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                  <text>EIXO TEMÁTICO: O IMPACTO DAS TECNOLOGIAS ELETRÔNICAS E SUA MEDIAÇÃO

A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA, A COMPETÊNCIA INFORMACIONAL E O ACESSO
A FONTES DE INFORMAÇÃO NA INTERNET: estudo na Biblioteca Central da Universidade
Estado da Bahia (Uneb)1
Flávia Ferreira2
Jussara Borges3
Helena Pereira da Silva 4
Othon Jambeiro5
Resumo: Este trabalho tem como objetivo investigar o acesso e uso da Internet como fonte de informação acadêmica
numa biblioteca universitária. Buscou-se evidenciar, à luz da literatura, o papel que desempenha o bibliotecário de
referência na mediação e na capacitação dos usuários para buscarem a informação nas fontes de disponíveis na Internet.
Para isso, fez-se um estudo de caso na Biblioteca Central da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), em Salvador. A
metodologia compreendeu a aplicação de questionários com usuários da Biblioteca e entrevistas com sua diretora, a
bibliotecária e funcionários do setor de referência, e estagiários que trabalham na sala de acesso à Internet. Os
resultados indicam que os usuários utilizam a Internet apenas como fonte complementar de suas pesquisas. Entre os
motivos apontados para esse não-uso é saliente o desconhecimento e a pouca familiaridade com fontes de informação
científicas na Internet. Conclui-se pela necessidade de o bibliotecário de referência agir mais eficientemente em seu
papel de educador e intermediador entre o usuário e a informação.
Palavras-chave – Bibliotecas Universitárias; Bibliotecário de Referência; Fontes Digitais de Informação; Educação de
usuários; Competência informacional.

1 INTRODUÇÃO
O acesso à informação disponível na Internet passou a ser condição essencial na sociedade
contemporânea, já que todas as atividades humanas estão sendo nela representadas. As bibliotecas,
em particular as universitárias, foco de interesse aqui, vêm buscando a capacitação dos seus
profissionais para lidarem com esse meio e oferecerem serviços de promoção do acesso às fontes
digitais de informação por parte dos usuários, antes restritas aos profissionais de informação e mais
especificamente aos profissionais de referência.

Observa-se, assim, que cada vez mais o uso da Internet se expande para todos os setores da
sociedade, incluindo-se as universidades e suas bibliotecas. Disso emergem:
[...] dois pontos principais de análise: como se dá a utilização da Internet e para que a rede é
utilizada. [...] o Brasil ainda é carente de trabalhos dessa natureza. Por tratar-se de evento
recente e como as bibliotecas universitárias são, no país, aquelas que mais se
desenvolveram na automação de serviços e uso da Internet, tornam-se o ambiente ideal para
o levantantamento dessa importante questão (CUENCA e outros, 2000, p.3).
1

Parte inicial desta pesquisa foi publicada no VI Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação (Enancib) e no VI
Encontro Nacional de Ciência da Informação (Cinform).
2
Ex-bolsista de Iniciação Científica, Bacharel em Biblioteconomia e Documentação - Instituto de Ciência da Informação (ICI) na
Universidade Federal da Bahia (UFBA). flaviaccf@yahoo.com.br.
3
Mestre em Ciência da Informação, Professora do ICI/UFBA. jussarab@ufba.Br.
4
Doutora (UFSC), Professora Adjunta do ICI/UFBA. helenaps@ufba.br.
5
Orientador, Phd (University of Westminster, Londres), Professor Titular do ICI/UFBA. othon@ufba.br.

1

�É nesse sentido que os estudos sobre o uso e acesso à Internet, assim como a seus recursos
informacionais, ganham relevância na sociedade vigente. O presente estudo objetiva investigar o
acesso e uso da Internet como uma nova fonte de informação acadêmica, na Biblioteca Central da
Universidade do Estado da Bahia (Uneb), evidenciando o papel que desempenha o bibliotecário de
referência na mediação e na capacitação dos usuários para buscarem a informação nas fontes
disponíveis na Internet.

A Biblioteca Central da Uneb, localizada na cidade de Salvador, criou em 2002 uma sala de
acesso à Internet com 9 computadores, com a intenção de oferecer aos seus usuários o acesso a
fontes de informação on-line, somando-se aos serviços tradicionais de acesso à informação.

