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                  <text>652

PROPOSTA PARA IMPLANTAÇAO DE UM PROGRAMA DE
BIBLIOTERAPIA PARA CEGOS NO INSTITUTO DOS CEGOS
"ADALGISA CUNHA"

Marília M. G. Pereira

RESUMO: A presente pesquisa tem como finalidade

principal

Um estudo sobre as possibilidades de aplicação da

Bibliote

rapia e leitura infanto-juvenil no Instituto dos Cegos "Ada..!.

gisa Cunha lF , numa tentativa de contribuir para

a

melhoria

das condições psicológicas, educacionais e sociais da crian
ça cega. Particulariza-se as vantagens das técnicas de

lei

tura como um possível método biblioterapêutico de utilidade
para o deficiente visual. Considerando-se, COm especial aten
ção, a posição do bibliotecário como biblioterapeuta e

ageQ

te de informação em instituição que abrigam esses contingeQ
teso

�653

PROPOSTA PARA IMPLANTAÇÃO DE UM PROGRAMA DE BIBLIOTERAPIA
PARA CEGOS NO INSTITUTO DOS CEGOS "ADALGISA CUNHA"

1. IDENTIFICAÇÃO

o presente estudo destina-se ao Instituto dos

Cegos

da Paraíba "Adalgisa Cunha" localizado à Avenida Santa Cata
rina, s/n, Bairro dos Estados, telefone:

(083)

224-9635 -

João Pessoa-PB.
Essa Instituição foi fundada por um Grupo de

Senho-

res da sociedade pessoense em data de 16 de maio de 1940.
Dentre as finalidades do Instituto, conforme

escri-

to em seu estatuto original, destacam-se as seguintes:
a)

Educação de crianças cegas e amblíopes, com inter

nato (Escola Residencial);
b) Educação dos Jovens com encaminhamento para as es
colas da cidade e centro de treinamento;
c) Reeducação de adultos cegos ou que venham a

per-

der a visão;
d) Orientação para uma profissão de acordo com as aE
tidões pessoais e limitadas de cegueira i
e) Manutenção do próprio Instituto com à

cooperação

do trabalho dos internos, semi-internos e externos, em

ofi

cinas profissionais e atividades que possam desenvolver.
Há quarenta e seis anos a Paraíba vem

desenvolvendo

um trabalho junto ao deficiente visual. Trabalho esse

ini-

ciado pela educadora "Adalgisa Cunha", pioneira em educação
de cegos na Paraíba, o Instituto "Adalgisa Cunha" recebeu es-

�654

se nome em homenagem a sua fundadora. Foi a primeira insti-

tuição para Cegos dando assim uma oportunidade para o

seu

engajamento na sociedade.
Corno entidade educacional seu objetivo está

intrin-

sicamente ligado à educação especial, visando portanto apr~
veitar ao máximo os sentidos remanescentes do cego

respei-

tando suas limitações, desenvolvendo potencialidades e pre-

parando-os condignamente para uma profissão adequada

capacidade. Não

a

sua

resta dúvida de que, para atingir as metas

propostas por este estabelecimento, sua fundadora

nuadores tem-se defrontado com uma série

de

e conti-

dificuldades

que são em parte minimizadas por uma filosofia de

trabalho

uniforme, uma vez que o educando e sua perspectiva de

vida

constituem o núcleo do nosso interessé.
Há de acrescentar que o Instituto dos Cegos da Parai
ba "Adalgisa CunhaI! tem uma clientela atendida corresponde!!
te a uma faixa etária de 6 à lB anos, em regime de interna-

to.
Dispõe dos seguintes serviços: a) Social; b)
ção educacional; c) Locomoção e habilidade;

Orient~

d)

Orientação

psicológica; e) Médico-odontológico; f) Classes

especiais;

g) Serviços intinerantes; h) Biblioteca; i) Educação
cai

Fisi-

j) Atividades de vida diária; 1) Educação Musical; rn) Da

tilografia; n) Educação Artística; o) Técnica

Braille;

e

p) Manuscrito e encaminhamento profissional.

t

oportuno ressaltar que as necessidades

nais e profissionais são ainda em larga escala

educaciominimizadas

de forma precária pela inexistência de Biblioterapia e Leitura visto que o aproveitamento do cego é bastante restrito

�I
I.·. .

