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                  <text>ESTÁGIO LABORATIVO EDUCACIONAL NAS BIBLIOTECAS DA UERJ:
UM TRABALHO MULTIDISCIPLINAR PARA PROMOVER
A EDUCAÇÃO JUVENIL

Nadia Lobo da Fonseca∗

RESUMO
Apresenta um breve histórico da parceria entre a Rede Sirius – Rede de
Bibliotecas UERJ e a Superintendência de Recursos Humanos da universidade,
da qual resultou Estágio Laborativo Educacional nas Bibliotecas da UERJ (ELEB)
implementado a partir de 2002, como projeto-piloto. Multidisciplinar, o ELEB foi
desenvolvido por profissionais das áreas de Biblioteconomia, Psicologia,
Pedagogia e Serviço Social e favoreceu o treinamento de jovens adolescentes,
economicamente menos favorecidos, cursando o Ensino Médio, para o trabalho
em bibliotecas da Rede Sirius, como auxiliares das equipes. Descreve as etapas
da elaboração, o acompanhamento e a avaliação do ELEB, que visando a garantir
a viabilidade da experiência, reuniu os profissionais envolvidos no projeto,
supervisores dos estagiários, e os próprios estagiários. Relaciona dentre os
resultados positivos do ELEB, sua continuidade e ampliação, em 2003, e a
possibilidade de vir a ser constituído um banco de ex-estagiários, completandose, dessa forma, o ciclo de promoção do primeiro emprego - preparação para o
trabalho, supervisão em estágio laborativo, encaminhamento ao mercado –
pretendido pela universidade ao instituir convênio com a Fundação para a Infância
e Adolescência (FIA), para acolher esses adolescentes.
PALAVRAS-CHAVE: Rede Sirius – Rede de Bibliotecas UERJ. Educação de
jovens. Estágio em bibliotecas. Bibliotecas Universitárias.

1 INTRODUÇÃO
A literatura da área de Biblioteconomia e Ciência da Informação é pródiga
em trabalhos que abordam o perfil do profissional da informação, face aos
desafios da Era da Informação, ou Era do Conhecimento, como preferem alguns.
As abordagens são diversas, mas parece haver consonância, entre os
autores, de que a época atual requer variadas habilidades e competências
profissionais,

ressaltando-se,

por

exemplo,

que

a

"nenhum

profissional

bibliotecário, atuando em qualquer nível da organização é permitido ignorar as

�questões e os problemas de ordem gerencial", pois a qualquer momento, "estes
podem ser recrutados para compartilhar decisões que, anteriormente, emanavam
unicamente das cúpulas administrativas”1.
Portanto, na qualidade de gestor dos recursos disponíveis, visando a
excelência na prestação de serviços, segundo Maciel e Mendonça, cabe ao
bibliotecário, como primeiro passo para o alcance de suas metas, a definição de
padrões de atendimento, para toda a organização, a começar pela
sua "linha de frente", ou seja, as pessoas que mantêm o contato
inicial com os usuários, hoje valorizadas como "cartão de visitas"
da empresa [...]2.

Contudo, em se tratando de bibliotecas de Instituições de Ensino Superior
(IES) públicas, para bem cumprir essa tarefa, os gestores se vêem confrontados
com diversos obstáculos, a começar pelo recrutamento de pessoal que, nesse
tipo de organização, se constitui em questão complexa, nem sempre
adequadamente equacionada. Inclui-se, entre esses obstáculos, o fato de as IES
não reconhecerem as bibliotecas como ambientes peculiares, que requerem
servidores administrativos com um perfil diferenciado daqueles que atuam em
outros setores da universidade. Também persiste, em algumas, a crença de que,
com a automação dos serviços, a instituição poderá dispensar pessoal, ou pelo
menos reduzir o seu quantitativo, quando, ao contrário, o que ocorre é o aumento
de atribuições devido, principalmente, à sofisticação da demanda.
Assim, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), a Rede Sirius
– Rede de Bibliotecas UERJ buscou, desde o início da sua implantação, em 1998,
a interlocução direta com o órgão gestor de pessoal - a Superintendência de
Recursos Humanos (SRH), visando a compatibilizar o quadro de servidores, com
as necessidades decorrentes do processo de automação dos serviços
informacionais e da estrutura em rede.