Este artigo traz inicialmente uma fundamentação teórica que trata das bibliotecas
universitárias, das competências do bibliotecário educador e da information literacy (competência
informacional), que favorece o desenvolvimento de habilidades ligadas ao uso da informação
disponível na Internet. Em seguida apresenta a pesquisa empírica e as considerações finais.

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1 A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO
O advento da Sociedade da Informação é reflexo dos avanços políticos, sociais e
econômicos ocorridos na sociedade contemporânea. Ela anunciou uma realidade pós-industrial,
caracterizada pela valorização de uma economia baseada na informação e no conhecimento,
demandando profissionais habilitados no criar, manejar e processar a informação (MOREIRO
GONZÁLES, 2005).

As tecnologias da informação, nesse contexto, por meio da integração do computador e das
redes de comunicação, se constituíram em poderoso instrumento pelo qual enorme variedade de
formatos e tamanhos de organizações sociais podem ser tornadas possíveis. Provocaram,
igualmente, grandes mudanças no mercado de trabalho, o que, além de alterar o perfil de diversos
profissionais, fez surgir e se desenvolver uma vasta gama de novas profissões (TARAPANOFF;
SUAIDEN; OLIVEIRA, 2002, p.1).

2

�Certamente esse novo modelo de sociedade traz uma nova lógica de acesso e uso da
informação, conduzindo a transformações em todas as atividades humanas, particularmente na
prestação de serviços de informação.

Mesmo os serviços que pareciam consolidados nas suas práticas estão se vendo forçados a
uma profunda revisão. Esse é o caso das bibliotecas universitárias, instituições tradicionais, que se
deparam com a agilidade da oferta da informação nos meios digitais e, em função disso, com
mudanças significativas no perfil de seus usuários.

A nova situação enfrentada pelas bibliotecas universitárias exige profissionais capacitados
para o uso das novas tecnologias e para o treinamento do usuário na sua utilização e no acesso às
fontes de informação on-line. Esta seria uma nova forma de participação da biblioteca no cotidiano
dos usuários e, conseqüentemente, na Sociedade da Informação.

2.3 COMPETÊNCIAS DO BIBLIOTECÁRIO EDUCADOR

A função educativa do bibliotecário é visualizada com o surgimento do serviço de
referência, que se amplia com a implementação da educação de usuários, conjunto de atividades
que, ao contrário do serviço de referência, apresentam uma característica proativa, realizando-se por
meio de ações planejadas de uso da biblioteca e de seus recursos (CAMPELLO, 2003).

Com o surgimento da atividade de educação de usuários, o bibliotecário assume o papel de
educador, ou seja, participante ativo da realidade dos usuários. Antes apenas atendia às questões
solicitadas pelos usuários na sala de referência. Hoje deve buscar acima de tudo conhecer as
necessidades de informação dos usuários reais e potencias e investir no desenvolvimento de
programas de capacitação, divulgando-os para todos os membros da comunidade universitária.

Nesse movimento de capacitação de usuários, o bibliotecário, acima de tudo, deve buscar
estratégias para realizar o desenvolvimento e aprimoramento contínuo do seu perfil de educador.
Somente assim poderá interagir de forma efetiva no processo de aprendizagem dos usuários,
permitindo-lhes que utilizem as fontes de informação on-line de modo a atender satisfatoriamente
suas necessidades informacionais.

3

�Tarapanoff; Suaiden e Oliveira (2002, p.3) salientam que: “os bibliotecários [...] devem,
assim como os professores, tornarem-se animadores da inteligência coletiva dos cidadãos e dos
estudantes, oferecendo ferramentas intelectuais para que os indivíduos cooperem e produzam
conhecimentos em grupo.”

O trabalho em conjunto com professores da universidade é o novo desafio para o
profissional da informação. Além das competências técnicas e gerencias, deve estar apto a educar e
a instruir para facilitar a aprendizagem e a construção de conhecimentos por parte dos educandos
(usuários). Esses devem ser conduzidos e estimulados a buscar a autonomia na construção do
conhecimento individual e coletivo.