655

na sociedade devendo haver por parte de autoridades e órgão
competente uma maior preocupaçao com a educação e

engaja-

mente profissional.

2. JUSTIFICATIVA
Inícialmente"temos que enfatizar que a leitura, mais

do que um dever, é um direito do indivíduo,

garantindo-lhe

uma educação continuada.
Conforme lembra CARVALHO (3'), já se passou o tempo

em

que se considerava a literatura infantil, ou melhor, a lite
ratura para as crianças um gênero menor. Desse modo, convem
dizer que a literatura infantil é antes de mais nada

lite-

ratura "tout court" aplicando-se assim aquela famosa

frase

de StanislawkY com referência ao texto infantil que lia lite
ratura deve ser igual a dos adultos, só que melhor".
Aprender a ler é como aprender a andar e a falar.

A

criança passa por vários estágiost corno engatinhar, dar peque nos passos, balbuciar, emitir fonemas,

formar

frases,

etc, exercitando-se, nestas atividades que conseguirá
desenvoltura que só virá após muito treino. Aprender

urna
a ler

também exige vários estágios ricos de experiências e de ati
vidades, estágios estes que se iniciam nos primeiros contac
tos com o livro de acordo com o argumento de ABI-SABER (1).
De modo geral, por volta de 1 ano de idade a criança
já deve tornar seus primeiros contatos com livros. Aos 15 me
ses percebe as figuras do livro e os adultos

poderão

lhear e contar estorinhas das figuras apresentando

para

foa

criança grandes progressos no seu desenvolvimento mental. Na
aprendizagem entre os 2 e seis anos descobrem que os livros

I

�656

têm títulos, percebem a parte da frente e de trás

o livro na posição correta e aprendem também
tem

pegando

que

o

livro

que ser guardado depois de lido.
Assim sendo, é necessário afirmar que neste

período

preparatório são muito valiosas as atitudes positivas relativas ao hábito de leitura que vão sendo implantados gradativamente na vida do educando.
Como demonstra NASCIMENTO (9) ,na leitura deve ser li-

vre, pois quando a criança lê o que tem vontade,

ela

vai

descobrir aquilo que realmente gostaI!.
Autores como PONTES (11) afirmam que "ê necessário que

se deixe a criança ler o que aprecia, à vontade e sem

co-

branças para que possa descobrir o que gosta".
Ainda é CARVALHOC3)que lembra lia leitura de lazer e a

facilidade de acesso à mesma são fundamentais para desenvol
ver na criança o gosto pela leitura!!.
A referida autora enfoca que o hábito de leitura
adquire através de motivações recebidas desde a infância

se
p~

lo exemplo dos pais e familiares com apelos estéticos, pictóricos, lúdicos, sensoriais, literários.
Enquanto BAMBERGER(2)vai mais além e enfatiza a
portância de que o desenvolvimento de interesses e
de leitura é um processo que se inicia em idade

im-

hábitos
pré-esco-

lar, ainda no lar, através de narração de história, da leitura em voz alta ou do manuseio do livro de gravuras; é sis
tematizado na escola e, quando o jovem encontra

nos pais,

professores e bibliotecários verdadeiros entusiastas da lei
tura, continua pela vida afora.
Informações apresentadas anteriormente

demonstram

�657

que o livro, ou qualquer outro material escrito

deve

ser
pr~

percebido pela criança e pelo adolescente como fonte de
zer, como repositório de estórias emocionantes, COmo

algo

capaz de deleitar o espírito e de concorrer com outras formas de lazer que o mundo atual coloca ã disposição dos indi
víduos.
As atividades de leitura deve, pois apresentar-se cQ
mo algo importante, significativo, realizador, que lhe

de-

volve o equilíbrio perdido, devendo ser luta, não muito lon
ga, sem possuir cunho moralista ou didático como demonstrou
SILVA( 14), em seu artigo sobre "Leituras e atividades

