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                  <text>PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DO
SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNICAMP

Luiz Atílio Vicentini∗
Valéria Santos Gouveia Martins
Marilda Truzzi
Eliana Marciela Marquetis
Clarinda Rodrigues Lucas
Sueli Fátima Faria
Márcia Regina S. Marcondes
Heloísa Maria Ceccotti
Ana Carolina Padovan Aleixo
Márcia Ap. Pillon D’Aloia
Valkíria S. Vicente
Rachel Fullin de Mello

RESUMO
Ao longo do tempo, as mudanças nas Bibliotecas Universitárias intensificaram-se
como resultado da evolução da Biblioteconomia e da Ciência da Informação,
traduzidas pelas vantagens de incorporação de novos métodos de trabalho e de
tecnologias no ciclo de produtos e serviços, gerando impactos e necessidades de
mudanças contínuas. Atualmente as organizações necessitam responder de
forma pró-ativa às mudanças estruturais para garantir o “status” em sua área de
atuação e o atendimento das exigências de seus clientes. Essa resposta, muitas
vezes, só é possível a medida em que a instituição apresentar-se suficientemente
flexível para reestruturar as suas atividades, procurando atender as condições de
mudanças e adaptar-se às tensões externas. Adaptar-se a novas exigências
requer, inclusive, a revisão do Modelo de Gestão, no sentido de refletir os anseios
da comunidade interna e externa, visando alcançar os propósitos globais de
inovação, assim como atingir êxito na missão. Assim, o objetivo do trabalho é
apresentar o ponto de partida para esse Novo Modelo de Gestão, culminando na
elaboração do Planejamento Estratégico do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP
(SBU). O desenvolvimento do trabalho foi realizado em etapas, tendo como
método o Modelo para Melhorias, a metodologia FORPLAD e os fundamentos do
Modelo Conceitual do autor Eliezer Arantes da Costa. Como resultado, o presente
trabalho demonstrará que, a partir da introdução do Planejamento Estratégico, o
SBU poderá melhor operacionalizar as mudanças, com o intuito de obter o rápido
desenvolvimento de suas atividades, bem como o estabelecimento de um Plano
de Metas Anual, passando a atuar com resultados e indicadores a serem
atingidos.
PALAVRAS-CHAVE: Planejamento Estratégico. Modelo de Gestão - Bibliotecas

Universitárias. Gestão pela Qualidade.

�1 INTRODUÇÃO
As mudanças nas Bibliotecas Universitárias, ao longo do tempo,
intensificaram-se como resultado da evolução da Biblioteconomia e da Ciência da
Informação, traduzidas pelas vantagens de incorporação de novos métodos de
trabalho e de tecnologias no ciclo de produtos e serviços – que gerou impactos e
necessidades de mudanças contínuas.
Na tentativa de garantir seu “status” em sua área de atuação, visando
atender as exigências de seus clientes, as organizações necessitam responder de
forma pró-ativa às mudanças estruturais e funcionais.

Muitas vezes essa

resposta só é possível se a instituição for suficientemente flexível para
reestruturar as suas atividades, procurando atender as condições de mudanças e
adaptar-se às tensões externas.
Assim se coloca uma Universidade, como uma instituição pluralista que se
constrói na sua rotina universitária de ensino e pesquisa, na repetição,
socialização, transmissão, preservação e geração de conhecimento.
A UNICAMP passa por um processo de Planejamento Estratégico,
implantando proposta aprovada por seu Conselho Universitário – CONSU, cujo
produto será de fundamental importância para nortear as futuras tomadas de
decisões em todas as suas instâncias. Nesse contexto, encontra-se o Sistema de
Bibliotecas da Unicamp – SBU, que tem como seu principal cliente a UNICAMP,
com suas áreas acadêmicas e administrativas.
Ao reconhecer a importância desse novo momento, o SBU tem se
esforçado no trabalho coletivo e integrado, através da atuação de suas
Bibliotecas, na construção e manutenção de serviços e produtos para sustentação
das atividades de ensino, pesquisa e extensão.
Adaptar-se às novas exigências requer, inclusive, revisão do modelo de
gestão, modelo que possa refletir os anseios de sua comunidade interna e
externa para atingir os propósitos globais de inovação e êxito da sua missão.

�2 OBJETIVOS

O ponto de partida para esse Novo Modelo de Gestão deve ser
estabelecido por meio da implantação do Planejamento Estratégico para o SBU,
resgatando ações já estabelecidas na Visão do Futuro, e que venha atender às
diretrizes do Planejamento Estratégico da Universidade.

