dos dados de pesquisa (GORE, 2011).
Chiware e Mathe (2015) apontam as competências necessárias aos bibliotecários
atuantes no suporte à pesquisa, como conhecimento de ferramentas e gerenciadores
bibliográficos, bibliometria, processo de publicação, direitos autorais, open access,
tecnologias de comunicação. Os autores são afiliados à Biblioteca Universitária da Cape
Peninsula University of Technology, África do Sul, a qual já está promovendo ações para
implantação de um serviço de suporte a pesquisa e gerenciamento de dados. Nessa instituição
já foi criado um plano de aperfeiçoamento para os bibliotecários o qual pretende, no prazo de
três anos, capacitar os profissionais para atuar nesse serviço.
No Brasil, as discussões já ocorrem, porém ainda não há iniciativas ou relatos de
práticas com relação ao suporte à pesquisa e ao gerenciamento de dados de pesquisa
envolvendo bibliotecas universitárias.
Em 2014 a Revista da FAPESP (MARQUES, 2014) abordou a exigência das revistas
científicas da Public Library of Science (PLoS) de condicionar a aceitação de novos artigos à
divulgação em repositórios públicos dos dados de pesquisa. São apresentadas também
algumas poucas iniciativas de natureza semelhante por parte de publicações brasileiras.
Outra iniciativa nacional é o Guia de gestão de dados de pesquisa para bibliotecários
e pesquisadores, editado pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), com o
objetivo de “[...] apresentar os elementos básicos, conceitos, ferramentas, referências e
melhores práticas para o planejamento da gestão dos dados de pesquisa e para a efetiva ação
ao longo de todo o ciclo de vida dos dados.” (SAYÃO; SALES, 2015, p. 6).
Por fim, é necessário mencionar que Costa e Cunha (2014) já discutem o papel do
bibliotecário no contexto da e-Science e questionam as habilidades a serem desenvolvidas
pelos profissionais da informação brasileiros.

3 Materiais e métodos
Para a realização deste trabalho foram identificadas publicações sobre o tema,
visando analisar os aspectos que possam elucidar o estado atual das discussões acerca dos
serviços de gerenciamento de dados de pesquisa, curadoria de dados e o papel das bibliotecas
universitárias e dos bibliotecários nesse contexto.
Para contextualizar a origem da proposta, em 2013 a BU/UFSC tornou-se membro da
International Association of University Libraries (IATUL). A IATUL oferece diversas
iniciativas para o fortalecimento do networking entre seus membros, dentre elas está o
Programa Internacional de Estudos.

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Nesse programa é possível que um bibliotecário visite e realize um estágio técnico de
pelo menos duas semanas em uma das bibliotecas-membro. A intenção do programa vai além
da possibilidade de conhecer o funcionamento e a realidade da unidade de informação
visitada, sendo necessário desenvolver um projeto que traga benefícios mútuos, especialmente
para a biblioteca de origem do visitante.
Assim sendo, houve a possibilidade, em 2015, da participação de uma bibliotecária
da BU/UFSC no Programa. A proposta no momento da candidatura foi conhecer a Biblioteca
Universitária da Technischen Universität München (TUM), na cidade de Munique,
Alemanha. Essa biblioteca está em fase avançada de implantação de um serviço de suporte a
pesquisa e gerenciamento de dados, por meio de uma iniciativa chamada eResearch Communication and Infraestructure (eRIC).
Assim, de 1º de junho a 03 de julho foi possível conhecer, in loco, os serviços
oferecidos pela Biblioteca Universitária da TUM, com enfoque na iniciativa eRIC. As
atividades englobaram diversas reuniões com pessoas chave naquela Biblioteca e outras
bibliotecas parceiras da iniciativa.
Nesse período também foi possível delinear uma estratégia para iniciar as discussões
na UFSC, conforme mapa mental apresentado na Figura 2. A estratégia engloba os principais
aspectos a serem analisados para dar os primeiros passos na concepção, e posterior
implantação, de um serviço de suporte à pesquisa e gerenciamento de dados.
Figura 2 - Plano para a formalização do serviço de apoio à pesquisa e gerenciamento de dados
na UFSC

Fonte: Lehmkuhl (2015)

Em outubro do mesmo ano o projeto foi apresentado às Pró-reitorias de Pesquisa e de
Pós Graduação, em reunião com a direção da BU/UFSC. Em fevereiro de 2016 foram
retomadas as discussões e em março é criada a comissão de Concepção do Serviço de Suporte
e Gerenciamento de Dados de Pesquisa.

