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                  <text>A AVALIAÇÃO DO SERVIÇO DE REFERÊNCIA EM BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS DA REGIÃO METROPOLITANA DE CAMPINAS
Eliana Marciela Marquetis∗

RESUMO
No presente trabalho faz-se um diagnóstico sobre o serviço de referência em
bibliotecas universitárias da Região Metropolitana de Campinas, com o objetivo de
verificar a validade de uma metodologia para avaliação do citado serviço, onde são
combinados dados estatísticos com a opinião de usuários. Foram aplicados
questionários verificando qual o pessoal alocado no serviço, as atividades
desenvolvidas, a avaliação e a coleta de dados estatísticos na referência. Após o
diagnóstico, a metodologia para avaliação do serviço de referência foi apresentada
às mesmas bibliotecas, as quais opinaram sobre a citada metodologia, verificando
sua validade e viabilidade de aplicação. Conclui-se que a metodologia proposta é
válida e viável de ser aplicada em bibliotecas universitárias.
PALAVRAS-CHAVE: Serviço de referência – Avaliação. Bibliotecas Universitárias –
Serviço de referência.

1 INTRODUÇÃO
Uma das maneiras de se verificar se a unidade de informação está atingindo
seus objetivos é avaliando seus serviços, principalmente o serviço de referência.
Como o serviço de referência permite que se esteja em contato direto com o usuário,
é de fundamental importância que seja periodicamente avaliado, uma vez que este
serviço retrata a unidade de informação como um todo. Porém, o citado serviço é
uma atividade difícil de ser avaliada, pois não existe uma medida estabelecida para
ser utilizada na avaliação, bem como as variáveis envolvidas nesse serviço são
muito pessoais, ou seja, como medir se uma busca bibliográfica satisfez ou não ao
usuário?

�Na tentativa de se avaliar o serviço de referência, partindo da coleta de dados
estatísticos, propusemos uma metodologia para avaliá-lo nas bibliotecas da
Universidade Estadual de Campinas (MARQUETIS, 1989). Muitas bibliotecas
coletam dados estatísticos no serviço de referência, tais como: número de buscas
bibliográficas realizadas, pedidos de comutação bibliográfica solicitados e atendidos,
dentre outros. Porém, geralmente esses dados não são trabalhados de forma a se
avaliar o serviço. Assim, propusemos a combinação desses dados com a opinião dos
usuários em relação ao serviço e, através de fórmulas matemáticas, combinam-se os
dois tipos de dados, podendo, com o resultado, avaliar qualitativamente as atividades
desenvolvidas no citado serviço.
Várias questões nos surgem no dia-a-dia no que se refere à qualidade dos
serviços prestados, frente à gama de recursos e ferramentas disponíveis para a
recuperação da informação. A principal delas é como avaliar o serviço de referência
após essa revolução? Qual a validade das técnicas já propostas?
Diante das inquietações, foi proposto o presente trabalho, com o objetivo
principal de verificar quais são as técnicas utilizadas para a avaliação do serviço de
referência em bibliotecas universitárias da Região Metropolitana de Campinas, bem
como validar e atualizar a metodologia por nós proposta em trabalho anterior.
(MARQUETIS, 1989)

2 O SERVIÇO DE REFERÊNCIA (SR) E SUA AVALIAÇÃO
Várias são as definições aplicadas ao serviço de referência. A primeira alusão
foi feita na primeira conferência da "American Library Association", em 1876, quando
foi falado sobre auxílio aos leitores. Percebeu-se que os leitores que se utilizavam
dos livros, precisavam de orientação para fazer uso do acervo.
Uma das definições mais usual é a citada por Hutchins (1973, p.4), onde ele
coloca que o serviço de referência:

�... inclui a assistência direta e pessoal dentro da biblioteca a pessoas
que buscam informações para qualquer finalidade, e também as
diversas atividades biblioteconômicas destinadas a tornar a
informação tão acessível quanto possível.

