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                  <text>GESTÃO DE PESSOAS EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS SOB A ÓTICA DAS
TEORIAS DA QUALIDADE: REFLEXÕES SOBRE A REALIDADE BRASILEIRA

Cláudio Marcondes de Castro Filho∗
Waldomiro Vergueiro∗∗

RESUMO
Propõe-se a avaliar a importância da gestão de pessoas nas bibliotecas
universitárias em geral, acompanhando as tendências expressas pelas teorias de
administração no final do século 20 e início do século 21 e dando especial ênfase às
teorias da qualidade. Analisa a prioridade dada ao tema na literatura da área de
Ciência da Informação, com especial atenção às preocupações dos profissionais das
bibliotecas universitárias, conforme expressas na bibliografia especializada nacional
e internacional. A partir de levantamento de casos disponíveis na literatura, discute
as implicações/limitações da realidade brasileira para a gestão de pessoas em
bibliotecas universitárias, enfocando: a) problemas estruturais: pouca disponibilidade
de recursos financeiros e humanos, ambiente físico desfavorável, condições de
trabalho nem sempre satisfatórias; b) cultura organizacional: comodismo, falta de
iniciativa, dependência; c) estilos gerenciais: autocráticos, centralizadores, com
pouco planejamento. Tendo por base a filosofia da qualidade, elabora proposições
para maior eficiência na gestão de pessoas nas bibliotecas universitárias brasileiras,
abrangendo questões de avaliação e planejamento estratégico, parcerias,
engajamento e participação dos funcionários (empowerment), motivação, etc.

1 INTRODUÇÃO
Em uma economia cada vez mais baseada em serviços, o conhecimento é um
fator decisivo para a sobrevivência organizacional. Esse conhecimento é encontrado
em sistemas de informação, bases de dados, compartilhamento de idéias e por
transmissão interpessoal.
Nesse ambiente, a gestão das pessoas torna-se fator essencial para a bem
sucedida concretização dos objetivos da instituição. Cada vez mais, o sucesso é
atingido pelas pessoas, e não mais por máquinas, estruturas ou recursos financeiros.

�Por outro lado, a gestão de pessoas está intimamente relacionada à estrutura da
organização, seu porte, diversidade, escala hierárquica e distribuição das pessoas
certas para os lugares certos.

Assim, a gestão de pessoas torna-se uma

responsabilidade central dos administradores, visando harmonizar os recursos
institucionais com o seu capital intelectual, obtendo o máximo de produtividade de
suas aplicações.
As bibliotecas universitárias não estão excluídas desse contexto, na medida
em que o aspecto de serviço de suas atividades passa a ter cada vez mais um peso
maior na sua atuação institucional. Assim, delas se espera que assumam a
vanguarda na preocupação com a gestão de pessoas, pois apenas a partir da correta
administração de seu capital intelectual poderão elas ser plenamente valorizadas e
dar uma contribuição relevante para a instituição universitária. Essa preocupação
deve ter como ponto de partida o conhecimento das contribuições ao tema das
principais teorias de administração no final do século 20 e início do século 21; nesse
aspecto, uma atenção especial pode ser dada às teorias da qualidade, que,
comprovadamente, oferecem subsídios valiosos para a gestão de pessoas. Neste
sentido, este trabalho se propõe a refletir sobre o atual panorama das bibliotecas
universitárias brasileiras no que diz respeito à questão da gestão de pessoas,
propondo, a partir da literatura especializada e de reflexão pessoal dos autores,
alternativas de encaminhamento para as bibliotecas universitárias.

2 A GESTÃO DE PESSOAS NA ADMINISTRAÇÃO CONTEMPORÂNEA
Com a era da informação no início de 90 e com a interação da tecnologia, as
pessoas passaram a ter informação em tempo real, o que facilita transformá-la em
negócio (produtos e serviços), conforme as necessidades das organizações e,
principalmente, dos seus clientes. Neste ambiente, necessita-se de agilidade,
inovação e equipes multifuncionais voltadas para missões específicas e com
objetivos concisos.