lúdi-

cas".
~

oportuno ressaltar que

MEIRELES{~)

afirma que a

teratura infantil não é autônoma, havendo uma

li

dificuldade

em delimitar o que deve ser considerado infantil.
Analisando a situação quanto à influência das primei
ras leituras MEIRELES(8)afirma que são as mais importantes,
uma vez que não são mais esquecidas, repercutindo por

toda

a vida. Alei tura ajuda a construir a personalidade da cria!:!:.
ça ou a destruí-la, pois nem todos têm o mesmo comportamento frente ao que se lhes apresenta. Os pais

e

professores

devem selecionar criteriosamente, pois as primeiras

leitu-

ras são um pequeno universo novo que é conhecido.
No entanto, percebe-se nos trabalhos publicados, como no de MElRELES(91

I.

que a crise na literatura é geral.

A

crise na literatura infantil é abundante e que a criança ca
da vez lê menos. É nessa mesma perspectiva que BAMBERGER(.2)
analisa a influência que podem adquirir os meios de cornunicação de massas e as histórias em quadrinhos quando

tOmam

�658

conta da criança antes de que lhe seja despertado o

intere~

se pelo enriquecimento da linguagem. Tanto a televisão como
as histórias em quadrinhos comunicam estímulos visuais que,
por um lado, asseguram maior rapidez de compreensão

mas,

por outro, restringem o poder imaginativo da criança. Quando lê, a criança desenvolve um processo ativo, transformando o símbolo gráfico em conceito intelectual, isto e,

bus-

cando, com eficácia, o desenvolvimento sistemático da

lin-

guagem e da sua personalidade, daí a sua superioridade e im
portância.

O mesmo autor fazendo um apanhado da situação da lei
tura em todo o mundo, observou que o número de crianças que
lêem é frequentemente duas vezes maior que os adultos e
entre oito e treze anos a leitura é tomada como uma

que

ativi-

dade de lazer mas que, logo que cessam as oportunidades

de

ler na escola, há um decréscimo significativo de leitores.
Nessa perspectiva se valorizarmos a leitura como
elemento de libertação e de engrandecimento humano, de

um
au-

to-realização e aperfeiçoamento, destacando-se um alerta de
importância fundamental, se bem estimulada,

toda

tem condições de transformar-se em bom leitor,

criança

independent~

mente de suas limitações sociais e econômicas.
O "direito de ler" significa igualmente o direito de
desenvolver as capacidades intelectuais e espirituais
pessoa, o direito de aprender a progredir, conforme
mento de BAMBERGER(2).

3. OBJETIVOS
3.1. Objetivo Geral

da
pensa-

�659
Proporcionar à comunidade cega um maior conhecimento
de Biblioterapia, no sentido de lhes oferecer subsídios para uma melhor solução de seus problemas e necessidades.
3.2. Objetivos Específicos
a) Obter, através do Institulo dos Cegos da

Paraíba

"Adalgisa Cunha 11 e demais Associações do Estado da Paraíba,

informações sobre os números de cegos e sobre problemas objetivando desenvolver a Biblioterapia, com a

participação

da Biblioteca Central da Universidade Federal

da

Paraíba,

Setor Braille/Setor Infanto-Juvenil.
b) Promover cursos, planos, programas e projetos den
tro das solicitações indicadas pelo Instituto dos Cegos
Paraíba "Adalgisa Cunha l1 e instalação de programas

de

da
Bi-

blioterapia.
c) Discutir, com base em documento preliminar com os
professores da rede estadual (educação especial) a possibilidade de colaboração que cada um, dentro de sua area específica do conhecimento, possa oferecer em termos de

traba-

lho de Biblioterapia junto ao Instituto dos Cegos da Paraíba,

li

Adalgisa Cunha".
d)

Conscientizar o usuário cego da utilização da Bi-

blioterapia como meio para o seu ajustamento
e)

psico-social.

Implantar um sistema de acompanhamento,

controle

e avaliação do programa de Biblioterapia no Instituto

dos

Cegos da Paraíba "Adalgisa CunhaI!.

