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                  <text>EIXO TEMÁTICO: A PRESERVAÇÃO DO CONHECIMENTO E OS ARQUIVOS
DIGITAIS

TÍTULO DO TRABALHO: A PRESERVAÇÃO DA IMAGEM FIXA COMO FONTE
DE INFORMAÇÃO
Eliane Ferreira da Silva  Doutora em Educação /UFRN Professora do
Departamento de Biblioteconomia / UFRN email abílio_silva@uol.com.br
Luciana Moreira Carvalho  Mestre em Biblioteconomia/ UFPB - Professora do
Departamento de Biblioteconomia / UFRN  email carvalho@ufrnet.br
Maria do Socorro de Azevedo Borba - Mestre em Biblioteconomia/
PUCCAMP/SP  Profª Departamento Biblioteconomia  UFRN -  email
sosborba@yahoo.com.br
Mônica Marques Carvalho - Mestre em Biblioteconomia/ UFPBProfª Departamento Biblioteconomia  UFRN -email mônica_mcg@hotmail.com

RESUMO : Análise da imagem resgatando a história da fotografia. Destaca o
tratamento da informação, abordando o ciclo documentário. Descreve a
metodologia da representação da informação quer seja a representação descritiva
quer seja a representação temática. Identifica o tratamento e a preservação deste
tipo de documento.
ABSTRACT: This work deals with image analysis. The history of photography is
seen as well as information treatment through the documentary cicle. This
treatment is done using tematic and descriptive representation. Treatment and
Preservation of this type document is dealtwith.
Palavras-chave: Palavras-chave: Documento; Organização; Informação;
Arquivo; Memória; Representação do Conhecimento.
1 INTRODUÇÃO
A fotografia é uma imagem registrada e fixa. Desse modo, é passível de
várias possibilidades de leituras e interpretações. Conta com dimensões de
análises, dentre elas a dimensão subjetiva e a dimensão técnica. O objetivo do
artigo em questão é o de enfocar a imagem fixa como um documento através da
Representação Descritiva e Temática. A seguir iremos focar o olhar na fotográfica
do ponto de vista histórico e representativo para a recuperação das informações

�contidas nas imagens, bem como aspectos ligados a sua preservação e
manutenção.
2 HISTÓRIA DA FOTOGRAFIA
A 1ª referência à câmara escura foi feita por Aristóteles ao deixar registrado
uma lei da física que enunciava sobre os raios do sol ao penetrarem numa caixa
fechada, através de um pequeno orifício, formavam uma imagem circular cujo
tamanho torna-se maior quando se aumenta a distância da parede com a imagem
do orifício. Séculos mais tarde, Leonardo da Vinci menciona que o olho humano
funciona como uma câmara escura. Nos nossos dias, diversos autores
reconhecem a invenção de Niepce, em 1815, mais tarde aperfeiçoada por
Daguerre e apresentada à Academia de Ciências de Paris, em 1839, como um
marco na história da fotografia. No entanto, um aspecto merece ser resgatado do
registro histórico, trata-se do trabalho de outro francês, radicado no Brasil,
chamado Hercules Florence. Conforme mostra Borba e Silva (2005), ele
permaneceu desconhecido por um bom tempo, mas foi resultado de sua pesquisa
e trabalho que, em 1833, em território brasileiro realizava-se a primeira fotografia
com uma câmara escura. A técnica foi denominada "Photographie" por Florence.
3 TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO  Ciclo documentário
Entendendo que a preocupação pela conservação de documentos, todo o
mundo sabe, não é novidade: suas origens situam-se há mais ou menos 4.000
anos, quando os povos da Mesopotâmia conservavam em tabuletas de argila
cuidadosamente organizadas, registros contábeis, ordenanças de governo,
contratos e sentenças judiciais. Entretanto, a consolidação com certa cientificidade
das duas profissões que lidam com a guarda, conservação e manuseio dos
documentos, ou seja, a arquivologia e a biblioteconomia, somente aconteceu a
partir da segunda metade do século XIX.
A mudança de paradigma do documento como foco para o seu conteúdo,
ou seja para a informação, acontece ainda bem mais próxima de nós, com o

