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                  <text>UMA REFLEXÃO SOBRE AS MUDANÇAS NA PRATICA
BIBLIOTECONOMICA A PARTIR DO CONTEXTO DA E-SCIENCE
Esdra Basilio (UFG) - basilio.esdra@gmail.com
Dayane Basilio (UFG) - aninhaxpinheiro@gmail.com
Resumo:
Objetiva-se, analisar as competências essenciais que os bibliotecários (as) devem desenvolver
no atual contexto da E- Science. Competência pode ser compreendida como o conjunto de
habilidades, conhecimentos e técnicas para desenvolver uma atividade. A E- Science surge
para facilitar a captura, analise e a curadoria dos dados científicos. Esta pesquisa é
classificada como exploratória, usamos a técnica de pesquisa bibliográfica. Buscamos,
selecionar e analisar textos referentes a E-Science e competências do profissional bibliotecário
(a). As análises das bibliografias referentes ao tema revelam que as competências essenciais
do profissional bibliotecário (a) proposta pela Classificação Brasileira de Ocupações podem ser
adaptadas com o contexto da E-Science.
Palavras-chave: Profissional da informação. E- Science. Competências. Curadoria Digital.
Área temática: Eixo 3 - Ecologia da Informação
Subárea temática: Ferramentas de comunicação e colaboração científica

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XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

UMA REFLEXÃO SOBRE AS MUDANÇAS NA PRATICA
BIBLIOTECONOMICA A PARTIR DO CONTEXTO DA E-SCIENCE.
Resumo
Objetiva-se, analisar as competências essenciais que os bibliotecários (as) devem desenvolver
no atual contexto da E- Science. Competência pode ser compreendida como o conjunto de
habilidades, conhecimentos e técnicas para desenvolver uma atividade. A E- Science surge
para facilitar a captura, analise e a curadoria dos dados científicos. Esta pesquisa é
classificada como exploratória, usamos a técnica de pesquisa bibliográfica. Buscamos,
selecionar e analisar textos referentes a E-Science e competências do
profissional bibliotecário (a). As análises das bibliografias referentes ao tema revelam que as
competências essenciais do profissional bibliotecário (a) proposta pela Classificação
Brasileira de Ocupações podem ser adaptadas com o contexto da E-Science.
Palavras-chave: Profissional da informação. E- Science. Competências. Curadoria
Digital.
Abstract
The present work aims to analyse the essentials competencies which the librarians must
develop in the current context of E-Science. Competence can be understood as a set of skills,
knowledge and techniques to develop an activity. The E-Science arise to facilitate the capture,
the analysis and the curation of scientific data. This research is classified as exploratory. We
used the bibliographic method technique. We seek to select and analyse texts concerning EScience and competences of the professional librarian. The analysis of bibliographies referred
to the topic, reveal that the essentials competencies of the professional librarian proposed by
the Brazilian Classification of Occupations can be adapted with the E-Science.
Keywords: Information professional. E-Science. Competencies. Digital curation.

1 Introdução
A todo momento são criados novos caminhos e teias para se armazenar e produzir
informações1, as novas tecnologias são ferramentas que possibilitam compartilhar e
sistematizar as informações, em relação ao seu formato, disponibilização e volume, as redes
de se ampliam cada vez mais, nos ambientes organizacionais, como nas bibliotecas
universitárias. Portanto, destacamos a necessidade latente da atualização das competências e
habilidades dos bibliotecários/a, que é o principal objetivo desta pesquisa. Relembramos aqui,
as cinco leis criadas por Ranganathan: os livros são para usar. A cada leitor o seu livro. A
1

Entendemos a palavra informação de acordo com a definição de Mey &amp; Silveira onde: Informação, e um
conjunto de signos-´ palavras, frases, imagens, números ou quaisquer outros signos- que tenha um sentido.
Portanto, nossas representações se constituem em informação e por ela são constituídas. Em síntese, tomando
como base um conhecimento registrado, produzimos informações sobre ele, de modo a subsidiar o acesso das
pessoas a este conhecimento. Mey,Eliane Serrão Alves. Catalogação no plural. Brasilia: Brinquet de
Lemos,2009. p.2.

