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                  <text>PERFIL GERENCIAL DOS PROFISSIONAIS DA INFORMAÇÃO EM
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

Marlene Gonçalves Curty ∗
Renata Gonçalves Curty ∗∗
Dirce Missae Suzuki Fernandes∗∗∗

RESUMO
O artigo discute a nova postura de atuação do profissional da informação frente às
demandas contemporâneas e emergentes, atendo-se especificamente ao perfil
gerencial, através de pesquisa realizada com profissionais que atuam em cargos
gerenciais de bibliotecas universitárias estaduais do Paraná (UEM, UEL e UEPG).
PALAVRAS-CHAVE: Perfil profissional. Perfil gerencial. Profissional da informação.
Gerência de Bibliotecas Universitárias.

1 INTRODUÇÃO

As transformações, a nível tanto cultural como social e tecnológico,
assinaladas pelas últimas décadas do século XX e acentuadas pelos primeiros anos
deste século, requerem revisão constante sobre os papéis desempenhados pelas
diferentes profissões em suas áreas específicas de trabalho.
A instantaneidade informacional, garantida pelos avanços tecnológicos e
pelas novas possibilidades de interação e comunicabilidade trazidas pelas
tecnologias de informação e comunicação (TIC´s), está afetando de forma
considerável os aspectos gerenciais das empresas, uma vez que os usuários
(internos/externos) de seus serviços estão a exigir-lhes mais dinamismo, inovação,
produtividade, competitividade e utilidade fim.
Dentre as novas requisições do mundo do trabalho atual, a figura do gerente
destaca-se como vital para todas as áreas de atuação humana e em todas as formas
de organizações, pois ele exerce papel fundamental no sistema de qualidade da
organização onde atua, e o êxito de um processo da qualidade reside no bom
gerenciamento dos recursos disponíveis. Suas atribuições ultrapassam a função de
tomar de decisões, e estende-se às funções de líder, alocador de recursos,

�negociador, minimizador de conflitos e riscos, e, ainda de empreendedor, e
envolvem características como flexibilidade e ser comunicativo.
Não obstante, estudos sobre o perfil dos profissionais de informação
demonstram

que

esse

mercado

tem

exigido

pessoas

com

qualificações

administrativas e gerenciais.
As bibliotecas universitárias estaduais, enquanto instituições públicas e
formadas por uma estrutura organizacional complexa, geralmente, operam com
disponibilidade de recursos mínimos e sob inúmeros empecilhos burocráticos, o que
torna mais desafiante o papel de gerenciá-las.
Sendo assim, o perfil desejável do gerente da informação e sua função bem
desempenhada constituem a grande preocupação que nos estimula ao estudo desse
tema. Justifica-se, por isso, uma pesquisa sobre o perfil do profissional da
informação que exerce cargo gerencial em BU´s no tocante ao conhecimento
de sua prática de atuação institucional e à detecção das necessidades de
treinamento desses profissionais, em busca de um gerenciamento mais eficiente e
eficaz das pessoas, dos equipamentos, recursos informacionais e financeiros
disponíveis e, por conseqüência, dos produtos e serviços oferecidos à comunidade
acadêmica. Neste sentido, as preocupações estarão voltadas para a função do
gerente de informação, sua importância profissional e seu adequado desempenho.
Embora o profissional de informação tenha sido objeto de estudo em diversas
pesquisas, a aplicação do grid gerencial, de forma comparativa, abre novas
perspectivas de pesquisa e estudo. Do ponto de vista institucional, o estudo do perfil
dos gerentes poderá servir como instrumento auxiliar na caracterização da categoria
funcional, podendo ser utilizado como base para o estabelecimento de programas de
treinamentos específicos voltados à atividade gerencial. Em vista disso, o artigo
possui como objetivo traçar o perfil dos profissionais da informação que ocupam
cargos gerenciais em bibliotecas de universidades estaduais do Paraná. Para tanto,
foram delineados os seguintes objetivos específicos: 1) identificar os gerentes das
instituições participantes; 2) caracterizar a atuação gerencial desses profissionais; 3)
identificar as habilidades e competências consideradas pelos gerentes como
necessárias para o exercício do cargo gerencial; 4) levantar as necessidades de