1

MACIEL, Alba Costa; MENDONÇA, Marília Alvarenga Rocha. Bibliotecas como organizações.
Rio de Janeiro: Interciência; Niterói: Intertexto : 2000. 96 p. p. 41.
2

FONSECA, Nadia Lobo da et al. Dimensionamento de recursos humanos para a Rede Sirius:
uma contribuição. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002,
Recife. Anais... Recife: SNBU, 2002, 1 CD-Rom.
.

�Um das estratégias empregadas por bibliotecários e administrativos da
Rede Sirius foi promover estudos com o objetivo de aprimorar tecnologias de
gestão de pessoal, e solicitar assessoria à SRH. Esses estudos se caracterizaram
pelo rigor no levantamento dos dados, e no embasamento teórico, resultando em
uma proposta de dimensionamento de recursos humanos para as bibliotecas3,
que se antecipou ao trabalho da Comissão instituída pela Reitoria, para
equacionar o quadro de pessoal da universidade.
Em decorrência dessa postura pró-ativa, e de discussões posteriores, com
a SRH, os bibliotecários foram convidados a participar não só das várias etapas
do processo de recrutamento e seleção de pessoal para as bibliotecas, como
também da ambientação de servidores recém-admitidos para a universidade
como um todo, divulgando os serviços e produtos oferecidos pela Rede Sirius.
Em seus freqüentes contatos com os especialistas da SRH - pedagogos,
psicólogos e assistentes sociais – os bibliotecários elucidaram questões
referentes a aspectos da natureza do trabalho em unidades de informação e aos
vários papéis desempenhados, no exercício de suas atribuições técnicas.
Ressaltando-se, em particular, o de educadores comprometidos com
mudanças, tendo em vista o contexto - a UERJ, universidade pública – e desde
que, consoante Amorim e Gomes, “numa concepção ampla de educação, todo ser
humano é um educador, uma vez que, nas nossas relações sociais, estamos
permanentemente ensinando e sendo ensinados”4. Isso se concretiza, no
cotidiano, pelo desenvolvimento de competências informacionais, em jovens

3

FONSECA, Nadia Lobo da et al. Dimensionamento de recursos humanos para a Rede Sirius:
uma contribuição. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002,
Recife. Anais... Recife: SNBU, 2002, 1 CD-Rom.
4
AMORIM, Ana Adelaide Moutinho de; GOMES, Cybele Silva. Didática para o ensino superior:
uma proposta em sintonia com a perspectiva e educação para a totalidade. 2. ed. rev. ampl. Rio
de Janeiro: Ed. Gama filho, 1999. p.37.

�usuários5, e em ações voltadas à comunidade externa, como o Estágio de
Biblioteconomia na Rede Sirius.6.
Por outro lado, a consciência de que "o novo modelo econômico interpõe
um novo perfil profissional que requer, além de maior qualificação profissional,
maior envolvimento emocional e social do trabalhador"7 favorece o entendimento
da informação também como a base do conhecimento e do compromisso,
constatada no aumento da atuação de bibliotecários, como instrutores e agentes
multiplicadores, nos diversos cursos e treinamentos do Plano de Desenvolvimento
de Pessoal da Rede8.
Tudo isso, mais as parcerias entre bibliotecários e docentes, concorre para
disseminar, na universidade, uma outra visão do fazer biblioteconômico,
culminando em iniciativas, propícias ao autodesenvolvimento das pessoas, como
o projeto Estágio Laborativo Educacional em Bibliotecas da UERJ (ELEB), tendo
em vista que, de acordo com Ribeiro, “a educação e o educar-se são um
processo de comprometimento com a realidade, com o cotidiano que está diante
de mim e acontece a todo instante”.
Com este trabalho procura-se descrever como esse conceito amplo de
educação fundamentou o ELEB e contribuiu para o alcance da meta estabelecida,
fator determinante para a continuidade e ampliação da proposta, abrindo
perspectivas de encaminhamento de ex-estagiários a outras IES. Finalmente,
reflete-se sobre desafios e oportunidades que se apresentam aos profissionais da
informação, em bibliotecas universitárias, na época atual.
5

