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                  <text>USO DO NOME SOCIAL NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS
E SUA ORIGEM NA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA
Nivaldo Calixto Ribeiro (UFLA) - nivaldo@biblioteca.ufla.br
Gustavo Pereira Leite Ribeiro (UFLA) - gustavoribeiro@dir.ufla.br
Miguel da Silva Fonseca (UFLA) - mcsfonseca@filosofia.ufla.br
Catarina Dallapicula (Ufla) - cdallapicula@hotmail.com
Resumo:
Este trabalho objetivou recontar a história da conquista da utilização do nome social de um
discente transgênero masculino, estudante do curso de Filosofia na Universidade Federal de
Lavras (UFLA), com o recorte das discussões em desigualdades de gênero e sexualidade. Foi
necessário abordar relações sociais e acadêmicas, e investigar como suas percepções se
refletem na luta pelo reconhecimento e pela quebra de estigmas na sociedade contemporânea.
Como linhas metodológicas foram adotados: memoriais, e relato de experiência, tratado por
meio da análise de discurso. A história do estudante transgênero demonstra que preconceitos
em sua vida social e acadêmica, marcados pela, foram abordados como postura de
enfrentamento que, corroborada pelo trabalho de uma equipe de servidores da UFLA, resultou
na aprovação de uma Resolução do Conselho Universitário (CUNI), que institucionalizou o uso
do nome social nessa Universidade.
Palavras-chave: Nome social. Relação de gênero. Transgeneridade. Gestão universitária.
Área temática: Eixo 1 - Gestão sustentável
Subárea temática: Políticas Institucionais

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BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

1 INTRODUÇÃO
“Ele, então, não satisfeito com o fato de ver uma pessoa que não possui um falo entre suas
pernas e que não segue os padrões ‘cisheteronormativo’(sic) de nossa sociedade patriarcal, retornou,
ainda com tom agressivo, com a seguinte imposição ‘Vai ter que botar uma peruca!’” (Assinado, um
ser humano). É com esse trecho impactante de uma manifestação contra uma situação ocorrida na
Biblioteca Universitária (BU), em um dos órgãos de controle da Universidade Federal de Lavras
(UFLA), o qual constrangeu servidores e usuário, que iniciamos o debate a que se propõe esse relato.
Ao falarmos de normatividade, estamos nos referindo ao que Butler explica como “[...] uma prática
reguladora que busca uniformizar a identidade de gênero por via da heterossexualidade compulsória
[...]” (BUTLER, 2015, p. 67). É preciso entender que o termo prática refere-se a diversas redes de
significação que vão das piadas a agressões físicas, como “[...] técnicas familiares e corriqueiras de
educação e correção [...]” (FOUCAULT, 2013, p. 50). Uma perspectiva não normativa da educação
evitaria essas técnicas, pois seus agentes compreenderiam que a diferença nas identidades de gênero e
orientação sexual não precisam ser corrigidas, por não serem erro, mas manifestações de
possibilidades de vida.
A ação institucional abordada nesse estudo de caso, em direção a uma educação não normativa
em relação às identidades de gênero na UFLA, partiu da gestão da BU, após uma denúncia, pela
vítima, na ouvidoria da Instituição, sobre um caso de transfobia sofrido naquele setor. Uma postura
defensiva poderia ter sido adotada pela gestão, porém, ao contrário, optou-se por aprender com o caso
e promover mudanças que evitassem sua repetição. Partindo da análise do discurso do manifestante,
identificamos a dor, o sofrimento e a indignação relacionados ao fato ocorrido. Usamos trechos da
manifestação para entender o contexto social e sua aplicação, além de narrativas de vida do estudante.
Além disso, a legislação em vigor sobre a questão do uso do nome social no país também foi
revisitada. Nosso objetivo foi abordar o caso estudado, de forma a promover uma compreensão que
englobasse diferentes perspectivas e possibilitasse a reflexão sobre alternativas organizacionais, que
respeitem as diferenças e garantam o acesso e permanência no Ensino Superior a pessoas trans*, a
partir desse fato.

2 TRAJETÓRIA DA PESQUISA
O presente trabalho pode ser considerado, como relatório de pesquisa de um estudo de caso,
por abordar um fato, cuja ocorrência e seu meio não podem ser dissociados, considerar suas
implicações e reverberações, empreender uma abordagem complexa, envolvendo vários sujeitos
relacionados ao caso e diferentes abordagens teórico-epistêmicas e metodológicas, além de tentar
promover o acesso a outros sujeitos a quem possa interessar o caso estudado, em uma abordagem
acessível da escrita. Complementando o estudo, foi adotada a pesquisa documental que, segundo
Silva, Silva e Oliveira (2013), enquanto método de investigação da realidade social, não traz uma
única concepção filosófica de pesquisa, mas pode ser utilizada tanto nas abordagens de natureza
positivista como também naquelas de caráter compreensivo, com enfoque mais crítico. Assim, esse
texto configura-se como um relato de pesquisa, realizada com o uso de abordagens teóricometodológicas, que incluem diferentes campos das Ciências Sociais Aplicadas, na tentativa de traçar
um estudo de caso que reconheça a complexidade cotidiana dos temas abordados. O caso estudado
torna-se relevante, por incluir uma sequência de ações institucionais em relação à identidade de gênero
de um estudante e ao direito ao reconhecimento do nome social desse e dos demais sujeitos que
compõem a sociedade, ao entrarem em contato com a UFLA, enquanto universidade pública
brasileira.

