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                  <text>TÉCNICO EM BIBLIOTECONOMIA:
UM NOVO PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO
Heloisa Maria Ceccotti∗
Aparecida Rosana de Godoy Oriani∗∗

RESUMO
A biblioteca, enquanto organização, deve proporcionar mudanças e melhorias
contínuas e permanentes, orientada para seu público alvo. Para um atendimento
de excelência é imprescindível pessoas qualificadas e treinadas, com o
envolvimento de todos os níveis funcionais. São inúmeros os trabalhos sobre a
profissão de bibliotecário. No entanto, há pouca menção sobre o pessoal técnico,
prestadores de serviços tão importantes quanto os especializados numa unidade
de informação. Não devem ser vistos como complemento ou apoio às rotinas;
precisam desfrutar de informações, conhecimentos e consciência da contribuição
de seu trabalho para os resultados finais. Com o intuito de formar técnicos em
biblioteconomia capacitados para atuar nos mais diversos tipos de biblioteca, o
Senac-SP/Piracicaba iniciou, em agosto de 2003, o Curso Técnico em
Biblioteconomia, com carga horária de 800h. O curso foi dividido em cinco
projetos: 1) Conhecendo a Biblioteca: visitas, seminários etc. para integrar os
alunos ao mundo da biblioteca; 2) Bibliotecando: desenvolvimento de
competências profissionais ligadas ao processamento técnico, adoção de uma
biblioteca, oficinas de conservação e reparos e aperfeiçoamento de funções
cognitivas básicas; 3) Criando e Recriando: desenvolvimento de competências
relacionadas à organização e ao preparo do espaço físico e do acervo; 4)
Fazendo e Acontecendo: desenvolvimento de competências de gestão da
biblioteca no âmbito do Técnico; 5) Deslumbrando o Usuário: atividades de
suporte à excelência dos serviços, valorizando a biblioteca como espaço cultural e
educacional. Este trabalho tem como objetivo traçar o perfil dos alunos
ingressantes, suas expectativas, assim como relatar as experiências vivenciadas
em um no do curso.
PALAVRAS-CHAVE:

Profissional

da

Informação.

Mercado

de

trabalho.

Biblioteca.

1 INTRODUÇÃO
Nunca se falou tanto em informação. Toda a sociedade moderna respira
informação. O mundo atual atravessa uma situação antes não vivenciada: o

�avanço constante e inabalável da importância da informação e da crescente
necessidade de seu controle.
As mudanças advindas com a sociedade da informação, e mais
recentemente com a sociedade do conhecimento, provocaram alterações
substanciais nos hábitos de uso da informação no dia-a-dia, tanto no
desenvolvimento de seus estudos e/ou carreiras, quanto na vida pessoal,
impulsionando as organizações/instituições na busca de um processo de
modernização de suas estruturas, principalmente de pessoal, para maior agilidade
e qualidade na prestação de serviços à comunidade usuária. As bibliotecas, ou
outras denominações afins, recebem interferência diária em seus processos de
trabalho, tornando a adequação de suas estruturas organizacionais e de
prestação de serviços imprescindíveis.
Ao longo do tempo, a missão das bibliotecas tem sido adquirir, organizar,
preservar e tornar disponível a informação. Saíram de uma situação em que
davam maior prioridade à administração e ao desenvolvimento de acervos – que
não deixa de ter sua importância – e partiram para a adoção de políticas que
atendam à demanda de informação produzida.
Os sistemas automatizados fazem parte da realidade de muitas unidades
de informação; porém, são concebidos, mantidos e alimentados por pessoa, o
que significa que estes sistemas não substituem completamente o homem, mas
exigem dele melhores qualificações.
Segundo Davenport (1998), a informação não pode ser considerada de
maneira isolada nas instituições; e que, para as bibliotecas, está reservado o
papel de repensar suas atividades e funções, adaptando-se aos novos modelos
organizacionais e extraindo das tecnologias disponíveis o substrato para melhoria
na prestação de serviços e na utilização eficaz de informações.
Com toda a comoção em torno da Ciência da Informação é mais que
urgente a adequação das pessoas que atuam nas bibliotecas. Se o MEC
recomenda três auxiliares para cada profissional bibliotecário e a literatura aponta
de três a quatro, este é o momento oportuno para o bibliotecário adaptar-se ao

