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                  <text>GESTÃO DE COMPETÊNCIAS: UM OLHAR SOBRE O PROFISSIONAL
BIBLIOTECÁRIO QUE ATUA EM BIBLIOTECAS DE INSTITUIÇÕES DE
ENSINO SUPERIOR PRIVADO
Elda Cristiane Bulhões de Farias∗
Daisy Cristiane Santos de Lima∗∗
Maria Isabel Rocha de Lucena∗∗∗

RESUMO
Trata da atuação do profissional bibliotecário em bibliotecas de Instituições de
Ensino Superior Privado. Mostra a gestão de competências como ferramenta
fundamental para formação de profissionais altamente qualificados que atendam
as necessidades da biblioteca universitária. Enfoca a importância do
desenvolvimento de competências exigidas para o profissional bibliotecário
buscando acompanhar os avanços tecnológicos, e direcionar ações para melhor
atender seus clientes. Elenca as habilidades básicas a serem empregadas em
face às barreiras tecnológicas, lingüísticas e culturais. Finaliza mostrando o novo
reposicionamento que deve ser adotado por este profissional no cenário atual,
onde a informação estratégica torna-se um fator de grande importância para o
desenvolvimento científico e tecnológico.
PALAVRAS-CHAVE: Bibliotecário-competência. Instituições de Ensino Superior
Privado. Gestão de competência.

1 INTRODUÇÃO
Os últimos anos têm trazido inúmeras renovações nos conceitos e formas
em todas as áreas do conhecimento humano. A informação tem, a cada dia,
ocupado um lugar de destaque, sendo portanto o principal recurso da sociedade
no século 21. Sem dúvida, vivemos a era da informação e como profissionais
responsáveis, principalmente, em viabilizar o acesso a esse produto tão valioso,
nos preocupamos em unir esforços para mostrar à sociedade, especialmente para
nossos usuários, o papel de nossa profissão no atual contexto.
No mundo inteiro, as organizações têm se posicionado para colocar em
ação certas ferramentas gerenciais compostas por processo de qualidade total.
No entanto, o que tem sido enfocado nos dias de hoje é, a competitividade, em
praticamente todos os segmentos, que vem fazendo com que o ser humano, seja

�cada vez mais um diferencial de sucesso. Sem dúvida a escolha do profissional
melhor capacitado para as funções exigidas traz bons resultados para a empresa.
Por isso é fundamental a seleção de colaboradores, isto é, profissionais altamente
qualificados que atendam as exigências do mercado.
Temos observado que o desenvolvimento da formação e da prática do
profissional bibliotecário sofreu diferentes e significativas influências que
marcaram o seu pensar e seu fazer. Aquele profissional eminentemente técnico
diante de um cenário de constantes e profundas mudanças tem rompido com
essa concepção e tem buscado um perfil profissional de natureza mais
interdisciplinar, procurando acompanhar os avanços tecnológicos e se preparando
para enfrentar com responsabilidade e criatividade os problemas de sua prática
profissional, produzindo e defendendo conhecimentos, como também refletindo
criticamente sobre a realidade que o envolve.
No que diz respeito às mudanças tecnológicas em geral, um novo desafio
se apresenta aos profissionais de hoje. Até a alguns anos, uma tecnologia, tanto
em sua forma mecânica quanto conceitual, permanecia em uso por décadas ou
mesmo séculos. A educação e a formação de um profissional, por sua vez,
necessitava de 20 a 30 anos para se dar de forma consistente. O panorama dos
últimos anos produziu uma modificação radical nesta relação. Nos tempos atuais,
uma tecnologia informacional, por exemplo, chega a ficar obsoleta em poucos
meses. Entretanto, o tempo necessário para a formação do profissional continua
com o mesmo ritmo de antes e, não obstante todos os esforços para se manter
uma formação contínua, eles são insuficientes para que uma pessoa possa
acompanhar este ritmo da evolução tecnológica, como também das informações,
que são cada vez mais abundantes.
A única maneira de suprir esta necessidade de atualização é através da
coletivização dos conhecimentos e competências das pessoas. Para que isto
aconteça, é imprescindível que haja um processo de reconhecimento desses
conhecimentos e competências em sua diversidade, bem como a sua
identificação, validação e mobilização efetivas. Ao valorizarmos uma pessoa pelos
seus conhecimentos e competências, propiciamos o seu auto-reconhecimento a