2.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
A partir da introdução do seu Planejamento Estratégico, o SBU poderá
operacionalizar:
•

mudanças para obter desenvolvimento rápido, contemplando os aspectos
relacionados e inerentes as suas atividades, utilizando-se de novas
tecnologias;

•

estabelecimento de um Plano de Metas Anual, passando a atuar com
resultados a serem atingidos e que venham responder questões sistêmicas
apontadas pela comunidade para revisão de processos e estabelecimento
de diretrizes e padrões.

3 SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNICAMP (SBU)
A Biblioteca Central foi criada em 11 de junho de 1989, como órgão
complementar da Universidade, através da “Deliberação CONSU A-38/89”. Após
um processo de revisão a deliberação, ora citada, foi substituída em 25 de
novembro de 2003, pela “Deliberação CONSU A-30/03“, onde obteve sua
aprovação no Conselho Universitário, criando oficialmente o Sistema de
Bibliotecas da UNICAMP, diretamente subordinado à Coordenadoria Geral da
Universidade, tendo como objetivo:
•

dar suporte aos programas de ensino, pesquisa e extensão;

•

definir a política de desenvolvimento dos diferentes acervos que compõem
as bibliotecas da Universidade;

�•

possibilitar a comunidade universitária e à comunidade científica o acesso
à informação armazenada e gerada na UNICAMP;

•

promover intercâmbio de experiências e acervos.
Para atender à demanda informacional da Universidade, conta com uma

biblioteca central, 20 bibliotecas seccionais alojadas nas unidades de ensino e
pesquisa, mais 2 arquivos, alojados em centros de pesquisa, distribuídos nas
áreas de Humanidades e Artes, Tecnológicas, Exatas e Biomédicas.
Tendo em vista sua dimensão e amplitude, o Sistema de Bibliotecas da
UNICAMP possui em sua composição várias instâncias de representatividade da
comunidade, tais como:
Órgão Colegiado: instância máxima do SBU. Constituído por membros
docentes, bibliotecários e discentes da Universidade, deve deliberar sobre
as políticas de manutenção e desenvolvimento dos recursos do Sistema.
Coordenadoria do SBU: responsável pela implementação das políticas de
desenvolvimento e pela coordenação das atividades de interesse conjunto
das bibliotecas da Universidade. Esta coordenadoria é constituída pelo
coordenador, coordenador associado, assessor técnico de planejamento,
diretores técnicos de serviços e grupos técnicos;
Bibliotecas Seccionais: tem como finalidade principal atender necessidades
de professores, pesquisadores e estudantes da UNICAMP; para tanto,
devem assegurar a difusão de informações culturais e científicas e o
desenvolvimento das políticas do SBU.
Comissões de Biblioteca. Constituída por docentes de departamentos e
discentes da Unidade, são responsáveis pela aplicação dos recursos
financeiros alocados para materiais bibliográficos, apreciar o plano anual
de atividades, estudar e propor política de desenvolvimento da biblioteca.
A fim de atingir seus objetivos sistêmicos, compete ao SBU: adotar padrões
e/ou critérios de organização e administração na área biblioteconômica;
acompanhar e adotar os avanços tecnológicos pertinentes à área de informação;
promover o aperfeiçoamento do pessoal técnico e auxiliar; cadastrar e disseminar

�as informações bibliográficas geradas por sua comunidade universitária,
assessorando quanto à apresentação técnica das publicações; oferecer
atendimento, através de seu acervo, produtos e serviços, como dar acesso a
documentos não existentes no próprio acervo através de serviços de intercâmbio,
programa de capacitação do usuário etc.; integrar-se a sistemas nacionais e
internacionais de informação, visando o acesso à produção científica e à
divulgação da produção gerada pela Universidade.
O SBU gerencia e desenvolve sua própria coleção, compreendendo
acervos de Coleções Especiais e Obras Raras, entre outras coleções, tais como:
obras graduação, obras fundamentais, lazer, biblioteconomia, publicações
seriadas, dissertações e teses defendidas na Universidade, assim como
publicações em meio eletrônico, ou seja, bases de dados referenciais e em texto
completo.
Ao longo do tempo, também tem procurado agregar valores em seus
produtos e serviços, utilizando, para tanto, as novas tecnologias - que vêm
possibilitando