A Rede Sirius congrega 21 bibliotecas, no Rio de Janeiro, e em outros municípios do Estado do
Rio de Janeiro, abertas ao público em geral, para consulta, no local ou on line. Entre elas, há duas
bibliotecas escolares, e a Biblioteca Comunitária. Esta direciona suas atividades a um público
infanto-juvenil, morador, ou estudante das proximidades.

6

Esse projeto, apresentado ao EIC – Programa de Estágio Interno Complementa/UERJ, em 1998,
garantiu a continuidade do estágio, na Rede Sirius, também para graduandos de Biblioteconomia,
atualmente, cerca de 21, que recebem uma bolsa, cujo valor é igual ao oferecido aos
estagiários/alunos da UERJ.
7

ARRUDA, Maria da Conceição Calmon; MARTELETO, Regina Maria; SOUZA, Donaldo Bello de.
Educação, trabalho e o delineamento de novos perfis profissionais: o bibliotecário em questão.
Ciência da Informação, Brasília, DF, v.29, n.3, p. 14-24, set./dez. 2000.

8

Elaborado por bibliotecários, a partir das necessidades gerenciais da Rede Sirius, e das
solicitações dos servidores.

�2

RECURSOS INSTITUCIONAIS x BENEFÍCIOS SOCIAIS
A UERJ, como IES pública do Brasil, enfrenta o desafio de equilibrar

necessidade de desenvolvimento e recursos financeiros cada vez mais escassos.
Nos últimos anos, até mesmo ações tradicionalmente implementadas, no campo
do Ensino, Pesquisa e Extensão, com a finalidade de retornar à comunidade parte
dos recursos nela investidos, correm o risco de serem prejudicadas.
Desse modo, as parcerias intra e extra universidade mostraram-se uma
estratégia fundamental, na captação de recursos para investimento, em especial,
nas bibliotecas9, garantindo a continuidade de ações de cunho social, como o
Programa Bolsa de Iniciação ao Trabalho (PBIT).
O PBIT - um dos vários os mecanismos instituídos com o objetivo de
aproximar a UERJ da sociedade - decorre de convênio firmado entre a UERJ - por
meio da Divisão de Seleção e Treinamento da Superintendência de Recursos
Humanos (SRH/ DESEN/DITREI) - e a Fundação para a Infância e Adolescência
(FIA). Atende a jovens entre 14 e 21 anos, desde 1987, oferecendo-lhes estágio
laborativo e educacional, em setores diversos da universidade, de forma que "as
exigências de aprendizado e amadurecimento profissional se sobreponham às
produtivas, consoante dispositivos do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei
8069), da Constituição Federal e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação"10.
Em 2002, cogitou-se de ampliar as chances de inserção, no mercado de
trabalho, dos adolescentes egressos do PBIT. Bibliotecários foram solicitados a
contribuir para reorientar os rumos desse programa, com a experiência adquirida
na supervisão de estagiários, e sugeriram oferecer aos jovens noções básicas
esperadas de um auxiliar de biblioteca, pois a demanda por pessoal capacitado
indicava que esse tipo de treinamento atenderia ao cunho social pretendido pela
universidade, e na condição de apoio ao pessoal efetivo das bibliotecas, os jovens
9

Por meio de tais parcerias, com unidades acadêmicas, foram viabilizados estudos diversos, e o
desenvolvimento de instrumentos gerenciais para a Rede Sirius.