�As organizações estão mudando os seus conceitos e alterando suas práticas
gerenciais, investindo nas pessoas, em vez de investirem somente em seus produtos
e serviços, pois é cada vez mais evidente que são as pessoas que os estudam,
criam, desenvolvem e melhoram; portanto, são elas que significam o diferencial
competitivo e garantem o sucesso organizacional. Com esta afirmativa, concordam
muitos autores, destacando-se Chiavenato (1999, p.6), que afirma ser a gestão de
pessoas “uma área muito sensível à mentalidade que predomina nas organizações”.
No entanto, a gestão das pessoas, depende de vários aspectos da organização,
como cultura, estrutura, ambiente, o negócio, a tecnologia utilizada na organização,
entre

outros.

Além

disso,

ainda

segundo

Chiavenato,

a

administração

contemporânea também deve enfocar a gestão de pessoas sob três aspectos
importantes, ou seja:
a)

as pessoas como seres humanos;

b)

as pessoas como ativadores inteligentes de recursos organizacionais; e

c)

as pessoas como parceiras na organização.
Sob esse ponto de vista, os componentes da organização passam a ser

tratados como pessoas e não mais como meros recursos organizacionais (os
chamados “recursos humanos”). Compreende-se, assim, que são as pessoas ativas
que alavancam as organizações: são elas – e não as empresas -, que estão em
constante renovação, que aceitam os desafios, partilham a reciprocidade de
dedicação, responsabilidade, comprometimento e riscos, interferindo no processo de
trabalho e atingindo mais autonomia nas decisões.
A gestão de pessoas, mais que um instrumento de controle, deve partir de
uma visão humanista do ser humano, contribuindo para a eficácia organizacional, ou
seja, ajudando a organização a alcançar seus objetivos e realizar sua missão;
proporcionando-lhe

competitividade e empregados bem treinados e motivados;

aumentando a auto-atualização, a satisfação dos empregados e mantendo qualidade
de vida no trabalho; administrando a mudança e se comprometendo com a

�manutenção de políticas éticas e um comportamento socialmente responsável
(Chiavenato, 1999).
As principais teorias de administração do final do século 20 contemplam a
especificidade da gestão de pessoas, entendendo-a como fundamental ao sucesso
organizacional. No âmbito das preocupações que norteiam a qualidade em serviços,
por exemplo, evidencia-se a necessidade de contar com profissionais “motivados e
conscientizados da importância de um atendimento de alto nível para a satisfação
dos clientes” (Vergueiro, 2002, p. 107). Isto vai também se refletir na área de
informação, na medida em que, cada vez mais, tanto as instituições tradicionais –
bibliotecas, centros de documentação, etc. -, como a atuação dos profissionais são
vistas como predominantemente caracterizadas como prestação de serviços.
A percepção da Biblioteconomia e Ciência da Informação como pertencentes
à esfera dos serviços tem se ampliado em todas as áreas de atuação, desde
bibliotecas públicas às unidades de informação de empresas ou instituições do
Terceiro Setor. Nas bibliotecas universitárias esta percepção demanda especial
prioridade dos profissionais, principalmente devido à especificidade dos clientes
(estudantes, professores, pesquisadores, funcionários, etc.) e seu nível cada vez
mais de exigência em relação aos serviços e produtos que recebem. Desta forma, a
gestão, capacitação e motivação da equipe transformam-se em fatores essenciais
para a qualidade do serviço da unidade de informação.

3 BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS E GESTÃO DE PESSOAS: A REALIDADE
BRASILEIRA
Do profissional de informação se espera a execução das tarefas, atenção aos
acontecimentos, comprometimento com a organização a que se dedica e habilidades
para trabalhar em equipe. Na biblioteca universitária, além dessas “exigências”
básicas, pode-se dizer que ele também precisa ser versátil, flexível, dinâmico, com
perfil de empreendedor e se preocupar com o seu desenvolvimento profissional.