integrar

rotinas

de

trabalho

e,

entre

outros

fatores,

a

disponibilização aos usuários de seus acervos online, via redes internas e
interface Web, para a pesquisa e localização dos documentos.
O SBU, em seu processo de gestão, vem desenvolvendo um trabalho com
a comunidade interna, no sentido de atuar com as questões sistêmicas,
objetivando revisar e proporcionar maior integração nos processos/atividades,
estabelecer manuais de procedimentos, diretrizes e políticas sistêmicas; formar
núcleos de competência nas diversas áreas que envolvem o trabalho bibliotecário,
criando condições de melhoria no aperfeiçoamento/capacitação e na educação
continuada das equipes técnico-administrativas; estabelecer padrões/indicadores
de qualidade de desempenho esperados; motivar a equipe do SBU, melhorar as
condições de prestação de serviços, visando a satisfação dos usuários internos e
externos à Universidade, criando instrumentos de avaliação contínua.
Tendo em vista todo este processo de mudança, o SBU também vem
reformulando sua estrutura organizacional, para que seu processo de gestão seja
coerente com as necessidades atuais, de tal forma que os níveis decisórios

�tenham maior participação e meios facilitadores que agilizem a comunicação
entres os órgãos deliberativos e as equipes de trabalho.

4 METODOLOGIA UTILIZADA
O desenvolvimento do trabalho foi realizado em etapas, tendo como
método o Modelo para Melhorias, a metodologia do Fórum de Pró-Reitores de
Planejamento e Administração (FORPLAD) e os fundamentos do Modelo
Conceitual referente ao Processo de Planejamento Estratégico, demonstrado na
Figura 1.

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título mestre

– Segundo nível

Terceiro nível

Formulação
De Cenário s

Estratégi as
Setoriai s
(unidades)

– Quarto nível
» Quinto nível

Análise do Ambiente
Interno:
Pontos Fortes, fr acos e a
melhorar

Projetos e Planos d e Ação

Avaliação da
Vulnerab ilidad e

Metas e Objetivos

Sensibilização

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Estratégi as
Funcionais
(meios)

Cronograma de Implantação

Formulação do Propósito:
Visão , Missão, Princípios e Valores

Ameaças/
Oportunidades

Orçamentos:
Receitas, Despesas e Investimentos

Estratégi as
Corporativas
(entidade)

Análise do Ambiente
Externo:

Gestão d e Pro cesso: Lider ança, Decisõ es, Acompanham ento e Correções
Gestão d e Pessoas: Motivação , Capacitação e Reconhecim ento

Figura 1 – Seqüência Conceitual do Processo de Planejamento Estratégico
Fonte: Costa, 2002.

4.1 SISTEMATIZAÇÃO DAS ETAPAS
A primeira etapa, denominada “Sensibilização”, utilizou, além dos meios
formais de comunicação do SBU, os materiais elaborados e distribuídos pela
Coordenadoria Geral da Universidade, em consonância com os procedimentos
adotados por toda a Universidade, com o intuito de reforçar a importância e o

�comprometimento na elaboração deste trabalho. Desta forma, esta etapa
consistiu nas seguintes fases:
•

Sensibilização
•

Ciclo de Palestras;

•

Informativos em reuniões de Seccionais e Colegiado do SBU;

•

Posters com o fluxo do Planejamento Estratégico (PLANES) afixados
em lugares estratégicos;

•

Formação de um grupo de trabalho composto por membros do
Colegiado do SBU;

•

Curso para multiplicadores, atingindo diretores, supervisores e técnicos.

A segunda etapa consistiu no levantamento de fontes internas já
consolidadas e que permitiram resgatar uma série de informações relevantes para
composição do documento inicial, tais como: diagnósticos, necessidades de
melhoria apontadas em ocasiões de planejamento anual ou plano diretor, teia de
tendências, metas de curto, médio e longo prazo, descritos em documentos
diversos e de acordo com as necessidades de priorização das ações na
Universidade.
A terceira etapa consistiu na análise do documento inicial pelo Grupo de
Trabalho do PLANES, formado pelos seguintes integrantes: Coordenador do
SBU; Facilitador; Área de Planejamento; Membros Titulares e Suplementes das
Áreas Tecnológicas, Humanas, Biomédicas, Exatas e Conhecimentos Gerais que
fazem parte do Órgão Colegiado do SBU.
Para que todo o SBU pudesse ter suas considerações apontadas no
planejamento estratégico de forma visível, todas as bibliotecas foram consultadas
por meio dos membros, representantes de área.
Nesta etapa, houve ainda a necessidade de realização de um Workshop
onde o grupo de trabalho pôde abstrair das responsabilidades usuais e focar,
através de dinâmica de grupo, as interligações necessárias e as inter-relações do
PLANES do SBU.