4 Resultados parciais
O ponto de partida para os trabalhos da comissão foi a socialização das informações
obtidas durante o Programa de Estudos, além de apoio na literatura para aprofundar os
conhecimentos relacionados à e-Science e iniciativas de bibliotecas universitárias quanto ao
suporte à pesquisa, gerenciamento de dados de pesquisa e curadoria digital. Essa etapa foi
fundamental para nivelar o conhecimento dos integrantes da comissão quanto ao tema.
Como resultados parciais estão a identificação dos principais pontos a serem
discutidos, que vão ao encontro do que foi esboçado na Figura 2, apresentada anteriormente.

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4.1 Equipe e parceiros
A equipe a integrar a comissão é composta por bibliotecários, os quais, em sua
maioria, possuem conhecimentos-chave para o projeto em virtude de sua experiência como
ministrantes no Programa de Capacitação da BU/UFSC. A equipe conta, ainda, com
bibliotecários das áreas de desenvolvimento de coleções e TIC.
Para concretização de uma iniciativa dessa magnitude será fundamental o
envolvimento de outros parceiros dentro da universidade. São eles a Pró-reitoria de Pesquisa
(PROPESQ/UFSC) e a Superintendência de Governança Eletrônica e Tecnologia da
Informação e Comunicação da UFSC (SeTIC/UFSC). A Pró-reitoria de Pós-Graduação
(PROPG/UFSC) também deverá ser incluída, pois a maioria das pesquisas realizadas na
universidade ocorre em seu âmbito.
Além dos parceiros internos, a intenção é contar com o apoio de outras instituições.
Aproveitando o contato realizado com a TUM, pretende-se seguir as diretrizes do eRIC e
tornar-se membro efetivo de tal iniciativa.
No eRIC, o suporte à pesquisa envolve o acompanhamento de todo o ciclo de um
projeto pesquisa (Figura 3), o qual compreende quatro estágios:
a)
b)
c)
d)

estágio 1: identificação dos tópicos da pesquisa e revisão do status quo;
estágio 2: preparação de um cronograma e aquisição de recursos;
estágio 3: coleta de dados e análise;
estágio 4: publicação dos resultados e dos dados, transferência de conhecimento.

Figura 3 - Estágios do ciclo de vida dos projetos de pesquisa

Fonte: Mitscherling (2014).

Assim, essa iniciativa vai além de ações de curadoria digital e gerenciamento de
dados. A biblioteca é parceira em todos os momentos e, por isso, os bibliotecários precisam
estar capacitados para ofertar o auxílio necessário de acordo com cada estágio.
4.2 Diagnóstico institucional
Com o estabelecimento da comissão de trabalho e definição de parceiros, o próximo
passo lógico é o diagnóstico da instituição. É preciso conhecer a realidade da UFSC e as

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necessidades de seus pesquisadores. Alguns aspectos a serem identificados são os tipos de
dados produzidos e as atuais práticas de gestão desses dados.
Pretende-se utilizar o instrumento de pesquisa adotado na Universidade do Minho
como base para criação de um questionário a ser submetido aos pesquisadores da
universidade (RODRIGUES et al., 2014).
4.3 Sensibilização e criação de políticas institucionais
A sensibilização da comunidade acadêmica já deverá acontecer antes mesmo do
diagnóstico, tendo continuidade nas ações futuras.
A aplicação do questionário será precedida pela apresentação do projeto às Câmaras
de Pesquisa e de Pós-Graduação da UFSC, explicando a intenção da BU/UFSC e reforçando a
importância dos pesquisadores nesta iniciativa.
Com os resultados do diagnóstico, o próximo passo será a criação de políticas
institucionais para armazenamento dos dados. Nessa etapa são previstas discussões acerca de
dados abertos e acesso aberto. Na sequência, serão definidos os papéis de cada setor da
universidade envolvido no serviço de suporte e gerenciamento dos dados de pesquisa,
especialmente as funções a serem assumidas pela biblioteca universitária.
A realização de um workshop voltado aos pesquisadores e bibliotecários integrará as
estratégias de sensibilização e esclarecimento da iniciativa, antes da aplicação de um piloto
com um projeto de pesquisa.
4.4 Estrutura de TI e softwares
A estrutura de TI é fundamental para a implantação de um serviço de suporte a
pesquisa e gerenciamento de dados. Na primeira reunião com as pró-reitorias, a segurança dos
dados e a confiabilidade dos softwares adotados foram as principais preocupações. Porém, no
momento, a comissão de trabalho entende que é uma discussão precoce já que decisões a esse
respeito deverão ser tomadas em estágios mais avançados do trabalho.
Sobre o aspecto tecnológico, os primeiros passos são: o estabelecimento da parceria
com a SETIC/UFSC, com a participação de um representante desse setor na comissão, e
análises preliminares de softwares que atendam aos requisitos necessários para o serviço.
Pensando na sustentabilidade do projeto estão sendo reunidas informações acerca de
opções de acesso aberto as quais serão apresentadas na sequência:
a)
eRIC software: plataforma de comunicação e interação que acompanha todos
os estágios do ciclo de vida dos projetos de pesquisa. É open source, podendo ser
moldada de acordo com as necessidades de cada projeto e/ou instituição parceira (ERIC, 2016);
b)
mediaTUM: é o repositório da Technische Universität München (TUM),
servindo para armazenamento de documentos digitais e dados primários de pesquisa.
O software foi desenvolvido no âmbito da universidade, é totalmente interoperável
com as demais soluções de repositórios existentes atualmente. Além disso, já possui
componentes pensados para o gerenciamento de dados de pesquisa (TECHNISCHE
UNIVERSITÄT MÜNCHEN, 2016);
c)
DSpace: software livre que possibilita a criação de repositórios digitais com
funções de armazenamento, gerenciamento, preservação e visibilidade da produção
intelectual. O sistema foi criado de forma a ser facilmente adaptado. Os repositórios
DSpace permitem o gerenciamento da produção científica em qualquer tipo de
material digital, dando-lhe maior visibilidade e garantindo a sua acessibilidade ao
longo do tempo. (INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E

