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                  <text>ACESSIBILIDADE DO DEFICIENTE VISUAL NAS BIBLIOTECAS DA USP
Elisabete da Cruz Neves 1
Alice Mari Miyazaki de Souza 2
Eliana Mara Martins Ramalho 3
Lilian Leme Bianconi 4
Maria Lúcia Beffa 5
Miguelina Alves Flexa 6

RESUMO
O presente trabalho descreve os procedimentos adotados pelo Projeto Lumière,
do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo – SIBi/USP,
que tem como objetivo oferecer acesso às bibliografias básicas indicadas nos
cursos de graduação e de pós-graduação da Universidade, às pessoas com
deficiência visual. Para implementação do serviço, buscaram-se subsídios em
experiências bem-sucedidas, com especialistas da área, futuros usuários, análise
e seleção dos equipamentos necessários para esta atividade. Discutem-se
conceitos relacionados ao assunto acessibilidade, assim como, ao papel do
profissional da informação e das bibliotecas universitárias neste contexto. Mostra
os primeiros resultados do Projeto Piloto implantado na Biblioteca do Instituto de
Psicologia da USP. Como resultados futuros, espera-se que o serviço atenda não
só os usuários com deficiência visual desta biblioteca, mas também que sirva
como modelo para demais Bibliotecas do SIBi/USP.
Palavras-chave: Biblioteca Universitária – deficiente visual. Profissional da
Informação. Acessibilidade.

1 Introdução
A conquista tecnológica por meio da Internet e a utilização do microcomputador
na vida acadêmica e profissional possibilitam às pessoas com deficiência
acompanharem a evolução dos tempos de forma real. Hoje encontram-se no

1

Bibliotecária do DT/SIBi/USP, Coordenadora do Projeto Lumière, beteneves@sibi.usp.br.
Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo. Av. Prof. Luciano Gualberto,
Trav. J, nº 374, sala 135. Cidade Universitária. CEP 05508-010. São Paulo, SP, Brasil.
2
Bibliotecária da FSP/USP, alicemiy@usp.br.
3
Bibliotecária da FFLCH/USP, emmr@usp.br.
4
Bibliotecária do IP/USP, bianconi@usp.br.
5
Diretora de Biblioteca da FD/USP, beffa@usp.br.
6
Diretora de Biblioteca da FE/USP, lina@usp.br

1

�mercado uma série de programas e equipamentos destinados às pessoas com
deficiência visual, acessíveis à realidade das bibliotecas.
Nas bibliotecas universitárias compete ao profissional da informação superar as
adversidades para que as barreiras do preconceito sejam eliminadas, criando
infra-estrutura de acesso à informação, através de parcerias, compartilhamentos
de acervos virtuais, abrindo caminhos para o mundo globalizado da informação,
melhorando as condições de acesso dos cidadãos com deficiências.
A inclusão de pessoas com deficiência faz parte do compromisso ético de
promover a diversidade, respeitar as diferenças e reduzir as desigualdades
sociais, contribuindo assim para a superação de barreiras e preconceitos. A
formação da pessoa com deficiência visual na Universidade contribuirá para a
mudança de cultura e comportamento, tornando a própria sociedade mais
inclusiva.
De acordo com Masini
[...] os portadores de deficiência visual são divididos em dois
grupos:

cegos

e

portadores

de

visão

subnormal.

Tradicionalmente, a classificação tem sido feita a partir da
acuidade visual: sendo cego aquele que dispõe de 20/200 de
visão no melhor olho, após correção; e portador de visão
subnormal, aquele que dispõe de 20/70 de visão nas mesmas
condições. (MASINI, 1994, 9. 83).

Diante das várias possibilidades de uso das tecnologias de informação, o
profissional da informação tem condições de contribuir com seus conhecimentos
para a formação dos alunos com deficiência visual.
Nesse cenário, o Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo
(SIBi/USP) percebeu a necessidade de oferecer programas de acessibilidade aos
seus usuários, tendo como foco o acesso aos produtos e serviços oferecidos nas
Bibliotecas da USP.

