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COMUNICAÇÃO VISUAL, POLÍTICAS DE COMUNICAÇÃO
E MARKETING PARA BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS : UMA
PROPOSTA PARA A UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA

*

Leopoldo Nogueira e Silva
RESUMO

A partir de observações realizadas em visitas técnicas a diversas bibliotecas
universitárias do Brasil, com a finalidade de conhecer e avaliar a funcionalidade das
experiências em comunicação visual, buscou-se elaborar um projeto de
comunicação visual apropriado para as bibliotecas da Universidade Federal de
Uberlândia. Enfatizou-se o uso da cor, das formas simplificadas e de materiais mais
adequados e modernos para se alcançar os objetivos da informação objetiva e
direta. Analisou-se, também, necessidade de se delinear uma política mais ampla
para as ações nas bibliotecas, dentro do contexto universitário e social, bem como
considerou-se a possibilidade de se concretizar ações de marketing para o produto
com que a biblioteca trabalha: a informação.

1 INTRODUÇÃO

Daqui a algumas décadas, é bem provável que olhemos para trás e
concluamos que, estes tempos de profundas transformações pelos quais passamos
foi a Era da Informação. Tudo passa pela informação, ou quase tudo. Eventos que
acontecem do outro lado do mundo também ocorrem aqui, em nossa frente, através
da televisão. Jornais, revistas e outros periódicos abarrotam as prateleiras não só
das bancas de revistas, mas dos supermercados, padarias, farmácias, postos de
gasolina. Cartazes, folhetos, informativos, “santinhos” de mil formas e cores são
pregados em todos os lugares, distribuídos em todas as praças e esquinas, criando
e alimentando um tal estado de poluição visual que confunde as pessoas.

*

Programador visual da Universidade Federal de Uberlândia.

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Livros e mais livros são dedicados à questão do poder, do saber, do poder da
informação nestes tempos. Não só livros. Temos agora a Internet, a pesquisa online, o CD-ROM, o disquete, o CD-Player, o videolaser, a TV de bolso, o telefone
celular, a secretária eletrônica, o fax, o bip de mensagens, a parabólica, a Direct TV.
Estamos todos literalmente interligados.
As áreas de marketing e publicidade estão aí, para fazer notar às pessoas
outros milhões de produtos, manipular e vender o que as indústrias têm para
oferecer ao deleite da tal sociedade de consumo. Estratégias fabulosas, pesquisas
de mercado, discussões intermináveis se dão, de modo a traçar o perfil do
consumidor.

Assim, logo deveriam fazer-se as mesmas coisas para os

consumidores de informação das bibliotecas universitárias, para os usuários dos
serviços por elas oferecidos.

2 A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA E SUAS FUNÇÕES

Basicamente, à biblioteca universitária cabe prover a infra-estrutura
bibliográfica, documentária e informacional para apoiar as atividades acadêmicas. O
usuário tem suas necessidades e, em busca de satisfazê-las com o material
disponível na biblioteca, deverá percorrer um caminho. Provavelmente um grande
vai-e-vem, um confuso e complicado caminho.

3 O PLANEJAMENTO FÍSICO DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA

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A experiência passada demonstra que para a construção de uma biblioteca
devemos contar com uma equipe multidisciplinar, e que trabalhe de maneira bem
afinada.
Orientações do MEC - através do Programa Nacional de Bibliotecas
Universitárias, para o planejamento físico de bibliotecas universitárias - contemplam
várias questões importantes sobre esta construção. Entretanto, não se toca no
assunto da comunicação visual. Os grandes problemas são relacionados, sem que
se aborde que a questão da comunicação visual é de suma importância para que se
cumpram os objetivos informacionais das bibliotecas.
Visitando as bibliotecas universitárias do Brasil, constatamos que até existe o
esforço para a formação desta equipe de planejamento, que dá origem à prédios
amplos, dentro dos mais atualizados conceitos técnicos, estruturais e arquitetônicos.
Constroem-se edifícios que pretendem a modernidade e, o que salta aos
olhos são as opções improvisadas para remediar determinadas situações. “Por fora,
bela viola, por dentro, pão bolorento”, canta o ditado popular:
a) a iluminação natural não bastou para permitir que determinados corredores
de prateleiras recebam luminosidade adequada. Não se levou em
consideração que estas prateleiras foram aproveitadas dos prédios
antigos, nem o ângulo prevalecente dos raios solares. Outro gasto é
necessário para ampliação de rede elétrica;
b) setas fazem o usuário dar voltas desnecessárias em busca do material
pretendido. Se as indicações são aéreas, pecam por serem de letras
diminutas, em cores inadequadas. Se estão afixadas em painéis, estes se

