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                  <text>7.1

A BIBLIOTECA E SUA RELAÇÃO COM O CONTEXTO ACADÊMICO

*

Maria José Gomes Monteiro Vianna
Maria de Lourdes Mussi Paulo**
Valéria Marques de Queiroz**
Vanda Pires Rohem**

RESUMO
O tema se refere às características da vida acadêmica e sua relação com a
biblioteca, sendo esta a agente de integração. Descreve as dificuldades e apresenta
soluções para alguns problemas. Enfatiza o marketing e as redes como
instrumentos capazes de influenciar as relações.

1 INTRODUÇÃO

Do que conhecemos de biblioteca universitária, algumas estão ainda na idade
da fichinha, e para isto não precisamos buscar dados estatísticos confiáveis. Basta
uma visita aqui, outra ali.
Se por um lado já conseguimos convencer as altas administrações sobre qual
o verdadeiro papel da biblioteca na vida acadêmica, por outro lado nos deparamos,
inúmeras vezes, com perguntas primárias sobre qual o papel da biblioteca e, por
conseqüência, o do bibliotecário.
A idéia de uma grande livraria parece ser, ainda hoje, depois da galáxia de
Gutenberg, da mecanização dos serviços, da evolução para a informática, da

*
**

Chefe da Biblioteca da Universidade Veiga de Almeida - UVA
Bibliotecárias da Biblioteca Central Veiga de Almeida - UVA

�7.1

formação da grande aldeia global bibliográfica, da Internet, uma premissa que
lamentavelmente carregam alguns pseudo-educadores.
Nosso trabalho, desenvolvido na Universidade Veiga de Almeida - UVA sediada no Rio de Janeiro, teve início no ano de 1975, ocasião em que se
diplomava uma primeira turma de um único curso. A fiscalização federal exigia
condições mínimas para reconhecimento do primeiro curso, e entre estas condições
figurava a biblioteca como grande vilã, embargando o aval definitivo.
Foi neste momento que a administração enxergou o seu grande problema:
afinal a biblioteca, seu calcanhar de Aquiles, não possuía o perfil de biblioteca
universitária. Todos constataram a terrível realidade: o que possuíamos não era
uma biblioteca, mas um depósito de livros.
Também se deram conta de que a instituição biblioteca teria de se interligar
com as necessidades acadêmicas, estudá-las e apresentar soluções técnicas,
acadêmicas, sociais e culturais, tornando-se o coração vivo da universidade.

2 ORGANIZAÇÃO ACADÊMICA

Segundo a legislação brasileira vigente, o departamento é a menor fração da
estrutura da universidade, para todos os efeitos de operacionalização do ensino, da
pesquisa e da extensão, compreendendo disciplinas afins e congregando os
professores que as ministram ou desenvolvem atividades na área.
Acima da estrutura departamental estão os conselhos, decanias, pró-reitorias,
vice-reitorias, institutos, reitorias, chancelarias. Porém é nos departamentos que a
biblioteca deve concentrar e estreitar sua relação.

�7.1

É nos departamentos que são elaboradas e atualizadas as ementas que
contêm as indicações bibliográficas; a eles cabe apresentar propostas de material
bibliográfico e de apoio para as atividades didático-pedagógicas.
A universidade não pode preparar somente profissionais, ela tem que discutir
os problemas contemporâneos, discutir a ética profissional. E a pesquisa deve
começar na graduação. É necessário que haja uma integração entre pesquisa e
graduação.
Como realizar pesquisas afastando as bibliotecas universitárias de uma
relação estreita e contínua com o contexto acadêmico?
A biblioteca universitária tem que sair de seu próprio “castelo” para ver o
mundo de perto e o questionar, junto à comunidade acadêmica. É preciso perguntar
a esta se a biblioteca está atendendo ao que ela espera dela.

3 A INSTITUIÇÃO BIBLIOTECA

Falar das bibliotecas universitárias brasileiras é quase como falar da própria
universidade; ela é tão complexa que numa observação superficial já se enxerga a
primeira dicotomia: técnica versus política administrativa.
Filosoficamente a biblioteca universitária é, em última análise, uma
universidade em si mesma; assim como os enciclopedistas consideravam a

