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                  <text>PERSPECTICAS PARA UMA BIBLIOTECA NO FUTURO: UTOPIA OU
REALIDADE
Robson Dias Martins∗

RESUMO
Vivemos numa nova sociedade da informação geradora de mudanças nos
suportes utilizados para o armazenamento das informações nas bibliotecas,
provocando uma alteração dos produtos e dos serviços oferecidos pelas
mesmas aos seus usuários e uma mudança comportamental dos gestores da
informação. Buscaremos analisar nesse trabalho como os novos tipos de
paradigmas podem ser unidos e cooperativos, formando um novo estilo de
biblioteca, onde vários suportes possam ser utilizados ao mesmo tempo,
transformando e instituindo a Biblioteca Universal.
Palavras-chave: Biblioteca Tradicional. Biblioteca Eletrônica. Biblioteca
Eletrônica Virtual. Biblioteca Polimídia. Biblioteca Interativa. Biblioteca Virtual.
Biblioteca de Realidade Virtual. Biblioteca Digital. Biblioteca Universal.

1 INTRODUÇÃO
Esse artigo pretende fazer reflexões sobre a evolução das bibliotecas
da era mineral até a era virtual. Procurando pressentir como será o ambiente
informacional do século XXI,

incorporando materiais, produtos e

serviços

eletrônicos, digitais e virtuais às bibliotecas tradicionais. Formulando um
novo tipo de biblioteca: A BIBLIOTECA UNIVERSAL, que

tem

como

características principais a junção de vários tipos de suportes dentro da
sociedade, na recuperação da informação. Esse artigo pretende, também,
demonstrar como a sociedade e o governo brasileiro estão envolvidos com as
perspectivas das bibliotecas

brasileiras

econômicas.

2 EVOLUÇÕES DOS SUPORTES

através

de

questões sociais e

�Desde a descoberta da escrita pelo homem as bibliotecas modificam
os suportes utilizados em seus acervos. Assim, as primeiras bibliotecas
eram constituídas por minerais escritos através de cuneiformes e hieróglifos
em tabletes de argila; depois surgiram as vegetais e animais, constituídas
de rolos de papiros e pergaminhos, conhecidas como

as

bibliotecas dos

babilônios, assírios, egipcíos, persas e chineses. Com o advento do papel,
descoberto pelos árabes surgiram as primeiras bibliotecas de papel e mais
tarde as bibliotecas dos livros propriamente ditos.
As bibliotecas restringem as informações às altas classes sociais,
ficando sob a tutela da nobreza, do clero e da magistratura as informações.
A princípio os livros eram acorrentados às prateleiras para não serem
emprestados. Afinal, os responsáveis pelas bibliotecas tinham medo de que
os livros não retornassem as mesmas ou voltassem danificados. Além
disso,

como

cita

Levacov

(1997),

.como

controlar

o

impacto

da

informação livremente distribuída?. Esse quadro perdurou até o século XVI,
quando as bibliotecas sofreram grandes transformações tendo como
características a Laicização - passaram

a

ter

caráter legal e civil; a

Democratização - passando de particulares para públicas e abertas a
todos; Especialização - especializada em diferentes áreas do conhecimento
e a Sociabilização século XVIII,

devendo ser dinâmica e circular. Contudo, só no

iniciou-se a democratização da informação para as outras

camadas da sociedade.
No século XIX, o volume da memória coletiva não cabe mais na
memória individual. A memória passa a estar representada nas fichas das
bibliotecas, dos arquivos e museus.
Durante o século XVIII e parte do século XIX os cadernos de notas e os
catálogos de obras eram os suportes da memória; no início do século XX
a documentação é a disciplina que organiza a memória das bibliotecas em
fichas. Trata-se, ainda que de maneira rudimentar, de um .verdadeiro córtex
cerebral exteriorizado., nas palavras de Leroi-Gourhan (1990)

apud Lucas

�(1998), tendo em vista a possibilidade de arranjos múltiplos por parte de um
pesquisador.
Na metade do século XX, a introdução dos computadores provoca
uma verdadeira revolução da memória:

a possibilidade

da memória

eletrônica, distinta da memória humana por sua duração. A memória
humana está sujeita ao esquecimento enquanto a memória das máquinas
é ilimitada,

dependendo de técnicas de armazenamento. Outro fator

importante é que os processos de estabilização da memória humana
acontecem de maneira distinta da estabilidade da memória das máquinas. São
maneiras diferentes, permeadas por fatores culturais, sociais e políticos dentre
outros.
Segundo Dyson (1994) apud Levacov (1997)
Da mesma forma como a Revolução industrial não eliminou
a agricultura, mas a marginalizou de forma crescente como
fonte de renda, trabalho e poder, a Revolução da Informação
faz migrar o capital para a própria informação, sua
distribuição e recuperação. A sociedade e a economia tornamse, cada vez mais, information-based. O declínio acentuado
dos custos de hardware e software e o crescimento
extraordinário do acesso comercial auxiliam e aceleram esta
transição. Ao subverter a economia de produção em
massa, as novas tecnologias da informação estão
diminuindo os custos da diversidade, tanto em produtos
quanto pessoal, desmassificando nossas instituições e
nossa cultura, bem como criando um novo potencial para
a liberdade humana, uma vez que eliminam a necessidade do
paradigma institucional central da vida moderna: a
burocratização.

Analisando

esse trecho do

texto, podemos

fazer

algumas

considerações: A primeira refere-se a Revolução Industrial que não terminou
com a

agricultura. Pelo contrário, atualmente,

a agricultura é

um

dos

principais mercados mundiais, devido a utilização de máquinas modernas. O
mesmo pode acontecer com as bibliotecas com o auxilio da tecnologia,
evitando o extermínio das mesmas; A segunda questão está baseada na
quantidade de pessoas que possue acesso a Internet no Brasil que ainda é

�muito pequena e a terceira é relativa a burocratização das bibliotecas que
não é uma realidade de todas as unidades de informação.
Verificamos então, que num primeiro

momento, a realidade das

bibliotecas brasileiras necessita de uma junção do tradicional como o digital e o
virtual. Assim, as bibliotecas ficarão fortalecidas na sociedade, dispondo
informações em todos os campos do conhecimento em suportes reais e
virtuais, onde quer

que

ela

esteja,

para

todos os cidadãos do país.

Analisando a história das bibliotecas verificamos que desde o seu
surgimento,

os homens que exercem o poder tentam destruí-las a fim de

permanecerem no poder e manipular a sociedade. Isso ocorreu com

a

Biblioteca de Alexandria, biblioteca mais famosa do mundo destruída por
motivos religiosos. Ocorreu na Idade Média, quando a Igreja Católica tentou
destruir as bibliotecas. Paradoxalmente, há isso, foram os mosteiros que
serviram como esconderijos dos livros salvando-os para a posteridade.
Durante a Segunda Guerra Mundial, quando Monte Cassino foi bombardeada o
maior repositório do conhecimento humano sobre a Europa foi destruído. A
destruição da Biblioteca Nacional do Camboja, por Khmer Vermelho, destruiu
as informações sobre a civilização Cambojana. Esse
mostra

a

realidade

panorama histórico

da sociedade que tenta através da manipulação de

alguns destruir esse repositório do conhecimento que denominamos de
Biblioteca. Contudo, esse artigo pretende demonstrar a importância de uma
adaptação das bibliotecas atuais com as novas tecnologias de mercado a fim
de uma construção de biblioteca atuante, onde as informações impressas e
digitais convivam

juntas para um maior fortalecimento dos acervos, onde

essas informações sejam disponibilizadas para todos. Enfim, a criação de um
novo modelo de Biblioteca: a BIBLIOTECA UNIVERSAL.

3 BIBLIOTECA CONVENCIONAL

Segundo Ferreira (1999), biblioteca é o lugar onde se guardam os
livros; estante. ou coleção pública ou privada de livros e documentos

�congêneres organizada para estudo, leitura ou consulta; ou edifício ou recinto
onde se estala essa coleção.
Para Cunha (1999),
A biblioteca tradicional é aquela onde a maioria dos itens do
seu acervo é constituída de documentos em papel. Ela existe
desde a invenção da escrita. É claro que, antes do advento da
imprensa, em 1440, o seu acervo era formado por outros tipos
de materiais [...] uma característica da biblioteca tradicional
é que tanto a coleção como o seu catálogo utilizam o papel
como suporte de registro da informação. Todavia, no final do
século XIX, houve uma grande revolução na biblioteca
com a introdução do catálogo em fichas e o abandono do
catálogo sob a forma de livro.