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cada livro o seu leitor. Poupe o tempo do leitor. A biblioteca é um organismo em crescimento.
(Ranganathan, 2009, p.6), compreendemos que as novas dinâmicas ressignificam as leis
propostas por Ranganathan, porém, o cerne da questão sempre será o usuário. A informação
precisa estar em tempo hábil para um usuário em especifico. Sobre a atuação do
bibliotecário/a, é imprescindível que ele desenvolva competências especificas para este
cenário visando otimizar e incrementar o desenvolvimento das pesquisas científicas, e
também gerir a organização desses dados. Nessa perspectiva, o bibliotecário (a) tem que ser
um profissional multifacetado.
Nesse sentido, a E- Science é a ciência orientada para dados científicos. Envolve três
atividades básicas a coleta de dados científicos, o seu tratamento que é a curadoria e sua
disponibilização para comunidade cientifica. Com a E- Science acontece o aproveitamento de
dados primários reduzindo custos e tempo durante a pesquisa cientifica. No contexto
científico, antes, a preocupação era em como conseguir a informação desejada para
desenvolver as pesquisas, atualmente, a grande preocupação é em como tratar o grande fluxo
de informações e também qual a melhor forma de armazenar e recuperar essa grande gama de
informações.
Partimos do seguinte questionamento: “ Quais as competências e habilidades que os
bibliotecários/a precisam desenvolver no contexto da E – Science? ” As conjecturas
levantadas são: Os profissionais da informação ainda não estão familiarizados com as novas
tecnologias da informação de modo como as instituições organizacionais e também científicas
necessitam. Os bibliotecários (as) devem buscar se relacionar de maneira mais aprofundada
com outras áreas ligadas a informação (Tecnologia da Informação, Gestão, Arquivologia,
Informática, dentre outras) para que possam oferecer um serviço informacional mais eficiente
e eficaz.
As bibliotecas universitárias têm um papel primordial no desenvolvimento da E –
Science, pois, uma de suas principais funções é gerir os dados provenientes das pesquisas do
seu corpo docente e discente e também promover um ambiente de acesso facilitado, o que
implica diretamente na visibilidade do conhecimento produzido na instituição, por
conseguinte, interfere no subsídio informacional para a promoção do ensino, pesquisa e
extensão.
Vivemos atualmente em um cenário onde a informação em todos os seus formatos
(digital ou impresso) circula de forma rápida e de maneira desordenada. Com o avanço das
tecnologias esse fluxo de informação tem aumentando consideravelmente. Compete aos
profissionais ligados a informação, a seleção, organização e a divulgação dessas informações
de maneira personalizada e otimizada com o foco no usuário, especialmente o pesquisador (a).
O profissional bibliotecário (a) deve acompanhar essa evolução da ciência e tecnologia
desenvolvendo diversas competências, buscando uma forma de se inserir no âmbito das
tecnologias que são indispensáveis para a transferência de conhecimento, tratamento,
organização, armazenamento e recuperação dessas informações cientificas.

2 Revisão de literatura: Alguns conceitos
Na literatura pesquisada, foi possível perceber que a habilidade faz parte do conceito
de competência. A habilidade adquirida contribui para o desenvolvimento da competência.
Robbins em seu livro Administração: mudanças e perspectivas Robbins (2005) divide
habilidade em duas categorias: - Gerais que são habilidades conceituais as quais ajudam a
raciocinar na resolução de problemas e tomar decisões; habilidades interpessoais
correspondem as relações pessoais no trabalho, a habilidade de motivação da equipe;
habilidades técnicas correspondem à aplicação da experiência no trabalho, ao fazer o trabalho,
com o tempo a pessoa desenvolve habilidade; habilidades políticas o poder de criar relações