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perdem na confusão visual que se cria com pilastras, escadas e impressos
pregados descontroladamente pela comunidade acadêmica;
c) goteiras sem fim incomodam usuários e comprometem o acervo. Baldes e
bacias passam a fazer parte do cenário;
d) jardins suspensos, bem como lagos e espelhos de águas dão um aspecto
agradável e combinam com a onda ecológica. São, do mesmo modo,
alternativa para que os livros não fujam por janelas. Quando existem
servidores disponíveis para os cuidados necessários - que não são poucos
- conseguimos um visual e aspecto funcional extraordinário. No mais,
admiramos a secura das plantas e a sujeira dos tanques cheios de larvas
de mosquitos, papéis, copos descartáveis e toda espécie de imundície;
e) anfiteatros pequenos para uma população grande acabam não permitindo
o acesso de muitos usuários interessados em promoções e eventos da
biblioteca. Isso quando o anfiteatro não é convenientemente aparelhado
com luzes, som, telas, sistema de ventilação, poltronas satisfatórias etc.;
f) e a acústica? Pode ser que os gregos e os antigos tivessem resolvido a
questão e a solução não chegou até nós. Se este segredo estivesse na
biblioteca de Alexandria... acabou pegando fogo e o zumbido dos usuários
ainda incomodará muito;
g) os quadros de avisos gerais são pequenos para o volume de informações
apresentadas.

Pregam-se

informes

sobre

outros,

quando

não

desaparecem cartazes e folhetos que aludem a eventos de interesse;
h) quando previram uma “Sala 24 horas,” não se colocaram
sanitárias para os usuários dela;

instalações

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i) o guarda-volumes serve ao usuário e à comunidade inteira. São deixados
materiais de pessoas que não utilizarão os serviços da biblioteca. Se o
ponto escolhido para o guarda-volumes também não é adequado, acabase criando tumulto para os usuários, estresse entre os servidores e
insatisfação para todos;
j) a orientação é para que se procure o balcão do Setor de Referência. Como
existem muitos balcões, o usuário acaba passando por muitos deles antes
de chegar ao seu destino;
k) a numeração tal se inicia na prateleira 15, antes da de número 16 e depois
da 14. Como o usuário tem de contar nos dedos, fica mais difícil...
l) a biblioteca está conectada à uma rede fabulosa de dados, via on-line.
Também dispõe de títulos em CD-ROM, de disquetes e, oferece uma gama
de serviços que, a comunidade desconhece por não estar bem informada.
Falta comunicação, algo além de papeizinhos pregados pelas paredes,
panfletos e cartilhas desinteressantes.
São vários os problemas e as improvisações adotadas para resolver cada um
deles. Falta comunicação visual. Falta política de comunicação. Falta marketing.
Falta visão do conjunto, boa-vontade, vontade política, infra-estrutura, servidores,
bibliotecários, dinamicidade, espírito de equipe. O que mais falta para a biblioteca
universitária?