�7.1

“Enciclopédia” como uma biblioteca impressa, a biblioteca universitária encerra, ou
deveria encerrar, todo o saber da humanidade; ela é o locus da preparação de
segmentos da sociedade. Imensurável e inesgotável é o seu papel de “arquiteto
silencioso” na construção do país que queremos, pois é lá que buscamos ampliar e
clarificar o nosso conhecimento. Com tamanha responsabilidade social e cultural,
nada é mais

necessário e urgente do que reconhecermos o seu próprio

desempenho, a sua contribuição à sociedade.
Os mesmos problemas que as universidades brasileiras enfrentaram, e
continuam enfrentando, afligem a biblioteca.
Se as universidades concentrarem um grande número de pesquisas e
produção de novas tecnologias, cabe às bibliotecas o fornecimento de informação
técnico-científica atualizada e tratada de tal forma que a disseminação de todo o
material, bibliográfico ou não, chegue ao usuário no menor tempo possível.
Se as universidades ainda não se dirigem às pesquisas, a biblioteca deve se
antecipar a esses novos projetos, em consonância com os interesses da
comunidade acadêmica.
O corpo docente que usa e transmite conhecimentos e idéias muito
conservadoras e defasadas pode se atualizar com um alerta da biblioteca.
Integrar a biblioteca na vida da comunidade acadêmica, oferecendo
informações técnicas, científicas, culturais, artísticas e de lazer, proporcionar
encontros, debates, exposições e outras atividades, é o objetivo principal a ser
atingindo.
Os últimos anos registraram uma transformação estrutural, política, técnica e
organizacional nas bibliotecas universitárias brasileiras. Elas enfrentam uma crise de

�7.1

crescimento interno, provocada por razões variadas e distintas: o próprio
crescimento

das

universidades,

inchadas

e

desestruturadas;

a

explosão

documentária em decorrência das grandes mudanças científicas, técnicas etc.; a
carência de recursos financeiros; o despreparo dos profissionais e sobretudo, o
profundo atraso do País em relação ao Primeiro Mundo, além do desafio de trilhar
os caminhos do ciberespaço com a determinação e decisão de superá-los.

4 INTERFACE: ADMINISTRAÇÃO X BIBLIOTECA

Com todas as dificuldades citadas, as bibliotecas universitárias brasileiras
buscaram formas de estruturação, praticando dia a dia uma luta em busca de sua
integração à alta administração das universidades. O entrosamento da biblioteca
com os canais decisórios vem provocando uma mudança na maneira como a
comunidade acadêmica vê a biblioteca, já com filosofia própria, voltada para a
racionalização no emprego de recursos.
Se existe controvérsia entre possíveis datas da criação dos primeiros cursos
superiores no Brasil (1808?), se a universidade brasileira vem caminhando de
reforma em reforma, a situação das bibliotecas se apresenta ainda mais caótica.
A Lei da Reforma Universitária não menciona as bibliotecas universitárias, o
que tem sido interpretado por alguns como omissão imperdoável e, por outros, como
omissão voluntária, testemunho de que tínhamos chegado a um consenso tácito
quanto à necessidade da biblioteca universitária.
Atualmente não se pretende a adoção de um modelo ótimo e uniforme para
todas as bibliotecas universitárias brasileiras. Pretende-se, isto sim, que se

�7.1

considere critérios adaptáveis a cada situação, desde que os padrões técnicos
sejam adotados, até porque o estabelecimento de redes integradas através de
softwares bibliográficos se apresenta como a grande saída para a formação de
redes nacionais, inclusive desestimulando iniciativas isoladas, objetivando consórcio
de IESs.
A Associação Brasileira de Mantenedores de Ensino Superior, para ficarmos
neste caso com a posição das universidades particulares, já está estudando a
formação desta união com objetivo de integrar as instituições, em particular as
bibliotecas.
O que serve para a universidade se aplica à biblioteca universitária,
acompanhando-a, ela cresce junto.

5 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO E ACERVOS

Quando se pensa no planejamento de uma biblioteca universitária, a primeira
grande preocupação é a indagação do que se precisa. Quais são as exigências dos
órgãos competentes? Quais os padrões a serem seguidos?
A realidade da biblioteca universitária brasileira é crônica, a maioria dos
problemas está relacionado com a administração, com planejamento e com a
política de aquisição.
Os acervos são formados através de “correrias” atrás das publicações, com
interesse exclusivo de preencher uma exigência que fala em números mínimos;
assim se formam as bibliotecas que não resistem a uma amostragem, quanto ao
que se tem e o que realmente se usa do acervo.