�surgimento da ciência da informação, a qual com o auxílio das novas tecnologias
da informação e da comunicação tem revolucionado e ampliado os horizontes do
que poderia ser chamado de ciências da documentação.
De acordo com Robredo (2005)1, quando faz o seguinte questionamento
Para onde apontam a(s) possível(eis) solução(ões)?
Em primeiríssimo lugar, para a indispensável conscientização das
lideranças de todos os setores envolvidos de que o um país só deixará de ser
dependente e vulnerável enquanto não seja dono e mestre de suas informações.
Neste ponto, a imprensa e mídia em geral têm um importante papel pela frente.
Em segundo lugar, para o investimento na formação de recursos humanos
capazes de discernir as boas soluções e aqueles profissionais e técnicos que as
podem implementar. Aqui, as universidades e as instituições de ensino e
formação, podem contribuir de forma decisiva com cursos intensivos de
atualização nas áreas críticas mais urgentes. Para que o profissional bibliotecário
faça a identificação e análise do conteúdo informacional dos documentos ou, de
forma mais genérica e precisa, dos suportes da informação e do conhecimento
registrados se faz necessário elaborar o ciclo documental, ou seja, trilhar pelos
seguintes processos:
A organização física e a preservação segura da memória documental
original;
A organização lógica dos dados, da informação e do conhecimento,
identificados na primeira etapa;
A

conversão

ou

codificação

desses

dados,

informações

e

conhecimentos de forma a permitir seu processamento informático
avançado e seu armazenamento digital organizado e seguro, assim
como a geração e contínua atualização de bancos de dados e
conhecimentos;
1

ROBREDO, Jaime. Organização dos documentos ou organização da informação: uma questão de escolha.
www.dgz.org.br. Acesso 05 junho 2005.

�A utilização de motores de busca avançados suscetíveis de
converter as questões e pedidos de informação dos usuários numa
linguagem codificada compatível com a linguagem de codificação
utilizada na etapa precedente;
A identificação dos documentos que contêm os dados, informações e
conhecimentos pertinentes às questões e solicitações formuladas;
A localização imediata desses documentos e o acesso e consulta
aos mesmos, seja esta física mediante extração do acervo onde
foram armazenados, ou virtual através de uma cópia digitalizada
devidamente autenticada e certificada.
4 PADRÕES DE NORMALIZAÇÃO INTERNACIONAL DE DESCRIÇÃO DE
DOCUMENTOS
O crescimento vertiginoso com que a produção de itens informacionais
alcançou a partir da invenção dos tipos móveis por Gutenberg (1470), provocou o
que hoje chamamos de explosão da informação.

Para tentar conhecer e

acompanhar os itens informacionais produzidos recorremos a normas que
proporcionam a padronização dos registros, denominada International Standard
Bibliographical

Description



ISBD

(Descrição

Bibliográfica

Padronizada

Internacional) e em especial a ISBD (NBM) de 1977, para material não
bibliográfico.
Já o Anglo  American Cataloguing Rules  AACR (atualmente na sua 2ª
edição revisada, denominando-se assim AACR2R), é bastante utilizado nas
bibliotecas para que o acervo siga um padrão de organização internacional,
passível de ser recuperado. Para tanto ele é dividido em capítulos que abordam
especificamente cada tipo de material bibliográfico e não bibliográfico. Essas
normas internacionais formam estruturas extremamente necessárias para que
haja uma organização e perfeita utilização das informações contidas em diferentes
suportes.
5 REPRESENTAÇÃO

�Representar significa tornar presente novamente, destacando os pontos
principais de um documento, em substituição ao original. As primeiras
tentativas de representação da informação datam do Segundo Milênio a.C.,
onde alguns mesopotâmios protegiam as obras em argila com envelopes que
possuíam informações concisas a respeito do conteúdo. Para a sistematização
da representação, desenvolveu-se ao longo dos anos a Análise Documentária
(A.D.), que inicialmente foi concebida e denominada por Jean Claude Gardin;
A Análise Documentária pode ser entendida como um conjunto de
procedimentos metodológicos para a representação de conteúdos
informacionais dos documentos com fins pragmáticos para
recuperar informação (KOBASHI, 1997).

