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                  <text>REPENSANDO O ESPAÇO FÍSICO DAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
EM TEMPOS DE COLEÇÕES VIRTUAIS
Juliana de Souza Moraes∗
Maria Inês Conte
Marcelo Dozena
Sandra Maria La Farina

RESUMO
Com a constante evolução dos suportes da informação, a crescente
substituição do meio convencional para os meios eletrônicos, especificamente
no contexto acadêmico, é inevitável. Passamos do papel para a microficha, o
CD-ROM e atualmente para os formatos com acesso remoto ou eletrônico. São
muitas as vantagens do acesso eletrônico, e a economia do espaço físico é
uma das vantagens que não há como contestar. Com a necessidade das
bibliotecas universitárias destacarem seus produtos e serviços, novas
propostas e novas atividades proporcionadas pelo novo uso do espaço físico é
um diferencial que atrai a confiança e reforça o interesse dos usuários pela
biblioteca universitária. Não é apenas uma questão de bom atendimento, novos
produtos e serviços, profissionais atualizados e capacitados, mas uma nova
postura assumida diante das mudanças. Este trabalho traz um breve histórico
sobre os suportes da informação e as mudanças advindas desta evolução,
aborda a questão da substituição do suporte papel para o eletrônico com
ênfase para a informação técnico-científica presente nas bibliotecas
universitárias e comenta suas vantagens. Ao término, tece algumas reflexões
sobre o uso do espaço físico das bibliotecas universitárias, e suas
conseqüências, tendo como parâmetro a presença do meio eletrônico no
ambiente acadêmico.
PALAVRAS-CHAVE: Bibliotecas universitárias. Coleções virtuais. Espaço
físico. Meios eletrônicos.

1 O CONTEXTO
O cenário de uma biblioteca reflete o contexto sócio-econômico e
tecnológico em que vive. Assim, a cada mudança na sociedade, na economia e
nos recursos tecnológicos desenvolvidos, mudanças também são sentidas no
ambiente das bibliotecas, seja num curto ou médio espaço de tempo.
O desenvolvimento dos diferentes suportes da informação existentes
trouxe, cada qual em seu momento, mudanças no cotidiano das bibliotecas.

�Processos técnicos, comportamento dos usuários, produtos e serviços
oferecidos, estilo de gerenciamento, capacitação dos bibliotecários são os
pontos que, de forma geral, sentem mais rapidamente as mudanças dos
suportes da informação e se reformulam para atender às novas exigências e
não ficarem à margem da história.
Neste trabalho entende-se por suportes da informação “todos os meios
que guardam informação”, definido por Pedro (1996).
Toda vez que um novo suporte da informação é criado um ciclo é
novamente iniciado. Há uma corrida em busca de conhecimento sobre o novo
suporte, sobre como operá-lo, sobre suas vantagens e desvantagens, sobre
quais serão os pré-requisitos instrumentais, sobre seu custo-benefício, sobre
quais habilidades o profissional bibliotecário necessitará ter, enfim sobre quais
serão as mudanças decorrentes do seu uso.
Hoje falamos do suporte digital, do suporte eletrônico, da informação
digital, da informação eletrônica, da biblioteca digital, portanto, temos em mãos
um novo suporte para a informação para ser investigado e plenamente
utilizado. Assim como toda novidade, a chegada do novo suporte traz muitas
discussões, inquietações, dúvidas e questionamentos, e poucas certezas ainda
se têm sobre ele. Todavia, o suporte digital tem um ponto indiscutível: a
economia do espaço físico é uma grande vantagem para as bibliotecas,
lembrando que este sempre foi um problema insolúvel para todas elas, e
conseqüência do volume de informações produzido e registrado somente em
papel até uma década atrás. Certamente que o advento da informação digital
não solucionará este problema imediatamente, há uma inércia a ser vencida no
tocante ao uso deste tipo de suporte motivada por fatores sociais, econômicos,
psicológicos e tecnológicos; no entanto, há ambientes específicos em que a
troca do suporte impresso pelo digital está se dando com uma maior rapidez,
como é o caso das bibliotecas universitárias. Para Cunha (2000) daqui a alguns
anos a totalidade das bibliotecas universitárias estará automatizada, e muitas
serão completamente digitais. Neste sentido as bibliotecas universitárias
devem rever sua estrutura geral e os modelos seguidos até então. E, neste

�processo de revisão, repensar especificamente o uso dos seus espaços físicos
– tão aclamados antes da era digital – para mantê-los como espaços atuantes
e de apoio ao ensino e à pesquisa, agregando novos valores ao já conhecido e
consolidado valor das bibliotecas universitárias.