4 POLÍTICAS DE COMUNICAÇÃO PARA A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA

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Uma vez que se estabelecem os objetivos da biblioteca universitária em
relação ao indivíduo dentro da universidade, quando no desempenho de suas
atividades acadêmicas, apoiar as atividades da instituição, provendo a infraestrutura
bibliográfica, documentária e informacional , acreditamos que a decorrência natural
disso é que se planeje a sua própria política de atuação.
Visto que a biblioteca universitária não possui autonomia, pelo fato de estar
inserida numa realidade maior que é a universidade, esta política necessariamente
deve se harmonizar com os objetivos e a política de atuação da própria
universidade.
Por sua natureza, a biblioteca universitária interage com a sociedade através
de várias frentes: convênios, intercâmbios, a própria malha burocrática educacional,
centros de pesquisa e informação e outros.
Atendendo a estas diversas necessidades e interações múltiplas, além das da
própria organização, articulam-se metodologias e técnicas para colocar todo o
acervo, a informação, os serviços e as instalações da biblioteca à disposição da
comunidade. Coletam-se dados, analisam-se questões que afetam os usuários e o
acervo, bem como a administração de tudo isso. Levantam-se as necessidades e
arranjam-se todas as informações colhidas, de modo a traçar uma política de
atuação, no caso de comunicação para toda esta questão.
A equipe que faz esses arranjos coloca todas as questões, problemas, as
destinações, necessidades e objetivos a serem alcançados. Ainda que todas as
informações disponíveis sobre a demanda e o que é oferecido pela biblioteca
universitária sejam imperfeitas, o esforço deve ser o de possibilitar que o maior
índice possível de ação seja executado.

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Reconhecendo as atuais necessidades, e que estas requerem dinamicidade
para sua resolução, que o quadro de pessoal é reduzido e quase sempre mal
preparado, que as instalações permanecem inadequadas, invocamos os imperativos
da inovação e da administração engajada em busca de alternativas viáveis e
aceitáveis para que o usuário seja atendido a contento. Assim, se cumpre o objetivo
da biblioteca universitária.
Dentro das atuais circunstâncias e da complexidade da academia e da
sociedade contemporânea, justifica-se que seja elaborado um projeto consistente,
uma política de comunicação para a biblioteca universitária. Todos os seus serviços,
suas instalações, manuais, regulamentos, acervo e possibilidades devem ser
oferecidos de maneira que o usuário saiba do que ele dispõe para que sejam
atendidas suas necessidades acadêmicas.

5 LAY-OUT, CD-ROM, PERSONAL COMPUTER, ON-LINE E OUTROS NOMES
DIFERENTES

As instalações da biblioteca universitária devem ser as mais adequadas
possíveis e, atualmente, parece que há uma grande preocupação na área, visto que
equipes já se formam para fazer o planejamento não só arquitetônico mas também
do visual delas. É conhecida a influência que exerce sobre o usuário a disposição

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empírica e inadequada de mobiliário, iluminação, quadros informativos etc. O
usuário insatisfeito e estressado reflete os maus serviços oferecidos.
Com tanta tecnologia disponível, hoje em dia, é inconcebível que a
organização não lance mão dela a fim de otimizar a qualidade dos serviços e a
satisfação do usuário. Lay-out, CD-ROM, computador pessoal, pesquisa on-line e
outros nomes diferentes concorrem para exemplificar a gama de novas
possibilidades que ocorrem dentro do espaço biblioteca.

6 A SINALIZAÇÃO

A finalidade maior do sistema de sinalização deveria ser o de minimizar a
frustração do usuário que busca os serviços disponíveis na biblioteca universitária.
Os lay-outs com as indicações dos setores diversos que interessam à
comunidade que busca a biblioteca devem ser de fácil leitura, assim como as placas
de sinalização devem ser padronizadas, obedecendo à logicidade. Os sentidos do
ser humano devem ser estimulados, a fim de mostrar ao usuário o caminho mais
curto, objetivo e direto para o objeto de suas necessidades.
Conceitos fundamentais, símbolos universalmente aceitos e padronizados
nos deveriam inspirar de modo a não utilizarmos soluções “caseiras” impróprias, que
redundam em dificuldades e constrangimentos para o usuário.
Os sistemas de sinalização funcionam como um todo e não é a improvisação,
que não obedece a uma estratégia definida, que vai fazer funcionar a comunicação
entre organização e usuário. Devem-se utilizar critérios apropriados de modo a

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orientar, informar, direcionar, regulamentar, prevenir, proibir, identificar as áreas de
interesse da comunidade e a disponibilidade da organização.
Naturalmente
Programação

Visual

que

reforçamos

compor

a

a

necessidade

equipe/comissão

de o

que,

profissional da

juntamente

com

o

bibliotecário/administrador, vai planejar o sistema de sinalização da biblioteca e,
mais além, traçar a política de comunicação para a organização.