�partir de uma perspectiva nova, possibilitando seu engajamento positivo e
construtivo nos projetos coletivos e organizacionais.
Nas Instituições Privadas de Ensino Superior, a atuação do profissional
bibliotecário tem sofrido grandes mudanças, principalmente, em virtude das
demandas oriundas das novas tecnologias, da constante preocupação do
profissional no processo de satisfação de seus clientes em direcionar ações para
melhor atendê-lo e no processo de planejamento e avaliação das bibliotecas
universitárias, quando em meados da década de 80, foi estabelecido, no âmbito
do Ministério da Educação – MEC, por meio da Secretaria da Educação Superior,
Sesu, o I Plano Nacional de Bibliotecas Universitárias, apontando diretrizes de
ação para subsidiar o planejamento e a atividade bibliotecária nas Universidades.
(Brasil. Ministério da Educação, 1986), visando a melhoria da qualidade dos
serviços prestados pelas bibliotecas universitárias bem como o fortalecimento de
suas demandas frente às administrações das Instituições de Ensino Superior –
IES.
A gestão de competências surge no cenário atual como uma tendência de
construir uma nova realidade frente a essas exigências. Diante deste cenário de
grandes mudanças, o profissional bibliotecário com atuação em Instituições de
Ensino Superior Privado, tem-se destacado e lutado para dominar seu campo de
ação, capitalizando saberes e conhecimentos que objetivam no desenvolvimento
de competências. Portanto, a gestão de competências é hoje um forte instrumento
de direcionamento do esforço intelectual das pessoas no sentido de atender os
objetivos estratégicos organizacionais.

2 GESTÃO DE COMPETÊNCIAS: CONCEITOS
Ultimamente temos observado que uma preocupação, por que não dizer
uma inquietação tem sido destaque: a identificação, verificação e promoção das
competências do profissional bibliotecário. Essas competências nos remetem a
algumas indagações, mas afinal que são competências? Para Magalhães et al
(1997, p. 14) competências diz respeito ao “conjunto de conhecimentos,

�habilidades e experiências que credenciam um profissional a exercer uma
determinada função”.
No domínio de senso comum, a competência é compreendida como um
saber ou fazer qualquer coisa bem. Em termos organizacionais a competência
concentra-se na análise da contribuição do indivíduo para a organização, logo a
gestão baseada em competências tem como foco as habilidades e qualificações
que o profissional detém, sendo estas aplicadas no ambiente de trabalho.
Para Teixeira (2002, p.33) “competência é um estado quantitativo e
temporal de uma pessoa para executar uma tarefa ou missão”. Com isso o autor
ressalta não há uma competência absoluta e sim uma competência relativa.
A competência de uma pessoa pode variar de acordo com a tarefa que ela
venha a desempenhar, ou seja, hoje ela pode ter competência para exercer tal
função, mas se a mesma exigir mais tarde conhecimentos adicionais, esta pessoa
pode vir a não ter mais competência para exerce-la.
Da mesma forma, quando afirmamos que alguém está competente para
realizar uma tarefa, estamos admitindo que essa pessoa detém um conjunto de
conhecimentos mínimos necessários para um desempenho satisfatório desta
tarefa. E estes conhecimentos podem ser de diversas ordens.
Dentro deste contexto Teixeira (2002) apresenta quatro formas de
expressão de competência:
a) Competência

para

executar:

conhecimentos

sobre

normas

e

procedimentos específicos;
b) Competência para planejar: capacidade para planejar cada passo do
processo;
c) Competência
imponderáveis;

para

prever:

poder

intuitivo

para

prever

fatores

�d) Competência para decidir: experiência acumulada na solução de
desvios de continuidade do processo.
Neste sentido vemos que as varias formas de expressão de competência
podem estar inseridas dentro do mesmo processo, onde uma pessoa pode
acumular várias competências. Como disse Teixeira (2002, p.33) “competência é
um estado específico, e não geral”. A competência está diretamente ligada ao
conhecimento, quanto mais conhecimento se é adquirido mais competência se
tem.
Para McLagan (apud SILVA ,1997), competência é um termo que abriga
diversos entendimentos. Ela inclui a execução de tarefas específicas, resultados,
outputs, características das pessoas que estão fazendo o trabalho, como
conhecimento, habilidades, atitudes, valores, orientações e comprometimentos. A
competência seria identificada pela possibilidade de flexibilizar o design de
trabalho, acelerar a adoção de novos valores e tecnologias, criar uma linguagem
comum para as práticas das pessoas, integrar estas práticas e ligá-las com as
estratégias de negócio, facilitando a mudança das atribuições da Gestão de
Pessoas, entre outras coisas.
Para Parry (apud SILVA, 1996), competência é uma quantidade de
conhecimentos, habilidades e atitudes relatadas, que afeta a maior parte do
trabalho de alguém, estando correlacionada com a performance no trabalho, que
pode ser medida por padrões aceitos e que pode ser melhorada através de
treinamento e desenvolvimento.
Este conceito de Parry é semelhante, em sua parte inicial, com a definição
de McLagan, mais vai um pouco além, pois traz em seu bojo algo semelhante a
uma definição operacional do conceito, aumentando suas possibilidades de uso e
seu poder empírico. Não são quaisquer conhecimentos que interessam para a
competência, mas aqueles que, de alguma forma, em algum grau, colaboram
para o trabalho de alguém, melhorando sua performance, que pode ser medida e
desenvolvida por treinamento.

�Dutra (1996), mostra que não só conhecimento e habilidades são fatores
que garantem a competência, mas o grau de comprometimento aliados a estes.
Seguindo esta linha de raciocínio, não é possível limitar a discussão sobre
gestão por competências apenas no âmbito das habilidades e conhecimentos
necessários para que se desempenhe melhor uma tarefa, ou apenas uma nova
postura sobre o trabalho. Estes e muitos outros fatores são considerados ou não
como relevantes para a competência de alguém à medida que tragam um
diferencial de valor agregado pelo bibliotecário para a Biblioteca Universitária. E,
sendo cada Biblioteca Universitária única em suas configurações, com pessoas
diferentes, cidades diferentes, estratégias diferentes, é difícil que se crie um
instrumental que possa ser indiscriminadamente aplicado a uma série de
instituições para que se consiga aumentar nela, as competências. Cada caso é
único e precisa de uma dinâmica própria para se desenvolver e crescer.
Antes de tudo, é preciso conhecer o objetivo e a missão da organização e
saber os caminhos por onde pretende trilhar, para que descubra uma estratégia
que irá guiar os destinos da mesma. A partir daí, o bibliotecário poderá ter uma
idéia clara do que será preciso desenvolver como competências. Na hora em que
se definem quais os níveis de agregação de valor, todo o processo se inicia. A
retenção das pessoas acontecerá à medida que a organização abre seus
horizontes, e então não será somente o salário que irá mantê-lo em seu emprego.

3 IMPLEMENTAÇÃO DA GESTÃO DE COMPETÊNCIAS

Para as organizações que desejam implementar o modelo de Gestão por
Competências, é necessário seguir as seguintes etapas:
a)

Sensibilização: Primeiramente é necessária a sensibilização de toda

a empresa, pois é fundamental obter o envolvimento e a adesão das pessoaschave da administração e dos postos de trabalho.
A Sensibilização pode ocorrer de várias formas, como por exemplo:

�•

Promoção de reuniões de apresentação e discussão do modelo para

prováveis adaptações à altura da empresa;
•

Realização de fóruns de discussão com o objetivo de detectar as

falhas do modelo vigente;
•

Oferta de seminários para os gestores e formadores de opinião, cujo

conteúdo esclareça objetivos, etapas, responsabilidade e resultados esperados;
•

Uso dos veículos internos de comunicação (jornais, boletins,

revistas) para divulgar matérias e artigos publicados na mídia.
b)

Definição de perfis: Esta etapa é responsável pela definição das

competências essenciais e básicas, tanto no plano de estratégia organizacional,
como em relação aos perfis de seus funcionários.
Ela deve ser cuidadosamente planejada, pois desta fase partem todas as
ações subseqüentes.
•

Avaliação de potencial e formação do banco de talentos

Nesta fase a empresa deve fazer um levantamento dos seus talentos em
potencial, através de uma avaliação geral das aptidões de seus funcionários, para
a formação de uma reserva de profissionais capacitados que poderão servir a
empresa num futuro próximo.
•

A gestão do desempenho

Esta é a etapa que fecha o ciclo do programa de gestão por competências.
Ela é responsável por avaliar os resultados e verificar se estes estarão também
presentes no dia-a-dia da empresa. A verificação do desempenho mantém o foco
nas competências definidas nos perfis, agregadas à atitudes e comportamentos
que só podem ser observados no cotidiano de trabalho.
Portanto, a gestão de competências é hoje um forte instrumento de
direcionamento do esforço intelectual das pessoas no sentido de atender os
objetivos estratégicos organizacionais.