Martucci (2000, p.109), em seu artigo onde ela concebe o trabalho de
referência como processamento clínico da informação, define o serviço de referência
como:
um processo de diagnóstico, elaboração e fornecimento de resposta
a um problema de informação de um usuário, através da tomada de
decisões. É uma atividade altamente cognitiva, que exige o
conhecimento da questão de referência ou da situação-problema, a
seleção e implementação de uma estratégia de busca e a obtenção
da informação que responde à questão.

A "American Library Association" delimitou as tarefas pertinentes ao serviço de
referência no trabalho "Diretrizes para o estabelecimento dos serviços de referência
e informação" (1983). As tarefas são as que se seguem:
1. prestação de serviços de informação: serviços de informação-resposta a questões
específicas; orientação quanto ao uso da biblioteca; verificação bibliográfica de itens
existentes ou não na biblioteca, incluindo-se orientação para obtenção de itens por
compra, cópia ou empréstimo entre bibliotecas; orientação para a metodologia da
pesquisa bibliográfica, referenciação bibliográfica, etc.; orientação para localização
de material na biblioteca.
2. serviço inter-bibliotecário: empréstimo entre bibliotecas (solicitação e/ou
atendimento); resposta a perguntas de outras bibliotecas.
3. apoio bibliográfico: bibliografias; bibliografias encomendadas; serviço de alerta
corrente.
4. correspondência/atendimento de perguntas individuais.
5. acesso aos documentos pertencentes ou não ao acervo.

�A utilização das novas tecnologias em unidades de informação, permitiu a
realização do serviço de referência, sem a presença do usuário, como observamos
no trabalho de Márdero Arellano (2001, p.8), quando o autor coloca que vários são
os serviços de consulta existentes, principalmente no exterior, que atendem por meio
eletrônico. O autor diz que:
atualmente muitos desses serviços estão reduzidos a consultas
enviadas por correio eletrônico, telefone ou formulários na Web,
consumindo tempo e exigindo um trabalho árduo de pesquisa. O
longo processo resulta muitas vezes no comprometimento da troca
efetiva de recursos e informações que permitam a colaboração entre
diversos tipos de serviços de referência.

Novos modelos para o serviço de referência estão sendo propostos na
literatura, como exemplo podemos citar o trabalho de Rieh (1999, p. 185), quando ele
coloca que:
considerando que a essência do serviço de referência é o processo
de interação entre bibliotecários e usuários, modelos alternativos de
referência podem ser melhor redesenhados olhando mais de perto
como os usuários estão lidando com os seus problemas de
informação e como eles obtêm ajuda dos bibliotecários em ambientes
tecnológicos.

As novas tecnologias, bem como a internet, permitem que os usuários tenham
acesso diretamente à informação, tanto dentro como fora da biblioteca, como bem
coloca Frank e outros (1999, p.152). Os autores continuam “como resultado, as
interações de referência se expandiram do face-a-face tradicional para incluir as
opções de correio eletrônico, consultas detalhadas, treinamento de usuários”
(FRANK e outros, 1999, p. 153).
Para Katz (2001, p. 264) “não é tão claro o caráter da tecnologia e seu efeito
prodigioso na mudança do papel do serviço de referência”. Segundo o mesmo autor,
“o bibliotecário de referência é agora um especialista da informação”.
Tyckoson (2001, p.186) coloca que as quatro funções primárias do serviço de
referência que foram estabelecidas em 1876 por Green ainda permanecem até a
presente data, independente de todo o avanço tecnológico. São elas:

�1.
2.
3.
4.

Instruções aos usuários de como usar a biblioteca
Responder às questões dos usuários
Ajudar os usuários na seleção de recursos
Promover a biblioteca junto à comunidade.

Apesar de todo o avanço tecnológico, vale colocar o que diz Grogan (1995,
p.3), em seu trabalho sobre o serviço de referência:
o caráter intensamente pessoal do serviço de referência, que atende
a uma necessidade tão fundamental quanto o anseio de conhecer,
significa que seus princípios básicos pouco mudaram, se é que
mudaram, ao longo de quase um século, desde que foram
estabelecidos.