A

Biblioteca

Tradicional

poderia

ser

citada

também

como

a

Biblioteca Real. Então, o que é o Real? Segundo Ferreira (1999), real vem do
Latim Reale e significa .realidade. ou .bens materiais., pode ser também algo
que existe de fato. Para Lévy (1996) apud Souza (2000) .o real seria da ordem
do tenho, enquanto o virtual seria da ordem do .terás., ou da ilusão, o que
permite geralmente o uso de uma ironia fácil para evocar as diversas formas de
virtualização.

4 BIBLIOTECAS POLIMIDIA
Polimídia

significa

denotação

de

diferentes

tipos

de

meios

independentes para a armazenagem da informação. O papel, os microfilmes
e os discos compactos, por exemplo, são tecnologias fisicamente distintas,
que, tomadas em conjunto, constituem-se em facilidades de armazenamento
polimidia. Seguindo-se

este raciocínio, as bibliotecas

polimidias

seriam

instituições que armazenam informação utilizando uma extensa e variada
gama de mídias. Essencialmente, são similares às bibliotecas convencionais,
contendo livros que convivem com vídeos, fitas, CDs, CD-ROMs, microfilmes,
softwares de

computador

etc... Os processos de

gerenciamento

e

organização nestas bibliotecas serão praticamente manuais e, apesar de os
computadores estarem disponíveis para os usuários, esta tecnologia não será

�utilizada para a realização de qualquer forma de automação (MARCHIORI,
1997).

5 BIBLIOTECA INTERATIVA
Esse modelo de biblioteca visa a produção cultural, onde as pessoas
são membros criadores e, não apenas, consumidores de cultura, possuindo
uma concepção dinâmica de espaço dentro da própria unidade, existindo
interação entre os indivíduos que lhe acessam, havendo espaços grupais para
os mais diversos tipos de atividades, sejam elas através de informações
escritas, orais, audiovisuais e multimídia. (PERROTTI, 2001)

6 BIBLIOTECA DIGITAL
As Bibliotecas Digitais são bibliotecas que existem em forma digital, ou
seja, em disquetes, winchester, CDs etc...dispõem todos os recursos de uma
biblioteca eletrônica, oferecendo pesquisa e visualização dos documentos (Full
Text, vídeo etc..) tanto local como por meio de redes de computadores.
Conforme Cunha (1999), a biblioteca digital é definida por dezenas de
autores por encontrar uma ou várias das características seguintes:
1) acesso remoto pelo usuário, por meio de um computador
conectado a uma rede;
2) utilização simultânea do mesmo documento por duas ou
mais pessoas;
3) inclusão de produtos e serviços de uma biblioteca ou centro
de informação
4) existência de coleções de documentos correntes onde
se pode acessar não somente a referência bibliográfica ,
mas também o seu texto completo...
5) provisão de acesso em linha e outras fontes externas
de informação (bibliotecas, museus, bancos de dados,
instituições públicas e privadas
6) utilização de maneira que a biblioteca local não necessite
ser proprietária do documento solicitado pelo usuário;
7) utilização de diversos suportes de registro da
informação, tais como: texto, som, imagem e números;

�8) existência de unidade de
gerenciamento
do
conhecimento, que inclui sistema inteligente ou especialista
para ajudar na recuperação de informação mais relevante

Atkins apud Cunha (1994), considera que a biblioteca digital tem como
características a criação de novos e mais dinâmicos formatos, integrados
com a representação de dados, informação e conhecimento, que ela pode
apoiar

novas formas de grupos de colaboradores na criação e uso da

informação, novas práticas comunitárias, permitindo a personalização da
informação, incluindo a assistência no gerenciamento da informação quando
ocorrer excessos de dados.