�Neste sentido, o grande desafio para as gerências é valorizar os funcionários como
seres humanos, com suas diferenças, criatividade e espaço para opiniões individuais
no trabalho em equipe; da mesma forma, o estabelecimento de um processo de
ajuda mútua, que priorize os objetivos do coletivo e diminua as ameaças que o novo
ambiente dos serviços de informação podem representar para alguns funcionários,
também parece ser uma medida necessária para garantir a melhoria dos serviços
aos clientes nas bibliotecas universitárias.
A realidade das bibliotecas universitárias brasileiras pode afetar decisivamente
na gestão das pessoas, do ponto de vista de sua ênfase na prestação de serviços.
Por um lado, as bibliotecas universitárias ligadas a instituições públicas parecem ter
atingido um maior grau de organização formal, estando integradas à estrutura de
suas instituições, bem como uma distribuição de tarefas ou departamentalização
mais visível; em universidades públicas, é comum deparar-se com unidades de
informação formalmente organizadas em divisões, seções ou setores, com
bibliotecários responsáveis por cada um deles. Por outro lado, grande parte das
unidades de informação ligadas a instituições particulares de ensino superior não
apresenta uma distribuição formal de setores constituintes, existindo apenas um
responsável pela unidade e funcionários – bibliotecários ou não -, que trabalham sob
sua supervisão.
Isto não acontece por acaso. De uma maneira geral, nas bibliotecas
universitárias particulares parece existir como preocupação o cumprimento daquilo
que é solicitado pelo Ministério da Educação em termos de pessoal e de acervo.
Desta forma, tem-se como resultado uma biblioteca mais centralizada, com poucos
recursos humanos, que têm tempo apenas para "apagar incêndios" e não para
propor produtos ou serviços, bem como melhorias no atendimento ao cliente da
unidade de informação. Esta realidade é diferenciada daquela muitas vezes
encontrada nas bibliotecas universitárias públicas, onde a descentralização de
serviços - ou seja, vários profissionais bibliotecários com equipes de assistentes e
auxiliares desenvolvendo setores específicos na biblioteca -, permite um maior
planejamento e ampliação das atividades em benefício dos clientes.

�No entanto, as bibliotecas ligadas a universidades públicas apresentam uma
rigidez na sua política de pessoal que pode representar um elemento desestimulador
para a permanência de profissionais mais capacitados. Por um lado, a
obrigatoriedade de um processo seletivo para contratação de novos profissionais
impede

o

aproveitamento,

em

cargos

imediatamente

superiores,

daqueles

profissionais de apoio que se capacitaram para o exercício de funções mais
especializadas, seja pela aquisição de uma formação superior ou pela própria
capacitação em serviço; por exemplo, é comum que, ao terminar o curso superior de
Biblioteconomia, muitos profissionais que atuam em bibliotecas universitárias da área
pública

como

auxiliares

tenham

que

buscar

outros

empregos

devido

à

impossibilidade de aproveitamento direto nos cargos eventualmente existentes, ainda
que tenham apresentado bom desempenho profissional em suas funções. Por outro
lado, a remuneração de funções no serviço público independe de características
específicas do desempenho individual, estando ligada a um sistema geral de cargos
e salários, o que pode desestimular iniciativas visando o aprimoramento do serviço.
Assim,

ainda

que

com

a

descentralização

as

equipes

possam

avaliar

potencialidades, aprimorando os serviços, e exista nas universidades públicas um
sistema de avaliação que premia pecuniariamente o tempo de serviço dos
funcionários, esses fatores podem não ser suficientes para motivar profissionais que
desejam ter suas qualidades/habilidades devidamente reconhecidas. A probabilidade
de esse reconhecimento acontecer nas unidades de informação ligadas a instituições
particulares de ensino superior pode ser maior, pois ali a progressão na carreira
ocorre por mérito e pelo desenvolvimento profissional.
No que diz respeito aos clientes, é importante salientar que as características
de contratação de docentes nas universidades públicas difere das instituições
particulares, o que afeta a forma de relacionamento com a unidade de informação.
Devido às jornadas de trabalho ali instituídas – parcial, completa ou dedicação
exclusiva -, bem como à obrigatoriedade de desenvolvimento da pesquisas, os
clientes das bibliotecas universitárias públicas estão mais presentes na instituição.
Isto não ocorre na maioria das instituições particulares de ensino superior, que