Para que saibamos se o serviço de referência está atingindo seus objetivos, é
necessário que este serviço seja avaliado, e isto significa verificar seu desempenho e
medir a satisfação do usuário que se utilizou do serviço. Desse modo, a avaliação
possibilita a identificação de mudanças, se necessárias, e aponta para novas
diretrizes e planos de ação que viabilizem maior eficiência da biblioteca e dos
serviços prestados.
Lancaster (1996, p.1) coloca que a avaliação “é feita não como um exercício
intelectual, mas para reunir dados úteis para atividades destinadas a solucionar
problemas ou tomar decisões.”
Segundo Oberhofer (1983), para se avaliar o serviço de referência é
necessário atender a dois pré-requisitos: objetivos da atividade a ser avaliada e com
elas derivar o objetivos da avaliação; descrever a atividade em questão. A autora
comenta que para obtenção das medidas direta da satisfação do usuário em serviço
de referência são necessários os seguintes dados: número total de perguntas
recebidas; número de perguntas corretamente respondidas; número de perguntas
respondidas incorretamente; razões para falhas ocorridas na anterior.
Figueiredo (1992) propõe várias recomendações para o aperfeiçoamento do
serviço de referência, sendo que duas delas, que consideramos muito importantes,
são: fazer avaliação do serviço, elaborando estatísticas e relatórios; realizar estudos
das demandas dos usuários.

�O problema da avaliação do serviço de referência começa com a medida a ser
adotada para avaliá-lo. Apesar disto, vários autores procuram estabelecer uma
medida para avaliar o serviço de referência, sendo que o primeiro autor que fez
menção às medidas no serviço de referência foi Rothstein (1964) . Ele chegou à
conclusão de que não existe qualquer medida de avaliação para o valor do serviço
de referência, donde muitas vezes os serviços do bibliotecário de referência são
ignorados ou subestimados.
Em seu trabalho sobre avaliação do serviço de referência, Saxton (1997,
p.267) refere-se à meta-análise para avaliar o citado serviço, sendo que o método
consiste de “um corpo de técnicas que permitem aos investigadores chegar a
conclusões baseadas nos resultados de estudos prévios e os apresentar de uma
maneira útil e compacta”. Para o autor são muitas as dificuldades para se avaliar o
serviço de referência, podendo-se destacar: falta de definições quanto às condições
do serviço de referência; amostra de tamanho pequeno; relatório inconsistente de
resultados.
Além da dificuldade com a medida do serviço de referência, Mendelsohn
(1997, p.556), em seu trabalho sobre a qualidade do serviço de referência, mostrou
que um serviço de referência de qualidade envolve uma conexão ou
parceria que são criadas entre o bibliotecário e o usuário, cujo
resultado é satisfazer suas necessidades de informação, aumentar
seu entendimento do processo de pesquisa, bem como sua
independência no uso da biblioteca.

Mesmo diante do fato de ser difícil estabelecer medidas no serviço de
referência, vários autores criaram métodos e modelos para avaliá-lo. Dentre eles,
destacam-se Saxton (1997), Oberhofer (1983), Lancaster (1986, 1996) e Marquetis
(1989), que em seu trabalho sobre a avaliação do serviço de referência em
bibliotecas universitárias, propôs uma combinação de variáveis para se avaliar o
citado serviço, onde são combinados os dados estatísticos coletados e a opinião dos
usuários quanto ao serviço prestado. A referida metodologia será detalhada a seguir.