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TECNOLOGIA, 2016).
4.5 Projeto piloto
O passo final para implantação do serviço de suporte a pesquisa será a execução de
um piloto contemplando um projeto de pesquisa real. Com isso será possível ter uma
dimensão da dinâmica do trabalho para assim realizar os ajustes necessários.

5 Considerações finais
O Serviço de apoio à pesquisa e gerenciamento de dados da BU/UFSC está em fase
inicial, ainda definindo escopo, diretrizes e parceiros. Há um longo caminho pela frente.
Todavia a equipe está motivada e trabalhando para tal. Parcerias estratégicas como a área de
Tecnologia e de Pesquisa da universidade são primordiais para impulsionar o projeto.
Entende-se que é uma área inovadora de atuação, a qual não se tem muitos estudos e
relatos de experiência brasileiros. Por outro lado, trata-se de uma tendência global
considerando que as agências de fomento e a área de comunicação científica cada vez mais se
preocupam em conhecer e manter os registros e etapas do processo de pesquisa.
Invariavelmente a gestão desses dados e o acompanhamento desse processo irão
recair sobre a responsabilidade de alguém. Nada mais lógico que seja de responsabilidade da
biblioteca, considerando que é da natureza desta instituição a gestão dos mais variados
recursos de informação.
Além disso, é uma nova e promissora possibilidade de atuação dos bibliotecários em
uma era em que não só a gestão de acervos e a disponibilização de espaços físicos pelas
bibliotecas são suficientes, fazendo-se necessário investir em serviços inovadores.

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XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
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&lt;http://link.periodicos.capes.gov.br.ez46.periodicos.capes.gov.br/sfxlcl41?url_ver=Z39.882004&amp;url_ctx_fmt=infofi/fmt:kev:mtx:ctx&amp;ctx_enc=info:ofi/enc:UTF-8&amp;ctx_ver=Z39.882004&amp;rfr_id=info:sid/sfxit.com:azlist&amp;sfx.ignore_date_threshold=1&amp;rft.object_id=35200000
00003984&gt;. Acesso em: 22 abr. 2016.
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Disponível em: &lt;https://mediatum.github.io/en.index.html&gt;. Acesso em: 19 abr. 2016.

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Este artigo presenta as primeiras iniciativas para a concepção de um serviço de suporte à pesquisa e gerenciamento de dados de pesquisa na BU/UFSC. Inicialmente realizou-se um levantamento da literatura sobre o tema visando elucidar o estado atual das discussões acerca dos serviços de gerenciamento de dados de pesquisa, curadoria de dados e o papel das bibliotecas universitárias e bibliotecários nesse contexto. As discussões estão em fase inicial. Há uma comissão de trabalho envolvida no projeto, a qual aponta as principais ações a serem realizadas: equipe e parceiros, diagnóstico institucional, sensibilização e criação de políticas, estrutura de tecnologia da informação, softwares e aplicação de um projeto piloto.</text>
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