�7.1

É na relação entre biblioteca e departamentos (corpo docente) que devemos
instalar nossas armas, investindo na atualização constante do acervo.
Escolhendo o melhor caminho para a integração da biblioteca no contexto
acadêmico, é necessária a prática de políticas definidas junto aos órgãos superiores
e, mais que tudo, praticar aquisição seletiva, já que por suas próprias características
a biblioteca universitária, centralizada ou setorizada, é por natureza interdisciplinar.
Justamente por ser interdisciplinar o conteúdo dos acervos universitários é que nos
deparamos com a necessidade de selecionar, inicialmente com base nas indicações
bibliográficas contidas nas ementas, acrescidas mais tarde de um atento estudo do
conteúdo programático das disciplinas.
Nossa experiência pessoal levou-nos, nos últimos 20 anos, a manter uma
eterna vigilância na qualidade e na avaliação e uso do acervo. O que constatamos
de início é que havia uma demanda bastante expressiva no uso do livro-texto em
detrimento do uso de publicações ditas complementares e recomendadas, mas de
suma importância na formação do graduando. A demonstração do uso do acervo foi
mensurada no decorrer dos anos e divulgada entre o corpo docente. Como a
situação persistia, realizamos uma amostragem e selecionamos duas disciplinas do
ciclo profissional e mais três do básico, somamos o número de alunos matriculados
em cada disciplina; destacamos, dentro do sistema de classificação adotado, todos
os assuntos pertinentes ao conteúdo destas disciplinas. Separamos as pesquisas
bibliográficas realizadas em livros-texto (adotados), livros recomendados e
complementares das publicações consideradas científicas, técnicas e culturais que
constróem as informações atualizadas (periódicos, teses e dissertações).

�7.1

Os dados referentes às consultas específicas foram tomados num todo, dado
o baixo número de pesquisas realizadas.
O que se constatou, conforme quadro abaixo, foi o elevado número de
pesquisas (consultas? cópias?) realizadas em livros cujas edições às vezes já estão
bastantes defasadas. Não nos detivemos na necessidade da formação básica, do
uso dos livros que iniciam o estudante na disciplina: sabemos da importância da
formação básica na teoria da aprendizagem.
O que ficou questionável foi o grande desnível entre estes indicadores, como
por exemplo: cento e quatorze alunos fizeram mil, setecentos e três consultas em
livros e apenas cento e sessenta e quatro em publicações como periódicos, teses e
dissertações.

�7.1

QUADRO 1 - CONSULTAS ESPECÍFICAS DE ACORDO COM A DISCIPLINA,
ALUNOS MATRICULADOS E CICLO - 1° SEMESTRE 1995
Disciplina

Alunos matriculados

Consulta
Empréstimos
realizados / livro

/ Consulta
periódicos
(todas as disciplinas)

Ciclo

A

19

432

164

Profissional

B

18

437

164

Profissional

C

94

1724

887

Básico

D

114

1703

164

Básico

E

206

1240

164

Básico

O número se repete nas disciplinas A, B, D, E, tendo em vista que o curso escolhido para
amostragem, no qual foram inscritos 1.800 alunos --- os usuários em conjunto --- realizaram 164
consultas ao acervo de periódicos.
Na disciplina C foram consultados 887 fascículos de periódicos.
Obs.: Estamos realizando no momento uma nova coleta de dados com vistas ao confronto com os
dados acima.

Treinar o usuário de uma biblioteca universitária, iniciá-lo na pesquisa
bibliográfica, levá-lo a conhecer todo o potencial de informações contido em acervos
de bibliotecas faz parte do contexto educativo, propicia melhor qualidade de ensino,
valoriza a própria universidade, e assim os alunos graduados apresentarão uma
sólida formação profissional/acadêmica.
A que atribuir a elevação dos indicadores? Acreditamos que num intensivo e
agressivo programa de divulgação dos sumários das publicações: por um lado em
forma de Boletim para o Corpo Docente, e por outro lado imensos quadros de aviso
espalhados pelos campi das diversas unidades, com o cuidado de manter atualizado
(fotocópias dos sumários das publicações), seja uma proposta de solução.

�7.1

6 O GRANDE DESAFIO: ORÇAMENTO

Relacionar-se satisfatoriamente com o contexto acadêmico, sob o ponto de
vista técnico, político e acadêmico são barreiras que se consegue vencer. O difícil
é transpor o grande desafio: o orçamento.
Sabemos das dificuldades das verbas públicas para as bibliotecas
universitárias do sistema; mas conhecemos melhor as dificuldades das instituições
particulares que sobrevivem com as mensalidades dos alunos. Criar e financiar
laboratórios, manter corpo docente e administrativo com formação sólida, mestres e
doutores, pesquisas, participação em eventos, investimentos no aperfeiçoamento de
pessoal e todas as demais despesas demandam custos altos.
É neste ponto que a biblioteca universitária deve também se integrar ao
contexto, apresentar propostas compatíveis com a situação econômico-financeira,
sem prejudicar a formação das coleções.
Trabalhamos com orçamentos anuais, com proposta de atualização do
acervo, baseados nos seguintes critérios:
a) cursos em andamento 50 livros/mês;
b) cursos em formação 100 livros /mês.
Quanto às demais publicações, propomos um acréscimo em percentuais
compatíveis com os possíveis lançamentos que acompanham a modernidade
(50%).