�3 METODOLOGIA A SER VALIDADA PARA AVALIAÇÃO DO SERVIÇO DE
REFERÊNCIA
Quando de nosso trabalho anterior, analisando o serviço de referência,
constatamos que as bibliotecas universitárias realizavam todas as atividades
inerentes ao serviço, mas que não o avaliavam, apesar de coletar vários dados
estatísticos que possibilitavam uma avaliação quantitativa do referido serviço. Os
dados coletados simplesmente eram guardados e em alguns casos serviam para
elaboração de relatório de atividades, não havendo nenhum estudo sobre os
mesmos (MARQUETIS, 1989).
Desse modo, propusemos uma combinação dos dados estatísticos coletados
no serviço de referência juntamente com a opinião dos usuários. Assim, combinandose os dois tipos de dados, pode-se avaliar qualitativamente as atividades
desenvolvidas no citado serviço. Abaixo, relatamos quais os dados a serem
coletados em cada atividade do serviço de referência e como os mesmos devem ser
trabalhados.
1) Comutação bibliográfica e empréstimo entre bibliotecas: número de pedidos
solicitados (PS), número de pedidos atendidos (PA), tempo prometido e a proporção
de solicitações satisfeitas com o tempo prometido.
Assim, teremos: D = PA ÷ PS, onde D = Desempenho.
O resultado varia entre um valor maior ou igual a 0 (zero) e menor ou igual a 1 (um),
sendo: 0 = serviço péssimo; 0,25 = serviço ruim; 0,5 = serviço regular; 0,75 = serviço
bom; 1 = serviço ótimo
Quanto ao tempo prometido, devemos estipular, de acordo com nossa
experiência, de no máximo dez dias para atender ao pedido para comutação em
nível nacional e quinze dias para comutação em nível internacional. Já para pedidos
“on line” ou por fax, o tempo máximo seria de três dias. O tempo prometido para
empréstimo entre bibliotecas será de dois dias para bibliotecas situadas no campus,
cinco dias para bibliotecas fora do campus e que pertençam ao sistema de

�bibliotecas da universidade e vinte dias para outras bibliotecas no Brasil. Devemos
considerar o número de pedidos atendidos aqueles que somente o foram dentro do
tempo estabelecido. Os pedidos que foram atendidos fora do tempo estipulado não
devem ser levados em conta.
2) Para a atividade de resposta a questões de referência, os dados a serem
coletados são: número de questões recebidas (S – solicitações), número de
questões respondidas (R – respostas) e tempo dispendido para responder cada
questão. Após a coleta dos dados, será necessário estabelecer o tempo médio (Tm)
dispendido para responder às questões, durante determinado período, pois para
cada questão o tempo para respondê-la varia. Para calcular o tempo médio, deve-se
somar o tempo dispendido em todas as questões recebidas e que foram respondidas
e dividir pelo número de respostas.
Assim, teremos D = R ÷ (S × Tm)
O valor do desempenho também varia de 0 a 1, como na atividade anterior.
3) Para a atividade de levantamento bibliográfico os dados a serem coletados para
cada levantamento bibliográfico devem ser: número de referências fornecidas (Rf),
número de referências relevantes (Rr) que é fornecido pelo usuário e tempo (T)
dispendido para atender cada levantamento. O tempo será medido em semanas uma
vez que grande parte dos bibliotecários no seu dia-a-dia usa este referencial como
medida. Desse modo, podemos estabelecer uma semana o prazo máximo para
atendimento, sendo o T (tempo) igual a 1. Se o bibliotecário demorar mais de uma
semana, o T será igual a 2; mais de duas semanas, T igual a 3 e assim por diante.
Desse modo teremos: D = Rr ÷ (Rf × T)
O valor do desempenho varia de 0 a 1, sendo que: 0 a 0,5 = desempenho ruim; 0,5 a
0,75 = desempenho bom ; 0,75 a 1 = desempenho ótimo

4) Para orientação bibliográfica, os dados a serem coletados devem ser: número de
usuários que receberam orientação (R) e número de usuários que encontraram o que
procuravam (E) após a orientação.