2 OS SUPORTES DA INFORMAÇÃO
A evolução dos suportes da informação é parte inseparável da história
do registro do conhecimento, e também parte importante da história da
evolução do homem, ao mesmo tempo sendo sua propulsora e conseqüência.
Pedra, madeira, pele, pano, papel, microfilmes, fita magnética,
disquete, disco magnético, disco óptico e o suporte digital
formam a seqüência natural da evolução dos suportes da
informação, tendo como referencial o desenvolvimento
tecnológico. (PEDRO, 1996)

A durabilidade dos suportes, no entanto, não tem relação direta com
maior ou menor tecnologia abarcada neles. É relativamente simples
compreender o processo de produção do papel e reproduzi-lo, e mesmo assim,
ele tem durabilidade comprovada de centenas de anos! Os microfilmes,
considerados como o futuro das bibliotecas há várias décadas atrás, foram
deixados de lado em função dos equipamentos necessários para sua leitura e
do desconforto causado ao seu usuário. E certamente, os microfilmes têm mais
tecnologia abarcada do que o papel. Ironicamente, em meio ao alvoroço com a
entrada do suporte digital – já assinalado como o novo futuro das bibliotecas e
o sucessor definitivo do papel, está a questão da durabilidade deste novo
suporte. Entre muitos debates e estudos, ainda não se têm consenso e
respostas objetivas e definitivas.
Segundo o National Media Laboratory a durabilidade de um mesmo
suporte varia de acordo com a temperatura e umidade relativa do ar do local
onde está armazenado. A durabilidade do CD-ROM, por exemplo, será de dois
anos se este estiver guardado num local com 40º. C e 80% de umidade relativa

�do ar, ou será de duzentos anos se estiver em local com 10º. C e 25%
(REVISTA Veja errou..., 1998).
Cunha (1999) em seu artigo sobre as bibliotecas digitais, cita o estudo
de Van Bogart a respeito da expectativa de vida das mídias digitais cujo
resultado indica que tais suportes podem durar entre um e cem anos.
Se a durabilidade for o único fator para a sucessão e ou substituição dos
antigos suportes da informação pelos novos, podemos dizer que muitos
suportes ficaram para trás perdidos no tempo e na história, e o mais
preocupante: muitas informações foram perdidas.
Todavia, outros fatores, além da durabilidade, são
considerados. O peso, a transportabilidade, a fidelidade, a
facilidade de gravação, o espaço ocupado, a durabilidade, a
segurança contra acessos indevidos, a densidade, a rapidez de
acesso e a atitude psicológica dos usuários, são outros fatores
que assumem valores diferentes para cada um dos suportes e
o conjunto das vantagens e desvantagens é que pesa na
tomada de decisão por um ou outro suporte. Assim, a
substituição entre suportes nunca é absoluta (PEDRO, 1996).

Há ainda a questão do custo-benefício de aquisição e uso do novo
suporte em relação ao objetivo que a organização tenta atingir.
As bibliotecas universitárias, responsáveis pelo suporte ao ensino e à
pesquisa, são organizações que prezam fortemente a questão da agilidade e
da precisão no acesso à informação. Assim, todo novo suporte que aumenta
sobremaneira a capacidade de armazenamento, a rapidez e a multiplicidade de
acesso simultâneo à produção científica é bem-vindo neste ambiente.
Diante do suporte digital, as bibliotecas universitárias têm sido
incentivadas a adquirirem informações neste meio, como os periódicos
eletrônicos, e também a produzirem suas próprias informações neste formato,
como por exemplo, a criação das bibliotecas digitais de teses e dissertações de
várias universidades.
A informação técnico-científica, a partir do suporte digital, privilegia as
necessidades dos usuários e não a completeza dos assuntos. Para atender a

�essas novas necessidades, são utilizados não somente os recursos
documentários locais, mas, principalmente pelo acesso virtual, acessível via
comutação bibliográfica, consórcios, rede e vendedores comerciais. O
compartilhamento de recursos é uma ação crítica, e a comutação bibliográfica
passa a ser uma forma essencial na nova estrutura da biblioteca universitária.
Hoje quaisquer bibliotecas têm coleções híbridas, ou seja, coleções que
são compostas por diferentes suportes de informação, e entre as bibliotecas
universitárias, especificamente, é crescente o número que possuem também
coleções digitais. Decorre desta heterogeneidade de suporte, um novo
comportamento por parte dos usuários frente ao acesso à informação, o que
implica na necessidade de mudanças no cenário geral das bibliotecas
universitárias.