10

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Rede Sirius - Rede de Bibliotecas
UERJ/SRH/DESEN/PBIT. Estágio Laborativo Educacional em Bibliotecas da UERJ. Rio de
Janeiro, 2002. datil. (Projeto piloto).

�poderiam desenvolver habilidades e competências úteis em qualquer outra área
profissional.

3 FUNDAMENTOS E METODOLOGIA DE IMPLANTAÇÃO DO ELEB

Ao conceber o projeto, a equipe multiprofissional analisou dados do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)11, mostrando que, em 1999,
os menores de 19 anos constituíam 40,5% da população brasileira (64 milhões de
crianças e adolescentes), sendo que 68% dos jovens trabalhadores recebem 1
salário mínimo mensal, em atividades que não exigem qualificação específica, e
por vezes os coloca em situação de risco.
Isto porque, embora o Ensino Médio vise a "consolidação e o
aprofundamento

dos

conhecimentos

adquiridos

no

Ensino

Fundamental,

possibilitando o prosseguimento dos estudos"12, as condições sócio-econômicas
do país impelem muitos estudantes das classes trabalhadoras - tenham eles tido
acesso ou não ao ensino técnico profissionalizante - a buscarem seus primeiros
empregos, segundo Rizzini13, motivados pela necessidade de prestar auxílio à
família, ter acesso a bens de consumo e obter o reconhecimento do grupo de
origem.
Tendo em vista que a escolarização é um dos facilitadores do chamado
potencial para "treinabilidade", que aliado ao domínio de conteúdos diversos
(informática, redação, atendimento ao público, entre outros) determina o perfil dos
considerados aptos para ingresso no mercado de trabalho, o treinamento em
serviço apresenta-se como contribuição para elevar as chances de emprego e de
prosseguimento dos estudos de uma parcela, ainda que pequena, desses

11

IBGE. Censo demográfico 2000. Disponivel em: &lt; http://www.ibge.gov.br/&gt;. Acesso em: 14 jul.
2004.
12

SOUZA, Paulo N. Pereira de; SILVA, E. Brito da. Como entender e aplicar a nova LDB: lei no.
9.394/96. São Paulo: Pioneira, 1997. 140 p. p. 57.
13

RIZZINI, Irene; RIZZINI, Irma; Holanda, Fernanda R.B. de. A criança e o adolescente no
mundo do trabalho. Rio de Janeiro: USU, 1996.

�adolescentes, em consonância com o empenho da UERJ, em promover o acesso
à graduação, pelo sistema de cotas, de alunos de raça negra e escolas públicas,
a partir de 2002 - mesma época da implantação do ELEB.
Assim, mais que estimular a treinabilidade de parte do público potencial da
graduação, pretendeu-se divulgar uma área profissional de interesse social, e em
ascensão, e incutir, nesses jovens, valores, como o compromisso diante de seu
processo de formação e aprendizagem, oferecendo-lhes treinamentos, cursos e
sensibilizações sobre temas ligados à cidadania e à juventude, e a oportunidade
de vivenciar a dinâmica da universidade, pelo contato com a comunidade (interna
e externa) e fontes de informação diversificadas, em paralelo à complementação
da sua escolaridade.
Para atender a tais objetivos, a equipe multiprofissional14 (bibliotecária,
psicóloga, assistente social) formulou o projeto piloto, com base em um programa
de atividades pertinentes à organização e disseminação das fontes de
informação. A parte teórica foi ministrada acompanhando a prática nas
bibliotecas, favorecendo aos estagiários: conhecer a Rede Sirius em seu
conjunto; identificar os diferentes tipos de bibliotecas e públicos da UERJ;
integrar-se gradativamente às equipes das bibliotecas; desenvoltura no trato com
pesquisadores e público em geral e obter noções gerais sobre a importância e
finalidade do tratamento e da organização das fontes de informação, visando a
sua disseminação;
O conteúdo programático, dando ênfase ao fluxo da informação e
atendimento aos usuários, foi definido por bibliotecárias15 da Rede Sirius, com
experiência no magistério e apreciado pelas Chefes das oito bibliotecas
participantes do projeto piloto, todas localizadas, no Pavilhão João Lyra Filho
(Maracanã).
As responsabilidades dos integrantes do projeto foram assumidas de comum
acordo (Quadro).
14