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interpessoais para se ter os contatos que ajudam na carreira. – Habilidades específicas são
habilidades especificas que o cargo exige.
A competência está fortemente ligada à ação na prática de determinadas situações,
tanto no trabalho quanto na vida pessoal do individuo. Miranda (2004) coloca competência
como “um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes correlacionados que afeta parte
considerável da atividade de alguém”. Miranda (2004) conceitua competência no trabalho,
quando o individuo coloca seus conhecimentos adquiridos anteriormente com as técnicas do
trabalho exercendo sua função. Já Freury &amp; Freury (2001) falam que competência é percebida
como um estoque de recursos, que o indivíduo detém, então, é a relação de conhecimentos,
habilidades e atitudes que demonstram o auto desempenho. O conhecimento adquirido ao
longo da vida profissional torna o indivíduo mais competente na função que vai exercer.
Teoricamente se juntar o conhecimento adquirido, que são suas experiências, com a técnica,
que são as habilidades na função que exerce, essa pessoa vai ter competência no que faz.
A competência pode ser classificada, segundo autores da área de administração
(Fleury, Bateman e Snell e Chiavenato e outros) de várias formas, entre elas estão:
interpessoais, conceituais, técnicas, individuais, organizacionais. As competências técnicas
estão relacionadas com as técnicas do trabalho tais como: operar maquinas, fazer um relatório.
Já as competências conceituais são a capacidade de resolver imprevistos e problemas, saber
reconhecer oportunidades de crescimento. As interpessoais são a capacidade de trabalhar em
grupo, responsabilidade social. As competências individuais, assim como o conhecimento,
são as habilidades em geral que cada pessoa possui. Finalmente, as organizacionais são a
combinação do fluxo de trabalho com o conhecimento adquirido.
Para Fleury e Fleury (2001) competência deve estar ligada a um valor a um verbo de
ação:
A noção de competência aparece assim associada a verbos como: saber agir,
mobilizar recursos, integrar saberes múltiplos e complexos, saber aprender, saber se
engajar, assumir responsabilidades, ter visão estratégica. As competências devem
agregar valor econômico para a organização e valor social para o indivíduo.
(FLEURY; FLEURY, 2001, p. 4)

Bateman e Snell (1998) afirmam que uma empresa deve ter competências essenciais
que é o diferencial, uma especialidade que a empresa cumpre melhor que as outras do mesmo
mercado. A garantia de qualidade no produto ou serviço, a busca de inovação e atualização,
através de cursos de reciclagens. Essa competência é uma vantagem competitiva. Cada
empresa possui uma competência essencial, juntando com outras empresas com competências
diferentes, se completam dominando o mercado que atuam.
O autor da área de administração Chiavenato (2006, p. 79) discorre sobre a
importância da competência nas organizações: “As organizações requerem competências para
utilizá-las adequadamente e alcançar seus objetivos ”. Ele diz também que a competência está
entre as pessoas que trabalham na instituição e devem ser valorizadas e incentivadas. As
competências essenciais criam um diferencial, uma vantagem única. Ele ainda complementa
apresentando os passos necessários para que a organização possa tratar a competência:

O primeiro passo é a identificação e o mapeamento das competências. O segundo
passo é sua classificação e estruturação. O terceiro é o seu armazenamento para
disponibilização futura. O quarto, sua divulgação e disseminação entre todos na
organização. Daí para frente é desenvolvê-las cada vez mais e aplica-las em
resultados concretos. A organização deve agir de acordo com elas (CHIAVENATO,
2006, p. 79).

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Para Mascarenhas (2008) o conceito de competência pode ser definida como um
conjunto de três elementos: Conhecimento- aprender e reaprender, sempre a busca pelo
aprendizado constante na rotina de trabalho, práticas; Habilidade – usar a criatividade para
resolver problemas, saindo dos problemas criando novas oportunidades; Atitude – Faz
acontecer, não esperar a chegada do problema para resolvê-lo, anteceder.
Leme (2006) coloca competências comportamentais como o diferencial de cada
profissional: Atitude – querer fazer. Competência técnica: Conhecimento – saber e
Habilidade – saber fazer. Esse conceito é conhecido como CHA. Ele também fala da
importância da competência dos funcionários para a organização. O coeficiente de
desempenho do colaborador colocado por ele é o percentual de desempenho das perspectivas.
Essas perspectivas podem ser calculadas com foco em competências: Perspectivas técnicascompetências necessárias para exercer a função que ocupa, identificar se o colaborador sabe
exercer a competência necessária; Comportamental – mapeamento das competências pela
gestão de pessoas; Resultados- metas sejam negociadas com os funcionários de forma
humanizada; Complexidade- o funcionário desempenha sua função em relação a
complexidade.
Competência é a junção de habilidades que é saber fazer o trabalho; conhecimento
que é adquirido ao longo da vida, conhecido também como experiência e atitude que a
antecipação dos acontecimentos. Então é o saber fazer sua função de maneira pró – ativa, não
como um robô e sim o exercício da função junto com suas experiências profissionais.