�A quarta etapa consistiu na aprovação do PLANES do SBU pelo Órgão
Colegiado, onde foi largamente debatido com propostas e alterações.

5 RESULTADOS
A sistematização do diagnóstico realizado no SBU levou em consideração
o cenário, demonstrado na Figura 2, o ambiente externo e interno, sendo
segmentado em:
•

Ambiente Externo: Oportunidades e Ameaças;

•

Formulação dos cenários: teia de tendências;

•

Ambiente Interno: Pontos Fortes, Pontos A Melhorar e Pontos Fracos.

título mestre

Cenários/Tendências – 2003/2006

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Tecnologia de Inform ação e comunicação

Atuação junto ao setor produtivo

Capacitação do p essoal d e biblioteca

Redução da mão-de-obra do sist ema

– Segundo nível

Impacto da biblioteca virtual

Terceiro nível

Integração com r edes cooperativas
Qualidad e total do sistema

– Quarto nível
Biblioteca como sistem a avan çado de informação
» Quinto nível

Novos
suportes
convencionais

informacionais

além

dos

Captação extern a de r ecur sos fin anceiros e materiai s
Necessidad e
de
investim ento
equipamentos de informáti ca

contínuo

Capacitação do u suário frente às novas tecnologias

Equipes multidisciplin ares

Integração em rede do SBU

Modernização dos serviços gráfico s

Aquisição consor ciad a

Biblioteca formativa

Acesso democr ático à informação

Aumento no volume d a informação

Crescim ento da importância da informação

Biblioteca como fonte de informação institucional

Acervos region ais e lo cais

Ética n a man ipulação da informação

Apoio político e financeiro

Aplicação de mar keting de servi ços bib liotecários

Apoio ao ensino

em

9

Figura 2 – Cenários/Tendências do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP 2003/06

A

sistematização

envolveu,

ainda,

a

inter-relação

das

questões

estratégicas do SBU no ambiente externo e interno, para que o grupo de trabalho
pudesse estar pontuando a vulnerabilidade, os impactos positivos e negativos em
relação às ações que seriam descritas no plano de metas.

�A apresentação do ambiente interno, além de sua segmentação, acima
citada, foi subdivida em grandes categorias, visando facilitar uma síntese e uma
visão global. Desta forma, os pontos fortes, a melhorar e fracos foram
estruturados de acordo com os 10Ms (extensão dos quatro M de Ishikawa),
possibilitando um check list mais abrangente do autodiagnóstico.
O plano de priorização das ações o autodiagnóstico foi lançado no gráfico
de radar, visando identificar os pontos críticos, estabelecendo, assim, os prazos
das ações, demonstrados na Figura 3.

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título mestre
Recursos
Recursos
(Mone
(Money)
y)

G
Gestão
estão
(Management)
(Management)

Métodos
Métodos

Mão
Mão de
de obra
obra

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– Segundo nível
Mensagem
Mensagem

Terceiro nível
– Quarto nível
» Quinto nível

Máquinas
Máquinas

Meio
Meio Físico
Físico

Meio
Meio Ambiente
Ambiente

Marketing
Marketing
Materiais
Materiais

17

Figura 3 – Identificação dos Pontos Fortes e Fracos versus Priorização das Ações

A partir do diagnóstico foi possível formular o propósito do Sistema de
Bibliotecas da UNICAMP, ou seja, sua Visão, Missão, Princípios, Valores e
Objetivos, conforme descrição a seguir:
•

Visão
o

O SBU, como um sistema avançado de informação, viabilizando as
políticas e os recursos informacionais.

�•

Missão
o

Prover o acesso da informação, subsidiando o ensino, a pesquisa e
a extensão, contribuindo para a educação universitária e formação
profissional do indivíduo, para que o conhecimento adquirido seja
aplicado no desenvolvimento da sociedade.

•

Princípios
o O SBU, para o cumprimento de sua missão, deve obedecer aos
seguintes princípios: garantir políticas que contribuam para o melhor
acesso dos usuários aos recursos informacionais; atualizar e
preservar continuamente o acervo; ter o compromisso sócio-cultural
de prover acesso à informação e compartilhar seus recursos
informacionais; promover a integração das bibliotecas da UNICAMP.

•

Valores
o O SBU tem buscado com afinco: satisfação do usuário; competência
profissional; cooperação para o desenvolvimento da informação
científica, tecnológica e artística; qualidade dos serviços e produtos.