Participaram: pela Rede Sirius, a Bibliotecária Nadia Lobo da Fonseca e pela SRH/DESEN/PBIT,
Simone Lessa, Assistente Social e Cláudia Alcântara, Psicóloga.
15

Cabe destacar a decisiva colaboração da Bibliotecária Alice Kirikztian também como instrutora.

�Quadro – ELEB: responsabilidade dos participantes
SRH/DESEN/DITREI/PBIT
Gerenciar o processo de seleção e contratação Propiciar a ambientação dos selecionados à
dos alunos.
UERJ.
Providenciar os recursos necessários para as
Promover cursos/treinamentos de acordo com
aulas teóricas (local, equipamentos, pagamento as necessidades de estágio.
da instrutoria).
Acompanhar a freqüência e o aproveitamento escolar.
Rede Sirius
Elaborar o programa de qualificação em
Estabelecer critérios para a seleção: bom
atividades pertinentes à organização e
desempenho em Língua Portuguesa; gosto pela
disseminação da informação.
leitura; senso de organização e habilidade para
lidar com o público.
Desenvolver instrumentos de avaliação técnica Indicar e orientar instrutores e supervisores,
dos estagiários.
quanto aos objetivos do projeto.
Encaminhar os alunos aos locais de estágio.
SRH/DESEN/DITREI/PBIT e Rede Sirius
Acompanhar o estágio, dando suporte aos supervisores e instrutores na resolução de situações
relacionadas aos estagiários.
Avaliar o projeto
ESTAGIÁRIOS
Atender ao público
Preparar material informacional
(circulação do acervo e orientação aos usuários) para circulação
Organizar estantes e guardar documentos
Colaborar na manutenção de catálogos
Apoiar a elaboração de produtos informacionais
Fonte: UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. REDE SIRIUS - REDE DE BIBLIOTECAS
UERJ/SRH/DESEN/PBIT. Estágio Laborativo Educacional em Bibliotecas da UERJ. Rio de Janeiro, jun. 2002. datil.
(Projeto piloto).

A meta estabelecida foi: preparar, em serviço, a partir de julho de 2002,
cerca de 10 estagiários, alunos do Ensino Médio, Formação Geral, para
desempenharem tarefas auxiliares, em bibliotecas da UERJ, por um período de
dois anos, ou até completarem 18 anos (o que ocorresse primeiro), segundo os
termos do convênio UERJ/FIA, oferecendo-lhes 100 horas de aulas teóricas e
práticas, com uma bibliotecária experiente na regência de turmas do ensino
médio.

4 AVALIAÇÃO DO PROJETO
Os envolvidos no ELEB foram estimulados a entender a avaliação como
“processo de produzir informações sobre o valor dos resultados para saber se a
estratégia e a implementação continuam congruentes com os objetivos