2

�2 A acessibilidade na Universidade de São Paulo: um breve histórico
Em 1990, a Universidade de São Paulo, representada pela Rede de Informações
Integradas sobre Deficiências (REINTEGRA) da Coordenadoria Executiva de
Cooperação Universitária e de Atividades Especiais (CECAE) 7 , preocupou-se em
disponibilizar sua Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) à comunidade
com deficiências, criando serviços específicos de acesso à informação.
O Catálogo Coletivo Regional de Livros do Estado de São Paulo (CCL), que teve
origem na compilação das informações de acervos recebidas das bibliotecas
cooperantes e especializadas no assunto, tem como segmento o Catálogo
Coletivo de Livros em Braille e Livros Falados (CCL/Braille) 8 .
Assim, em 1994 inaugurou-se o Projeto Disque Braille, na Faculdade de
Educação da USP, com o objetivo de atender ao deficiente visual através da
implantação de um Catálogo Coletivo Informatizado, com informações sobre livros
em Braille e fitas de áudio dos acervos das bibliotecas do Estado de São Paulo e
a localização desses materiais.
Em 1999, surgiu a Rede SACI que tem como princípios a Solidariedade, o Apoio,
a Comunicação e a Informação e estimula a inclusão social e digital,
disponibilizando informações sobre a Deficiência 9 .
O ano de 2001 foi marcado pela criação do Programa USP Legal, que “Visa a
implementação de políticas e ações ligadas à inclusão e plena participação dos
estudantes, docentes e funcionários com deficiências em todos os aspectos da
vida universitária.” (UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, 2001).
No decorrer dos anos surgiram outras iniciativas isoladas em algumas Bibliotecas
da USP, mas foi em 2005 que o SIBi/USP, preocupado com o acesso das
pessoas com deficiência visual aos serviços e produtos das bibliotecas, com a

7

http://www.cecae.usp.br/sitececae/
http://www.usp.br/sibi/
9
http://www.saci.org.br
8

3

�questão da inclusão social e o compromisso do profissional da informação nesse
contexto, estabeleceu, dentro de seu planejamento estratégico, um projeto de
acessibilidade denominado Lumière.
A elaboração deste projeto justifica-se, principalmente, pela existência de alunos
com deficiência visual que freqüentam a Universidade e, conseqüentemente, as
suas bibliotecas e que necessitam dos seus serviços e produtos como apoio às
atividades acadêmicas.

3 Projeto Lumière: uma experiência do SIBi/USP
De acordo com o censo demográfico (IBGE, 2000), há cerca de 24,6 milhões de
brasileiros portadores de algum tipo de deficiência. “No total de dados declarados
de portadores de deficiências 8,3% possuem deficiência mental, 4,1% deficiência
física, 22,9% deficiência motora, 48,1% visual e 16,7% auditiva” (GIL, 2002, p.13).
São cerca de 16,5 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência visual, o que
conduziu o presente projeto a focar seus objetivos neste tipo de deficiência.
O Projeto Lumière propõe-se a atender às necessidades das pessoas com
deficiência visual nas Bibliotecas da Universidade de São Paulo, uma vez que
levou em consideração as demandas existentes em algumas bibliotecas da
Universidade para esta população. Sendo assim, pode-se colocar que o projeto
surgiu da necessidade observada por essas bibliotecas em prestar um
atendimento adequado aos seus usuários com deficiência visual, sobretudo, no
acesso às bibliografias indicadas nos cursos de graduação, pós-graduação e
extensão da Universidade, e também em disponibilizar os mesmos produtos e
serviços que são oferecidos aos demais usuários.
O Projeto Lumière, a partir do Projeto Piloto na Biblioteca do Instituto de
Psicologia, pretende ser um modelo a ser implantado em todas as bibliotecas do
Sistema, visando permitir, como escreve Amaral, o

4

�[...] direito à educação como necessidade fundamental para a
construção do ser humano, indispensável ao homem como ser
completo

onde

conhecimento

e

cultura

transformam

cotidianamente suas dimensões de vida. (AMARAL, 2000, p.
488).

Pode-se acrescentar que, as iniciativas previstas para este projeto são
fundamentadas pelo Decreto 3.298, de 20 de dezembro de 1999, que
“regulamenta a Lei nº 7.853, de 24 de outubro de 1989, que dispõe sobre a
Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, consolida
as normas de proteção e dá outras providências” (BRASIL, 1999) e, pela Lei nº
10.098, de 19 de dezembro de 2000, que “estabelece normas gerais e critérios
básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência
ou com mobilidade reduzida” (BRASIL, 2000, p. 67).