3 AS COLEÇÕES VIRTUAIS
A biblioteca digital pode ser entendida como o conjunto de documentos
criados, adquiridos, distribuídos e armazenados sob a forma digital (CUNHA,
1999). Neste trabalho faremos uso deste conceito quando nos referirmos à
coleção virtual. Dentre os aspectos a serem observados, Nascimento (2000)
destaca as condições de espaço físico, tempo, formato, custo, grau de
confiabilidade, tecnologia disponível, recurso humano qualificado, abrangência
e profundidade das demandas de informação, por parte dos usuários.
Assim, essa tendência mundial revela, não apenas o
desenvolvimento de coleção de uma biblioteca, mas uma
mudança do modelo de comunicação científica ao longo dos
últimos 300 anos que interfere diretamente na condução da
gestão da biblioteca. [...] Essa revolução eletrônica encaminha
a biblioteca para o estabelecimento de uma nova postura
gerencial que contempla a leitura do espaço externo [...]; no
entendimento, não mais apenas dos mecanismos de
organização dos acervos, mas, particularmente, no
conhecimento de recursos de tecnologia da informação, como
hardwares, periféricos e softwares. Também, neste cenário,
ainda se insere no plano do ambiente interno uma comunidade
acadêmica distinta e difusa, em decorrência da diversidade de

�características das diferentes áreas do conhecimento [...] que
coexistem no contexto universitário (NASCIMENTO, 2000).

A convergência e o uso integrado das tecnologias de
comunicação e de conteúdos em formato digital têm
contribuído grandemente para este novo ambiente de acesso,
disseminação, cooperação ou compartilhamento e promoção
do conhecimento em escala globalizada. (OLIVEIRA, 2002)

Cunha (1999) coloca que no caso dos periódicos científicos a tendência
é que as bibliotecas permaneçam com coleções híbridas, um percentual em
papel e outro digital. Os títulos de menor circulação, extremamente
especializados talvez serão completamente migrados para o formato digital, já
os títulos de maior saída, de conteúdos generalistas serão produzidos nos dois
suportes, atendendo as diferentes circunstâncias em que se encontram os seus
leitores. Há editores que permitem o livre acesso aos textos completos de suas
revistas eletrônicas. Para outros, o acesso é restrito, sendo regulamentado por
meio de assinaturas, consórcios ou parcerias.
O SIBi/USP (Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São
Paulo)

mantém

atualmente

o

acesso

regulamentado

aos

títulos

do

Portal.periódicos.Capes; às revistas eletrônicas do Institute of Physics (IOP); ao
JSTOR - Journal Storage - The Scholarly Journal Archive; e aos títulos da
editora Springer Verlag. O acesso aos títulos assinados pela USP presentes
nestes sites é controlado pelo número de IP (Internet Protocol), limitando o uso
a computadores instalados nas dependências da USP (bibliotecas, salas próaluno, salas de docentes/pesquisadores etc). O acesso também pode ser feito
por meio do serviço de acesso discado, que permite o uso da internet por
conexão via USPnet. No caso do Portal.periódicos.Capes, além do acesso em
equipamentos instalados na USP, também é permitido em equipamentos
instalados nas instituições consorciadas.
Na lista de revistas eletrônicas do SIBi/USP também figuram alguns
títulos assinados por bibliotecas da USP na forma impressa, que possuem
também a versão on-line, que pode ser consultada em equipamentos da USP
ou da biblioteca que assina o título, conforme política de cada editor.

�Além dos títulos com acesso regulamentado, o SIBi/USP também
compila títulos com livre acesso, como os da SciELO - Scientific Electronic
Library Online.
São muitas as vantagens dessa substituição em termos de dinheiro,
controle de cadastramento e patrimônio, acesso, guarda, custo de edição e
custo final, maior volume de trabalhos técnico-científicos publicados; rapidez no
lançamento de novas edições, maior amplitude de “distribuição” e completeza
das coleções.
Algumas preocupações sobre o uso do suporte eletrônico são citadas
por Abramo, Barata e Goldman (2004), como a propriedade do material
adquirido, a continuidade dos formatos eletrônicos nas próximas décadas, o
mito do acesso público e a garantia da integridade das informações on-line.
Além da questão da obsolescência dos equipamentos e produtos tecnológicos
e a dos direitos autorais. Romero (2003) indica duas desvantagens deste tipo
de suporte. A primeira questiona o próprio suporte e sua longevidade, é a
preocupação - comum a todos - sobre como se dará a conservação e a
manutenção destas informações em meio digital; a segunda questiona a
resistência existente no meio acadêmico para aceitar novos suportes para a
informação.
Os estudos de Cox (1998) revelam que as vantagens e desvantagens
entre a revista impressa e a revista eletrônica ainda não são muito claras. Do
ponto de vista financeiro, as publicações eletrônicas eliminam papel,
impressão, encadernação, armazenagem e custos de distribuição.
Entretanto, o novo formato exige altos investimentos de capital em
equipamentos, alta tecnologia, recursos humanos qualificados e com novas
habilidades para preparar dados para o ambiente eletrônico. Outro aspecto
relevante relatado por Cox (1998) diz respeito à insegurança do futuro, quanto
às formas de divulgação para atingir o cliente.