Para participar ativamente do processo de construção do conhecimento dos usuários seja
individual, ou coletivo, o profissional deve assumir de fato o paradigma de educador, promovendo
práticas profissionais inovadoras, condizentes com as novas tendências da Sociedade da
Informação. Dessa forma será agente ativo “[...] dum processo de educação continuada que poderá
contemplar as exigências provindas de mutações tão rápidas, com habilidades e competências
específicas, compatíveis com as diversas áreas [...] como a Internet, a informação, e o
empreendedorismo” (BAPTISTA apud BORGES, 2004, p.65).

Lidar com equipes interdisciplinares e ser um empreendedor, buscando novas formas de
facilitar o processo de mediação e de capacitação para o uso das fontes de informação e das TICs,
são competências a serem incorporadas no fazer do bibliotecário educador. Além dessas
competências, Stripling (apud CAMPELLO, 2003, p.31) aponta que nesse novo paradigma a ser
assumido pelo profissional da informação se faz necessário que ele seja: orientador, elo de ligação
entre o usuário e as fontes de informação on-line e catalisador do processo de aprendizagem.
Portanto, algumas das funções que competem ao bibliotecário no processo de aprendizagem,
no qual o usuário participa sendo responsável pela construção do seu próprio conhecimento, podem
ser assumidas em conjunto com os professores das diversas áreas do conhecimento na universidade,
como por exemplo: a posição de estimulador da aprendizagem e a atividade de planejamento
curricular. Ambas, se trabalhadas em equipe multidisciplinares, levariam a uma melhor
compreensão das atividades curriculares, assim como das atividades extracurriculares.

4

�Quanto a isso Kuhluthau (apud CAMPELLO, 2003, p.32-33) afirma que o desafio do
bibliotecário na sociedade é educar o usuário “[...] para viver e aprender em ambiente rico em
informação. Os professores não podem fazer isso sozinhos. O bibliotecário desempenha papel
fundamental no enfrentamento desse desafio”.

Todas essas iniciativas, se devidamente adaptadas à realidade da biblioteca universitária e
ao fazer do profissional, poderão contribuir para o fortalecimento e reconhecimento do seu papel
na biblioteca e conseqüentemente na universidade. Para tanto, é indispensável que o profissional
da informação esteja apto para utilizar as TICs e as fontes de informação on-line como aliadas no
processo de busca, acesso e uso da informação na biblioteca universitária.

Tarapanoff, Suaiden e Oliveira (2002) reforçam o papel do bibliotecário educador no âmbito
da biblioteca universitária, salientando que ele deve constituir-se, acima de tudo, na competência de
educar a si próprio, ou seja, assumir a postura de manter-se atualizado, para educar os usuários.
Esse é um dos grandes desafios para o profissional da informação e um passo importante para a
capacitação de usuários no uso das fontes de informação on-line, na biblioteca universitária.

Agindo assim o bibliotecário deverá também aprimorar a sua competência no uso da
informação e das tecnologias, reafirmando o seu papel vital no processo de educação informacional,
transformando-se em membro participante na comunidade em que atua.

2.4 A INFORMATION LITERACY
A Sociedade da Informação, caracterizada pela rápidas e abundantes disponibilização de
informação, em grande uma variedade de formatos, é o espaço mais abrangente por onde trafega o
movimento da competência informacional. É um ambiente tão diferente e mutante que exige novas
habilidades para nele se sobreviver (ASSOCIATION ..., 1998, apud CAMPELLO, 2003, p.33).

Extensas listas de competências e atribuições são descritas na literatura para caracterizar o
que o bibliotecário, envolvido com a aprendizagem, deve ser e fazer. Nessa literatura é relembrado
repetidamente que o bibliotecário educador deve deslocar seu foco dos recursos da biblioteca para
os usuários, a fim de criar no âmbito da biblioteca uma comunidade de aprendizagem.

5

�A mudança de foco dos recursos informacionais da biblioteca para os usuários foi o primeiro
passo para a implantação da information literacy na biblioteca, que aliada à idéia da educação de
usuários, favoreceu o surgimento da information literacy education. Ela consiste na mediação e
promoção do acesso à informação, sendo“[...] antes de tudo, um processo que se inicia com a
percepção da necessidade de informação, de socialização do acesso físico e intelectual à
informação; acontece lentamente e envolve toda a comunidade educacional, tendo seu
desenvolvimento neste contexto.” (DUDZIAK, 2003, p.31).