�aperfeiçoamento e reciclagem profissional; 5) detectar as principais barreiras e
dificuldades para o exercício do cargo gerencial.
2 REFERENCIAL TEÓRICO

O imperativo da atualidade, no que tange ao perfil de qualquer categoria
profissional, reside na polivalência, na transdisciplinaridade e na capacidade de
continuamente buscar e absorver novos conhecimentos.
Além de dominar conhecimentos específicos da sua área de atuação, o
mercado de trabalho exige cada vez mais pessoas capacitadas a assumir papéis
multifuncionais. Sob esse aspecto, enfaticamente, Almeida Júnior (2002, p. 133)
elucida que:
A época da valorização das especializações parece já ter findado. O
que o mercado procura atualmente é um profissional que tenha
conhecimentos e competências específicos, mas que os integre em
concepções mais gerais, com aplicações que ultrapassem o restrito
espaço determinado pelo campo que escolheu como de interesse e
preocupação.

Inúmeros autores, a exemplo de Pereira (2000), Morigi (2004), Nascimento
(2000), Tarapanoff (1999), Valentim (2000; 2002), apontam os novos rumos e
tendências de mercado e de atuação do profissional da informação, e apresentam
enfaticamente a necessidade do profissional da informação extrapolar as linhas de
conhecimento que delineavam seu raio de atuação e incorporar habilidades e
competências não antes assumidas, uma vez que a Biblioteconomia que há algum
tempo atuava “num ambiente estável, pouco afeito a mudanças, foi compelida a
assimilar os avanços tecnológicos para o tratamento da informação e inserir-se nas
redes globais de comunicação” (SANTOS, 2000, p. 111).
Paralelamente, aspectos referentes ao perfil e à atuação do profissional da
informação vêm sendo amplamente debatidos pela área, no sentido de consolidar
referenciais que permitam (re)pensar, (re)estruturar e (re)definir currículos
acadêmicos e na tentativa de adequar a formação, renovar as atribuições, as
aptidões e as habilidades desses profissionais às constantes modificações de
ambiência que enredam o fazer da categoria.

�A assertiva pode ser validada pela própria mudança na denominação do
profissional para ampliar seu espaço de atuação, passando esse profissional a ser
freqüentemente designado “profissional da informação”1 em substituição ao termo
bibliotecário, evidenciada através das freqüentes atualizações e reformulações
curriculares2 realizadas pelas universidades nacionais que passam a ofertar cursos
com ênfases e habilitações em gestão e gerência e, ainda, ressaltada por inúmeros
esforços empreendidos pelas associações3 vinculadas à Ciência da Informação.
Essas associações realizam periodicamente encontros e fóruns de discussão com
participação dos principais teóricos e pesquisadores da área, em uma reflexão
conjunta de pontos referenciais para o autoconhecimento da profissão. Exemplo
desses pontos são os conceitos e seus objetos de estudo e análise, os paradoxos e
desafios frente à Sociedade da Informação e do Conhecimento, os impactos e
avanços das TIC´s, bem como as relações de interatividade, virtualidade e
integração proporcionadas por esses avanços.
Dentre essas discussões, algumas emergem como resultado de uma
demanda conduzida pelo mercado e pela sociedade, que, de forma exponencial,
passa a requerer profissionais dotados de habilidades administrativas e consultoras
e com perfil gerencial, a fim de responder a necessidades organizacionais atuais e
futuras. Passamos do chamado ”paradigma do acervo” para o “paradigma da
informação” (VALENTIM, 1995 apud VALENTIM, 2000, p.136), no qual as atividades
inerentes ao profissional da informação dilatam-se, passando a introduzir no seu
cotidiano, redes de comunicação e informação, novos suportes informacionais,
novas perspectivas de atuação e, como resultado, maior expectativa e exigência por
parte dos clientes e usuários de seus serviços.