�contratam professores apenas para ministrar aulas, sem exigir uma participação
institucional ativa. Desta forma, é natural que o envolvimento - bem como as
exigências -, dos docentes em relação à unidade de informação ocorra de forma
mais intensa nas universidades públicas do que nas particulares. O mesmo poderia
ser afirmado em relação aos alunos.
Quanto ao suporte tecnológico, pode-se dizer que as bibliotecas universitárias
da área pública estão mais bem aparelhadas em termos de redes e sistemas de
informação para acesso a bases de dados automatizadas ou publicações eletrônicas.
No Brasil, nos últimos anos, essas bibliotecas universitárias apresentaram uma
crescente preocupação com a organização de sistemas cooperativos para acesso à
informação, em especial no que diz respeito à disponibilidade de documentos por via
eletrônica, evidenciada em projetos como o SciELO - Scientific Electronic Library
Online (SciELO Brasil, 2004) e os bancos de teses e dissertações do Programa de
Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal de Santa Catarina (2004) e
da Universidade de São Paulo (2004). Além disso, a parceria das três universidades
públicas do Estado de São Paulo –Universidade de Campinas (UNICAMP),
Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual Paulista “Júlio de
Mesquita Filho” (UNESP) -, tornou possível a implementação e consolidação de um
sistema participativo de bibliotecas, racionalizando recursos, serviços e produtos. Já
na área das instituições particulares, o Laboratório de Automação de Museus,
Bibliotecas Digitais e Arquivos, da Pontifícia Universidade Católica de Rio de Janeiro
(PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO, 2004) constitui
uma iniciativa isolada, ainda que nem por isso menos importante.
Ainda com relação ao suporte tecnológico, é importante destacar que pode ser
identificada nas unidades de informação de instituições particulares de ensino
superior a preocupação com a organização de laboratórios e salas de informática
para uso dos discentes, ampliando-se o número de equipamentos institucionalmente
disponíveis. No entanto, esses esforços e recursos na aquisição de tecnologia de
ponta também parecem ocorrer em função de preocupações com a imagem da
instituição junto ao público e do atendimento às exigências do Ministério da

�Educação anteriormente mencionadas, nem sempre representando reais melhorias
de serviços ou produtos dessas bibliotecas universitárias.

4 IMPLICAÇÕES/LIMITAÇÕES DA REALIDADE BRASILEIRA DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS
Como

em

qualquer

outra

área

profissional,

também

as

bibliotecas

universitárias são afetadas pelo meio ambiente em que atuam, recebendo influência
direta de seu contexto econômico-social. De diversas maneiras, isto vai ter
conseqüências na constituição da equipe de trabalho e na própria administração da
biblioteca, podendo ser tanto um elemento limitador como facilitar o sucesso na
realização de seus objetivos institucionais.
Entre os fatores que mais interferem na gestão de pessoas em bibliotecas
universitárias brasileiras, pode-se mencionar:
a) Problemas estruturais
Em última instância, estão ligados à própria manutenção da biblioteca na
universidade. Em muitos casos, principalmente em instituições particulares de
ensino, tem-se a impressão de que a existência da unidade de informação é
decorrente apenas de uma determinação legal, não existindo uma percepção real
dos benefícios que ela pode trazer ao processo de ensino/aprendizagem ou ao
desenvolvimento da pesquisa acadêmica. Isto pode gerar uma situação de constante
incerteza quanto ao fornecimento dos recursos necessários – econômicos, materiais,
físicos e de pessoal -, ao desenvolvimento das atividades formalmente estabelecidas
para a biblioteca.
Muitas bibliotecas universitárias brasileiras não têm sequer um orçamento
próprio para responder a suas necessidades administrativas, o que dificulta o
planejamento de suas atividades. Assim, questões básicas - como a compra de
materiais de consumo, por exemplo -, podem muitas vezes depender de autorização

�do diretor da faculdade ou instituição mantenedora, tendo a gerência da unidade de
informação um mínimo de autonomia para a tomada de decisões de qualquer
espécie. Evidentemente, esta situação de dependência é comprometedora para a
eficiência da unidade de informação e influi diretamente no moral da equipe da
biblioteca,

uma

vez

que

definições

quanto

à

aquisição

de

acervo

ou

ampliação/atualização de parques tecnológicos ficam reféns de administradores que
muitas vezes desconhecem as especificidades do trabalho informacional e as
necessidades específicas dos clientes.
Por outro lado, é fácil verificar que muitas bibliotecas universitárias brasileiras
estão instaladas de forma precária, em espaços não apropriados para a acomodação
de acervos documentais, ao mesmo tempo em que não dispõem de ambientes
propícios à leitura e pesquisa, o que abrange desde a disponibilidade de mesas para
estudo, trabalhos em grupo ou utilização de equipamentos multimídia. Em termos
tecnológicos, ainda que muitas universidades brasileiras tenham nos últimos anos
investido na implantação de laboratórios de informática, os benefícios do
desenvolvimento da tecnologia de informação não tiveram o mesmo resultado nas
bibliotecas dessas instituições; em muitos casos, o avanço tecnológico dos primeiros
convive de forma quase escandalosa com o atraso destas últimas, criando uma
situação de disparidade que não tem qualquer justificativa administrativa. No entanto,
por uma questão de justiça, é importante salientar que esta realidade é muito mais
fácil de ser encontrada no ambiente das universidades ligadas à iniciativa particular
do que àquela da área pública.
Infelizmente, no que diz respeito a políticas de capacitação e educação
contínua, pode-se dizer que as bibliotecas universitárias brasileiras encontram-se
ainda em um estado embrionário, com poucas iniciativas sistematizadas nessa
direção. À exceção de alguns programas formais ligados a universidades públicas, a
realidade evidencia um quase total descaso ao aprimoramento profissional,
deixando-o a cargo do interesse e da iniciativa individuais. Ainda que a área
disponha de variadas oportunidades para capacitação – como o Seminário Nacional
de Bibliotecas Universitárias, o Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e

