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                  <text>PROPOSTA DE MODERNIZAÇÃO DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UFPB

ARAÚJO, Eliany Alvarenga

∗

SANTOS, Edilene Galdino
LIMA, Izabel França
SANTOS, Mônica de Paiva

RESUMO
O Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal da Paraíba –UFPB está,
atualmente, estruturado pelas: Biblioteca Central – Campus I, João Pessoa,
Biblioteca Setorial – Campus II, Areia, Biblioteca Setorial – Campus III,
Bananeiras. Esta estrutura oficial convive com uma outra estrutura informal
composta por 15 bibliotecas existentes no Campus I. Estas bibliotecas surgiram
das necessidades informacionais de professores e alunos em manter o acervo
mais próximo aos seus locais de trabalho. A metodologia baseou-se em
questionários e entrevistas semi-estruturadas. Os dados quantitativos foram
organizados através de quadros e tabelas e os dados qualitativos foram reunidos
em categorias temáticas. A análise destes dados foi feita através de reflexão
auxiliada pela literatura nacional. Os dados levantados mostram a precariedade
de funcionamento e recursos materiais e humanos dessas bibliotecas. Confirmam
também, a necessidade de uma modernização do Sistema de Bibliotecas da
UFPB como um todo. Necessita oficialização e desenvolvimento de padrões para
o funcionamento da seguinte estrutura: espaço físico, informatizações, acervo,
serviços e produtos de informação, recursos humanos, estrutura organizacional e
tratamento técnico da informação. Diante desta realidade, este estudo propõe um
redimencionamento do Sistema de Bibliotecas da UFPB a partir de dados
levantados junto a estas bibliotecas.

1 INTRODUÇÃO
As bibliotecas da Universidade Federal da Paraíba-UFPB surgiram à
medida que faculdades, escolas e institutos foram sendo criados.

Com a

implantação da Reforma Universitária, em 1972, essas unidades de ensino
isoladas foram transformadas em departamentos, atrelados a uma administração
intermediária de Centros. Conseqüentemente houve a fusão dessas bibliotecas
por áreas de conhecimento, que foram designadas bibliotecas setoriais de seus
respectivos Centros (SITONIO, DUTRA, 1984). Segundo Sitonio e Dutra (1984),

�“todos estes órgão funcionavam isoladamente, sem uma política de ação definida
e nenhuma coordenação central”.
A idéia de uma biblioteca central nasceu cedo, mas só foi concretizada em
1980, com a construção do prédio e a aprovação, pelo CONSEPE, do
Regulamento do Sistema de Bibliotecas, que ficou estruturado com a Biblioteca
Central - sendo a junção de todas as bibliotecas departamentais do campus I,
localizadas em João Pessoa e as Bibliotecas Setoriais, sendo as bibliotecas
localizadas nos 06 (seis) campi do interior; totalizando em número de 07 (sete)
bibliotecas. A Biblioteca Central, em relação às Bibliotecas Setoriais, ficou como
órgão central e coordenador geral das atividades do Sistema de Bibliotecas;
centralizando,

apenas,

os

serviços

de

aquisição

(compra)

de

material

bibliográfico.
Com a criação da Universidade Federal de Campina Grande-UFCG em
2002 o Sistema de Bibliotecas da UFPB foi reestruturado e atualmente conta com
as seguintes bibliotecas: Biblioteca Central – Campus I, João Pessoa; Biblioteca
Setorial – Campus II, Areia; Biblioteca Setorial – Campus III, Bananeiras.
No campus I esta estrutura oficial convive com uma outra estrutura informal
composta por 15 bibliotecas. Assim, temos que no decorrer da década de 90
foram criadas estas novas bibliotecas que ainda não constam no organograma do
Sistema de Bibliotecas da UFPB. Destas bibliotecas, 13 foram pesquisadas as
quais estão identificadas a seguir:
Biblioteca Setorial do Centro de Ciências Sociais Aplicadas – CCSA;
Biblioteca Vanildo de Brito – Centro Humanas, Letras e Artes – CCHLA; Biblioteca
de Matemática, de Geociências, de Química, de Física, e de Sistemática e
Ecologia - do Centro de Ciências Exatas e da Natureza – CCEN; Biblioteca do
Hospital Universitário Lauro Wanderley - HU; Biblioteca de Odontologia – Centro
de Ciências da Saúde – CCS; Biblioteca do Centro de Ciências Jurídicas – CCJ;
Biblioteca Profa. Valneide de Almeida e Biblioteca do Programa de PósGraduação em Educação do Centro de Educação – CE; Biblioteca do Centro de
Tecnologia e Biblioteca do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de