7 TREINAMENTO DE USUÁRIOS E DE BIBLIOTECÁRIOS E SERVIDORES
PARA A UTILIZAÇÃO DAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

Uma vez que se traçam políticas definidas de comunicação, metas para
colocar a informação à disposição da comunidade acadêmica, faz-se necessário
que se tenha em previsão o treinamento dos servidores da biblioteca universitária
para a compreensão de todo o sistema e das políticas elaboradas. A linguagem
deve ser uniformizada, de modo que a prestação do serviço flua harmoniosamente.
Atualmente confirma-se a tendência de os usuários também passarem por
este treinamento no início de sua vida acadêmica.
Em todo o processo pode e deve haver abertura para sugestões, críticas e
re-análises sobre acontecimentos e necessidades que podem ser modificadas.
Manuais gerais sobre a utilização das bibliotecas universitárias, neste
momento, são adequados e indispensáveis,

além de vídeos e outros materiais

audiovisuais (tótens, como os utilizados em shopping-centers). Um atendente
especialmente treinado para receber o usuário logo à entrada da biblioteca também
ajudaria.

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8 MARKETING PARA AS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

Quando nos aprofundamos no conceito dos objetivos da biblioteca acabamos
encontrando o de bibliotecas universitárias de países em desenvolvimento que seria
o de “influenciar positivamente o uso e a produção de informação, pela provisão de
serviço relevante, no tempo devido e de maneira significativa”.
Neste ponto da discussão, que se fez em torno da questão, temos de admitir
que a ênfase da biblioteca recai sobre o usuário, não mais para os processos que
são meios para se atingir estes objetivos (aquisição, processamento etc.).
Uma biblioteca que já se preocupa em entender e influenciar o usuário já está
fazendo marketing, mas engatinhando. Marketing envolve a abordagem da
informação como produto, do estudo do público consumidor, propaganda,
promoção, relações públicas etc.
Não é só uma questão de colocar o produto (a informação) para o cliente
(usuário) de modo atraente, mas de otimizar os recursos da biblioteca conhecendo
o perfil do usuário, a demanda e suas variações, para planejar as ações dos
processos a serem desenvolvidos internamente (aquisição, processamento etc.), e a
colocação dos serviços disponíveis para o cliente.
Se o usuário ainda não tem conhecimento de suas necessidades, o marketing
da biblioteca tem a função de esclarecê-lo para tal, pela própria especificidade do
objetivo da biblioteca.

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Na mesma equipe que planeja a política de atuação e de comunicação da
biblioteca universitária deve estar o profissional da área para apresentar alternativas
de qualidade, viáveis dentro da realidade local.
A comunidade universitária não é uma massa uniforme com as mesmas
necessidades. Como este “mercado acadêmico” é diversificado em vários
segmentos, faz-se necessária uma análise mais profunda desta realidade, de modo
a permitir que as informações específicas redundem em planejamentos mais
adequados para o atendimento de especificidades dos usuários.

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9 UMA PROPOSTA PARA O SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE
FEDERAL DE UBERLÂNDIA

Na gestão 92/96 da Administração da Universidade Federal de Uberlândia,
houve uma opção consciente para discutir um projeto de ação para a universidade e
para a biblioteca. Anteriormente, as bibliotecas da UFU eram ligadas à uma divisão
da

PROEPE/Pró-Reitoria

de

Ensino,

Pesquisa

e

Extensão.