2.3 COMPETÊNCIAS DO PROFISSIONAL BIBLIOTECÁRIO
Segundo Borges (2004) “A tecnologia tornou-se ao mesmo tempo “oportunidade” e
“risco””. Cabe a esse profissional encontrar nos avanços da tecnologia uma oportunidade para
se inserir e atualizar constantemente. Borges (2004) fala que o bibliotecário (a) deve ser:
Um profissional que seja capaz de utilizar novos processos e instrumentos
tecnológicos, estar inserido nessa sociedade da informação e do conhecimento, que
faz uso intensivo e em larga escala do computador para processamento de dados,
redes de informação e comunicação, automação de processos produtivos, enfim que
esteja inserido no contexto da informação, do conhecimento e das tecnologias de
informação disponíveis. (BORGES, 2004, p. 57)

O maior desafio para o bibliotecário (a) é saber lidar com o grande número de
informações e com as crescentes modificações dos seus suportes e formas. Segundo a
Classificação Brasileira de ocupações a descrição sumária, o bibliotecário (a) tem a
capacidade de:
Disponibilizar informação em qualquer suporte; gerenciar unidade como bibliotecas,
centros de documentação, centros de informação e correlatos, além de redes e
sistemas de informação. Trata tecnicamente e desenvolve recursos informacionais;
dissemina informação com o objetivo de facilitar o acesso e a geração do
conhecimento; desenvolvendo estudos e pesquisas; realizam difusão cultural;
desenvolvem ações educativas. Podem prestar serviços de assessoria e consultoria.
(BRASIL, 2015, não paginado).

O profissional não é só um “guardador de livros”, ele deve disponibilizar a
informação independentemente do suporte em que se encontra. O bibliotecário (a) também

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não gerencia somente as tradicionais bibliotecas que continham praticamente só livros, mas
sim, devem gerenciar redes e sistemas de informação.
Em 2002 o Ministério do trabalho atualizou a Classificação Brasileira de Ocupações
que enumera as competências pessoais. Os Profissionais da Informação devem:
Manter- se atualizado, liderar equipes, trabalhar em equipe e em rede, demonstrar
capacidade de análise e síntese, demonstrar conhecimento de outros idiomas,
demonstrar capacidade de comunicação, demonstrar capacidade de negociação, agir
com ética, demonstrar senso de organização, demonstrar capacidade empreendedora,
demonstrar raciocínio lógico, demonstrar capacidade de concentração, demonstrar
pró – atividade, demonstrar criatividade (Brasil, 2002, não paginado)

As informações em rede conferiram um contexto globalizado no escopo de trabalho
do bibliotecário (a), isto trouxe a necessidade de desenvolvimento de competências para
trabalhar em um ambiente multidisciplinar e com acesso a fontes de informações espalhadas
pelo mundo procurando atender da melhor forma o seu usuário.
Valentim (2002) e Silveira (2008), falam das competências e habilidades que o
bibliotecário deve desenvolver que foram discutidas no Encontro de Diretores de Escolas de
Biblioteconomia e Ciência da Informação do Mercosul, quais sejam: - Competência de
Comunicação e Expressão, que é a forma do bibliotecário(a) se comunicar com seu usuário,
através dos recursos informacionais, catálogos, treinamentos e todos os meios de
comunicação direta e indireta que o bibliotecário(a) tem com os usuário da unidade de
informação, sempre aperfeiçoar a comunicação através de estudos de Usuários. –
Competências Técnico-Científicas, processar informação independente do seu suporte e
formato, planejar e organizar redes de informações, desenvolver e contribuir para pesquisa na
área de biblioteconomia, verificar a autenticidade e a procedência das informações. Competências Gerenciais, administrar unidades de informações e serviços de informações
independente ajudando no planejamento econômico e financeiro desta unidade além de
gerenciar redes globais de informação. Valentim (2002, p.123-127); Silveira (2008, p. 90).
O profissional da informação deve se adaptar e ver como oportunidade essa nova era
da informação. O profissional deve aprender a trabalhar no contexto virtual. Costa e Cunha
destacam que:
[...], cabe aos profissionais da informação entenderem seus papéis nesse importante
contexto de mudanças. Pesquisas precisam ser desenvolvidas para clarificar qual a
necessidade de informação cientifica e tecnológica que propicie o avanço
tecnológico do Brasil. Os profissionais da informação precisam compreender esse
novo cenário de dilúvio de dados e como podem contribuir para uma gestão
eficiente da informação. (COSTA; CUNHA, 2014, p.201)