�Produção. – Centro de Tecnologia – CT. São bibliotecas de departamentos e de
centros que surgiram das necessidades informacionais de professores e alunos
em manter o acervo mais próximo aos seus locais de trabalho. A proliferação
dessas bibliotecas revela uma tendência a descentralização do acervo no campus
I, o que nos permite propor um redimensionamento do Sistema de Bibliotecas da
UFPB.
De um modo geral, segundo dados levantados por esta pesquisa - a
situação dessas bibliotecas se caracteriza por precariedade de funcionamento e
de recursos materiais e humanos. A situação de irregularidades administrativa e
organizacional destas bibliotecas gera vários problemas, tais como: ausência de
verbas regulares para renovação de acervos e manutenção e equipamentos,
ausência de padronização sistêmica, qualidade reduzida na prestação de serviços
e geração de produtos, ausência de bibliotecários Tal situação evidencia a
necessidade de oficialização das mesmas em termos organizacionais e o
desenvolvimento de padrões para os seguintes elementos: espaço físico,
informatização, acervo, serviços e produtos de informação, recursos humano,
estrutura organizacional e tratamento técnico da informação.

2 OBJETIVOS

2.1 GERAL
Elaborar uma proposta de redimensionamento para o Sistema de
Bibliotecas da UFPB, no Campus I – João Pessoa.

2.2 ESPECÍFICOS

- Identificar as bibliotecas informais existentes no campus I;
- Verificar “in loco” as condições de funcionamento dessas bibliotecas;

�- Diagnosticar a atual situação destas bibliotecas.
- Apresentar prognóstico no sentido de redimensionar o atual sistema de
bibliotecas da UFPB,
- Propor a oficialização, mediante critérios a serem adotados, das bibliotecas
estudadas.

3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Apesar de toda a problemática por que passa a universidade brasileira
desde sua criação na década de 60, a qual tomou-se por modelo o sistema norte
americano mais tecnicista rompendo em parte com o modelo europeu mais
humanista, continua sendo vista como um centro de excelência formadora do
pensamento e de inovação tecnologias. Nesse contexto, deve ser a biblioteca
universitária compreendida como o coração do centro de excelência que é a
Universidade, servindo às funções de ensino, pesquisa, geração de informação,
transmissão da ciência e cultura para posteridade.
Hoje a universidade brasileira ainda sofre de crise de identidade não
superada. Esta crise se reflete também nas bibliotecas universitárias. Segundo
Dobedei

et al. (1998) as bibliotecas universitárias brasileiras possuem um

sistema híbrido por exercerem uma função administrativa e educativa quando,
...não só administram o patrimônio informacional da universidade
(incluindo-se seu aspecto físico) como exercem uma função
educativa, ao orientar os usuários na utilização da informação
para atingir suas metas... (DOBEDEI et al., 1998)

Ações como PNBU (Plano Nacional de Bibliotecas Universitárias) e o
PROBIB (Programa Nacional de Bibliotecas de Instituições de Ensino Superior),
extintos em 1995, foram marcos na implantação de mudanças no sistema
estrutural das bibliotecas universitárias brasileiras (RUSSO, 2004). Dentro do
PNBU uma das propostas coordenadas por Mercadante era oferecer modelos
estruturais e definições das funções sejam centralizadas ou descentralizadas para
as bibliotecas universitárias.