�novo perfil exigido: o de gestor da informação, com espírito de equipe, criatividade
e liderança, assim como é o momento de reciclagem do pessoal auxiliar. Se a
sociedade exige um novo bibliotecário, também exige um novo auxiliar: muito
mais capaz e com maiores conhecimentos. Segundo Castello Branco (1999), o
novo auxiliar é cada vez mais “um interlocutor inteligente que possa, de verdade,
auxiliar os bibliotecários a realizar sua nova função de bibliotecário-educado”.

2

O

TÉCNICO

EM

BIBLIOTECONOMIA

COMO

PROFISSIONAL

DA

INFORMAÇÃO
A formação dos Técnicos em Biblioteconomia existe legalmente desde
1974 junto ao Conselho Estadual de Educação (CEE). No entanto, somente em
2002, a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) classificou, sob o código
3711, o Técnico em Biblioteconomia como Profissional da Informação. Emprega
os seguintes títulos: a) Auxiliar de biblioteca (código 3711-05) - Assistente de
biblioteca, Auxiliar de bibliotecário, Auxiliar de serviços Bibliotecários; b) Técnico
em biblioteconomia (código 3711-10) - Técnico de bilbioteca, Técnico de
documentação

e

informação,

Técnico

em

documentação,

Tratador

de

documentos (biblioteconomia).
Descreve as atividades deste profissional, de forma sumária, como:
atuam no tratamento, recuperação e disseminação da informação
e executam atividades especializadas e administrativas
relacionadas à rotina de unidades ou centros de documentação ou
informação, quer no atendimento ao usuário, quer na
administração do acervo, ou na manutenção de bancos de dados.
Participam da gestão administrativa, elaboração e realização de
projetos de extensão cultural. Colaboram no controle e na
conservação de equipamentos. Participam de treinamentos e
programas de atualização.

Para o exercício das ocupações, a CBO descreve que, para exercer a
função, é requisito a formação técnica em biblioteconomia em nível médio e entre
quatro e cinco anos de experiência para o exercício pleno das atividades.
Diferenciam os auxiliares dos técnicos e apontam a nomenclatura de auxiliar de
biblioteca para o técnico de nível médio, sem experiência profissional anterior, no

�início de carreira. Indica, ainda, a classificação de Auxiliares de serviços de
documentação, informação e pesquisa (código 4151) para profissionais sem
formação técnica profissionalizante.
Quanto

às

condições

gerais

para

o

exercício

do

Técnico

em

Biblioteconomia, a CBO declara:
Trabalham em bibliotecas, centros de documentação, arquivos,
por exemplo, em escolas de Ensino Fundamental, médio, superior
e profissional, associações profissionais, empresas, órgãos de
administração pública direta e indireta, institutos de pesquisa e
estatística, organizações não-governamentais etc. Seu vínculo de
trabalho predominante é como empregado com carteira e seu
trabalho se dá, em geral, em grupos com supervisão ocasional ou
permanente. Em algumas atividades, alguns profissionais podem
trabalhar em condições especiais, sujeitos aos efeitos de esforços
repetitivos e de microorganismos.

A Presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia - Seção São Paulo
(CRB-8), Jeane dos Reis Passos, no artigo de Augusto (2003), comunicou que o
Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB) estuda a criação de normas que
contemplem o exercício profissional em nível técnico. Quanto ao número de
bibliotecários na ativa registrados no CRB-8, informou que é de 4294 e que o
Conselho estima que trabalhem mais de 8 mil auxiliares ou técnicos nas
bibliotecas em todo o Estado .