4. ORGANIZAÇÃO BÂSICA DE UM PROGRAMA DE BIBLIOTERAPIA
PARA1BA

NA

�660

Esta proposta consiste inicialmente

na

implantação

no Instituto dos Cegos da Paraíba "Adalgisa Cunha" ondlõ será instalado o programa de Biblioterapia para

deficientes

visuais. É válido salientar que por volta de 1960 ROBERTS

começou a usar livros sobre cegos para facilitar a

(12)

aceita-

ção à cegueira. O processo básico da Biblioterapia que

ele

usou com um estudante de Illinois em 1960 está sumarizado na

citação do seu livro "Psychosocial Rehabilitation

of

t:. .. e

Blind" .

Levando-se em conta esse aspecto, pOder-se-ia

ques-

tionar que a Biblioterapia deve ser usada para descrever um
processo onde o cliente lê materiais biográficos sobre
gos com o propósito de examinar a situação de

sua

ce-

própria

vida, em vista do que ele irá ler (12).
O material básico poderia incluir trabalhos em geral
sobre a cegueira. Se possível, é importante também escolher
livros que sejam de interesse para o cego, em outras

areas

fora do tema cegueira. Por exemplo, um jovem planejando entrar para a escola superior poderá ser dada a tarefa de ler
uma autobiografia de outra pessoa sem visão que acabou

de

terminar a escola superior. Um diretor de uma escola formal
poderá estar interessado na história de escolas

residenci-

ais para o cego. Por outro lado, um oficial da lei

poderia

achar fascinante história sobre um detetive cego. O
lhador de Biblioterapia poderá usar perguntas como as

trabase-

guintes para ajudar os clientes a fazer comparações e a delinear situação de vivência literária dos cegos:
a) O que voce leu que foi encorajador é útil?
b)

O que você leu que lhe foi mórbido ou

deprimente

�661

ou causou
c)

desgosto?

Que personagem do livro voce achou mais

parecido

com você?

d)

Quais os problemas mais difíceis encarados

pelos

personagens cegos nesse livro?
dI

Como os personagens cegos resolveram suas difícul
dades?

fI

Quais eram os problemas mais difíceis vistos

pe-

los seus parentes e amigos e como eles resolveram
seus problemas?
g)

Como é que a informação oriunda da leitura e

da

reflexão sobre este livro se aplica à sua própria
situação?
Deste modo, a presente pesquisa pode, realmente,

tionar 'as palavrÇls ROBERTS(12} de que
ra certa pode mui ta§ vezes

,ilc~mtuar

"Q"

que~

livro certo na ho-

o ajustamento à cegueira".

o leitor cego poderá se acalmar ao saber que

outra

pessoa cega também se sentiu isolada, inútil e desinteressa
da pelos entes quer.idos, durante o princípio de

ajustamen-

to. E um autor poderá formular os sentimentos não-verbaliza
dos do cliente com relação à cegueira em frases agudas e
cisas - como quando um recém-cego expressou seus

co~

sentirnen-

tos ao conselheiro dizendo:
"Esta cegueira me faz sentir como se eu
vesse de volta a l~ infância".

esti

Geralmente o protagonista ~elatará experiências

pr~

prias com cegu'eira que tendem a apresentar soluções

poten-

ciais para os problemas do leitor. Nunca devemos pois
tirnar a esperança de uma vida construtiva
prop~ciada

e

subs

compensatória

através de escritos realizados por cegos de

su-

�662
cesso.