3.1 Objetivos
O Projeto Lumière teve como objetivo geral oferecer à comunidade com
deficiência visual da Universidade de São Paulo, acesso aos produtos e serviços
das Bibliotecas do SIBi/USP, através de um projeto piloto implementado na
Biblioteca do Instituto de Psicologia da USP (IP/USP).
Os objetivos específicos propostos foram:
•

identificar e selecionar equipamentos adequados ao atendimento de

pessoas com deficiência visual;
•

destinar um espaço na Biblioteca do IP/USP, para disponibilizar os

equipamentos necessários;
•

orientar quanto à utilização das tecnologias disponíveis;

5

�•

promover o acesso aos textos recomendados nas bibliografias básicas

dos cursos de graduação, pós-graduação e extensão do IP/USP;
•

oferecer este projeto para que seja implantado, posteriormente, em

todas as Bibliotecas do Sistema.

4 Metodologia aplicada
A metodologia aplicada neste trabalho seguiu as seguintes etapas:
•

visitas às bibliotecas que possuem um atendimento especial às pessoas
com

deficiência

visual,

para

identificar

os

serviços,

produtos

e

equipamentos oferecidos 10 ;
•

levantamento do assunto na literatura;

•

consultas a especialistas, pesquisadores e usuários para aprofundamento
no assunto e conhecimento das necessidades reais;

•

análise e seleção de softwares e equipamentos específicos com os
respectivos orçamentos;

•

definição

de

espaço/local

adequado

na

Biblioteca

Piloto,

para

implementação do projeto;
•

capacitação dos participantes do Projeto Lumière para atendimento do
aluno com deficiência visual;

10

Biblioteca Braille do Centro Cultural São Paulo; Laboratório de Acessibilidade da Biblioteca
Central da UNICAMP; Biblioteca do SENAC de Santo Amaro.

6

�5 Resultados
Como resultados desse período de estudos da equipe do Projeto Lumière,
visando o atendimento da forma mais eficiente possível aos usuários com
deficiência visual, foram realizadas as atividades descritas abaixo, para a
implementação do Projeto Piloto na Biblioteca do Instituto de Psicologia:
1) seleção e aquisição de equipamentos de acordo com as necessidades e
objetivo do projeto:
-

uma licença do Software Virtual Vision (versão 4.0): apresenta o
sintetizador de voz e leitor de tela;

-

um computador: destinado para o aluno com deficiência visual acessar o
material digitalizado, revistas eletrônicas na SIBiNet, Catálogos On-line,
Bases de Dados e outros serviços.

-

um fone de ouvido;

-

um Scanner;

-

uma licença do Software Omnipage versão 5.0: faz o reconhecimento de
caracteres e reduz o trabalho de revisão e correção do material
digitalizado;

-

vídeo ampliador: destinado a usuários com baixa visão.

2) disposição de um estagiário para digitalização do material solicitado pelo
usuário com deficiência visual;
3) formação complementar:
-

participação em eventos específicos relacionados ao tema Acessibilidade e
Tecnologias de Informação e Comunicação, por integrantes do projeto;

7

�-

curso de Formação Continuada para utilização do Software Virtual Vision,
por integrantes do projeto.

5.1 Ações futuras
O projeto contará com a contribuição da CECAE na elaboração de um curso para
atendimento às pessoas com algum tipo de deficiência, que o Departamento
Técnico do SIBi pretende oferecer ao maior número possível de funcionários das
Bibliotecas da USP.
Outra iniciativa será estabelecer contato com editoras para solicitar acesso aos
arquivos dos livros publicados pelas mesmas, para utilização do usuário com
deficiência visual. Com relação a este serviço, a Lei 9.610, de 19 de fevereiro de
1998 que focaliza a questão do direito autoral, no capítulo IV, artigo 46, dispõe
que não constitui ofensa aos direitos autorias, a reprodução:
de obras literárias, artísticas ou científicas, para uso exclusivo de
deficientes visuais, sempre que a reprodução, sem fins
comercias, seja feita mediante o sistema Braille ou outro
procedimento em qualquer suporte para esses destinatários.
(BRASIL, 1998).

6 Conclusão
A inclusão do deficiente faz parte do compromisso ético de promover a
diversidade, respeitar as diferenças e reduzir as desigualdades sociais,
contribuindo assim para a superação de barreiras e preconceitos. A formação do
deficiente visual na Universidade contribuirá para a mudança de cultura e
comportamento a fim de tornar a própria sociedade mais inclusiva.