Nessa perspectiva, parece evidente que as competências exigidas para que o
bibliotecário (a) possa atuar de forma pró ativa, acompanhando as tendências do contexto
científico caminhem no sentido de afirmar que a “tradicional” biblioteca não traduz seu único
laboratório de estudo uma vez que atualmente a informação e o documento, como matériaprima, tornam-se objetos de trabalho desse profissional em qualquer suporte ou local em que
estejam disponibilizados, especialmente na Internet, softwares e na própria biblioteca física e
digital.

3 Materiais e métodos

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Minayo (1994, p. 53) informa que o campo de pesquisa pode ser definido como “o
recorte que o pesquisador (a) faz em termos de espaço, representando uma realidade empírica
a ser estudada a partir das concepções teóricas que fundamentam o objeto da investigação”.
Neste estudo procuramos analisar através da pesquisa bibliográfica, as competências
necessárias que os bibliotecários (as) devem desenvolver frente às novas tecnologias e
especificamente no contexto da E – Science.
Essa pesquisa é de abordagem qualitativa “caracterizada pelo estudo profundo e
exaustivo de um ou de poucos objetos, de maneira que permita o seu amplo e detalhado
conhecimento [...]”. (GIL, 2006). Buscando, selecionando e analisando textos referentes aos
assuntos estudados ao longo da pesquisa. De classificação exploratória usando a técnica de
pesquisa bibliográfica que é segundo o Dicionário de Biblioteconomia e Arquivologia
(MURILO, 2008) “[...] busca sistemática, e muitas vezes exaustiva, das informações
bibliográficas que se relacionam com o tema [... ]”. O estudo qualitativo é definido por
Boccato como sendo:
[...] a busca a resolução de um problema (hipótese) por meio de referenciais teóricos
publicados, analisando e discutindo as várias contribuições científicas. Esse tipo de
pesquisa trará subsídios para o conhecimento sobre o que foi pesquisado, como e
sob que enfoque e/ou perspectivas foi tratado o assunto apresentado na literatura
científica. Para tanto, é de suma importância que o pesquisador realize um
planejamento sistemático do processo de pesquisa, compreendendo desde a
definição temática, passando pela construção lógica do trabalho até a decisão da sua
forma de comunicação e divulgação (BOCCATO, 2006, p. 266).

4 Resultados parciais/finais
No contexto da sociedade da informação a democratização da informação e das
redes, as fontes de informação vão se multiplicando cada dia mais. A E-Science também
chamada de ciência orientada a dados ou o quarto paradigma (O primeiro foi a ciências
empíricas, estudava as ciências naturais; segundo mais teórico, usando modelos; terceiro mais
computacional, simulação de fenômenos.), entre outros nomes, surge para facilitar esse
processo de captura, analise e curadoria dos dados científicos.
Segundo Cordeiro et al (2013, p 73):
Nos últimos anos, estamos observando o aparecimento de um quarto paradigma, a
exploração de grandes quantidades de dados, muitas vezes chamado de e –Science
(e- ciência), que unifica teoria, experimentos e simulação, ao mesmo tempo em que
lida com uma quantidade enorme de informação (CORDEIRO et al, 2013, p73).

Dados primários que são capturados por telescópios, satélites, anotações de
cientistas durante as pesquisas e testes de laboratório são de grande utilidade quando
processados adequadamente para o avanço da ciência. A tecnologia é a ferramenta
fundamental da E – Science. Sayão e Sales (2012) dizem que muitos tipos de dados
científicos produzidos durante as etapas das pesquisas devem ser vistos como componentes
fundamentais para a realização de outras pesquisas, assim, os dados podem ter um longo ciclo
de vida. Os pesquisadores (as) das agências de fomento e pesquisa começam a perceber que
os dados científicos tratados, preservados e gerenciados podem ser uma fonte inesgotável de
recursos informacionais. Estes mesmos autores destacam a importância para esse novo