1

2

3

De acordo com Almeida Júnior (2000, p. 32), embora não exclusivo do bibliotecário, profissional da
informação é um termo recorrentemente utilizado na tentativa de equiparar-se às atuais
necessidades sociais e dissociar-se da conotação ultrapassada e retrógrada que o termo
“bibliotecário” congrega. Dentre as inúmeras novas denominações essa foi a mais bem aceita pela
categoria.
A intenção do presente artigo não é ater-se à discussão dos rumos da Ciência da informação em
termos curriculares, nem mesmo tratar essas alterações como únicas responsáveis pela mudança
de perfil do profissional da informação; porém a exposição desses fatos é necessária na medida em
que estas são reflexo das mudanças de demanda social e de mercado e, portanto, juntamente com
outros aspectos, influenciam diretamente o perfil profissional da categoria. Para exposição mais
aprofundada do tema, ver Souza (2002).
Por exemplo, a Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Ciência da Informação
(ANCIB) e a Associação Brasileira de Ensino em Biblioteconomia, Documentação e Ciência da
Informação (ABEBD).

�Dessa forma, além de estar apto a atuar sob os conteúdos específicos da
Biblioteconomia e da Ciência da Informação, o profissional da informação necessita
estar em sintonia com as áreas de administração e comunicação, dominar as TIC´s
disponíveis, ter fluência ou, ao menos, conhecimento instrumental de idiomas
estrangeiros, entre outras exigências. Prova disso pode ser evidenciada por estudos
como o de Cistianini e Moraes (2002), que, através de um confrontamento entre
currículos acadêmicos e ofertas de emprego para bibliotecários, constataram uma
expressiva busca por requisitos como informática, língua inglesa e aptidões
gerenciais e administrativas, assim como a inclusão de disciplinas que atendam a
esses requisitos nas grades curriculares dos cursos de Biblioteconomia.
A essas considerações, vale a pena ressaltar que aos profissionais da
informação não basta o conhecimento relacionado às novas TIC´s e a destreza na
utilização do computador, mas lhes é necessário agregar e acumular conhecimentos
gerais sobre a realidade econômica, social, política e cultural em relação ao
entendimento da informação e suas implicações em diversos contextos.
No que diz respeito especificamente ao aspecto gerencial exigido dos
profissionais da informação, alvo deste trabalho, com efeito, esse atributo foi
destacado como uma das categorias de competência desejáveis e exigidas aos
egressos das universidades de Biblioteconomia e Ciência da Informação, durante o
VI Encontro de Diretores de Escolas de Biblioteconomia e Ciência da Informação do
Mercosul, realizado em Montevidéu no ano de 2000. O documento resultante desse
evento contempla as seguintes atividades referentes às competências gerenciais:
• Dirigir, administrar, organizar e coordenar unidades, sistemas e

serviços de informação.
• Formular e gerir projetos de informação.
• Aplicar técnicas de marketing, liderança e relações públicas.
• Buscar registrar, avaliar e difundir a informação com fins
•
•
•
•
•

acadêmicos e profissionais.
Elaborar produtos de informação (bibliografias, catálogos, guias,
índices, DSI, etc.)
Assessorar no planejamento de recursos econômico-financeiros e
humanos do setor.
Planificar, coordenar e avaliar a preservação e conservação do
acervo documental.
Planificar e executar estudos e formação de usuários/clientes de
informação.
Planificar, constituir e manejar redes regionais e globais de
informação. (VALENTIM, 2000, p. 20).

�Com relação às atividades gerencias, Barbalho e Freitas (2002) expõem, com
propriedade, a complexidade que envolve o gerenciamento de unidades de
informação da atualidade, em detrimento da maior abrangência e diversificação que
as atividades administrativas congregam, afirmando que:
[...] o gestor de hoje precisa estar apto a perceber, refletir, decidir e
agir em condições totalmente diferentes do que antes tendo em vista
que seu cotidiano envolve diferentes contatos com uma realidade
complexa onde os processos necessitam de equipes de diferentes
áreas, perfis profissionais e linguagens, as situações apresentam
cada vez mais um número maior de variáveis de ação; o processo
decisório está comprimido pelo curto espaço de tempo, e os prazos
de ação/reação são cada vez mais exíguos, as situações de trabalho
com elementos externos ao seu ambiente nativo, e, por conseguinte
com outras culturas: clientes, fornecedores, parceiros, terceiros,
equipes de outras unidades organizacionais, inclusive do estrangeiro;
exige um perfil multicultural; as tecnologias da informação e da
comunicação estão a oferecer constantemente novas oportunidades
e ameaças e o ambiente de mercado é cada vez mais competitivo,
não só e relação aos competidores tradicionais, mas principalmente,
pelos novos entrantes e produtos substitutos.