O termo competência informacional, traduzido de information literacy, foi utilizado
inicialmente nos Estados Unidos. Designava habilidades ligadas ao uso da informação eletrônica.
No Brasil o termo está em fase de consolidação. Foi mencionado pela primeira vez por Caregnato
(2000 apud CAMPELLO, 2003, p.28), que o traduziu como “alfabetização informacional”, num
texto em que propõe a expansão do conceito de educação de usuários. Nesse texto ela ressalta a
necessidade de as bibliotecas universitárias se prepararem para disponibilizar novas maneiras de
incentivar os usuários a desenvolverem as habilidades informacionais necessárias para interagirem
no ambiente digital. Vários outros autores, entre os quais Dudziak (2003), que também enfocam a
information literacy no contexto digital, utilizam o termo no original.

Faqueti e Blattmann (2004) afirmam que a information literacy é também chamada de
letramento informacional e delineia-se em resposta ao desafio de uma sociedade que está em
constante mudança, onde o processo de aprendizagem deverá ser uma constante na vida de todos.

A aprendizagem do uso da informação no meio digital é o cerne do movimento da
information literacy. Para que o indivíduo seja considerado letrado no uso da informação deve estar
apto a buscá-la e utilizá-la no processo de criação de novos conhecimentos.

De acordo com a Association of College and Research Libraries (apud 2004 FAQUETI;
BLATTMANN, 2004, p.64) para um indivíduo ser considerado letrado no uso da informação deve
ser capaz de:
a)
b)
c)
d)
e)

determinar a extensão da informação que necessita;
acessar a informação eficaz e eficientemente;
avaliar as informações e suas fontes criticamente;
incorporar as informações selecionadas como seu conhecimento;
usar a informação efetivamente para realizar propostas específica;
f)
entender o alcance social, econômico e legal do uso da informação eticamente e
legalmente.

6

�A information literacy representa na vida do indivíduo um processo que está diretamente
ligado ao processo de aprendizagem. Ela favorece o desenvolvimento da autonomia e do senso
crítico do indivíduo na busca da informação, devendo para tanto ser contínua e fundamentada em
habilidades e atitudes necessárias à interação com o ambiente informacional, em meio digital.

O Quadro 1 mostra como se estabelece essa relação de aprendizagem entre o educador
(bibliotecário) e o educando (usuário). Segundo Dudziak (2003) essas ações conduzem a quatro
atitudes que devem ser assumidas por parte do bibliotecário: a intencionalidade, a reciprocidade, o
significado e a transcendência.

AÇÕES

OCORRÊNCIAS

1-Intencionalidade

ocorre quando o bibliotecário educador direciona a
interação e o aprendizado;

2- Reciprocidade

ocorre quando o bibliotecário está envolvido em um
processo de aprendizado e ambos aprendem;

3- Significado

ocorre quando a experiência é significativa para
ambos;

4- Transcendência

ocorre quando a experiência vai além da situação de
aprendizagem e extrapolada para a vida do aprendiz.

Quadro 1: Etapas do Processo de Aprendizagem
Fonte:Adaptado de Dudziak (2003, p.33).

O contexto mostrado no quadro acima deixa evidente que capacitar os usuários para serem
competentes na busca da informação envolve a promoção de programas de treinamento para utilizar
as TICs e acessar a informação por meio delas. A partir dessa atividade o bibliotecário é estimulado
a assumir atitude proativa, participando, assim, como membro ativo do movimento da information
literacy.

O processo de aprendizagem deve levar a altos níveis de utilização da informação disponível
na rede, pela comunidade universitária. Para tanto, o programa de treinamento empreendido pela
biblioteca universitária não deve conduzir somente à capacitação de usuários para realizarem seus
trabalhos acadêmicos, mas também ao desenvolvimento do conjunto de potencialidades dos
usuários, no que se refere à busca, seleção e uso da informação disponível na Rede.

7

�3 A PESQUISA EMPÍRICA
3.1 METODOLOGIA
Como anteriormente afirmado, o objetivo deste estudo foi evidenciar, à luz da literatura, o
papel que desempenha o bibliotecário de referência na mediação e na capacitação dos usuários para
buscarem a informação nas fontes disponíveis na Internet, ressaltando sua importância no processo
de letramento informacional. Para isso, fez-se um estudo de caso na Biblioteca Central da
Universidade do Estado da Bahia (Uneb), em Salvador.