Por outro lado para a seleção de materiais destinado

à biblioterapia dever-se-à considerar os seguintes

crité-

rios:
a)

Referências de leitura do cliente cego;

b)

Nível educacional do leitor cego e a história

de

seu trabalho;

90

c)

Prognóstico sobre a condição visual do leitor ce-

d)

Natureza do prolema de ajustamento encarado

;

pelo

leitor cego;
e) O conselheiro biblioterapeuta deverá ter

competê~

cia para escolher o livro ou livros certos: deverá ter lido

pessoalmente o livro antes de prescrevê-lo para fazer
que a biblioterapia seja um sucesso.

t

bom lembrar

com

que

se

possível, é desejável que o conselheiro biblioterapeuta escolha livros que sejam de interesse para o cego, em

outras

areas fora do terna da cegueira.
Com referência ao material, observa-se 'que existe um
numero crescente de livros descritivos, alguns já

menciona

dos, os quais foram oferecidos por professores de reabilita
ção e conselheiros biblioterapeutas que estão

disponíveis

para colaboração nos Estados Unidos, na Divisão de Cego
Biblioteca do Congresso, a qual oferece lista

da

compreensiva

de biografias, autobiografias e trabalhos de ficção para c~
gos.

5. METODOLOGIA
Nesta parte, será inicialmente, apresentada a

Metod~

�663

logia para implantação de um programa de Biblioterapia e de
leitura no Instituto dos Cegos da Paraíba "Adalgisa

CunhaI!

organizado com a participação de cegos e onde serão

obser-

vados suas necessidades informacionais e de leituras recrea
tivas.

No planejamento e estruturação do projeto será organizada uma equipe interdisciplinar que atuará nessa

Insti-

tuição

neces-

cega, para que o cego possa manifestar suas

sidades informacionais nos mais variados aspectos, frente ã
sua problemática.

A Metotodologia a ser seguida corresponderá

as

se-

guintes e principais fases:
a) Determinação das etapas (textos de

Biblioterapia

e de leitura) que serão desenvolvidas durante o Projeto nos
quais serão afetados pelo estudo, importância e

prioridade

dos cegosí

b) Elaboraçâo de um programa das etapas (textos

Biblioterapia e de Leitura) onde será dividido

as

de

tarefas

com clareza e equilíbrio, fixando prazos para execuçâo

e

conclusão dos trabalhos;
c) Preparação dos instrumentos de trabalhos, tais co
mo a seleção dos textos de Biblioterapia e de Leitura;
d) Organização de um Manual de Serviço onde será

de

finido todas as fases de execução e de rotinas das metas es
tabelecidas;
e) Treinamento de todo o pessoal envolvido no projeto;
f)

Reforçadores.

Considerando-se as características das crianças defi

�664

cientes visuais, planejou-se contingências que viabilizem o
comportamento de fregüência às sessões de Biblioterapia e de
Leitura razão porque recorrer-se---ã a alguns estímulos

refor

çadores.
Durante as sessoes de Biblioterapia e de Leitura,
pesquisadora liberará reforçadores sociais contingentes
realização de crianças deficientes visuais. Esses

a

à

reforçad~

res serão manifestações carinhosas, elogios verbais. Ao tér
mino de cada sessão, a pesquisadora

oferecerá

guloseimas,

gravações de suas vozes e impressões sobre o que tinha apreE

dido na sessão.
Tudo será feito corno um estimulo reforçadorpelo

CO~

parecimento e permanência dos mesmos na sessão de Biblioterapia e de Leitura;
g) Elaboração de um relatório final onde sera destacada todos os aspectos resultantes das atividades desenvolvidas no projeto.

5.1. Metas
As metas a serem atingidas no períodO de 1991-92 atra
vês do presente projeto estão discriminados a seguir:

�QUADRO I
MESTAS

ATIVIDADES/SESSÃO DE BIBLIOTERJlPIA E/OU LEITURA

LOCAL

(1991-92)

INSTITUIÇÃO

J.Pessoa

Instituto dos Cegos

rlAdalgisa Cunha"

grupos com alunos cegos pré-

selecionados, com

textos

de biografias de pessoas ce
gas.
Sessão de Leitura e

lazer,

em grupos, com cegos

pre-s~

lecionados, de acordo com a

relação de textos dos livros
infantos-juvenis.