7 BIBLIOTECA ELETRÔNICA

Sistema no qual o processo básico da biblioteca é o eletrônico, ou seja,
ampla utilização de máquinas, principalmente, microcomputadores.
Drabenstott e Macedo (1997), afirmam que a transmissão eletrônica
da informação

dá

novo

sentido

à

biblioteca,

integrando

múltiplas

tecnologias disponíveis, como, por exemplo: distribuição de documentos
por

meio

de telefacsímile; catálogo em linha para

acesso público;

compartilhamento por dados padronizados; inteligência artificial; sistemas
especialistas, imagens gráficas melhoradas tecnicamente,

artefato digital

óptico para sistemas de estocagem; teleconferência; hipermídia; artefato de
entrada, para processamento de voz; terminal de toque. Disco vídeo/ótico,
holografia; artefato de saída, para processamento de voz, painel plano;
processo de integração

com

múltiplas tecnologias para servir a único

propósito, alcançando o usuário final; sistema especialista de robótica para
recuperação

da informação;

transmissão por satélites, ISDN e LAN e

programa interface para usuário.

8 BIBLIOTECA ELETRÔNICA VIRTUAL

�Landoni et al (1993) apud Marchiori (1997), apresentam o conceito de
.biblioteca eletrônica virtual. (Virtual Eletronic Library . VEL), na qual existiriam
hiperlivros e livros visuais, podendo ser analisada como uma livraria com
uma gigantesca quantidade de livros, devido a conexão em rede por um
número crescente de bibliotecas. Gerando um intercâmbio entre vários tipos de
bibliotecas originando um .metabiblioteca., onde existiriam entradas para que
os leitores navegassem por várias bibliotecas, da mesma forma que circulariam
em uma em particular.

9 BIBLIOTECA VIRTUAL

Para Cunha (1994), as bibliotecas virtuais são:
Uma visão futurística feita por Vannevar Bush, nos anos 40,
quando o mesmo desenvolveu a idéia denominada Memex,
que seria um sistema automatizado e teria uma série de
características que somente foram alcançadas nos anos 90.
Variações sobre o mesmo tema foram feitas por Ted Nelson
quando desenvolveu o conceito de .Xanadu., Alan Kay com o
seu Dynabook e, por último, por Lancaster com a sua
paperless library.

Do ponto de vista da informação como subsídio às atividades
acadêmicas, a Internet proporciona novos recursos informacionais através
de versões eletrônicas, como documentos multimídia, listas de discussão,
fóruns eletrônicos, conferências em linha, imagens, banco de pre-prints etc.
Servindo como subsídio à pesquisa em canais de comunicação virtual.
Para TED NELSON, idealizador do Projeto XANADU, a biblioteca virtual
é uma grande

rede

mundial

depositária

de

todos

os documentos da

humanidade, onde seriam arquivados em uma estrutura universal de dados,
possibilitando acesso e associação para outros documentos afins, tendo
em comum uma característica digital e hipertextual, na qual os acessos são
feitos através de links. (LEVACOV, 1997)

�10 BIBLIOTECA DE REALIDADE VIRTUAL

Poulter (1994) apud Marchiori (1997), revela um novo tipo de biblioteca
caracterizada na tridimensionalidade das bibliotecas, ou seja, na criação de
ambientes imersos e

interativos

possível, ao entrar em

onde, conforme

uma biblioteca virtual,

o

mesmo,

.é então

circular entre as salas,

selecionar um livro nas estantes, .tocá-los., abri-lo e lê-lo..
Esse tipo de biblioteca está relacionado com o conceito de acesso, por
meios de redes, a recursos de informação disponíveis em sistemas de
base computadorizada, normalmente remotos, e que uma .biblioteca de
realidade .virtual. funciona como uma nova forma de catálogo on-line de
acesso público (OPAC), construída utilizando-se a tecnologia de realidade
virtual.