�4 COMPETÊNCIAS DO BIBLIOTECÁRIO DE BIBLIOTECA DE INSTITUIÇÕES
DE ENSINO SUPERIOR

Diante de tantos conceitos que descrevem competências, podemos
destacar, abaixo, as competências necessárias para o profissional bibliotecário,
que atua em unidades de informação:
•

Competência intelectual – através dos conhecimentos adquiridos

são desenvolvidas atividades de planejamento, organização e controle;
•

Competência técnica – desenvolvimento de atividades técnicas que

envolvam tomadas de decisão baseadas em recursos materiais e humanos;
•

Competência psicossocial – atividades que envolvam a capacidade

de interação com pessoas, controle emocional e afetivo assim como conceitos
éticos e culturais.
Dentro deste contexto as competências ficam descritas da seguinte forma:
a. Competência intelectual – baseada em conhecimentos adquiridos:
•

Apoio às necessidades institucionais (gerentes e diretores de curso);

•

Planejamento de atividades;

•

Elaboração de projetos;

•

Planejamento para recebimento de comissões de avaliação (MEC);

•

Gerenciamento de pesssoas;

•

Previsão orçamentária;

•

Implementação de atividades cooperativas entre instituições;

•

Administração do compartilhamento de recursos informacionais;

�•

Planejamento de campanhas de divulgação e marketing;

•

Desenvolvimento de políticas de aquisição;

•

Avaliação de serviços e produtos;

•

Elaboração de procedimentos e regulamentos;

•

Avaliação de desempenho de funcionários;

•

Desenvolvimento de padrões de qualidade gerencial;

•

Seleção de suportes informacionais;

b. Competência técnica: desenvolvimento de atividades técnicas
•

Classificação, indexação e catalogação de acervos;

•

Controlar a conservação do patrimônio físico da biblioteca;

•

Coordenar serviços técnicos-auxiliares;

•

Disponibilizar informação em qualquer suporte;

•

Elaborar estratégias de busca;

•

Intercambiar informações e documentos;

•

Prestar serviços on-line;

•

Orientar normalização bibliográfica da produção científica da

universidade;
•

Compilar bibliografia;

•

Disseminar a informação;

•

Elaborar bibliografia;

•

Elaborar dossiês de informação

�•

Elaborar clipping de informação;

c. Competência psicossocial: atividades que envolvem capacidade de interação
emocional, ética e intelectual.
•

Promover ação cultural;

•

Promover atividades de fomento à leitura;

•

Promover projetos sociais;

•

Capacitar usuário;

•

Capacitar recursos humanos;

•

Orientar estágios curriculares;

•

Elaborar serviços de apoio para educação presencial e a distância;

•

Ministrar palestras;

Para que o profissional bibliotecário possa desenvolver competências, é
imprescindível que este possa desenvolver uma consciência crítica e caráter
criativo, capacidade de inovação e de liderança, de comunicação e de
relacionamento interpessoal.
Devendo assumir uma postura que permita o surgimento de novos papéis
que efetivamente não se desempenhava e não se conhecia. Essa postura deve
possibilitar a construção da identidade profissional com uma visão do mundo, que
leva em conta as infinitas possibilidades de combinação de variáveis numa situação
de trabalho.
Produzindo o caminho a ser trilhado, que não está pronto nem definido, mas
se gesta a partir da análise da situação. A formação do atual profissional da
informação, que até há pouco tempo, principalmente no Brasil, estava calcada no
aprendizado de métodos e técnicas para execução de tarefas, deverá dar lugar a
uma formação intelectual que dê conta dos processos de identificação e solução