Em se tratando especificamente dos profissionais que atuam no cargo
gerencial em bibliotecas universitárias estaduais, os processos decisórios, assim
como as demais atividades de gerenciamento, muitas vezes se tornam mais
complexos e são intensificados pelo fato de a gestão pública imbricar inúmeros
empecilhos burocráticos e orçamentários que fogem às competências dos
profissionais da informação. No entanto, apesar desses problemas e do fato de
essas instituições não possuírem fins lucrativos, elas não podem negligenciar o
ambiente no qual estão envoltas, pois sua função enquanto agente transformador,
fomentador e promotor do trinômio pesquisa-ensino-extensão somente é exercida
quando está balizada por constante e efetivo gerenciamento e pautada por projetos
de planejamento dos serviços oferecidos à comunidade usuária. Soma-se a isso a
permanente necessidade de a instituição retornar à sociedade contribuinte total
acessibilidade, transparência, simplificação operacional, resultados e respostas
eficazes e uma definição atualizada de seus papéis, como justificativa de seus
custos.

�3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

O delineamento metodológico da pesquisa configura-se como quantitativo. A
pesquisa teve como instituições participantes as bibliotecas universitárias das
seguintes universidades estaduais situadas no Estado do Paraná: Universidade
Estadual de Maringá (UEM), Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade
Estadual de Ponta Grossa (UEPG).
As razões determinantes para a escolha do universo de pesquisa foram as
seguintes: 1) a entidade mantenedora comum é o Governo do Estado; 2) elas estão
subordinadas a diretrizes públicas comuns para o ensino superior estadual, ainda
que possuam relativa autonomia; 3) são instituições geograficamente distintas
quanto a sua área de inserção e atuação (embora localizadas no mesmo estado),
pouco interferindo uma na outra; 4) objetivam atender ao trinômio clássico pesquisa,
ensino e extensão; e 5) têm suas estruturas informacionais em princípio voltadas
para atender ao item acima.
Indo ao encontro dos objetivos propostos, determinou-se que os sujeitos de
pesquisa seriam todos os profissionais que ocupam cargos gerenciais nas referidas
bibliotecas universitárias, totalizando-se, dessa forma, 5 (cinco) profissionais da
Universidade Estadual de Maringá, 8 (oito) profissionais pertencentes à Universidade
Estadual de Londrina e 6 (seis) profissionais atuantes na Universidade Estadual de
Ponta Grossa.
Como instrumento de coleta de dados, optou-se pelo questionário, dada a
possibilidade de esse instrumento atender satisfatoriamente aos propósitos da
pesquisa e pela praticidade garantida à coleta de dados, uma vez que as bibliotecas
e seus respectivos gerentes estão geograficamente dispersos. O questionário,
basicamente constituído de questões de múltipla escolha, estava estruturado em 4
módulos, que procuravam atender a aspectos temáticos referentes à caracterização
do respondente, à atuação institucional, à reciclagem e atualização profissional e por
fim, ao gerenciamento institucional. Precedia cada um dos questionários uma breve
explanação acerca do propósito do estudo e do instrumento, assim como a
descrição dos procedimentos de preenchimento e entrega dos questionários

�respondidos. Os questionários foram entregues pessoalmente aos 5 profissionais da
Biblioteca Central da Universidade Estadual de Maringá, dada a possibilidade de a
pesquisadora aplicá-los in loco, enquanto os demais foram encaminhados via e-mail
a cada um dos profissionais participantes.