3 RESULTADOS PARCIAIS/FINAIS
O nome social é o recurso utilizado para permitir que pessoas sejam tratadas pelo nome que é
conhecido em seu meio social, geralmente associado à questão de gênero. Porém, pode ser adotado
também para nomes vexatórios, diminuindo assim o constrangimento nos ambientes de convívio de
uma pessoa. É fundamental haver recursos para os que se sentem constrangidos em ter um nome que
não representa o seu gênero. Na construção de uma proposta inicial de resolução, que regulamentasse
o uso do nome social na UFLA, buscamos argumentações nas leis vigentes e no regimento da

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BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

Universidade. Dentro de uma análise jurídica, foi entendido pelo Grupo PETI de Direito e pela
Câmara de Legislação do CUNI/UFLA, responsáveis pela primeira apreciação da proposta de
resolução, que, a proposta era oportuna e conveniente. No entanto, em termos de técnica legislativa,
houve alguns ajustes na minuta de resolução. Foram inúmeras reuniões, sendo uma delas com todos os
servidores da BU, por meio do Projeto Saber +, que tem como objetivo levar informações diversas, de
forma didática e descontraída para os servidores do setor. Além disso, como forma de dar mais
alicerce à nossa proposta, contamos com a experiência de professoras da própria Universidade,
especialistas na área de gênero e sexualidade. A presença das professoras, Cláudia Maria Ribeiro e
Catarina Dallapícula, especialistas na área, permitiu a abordagem de vários tipos de “pré-conceitos”,
relacionados a negros, pobres, mulheres, gênero, sexualidade e outros que percebíamos que acontecia,
veladamente, entre os servidores e também entre os usuários. Sexualidade e gênero, infelizmente,
ainda é uma questão muito delicada, polêmica, principalmente, ao ser tratado em meio tradicional.
Paralelamente às reuniões, uma proposta de Resolução foi formulada por um grupo de servidores e
encaminhada para apreciação do CUNI. Além disso, o Diretório Central dos Estudantes (DCE),
em reunião com o reitor, defendeu a pauta como prioritária para discussão pelo CUNI. Nas reuniões
do Conselho houve um longo debate, porém, uma das vigas da Universidade sustentou a decisão,: a
igualdade. Com a medida, estudantes e servidores terão assegurado o direito de utilização do nome
social nos registros acadêmicos e funcionais. Trata-se de mais um passo para se garantir a motivação
de diferentes públicos para ingresso no ensino superior, assim como sua permanência no ambiente
universitário. Garantindo que transgêneros, travestis e transexuais sejam nominados conforme sua
identidade de gênero. O reitor da UFLA, professor José Roberto Soares Scolforo, expôs que a decisão
é um avanço importante, “Se o nome de registro civil remete a um gênero com o qual a pessoa não se
identifica, os constrangimentos ocorrerão. Por isso, a identificação pelo nome social, na rotina
acadêmica, pode ter reflexos positivos, até mesmo sobre os índices de evasão, no caso dos estudantes”.
Pela Resolução, o nome social do estudante será o único a ser exibido em documentos de uso interno,
como diários de classe, listas de presença, divulgação de notas, resultados de editais, cadastro de
dados, comunicações e informações de uso social internas, endereço de correio eletrônico e nome de
usuário em sistemas de informação. No entanto, em documentos oficiais como históricos escolares,
diplomas e afins, será necessária a utilização do prenome constante no registro civil, seguido pelo
nome social do estudante entre parênteses. Os servidores que solicitarem a utilização do nome social,
também terão sua inscrição garantida nos mesmos registros e documentos citados, além de lista de
ramais telefônicos e outras formas de comunicação social da Universidade. Na identificação funcional,
o nome social estará na parte principal do documento e o prenome do registro civil aparecerá apenas
no verso.

4 CONSIDERAÇÕES PARCIAIS/FINAIS
universidades devem estar preparadas para receber qualquer pessoa e proporcionar meios de
inclusão social, por meio de medidas de regulamentação e não esperar que aconteçam
constrangimentos para as vítimas, como houve nesse caso. Sabe-se que, como qualquer outra lei,
aprová-la e publicá-la, simplesmente, não é suficiente para que o preconceito e a discriminação sejam
ceifados. Logo, quais são os meios para conscientizar as pessoas e fazer com que elas reconheçam a
importância acerca do direito ao nome social? Entende-se que é necessário um trabalho de
sensibilização na Instituição. Uma Universidade com grandes ambições para o cenário internacional,
não pode permitir exclusão nesse contexto. Eventos com essa temática devem ser promovidos:
campanhas, levantamentos para identificar pessoas nessa situação e outras ações.

REFERÊNCIAS
BUTLER, J. Problemas de gênero: feminismos e subversão da identidade. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 2015.
FOUCAULT, M. Ditos e escritos IV: estratégia, poder-saber. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2003.
SILVA, I. C.; SILVA, K. A.; OLIVEIRA, M. L. Sou metade Maria, metade José: Recontando uma história de
vida à luz das discussões de gênero. In: ENCONTRO ENANPAD, 37., 2013, Rio de Janeiro. Anais... Rio de
Janeiro: Anpad, 2013. p. 1-16.

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