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ambiente da interação entre cientistas da computação e da informação e de diferentes
domínios para o tratamento, arquivamento e disponibilização dos dados. A ciência se torna
praticamente unificada, utilizando dados de outras áreas que se relacionam com a pesquisa em
desenvolvimento.
O termo E –Science foi criado em 2000 pelo diretor do Gabinete de Ciência e
Tecnologia do Reino Unido Jonh Taylor (PACHECO, 2012). A E – Science é a ciência que,
por meio dos avanços tecnológicos usa um grande numero de dados para auxiliar a divulgação
das informações em rede e em qualquer computador para dar apoio e suporte à pesquisa
científica. A colaboração de informações e dados na Ciência é de extrema importância para o
seu avanço, sendo assim, a ciência de hoje, a E- Science permite essa colaboração em grande
escala, tornando um grande volume de dados disponíveis para a comunidade pesquisadora
através da internet não importando a distância física. Com essa tecnologia, anos de pesquisa
poderão ser poupados, por exemplo, quando um pesquisador estiver fazendo o experimento da
sua pesquisa, ele poderá procurar em um banco de dados o resultado de uma pesquisa similar
e buscar a confirmação de sua Hipótese.
Sayão e Sales (2012) exemplificam esse processo:
[...] quando um pesquisador deposita seus dados brutos, ele abre a possibilidade dos
seus pares replicá-los e, dessa forma, verificar o que está sendo defendido na
publicação científica; isto possibilita também que outros pesquisadores reusem os
dados, de forma que novas pesquisas podem ser geradas (Sayão; Sales, 2012, p.
183).

Jim Gray o vencedor do prêmio Turing, conhecido como o “prêmio Nobel da área da
computação” e um dos pioneiros na aplicação de tratamentos de dados científicos fala em
uma palestra em Mountian View, na Califórnia para o Conselho Nacional de Pesquisa dos
Estados Unidos em 11 de janeiro de 2007, em seus Slides que os astrônomos não olham mais
através de seus telescópios, e sim na central de dados, onde já possuem os dados que precisam
para suas pesquisas. Os dados estão disponíveis em uma rede mundial, não só local como era
feito anteriormente.
O foco da E – Science é o armazenamento adequado, compartilhamento e o reuso
dos dados de experimentos, medições e de todas as etapas da pesquisa cientifica. Com o
aproveitamento de resultados de pesquisas anteriores acontece a economia de recurso
financeiro porque não é necessário repetir etapas já realizadas anteriormente.
Denis Pacheco em 2012 relata o exemplo brasileiro de uma iniciativa ligada à EScience, o Núcleo de Pesquisa em E-Science da USP que foi institucionalizado em 2012 pelo
Núcleo de Apoio à Pesquisa (NAP). Esse núcleo de pesquisa tem aproximadamente vinte
professores de várias áreas e algumas parcerias com outras Universidades, “Sua principal
preocupação é realizar análise, armazenamento e visualização de grandes quantidades de
dados” PACHECO (2012). Um dos projetos de maior destaque desse núcleo é o “scriptlattes”,
que é um software que explora e junta os dados dos pesquisadores segundo sua área de
pesquisa, usando os currículos lattes dos docentes, um sistema integrador de currículos lattes.
Nessa perspectiva, a biblioteca universitária tem um papel fundamental para o
desenvolvimento da E- Science. Com os Repositórios institucionais ela incentiva a pesquisa
cientifica, conservação e acesso independente onde o pesquisador (a) estaria. A universidade
produz a pesquisa e a biblioteca universitário tem o papel de tratar as informações, armazenar
e divulgar para o usuário final. A E- Science captura os dados primários que o pesquisador
produziu, trata (curadoria), armazena e divulga para que outro pesquisador (a) reutilize esses
dados.

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Para que os dados não se percam, é preciso que eles sejam tratados de maneira
correta em todo o seu ciclo de vida. Esse tratamento na E- Science é chamado de curadoria
digital.
Curadoria digital que é uma área de pesquisa interdisciplinar que aborda o
desenvolvimento do ciclo documental de informações digitais, envolvendo todo o
gerenciamento de dados. Santos (2014) em um curso técnico de Preservação Digital,
promovido pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBCT), fala que
a curadoria digital é “Resultante de iniciativas internacionais para preservação da informação
científica”. Ela conceitua curadoria digital como:
Ações necessárias para manter dados de pesquisa em meio digital e outros materiais
ao longo de seus ciclos de vida e do tempo para as gerações atuais e futuras de
usuários. Inclui os processos de arquivamento digital e preservação digital, os
processos necessários para criação de dados de qualidade e gestão, e a capacidade de
acrescentar valor aos dados para produção de novas fontes de informação e
conhecimento (SANTOS, 2014, p. 21)

O bibliotecário (a) pode ter um papel fundamental na curadoria digital, no cenário da
E-Science, uma vez que esses profissionais já estão familiarizados com a tradicional cadeia
documentária.