4 APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS

Do total de 19 questionários encaminhados via e-mail ou entregues
pessoalmente, houve um índice de revocação de 12 questionários (63%).
O módulo que buscou caracterizar os respondentes obteve os seguintes
resultados: quanto ao sexo, todos são profissionais do sexo feminino e sua faixa
etária concentra-se basicamente entre 41 a 50 anos (58%), entre 31 e 40 anos
(33,33%) e acima de 50 anos (8,33%).
Com relação à escolaridade e à formação profissional, todas as respondentes
informaram possuir graduação concluída em Biblioteconomia, 1 (uma) está com
especialização em curso, 9 (nove) possuem título de especialista e 2 (duas)
concluíram o Mestrado. Dentre as especialidades, linhas de pesquisa e áreas
estudadas

em

nível

de

pós-graduação

pelos

profissionais

destacam-se:

Administração Pública, Administração de Bibliotecas, Sistemas de Informação,
Marketing, Gerência de Unidades de Informação, Sistemas Automatizados em
Informação Científica e Tecnológica (C&amp;T).
Quando indagadas a respeito do tempo de atuação institucional, percebeu-se
um índice bem heterogêneo, sendo que nenhuma das respondentes atua há tempo
inferior a1 ano, 2 (duas) respondentes estão na instituição há mais de 15 anos,
outras 2 (duas) estão têm atuação como profissionais da biblioteca entre 11 e 15
anos e, em maior concentração, 5 (cinco) estão atuando por períodos de 6 a 10
anos e

4 (quatro) profissionais atuam há menos tempo, entre 1 e 5 anos. Na

condição de gerente, 50% das respondentes vêm exercendo esse cargo entre 6 e 10
anos na biblioteca, 4 (quatro) entre 1 e 5 anos, 1 (uma) de 11 a 15 anos e 1 (uma)
está como gerente da biblioteca em que atua há mais de 15 anos.

�A grande maioria (83,33%) não possui outros gerentes como seus
subordinados, sendo que as 2 (duas) demais respondentes afirmaram possuir 8 e 7
gerentes subordinados, respectivamente. Ainda com relação ao módulo de atuação
profissional, 58,33% afirmaram ter assumido o cargo por indicação do diretor da
unidade ou reitor da instituição, 16,66% em substituição ao antigo gerente após seu
afastamento ou cumprimento de mandato e 25%, por eleição.
Quanto à preparação através de treinamento específico antes de assumir o
cargo gerencial, mais da metade (58,33%) das respondentes afirmaram não ter
recebido treinamento algum. Aos 41,66% que afirmaram dispor de um treinamento
específico para auxiliar o desempenho de sua nova função, foi solicitado que
indicassem, entre as atividades relacionadas, qual ou quais foram realizadas
previamente, com o objetivo de prepará-las para o cargo em questão, sendo
observados os seguintes índices através do gráfico 1.

2
2
6

1
4

1
0

2

4

6

Outros
Leitura especializada
Cursos
Treinamento com gerentes de outras instituições
Treinamento em grupo (com profissionais da mesma instituição)
Treinamento individual

Gráfico 1: Treinamentos realizados antes de assumir cargo gerencial.

Na opção “outros“, as respondentes ressaltaram experiências passadas,
advindas de cargos gerenciais assumidos em outras instituições. Das 7 profissionais
que responderam afirmativamente com relação ao treinamento recebido, apenas
uma demonstrou-se insatisfeita, indicando que o treinamento teórico foi insuficiente
para enfrentar dificuldades e situações reais, onde o que impera é a experiência
própria e a intuição. Até mesmo as respondentes que se disseram satisfeitas
incluíram como observação que, apesar de terem sido bem ministrados por
profissionais competentes e dotados de know-how, poderiam ter havido mais
treinamentos.