�As despesas de marketing não são óbvias no presente, como
os usuários serão identificados e atingidos com informações
sobre os produtos; os próximos anos trarão mudanças nesta
percepção de como usarmos a Internet como um meio de
distribuição da informação. (COX, 1998)

A preservação da informação digital é um assunto complexo e recente e
não se atém somente aos estudos das mídias, técnicas de backup, técnicas de
migração, técnicas de autenticidade, etc. Innarelli (2004) alerta que este
assunto deve ser estudado de forma interdisciplinar e institucionalmente,
cabendo aos profissionais da informação, a garantia da preservação e
manutenção do documento digital de forma íntegra e autêntica.
Neste contexto, vale salientar que a interrupção das assinaturas de
periódicos impressos pode não significar redução de custos. Marchiori (1997)
alerta:
uma grande parte dos recursos irá para os custos do
empréstimo interbibliotecário, outra parte para o acesso
bibliográfico, outra parte para o pagamento de royalties, outra
para fotocópias, outra para o pagamento de serviços
comerciais e outra para o desenvolvimento de mecanismos de
busca e disponibilidade de informação cada vez mais rápida...

Entendemos que este movimento de substituição é um processo natural
decorrente da evolução dos suportes da informação e será mais acentuado na
esfera técnico-científica em função do comportamento deste tipo de
informação, onde a agilidade de produção e publicação são vitais para a
manutenção do ciclo da produção científica. Todavia, como a história mostra
que nenhum suporte existente substituiu seu anterior, acreditamos que o papel
não será definitivamente substituído pelo eletrônico. O contexto, juntamente
com os objetivos propostos é que definirão o melhor suporte a ser utilizado.

4

O

QUE

FAZER

COM

UNIVERSITÁRIAS (BU’S)?

O

ESPAÇO

FÍSICO

DAS

BIBLIOTECAS

�Dessa forma, as bibliotecas universitárias devem avaliar
cuidadosamente os seus espaços, levando em conta que o
programa de disponibilidade da informação, combinará, por
alguns anos, numa forma híbrida, o uso tradicional do suporte
em papel com a ampla gama dos suportes digitais. O prédio,
portanto, precisa combinar elementos que fazem uma
biblioteca funcionar num ambiente de rápida mudança, e ao
mesmo tempo, manter-se como o centro intelectual do campus.
(CUNHA, 1999)

De qualquer forma, a biblioteca universitária atual não é mais
sustentada pelo modelo tradicional. As coleções de periódicos
científicos impressos misturam-se com as coleções eletrônicas;
o espaço físico restrito se expande para o infinito; o trabalho
anteriormente isolado do bibliotecário se propaga para a
parceria com fornecedores, com outras bibliotecas e, mais do
que nunca com os usuários. Esse usuário universitário, ao
mesmo tempo em que ele é o produtor do conhecimento, que
desencadeia todo o processo de desenvolvimento da ciência e
da tecnologia, pode tornar-se o publicador científico e,
simultaneamente utilizar-se dos acervos das bibliotecas.
(NASCIMENTO, 2000)

A criação de salas com pontos de acesso nos quais o próprio usuário
ligará o seu equipamento portátil e, por si mesmo, utilizará o sistema da
biblioteca para acessar a informação será mais freqüente. Assim é necessário
rever a missão das BU’S – talvez elas devam partir para bibliotecas
comunitárias.
As BU’S poderão tornar-se também centros culturais, com programas e
atividades de cultura mais freqüentes; inclusive com setores próprios para o
desenvolvimento de ações culturais mais específicas. Estas mudanças
acarretam, incondicionalmente, mudanças na atuação do bibliotecário das
BU’S.
Neste cenário de novo suporte e novas sociabilidades, Morigi e Pavan
(2004) trazem o questionamento sobre o novo profissional. Apontam que na
medida em que os bibliotecários passam a empregar as tecnologias de
informação e comunicação, de forma ampliada, tais ferramentas passam a se
constituir elementos de sua prática profissional. A amplitude do seu uso passa
a interferir na relação com os usuários da informação, bem como nas formas

�de interpretar suas práticas, levando o profissional a construir novos modos de
subjetivação de sua profissão e suas práticas. Assim, a relação entre
tecnologia e sociabilidade, percebida a partir da prática profissional, poderá ser
responsável pela construção da identidade social dos bibliotecários no contexto
atual.