8

�Cabe ao profissional da informação a incumbência de fornecer o mesmo nível de
serviço aos usuários com deficiência visual que é oferecido aos usuários sem
deficiências (WADE, 2003, p. 307), embora este seja um longo caminho.
O Projeto Lumière é constituiu um avanço do SIBi/USP na difícil tarefa de tornar
acessíveis as informações existentes nas Bibliotecas do Sistema, não só pela
complexidade e diversidade de deficiências existentes, como também pela
magnitude dos recursos financeiros exigidos para oferecer os serviços aqui
propostos, mínimos para apoio às comunidades em questão. Neste contexto,
experiências bem-sucedidas como as relatadas por Pupo (2003) e Fernandez
(2003) apontam que este é um caminho para diminuir as dificuldades dos alunos
portadores de deficiência no contínuo processo de aprendizagem.
É com estes e outros serviços que o SIBi/USP vem demonstrando a sua
preocupação em tornar acessíveis os produtos e serviços das bibliotecas à
comunidade com deficiência visual da Universidade, assim como a outros
serviços disponibilizados na página da SIBiNet 11 , como o acesso ao Catálogo Online das Bibliotecas, à Biblioteca Digital de Dissertações e Teses, à Biblioteca de
Obras Raras e Especiais, às Revistas Eletrônicas, ao Portal CRUESP Bibliotecas
e às Bases de Dados, além de outros serviços e informações disponibilizados não
apenas pela SIBiNet como nas páginas locais das Bibliotecas integrantes do
Sistema.
Pode-se concluir que há uma preocupação, não apenas com a questão da
acessibilidade, mas também com o compromisso do profissional da informação,
neste contexto da inclusão social das pessoas com deficiência visual, assim como
com a responsabilidade social em tornar a biblioteca universitária acessível,
oferecendo suporte às atividades acadêmicas.
Wade (2003, p. 308) acredita que combinando soluções de alta tecnologia com
um genuíno desejo de servir, o profissional da informação tem condições de criar
um ambiente onde todos os usuários possam participar na busca pelo

11

http://www.usp.br/sibi/

9

�conhecimento. Somente com o comprometimento da equipe da Biblioteca em
servir o usuário com deficiência e ensiná-lo a utilizar a tecnologia disponível é que
esta poderá realmente ser útil, exercendo o papel de mediador no processo de
democratização do acesso à informação.

10

�ACCESSIBILITY FOR THE VISUALLY IMPAIRED USERS IN UNIVERSIDADE
DE SÃO PAULO LIBRARIES
ABSTRACT
The present work describes the procedures adopted for the Lumière Project, of the
Sistema Integrado de Bibliotecas of the Universidade de São Paulo (SIBi/USP)
which objective is to offer access to the visually impaired user to basic
bibliographies of graduation and undergraduated in the courses of the University.
For implementation of the service, we sought subsidies in successful experiences
with specialists of the area, potential users, analysis and selection of the
necessary equipment for this activity. Concepts related to accessibility are argued,
as well as, the role of the information professional and the university libraries in
this context. It shows the first results of the Pilot Project implemented in the Library
of the Instituto de Psicologia at USP. As future results, it is expected that the
service not only watch over the users with visual deficiency of the library, but also
sets a model for other libraries of the SIBi/USP.
Keywords: University library – visual disabilities. Information Professional.
Accessibility.

11

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14

�</text>
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                <text>SNBU - Edição: 14 - Ano: 2006 (UFBA - Salvador/BA)</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
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Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Acessibilidade do deficiente visual nas Bibliotecas da USP.</text>
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              <text>Neves, Elisabete da Cruz; Souza, Alice Mari M. de; Ramalho, Eliana Maria M. ; Bianconi, Lilian Leme; Beffa, Maria Lúcia; Flexa, Miguelina Alves</text>
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              <text>O presente trabalho descreve os procedimentos adotados pelo Projeto Lumière, do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo – SIBi/USP, que tem como objetivo oferecer acesso às bibliografias básicas indicadas nos cursos de graduação e de pós-graduação da Universidade, às pessoas com deficiência visual. Para implementação do serviço, buscaram-se subsídios em experiências bem-sucedidas, com especialistas da área, futuros usuários, análise e seleção dos equipamentos necessários para esta atividade. Discutem-se conceitos relacionados ao assunto acessibilidade, assim como, ao papel do profissional da informação e das bibliotecas universitárias neste contexto. Mostra os primeiros resultados do Projeto Piloto implantado na Biblioteca do Instituto de Psicologia da USP. Como resultados futuros, espera-se que o serviço atenda não só os usuários com deficiência visual desta biblioteca, mas também que sirva como modelo para demais Bibliotecas do SIBi/USP.</text>
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