3 CURSO TÉCNICO EM BIBLIOTECONOMIA SENAC/SP-PIRACICABA
O Curso de Técnico em Biblioteconomia atende ao disposto na Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional. De 1999 a 2003, o Senac já formou
600 técnicos. Em Piracicaba, iniciou-se em agosto de 2003, tendo carga horária
de 800h, com término previsto para início de dezembro de 2004. São ministradas
aulas de segunda a quinta-feira, das 19h às 22h e 30 min.
Como pré-requisito, o aluno deveria ter 17 anos completos e estar, no
mínimo, cursando a segunda série do Ensino Médio.

�A pretensão, quando da conclusão do curso, é que estes alunos
apresentem um perfil profissional adequado às atividades executadas em uma
biblioteca, como: prestar serviços presenciais e não presenciais aos usuários,
com atendimento de excelência; prestar serviços auxiliares de processamento
técnico; ser capaz de utilizar princípios e técnicas da área biblioteconômica e afins
para manter e organizar acervo e espaço físico; auxiliar nos processos de gestão
de

biblioteca;

ter

conhecimento

para

participar

do

planejamento

e

desenvolvimento de projetos de dinamização de atividades.
A Coordenadora do Curso do Senac, Maria Conceição Ferreira, informou
que 50% dos alunos do curso técnico procuram aprimoramento e ingressam na
graduação na área.

3.1 PROGRAMA
Os componentes curriculares foram divididos em Projetos:

3.1.1 Projeto 1 – Conhecendo a Biblioteca
Este projeto, de 80 horas/aulas, tem como objetivo apresentar a Biblioteca
para os alunos, ou seja, oferecer para observação a dimensão e diversidade dos
tipos de bibliotecas e arquivos, integrando-os ao ambiente da biblioteconomia.
Neste projeto, além da leitura e discussão de textos e experiências, foram
visitados os mais variados tipos de bibliotecas, com o intuito de favorecer uma
percepção clara do papel cultural e educacional da biblioteca enquanto instituição
disseminadora da informação.
Os relatórios apresentados pelas alunas ao final deste projeto apontaram
seus comentários que, via de regra, demonstravam o quanto foi surpreendente
conhecer o que, de fato, é uma biblioteca. As visitas ocorreram nas bibliotecas de
várias de instituições. Assim, puderam constatar as diferenças, não somente entre
os tipos de biblioteca, mas, também, como estas são “tratadas” pelas instituições.

�Estes relatórios apresentaram opiniões bastante significativas e críticas das
alunas com relação a tudo o que puderam observar – apesar de ser uma
observação ainda “ingênua”, uma vez que não tinham embasamento suficiente
para uma argüição mais profunda.

3.1.2 Projeto 2 – Bibliotecando
Este projeto, com 424 horas/aula, tem como objetivo desenvolver
competências profissionais quanto ao processamento técnico de acervo,
essenciais

ao

exercício

profissional,

incentivando

a

aprendizagem

com

autonomia, a busca de novos recursos e comprometimento com resultados e
desempenho. É subdividido em subprojetos:
Adotando (248 horas/aula): envolveu a adoção de uma biblioteca – no caso
deste Curso, a Biblioteca do Lar dos Velhinhos de Piracicaba, a primeira cidade
geriátrica do país. Após exercícios e simulações em sala de aula, partiu-se para a
prática, in loco. Até o momento, no “Adotando”, as aulas de prática/trabalho na
Biblioteca do Lar dos Velhinhos resultou no preparo de mais de 2700 livros.
Iniciou-se separando o material, carimbando e tombando-os. Depois, fez-se a
notação de autor, classificação e etiquetagem. Para a notação foi escolhida a
Tabela PHA e para a classificação foi utilizada a CDD resumida e traduzida,
contida no livro de Heloisa Almeida Prado. A partir de agosto de 2004 será
iniciada uma catalogação simples do acervo em um software. Como o públicoalvo não tem domínio de informática, a intenção é manter listas atualizadas por
ordem de autor, título e assunto na biblioteca.
SOS Acervo (52 horas/aula) com visita à encadernadora, oficinas de
conservação e reparos, foram reparados os livros da biblioteca adotada,
utilizando-se várias técnicas;
Comunicação (17 horas/aula) – trabalhou-se com redação, com tipos de
linguagens e sua diferenciação, além de linguagem e comunicação da
informação;