�Sob o aspecto da atualização profissional, 100% das respondentes afirmaram
participar de eventos para se reciclarem com relação aos conteúdos de sua prática
profissional e 66,66%, em ambos os casos, utilizam-se de reuniões e discussões
com outros gerentes e da literatura especializada para renovar seus conhecimentos
e habilidades gerenciais.
Unanimemente, as bibliotecárias que exercem função de gerente afirmaram
sentir necessidade de obter mais informações, cursos e/ou treinamentos na área
gerencial, sendo destacadas as seguintes especialidades: Recursos Humanos e
Administração de Recursos Humanos, Gestão/Administração Pública, Novas
Tecnologias, Planejamento Estratégico, Motivação, Gerência de Conflitos.
Quando questionadas a respeito de participação recente em eventos sobre
novas TIC´s voltadas para a atividade gerencial em unidades de informação,

9

(nove) afirmaram não ter realizado nenhum curso orientado para a temática. Das 3
(três) pessoas que responderam afirmativamente, 2 (duas) realizaram cursos no
âmbito de sistemas gerenciais e 1 (uma) participou de um simpósio mais genérico,
que envolvia mais o aspecto teórico das TIC´s.
No bloco destinado ao tema gerenciamento institucional, as bibliotecárias
gerentes

foram

questionadas

sobre

o(s)

recurso(s)

considerado(s)

bem-

gerenciado(s) em sua gestão, do que resultando nos índices demonstrados pelo
gráfico 2.

4
10
6
9

0

5
Pessoas
Acervo impresso

10
Equipamentos
Acervo virtual

Gráfico 2: Recursos considerados bem gerenciados pela biblioteca

�Quanto às habilidades e competências julgadas necessárias pelos sujeitos da
pesquisa para a atuação gerencial, as respostas nos remetem ao gráfico 3.
Outras
A daptação a mudanças

3

8

9

0

5

Trabalho em equipe

10

Co municação

11
12
12
12
11
10
11
12
11

10

P o stura ética
Liderança
Flexibilidade
Criatividade
P ró -atividade
Espírito empreendedo r
Senso crítico

15

Visão sistêmica
Do mínio o peracio nal

Gráfico 3: Habilidades e competências necessárias para atuação gerencial.

Na opção “outras”, foi adicionado como característica essencial ao
profissional da informação que exerce função gerencial o equilíbrio emocional.
Com relação à(s) forma(s) como as profissionais investigadas estabelecem as
metas e prioridades institucionais, vislumbra-se que um número significativo
(33,33%) de profissionais não as estabelece antecipadamente, 41,66% as
estabelecem anualmente e de forma global (instituição como um todo), outros
33,33% realizam planejamento anual específico (para cada setor), e 16,66%
indicaram utilizar-se da sistemática da gestão por projetos. Como instrumentos de
suporte à atividade gerencial, a grande maioria (83,33%) indicou utilizar a
padronização de procedimentos, 25% apontaram manual de gerência, 16,66%, o
fluxograma de rotinas e outros 16,66 afirmaram não utilizar-se de nenhuma dessas
técnicas,

e

na

opção

”outros””

uma

respondente

acrescentou

o

regimento/regulamento interno da universidade e da biblioteca como instrumentos
utilizados na sua atividade gerencial.
A avaliação formal do desempenho da gerência, segundo as 11 respondentes
dessa questão, em 58,33% dos casos não ocorre; nos demais casos, é realizada
tanto sistematicamente quanto aleatoriamente com a participação dos outros
funcionários da instituição.
No que tange às limitações que influenciam o exercício do cargo gerencial
nas bibliotecas pesquisadas, cientes de que poderiam indicar um ou mais itens, em