•

Objetivos
o O SBU tem como objetivos estratégicos: dar suporte às atividades
de

ensino,

pesquisa

desenvolvimento

dos

e

extensão;

diferentes

definir

acervos

que

a

política

de

compõem

as

bibliotecas da Universidade; possibilitar à comunidade Universitária
e a comunidade científica o acesso à informação armazenada e
gerada pela comunidade da UNICAMP; promover intercâmbio de
experiências e acervos; proporcionar educação continuada aos
profissionais das Bibliotecas.

5.1 QUESTÕES ESTRATÉGICAS
As questões estratégicas foram definidas a partir do diagnóstico do
ambiente, onde se procurou retratar e condensar as necessidades do SBU em

�nove grandes eixos temáticos. Também foram definidas as estratégias
corporativas, setoriais e funcionais, caminhos que podem auxiliar no cumprimento
da missão e, conseqüentemente, dos objetivos do SBU, representadas na Figura
4.
Questões Estratégicas
Q1 – Compartilhamento

Estratégias
•

(Biblioteca como sistema
avançado de informação –

instituições para fins de projetos em consórcios;
•

Biblioteca integrada com
demais unidades produtoras

Revisão dos programas cooperativos, visando
aumentar a eficiência das bibliotecas;

•

de informação)

Q2 – Tecnologia da

Continuidade de políticas de parcerias com outras

Aprovação pelo Órgão Colegiado do documento da
integração das bibliotecas do COCEN ao SBU.

•

Informação

Garantir a visibilidade do SBU junto às instâncias
da Universidade;

•

Obter recursos para o processamento técnico da
coleção retrospectiva da UNICAMP do catálogo
manual através da contratação de serviços
terceirizados;

• Obter recursos para duplicar o número de licenças
de usuários simultâneos;
• Alocar Recursos Humanos, para implantar o Portal
do SBU;
• Obter recursos financeiros e alocar pessoal para
implantação da Intranet do SBU.
Q3 – Desenvolvimento de

•

Coleções

Definição de uma política de desenvolvimento de
coleção, racionalizando/otimizando o uso do
material bibliográfico;

• Manutenção e atualização dos acervos;
• Regulamentação para o SBU quanto a: definição de
raridade para acervos, aquisição de acervos,
descarte de material bibliográfico;
• Desenvolvimento de programa de conservação de
material bibliográfico.
Q4 – Apoio Político e
Financeiro

•

Expansão de recurso financeiro para implementar
infra-estrutura das bibliotecas;

�•

Expansão de recursos financeiros para renovação e
ampliação do quadro funcional (RH);

•

Expansão de recursos financeiros para implementar
uma política de desenvolvimento de coleção;

• Gestão junto ao CONSU para garantir a aprovação
do novo Regimento do SBU;
• Criar meios facilitadores para captação de recursos
junto às agências de fomento;
• Lobby do Órgão Colegiado junto aos representantes
do CONSU, Congregações, Comissões de
Bibliotecas, etc.
Q5 – Qualidade Total do

•

Sistema

Contratação de novos estagiários de
Biblioteconomia para catalogação retrospectiva;

•

Viabilização de grupos de trabalho/estudos para
revisão de fluxos e processos (melhoria contínua);

•

Implementação da Biblioteca Digital com a
produção científica gerada na Universidade.

Q6 – Recursos Humanos

•

Contratação/qualificação e re-alocação dos
profissionais especializados;

•

Promoção sistemática de cursos e treinamentos
objetivando a constante qualificação dos
profissionais do SBU, com apoio da AFPU e Escola
de Extensão;

•

Desenvolvimento de programa de capacitação
sobre conservação de material bibliográfico através
da AFPU;

• Integração do SBU nos programas relativos à
qualidade de vida, desenvolvidos pela PRDU.
Q7 – Produtos e Serviços

•

Divulgação/treinamento para a comunidade
acadêmica;

•

Formação de GT;

• Alocação de recursos financeiros para a
implantação de um programa de marketing.