5 CONCLUSÕES
•

com o desenvolvimento tecnológico e a criação de novas mídias, a troca
de suporte da informação é fato e algo que acontecerá continuamente;

•

a troca de suporte, do papel pelo eletrônico, nas BU’s não põe em risco
a existência do ambiente “biblioteca” e a profissão do bibliotecário, e é
sim um movimento que veio para transformar o cenário existente
trazendo desafios e novas competências;

•

o espaço físico das BUs deve ser reavaliado e revisto, deve ser atrativo
e destinado a assuntos de interesse da comunidade universitária, ou
seja, deve ser estimulado seu uso;

•

o profissional pode agora dedicar seu tempo para atividades de
gerenciamento, para o planejamento e o desenvolvimento de novos
serviços, para pensar em parcerias e trabalhos cooperativos... entre
outras atividades;

•

os novos projetos de prédios para as BU’S já devem analisar o aspecto
das coleções virtuais.

ABSTRACTS
With the constant evolution of the information supports, the growing
replacement from the conventional media to the electronic one, especially in the
academic context, is inevitable. We have passed from the paper to the
microfiche, then to the CD-ROM and currently to the electronic formats or to the
remote access. There are many advantages in using the electronic access, and

�saving physical space is one of the advantages that we can’t contest. Along
with the need of the university libraries to put their products and services in
disposal, new proposals and new activities provided by the use of the physical
space is an aspect that attracts the assurance and intensifies the attention of
the users to the university libraries. It isn’t only a matter of good attendance, of
new products and services, capable and updated professionals, but a new
posture assumed in front of the changes. This work brings a brief summary
about the information supports and the changes happened during this evolution,
englobes the matter of the replacement of the paper support by the electronic
with emphasis to the technical scientific information that is to be found in the
university libraries, and clarifies their advantages. At the end it makes some
considerations about the use of the physical space of the university libraries,
and about the consequences of this, having the existence of the electronic
media in the academic sphere as a parameter.
KEYWORDS: University libraries. Virtual collections. Physical space. Electronic
media.

REFERÊNCIAS
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Patrimônio ameaçado. Folha de SP, São Paulo, p. A3, 21 jun. 2004.
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2004.
∗

jumoraes@icmc.usp.br Universidade de São Paulo. Instituto de Ciências Matemáticas e de
Computação. Av. Trabalhador São-Carlense, 400. São Carlos, SP – Brasil;
inesc@ib.usp.br Universidade de São Paulo. Instituto de Biociências. Rua do Matão, 303, São
Paulo, SP – Brasil;
dozena@usp.br Universidade de São Paulo. Faculdade de Zootecnia e Engenharia de
Alimentos. Av. Duque de Caxias Norte, 225. Pirassununga, SP – Brasil;
sandraro@usp.br Universidade de São Paulo Faculdade de Economia, Administração e
Contabilidade. Av. Prof. Luciano Gualberto, 908 São Paulo, SP – Brasil.

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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Repensando o espaço físico das bibliotecas universitárias em tempos de coleções virtuais.</text>
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              <text>Com a constante evolução dos suportes da informação, a crescente substituição do meio convencional para os meios eletrônicos, especificamente no contexto acadêmico, é inevitável. Passamos do papel para a microficha, o CD-ROM e atualmente para os formatos com acesso remoto ou eletrônico. São muitas as vantagens do acesso eletrônico, e a economia do espaço físico é uma das vantagens que não há como contestar. Com a necessidade das bibliotecas universitárias destacarem seus produtos e serviços, novas propostas e novas atividades proporcionadas pelo novo uso do espaço físico é um diferencial que atrai a confiança e reforça o interesse dos usuários pela biblioteca universitária. Não é apenas uma questão de bom atendimento, novos produtos e serviços, profissionais atualizados e capacitados, mas uma nova postura assumida diante das mudanças. Este trabalho traz um breve histórico sobre os suportes da informação e as mudanças advindas desta evolução, aborda a questão da substituição do suporte papel para o eletrônico com ênfase para a informação técnico-científica presente nas bibliotecas universitárias e comenta suas vantagens. Ao término, tece algumas reflexões sobre o uso do espaço físico das bibliotecas universitárias, e suas conseqüências, tendo como parâmetro a presença do meio eletrônico no ambiente acadêmico.</text>
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