�Inglês instrumental (31 horas/aula) - treinamento instrumental da língua
inglesa com a proposta do aluno ter noção de leitura e compreensão do essencial
para trabalhar com materiais bibliográficos, no desempenho das atividades de
uma biblioteca;
Programa

de

Enriquecimento

Instrumental

(PEI)

(77

horas/aula):

aperfiçoamento das funções cognitivas básicas para o profissional da área,
visando a modificação das estruturas mentais e a ampliação do potencial da
aprendizagem.

3.1.3 Projeto 3 – Criando e Recriando
Com 76 horas/aula, tem como objetivo desenvolver competências
relacionadas à organização e ao preparo do espaço físico e do acervo da
biblioteca, atendendo a princípios de ergonomia e comunicação visual.

3.1.4 Projeto 4 – Fazendo e Acontecendo
Com 80 horas/aula, este projeto pretende o desenvolvimento de
competências de gestão da biblioteca, no âmbito do Técnico, possibilitando a
captação e análise crítica das informações sobre seu funcionamento, subsidiando
decisões para elevação da qualidade e inovação da prática biblioteconômica.

3.1.5 Projeto 5 – Deslumbrando o Usuário
Com 140 horas/aula, este projeto, que será iniciado no segundo semestre
do presente ano, tem como objetivo proporcionar atividades que garantam
suporte à excelência dos serviços, no sentido de valorizar a biblioteca como
espaço cultural e educacional. Foi subdividido em:
Deslumbrando o Usuário Referência / Pesquisa, Internet (42 horas/aula),
focalizando o atendimento, procura articular as competências desenvolvidas nos
processos anteriores para dar suporte à excelência dos serviços.

�Ação Cultural / Dinamização (77 horas/aula), abrange ações que valorizem
a biblioteca como espaço cultural e educacional, como roda de leitura, hora do
conto, teatro etc.
Programa

de

Enriquecimento

Instrumental

(PEI)

(21

horas/aula):

aperfeiçoamento das funções cognitivas básicas para o profissional da área.

3.2 ALUNOS
O curso deu início com 21 alunos, sendo 1 do sexo masculino e 20 do sexo
feminino. Três destes abandonaram o curso, ficando com 18 alunos, todas do
sexo feminino.
Das 18 alunas, quanto à faixa etária, estão entre 20 e 50 anos de idade,
sendo a média de 30 anos.
Quanto ao estado civil, 9 (50%) são solteiras, 6 (33,3%) casadas e 3
(16,7%) divorciadas.
As alunas são, na sua maioria, 13 (72,2%), da cidade de Piracicaba. As
demais, 5 (27,8%), são de cidades vizinhas, como: 2 de Americana, 1 de Rio das
Pedras e 2 de São Pedro.
Quanto ao nível de formação, a classe conta de 11 (61%) alunas com
ensino secundário, sendo 1 também formada na área Técnica de Administração,
e 7 (39%) com ensino universitário, sendo: 3 (42,8%) em Pedagogia, 1 (14,3%)
em Administração, 1 (14,3%) em Letras, 1 (14,3%) em História e 1 (14,3%) em
Publicidade e Propaganda (Figura 1).

�100
Publ. Propag.