�Atualmente, sem um plano nacional para fazer as mudanças necessárias,
algumas bibliotecas brasileiras buscam seu caminho de acordo com as
tendências de automação de seus serviços, uma exigência da sociedade atual bem como procurando solucionar seus problemas locais. Assim sofrem
transformações estruturais a partir de avaliação, algumas adotando inclusive a
criação de uma coordenação que gerencie todo o sistema seja do contexto
funcional centralizado ou descentralizado.
Dessa forma há uma reavaliação do sistema organizacional e seus
modelos adotados, tendo em vista que as Universidades e Bibliotecas
Universitárias são agências sociais, organizadas para atender às necessidades
de um grupo social ou da sociedade em geral. Mercadante(1990 apud DODEBEI
et al., 1998), expõe que:
A escolha de estruturas organizacionais não se dá por acaso. Tem
que se considerar o aspecto histórico da instituição como um dos
principais fatores determinantes da adoção de medidas de
estruturação numa organização. Isso é válido para bibliotecas
universitárias porque, historicamente, a maioria delas se formou a
partir de uma única unidade, com posterior desdobramento para
bibliotecas departamentais, depois setoriais e, hoje, grande parte
tem uma estrutura centralizada, em forma de sistema.

Com as transformações resultantes das mudanças sociais, Instituições de
ensino superior e Bibliotecas Universitárias precisaram modernizar-se, para
atender a formação de profissionais e pesquisadores, nos diversos campos do
conhecimento, com a missão precípua de produzir conhecimento e garantir a
dinâmica da disseminação da informação (DODEBEI et al., 1998).
Nessa ótica é que alguns dos modelos de estruturas organizacionais
constatados na literatura são sistêmicos e sofreram mudanças a partir de
avaliação e análise de suas estruturas, vejamos a seguir:
O Sistema de Bibliotecas da UFMG é coordenado tecnicamente pela
biblioteca universitária (BU) e composto por 28 bibliotecas setoriais por áreas. A
BU, órgão suplementar na estrutura organizacional da UFMG, vinculada ã
Reitoria, é a unidade coordenadora do Sistema de Bibliotecas da UFMGSM/UFMG sendo responsável pelo estabelecimento de normas e diretrizes que

�visem subsidiar as bibliotecas setoriais na prestação de serviços e produtos de
informação; na aplicação de recursos orçamentários na aquisição centralizada de
material bibliográfico e não bibliográfico, e, no estabelecimento, definição e
aplicação da política de pessoal técnico (bibliotecário) no que se refere à lotação,
movimentação interna, treinamento e desenvolvimento profissional
O Sistema de Bibliotecas da UNICAMP – SBU é constituído pelo Órgão
Colegiado, Biblioteca Central (coordenadora do sistema), 19 Bibliotecas
Seccionais e Comissões de Bibliotecas, estando as Seccionais subordinadas
administrativamente às Unidades de Ensino e Pesquisa, ao Centro de Lógica e
Epistemologia e aos Colégios Técnicos, respectivamente, e tecnicamente à
Biblioteca Central.
O Sistema Integrado de Bibliotecas da USP é constituído por um Conselho
Supervisor, um Departamento Técnico e um conjunto de 39 Bibliotecas,
instaladas junto às Unidades Universitárias dos diversos “campi”.
O Sistema de Bibliotecas da UFRN, e composto pela Biblioteca
Central BCZM, que é unidade suplementar, vinculada à Reitoria, diretamente
subordinado ao Reitor, É órgão central executivo, responsável pela administração,
planejamento, coordenação e fiscalização das atividades do SISBI/UFRN. Tem a
missão de fornecer suporte informacional, em todos os formatos, às atividades de
ensino, pesquisa e extensão da UFRN. Tem um conselho consultivo, denominado
Comitê de Usuários, Bibliotecas Setoriais e especializadas.
Basicamente todas estas bibliotecas têm uma mesma estrutura: são
unidades

suplementares,

estão

subordinadas

diretamente

ao

reitor

da

universidade e, coordenam todo o sistema; diferenciando-se nos níveis de
centralização (aquisição, processamento técnico, coordenação etc).