A condução se deu em 3 etapas, a saber: 1 - Levantamento, descrição e avaliação dos
serviços oferecidos pela Biblioteca, mediante entrevista semi-estruturada com a diretora, a
bibliotecária e três funcionários do Serviço de Referência; 2 - análise do serviço de acesso à Internet
e levantamento do número de usuários que freqüentam a sala de acesso diariamente, mediante
entrevista com três estagiários que trabalham nesse serviço, totalizando assim, oito entrevistados,
dentre os que trabalham na Biblioteca; 3 - aplicação de questionários com perguntas objetivas e
subjetivas a 118 usuários , que compareceram à sala de acesso à Internet, nas três primeiras
segundas-feiras do mês de abril do ano de 2005. Nessa etapa, foram esclarecidos a respeito dos
objetivos da pesquisa e solicitados a colaborar, respondendo às questões relativas ao uso dos
serviços da Biblioteca.

3.2 A BIBLIOTECA CENTRAL DA UNEB
A Biblioteca está localizada no Campus 1, Cabula, em Salvador (BA). Na estrutura
administrativa da Uneb está vinculada à Pró-Reitoria de Graduação e é a unidade gerenciadora do
Sistema de Bibliotecas da Universidade, constituído por ela própria e 22 outras bibliotecas setoriais
localizadas também na Bahia.

São seus objetivos: a coordenação técnica dos serviços bibliotecários, o apoio na
implantação de novas bibliotecas e o processamento técnico das obras adquiridas. Seus principais
serviços são: planejamento, aquisição, processamento técnico, empréstimo interbibliotecário,
orientação à normalização dos trabalhos acadêmicos, serviço de comutação bibliográfica,
empréstimo domiciliar, consulta local ao acervo, reserva de livros, serviço de referência, acesso ao
Portal Capes e a outras fontes disponíveis na Internet.

O serviço de acesso à Internet é disponibilizado em sala própria para tal fim e dispõe de
nove máquinas, sendo que algumas com o Office para a realização de trabalhos acadêmicos. Essa
8

�sala foi fundada em 2002, financiada e mantida pela própria Universidade. Tem como objetivo
oferecer acesso a diversas fontes de informação disponíveis na Internet. Apesar de a Biblioteca
oferecer o acesso às fontes de informação na Internet, não disponibiliza um programa de
capacitação para acesso a essas fontes. A proposta ideal seria oferecer o serviço de referência na
sala de acesso à Internet, que teria como pressuposto básico disseminar a informação independente
do suporte em que ela se encontre, oferecendo treinamento de usuários e orientação monitorada
para possíveis dúvidas relacionadas ao uso das bases de dados e às diversas estratégias de busca.

3.3 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS
Os 118 questionários, aplicados aleatoriamente nas três primeiras segundas feiras de abril de
2005, atingiram 13 cursos de graduação da Uneb, conforme explicita a Tabela 1.
Tabela 1 - Usuários entrevistados na Biblioteca
Central da Uneb em 2005, por curso de graduação
Curso

Nº de usuários

(%)

Comunicação Social- Relações Públicas
Comunicação c/ habilitação em Jornalismo
Turismo e Hotelaria
Engenharia Civil
Letras c/ Inglês
Letras Vernáculas
Ciências Contábeis
Enfermagem
Administração
Fonoaudiologia
Pedagogia
Licenciatura em Química
Nutrição
Total

1
1
3
5
4
4
6
8
10
15
15
18
28
118

0,79
0,79
2,38
3,97
3,17
3,17
4,76
6,35
7,94
11,90
11,90
14,29
22,22
100,00

A tabela mostra que o curso com maior índice de freqüência foi o de Nutrição, com 22,22%
dos entrevistados. Depois dele, com freqüência de alguma significação, aparecem os cursos de
Licenciatura em Química (14,29%), Fonoaudiologia (11,9%) e Pedagogia (11,9%). Dentre os que
aparecem na amostra, os de menor índice foram: Comunicação, Turismo e Hotelaria, Engenharia
Civil e Letras, todos abaixo de 4%. Ressalte-se que estes índices têm pouco significado, uma vez
que os questionários foram aplicados em três segundas-feiras: como se sabe, a concentração de
alunos de um determinado curso numa universidade depende de variáveis que incluem os semestres
em que estão matriculados, os horários das aulas e os dias da semana em que é ministrada a maioria
das disciplinas de cada semestre.