A A.D objetiva tratar os textos através da condensação. A criação
destes

produtos

é

possível

após

a

aplicação

das

técnicas

de

REPRESENTAÇÃO da Informação;
Representação daquilo que se pensa ou como substituição,
descrição é representar como ato de reproduzir, descrever,
tornar algo presente, interpretar (FERREIRA, 1990)
A REPRESENTAÇÃO objetiva desconstruir para construir;
Destes

processos

são

gerados

a

INFORMAÇÃO

DOCUMENTÁRIA que é resultante de operações da natureza
semântica, construída a partir de um objeto presente, o
TEXTO ou DOCUMENTO (forma de representação simbólica)
que o substitui para certas finalidades.
São realizados ATOS DOCUMENTÁRIOS que são atos de
Comunicação que tem a finalidade de promover a circulação
de informação.
5.1 REPRESENTAÇÃO DESCRITIVA
Consiste em identificar elementos que personalizem e descrevam uma
determinada fonte de informação. Seu objetivo é fornecer o registro detalhado do

�item, para sua posterior recuperação. Especificamente para a representação das
imagens, o AACR2R, utiliza-se do seu capítulo 8, dedicado a materiais gráficos.
Segundo Ribeiro (2003) são representados por todos os tipos de materiais em duas
dimensões, opacos (originais ou reproduções de arte, quadros de pintura, gravuras,
fotografias, desenhos artísticos ou técnicos) ou transparentes, destinados a serem
vistos ou projetados sem movimento. (RIBEIRO, 2003, grifo nosso).
Cada material gráfico recebe uma designação, conhecida pela sigla dgm ou
designação geral do material. A ilustração é um tipo de dgm. No entanto para
especificar cada item dentre as várias ilustrações, usamos o termo dem, ou
designação específica do material.

No entanto é importante perceber que ao

catalogar uma fotografia, além do conhecimento técnico das normas é preciso ter a
sensibilidade de ler a imagem fixada no papel e dali extrair o máximo de
informações possíveis para sua identificação, sendo necessário muitas vezes um
verdadeiro trabalho de investigação, onde os indícios atribuídos àquela imagem irão
compor um corpo de informações a serem registradas, potencializando seu posterior
resgate.
5.1.1 Catalogação de Fotografias
Ao se pensar em fotografia, nos vem sempre a mente o jargão popular que
diz que uma imagem vale por mil palavras. No entanto podemos afirmar através de
Kubrusky (2003, p.77) que essa afirmativa perde o seu fundamento um vez que:
A palavra é racional, dissertativa, prolixa. A imagem, emocional,
sintética, direta. A palavra pode expor com clareza uma idéia,
conceituar com precisão. A imagem é de natureza mais [...] ilógica
e nebulosa. É insubstituível para transmitir, num relance, toda a
emoção de um evento, mas falha ao tentar analisálo.(KUBRUSKY, 2003, p.77).

Sendo assim, a catalogação de fotografias respeita a emoção da imagem,
mas atribui de forma imperativa determinadas informações necessárias ao seu
registro, seja para formar a memória de uma sociedade ou para subsidiar alguma
pesquisa científica.