Com

o

desmembramento da PROEPE em três pró-reitorias distintas, as bibliotecas
passaram a fazer parte de um sistema, ligado à Vice-Reitoria. Em 1991,
inauguraram-se dois novos prédios para as bibliotecas de dois campi: Santa Mônica
(Biblioteca Central), com 5.749,95 m2 e Umuarama, com 4.067,50 m2. As quatro
bibliotecas do sistema somam aproximadamente 10 mil m2.
A partir daí, iniciou-se um processo de discussão e planejamento das ações
para as bibliotecas do sistema. Dificuldades de toda ordem impuseram a
necessidade de se buscar soluções para o atendimento das necessidades de
emergência e as discussões levaram conseqüentemente à formação das equipes
setoriais, para análise de propostas para desenvolvimento das iniciativas correntes e
das que viriam a acontecer.
Com a demanda crescente (freqüência anual de 895.760 usuários; 124.600
volumes em acervo; 5.151 títulos de periódicos; circulação de 349.622 materiais
bibliográficos em 1995) impõe-se a urgência de se desenvolver um projeto de
comunicação visual profissionalmente elaborado, dentro de uma proposta de política
de comunicação e marketing para as bibliotecas do sistema.

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Para alcançar a excelência da comunicação, optou-se pela simplicidade e
objetividade de formas e cores, inspirados em Mondrian. Buscou-se, do mesmo
modo, organizar metodicamente todo o material, para não criar poluição visual que
concorresse com o caos que impera na universidade.
Através do encontro de eixos horizontais e verticais delimitamos as zonas de
cor, procurando sintonia entre a arquitetura dos prédios e as placas sinalizadoras e
indicativas. Assim é o pensamento de Mondrian expressado em suas obras: cores
primárias, figuras geométricas, para buscar além da natureza instável a realidade
plástica, pura e permanente. Ele busca estabelecer a relação do universal e do
individual no equilíbrio dinâmico da forma e da cor, para fazer revelar as leis da
realidade. Afirma que, através de suas obras, conseguiria alcançar o equilíbrio entre
o objetivo e o subjetivo.
Transpondo isto para a nossa realidade da biblioteca, buscou-se esta
inspiração para encontrar o também equilíbrio entre o objetivo da informação e o
subjetivo da expressão estética, a sensação de agradabilidade e conforto visual do
material posto para ser o suporte da comunicação que se faz necessária.
Ao relacionar as formas e cores mais simplificadas para determinar certos
setores e serviços das bibliotecas queremos criar o mesmo impacto que movia
Mondrian, de criar critérios dosados para “a obtenção de um ritmo (...) com cores
suaves para obtenção de um clima ao mesmo tempo instintivo e racional, ordenado
e caótico, intelectual e poético”. Isto posto a fim de ser sensível também às
necessidades estéticas, além das científicas, da comunicação que se quer
estabelecer.

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Em cores definimos os setores/serviços que têm contato mais direto com o
público usuário, a saber:
a) Referência: padronizar em azul;
b) Periódicos: padronizar em verde;
c) Empréstimo: padronizar em amarelo;
d) Serviços gerais (cópias heliográficas, cantina, telefone, sala 24 horas,
correios etc.): padronizar em vermelho;
e) Demais setores e serviços internos administrativos: padronizar em preto.
Em composições declaradamente inspiradas no artista e na fachada externa
das

maiores

bibliotecas

do

sistema,

utilizamos

cores

primárias,

puras,

complementares, ora em fundo preto, ora em branco, dependendo da impressão
que se quer causar. Naturalmente, que se leva em consideração os aspectos
psicológicos, dependente e independentemente do que culturalmente se aceita para
o significado das cores, a partir de estudos desenvolvidos anteriormente.
A combinação de todas estas formas e cores criam efeitos plásticos, tomam
lugar no espaço e têm valores expressivos significativos. Proporções e relações são
estabelecidas, de modo a atender ao objetivo de comunicar o máximo pelo mínimo
de esforço. Ser óbvio, não redundante e não poluir.