5 Considerações parciais/finais: Bibliotecário (a) e suas competências diante da EScience.
A guisa de conclusão, entendemos que a curadoria digital se assemelha com a gestão
do ciclo documental da biblioteconomia tradicional. Mey &amp; Silveira no livro Catalogação no
Plural, fala das etapas do documento: seleção; analise do conhecimento (indexação) e das
características físicas do documento (nos documentos cyber espaciais a analise inclui o
vínculo de acesso); a escolha da localização (classificação); a preparação do documento
(etiqueta, carimbo); elaboração dos catálogos para sua divulgação que é a disseminação.
(MEY&amp;SILVEIRA, 2009). Embora seja possível afirmar que a curadoria digital também
ocorre de forma cíclica, ressalta-se que o mesmo ocorre predominantemente em formato
digital, com ausência de registro físico para ser tratado. No contexto da curadoria digital de
dados de pesquisa, o objeto de tratamento são os dados primários das pesquisas cientificas e
seu objetivo é o uso e o reuso desses dados pela comunidade cientifica.
O profissional bibliotecário (a), segundo a Classificação Brasileira de Ocupações já
possui as competências necessárias para atuar frente a E- Science, só precisa aprimorar e se
dedicar mais frente as novas tecnologias. O profissional deve saber lidar com as multiáreas
que a informação em rede mundial exige. O profissional bibliotecário (a) deve se preparar
através de cursos de atualizações na área da tecnologia e sempre buscar se relacionar com
outras áreas ligadas a informação.
As bibliotecas universitárias têm um papel importante no desenvolvimento da E –
Science, pois, sua função é promover um ambiente de acesso facilitado ao subsídio
informacional para a promoção do ensino, pesquisa e extensão.
É preciso que os bibliotecários (as) possam inovar nos tipos de produtos e serviços
de informação que as bibliotecas, em especial universitárias, disponibilizam aos
pesquisadores. Primeiramente, faz-se necessário que estes profissionais atuem como
curadores de dados de pesquisa, auxiliando no tratamento destes dados e oferecendo
ferramentas que possam permitir a manipulação eficiente destes dados.

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BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

O bibliotecário (a) pode ser o profissional em destaque na curadoria dos dados de
pesquisa, uma vez que atuam no tratamento de informações em diversos formatos. A EScience traz uma oportunidade inovadora para que os bibliotecários (as) possam demonstrar
sua capacidade de adaptação no processo de lidar com grande volume de informação
envolvidas nas pesquisas científicas.

6 Referências
BATEMAN, Thomas S.; SNELL, Scott A. Administração: construindo vantagem
competitiva. São Paulo: Atlas, 1998.
BOCCATO, V. R. C. Metodologia da pesquisa bibliográfica na área odontológica e o artigo
científico como forma de comunicação. Rev. Odontol. Univ. Cidade São Paulo, São Paulo,
v. 18, n. 3, p. 265-274, 2006. Disponível em &lt; http://bases.bireme.br/cgibin/wxislind.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.xis&amp;src=google&amp;base=BBO&amp;lang=p&amp;nextAc
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BORGES, Maria Alice Guimarães. O profissional da informação: somatório de formações,
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              <text>Objetiva-se, analisar as competências essenciais que os bibliotecários (as) devem desenvolver o atual contexto da E- Science. Competência pode ser compreendida como o conjunto de habilidades, conhecimentos e técnicas para desenvolver uma atividade. A E- Science surge para facilitar a captura, analise e a curadoria dos dados científicos. Esta pesquisa é classificada como exploratória, usamos a técnica de pesquisa bibliográfica. Buscamos, selecionar e analisar textos referentes a E-Science e competências do profissional bibliotecário (a). As análises das bibliografias referentes ao tema revelam que as competências essenciais do profissional bibliotecário (a) proposta pela Classificação Brasileira de Ocupações podem ser adaptadas com o contexto da E-Science.</text>
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