�Documentação, os cursos de especialização e pós-graduação lato e stricto sensu,
etc. -, falta à maioria das instituições a conscientização em relação à necessidade de
incentivar os profissionais das unidades de informação para a atualização de
conhecimentos e desenvolvimento de novas habilidades, com reflexos diretos na
qualidade dos serviços prestados.

b) Cultura organizacional
Segundo Grosser, cultura organizacional pode ser definida como
o conjunto de valores e crenças compartilhados por aqueles que
atuam numa organização, o qual exerce um impacto dramático no
comportamento dos empregados e na performance organizacional,
agindo como uma força unificadora, que mantém a coesão entre os
empregados (1991, p. 373).

Ela pode ser fraca ou forte: é forte quando suas idéias, regras, costumes,
técnicas, etc. são compartilhados por uma grande maioria dos funcionários e
disseminados aos novos funcionários, influenciando diretamente os comportamentos
gerados na instituição; é fraca quando sua interferência sobre o comportamento
individual não tem grandes conseqüências. Para Chiavenato (1999), a cultura
organizacional determina: a) como as pessoas interagem; b) as normas ou regras
que envolvem os grupos e seus comportamentos; c) a ética, o respeito pelas
pessoas; d) a filosofia administrativa; e) como as coisas funcionam; e, f) os
sentimentos das pessoas. Uma cultura é também forte quando os funcionários se
envolvem espontaneamente com a missão da instituição, isto é, atendendo bem os
clientes e mantendo elevada a produtividade.
Na biblioteca universitária brasileira, os efeitos da cultura organizacional
podem ser identificados desde a forma como os funcionários se relacionam entre si
como a maneira com a qual eles se relacionam com os clientes (professores, alunos,
pesquisadores, outros funcionários e público externo). Por exemplo, quando da
incorporação um novo funcionário à equipe da biblioteca, este em geral precisará de
um tempo para se adaptar à cultura organizacional vigente, devendo conhecer todos

�os setores da biblioteca, para ter conhecimento da filosofia administrativa e aprender
como deve agir para se sair bem e ser aceito pelo grupo, bem como a forma como a
preocupação com a qualidade de produtos e serviços é aplicada naquela
organização.
Aplicando às bibliotecas universitárias brasileiras as características da cultura
organizacional definidas por Chiavenato (1999), pode-se dizer que existem unidades
de informação que funcionam como: 1) "equipes de futebol", que valorizam o talento
e o comprometimento e oferecem reconhecimento individual; 2) "clubes", que
enfatizam a lealdade, o trabalho em grupo, acreditam em "generalistas" e no
progresso degrau a degrau da carreira profissional; 3) "fortalezas", que oferecem
pouca segurança no emprego, mentalidade de sobrevivência e estimulam o indivíduo
a fazer a sua diferença; e, 4) "acadêmicas", ou seja, aquelas que valorizam as
relações a longo prazo, enfatizam um desenvolvimento sistemático da carreira,
instituem o treinamento regular e o avanço profissional baseado no ganho de
experiência e habilidade de conhecimentos pessoais.
De

qualquer

maneira,

independente

das

características

da

cultura

organizacional e de sua classificação, cada biblioteca universitária deve buscar a
constituição de um grupo coeso de funcionários, com níveis adequados de
autoridade e responsabilidade e que estimule a qualidade na organização.