�Assim, teremos: D = E ÷ R
O valor do desempenho varia de 0 a 1, como no item 1.
5) Quanto à atividade de normalização bibliográfica, os dados a serem coletados
são: número de solicitações recebidas (Sr) e número de solicitações atendidas (Sa).
Assim, teremos: D = Sa ÷ Sr
O valor do desempenho varia de 0 a 1, de acordo com o item 1.
Com este tipo de coleta, verifica-se o grau de facilidade com que o bibliotecário
resolve os casos de normalização que não estão previstos em normas.

4 METODOLOGIA
O campo que foi objeto da presente pesquisa é constituído pelas bibliotecas
universitárias da Região Metropolitana de Campinas, uma vez que a metodologia
para a avaliação do serviço de referência proposta em trabalho anterior foi destinada
às bibliotecas universitárias.
Para se atingir os objetivos propostos nesta pesquisa, o instrumento utilizado
foi o questionário, formado por questões sobre as atividades desenvolvidas no
serviço de referência, como se realiza a avaliação do referido serviço e as técnicas
utilizadas para avaliá-lo, dados estatísticos coletados no referido serviço e os
estudos realizados com os mesmos.
Após a tabulação dos dados, voltamos àquelas bibliotecas que responderam
ao questionário para verificar a validade da metodologia proposta para avaliação do
SR. Desse modo, fizemos as seguintes perguntas:
1. Com os dados estatísticos coletados no serviço de referência, você acredita que é
possível utilizar a metodologia proposta?
2. De que forma a utilização da metodologia afetaria a rotina da biblioteca?

�3. O pessoal do serviço de referência de sua biblioteca estaria apto a coletar os
dados necessários e utilizar a metodologia proposta?
4. Baseado em sua experiência profissional e nas condições atuais de sua biblioteca,
por favor dê sua opinião sobre a metodologia proposta.

5 RESULTADOS
Os questionários foram aplicados a 44 bibliotecas no total, sendo que 23
bibliotecas o retornaram, perfazendo um total de 52% das bibliotecas, número
considerado significativo para a pesquisa.
Quanto às atividades desenvolvidas no serviço de referência, podemos
verificar que a maioria das bibliotecas realizam as principais atividades. (Tabela 1)

TABELA 1 – Atividades realizadas no serviço de referência

Atividades

Realizam
Bibliotecas
Comutação bibliog. nacional p/ correio
20
Comutação bibliog. intern. p/ correio
10
Comutação bibliog. nacional "on line"
20
Comutação bibliog. intern. "on line"
10
Comutação bibliog. nacional p/ fax
16
Comutação bibliog. internacional p/ fax
7
Resposta a questões de referência
20
Levantamento bibl. em mat. impresso
21
Acesso a bases de dados "on line"
21
Acesso a bases de dados em CD-Rom
12
Orientação bibliográfica
22
Treinamento de usuários
23
Normalização bibliográfica
20
Empréstimo entre bibliotecas
22
Serviços de alerta
16

%
87%
43%
87%
43%
70%
30%
87%
91%
91%
52%
96%
100%
87%
96%
70%

Não realizam
Bibliotecas
3
13
3
13
7
13
3
2
2
11
1
0
3
1
7

%
13%
57%
13%
57%
30%
70%
13%
9%
9%
48%
4%
0
13%
4%
30%

�Pela tabela 1, constatamos que as atividades condizem com aquelas que
foram estabelecidas no trabalho Diretrizes para o estabelecimento... (1983). Porém,
houve uma evolução nessas atividades devido às novas tecnologias, como coloca
Márdero Arellano (2001) e Frank (1999), principalmente quanto ao acesso às bases
de dados “on line” (geralmente acessando a Web) e treinamento de usuários. Sendo
que este último vai de encontro ao trabalho de Marquetis (2002), quando a autora faz
uma análise do programa de treinamento de usuários de uma biblioteca universitária.
Quanto à avaliação do serviço de referência, constatamos que a maioria das
bibliotecas não avalia o referido serviço. (Tabela 2)
TABELA 2 – Bibliotecas que avaliam o serviço de referência
Avalia o serviço de referência
Sim
Não
Não informou
Total