�E dentro da perspectiva da catalogação de fotografias, iremos nos deter
neste momento a descrição técnica, iniciando pela forma, para posteriormente
descrever o conteúdo. Desta forma podemos iniciar a representação da imagem,
através da análise técnica. É de suma importância algumas informações sobre a
imagem para que seja possível recuperá-la. De acordo com Moreiro Gonzáles e
Arillo (2003, p.26), alguns detalhes são importantes para uma boa análise se
consolidar. Dentre eles estão o formato da imagem, sua disposição, a ótica
utilizada, o tipo de objetiva, filtros e revelações, velocidade de obturação, tipo de luz,
cores utilizadas, ângulo de tomada, escala etc. (MOREIRO; ARILLO, 2003, p.26).
Passada essa primeira etapa, segue-se o processo de codificação
fotográfica, onde se destacam duas fases: a de produção e a de pós-produção. Na
fase de produção ocorrem duas subfases: o ato da tomada de imagem (ponto de
vista, ângulo da tomada, cor, iluminação etc.) e as fases da revelação e cópia
(contraste, mudança de color. para p&amp;b etc.). Já a fase de pós-produção é válida
para todas as imagens em meio impresso e envolve como principais ações, o
reenquadramento, a determinação da resolução e cor, que implica na qualidade da
fotografia e a escolha da técnica de reprodução. (MOREIRO;ARILLO,2003).
Em relação as fotografias eletrônicas, após à tomada da imagem é feita a
edição dessas imagens digitais, permitindo alterações, correções no tom, brilho e
contraste, colagem de objetos e reenquadramento. Seja na fotografia impressa, seja
na eletrônica, a representação textual e seu uso durante a recuperação de uma
série restrita de códigos técnicos é útil para melhorar a precisão na recuperação de
imagens (MOREIRO; ARILLO, 2003, p.27), a exemplo do colocado pelos mesmos
autores, onde a busca é feita com a seguinte esoecificação: Fotos coloridas do
Papa com grande qualidade visual e nitidez[...] (MOREIRO; ARILLO, 2003, p.27).
Partindo agora para a descrição bibliográfica de fotografias, padronizadas
através dos já mencionados organismos como o AACR2R, há uma distribuição das
informações em oito áreas distintas e complementares. São elas:

�Título e indicação de responsabilidade - traz informações que
identifiquem autores  artistas ou fotógrafos.
Edição  muito específico para itens publicados.
Dados específicos do material, utilizados apenas para mapas e
publicações periódicas.
Área da publicação, distribuição - lugar onde está depositado/
armazenado o item informacional e na medida do possível, data e o
local de sua criação.
Descrição física - abrange questões como o tipo e a quantidade de
itens envolvidos, a cor, o tamanho.
Série  se pertence a alguma série e seu número.
Notas  detalhes que não foram possíveis mencionar nas áreas
anteriores, como curiosidades, procedência do material, dados
biográficos do autor etc.
Número normalizado e condições de aquisição.
Todas essas áreas têm a função de descrever em detalhes o tipo de suporte
e a informação que está nele contida. Porém nem todas devem, necessariamente
ser preenchidas, pela particularidade de certos materiais como a fotografia, aqui
tratada. Já outras são de extrema importância para o reconhecimento,
acondicionamento e resgate da obra, como a área 1 que trata do título e indicação
de responsabilidade, pois une em um mesmo espaço criador e criatura, muito
importantes para a valorização de ambos e construção de uma memória; a área 4
de publicação e distribuição, que em sua grande maioria consegue resgatar apenas
a data, devido a falta de registro de local de produção da fotografia; a área 5 é muito
rica em detalhes imprescindíveis para a escolha de determinado item em detrimento
e outro, pois leva em consideração dimensões, quantidade de itens disponíveis e
cor. Na área 7 que é representada pelas notas, é um espaço democrático que pode
em determinadas ocasiões ser o diferencial na escolha entre dois itens, pois é
nessa área que ocorrem as principais recomendações de uso, indicação de faixaetária, além dos já mencionados anteriormente. Porém, mesmo destacando essas
áreas, é necessário considerar o perfil do sistema de organização e recuperação