Alguns

desses Sistemas destacam-se dos demais por terem em sua estrutura um órgão
acima da Biblioteca Central que coordena todas as bibliotecas.
A Biblioteca Universitária para funcionar de maneira satisfatória necessita
de uma atenção especial a sua infra-estrutura física citando alguns itens mais

�importantes de acordo com as orientações do MEC/SESU (2002) para as
Instituições de Ensino Superior:
-

Área física que comporte a coleção os serviços e toda a estrutura
organizacional da biblioteca;

-

Condições adequadas de armazenamento e preservação;

-

Facilidade de acesso ao prédio e ao acervo por parte do usuário
externo, bem como do usuário portador de necessidades especiais.

-

Instalações de ambientes de estudo;

-

Infra-estrutura de rede elétrica e sistema de ar que comporte às
necessidade de informatização e automação.

-

Estruturação de informatização e automatização do sistema de serviços
oferecidos.

Impossível na atualidade, pensar um sistema de biblioteca universitária no
que concerne a Informatização e automação sem aderir às Novas Tecnologias
de Informação e Comunicação (NTICs), para tanto, deve-se fazer investimento
em aquisição de equipamentos e programas, bem como na instalação de infraestrutura adequada de energia que suporte o funcionamento sem colapso desse
sistema.
A adesão as NTICs é fator preponderante na existência de representação
de todo o acervo no sistema de informação utilizado, com possibilidade de acesso
remoto dentro da Instituição e fora da mesma. Realizando a importação e
exportação dos registros documentários em padrão de intercâmbio, ou seja
adoção de “software” que seja capaz de realizar com eficácia as possibilidades de
serviços e recuperação da informação constituída no acervo.
O acervo deve ter uma estrutura de maneira a atender os preceitos da
Universidade quanto aos seus objetivos principais que incluem o ensino,a
pesquisa e a extensao. Faz-se necessária atenção para uma política de seleção
que contemple todo o sistema de bibliotecas da Universidade estabelecendo
prioridades para aquisição, observando a composição das bibliotecas setoriais.

�Quanto aos recursos humanos, faz-se necessário relacionar com a
qualidade dos serviços oferecidos pela biblioteca, uma vez que o nível de
qualificação de pessoal é fator imprescindível para se alcançar índices de
qualidade nos serviços, além de uma conscientização do pessoal quanto à
importância e valorização do cliente externo.
È também de importância que se constitua uma equipe em proporção que
possa manter o funcionamento da biblioteca condizente com os turnos dos
cursos.
O tratamento técnico da informação deve ser gerido pela biblioteca
central, de forma a dar unidade na catalogação, classificação e indexação do
acervo, através de um sistema que dê cobertura de rede e automação
compartilhada, fazendo-se necessário um ”software” que corresponda às
expectativas do usuário externo e favoreça a segurança de um trabalho promissor
por parte da clientela interna do sistema de biblioteca.
Pode ser gerido pela biblioteca central, de forma a dar unidade na
catalogação, classificação e indexação do acervo, através de um sistema que dê
cobertura de rede e automação compartilhada, fazendo-se necessário um
”software” que corresponda às expectativas do usuário externo e favorecendo a
segurança, de um trabalho promissor por parte da clientela interna do sistema de
biblioteca.

4 METODOLOGIA
O campo de estudo desta pesquisa estruturou-se a partir de 13 bibliotecas
informais situadas no campus I da UFPB – João Pessoa, as quais foram citadas
na introdução deste texto.
A pesquisa estruturou-se a partir do desenvolvimento das seguintes
etapas:
- Revisão de literatura enfocando os modelos existentes;

�- Diagnóstico baseado em levantamento de dados coletados por alunos do
Curso de Graduação em Biblioteconomia/Disciplina – Planejamento Bibliotecário
– semestre 2003.2 sobre a situação atual de 13 bibliotecas informais existentes
no Campus I da UFPB – João Pessoa. Os dados foram coletados através de
questionário e entrevistas direcionadas simultaneamente para os dirigentes ou
responsável pelas Bibliotecas;
- Elaboração de prognóstico no sentido de propor um redimensionamento
do atual Sistema de Bibliotecas da UFPB.