OPERACIONAL

AGO SET OUT NOV DEZ JAN FEV MAR ABR MAIO JUN JUL

,
Sessão de Biblioterapia. em

DESEMPENHO

J.Pessoa

Instituto dos Cegos
r'Adalgisa Cunha"

�666

6. REQUISITOS
6.1. Institucionais
Cumprimento do convênio do CNPq com a Biblioteca Cen

tal.
Contato com o Instituto dos Cegos "Adalgisa Cunha"

p~

ra a realização do projeto
Elaboração de normas internas objetivando a

regula-

mentação do serviço de extensão.
6.2. Humanos

Disponibilidade de recursos humanos em qualidade

e

quantidade necessárias ao desenvolvimento das atividades que

serão desenvolvidas. Em contrapartida a UFPB oferecerá

pe~

soas especializadas para a execução do projeto.
6.3. Físicos e Materiais
Disponibilidade de Equipamento e Material Permanente
para a execução das atividades no montante de Cr$ . . . . . . . . . .

1.458.500,00 (Hum milhão quatrocentos e cinquenta

e

oito

Disponibilidade de material de consumo para a

execu

mil e quinhentos cruzeiros).
6.4. Consumo

çao do projeto, perfazendo um total de Cr$ 5.000.000,00

(Ci~

co milhões de cruzeiros).

7. PREVISAO DE RECURSOS

Os recursos financeiros necessários para a

execuçao

�667

do presente projeto, num total de Cr$ 6.458,500,00 (seis

n~

lhões, quatrocentos e cinquenta e oito mil e quinhentos cru

zeiros) .

8. ACOMPANHAMENTO, AVALIAÇÃO E CONTROLE
8.1. Acompanhamento
o acompanhamento deverá ser feito através de formulá

rios, dados estatísticos, objetivando acompanhar as ativida
des, identificando forças restritivas que bloqueiam o desen
vo!vimento do trabalho.
8.2. Avaliação
A avaliação das atividades deverá ser de periodicid~
de de cada sessão de Biblioterapia e/ou de Leitura.

Será

feita através dos resultados obtidos do acompanhamento e das

metas estabelecidas.
B.3. Controle
o controle decorrente da retroalimentação propiciada
pela avaliação que segue sistematicamente à execução,

indi

cando quais as modificações, diretrizes, normas a serem

de

senvolvidas.

9. COMUNICAÇÃO E DIFUSAO

Para êxito do Projeto é necessário que se
çam canais de comunicações entre o diretor

da

estahe!eBiblioteca

Central, Coordenador, Consultores, Executores, e os

direta

�668

mente beneficiados pelo serviço.
A participação desses diferentes grupos é feita atra
vés de:
a)

divulgação por meios impressos dos objetivos

que

norteia cada metai
b)

reuniões, debates, etc., com o grupo a ser envol-

vido no projeto.

10. BIBLIOGRAFIA PROPOSTA PARA UM PROGRAMA DE BIBLIOTERAPIA
ENVOLVENDO

DEFICI~NTES

VISUAIS

1. BAMBERGER, Richard. Como incentivar o hábito de Leitura.

são Paulo: Cultrix, 1977. 118 p.
2. HEIMERS, Wilhelm. Como devo educar meu filho cego?

são

Paulo: Fundação para o Livro do Cego no Brasil, 1970.

79 p.
3. KELLER, Helen. A história de minha vida. Rio de Janeiro,
José Olímpio, s.d.

45 p.

4. KUSGELMAS, J. Alvim. Louis Braille ~.

janelas para os ce

são Paulo, Melhoramentos, 1954. 62 p.

5. VEIGA, J. Espinola. O que é ser cego:

a situação dos ce

gos em todo o mundo corajosamente esquadrinhado e es
clarecida por um cego de 75 anos, com mais de de

50

consagrados ao problema da cegueira. Rio de J 'Ileiro:

J. 01ympio, 1983. 68 p.

�669

11. BIBLIOGRAFIA PROPOSTA DA SESSÃO DE

LEITURA

ENVOLVENDO

DEFICIENTES VISUAIS

1. AREAS, Vilma. Aos tr~ncos e relãmpagos. são Paulo: Scipiane, 1988. 27 p.
2. COLASANTI, Marina. Uma idéia toda azul. Rio de Janeiro:

Nórdica, 1979. 32 p.
3. COMPARATO, Doei GWINNER, Patrícia. Nadistas e Tudistas.
Rio de Janeiro: Ed. Brasil, 1987. 15 p.
4. ELIAS, José. Caixa mágica de surpresa.
nas,

1985.

são

Paulo: Pauli

22 p.