A

essência

da

biblioteca

de

realidade

virtual apresenta uma

aplicação de programas de computador para simular estruturas físicas de
bibliotecas, , ordenando os recursos de informação que ela contém: andares,
salas, estantes. Os dados bibliográficos podem ser acessados via uma
interface, que aparece na tela como uma sala com estantes na qual um
usuário pode navegar e controlar utilizando um aparelho especial, como
um mouse de três dimensões, por exemplo. Um software para realidade
virtual é um visualizador e um construtor de um mundo virtual em um
computador, que pode estar apenas na tela deste, ou exigir aparelhagem
especial, como luvas

e

capacetes, chamando-se assim de sistemas

imersivos. de realidade virtual. Já existem alguns softwares disponíveis para
a construção de tais .mundos.,

mas ainda

são caros,

consumidores de

memória, sendo raros para aplicações próprias em bibliotecas. (MARCHIORI,
1997)

11 BIBLIOTECA UNIVERSAL

A Biblioteca Universal aparece como modelo ideal para recuperação da
informação, onde quer que ela esteja, e, de automação dos serviços da

�biblioteca. A Biblioteca Universal seria uma junção dos outros modelos citados
anteriormente. Seria a união dos acervos reais e virtuais, seus paradigmas
estariam ligados a realidade e a virtualidade, seus objetivos passariam do
processo impresso, para o processo impresso, visual, audiovisual, oral,
tatual, multimídia e virtual, respeitando uma existência pacífica entre todos
os tipos de suportes. Nesse modelo de biblioteca o conceito de informação está
ligado onde ela está, seja na própria biblioteca (documentos reais) ou na rede
(documentos virtuais), alterando-se a cultura de materiais fixos nas estantes.
Sua produção está ligada

a pesquisa , as inovações tecnológicas, ao

compartilhamento de recursos e materiais, na expansão da informação, na
automação administrativa, no redirecionamento dos objetivos da biblioteca,
na reestruturação dos serviços e produtos oferecidos, partindo do princípio
que informação é um bem e, para isso, deve ser cobrada. Na participação da
mesma na geração de cursos e atividades extras afim de uma participação
ativa dentro

da

sociedade,

na

verificação

e

na importância

de uma

avaliação criteriosa na aquisição de materiais, optando pelo mais vantajosos.
Motivos para uma junção de todos os tipos de biblioteca:
*Falta de interesse e de investimentos por parte do governo na educação e na
cultura;
* Verba insuficiente para o desenvolvimento das bibliotecas brasileiras. Com
isso, torna-se necessário uma cooperação entre bibliotecas e entre sistemas
de recuperação da informação;
* Falta de interesse, por parte da iniciativa privada, na educação e na cultura.
Não se preocupando como o desenvolvimento de seus centros de
documentação considerando-os desnecessários;
* Analfabetismo (tradicional) da população - Pessoas que não sabem ler e
nem escrever necessitam de outros métodos para obterem informações.
Assim, eles necessitam de informações orais e audiovisuais;
* Analfabetismo (Funcional) . Pessoas que sabem ler e escrever mas, não
entendem o que lêem, necessitam dos mesmos suportes citados acima;

�* Analfabetismo (Tecnológico) da população . Pessoas que não sabem
operar computadores necessitam de informações impressas e de cursos de
aperfeiçoamento em utilização de equipamentos tecnológicos;
* Precariedade das redes de telecomunicações . Falta de telefonia em
vários municípios do país gera um gravíssimo problema no avanço das
bibliotecas tecnológicas;
*Falta de capacitação e valorização dos profissionais do setor . Os
bibliotecários não possuem preparo para esse novo mercado devido ao baixo
nível dos currículos acadêmicos e ao despreparo dos mesmos em relação às
novas tecnologias;
* Impossibilidade de digitalizar todos os materiais já escritos pela humanidade.
milhões de páginas de literatura, arte, história, filosofia, medicina e ciências
sociais e física que foram impressas em papel ao longo de toda a história
humana sejam convertidas ao formato eletrônico de forma abrangente;
* Possibilidade de adulteração nos textos disponíveis em rede . Falta de
segurança nos sistemas das bibliotecas. Conforme VERGUEIRO (1997),
.refere-se a confiabilidade da informação. Ainda não existem indicadores
que garantam que o texto recebido via Internet em um computador pessoal
é exatamente aquele produzido por seu autor.;
* Problemas relativos à Lei dos Direitos Autorais . Ainda não existe uma lei
específica sobre o assunto. Contudo, SOUZA (2000) faz o seguinte relato
Oppenheim apud Souza (2000), destaca a necessidade de elaboração
de sistemas eletrônicos de gestão dos direitos autorais que permitam identificar
ou sinalizar a obra protegida e controlar sua utilização. Segundo ele, os
sistemas seriam