4.1 ANALISE DOS DADOS:
Em termos de espaço físico temos que nenhuma das bibliotecas
pesquisadas possui planta baixa. Tal situação evidencia a ausência de
planejamento, uma vez que tais organizações foram simplesmente agregadas ao
espaço físico já existente. Em relação ao layout, com exceção da biblioteca do
CCSA, todos os pesquisados afirmaram que as bibliotecas não possuem tal
elemento. Aqui temos a confirmação da ausência de planejamento bibliotecário
em tal contexto. Outros elementos (iluminação, ventilação, segurança e
instalações elétricas e hidráulicas) relativos ao item espaço físico a ventilação
artificial está presente em todas as unidades pesquisadas. A iluminação também
se dá de forma artificial majoritariamente. Em termos de segurança 50% das
bibliotecas não têm extintores e 70% não têm grades ou portas reforçadas.
A informatização foi pesquisada e os dados coletados nos permitem
afirmar que 80% das bibliotecas informais não tem nenhuma ação voltada para tal
questão. A única exceção são as biblioteca do CCJ e a biblioteca do CCSA que
usam o ORTODOCs e MICROISIS respectivamente, no processamento técnico.
Ainda em relação a este item temos que os poucos computadores utilizados são
equipamentos ultrapassados e sem manutenção. Vale salientar que estas
bibliotecas não utilizam nenhuma base de dados.
Os acervos das bibliotecas pesquisadas se encontram desatualizados. As
formas de aquisição se concentram prioritariamente no recebimento de doações

�feitas, principalmente por professores e alunos. Os quantitativos dos acervos
variam entre 500 a 10.000 volumes. O estado físico das obras varia entre péssimo
e regular.
Os serviços de informação oferecidos são os seguintes: empréstimo
(85%), orientação no uso da biblioteca (80%). As bibliotecas pesquisadas
oferecerem apenas o material processado como produto de informação.
O item recursos humanos apresenta-se da seguinte forma: 60% de
bibliotecários e 40% de funcionários técnicos administrativos. O treinamento mais
atual foi realizado em novembro de 2003. Entretanto apenas 30% dos recursos
humanos pesquisados participaram deste treinamento desenvolvido pela
Biblioteca Central da UFPB.
A estrutura organizacional destas bibliotecas é inadequada, pois os itens
pesquisados sobre este tema revelam a inexistência de vinculação destas
bibliotecas à estrutura dos centros onde estão localizadas. É a confirmação da
informalidade organizacional que já vínhamos comentando anteriormente. Como
conseqüência

imediata

temos

que

estas

bibliotecas

não

têm

dotação

orçamentária e assim sendo não dispõe de recursos financeiros próprios, o que
impossibilita qualquer ação planejada.
O item tratamento técnico das coleções obteve dados que revelam um
bom nível de organização, uma vez que os acervos, em sua maioria (80%) se
encontram catalogados e classificados.

�Bibliotecas

Estrutura
Organizacional

CCJ

Não possui

Espaço

Informatização Acervo Recursos

Físico
75,08m2

Humanos

20,00 m2

Produção
CCHLA

Home Biblio
(MS-DOIS)

Não possui

164,83 m2 Não está
Informatizada

CCSA

Não possui

Técnico

Sim -Ortodocs 10.000 Bibliotec. AACR2 /
vols.

Engenharia Não possui

Tratamento

169,00 m2 Microisis

4.000
vols.

CDU
Bibliotec. Não há
serv.pres.