c) Estilos gerenciais
A existência de uma variedade de estilos gerenciais tende a influir
diferentemente na gestão de pessoas, pois, no exercício da chefia, cada indivíduo
terá comportamentos e modo de expressar próprios, causando diversas reações
entre os funcionários, ou seja, a personalidade do gerente vai intervém diretamente
na gestão de pessoas.
Especificamente em relação ao estilo gerencial dos administradores de
bibliotecas universitárias no Brasil, é importante mencionar pesquisa realizada na

�Universidade de São Paulo (FUNARO, 1997), que, entre outras coisas, assinalou o
desinteresse em fazer curso de pós-graduação por parte dos gerentes das
bibliotecas; a falta de treinamento e/ou inadequação da preparação formal recebida
para assumir a gerência; o contato com colegas como a forma mais freqüente de
atualização desses gerentes e a necessidade de aperfeiçoamento na gestão de
pessoas.
Já nas avaliações elaboradas pelo MEC sobre as bibliotecas universitárias do
setor privado quanto à gestão de pessoas, Balby (2002) cita a busca de maior
qualificação profissional pelos bibliotecários das instituições privadas, por meio de
educação continuada formal e informal, e, em algumas instituições, o recrutamento
de bibliotecários com qualificação acima da média para os postos diretivos, algumas
vezes em substituição a profissionais que, na visão dessas instituições, não
correspondem adequadamente às exigências dos novos tempos.
De uma certa forma, embora os estudos sobre estilos gerenciais de
bibliotecários nas universidades públicas brasileiras sejam ainda em número
insatisfatório para conclusões definitivas, pode-se imaginar que o pouco preparo
formal dos profissionais para o exercício da gerência conduza a estilos personalistas
extremos, passando de um rigor draconiano para uma leniência total na gestão de
pessoas. Nesse sentido, a colaboração das teorias da qualidade parece ser bastante
significativa.

5 PROPOSIÇÕES PARA MUDANÇA (MARKETING INTERNO, PARCERIAS,
EMPOWERMENT)
Por tudo o que foi anteriormente salientado, é possível acreditar que a
realidade das bibliotecas universitárias brasileiras em geral pode ser de pouca
permeabilidade à gestão de pessoas, adotando “estruturas de propriedade, sistemas
de governança e programas de incentivo corporativos ... firmemente plantados na era
industrial” (MANVILLE, OBER, 2003, p. 32), ao invés de abraçar propostas que

�contemplam a cooperação no desenvolvimento das atividades profissionais. Assim,
em ambientes deste tipo, as teorias da qualidade podem trazer benefícios,
permitindo que a gestão de pessoas se realize de forma harmoniosa e produtiva.
Surgidas no âmbito da reconstrução da indústria japonesa ao final da Segunda
Guerra Mundial, o sucesso da aplicação dessas teorias fez com que um novo modelo
administrativo

emergisse,

também

chamado

de

“revolução

da

qualidade”

(CARAVANTES e col., 1997; GREEN, 1995). Não tardou para que este sucesso
chamasse a atenção de administradores e pesquisadores para a possibilidade de
aplicação das propostas da qualidade também na área de serviços; no entanto,
desde o início, ficou evidente que esta transposição demandaria a adequação ou
adaptação de alguns de seus princípios, entre eles se destacando questões ligadas à
atenção e priorização das necessidades dos clientes, à criação de um ambiente
agradável para a fruição do serviço, ao enfoque nas chamadas horas ou momentos
da verdade (em que os clientes têm contato com os serviços de uma organização
qualquer), ao papel do prestador de serviços na garantia da qualidade, aos clientes
internos, etc. (ALBRECHT, 1993, c1994a, b; ALBRECHT, CRAWFORD, 1990;
CARLSON, 1994).
Na gestão de pessoas em bibliotecas universitárias, os benefícios que o
marketing interno pode trazer para a organização não podem ser menosprezados.
De fato, como se pode imaginar que os funcionários dediquem o melhor de si
àqueles cujas necessidades de informação devem atender se não estiverem
devidamente motivados para isso? Nesse sentido, encarar a equipe da biblioteca
como o, digamos assim, “primeiro mercado” a ser explorado representa uma postura
que traz benefícios tanto para a organização como para a própria equipe. Sob este
ponto de vista, entende-se por marketing interno ou endomarketing o conjunto de
“projetos e ações que uma empresa deve empreender para consolidar a base
cultural do comprometimento dos seus funcionários com o desenvolvimento
adequado de suas diversas tecnologias” (CERQUEIRA, 1994p. 51). Desta forma,
aplicar o marketing interno à biblioteca universitária significa “transmitir a todos os
níveis de pessoal a visão e a missão da biblioteca” (JAAFAR, 1998) de forma a que