�uma escala crescente, 25% das respondentes apontaram não-capacitação e
especialização dos funcionários, 33,33% apontaram a obsolescência e/ou
insuficiência de equipamentos, 66,66% indicaram a precariedade dos recursos
informacionais (desatualizados, insuficientes), 75% mencionaram a insuficiência de
recursos financeiros; e na opção “outros”,33,33% das respondentes relacionaram
como: desmotivação, achatamento salarial, fatores políticos que interferem no
andamento dos processos e burocracia. Enquanto fatores agravantes dessas
limitações, a ausência de uma política de RH institucional foi destacada por 58,33%
dos profissionais da informação envolvidos na pesquisa, a inexistência de
procedimentos administrativos/jurídicos adequados foi apontado por 33,33% dos
questionados, 25% indicaram o baixo padrão salarial como o que motiva contratação
de pessoal menos capacitado. No item ”outros,” 33,33% dos questionados
contribuíram acrescentando os seguintes pontos: 1) longo tempo sem aumento
salarial; 2) escassez de recursos humanos; 3) grande índice de exoneração e
aposentadoria no serviço público; 4) sucateamento da máquina pública; 5) falta de
recursos; 6) desatualização do sistema e, 7) infra-estrutura física precária.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os resultados apresentados nos permitem realizar algumas analogias e
inferências com relação ao perfil de atuação dos profissionais que ocupam cargos
gerenciais em bibliotecas universitárias estaduais do Paraná.
Verificou-se que a grande maioria possui especialidade em áreas condizentes
ao cargo que ocupam e que grande parte destes possuem mais tempo de atuação
institucional do que como gerente. Como pontos de insuficiência, ficou patente que
embora em alguns casos tenham sido realizados treinamentos antes de assumirem
os cargos gerenciais, estes profissionais sentem necessidade de obter mais
informações sobre áreas correlatas ao seu fazer profissional. Com relação às
dificuldades enfrentadas na prática gerencial indicadas, constatou-se que a cultura
organizacional atua sobre e influencia diretamente o gerente, conduzindo-o para um
sentido de maior ou menor eficiência e eficácia.

�Pelas características apontadas como essenciais ao gerente, confirmou-se
que um bom gerente significa mais do que manter-se sob constante processo de
atualização, implica ter perfil e competências para trabalhar em equipe, aproveitar o
conhecimento organizacional para tomar decisões, reduzir conflitos ambientais e
obstáculos que possam prejudicar a produção do grupo, pensar criticamente e,
ainda, assumir responsabilidades. Entretanto, a competência gerencial não é
construída exclusivamente de características pessoais, pois depende diretamente de
uma convivência grupal. Na realidade ela representa a cultura da organização onde
se inclui a prática hierárquica, a convivência da formalização autoritária com o poder
e a oportunidade e, o incentivo à liberdade de inquirir em um ambiente propício de
cooperação.
Dessa forma, o gestor deve conceber um perfeito planejamento visando
assegurar o sucesso do empreendimento. Ao definir a missão a cumprir, o gestor
precisa envolver seus colaboradores de forma que estes sejam comparsas do
objetivo comum, a fim de atingir objetivos fins. Este tipo de engajamento equivale a
uma parte do sucesso. Seu compromisso não é com o poder, e sim com o êxito da
missão e da realização do grupo e dos beneficiários do trabalho a ser desenvolvido.
Para tanto, embora envoltos a um ambiente burocrático e com pouca disponibilidade
de recursos, os gerentes de bibliotecas universitárias precisam utilizar-se de
instrumentos de apoio, de constantes (re)avaliações da prática gerencial institucional
e prioritariamente, da criatividade e visão empreendedora para driblar os obstáculos
presentes na gestão pública.

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*Bibliotecária. Mestre em Ciência da Informação/PUCCAMP. Universidade Estadual de Maringá
(UEM) Av. Colombo, 5790. CEP: 87020-900. Maringá–PR–Brasil rjcurty@teracom.com.br.
**Mestranda em Ciência da Informação pela Universidade Federal de SantaCatarina (UFSC). Cx.
postal 476 CEP: 88040-970 Florianópolis–SC–Brasil recurty@hotmail.com
∗∗∗ Bibliotecária do Sistema de Bibliotecas da UEL. Docente do Departamento de Ciência da
Informação da UEL. Universidade Estadual de Londrina dirce@uel.br

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              <text>O artigo discute a nova postura de atuação do profissional da informação frente às demandas contemporâneas e emergentes, atendo-se especificamente ao perfil gerencial, através de pesquisa realizada com profissionais que atuam em cargos gerenciais de bibliotecas universitárias estaduais do Paraná (UEM, UEL e UEPG).</text>
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