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10 CONCLUSÃO

Dentro da realidade atual, da praticamente inexistência de propostas de uma
ação de marketing e de uma política mais ampla de comunicação e ação para as
bibliotecas universitárias, é de se esperar que a mais incipiente das iniciativas cause
impacto, de mais ou menos estranheza entre os servidores das universidades. Estes
são desacostumados a uma rotina profissionalmente elaborada através de metas e
objetivos a serem alcançados de modo racional.
As administrações vão e vêm. Como nem as bibliotecas nem a própria
universidade obedecem a um programa de ação consistente, voltado para as reais
necessidades da sociedade; temos gastos desnecessários de recursos que
poderiam estar sendo empregados de forma mais racional e justa.
A demanda se apresenta cada vez maior e é imprescindível que a instituição
maior e a biblioteca enquanto organização dentro deste contexto se atualizem,
material e humanamente, de modo a permitir a satisfação de sua clientela, que é,
em última instância, a sociedade à espera de que a universidade cumpra o seu
papel. Não só de preparar as classes dominantes para o exercício do poder, mas de
democratizar o saber, a cultura e, assim, construir a sociedade mais justa, solidária
e fraterna.
A busca do ensino público de qualidade passa necessariamente por todas
estas questões expostas e a biblioteca pode, a seu turno, colaborar imensamente
para a construção desta universidade que a sociedade quer.

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ABSTRACT
As a result of technical visits made to various university libraries in Brazil for the
purpose of learning about and evaluating experiments in visual communication, a
visual communication project appropriate for the Federal University of Uberlândia’s
libraries was developed, with emphasis on the use of colour, simplified forms, and
suitable modern materials, in order to provide direct, objective information. The need
to define a broader policy for library activities within the university and social context
is analyzed, and the possibility is considered of carrying out marketing for the
library’s product: information.
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e especializadas. São Paulo : Nobel, 1990. 144 p.
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6 GÊNIOS da Pintura. São Paulo : Abril, 1984. v. 2, p. 31-54
7 KLAES, Rejane Raffo , PFITSCHER, Eloisa Futuro. Ainda e sempre a questão
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BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 7., 1994, Campinas. Anais... Campinas :
UNICAMP, 1994. p. 289-300.
8 LEMOS, Antônio Agenor Briquet de , MACEDO, Vera Amália Amarante. A
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9 NASCIMENTO, Maria Alice Rebello. Compartilhamento e integração? : a
articulação da biblioteca universitária com a sociedade através da estratégia
da extensão. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 7., 1994, Campinas. Anais... Campinas : UNICAMP, 1994. p. 155-164.
10 OSTROWER, Faiga. Universos da arte. 6. ed. Rio de Janeiro : Campus,
1991. 360 p.
11 SILVEIRA, Amélia. Marketing em bibliotecas universitárias. Florianópolis :
Editora da UFSC, 1992. 198 p.
12 TARAPANOFF, Kira. Objetivos de Biblioteca Universitária. Revista
Latinoamericana de Documentación, Brasília, v. 1, n. 1/2, p. 13-17,
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Comunicação visual, políticas de comunicação e marketing para bibliotecas universitárias: uma proposta para a Universidade Federal de Uberlândia. (Pôster)</text>
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              <text>A partir de observações realizadas em visitas técnicas a diversas bibliotecas universitárias do Brasil, com a finalidade de conhecer e avaliar a funcionalidade das experiências em comunicação visual, buscou-se elaborar um projeto de comunicação visual apropriado para as bibliotecas da Universidade Federal de Uberlândia. Enfatizou-se o uso da cor, das formas simplificadas e de materiais mais adequados e modernos para se alcançar os objetivos da informação objetiva e direta. Analisou-se, também, necessidade de se delinear uma política mais ampla para as ações nas bibliotecas, dentro do contexto universitário e social, bem como considerou-se a possibilidade de se concretizar ações de marketing para o produto com que a biblioteca trabalha: a informação.</text>
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