�dessas informações, a quem ele vai servir, qual o público destinado, pois é a partir
dele que haverá o destaque com maior detalhamento das áreas específicas.
O importante é perceber após essa explanação, que a representação
descritiva de qualquer item informacional deve ser feito com responsabilidade,
flexibilidade e integração com especialistas de outras áreas, tendo em vista que as
informações emanadas de uma imagem, são passíveis de várias leituras e
interpretações, unindo o aspecto técnico ao conceitual, como veremos a seguir com
a representação temática da fotografia.
Materiais Gráficos
São todos os tipos de materiais em duas dimensões, opacos (originais ou
reproduções de arte, quadros de pintura, gravuras, fotografias, desenhos artísticos
ou técnicos) ou transparentes, destinados a serem vistos ou projetados sem
movimento. (RIBEIRO, 2003).
Cada material gráfico recebe uma designação, conhecida pela sigla dgm ou
designação geral do material. A ilustração é um tipo de dgm. No entanto para
especificar cada item dentre as várias ilustrações, usamos o termo dem, ou
designação específica do material.
ILUSTRAÇÃO: envolve os seguintes itens: cartãopostal, cartaz, ilustração, fotografia, material estereográfico
(topografia,

estereotipia,

xilogravura),

radiografia,

transparência e gravura (este último pode usar também a
dgm reprodução de arte).
Terragno, Luis.
Dom Pedro II em traje de campanha durante a Guerra
do Paraguai [ilustração] / Luis Terragno.  Rio Grande do
Sul, 1865.  (Coleção Dom João de Orleans e Bragança).
1 fot. : p&amp;b. ; 13 x 17 cm.
1. Fotografia  Dom Pedro II. I. Título. II. Série.

�Esta fotografia é parte integrante do livro intitulado A fotografia no império,
de Pedro Karp Vasquez, publicado no Rio de Janeiro pela editora Zahar em 2002.

Sargo, João.
[Olhares] [ilustração] / João Sargo . _ 2005.
1 fot. : p&amp;b.,color. ; 13 x 17 cm.
Título fornecido pelo catalogador.
Acervo pessoal do autor.
1. Fotografia. I. Título.

6 REPRESENTAÇÃO TEMÁTICA
•

Trata da Representação de Informação em Documentos

baseados nas facetas de Temas, de Categorias de Informação.
•

A INDEXAÇÃO é uma linguagem documentária que pode ser

definida como:

�O processo de análise do conteúdo informacional de registros do
conhecimento através da expressão do conteúdo informacional em uma
linguagem de um sistema de indexação (BORKO, 1980).
•

Etapa voltada para o estabelecimento de índices ou noções do

conteúdo temático dos documentos visando corresponder à indagações ou
solicitações dos usuários (CARNEIRO, 1998).
•

A norma que rege a feitura de índices através de indexação é

a ISO 5963-1985 (E), que é a norma internacional sobre indexação de
assuntos;
•

Os

documentos

não

bibliográficos

exigem

diferentes

abordagens, o Indexador precisará identificar a matéria indexável que será
feito de acordo com as necessidades da comunidade usuária;
•

A Indexação deve ser feita a partir de idéias não de palavras

•

A Indexação envolve:

•

Selecionar

conceitos indexáveis

em um documento

e

expressar estes conceitos em uma linguagem para dar entrada em um
SISTEMA DE INDEXAÇÃO.
7 O INDEXADOR DEVE CONSIDERAR
•

O público alvo que irá consumir o produto;

•

As particularidades do assunto tratado

•

Adotar linguagem breve e clara;

•

Cobrir os termos significativos (adotar critérios);

•

Trabalhar em torno do objetivo do autor em relação ao

documento;
•

Avaliar o nível de leitura do produto final;

•

Considerar o tipo de informação presente no documento;

•

A escolha dos termos deve ser feita de maneira cuidadosa e

de forma consistente visando uma excelente

�•

Representação do documento;

•

O indexador deve se perguntar

Todos os itens significativos do texto podem ser localizados no índice?
•

Foi feito um julgamento de valor?

•

Existem inconsistências na representação?