Na Tabela 2 são apresentadas as fontes de informação que, de acordo com os usuários, são
prioritárias para o desenvolvimento de suas atividades acadêmicas.
9

�Tabela 2: Fontes de informação prioritariamente
utilizadas pelos entrevistados
Fontes de informação
Livros
Internet
Revistas e jornais
Periódicos científicos
Enciclopédias
Dicionários
Bases de dados
Total

Nº de usuários
100
9
6
1
2
118

(%)
84,75
7,63
5,08
0,85
1,69
100,00

Os números da Tabela 2 realçam o fato de que o serviço de acesso à Internet na Biblioteca
Central da Uneb não representou impacto considerável em relação ao uso de material impresso: dos
118 usuários entrevistados, 100 deram prioridade ao livro (84,75%), 9 à Internet (7,63%) e 6 a
revistas e jornais (5,08%), como principal fonte de informação para o desenvolvimento de trabalhos
acadêmicos. Nenhum deles citou enciclopédias ou dicionários, opções que constavam nas
possibilidades de resposta, e somente um citou periódicos científicos.

O fato de apenas 2 terem citado como prioritário o uso das bases de dados evidencia o não
conhecimento dessa fonte de informação essencial no auxílio à pesquisa, por parte da maioria dos
usuários. Fica também evidente que privilegiam as fontes em meio impresso (livros, revistas e
jornais perfazem 89,83%) como predominantes no desenvolvimento de suas atividades acadêmicas.
A Internet é, claramente, uma fonte secundária.

A Tabela 3 apresenta o número de usuários que utilizam o serviço de acesso à Internet na
Biblioteca Central da Uneb.
Tabela 3:
Acesso à Internet no Infocentro da Biblioteca
Categorias
Sim
Não
Total

(f)
97
21
118

(%)
82,2
17,8
100

É relativamente intensa a utilização do serviço de acesso à Internet por parte dos
entrevistados, uma vez que 82,2% o fazem regularmente. Mas em se tratando de um ambiente
acadêmico contemporâneo, com praticamente a totalidade dos alunos em plena juventude, deve-se
considerar alto o índice de 17,8% de alunos que, embora freqüentem a Biblioteca, ali não acessam a
Internet. Apesar do infocentro ter sido criado com o objetivo de favorecer o acesso da Internet como
10

�fonte de informação acadêmica, foi detectado que na prática a maioria dos usuários estavam
utilizando o acesso a Rede para consultar e-mail, sites de entretenimento e sites de busca.

Admitindo-se que são incluídos digitalmente, isto significa que esse acesso na Biblioteca
não representa para eles nenhum diferencial. Ou vão ali em busca apenas de material impresso,
realizando seu acesso em casa ou outro lugar, ou não reconhecem o mundo virtual na sua qualidade
de extraordinária fonte de informação. Em qualquer das hipóteses, mais particularmente na
segunda, os dados reafirmam a necessidade da intervenção do bibliotecário de referência como
educador e intermediário do usuário com as fontes de informação, já que disponibilizar o acesso à
informação on-line nas bibliotecas “[...] requer do bibliotecário o desenvolvimento de habilidades
necessárias a sua qualificação profissional, principalmente na intermediação e gerenciamento do
fluxo da informação digital no ambiente da rede de computadores”(BLATTMANN, 2003; RADOS,
2000, p.5).

A Figura 1 complementa a questão anterior, ilustrando as fontes utilizadas mediante o uso da
Rede, na sala de acesso à Internet da Biblioteca:
Sites de
Busca

48%

E-mail

36%

Periódicos
eletrônicos
Bases de
dados

15%

1%

0%

10%

20%

30%

40%

50%

60%

Figura 1:Finalidade do Uso da Internet na Biblioteca

Quando perguntados sobre a finalidade do acesso à Internet na Biblioteca, verificou-se que
bases de dados e periódicos eletrônicos são consultados por apenas 16% deles. Sites de busca, com
48% e e-mail, com 36% são os acessos preferidos. De todos, apenas 01 afirmou conhecer uma base
de dados, a Scielo, e nenhum conhece o Portal Capes. O que reafirma mais uma vez a necessidade
da atuação do bibliotecário de referência, promovendo programas de capacitação e divulgação das
fontes de informação científicas disponíveis na Rede.