80

Letras

60

História

40

Administração
Pedagogia

20

2.Grau

0
2.Grau

Universitário

FIGURA 1 – Formação

Quando questionadas sobre seus conhecimentos em informática, com os
programas “Word”, “Excel”, “Power Point” e Internet, 5 (27,8%) declararam ter
bom conhecimento, 4 (22,2%) ter um conhecimento razoável, 7 (38,9%) conhecer
superficialmente e 2 (11,1%) conhecer muito pouco.
Quando do início do curso, apenas 4 (22,2%) das 18 alunas estavam
trabalhando dentro de Bibliotecas. Duas delas nos Núcleos de Comunicação e
Informação (NCI) do Senac, uma na Biblioteca da UNIMEP (universitária) e outra
como contadora de histórias na Biblioteca Pública Municipal de Piracicaba. Três
(16,7%) encontravam-se desempregadas e as demais, 11 (61,1%), exerciam
atividades diversas.
Praticamente um ano após o início do curso, a situação apresenta-se
invertida. Hoje são 11 das alunas executando atividades em Bibliotecas (Públicas,
Universitárias, Escolares e Especializada e Arquivo), sendo que nenhuma
encontra-se sem trabalho (Figura 2).

�12
10
8

Desempregada

6

Em Bibliotecas
Outras atividades

4
2
0
Ago.2003

Jul.2004

FIGURA 2 – Trabalho

4 RESULTADOS
Como em qualquer outro curso, as diferentes personalidades e
características pessoais vão se aflorando e tomando forma. Há sempre uma
novidade e, até mesmo, surpresa com determinadas habilidades das alunas.
Algumas extremamente dedicadas e interessadas, e outras nem tanto, o conjunto
apresenta-se bastante interessante.
Até o presente momento, um ano após o início do Curso, os resultados
estão sendo positivos. É possível perceber nítido desenvolvimento na maioria das
alunas.
Foi solicitado que cada uma descrevesse qual era o conceito e qual a visão
que tinham de biblioteca antes do início do curso. As respostas foram de um local
de guarda de livros e que procuravam a biblioteca quando era exigência da
escola. Quanto à visão, era de que tratava-se de um ambiente parado, frio e onde
se trabalhava pouco. Quando solicitados o conceito e a visão atual, ocorreu um
re-direcionamento no discurso. Apontaram a biblioteca como um local de cultura,
de lazer, de conhecimento, que vai além do espaço físico. Descreveram um
ambiente vivo e ativo, em que necessita de pessoas especializadas.

�Quando questionadas sobre suas expectativas, a maioria aponta para a
aprendizagem e absorção de conhecimentos, principalmente técnicos, para
aplicar no cotidiano.
Quanto à grade curricular, as alunas refletiram sobre alguns pontos, sendo
sugeridas mudanças na “ordem” dos projetos e/ou subprojetos, assim como
aumento de carga horária para Inglês Instrumental, Comunicação, Restauração e
inclusão de Literatura e Informática. Observaram, ainda, que o tempo é muito
curto para aprender tudo de que necessitam e que o curso auxilia de forma global
no crescimento pessoal.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O campo para profissionais da Ciência da Informação é muito extenso. No
entanto, são encontrados poucos cursos destinados ao pessoal auxiliar ou
técnico, sendo estes poucos de 60, 80h. Há ainda, algumas iniciativas de
instituições de grande porte para aprimoramento de seu pessoal de nível médio,
como no caso da UNICAMP, que recentemente promoveu reciclagem de seu
pessoal técnico, obtendo uma avaliação bastante satisfatória. Mas, infelizmente,
estes empreendimentos parecem ser casos isolados e raros.
Com a melhoria o nível de conhecimento e capacidade do pessoal técnico
da biblioteca, este torna-se parceiro do profissional bibliotecário, que poderá
otimizar seu trabalho, dedicando-se a funções mais gerenciais e administrativas.
Este trabalho teve a pretensão de contribuir para o fortalecimento da
proposta de capacitação constante do pessoal técnico da biblioteca, sendo o
início do despertar da necessidade de se estudar mais profundamente os
processos de uma biblioteca, que deve estar continuamente modernizando-se e
aperfeiçoando seus serviços.