10.000 Não há

CDU

vols.
9.000

Bibliotec. CDU

vols.
CT

Não possui

21,41 m2

Não está
Informatizada

Ecología

Não possui

73,32 m2

(CCEN)
Geociencia

Informatizada
Não possui

86,96 m2

(CCEN)

104,88 m2 Não soube

(CCEN)

informar
Não possui

93,80 m2

Não está
Informatizada

(CCEN)
HU

Não está
Informatizada

Matemática Não possui

Química

Não está

Sem dados

125,88 m2 Não está
Informatizada

Física
(CCEN)

Não possui

Sem

Não soube

dados

informar

1.000

Bibliotec. Não há

vols.
1.000

Não há

Não há

vols.
2.500
vols.
2.500

Bibliotec. AACR2/
serv.pres DCU
Bibliotec. AACR2
DCU

vols.
1.000

Não há

Não há

vols.
1.000

Bibliotec. Sem dados

vols.
4.000
vols.

Não há

Sem dados

/

�50,72 m2

Odontologia Não possui

Não está

500

Informatizada

(CCS)
Educação

70,20 m2

Não possui

Não soube
informar

Bibliotec. Não há

vols.
1.000

Não há

Sem dados

vols.

Fonte: Dados da Pesquisa

QUADRO 1 – Diagnóstico das Bibliotecas Informais da UFPB

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diante do estado diagnosticado das bibliotecas informais do Campus I da
UFPB, faz –se imprescindíveis ações voltadas a sanar os aspectos negativos que
impedem um funcionamento racional e eficaz, a que se propõe a biblioteca
universitária ou inserida no contexto universitário.
O modelo de sistema híbrido parece ser o mais adequado ao contexto da
UFPB, buscando oficializar as bibliotecas informais existentes, propõe-se uma
padronização das estruturas: espaço físico, informatização, acervo, tratamento
técnico da informação e recursos humanos.
Constataram-se esforços no sentido de orientar estas bibliotecas para que
alcancem um padrão mínimo de organização, no entanto, a não oficialização
destas dificulta uma ação mais efetiva por parte do Sistema, uma vez que as
mesmas estão subordinadas a diferentes administrações (Centro, Departamento,
Coordenação de pós-graduação etc.).
Percebe-se que a ação de maior êxito é no quesito tratamento técnico da
informação, por ser uma atividade de total responsabilidade do bibliotecário.
Este

trabalho

pretende

contribuir

com

o

repensar

da

diagnosticada visando à otimização do Sistema de bibliotecas da UFPB.

realidade

�ABSTRACT
The System of Libraries of the Federal University of the Paraiba – UFPB, is
currently, structuralized for following the Central Library – CampusI/Joao Pessoa,
Sectorial Library – II/Areia Campus, Sectorial Library – Campus III/Bananeiras.
This official structure convey with one another composed informal structure for 15
existing libraries in campus I. These libraries had appeared to supply the
informational needs of professors and a pupil to stay more near to it’s of work.
Thus this objective research to analyses to strategies that they aim at to extend
the quality of the given services. The research field was the 13 informal libraries of
the campus I of the UFPB. The collection of data was based on questionnaires
and half-structuralized interviews. The quantitative data form organized through
pictures and tables and the qualitative data has been congrated and themacticals
categories. It analyses of these data show it to the precariousness of functioning
and material and human resources of this libraries. This information about system
of libraries of UFPB also confirms the one necessity as a whole. It needs
officialization and of development patterns of following the adequate functioning of
items: fisical space, informatization, organizational structure and technical
treatment of information. Ahead this reality, this study intends a change of a
System of Libraries of UFPB from the data collected together of these libraries.
KEYWORDS: Academic Libraries – UFPB, UFPB-Libraries of System -