�previstos”16, ou seja, processo contínuo de melhoria. Assim sendo, ao longo da
implantação do projeto, a instrutora fez observações, nas bibliotecas, enquanto a
DESEN/PBIT/SRH reunia os estagiários periodicamente, e mantinha
contato com os supervisores.
Em setembro de 2002, a Rede Sirius solicitou uma avaliação formal do
ELEB e dos estagiários, às supervisoras. O resultado17 foi apresentado à
SRH/DESEN/PBIT, indicando-se os pontos que deveriam ser aprimorados, e
pleiteando-se a continuidade e ampliação do projeto, em 2003, em função de uma
demanda 133% maior do que o número de vagas oferecidas, em 2002.
Demonstrou-se, assim, a eficácia da metodologia adotada, pois o
desempenho dos estagiários foi avaliado entre bom e excelente, em todos os
quesitos, sendo que o relacionamento entre eles e as equipes, nas bibliotecas, foi
um fator de satisfação para os adolescentes, que elogiaram a acolhida, e a
receptividade de todos, na transferência de conhecimentos sobre as rotinas e
peculiaridades de cada local.
Em seus contatos com a SRH, os estagiários verbalizavam seu interesse
pelo trabalho e as descobertas que o desempenho de suas tarefas lhes
permitiam. Isto contribuiu para que esse órgão visualizasse melhor as
especificidades das bibliotecas, e reforçou os argumentos da Rede, quanto à
necessidade de servidores com perfil adequado, determinando o treinamento de
outros 12 jovens, em 2003.
Embora o campo de estágio tenha continuado restrito às unidades
localizadas no Pavilhão João Lyra Filho (Campus Maracanã), por imposições do
convênio UERJ/FIA, outras bibliotecas passaram a receber estagiários. Dessa
forma, mesmo com alguns desligamentos, por idade, em julho de 2004, a Rede
contava com 21 estagiários do ELEB, cerca de 100% que no inicio do projeto.

16

SOUZA, Maria Zelia de Almeida; SOUZA, Vera Lucia de. Gestão de recursos
humanos. Rio de Janeiro: SENAI/DN, 1999. p.119.

17

REDE SIRIUS – REDE DE BIBLIOTECAS UERJ. Núcleo de Planejamento e Administração.
Estágio laborativo educacional em bibliotecas da UERJ (ELEB): uma parceria Rede Sirius e
SRH/DESEN/PBIT. Rio de Janeiro, set. 2002. datil. (Relatório).

�4.1 REPERCUSSÕES DO ELEB
A interlocução direta com o órgão gestor de recursos humanos – SRH –
mostrou-se viável e produtiva, podendo-se caracterizar a iniciativa da Rede Sirius
e da SRH/DESEN/PBIT como uma prática:
a) pró-ativa, pois políticas governamentais, vêm sendo implementadas, para
promover o primeiro emprego, face as condições socioeconômicas do país
desfavoráveis;
b) oportuna, no momento em que a UERJ abriu o debate, no Estado e no
país, em torno de estratégias que favoreçam a efetiva inclusão, na
universidade, de alunos oriundos do extrato social ao qual pertencem os
estagiários do ELEB;
c) inovadora, desde que não se tem notícia de trabalho similar, na UERJ, ou
em outras IES, .ratificando a universidade como espaço por excelência
para o exercício de uma
cosmovisão dialética, que considera a educação como um
processo pelo qual o ser humano (indivíduo e coletividade),
interagindo com a realidade total, aprende a desenvolver suas
potencialidades, cria cultura, atende às suas necessidades e se
torna agente de sua história18.

O ELEB, dado o seu caráter formativo, também contribui para consolidar,
externamente, a imagem da UERJ, como universidade que estimula a inovação,
consciente do seu papel social, e voltada para as necessidades da comunidade
do Estado do Rio de Janeiro.
A UERJ amplia, dessa forma, a sua ação educativa, demonstrando estar
em consonância com o novo instrumento de avaliação do MEC/Inep, o Sistema
Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES)19. Formado por três
componentes principais: a avaliação das instituições, dos cursos e do
desempenho dos estudantes, o SINAES avaliará todos os aspectos que giram
em torno desses três eixos: o ensino, a pesquisa, a extensão, dentre eles a
18

LO MÔNACO, Gaetano. Sociedade da Informação X Sociedade do Conhecimento.
Disponível em: &lt;http://www.inep.gov.br/pesquisa/thesaurus/fala_gaetano.htm&gt;. Acesso em:14 de
jul. 2004.
19

MINISTERIO DA EDUCACAO E CULTURA. Lei Nº 10.861 de 14 de abril de 2004. Institui o
SINAES (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior). Disponível em:
&lt;http://www.mec.gov.br/legis/educsuperior.shtm&gt;. Acesso em: 14 jul. 2004.