�REFERÊNCIAS
AUGUSTO, Antonio. Biblioteconomia dá vez aos técnicos. Diário de São
Paulo, 7 dez. 2003.
CASTELLO BRANCO, Adylles. Cursos técnicos: para que e para quem? Boletim
Informativo das Bibliotecas da USP, São Paulo, v.7, n.2, abr.-jun. 1999.
CIANCONI, Regina de Barros. Gerência da informação: mudanças nos perfis
profissionais. Ciência da Informação, Brasília, v.20, n.2, p.204-207, jul./dez.
1991.
COSTA, Sely Maria de Souza. O papel dos profissionais da informação frente as
tecnologias da informação. Revista de Biblioteconomia de Brasília, v.19, n.1,
p.3-22, jan./jun. 1986.
DAVENPORT, T.H. Ecologia da informação: por que só a tecnologia não basta
para o sucesso na era da informação. São Paulo: Futura, 1998. 316p.
GUINCHAT, Claire; MENOU, Michel.
Introdução geral às ciências da
informação e documentação. 2.ed. corr. aum. Brasília: IBICT, 1994. 540p.
PRADO, Heloisa Almeida. Organização e administração de bibliotecas.
2.ed.rev. São Paulo: T.A. Queiroz, 2003.

∗

Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP
Faculdade de Odontologia de Piracicaba. Av. Limeira, 901 – Areião/ Piracicaba – SP. CEP
13414-018 heloisac@fop.unicamp.br

∗∗

Fundação Municipal de Ensino / Escola de Engenharia de Piracicaba. Av. Monsenhor Martinho
Salgot, 560 – Areião/ Piracicaba – SP. CEP 13414-040 aroriani@eep.br

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
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              <text>Técnico em Biblioteconomia: um novo profissional da informação.</text>
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          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <text>Ceccotti, Heloisa Maria; Oriani, Aparecida Rosana de Godoy </text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
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          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <text>2004</text>
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          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>A biblioteca, enquanto organização, deve proporcionar mudanças e melhorias contínuas e permanentes, orientada para seu público alvo. Para um atendimento de excelência é imprescindível pessoas qualificadas e treinadas, com o envolvimento de todos os níveis funcionais. São inúmeros os trabalhos sobre a profissão de bibliotecário. No entanto, há pouca menção sobre o pessoal técnico, prestadores de serviços tão importantes quanto os especializados numa unidade de informação. Não devem ser vistos como complemento ou apoio às rotinas; precisam desfrutar de informações, conhecimentos e consciência da contribuição de seu trabalho para os resultados finais. Com o intuito de formar técnicos em biblioteconomia capacitados para atuar nos mais diversos tipos de biblioteca, o Senac-SP/Piracicaba iniciou, em agosto de 2003, o Curso Técnico em Biblioteconomia, com carga horária de 800h. O curso foi dividido em cinco projetos: 1) Conhecendo a Biblioteca: visitas, seminários etc. para integrar os alunos ao mundo da biblioteca; 2) Bibliotecando: desenvolvimento de competências profissionais ligadas ao processamento técnico, adoção de uma biblioteca, oficinas de conservação e reparos e aperfeiçoamento de funções cognitivas básicas; 3) Criando e Recriando: desenvolvimento de competências relacionadas à organização e ao preparo do espaço físico e do acervo; 4) Fazendo e Acontecendo: desenvolvimento de competências de gestão da biblioteca no âmbito do Técnico; 5) Deslumbrando o Usuário: atividades de suporte à excelência dos serviços, valorizando a biblioteca como espaço cultural e educacional. Este trabalho tem como objetivo traçar o perfil dos alunos ingressantes, suas expectativas, assim como relatar as experiências vivenciadas em um no do curso. </text>
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          <name>Language</name>
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