Bibliotecas
4
16
3
23

%
17%
70%
13%
100%

Das bibliotecas que avaliam o serviço de referência, apenas duas informaram
a metodologia utilizada para se avaliar o citado serviço, que vem a ser método
quantitativo e sugestões de usuários.
Em relação à coleta de dados estatísticos no serviço de referência, a maioria
das bibliotecas coleta esses dados, como podemos verificar pela tabela 3.
TABELA 3 – Coleta de dados estatísticos no SR

Coleta dados estatísticos no SR
Sim
Não
Não Informou
Total

Bibliotecas
19
3
1
23

%
83%
13%
4%
100%

�Quanto à realização de estudos sobre os dados estatísticos coletados, a
maioria das bibliotecas não efetua estudos com os dados que são coletados. (Tabela
4)
TABELA 4 – Realização de estudos sobre os dados estatísticos coletados

Realiza estudos dos dados estatísticos
Sim
Não
Não Informou
Total

Bibliotecas
4
17
2
23

%
17%
74%
9%
100%

Das bibliotecas que efetuam algum estudo com os dados estatísticos
coletados, apenas duas responderam que tipo de estudo realiza, que vem a ser:
estudos comparativos com anos anteriores e com outras bibliotecas, cuja finalidade é
de adequação de pessoal e acervo e avaliação da infra-estrutura física e de
equipamentos; análise estatística comparativa, com a finalidade de projetos locais.
Em relação à metodologia proposta para avaliação do SR, das 23 bibliotecas
que retornaram o questionário, 18 responderam as questões colocadas no item 4
deste trabalho, o que corresponde a 78% de retorno.
Quanto à pergunta um, grande parte das bibliotecas considera que os dados
estatísticos coletados no SR são suficientes para usar a metodologia proposta.
(Tabela 5)
TABELA 5 – Possibilidade da utilização dos dados estatísticos para aplicação da
metodologia

Possibilidade de uso dos dados coletados
Sim
Em parte
Não
Total

Bibliotecas
11
5
2
18

%
61%
28%
11%
100%

�O maior problema para se utilizar os dados, é o fato de dependerem dos usuários
para avaliar determinadas atividades, por exemplo levantamento bibliográfico e
também não se tem um consenso de quais informações são importantes para a
coleta.
Quando perguntados se a rotina da biblioteca seria afeta com a utilização da
metodologia, as opiniões ficaram bem divididas, sendo que 39% afirmaram que a
rotina da biblioteca será afetada, 39% acreditam que não e 22% são da opinião de
que a rotina seria afetada em termos. (Tabela 6)
TABELA 6 –Mudança na rotina da biblioteca aplicando a metodologia
Rotina afetada
Não afeta a rotina
Afeta a rotina
Em termos
Total

Bibliotecas
7
7
4
18

%
39%
39%
22%
100%

Algumas bibliotecas alegaram que seria necessário um pouco mais de
detalhamento na coleta de dados, a programação de um tempo na rotina diária para
a análise dos mesmos e mais pessoal para aplicar tal metodologia.
Sobre o preparo do pessoal envolvido no serviço de referência para a coleta
de dados estatísticos e o uso da metodologia, as opiniões ficaram divididas, sendo
que 39% acreditam que o pessoal esteja preparado, 39% acham que não estão
preparados. (Tabela 7)
TABELA 7 – Preparo do pessoal de referência na coleta dos dados e utilização da
metodologia

Preparo do pessoal
Estão preparados
Não estão preparados
Em termos
Não responderam
Total