REFERÊNCIAS
BRASIL, Ministério da Educação. Secretaria de Educação Superior. Manual de
verificação in loco das condições institucionais: credenciamento de
instituições não universitárias, autorização de cursos superiores (ensino
presencial e a distância). Brasília, DF: MEC/SESU, 2002. 85p. Disponível em:
HThttp://www.mec.gov.br/sesu/ftp/manual1.doc. Acesso em: 25 maio. 2004.
DODEBEI, V. L. et al. Bibliotecas universitárias brasileira: uma reflexão sobre
seus modelos. In: CICLO DE ESTUDOS EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 6., Rio
de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro, UFRJ/SIBI, 1998. Disponível em:
&lt;http://www.sibi.ufrj.br/tema2.html&gt;. Acesso em: 30 maio. 2004.
RUSSO, M. A biblioteca Universitária no cenário brasileiro. Disponível em:
&lt;http://www.cfb.org.br/html/saladeleitura_07.asp&gt;. Acesso em: 31 maio 2004.
SISTEMA de biblioteca da UFMG. Disponível em: &lt;http://www.bu.ufmg.br &gt;.
Acesso em: 10 maio 2004.
SISTEMA de biblioteca da UFRN. Disponível em: &lt;http://www.bczm.ufrn.br &gt;.
Acesso em: 10 maio 2004.

�SISTEMA de biblioteca da UFRN. Disponível em: &lt;http://www.bczm.ufrn.br &gt;.
Acesso em: 10 maio 2004.
SISTEMA de bibliotecas da UNICAMP. Disponível em:
&lt;http://www.unicamp.br/bc/HPSB1’’.htm &gt;. Acesso em: 10 maio. 2004.
SISTEMA integrado de biblioteca da USP. Disponível em:
&lt;http://www.usp.br/sibi&gt;. Acesso em: 10 maio 2004.
SITONIO, B. M. G., DUTRA, L. M. J. Sistema de Bibliotecas da UFPB. In: IBICT,
Sistemas de Bibliotecas Universitárias. Brasília, DF, 1984.
THOMPSON, J., CARR, R. Bibliotecas universitarias: concepto y funcion.
In:_______. La biblioteca univeritaria: introdución a su gestión. Madrid:
Pirámide, 1990. Disponível em: &lt;web.usal.es/~alar./Bibweb/temario/Univer.PDF&gt;
Acesso em: 02 jun. 2004.

∗

UFPB/CCSA/DBD , Cidade Universitária, Campus I, João Pessoa/PB – dbd@ccsa.ufpb.br
Doutora em Ciência da Informação, UBN, Profª Adjunta do CCSA/DBDelianyalvarenga@aol.com
Mestre em Biblioteconomia, UFPB, Bibliotecária da Biblioteca Central da UFPB, Professora do
Instituto de Educação Superior da Paraíba – edilene@biblioteca.ufpb.br
Graduada em Biblioteconomia e Administração, UFPB, Profª Substituta do CCSA/ DBD,
Bibliotecária do CCS/UFPB – belbib@ig.com.br
Graduada em Biblioteconomia, UFPB, Bibliotecária da Biblioteca Central da UFPB –
monica@biblioteca.ufpb.br

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>O Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal da Paraíba –UFPB está, atualmente, estruturado pelas: Biblioteca Central – Campus I, João Pessoa, Biblioteca Setorial – Campus II, Areia, Biblioteca Setorial – Campus III, Bananeiras. Esta estrutura oficial convive com uma outra estrutura informal composta por 15 bibliotecas existentes no Campus I. Estas bibliotecas surgiram das necessidades informacionais de professores e alunos em manter o acervo mais próximo aos seus locais de trabalho. A metodologia baseou-se em questionários e entrevistas semi-estruturadas. Os dados quantitativos foram organizados através de quadros e tabelas e os dados qualitativos foram reunidos em categorias temáticas. A análise destes dados foi feita através de reflexão auxiliada pela literatura nacional. Os dados levantados mostram a precariedade de funcionamento e recursos materiais e humanos dessas bibliotecas. Confirmam também, a necessidade de uma modernização do Sistema de Bibliotecas da UFPB como um todo. Necessita oficialização e desenvolvimento de padrões para o funcionamento da seguinte estrutura: espaço físico, informatizações, acervo, serviços e produtos de informação, recursos humanos, estrutura organizacional e tratamento técnico da informação. Diante desta realidade, este estudo propõe um redimencionamento do Sistema de Bibliotecas da UFPB a partir de dados levantados junto a estas bibliotecas.</text>
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