�responsabilidade social, o desempenho dos alunos, a gestão da instituição, o
corpo docente, as instalações.
Por fim, a divulgação do ELEB, no Grupo de Compartilhamento de
Bibliotecas de Instituições de Ensino Superior do Estado do Rio de Janeiro
(CBIES/RJ), no qual a UERJ é representada pela Diretora da Rede Sirius,
repercutiu favoravelmente, ressaltando-se a carência de pessoal de apoio
qualificado, no mercado.
Buscando antecipar-se à demanda pelos egressos do ELEB, a Rede Sirius
sugeriu o desdobramento do projeto, indicando meios de viabilizar o
encaminhamento desses jovens a postos de trabalho extra UERJ, com aval
institucional, a partir do desenvolvimento de um banco de dados, reunindo, entre
outras informações, as referentes ao desempenho dos estagiários, na
universidade.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A

implementação

do

ELEB

demonstra

que

a

cooperação

e

o

compartilhamento de recursos, por meio de parcerias, constituem-se em
estratégia à altura dos desafios com que se defrontam as IES na atualidade.
Congregando vários profissionais empenhados em buscar alternativas que
garantissem a continuidade de um programa de cunho social, o projeto reverteu
em benefícios profissionais e sociais para os envolvidos, e para a Universidade
que assim consolida-se como laboratório de idéias, propício à experimentação, à
inovação, onde o conceito de pluralidade emerge em toda a sua riqueza.
A Rede Sirius – Rede de Bibliotecas UERJ, por sua vez, ao buscar essa
parceria conquistou espaço para que se revelasse a potencialidade da atuação do
profissional bibliotecário, no ambiente acadêmico.
Infere-se dessa experiência que, da mesma forma que o acesso à
informação extrapola os limites físicos das bibliotecas, também o fazer dos
bibliotecários,

como

agentes

de

mudanças,

assume

outra

dimensão,

�incorporando-se o conceito de educação que coloca o homem como centro do
processo educativo.

ABSTRACT
It presents a historical briefing of the partnership enters Rede Sirius – Rede de
Bibliotecas UERJ and Superintendência deRecursos Humanos of the university, of
which resulted the project Estágio Laborativo Educational nas Bibliotecas da
UERJ (ELEB). This multidisciplinary project implemented in 2002, as project-pilot,
was developed by professionals of the areas of Librarianship, Psychology,
Pedagogy and Social Service, and favored the training of adolescents of lower
economic class attending a course of secondary level, for the work in libraries of
the Rede Sirius, as assistant of the teams. It describes the stages of the
elaboration, the accompaniment and the evaluation of the ELEB, that aiming to
guarantee the viability of the experience, congregated all professionals involved in
the project, supervisors of the trainees, and the proper trainees. It relates some
positive results of the ELEB, as its continuity and magnifying, in 2003, and the
possibility to come to be constituted a data base of former-trainees, completing
itself, of this form, the cycle of promotion of the first job - preparation for the work,
supervision in period of training, guiding to the market - intended by the university
when instituting accord with Fundação para a Infância e Adolescência (FIA) to
receive these adolescents.
KEYWORDS: Rede Sirius – Rede de Bibliotecas UERJ. Education of adolescents.
Period of training in libraries. University libraries.

REFERÊNCIAS
AMORIM, Ana Adelaide Moutinho de; GOMES, Cybele Silva. Didática para o
ensino superior: uma proposta em sintonia com a perspectiva e educação para a
totalidade. 2. ed. rev. ampl. Rio de Janeiro: Ed. Gama Filho, 1999. p.37.
ARRUDA, Maria da Conceição Calmon; MARTELETO, Regina Maria; SOUZA,
Donaldo Bello de. Educação, trabalho e o delineamento de novos perfis
profissionais: o bibliotecário em questão. Ciência da Informação, Brasília, DF,
v.29, n.3, p. 14-24, set./dez. 2000.
IBGE. Censo demográfico 2000. Disponivel em: &lt; http://www.ibge.gov.br /&gt;.
Acesso em: 14 jul. 2004.