�atuem como propagadores da cultura da universidade, além de contribuir para a
motivação permanente da equipe (SILVA; MOREIRA; DUARTE, 2000).
Sob vários aspectos, as teorias de qualidade enfatizam a gestão de pessoas
muito mais como um processo de parceria do que uma relação de subordinação dos
funcionários à organização, destacando a figura do cliente interno como uma
estratégia para implementação de um relacionamento mais igualitário e cooperativo
entre todos os membros da organização (ALBRECHT, c1994b). Nas bibliotecas
universitárias, isto vai incentivar um relacionamento mais aberto da equipe tanto com
a gerência como entre si, viabilizando a colaboração mútua, que, na prática, pode se
expressar, por exemplo, no processo de “rodízio” dos funcionários pelos diversos
setores da biblioteca, o que permitirá que todos tenham um domínio maior do
conjunto de atividades desenvolvidas para cumprimento da missão da biblioteca.
Além disso, essa relação de parceria interfere positivamente na motivação do grupo
de funcionários, fazendo com que cada um se sinta responsável pelo sucesso do
conjunto. A par disso, é importante que a gerência da biblioteca priorize esforços de
capacitação profissional e treinamento em serviço, que permitirão aos componentes
da equipe transitar sem constrangimento pelos diversos departamentos da biblioteca.
Por fim, é importante salientar que em todas as abordagens visando a
adequação das teorias da qualidade à prestação de serviços, o aspecto que mais
diretamente afeta a gestão de pessoas está relacionado com a importância de se ter
na linha de frente, no contato direto com os clientes, funcionários motivados e
preocupados em possibilitar que a experiência deles na utilização daquele serviço
específico se caracterize como um momento satisfatório e bem sucedido, criando
uma predisposição ao retorno e à utilização freqüente. Neste sentido, empresas
conscientes da importância da ampliação dessas experiências positivas esmeram-se
no estabelecimento de estratégias institucionais que permitam entender o valor do
serviço para o cliente, garantir a manutenção de pessoal devidamente motivado e
sistemas administrativos que funcionem como apoio a todos os prestadores de
serviços.

�Nas bibliotecas universitárias, esta preocupação vai se concretizar na
formulação de políticas ou sistemas administrativos que possibilitem o engajamento
e capacitação dos funcionários para as atividades que desenvolvem. Isto é
particularmente válido para as bibliotecas universitárias, que hoje se defrontam com
clientes – professores, alunos e pesquisadores -, cada vez mais exigentes; para
atendê-los

convenientemente

é

necessário

muito

mais

que

o

simples

estabelecimento de programas de treinamento e acompanhamento do pessoal em
serviço, mas, muito mais que isto, garantir um ambiente em que os responsáveis
pelo fornecimento da informação não se intimidem quando sentirem a necessidade
de quebrar algumas regras institucionais para prestar a seus clientes um serviço
diferenciado daquele que normalmente fornecem. A atuação da gerência da
biblioteca é decisiva para a criação desse ambiente, pois a maior ou menor
autonomia da equipe de funcionários é conseqüência direta da postura gerencial.
Infelizmente, no entanto, esta autonomia no trabalho não se atinge por simples
determinação superior: as estruturas hierárquicas tradicionais que distribuem os
funcionários como se estes estivessem em guetos, cada um deles ficando
responsável por um pedaço do todo organizacional e atuassem de forma
independente uns dos outros devem ser desafiadas na busca de um modelo que não
concorra para tolher a iniciativa do pessoal que atua na biblioteca universitária.
Em muitos ambientes de trabalho, esta tarefa pode obter grandes benefícios
pelo cultivo daquilo que os teóricos da qualidade costumam denominar de
empowerment, entendendo-se como tal a delegação de poder aos funcionários para
que eles tomem as decisões que os afetam diretamente, visando o benefício coletivo
(GREEN, 1995). A prática do empowerment incentiva a participação ativa das
pessoas em todos os níveis da organização, pois é uma abordagem baseada na
descentralização das decisões (TEIXEIRA FILHO, 2000).
A adoção de técnicas de empowerment ajuda no estabelecimento de um
enfoque gerencial baseado em equipes multiprofissionais, ainda que isto não se
constitua em tarefa das mais fáceis: em um ambiente no qual materiais e