�dos problemas. Aos profissionais aptos para enfrentar tais desafios, é necessário,
além da formação intelectual superior, desenvolver novas qualificações dinâmicas,
ou seja:
• O relacionamento interpessoal - o exercício profissional que deve ser
pautado no espírito de equipe, disponibilidade, liderança, expressão escrita e oral.
Deve ser desenvolvido na dinâmica da sala de aula, resultando na capacidade de
desenvolver parcerias, adotar a cooperação como principal estratégia da ação
profissional.
• Os traços de caráter, como iniciativa, eficiência e modéstia devem ser
aprimorados na resolução de desafios propostos em atividades didáticopedagógicas, levando o profissional a capacitar-se para flexibilizar processos de
trabalho, delegar decisões, inovar e competir por novos espaços e adotar novas
estruturas, mais horizontalizadas e com maior participação dos usuários, entidades
mantenedoras, e de sua própria equipe de trabalho.
• As habilidades intelectuais como espírito de análise e síntese, capacidade
de raciocínio e método, tão necessárias à práxis profissional, deverão ser
preocupação constante em todo processo de formação do profissional bibliotecário,
vivenciadas em propostas e situações desafiadoras capacitando-o a organizar,
recuperar e tornar disponível a informação. Deve-se atentar para o fato de criar,
renovar e adaptar serviços e produtos de acordo com necessidades identificadas e
não mantê-los indefinidamente sem rever suas finalidades.
• Formação acadêmica como cultura geral e conhecimentos técnicos serão
aprimorados durante o processo educacional, através dos conteúdos apresentados
de uma maneira coerente, continuada e sistêmica, gerando ao profissional uma
visão mais ampla da realidade que o cerca, motivando-o a preocupar-se com o
aprendizado e a educação continuados para fazer face às mudanças telemáticas,
gerenciais e comportamentais.
O profissional da informação deve ter desempenho superior e depende de
um aprendizado também mais elevado. O aprendizado além do formal

�(bacharelado, mestrado e doutorado), foge da esfera restrita das escolas, para ser
desenvolvido e praticado nas organizações sociais em geral.
A experiência da atuação e a educação continuada, a serem buscados pelo
próprio indivíduo, devem basear-se na observação e necessidades do dia-a-dia, e
estar norteados pela qualidade e pelo conhecimento.
Atingir o aprendizado exige integração do indivíduo no seu próprio ambiente
de trabalho, visando os objetivos organizacionais e buscando na educação formal e
informal a sua atualização e aperfeiçoamento em habilidades específicas,
desencadeando competências para ocupar o mercado emergente.
Aceitar essas responsabilidades e outras mais são os desafios do
profissional da informação para o futuro e devem orientar suas decisões
estratégicas, em especial a sua educação básica, continuada e o aprimoramento
pessoal.

5 CONCLUSÃO

No âmbito das Universidades privadas, o profissional bibliotecário constituise responsável pelo apoio direto na produção de resultados a missão básica da
Universidade, contribuindo na produção de resultados essenciais para a
sobrevivência institucional e no inter-relacionamento da comunidade acadêmica
em todos os níveis: alunos, professores, dirigentes e funcionários.
Portanto,

recomenda-se

ao

profissional

bibliotecário

uma

busca

permanente pela qualificação e aprimoramento de suas competências.
Constatou-se nesse breve estudo que para atuar na sociedade da
informação, o bibliotecário precisa está atento ao desenvolvimento científico e
tecnológico e desenvolver habilidades baseadas em competência que lhe
possibilite interagir com a interdisciplinaridade que o momento exige. Para tanto a
educação continuada e uma postura humana baseada em valores sólidos são

�ferramentas essenciais para que suas habilidades técnicas e humanas sejam
reconhecidas e valorizadas. Não é preciso apenas saber fazer e sim querer-saber
fazer bem.
O profissional da informação está cada vez mais consciente que a sua
atuação em qualquer esfera social é de suma importância para tomadas de
decisão que levem as instituições atingirem seus objetivos.
Hoje a inquietação tomou o lugar da quietude atribuída ao bibliotecário do
passado. O momento não permita que fiquemos sentados como guardiões de
acervos, precisamos conhecer as novas tecnologias e disponibiliza-las para os
usuários, antes que as informações nelas contidas fiquem obsoletas.
O mundo ligado em rede gira numa velocidade muito grande e para
acompanhá-lo é necessário que sejamos dinâmicos sem, contudo perdermos a
nossa capacidade humana de interagir com os outros, com

consciência de

respeito e cidadania.
Finalizando, a gestão por competência possibilita a este profissional o
entendimento de que a informação estratégica é ferramenta essencial para sua
atuação como colaborador da biblioteca universitária de Instituição de Ensino
Superior Privada.