�7.1

7 MARKETING E VIDA ACADÊMICA
Somente na década de 80 surgiram no Brasil os primeiros estudos
relacionando marketing com bibliotecas. Segundo Amélia SILVEIRA (1992) “É a
primeira vez que se fala claramente em uma Biblioteca Universitária vendendo um
produto (a informação), tendo um mercado para colocar o produto (os usuários reais
e potenciais) e contando com um canal formal para distribuir o produto (o setor de
Referência)”.
Na mesma obra cujo texto acima citamos, a autora propõe que a divulgação
dos serviços da biblioteca faça parte de uma política integrada com setores
específicos

da

área

de

marketing,

caracterizando

um

trabalho

conjunto,

endossando, assim, a filosofia da integração da biblioteca no contexto acadêmico.
O marketing da biblioteca universitária passa por todas as atividades por ela
desenvolvidas, mas com a preocupação de divulgar seus serviços via produtos,
bibliográficos ou não, que atinjam os usuários.
Certamente especialistas surgirão com propostas voltadas para assunto tão
novo para nós, com conotações positivas, esperamos.
E o que dizer das redes? Não seriam elas nosso melhor instrumento de
divulgação?

8 APOIO ACADÊMICO VIA REDES INTERNAS E EXTERNAS

Quando salientamos no item quatro a importância da formação de redes
como a grande saída, tendo em vista os mencionados problemas de ordem

�7.1

econômico/financeira, tínhamos a intenção de enfatizar o papel das redes, quer
internas, quer externas.
Uma biblioteca universitária que permite, através de terminais, a todos os
componentes da comunidade acadêmica o acesso a seus dados, está sem dúvida
integrando, de forma racional e moderna.
Não repetiremos aqui o papel da Internet, já sobejamente conhecido pelos
colegas.
Deixo somente a indagação: será a Internet o passo máximo para integração
da biblioteca universitária não apenas com a vida acadêmica, mas com o mundo?

9 CONCLUSÃO

Não pretendemos esgotar o assunto: há muito por estudar, discutir e,
sobretudo, é preciso viver a vida acadêmica no seu dia-a-dia.
Será no pluralismo das idéias e das concepções pedagógicas que as
mudanças se processarão para melhor.
É preciso mudar. Contornar correntes políticas e ideológicas: econômicas,
sociais, etc., é mudar muito mais: é investigar mentalidades, é crescer a ponto de
renunciar a estreiteza de nossas mentes e alcançar o objetivo maior.

�7.1

ABSTRACT
This paper describes the characteristics of university life and its relationship with the
library, the integrating agent. It describes the difficulties, and suggests solution to
these problems. It stresses the importance of marketing and networks in influencing
this relationship.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1 BRASIL. Ministério da Educação e Desporto. Desenvolvimento da
relatório. Genebra : Conferência Internacional de Educação, 1994.

educação:

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Janeiro, v. 10, n. 4, p. 68-74. 1977.
3 COSTA, Antônio Fernando G. da. Guia para elaboração de relatórios de
pesquisas: monografias: trabalhos de iniciação científica, dissertações,
teses e preparo de originais de livros. Rio de Janeiro : UNITEC, 1994.
4 FIGUEIREDO, Nice Menezes de. Desenvolvimento e avaliação de coleções.
Rio de Janeiro : Campus, 1994.
5 SANTOS FILHO, Onofre. Sobre a universidade e a pesquisa. Jornal da
PUC-MG, Belo Horizonte, 8 dez. 1994.
6 SILVEIRA, Amélia. Marketing em bibliotecas universitárias. Florianópolis:
UFSC, 1992.
7 VIANNA, Maria José Gomes Monteiro. A biblioteca universitária: filosofia,
estrutura, organização e funcionamento. Revista da UVA, Rio de Janeiro v.3,
n. 3, p. 11-14, 1993.
8 _____. A excelência na universidade: vista através da ótica da biblioteca.
Rio de Janeiro,1995. 70 p. Monografia (Administração Universitária) Universidade Veiga de Almeida
9 VIEIRA, Anna da Soledade. Redes de ICT e a participação brasileira.
Brasília : IBICT/SEBRAC, [1994?]

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Documentação&#13;
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          <description>An account of the resource</description>
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              <text>O tema se refere às características da vida acadêmica e sua relação com a biblioteca, sendo esta a agente de integração. Descreve as dificuldades e apresenta soluções para alguns problemas. Enfatiza o marketing e as redes como instrumentos capazes de influenciar as relações.</text>
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