Bibliotecas
7
7
2
2
18

%
39%
39%
11%
11%
100%

�Em relação ao preparo do pessoal para a coleta de dados, as bibliotecas
acreditam que após um treinamento e as devidas orientações, mostrando a
importância da coleta com a finalidade de se avaliar o serviço, os mesmos fiquem
aptos e consigam coletar os dados de maneira mais sistematizada.
Quanto à validade da metodologia proposta para avaliar o SR, a maioria
achou-a válida, correspondendo a 72% das bibliotecas. Nenhuma biblioteca
respondeu que a metodologia não é válida e 23% consideram-na válida em termos.
(Tabela 8)
TABELA 8 – Validade da metodologia proposta
Validade da metodologia
É valida
Não é válida
É válida em termos
Total

Bibliotecas
13
0
5
18

%
72%
0
28%
100%

As bibliotecas que consideraram a metodologia válida afirmaram que com ela
pode-se conseguir de fato medir o desempenho do SR, podendo chegar-se a
resultados surpreendentes. As bibliotecas que responderam que o método é válido
em termos, afirmaram que o fato de ser necessária uma resposta do usuário para
algumas coletas, pode atrapalhar a aplicação da metodologia.
Algumas bibliotecas fizeram as seguintes sugestões:
1. separar a comutação do empréstimo entre bibliotecas, pois a primeira funciona
melhor do que esta última, ficando muito na dependência de outras bibliotecas;
2. rever os prazos estabelecidos para atendimento, uma vez que estão extensos,
fazendo um levantamento do tempo médio praticado;
3. determinar o nível de complexidade das questões de referência e os tipos de
questões que devem ser coletadas;
4. categorizar as questões de referência, de modo a que o pessoal possa coletar
esse dado;

�5. cronometrar o tempo gasto para resposta, principalmente para aquelas que não
são respondidas na hora;

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Quando iniciamos o presente trabalho, consideramos que as condições do
serviço de referência em relação à coleta de dados estatísticos e a avaliação do
citado serviço teriam evoluído desde 1989, quando realizamos estudo semelhante e
propusemos a metodologia. Constatamos que houve uma evolução sim, porém
somente no que se refere ao uso de novas tecnologias para a execução das
atividades
Quanto à avaliação do serviço de referência, o mesmo não é avaliado, apesar
das várias técnicas existentes e descritas na literatura para se avaliá-lo. Os dados
estatísticos são coletados, porém não são trabalhados de modo a se avaliar o
serviço. Apenas são colecionados e, algumas vezes, utilizados para elaboração de
relatório anual ou adequação de pessoal e infra-estrutura.
Em relação à validade da metodologia proposta para a avaliação do serviço de
referência, a pesquisa constatou que a metodologia é válida, a sua utilização é
viável e de fato nos mostrará o real desempenho do serviço, desde que haja um
treinamento do pessoal envolvido e os seguintes ajustes sejam feitos: no indicador
tempo dispendido para atendimento das solicitações e também no que se refere ao
item sobre resposta às questões de referência.
Diante das sugestões dadas pelas bibliotecas e do interesse demonstrado por
alguns participantes da pesquisa, um grupo de trabalho foi constituído para ajustar a
metodologia proposta, o que contribuirá para sua aplicação pelas bibliotecas
universitárias.

�REFERÊNCIAS

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Universidade Estadual de Campinas. Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência
Cx.P. 6133 - 13083-970 – Campinas – SP – Brasil. e-mail: marciela@cle.unicamp.br

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>No presente trabalho faz-se um diagnóstico sobre o serviço de referência em bibliotecas universitárias da Região Metropolitana de Campinas, com o objetivo de verificar a validade de uma metodologia para avaliação do citado serviço, onde são combinados dados estatísticos com a opinião de usuários. Foram aplicados questionários verificando qual o pessoal alocado no serviço, as atividades desenvolvidas, a avaliação e a coleta de dados estatísticos na referência. Após o diagnóstico, a metodologia para avaliação do serviço de referência foi apresentada às mesmas bibliotecas, as quais opinaram sobre a citada metodologia, verificando sua validade e viabilidade de aplicação. Conclui-se que a metodologia proposta é válida e viável de ser aplicada em bibliotecas universitárias.</text>
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