MANAGEMENT OF COMPETENCES: AN LOOK ABOUT A LIBRARIAN
PROFESSIONAL ACTS IN LIBRARIES OF PRIVATE SUPERIOR HIGHER
EDUCATION SCHOOLS.

ABSTRACT
It deals with the professional librarian role in private higher education schools
libraries. It shows the administration competence as a fundamental tool for the
preparation of highly qualified professionals attending the university library
necessities. It puts in focus the importance of development of competences
required for the library professionals with the purpose of accompanying the
technological advances, and point out actions to better attend its clients. It lists the

�basic habilities to be employed in view of the technological, linguist and cultural
barriers. It ends showing the new reposture that should be adopted by this
professional in the actual stage, where the strategic information becomes a factor
of great importance for the scientific and technological development.
KEY-WORDS: Librarian - competence. Institutions of Private Higher Education.
Competence manage

REFERÊNCIAS
BARBALHO, Célia Regina Simonetti. Gestão baseada nas competências. Rio
de Janeiro : UFRJ, 2002. Disponível em: &lt; www.sibi.ufrj.br/sabu/snbru/snbu2002&gt;
Acesso em : 12 maio 2004.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Superior. Plano
nacional de bibliotecas universitárias. Brasília, 1986.
DUTRA, Joel Souza. Administração de carreiras. São Paulo: Atlas, 1996.
FLEURY, Maria Tereza Leme, OLIVEIRA JÚNIOR, Moacir de Miranda. Gestão
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competência. São Paulo: Atlas, 2001.
GRAMIGNA, Maria Rita. Modelo de competências e gestão dos talentos. São
Paulo: MAKRON Books, 2002.
MAGALHÃES, Sérgio et al. Desenvolvimento de competências: o futuro agora!
Revista treinamento &amp; desenvolvimento, São Paulo, p.12-14, jan. 1997.
SILVA,
Maria
Gorete
Rodrigues.
Competências
gerenciais
dos
coordenadores/orientadores do curso de graduação em administração de
empresas: um estudo de caso na Universidade de Caxias do Sul. Caxias do Sul:
UFRS,
2000.
Disponível
em
&lt;www.angrad.com/
angrad/pdfs/xiii_enangrad/Competências&gt;. Acesso em 30 jan.2004.
TEIXEIRA, Élson A. Criatividade: ousadia e competência. São Paulo: Makron
Books, 2002.
VALENTIN, Marta Lígia. Formação: competências e habilidades do profissional
da informação. São Paulo: Polis, 2002, p.117-132.
∗

Coordenadora da biblioteca Campus Floriano Peixoto. Universidade Potiguar. Av. Floriano Peixoto, 295.
Petrópolis. RN – Brasil. Graduada em Biblioteconomia pela UFPB. crisbulhoes@unp.br.
∗∗
Coordenadora da biblioteca campus João Medeiros. Universidade Potiguar. R. Dr. João Medeiros Filho,
1055. Conj. Sta. Catarina. RN – Brasil. Graduada em biblioteconomia pela UFRN. dcrislima@unp.br.
∗∗∗
Coordenadora da biblioteca campus Salgado Filho. Universidade Potiguar. Av. Salgado Filho, 1610.
Lagoa Nova. RN – Brasil. Graduada em Biblioteconomia pela UFRN. Isabellucena@unp.br.

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Ciência da Informação&#13;
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Gestão de competências: um olhar sobre o profissional bibliotecário que atua em bibliotecas de instituições de ensino superior privado.</text>
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              <text>Farias, Elda Cristiane Bulhões de; Lima, Daisy Cristiane Santos de; Lucena, Maria Isabel Rocha de </text>
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              <text>Trata da atuação do profissional bibliotecário em bibliotecas de Instituições de Ensino Superior Privado. Mostra a gestão de competências como ferramenta fundamental para formação de profissionais altamente qualificados que atendam as necessidades da biblioteca universitária. Enfoca a importância do desenvolvimento de competências exigidas para o profissional bibliotecário buscando acompanhar os avanços tecnológicos, e direcionar ações para melhor atender seus clientes. Elenca as habilidades básicas a serem empregadas em face às barreiras tecnológicas, lingüísticas e culturais. Finaliza mostrando o novo reposicionamento que deve ser adotado por este profissional no cenário atual, onde a informação estratégica torna-se um fator de grande importância para o desenvolvimento científico e tecnológico.</text>
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