11

�4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A biblioteca universitária, no contexto da Sociedade da Informação, está pautada em ações
que visam não apenas o acesso à Internet na Biblioteca, mas, acima de tudo, a divulgação dos
serviços e a capacitação dos seus usuários. Essa última deve estar voltada para ações que almejem o
letramento informacional dos usuários, favorecendo desse modo o acesso e uso da informação online, de modo eficaz.

Os dados empíricos reafirmam a necessidade do letramento informacional como prática
necessária, ao mostrarem o uso ínfimo de fontes importantes de informação on-line por meio do
serviço de acesso à Internet da Biblioteca da Uneb. A ausência de orientação e treinamento aos
usuários é, seguramente, a causa principal da subutilização dessas bases. Isso indica que na
Biblioteca e, conseqüentemente, entre seus usuários, ainda não existe uma cultura informacional
que leve os indivíduos a otimizarem o acesso e uso das fontes de informação on-line.

Evidenciou-se também que a implantação do acesso à Internet na biblioteca demanda que o
profissional da informação assuma novas formas de atuação para dar significado à oferta desse
acesso nas dependências da biblioteca, de acordo com o conceito de information literacy education.
Sem educação para o uso da informação, dificilmente este tipo de serviço cumprirá seu papel
acadêmico. Isto se reflete igualmente na formação do profissional de informação e nas atitudes,
habilidades e conhecimentos que deve ter, porque, ao mesmo tempo em que as novas tecnologias
ampliam seus espaços de trabalho, reconfigurando suas práticas profissionais, reforçam um atributo
tradicional de seu perfil, que é o de educador.

Essas mudanças vivenciadas atualmente deveriam conduzir os profissionais da biblioteca a
um processo de amplo questionamento. O novo contexto tecnológico sugere que a biblioteca e a
universidade devem rever seu papel, adequando os serviços de informação, particularmente os das
bibliotecas acadêmicas, já que na nova realidade informacional, cada vez mais as fontes de
informação migram para a Internet.

REFERÊNCIAS
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DataGramaZero, n. zero, dez., 1999. Disponível em: &lt;http://www.dgz.org.br/&gt;. Acesso em:25
mar. 2005.
12

�BORGES, Maria Alice Guimarães. O profissional da informação: somatório de formações,
competências e habilidades. In: BAPTISTA, Sofia Galvão; MUELLER, Susana Pinheiro Machado
(Orgs.). Profissional da informação: espaço de trabalho. Brasília:Thesaurus, 2004. p.55-69.
BLATTMANN, Úrsula et al. A aprendizagem, a biblioteca e a Internet. In: BLATTMANN, Úrsula;
FRAGOSO, Graça Maria (Orgs.). O zapear e a informação em bibliotecas e na Internet. Belo
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CUENCA, Angela Maria Belloni et. al. Uso da internet por usuários de bibliotecas acadêmicas. In:
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>A biblioteca universitária, a competência informacional e o acesso a fontes de informação na internet: estudo na Biblioteca Central da Universidade Estado da Bahia (UNEB).</text>
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              <text>Este trabalho tem como objetivo investigar o acesso e uso da Internet como fonte de informação acadêmica numa biblioteca universitária. Buscou-se evidenciar, à luz da literatura, o papel que desempenha o bibliotecário de referência na mediação e na capacitação dos usuários para buscarem a informação nas fontes de disponíveis na Internet. Para isso, fez-se um estudo de caso na Biblioteca Central da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), em Salvador. A metodologia compreendeu a aplicação de questionários com usuários da Biblioteca e entrevistas com sua diretora, a bibliotecária e funcionários do setor de referência, e estagiários que trabalham na sala de acesso à Internet. Os resultados indicam que os usuários utilizam a Internet apenas como fonte complementar de suas pesquisas. Entre os motivos apontados para esse não-uso é saliente o desconhecimento e a pouca familiaridade com fontes de informação científicas na Internet. Conclui-se pela necessidade de o bibliotecário de referência agir mais eficientemente em seu papel de educador e intermediador entre o usuário e a informação.</text>
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