5. MACHADO, Ana Maria. A peleja. Rio de Janeiro: Ber!endis
&amp; Vertecchia, 1986. 38 p.

6. MURRAY, Roseana. Classificados poéticos. Belo

Horizon-

te: Miguilin, 1988. 42 p.
7. ORTHOF, Sylvia. Jogando conversa fora.
1966.
8.

são

Paulo:

FTD,

27 p.

Se a memória nao me falha. Rio de

Janeiro:

Nova Fronteira, 1987. 33 p.
9. NUNES, Lygia Bojunga. O meu amigo pintor. Rio de Janeiro: Agir, 1987. 17 p.
10. VERAS, Everaldo Moreira. O circo dos horrores e

outras

histórias. são Paulo: FTD, 1987. 24 p.

12. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÃFICAS

1. ABI-SABER, Nazira-Teres. O período preparatório

e

a

aprendizagem da leitura. 4ª_ ed,._,. Belo Horizonte,

A

Grafiquinha, 1968. 98 p.

�670
2. BAMBERGER, Richard. Como incentivar o hábito de Leitura.

são Paulo: Cultrix, 1977. 118 p.
3. CARVALHO, Ana Maria sá de. Bibliotecas nas

escolas

de

lQ e 20 graus em Fortaleza. João Pessoa, 1983.227 p.

(Mestrado em Biblioteconomia) - Centro de

Ciências

Sociais Aplicadas, Universidade Federal da Paraíba.
4. CUNHA, Maria Antonieta Antunes. Poesia para crianças Li
teratura infantil: teoria e prática. 2ª ed. são

Pau

lo: Atica, 1984. pp. 93-107.
5. FOSKET, D.J. Alguns aspectos sociológicos dos
formais de comunicação do conhecimento.

sistemas

Revista

de

Biblioteconomia. Brasília, v. 1, n. 1, p. 12-13,jan/
jun., 1973.

6. GRANJA, Lígia Struchiner Costa. O cego na fase

pre-esc~

lar. Escola Viva. V. 5, pp. 31-39, jun/ago., 1974.
7. KINNERY, Margaret. The bibliotherapy prograrn:

require-

ments for training. Library Trends, v. 11, 129 p. ,Oct.
1962.
8. MEIRELES, Cecília. Problema da literatura infantil.

2ª

ed., são Paulo: Summer, 1979. 119 p.
9. NASCIMENTO, E1oisa. O livro certo, na idade certa; o im
portante é fazer da leitura um hábito. Domingo;
vista do jornal do Brasil. Rio de Janeiro, v. 7,

ren.

310, pp. 10-12, 28.03.82.
la. PEREIRA, Marília Mesquita Guedes. A biblioterapia em ins
tituições de deficientes visuais: um estudo de caso.
João Pessoa, 1989. 318 p.

(Mestrado em

Bibliotecono

mia) Centro de Ciências Sociais Aplicadas. Universidade Federal da Paraíba.

�671

11. PONTES, Mário. Maioridade; a literatura infantil brasileira vence a crise da adolescência e alcança o
nhecimento internacional. Jornal do Brasil,

Rio

code

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Proposta para implantação de um programa de biblioterapia para cegos no Instituto dos Cegos "Adalgisa Cunha".</text>
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              <text>A presente pesquisa tem como finalidade principal um estudo sobre as possibilidades de aplicação da Biblioterapia e leitura infanto-juvenil no Instituto dos Cegos "Adalgisa Cunha", numa tentativa de contribuir para a melhoria das condições psicológicas, educacionais e sociais da criança cega. Particulariza-se as vantagens das técnicas de leitura como um possível método biblioterapêutico de utilidade para o deficiente visual. Considera-se, com especial atenção, a posição do bibliotecário como biblioterapeuta e agente de informação em instituições que abrigam eeses contingentes.</text>
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