constituídos a partir de mecanismos sólidos,

confiáveis,

econômicos e a prova de interferência que forneceriam aos editores as
novas

garantias de que necessitam

para

conceder

mais facilmente as

permissões para disponibilização de suas publicações; questões econômicas
ligadas aos periódicos . Uma das principais características da biblioteca virtual
é o acesso a periódicos on-line serem mais baratos, acessíveis e de fácil
armazenamento. Se verificarmos que quem vende quer ter lucros e que os
distribuidores estão barateando os custos da informação on-line nesse
momento para no futuro conseguir que as bibliotecas tenham assinatura on-

�line e aumentem seus preços. Outra questão importante, refere-se ao fato de
se perder todos os periódicos caso

não

seja

efetuadas

as

devidas

renovações dos mesmos. Afinal, a informação on-line só está acessível
enquanto paga. Fora isso,

está a questão da necessidade de pessoal

capacitado para disponibilizar esse tipo de serviço. Além de requerer
treinamento

contínuo,

manutenção

dos

serviços

e

equipamentos

e

consequentemente verbas; a falta de padronização das páginas na Internet .
Cada página está em um formato diferente; a alta de depósitos digitais que
garantam a disponibilidade e atualização dos textos; acrise na

Indústria

Editorial, com possibilidades de desemprego em massa; aadequabilidade do
livro – ele é extremamente adequado ao objetivo para o qual foi originalmente
criado, é portátil; pode ser utilizado das mais diversas formas de acordo com
interesses e objetivos do indivíduo; possui preço acessível para as camadas
médias da população. Ocusto do

livro - alguns tipos

de

materiais

de

informação representam uma opção mais econômica de produção em formato
eletrônico. (...) sem contar os custos internos da instituição para a utilização
de formatos eletrônicos...VERGUEIRO (1997). AInexistência de listagens com
os endereços eletrônicos das bibliotecas virtuais, dificultando, muitas vezes,
encontrar a biblioteca dentro da rede virtual e, consequentemente, a
informação; Oalto custo dos equipamentos tecnológicos o
dificuldades

para

que gera

várias bibliotecas em se adequar ao momento;

Anecessidade contínua de espaço para armazenar os materiais adquiridos nas
estantes e para acomodar os usuários, gerando necessidades de ampliação
das bibliotecas.
Com a junção de suportes evita-se essa necessidade:
.* Os tipos de papeis utilizados nos últimos anos são de fácil deterioração.
Por isso, serão necessários modificá-los e, talvez, digitá-los;
* Atualmente, o conhecimento é desatualizado rapidamente. Assim sendo,
sua disseminação através de meios eletrônicos são necessárias. Além
disso, evita-se a duplicação de materiais nos acervos;

�Penniman (1993) apud Lancaster (1994), afirma que as bibliotecas
devem ser ativas, enfatizando a distribuição das informações, avaliadas em
função dos seus serviços de distribuição, que devem ser feitas alianças de
pesquisas que assegurem às bibliotecas se tornarem sistemas de transmissão
em demanda no futuro e, que nossa profissão desenvolva as qualidades
necessárias de liderança.
Line (1993) apud Lancaster (1994), afirma que a tecnologia tornará a
biblioteca num lugar

onde irão menos

pessoas, mas

onde as

pessoas

disponibilizarão recursos utilizados à distância.
Conforme Santos (2000), alguns enfoques necessitam assumir outras
direções, que estabelecerão definitivamente um futuro para as bibliotecas para
tanto as bibliotecas deverão:

*formular políticas que visem à cooperação para tomar o
acesso cada vez mais aberto e levado aos locais longínquos
(DRABENSTOTT; BURMAN, 1997)
não centrar .se em si mesma como uma instituição, mas
como provedora da informação (DRABENSTOTT; BURMAN,
1997)
usar novas tecnologias de informática não apenas para
automatizar atividades bibliotecárias, dentro de quatro
paredes, mas fazendo uso delas para o aumento de
acesso a informação (DRABENSTOTT; BURMAN, 1997)
tornar a rede local de bibliotecas em rede de áreas para todos
os
tipos
de
fontes
provedoras
da
informação.
(DRABENSTOTT; BURMAN, 1997)

Iremos um pouco além do que relatou Santos (2000), verifica-se com
as novas mudanças nos paradigmas da sociedade e da biblioteca que são
necessários rever alguns aspectos dentro da biblioteca. Que são eles:
Objetivo Geral

. O

objetivo da

biblioteca deve estar direcionado

às

informações, disponibilizando-as aos usuários em quaisquer tipo de suporte
seja físico ou virtual. O acesso a biblioteca deve ser definido pelo acesso à
informação e, não pela aquisição cumulativa de materiais;

�Público Alvo . Deve-se estipular para que público a biblioteca está direcionada
para aquisição de materiais físicos e digitais de acordo com as necessidades
dos clientes.
Critérios de avaliação e credibilidade . Para que se forneça informações com
credibilidade através de sistemas virtuais, são necessários seguir alguns
critérios como cita Vassos (1997) apud Fachin (2000):
- Autoridade, Escopo, Outros recursos, Conteúdo, Propósito da Informação,
Atualidade, Público Alvo,

Endereço do documento, Corpo Editorial,

Identificação dos

Pesquisa e

objetivos,

seleção

de links e endereços,

Desenho e montagem da estrutura do site Criação da página padrão, definição
da homepage, organização de um diretório de trabalho e de copia, utilização
de editores de páginas, segurança, criação de paginas internas, webmasters
etc.. O desenvolvimento de coleções é um dos principais aspectos desse novo
tipo de biblioteca, deve ser verificado qual é o melhor tipo de suporte para a
biblioteca nesse momento.

13 CONCLUSÃO
Podemos verificar que a Biblioteca Universal, esse novo modelo de
biblioteca, pode ser uma utopia dentro da realidade brasileira. Todavia, não
podemos

deixar de apresentá-la como modelo ideal de recuperação e

disseminação da informação, devido, principalmente, aos vários tipos de
suportes capazes de recuperá-la e disseminá-la. Um único

modelo,

seja

tradicional, digital, eletrônico, virtual, polimídia ou interativo, descriminaria
as informações a um determinado grupo ou focalizaria a mesma. Assim sendo,
a informação necessita encontrar todos os leitores e todos os leitores devem
encontrar as informações como determinam duas das leis de Ranganathan. A
biblioteca universal vem suprir essa necessidade dentro de nossa sociedade
surgindo como modelo ideal para uma biblioteca moderna.

�PERSPECTIVES FOR A LIBRARY OF THE FUTURE: utopia or reality

ABSTRACT
This articles sets out to verify how changes in the supports used by
libraries transform the materials, products and services that they offer. It
discusses how the new types of paradigm can be unified and cooperate to form
a new type of library in which different kinds of support can be used, thus
creating the Universal Library.
KEY WORDS: Traditional Library. Electronic Library. Virtual Electronic Library.
Polymedia Library. Interactive Library. Virtual Library. Virtual Reality Library.
Digital Library. Universal Library.

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∗

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andar Bloco B Sala 5002 Pavilhão Reitor João Lyra Filho – Maracana - Rio de Janeiro Brasil
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              <text>Vivemos numa nova sociedade da informação geradora de mudanças nos suportes utilizados para o armazenamento das informações nas bibliotecas, provocando uma alteração dos produtos e dos serviços oferecidos pelas mesmas aos seus usuários e uma mudança comportamental dos gestores da informação. Buscaremos analisar nesse trabalho como os novos tipos de paradigmas podem ser unidos e cooperativos, formando um novo estilo de biblioteca, onde vários suportes possam ser utilizados ao mesmo tempo, transformando e instituindo a Biblioteca Universal.</text>
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