8 PRESERVAÇÃO
A conservação de fotografias envolve uma ação que visa manter sua
integridade e longevidade. Por serem frágeis por natureza são necessárias
medidas cuidadosas para manter a estrutura físico-química dos materiais
fotográficos. Iniciamos o tratamento para a conservação com uma simples limpeza
mecânica, utilizando como utensílio uma trincha macia para a remoção da sujeira
superficial.
Entre os grandes inimigos da fotografia, de acordo com Burgi (1988, p. 9),
encontramos a incidência direta da luz, os acessórios inadequados para
acondicionamento, a umidade, os fungos e os insetos. Isso obriga a tomar um
conjunto de medidas para conter a deterioração através desses agentes. O ideal
seria uma sala totalmente climatizada, com a temperatura controlada e livre da
umidade do ar. Isso pode custar muito caro e pode estar fora do alcance. Por
outro lado, algumas escolhas relacionadas com os materiais a serem implantados
para acomodar a coleção talvez se tornem possíveis.
O mobiliário deve ser de aço esmaltado secado em estufa, localizado em
ambiente arejado, em um cômodo que bata sol. As embalagens plásticas devem
ser de poliéster ou polietileno de alta qualidade, livres de PVC. Normalmente, os
papéis usados para embalar devem ser neutros (pH 7,0). Para prevenir a
umidade, uma solução é utilizar pastilhas de formaldeído e carvão vegetal
acondicionada em copos de plástico, dentro de gavetas ou caixas plásticas.
Freqüentemente, deve-se abrir os compartimentos para arejar e renovar o ar.
(FILIPPI, 2005).

�9 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ressalta-se que estes processos de representação, tratamento e
preservação de documentos de imagem permitem o registro e recuperação e
perpetuação da memória histórica de uma sociedade, de um povo em
determinado contexto. Porém, para que este processo seja realizado deve-se
definir ciclo documentário através de suas análises, fazer a representação
descritiva, pois por ser matéria que se encontra em profundo estudo de pesquisa
por parte de pesquisadores de todos os continentes, se faz necessário ainda,
adequações para se adequar aos manuais que descrevem se forma minuciosa o
material

impresso,

diferentemente

das

imagens.

Da

mesma

forma,

os

bibliotecários também têm dificuldades de fazer o tratamento temático do material
imagético, precisando de uma análise detalhada para fazer a análise documental.
REFERÊNCIAS
BORKO, Harold. Toward a theory of indexing. Cambridge: Cambridge
Universuty Press, 1977.
BURGI, Sérgio. Introdução à Preservação e Conservação de Acervos
Fotográficos. Rio de Janeiro: FUNARTE, 1988.
FILIPPI, Patrícia de et al. Como tratar coleções de fotografias. 2. ed. São Paulo:
Arquivo do Estado: Imprensa Oficial, 2002.
KOBASHI, N. Y. . Organizacao do Conhecimento e Representacao da Informacao.
INFORMARE, Rio de Janeiro, v. 2, n. 2, p. 5-27, 1997.
KUBRUSLY, Cláudio Araújo. O que é fotografia. São Paulo: Brasiliense, 2003.
109p.
MOREIRO GONZÁLEZ, José Antonio; ARILLO, Jesús Robledano. O conteúdo da
imagem. Curitiba: Ed. da UFPR, 2003. p.17-125.
OLIVER, Paulo. Aspectos jurídicos - Direito autoral: fotografia e imagem. São
Paulo: Editora Letras&amp;Letras, 1991.
RIBEIRO, Antonia Motta de Castro Memória.
Catalogação de recursos
bibliográficos pelo AACR2R. Brasília : Ed. do autor, 2003. 1v.

�ROBREDO, Jaime. Organização dos documentos ou organização da informação:
uma questão de escolha. www.dgz.org.br. Acesso 05 junho 2005.

SANTOS, Newton Paulo Teixeira dos. A fotografia e o direito do autor: de acordo
com a Constituição de 1988. São Paulo: Editora Universitária de Direito, 1990.
VASQUEZ, Pedro Karp. A fotografia no Império. Rio de Janeiro: Jorge Zahar,
2002. 72p.

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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Silva, Eliane Ferreira da; Carvalho, Luciana Moreira; Borba, Maria do Socorro de Azevedo; Carvalho, Mônica Marques</text>
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              <text>Análise da imagem resgatando a história da fotografia. Destaca o tratamento da informação, abordando o ciclo documentário. Descreve a metodologia da representação da informação quer seja a representação descritiva quer seja a representação temática. Identifica o tratamento e a preservação deste tipo de documento.</text>
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