�Q8 – Infra-estrutura

•

Formação de GT para elaboração de diagnóstico;

•

Modernização dos equipamentos de informática
para fins de otimização do Software VIRTUA;

• Implantação do Programa de Atualização
Tecnológica para o SBU.
Q9 – Padrões e Normas

•

Trabalho com os gestores das bibliotecas, Órgão
Colegiado e outras instâncias da universidade na
definição e revisão de procedimentos, diretrizes,
serviços cooperativos, padrões, etc.;

• Formação de GT.
Figura 4 - Questões Estratégicas e Estratégias

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente Modelo de Gestão, através de um planejamento estratégico,
vem possibilitando às organizações estabelecer perspectivas de curto, médio e
longo prazo; agir sobre sua área de atuação; desenvolver diferenciais
competitivos; antecipar-se a situações desfavoráveis; desenvolver serviços e
produtos adequados às necessidades de seus clientes.
Ressalta-se, ainda, que a organização, ao implantar o seu planejamento
estratégico como estratégia de gestão, acaba por aplicar os conceitos de
qualidade como forma de organizar e planejar ações, projetos e programas, e
procedimentos para acompanhar e avaliar o andamento de todos os trabalhos
afins, uma vez que a qualidade é um preceito, e não um serviço adicional. É a
base de qualquer sistema de produção de trabalho, garantindo a homogeneidade
de resultados, a redução de perdas, a adequação de produtos e serviços aos
interesses do mercado, a diminuição de custos e a maximização de resultados.
A qualidade responde pelo sucesso ou fracasso de um empreendimento
sujeito à competição e concorrência, pois terá uma influência decisiva na escolha
e satisfação dos clientes e na rentabilidade e competitividade do negócio.
Huidobro (1995) já ressaltava que:

�[...] la gestión de calidad es algo totalmente opuesto al
seccionalismo, pues trata de mentalizar a todos los componentes
de la biblioteca o serviço de documentación de que forman una
entidad compacta cuya única razón de ser es tener, mantener y
adquirir clientes.

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Maria Christina Barbosa de. Planejamento de bibliotecas e serviços
de informação. Brasília, DF: Briquet de Lemos, 2000. 112p.
BARBALHO, Célia S.; BERAQUET, Vera Silvia Marão.
Planejamento
estratégico para unidades de informação. São Paulo: Polis/APB, 1995.
(Coleção Palavra-Chave, 5).
BARBALHO, Célia Regina Simonetti. Gestão pela qualidade: referencial teórico.
Revista Transinformação. v.8, n.3, set./dez. 1996.
CAMP, Robert C. Benchmarking o caminho da qualidade total: identificando,
analisando e adaptando as melhores práticas da administração que levam à
maximização da performance empresarial. 3. ed. São Paulo: Pioneira, 1989.
250p.
CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração. 6.ed. Rio
de Janeiro: Campus, 2000. 700p.
COSTA, Eliezer Arantes da. Gestão estratégica. São Paulo: Saraiva, 2002.
292p.
MAXIMIANO, Antonio César Amaru. Introdução à administração. 5. ed. São
Paulo: Atlas, 2000. 546p.

∗

Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) vicentin@unicamp.br

�</text>
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Documentação&#13;
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Ao longo do tempo, as mudanças nas Bibliotecas Universitárias intensificaram-se como resultado da evolução da Biblioteconomia e da Ciência da Informação, traduzidas pelas vantagens de incorporação de novos métodos de trabalho e de tecnologias no ciclo de produtos e serviços, gerando impactos e necessidades de mudanças contínuas. Atualmente as organizações necessitam responder de forma pró-ativa às mudanças estruturais para garantir o “status” em sua área de atuação e o atendimento das exigências de seus clientes. Essa resposta, muitas vezes, só é possível a medida em que a instituição apresentar-se suficientemente flexível para reestruturar as suas atividades, procurando atender as condições de mudanças e adaptar-se às tensões externas. Adaptar-se a novas exigências requer, inclusive, a revisão do Modelo de Gestão, no sentido de refletir os anseios da comunidade interna e externa, visando alcançar os propósitos globais de inovação, assim como atingir êxito na missão. Assim, o objetivo do trabalho é apresentar o ponto de partida para esse Novo Modelo de Gestão, culminando na elaboração do Planejamento Estratégico do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP (SBU). O desenvolvimento do trabalho foi realizado em etapas, tendo como método o Modelo para Melhorias, a metodologia FORPLAD e os fundamentos do Modelo Conceitual do autor Eliezer Arantes da Costa. Como resultado, o presente trabalho demonstrará que, a partir da introdução do Planejamento Estratégico, o SBU poderá melhor operacionalizar as mudanças, com o intuito de obter o rápido desenvolvimento de suas atividades, bem como o estabelecimento de um Plano de Metas Anual, passando a atuar com resultados e indicadores a serem atingidos.</text>
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