�conhecimentos são vistos como posse a ser preservada, muitas pessoas podem ter
dificuldade para trabalhar de forma integrada. Isto também é válido para aquelas
bibliotecas universitárias em que o clima organizacional chega mesmo a influenciar a
incorporação de uma postura exclusivista em relação ao trabalho, com os
profissionais desenvolvendo suas atividades sem constituir uma verdadeira equipe.
Por outro lado, os próprios gerentes das bibliotecas universitárias algumas
vezes têm dificuldade para viabilizar esse objetivo e continuam a esperar e a cobrar
apenas um desempenho individual; em muitos casos, hesitam em adotar o trabalho
em equipe tanto porque este exige deles mudança em sua atitude gerencial, e
também porque “estilos autoritários e centralizadores de administração são por
definição quase que impermeáveis a esse tipo de trabalho” (VERGUEIRO, 2002,
p.109). Assim, as teorias da qualidade apontam para um estilo de administração
participativo, no qual o desempenho individual possa ser avaliado em sua relação
com o desempenho coletivo, considerando quanto cada um contribui para que o
esforço de todos atinja o objetivo desejado pela organização.
Sob este ponto de vista, aflora então a necessidade de se buscar novas
estruturas organizacionais que possibilitem um funcionamento eficiente dessas
equipes, bem como a devida preparação para uma postura participativa no trabalho.
No entanto, é importante lembrar que os funcionários podem encontrar dificuldade
para adaptação a uma estrutura administrativa na qual a iniciativa individual e a
coesão do grupo se transformam nos elementos a serem considerados na avaliação
do trabalho.

6 CONCLUSÃO
Sob a luz das teorias da qualidade, a gestão de pessoas em bibliotecas
universitárias pode implicar na necessidade de uma mudança da cultura
organizacional. Como se viu, este não é um objetivo fácil, pois exige uma busca
sistemática e, principalmente, perseverança de todos os envolvidos. Deste objetivo

�espera-se a participação tanto dos gerentes, que deverão adotar novas posturas de
comando, como dos funcionários, dos quais se almeja uma atitude pró-ativa em
benefício dos objetivos organizacionais. Os benefícios dessa mudança cultural serão
rapidamente sentidos pelos clientes das bibliotecas, que passarão a contar com o
atendimento de pessoas motivadas, capacitada e, acima de tudo, orgulhosas do
trabalho que realizam.

REFERÊNCIAS
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revolucionar a maneira de tratar os seus clientes. 4.ed. São Paulo : Pioneira, c1994
(a).
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∗

Doutorando no Curso de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Escola de Comunicações
e Artes da Universidade de São Paulo, Professor da Escola de Biblioteconomia e Ciência da
Informação da FESPSP, Rua Aimberê 1300, apto. 32, São Paulo, SP, 05018-011, email:
claudiomarcondes@terra.com.br
∗∗
Professor Associado, Chefe do Departamento de Biblioteconomia e Documentação da Escola de
Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443, São
Paulo, SP, 05508-900, email: wdcsverg@usp.br

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              <text>Propõe-se a avaliar a importância da gestão de pessoas nas bibliotecas universitárias em geral, acompanhando as tendências expressas pelas teorias de administração no final do século 20 e início do século 21 e dando especial ênfase às teorias da qualidade. Analisa a prioridade dada ao tema na literatura da área de Ciência da Informação, com especial atenção às preocupações dos profissionais das  bibliotecas universitárias, conforme expressas na bibliografia especializada nacional e internacional. A partir de levantamento de casos disponíveis na literatura, discute as implicações/limitações da realidade brasileira para a gestão de pessoas em bibliotecas universitárias, enfocando: a) problemas estruturais: pouca disponibilidade de recursos financeiros e humanos, ambiente físico desfavorável, condições de trabalho nem sempre satisfatórias; b) cultura organizacional: comodismo, falta de iniciativa, dependência; c) estilos gerenciais: autocráticos, centralizadores, com pouco planejamento. Tendo por base a filosofia da qualidade, elabora proposições para maior eficiência na gestão de pessoas nas bibliotecas universitárias brasileiras, abrangendo questões de avaliação e planejamento estratégico, parcerias, engajamento e participação dos funcionários (empowerment), motivação, etc. </text>
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