�FONSECA, Nadia Lobo da et al. Dimensionamento de recursos humanos para
a Rede Sirius: uma contribuição. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002, Recife. Anais... Recife: SNBU, 2002, 1 CD-Rom.
LO MÔNACO, Gaetano. Sociedade da Informação X Sociedade do
Conhecimento. Disponível em:
&lt;http://www.inep.gov.br/pesquisa/thesaurus/fala_gaetano.htm&gt;. Acesso em:14 de
jul. 2004.
MACIEL, Alba Costa; MENDONÇA, Marília Alvarenga Rocha. Bibliotecas como
organizações. Rio de Janeiro: Interciência; Niterói: Intertexto, 2000.
MINISTERIO DA EDUCACAO E CULTURA. Lei Nº 10.861 de 14 de abril de
2004. Institui o SINAES (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior).
Disponível em: http://www.mec.gov.br/legis/educsuperior.shtm. Acesso em: 14 jul.
2004.
SOUZA, Maria Zélia de Almeida; SOUZA, Vera Lucia de. Gestão de recursos
humanos. Rio de Janeiro: SENAI/DN, 1999.
SOUZA, Paulo N. Pereira de; SILVA, E. Brito da. Como entender e aplicar a
nova LDB: lei no. 9.394/96. São Paulo: Pioneira, 1997.
RIZZINI, Irene; RIZZINI, Irma; HOLANDA, Fernanda R.B. de. A criança e o
adolescente no mundo do trabalho. Rio de Janeiro: USU, 1996.
REDE SIRIUS – REDE DE BIBLIOTECAS UERJ. Núcleo de Planejamento e
Administração. Estágio laborativo educacional em bibliotecas da UERJ
(ELEB): uma parceria Rede Sirius e SRH/DESEN/PBIT. Rio de Janeiro, jun.
2002. datil. (Projeto piloto).
REDE SIRIUS – REDE DE BIBLIOTECAS UERJ. Núcleo de Planejamento e
Administração. Estágio laborativo educacional em bibliotecas da UERJ
(ELEB): uma parceria Rede Sirius e SRH/DESEN/PBIT. Rio de Janeiro, set. 2002.
datil. (Relatório).
∗

Bibliotecária. Especialista em Organização do Conhecimento para Recuperação da Informação.
nlobo@uerj.br
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. REDE SIRIUS — Rede de Bibliotecas
UERJ. R. São Francisco Xavier, 524. S. 3002. Bl. C. Tijuca.
Rio de Janeiro. CEP: 20.530-013. R.J. Brasil.

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Apresenta um breve histórico da parceria entre a Rede Sirius – Rede de Bibliotecas UERJ e a Superintendência de Recursos Humanos da universidade, da qual resultou Estágio Laborativo Educacional nas Bibliotecas da UERJ (ELEB) implementado a partir de 2002, como projeto-piloto. Multidisciplinar, o ELEB foi desenvolvido por profissionais das áreas de Biblioteconomia, Psicologia, Pedagogia e Serviço Social e favoreceu o treinamento de jovens adolescentes, economicamente menos favorecidos, cursando o Ensino Médio, para o trabalho em bibliotecas da Rede Sirius, como auxiliares das equipes. Descreve as etapas da elaboração, o acompanhamento e a avaliação do ELEB, que visando a garantir a viabilidade da experiência, reuniu os profissionais envolvidos no projeto, supervisores dos estagiários, e os próprios estagiários. Relaciona dentre os resultados positivos do ELEB, sua continuidade e ampliação, em 2003, e a possibilidade de vir a ser constituído um banco de ex-estagiários, completando-se, dessa forma, o ciclo de promoção do primeiro emprego - preparação para o trabalho, supervisão em estágio laborativo, encaminhamento ao mercado – pretendido pela universidade ao instituir convênio com a Fundação para a Infância e Adolescência (FIA), para acolher esses adolescentes.</text>
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