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                  <text>ACESSO A INFORMAÇÃO E A LEITURA: DESAFIOS DA INCLUSÃO.
Walter Clayton de Oliveira; Deuza Rodrigues da Silva; Daniele Angélica Borges.
Unemat – Universidade do Estado de Mato Grosso, Campus Universitário de
Tangará da Serra, Rodovia MT 358, km 07, Jardim Aeroporto, Brasil, Mato
Grosso. walter@unemat.br

INTRODUÇÃO
No cenário de exclusão social, situação verificada no Brasil, a
impossibilidade de amplos setores da sociedade de apropriar-se da informação e
do conhecimento, se comparada com outros indicadores sociais, tais como da
saúde, da educação, moradia etc, acaba tornando-se um fenômeno pouco visível
e de menor impacto. No entanto, o direito à informação insere-se nos direitos
sociais e desempenha importante papel no exercício da cidadania.
Transformar a realidade tem sido o objetivo do homem. Nesse processo
de transformação se apropria e se utiliza da informação e da leitura como
ferramentas. Da argila ao Pentium o homem vem se servindo de suportes e
tecnologias para registrar e comunicar pensamentos e sentimentos. Um lento e
decidido avanço nessa área se deu ao longo do tempo, avançando na utilização
do papel como suporte e na invenção da imprensa, que tornaram mais rápida e
democrática a circulação de idéias.
Assim, neste contexto de globalização em que o país vive profundos e
graves problemas, torna-se imprescindível criar serviços de informação que
possibilitem acesso ao conhecimento, de forma que os cidadãos possam produzir
conhecimentos próprios para resolver seus problemas. A fim de atender às
necessidades distintas de informação demandadas pelas comunidades em seu
dia a dia, para o desempenho de seus papéis na vida em sociedade, o projeto
“Acesso a Informação e a Leitura: Desafios da Inclusão” pode ser considerado de
grande relevância, pois está a fornecer serviços de informação e promover a
leitura em nível local/comunitário.
Ao concordarmos que, quem lê, amplia seus horizontes e
conseqüentemente está mais aberto para todas as artes e ciências,

�pode-se dizer que a pessoa é cidadã do mundo e precisa capacitar-se
para obter autonomia cultural e intelectual. E a leitura é uma janela no
tempo e no espaço, pois amplia horizontes e possibilita o fortalecimento
de idéias e ações. É necessário apontar projetos e programas de leitura
que o bibliotecário também necessita participar. (BLATTMANN;
VIAPIANA, 2006)

O projeto “Acesso a Informação e a Leitura: Desafios da Inclusão” tem
como cerne de seus objetivos garantir o acesso e a democratização da
informação e do conhecimento, a formação de leitores e a inserção cultural das
populações de baixa renda. Sob esta ótica, está sendo desenvolvido um trabalho
para que os diferentes atores adquiram uma visão e compreensão crítica da
realidade, de forma a possibilitar sua intervenção enquanto cidadãos no contexto
social em que vivem. O trabalho foi centrado sua atuação junto às camadas
populares, que em geral não dispõem de recursos para aquisição de livros ou
para locomoção à biblioteca pública localizada na região central de Tangará da
Serra/MT.
Assim, pretendeu-se atender as demandas e necessidades de informação
de crianças e adolescentes em atividade de pesquisa leitura e recreação, assim
como prover os adultos com leitura de lazer e informativa contribuindo, assim,
para o exercício da cidadania. Porque além de ser um direito, o acesso à cultura e
a informação permitiria a esses indivíduos estimular sua criatividade para que eles
próprios se representem, e assim possam ser protagonistas das suas próprias
ações. Do ponto de vista prático e político, sabemos da importância da leitura e
da informação no Brasil. Democratizar a informação e a leitura permite revelar as
reais identidades culturais das comunidades.
Uma sociedade justa pressupõe o respeito dos direitos humanos, e a
fruição da arte e da literatura em todas as modalidades e em todos os níveis é um
direito inalienável, (CANDIDO, 1987). Privar as camadas populares do acesso aos
clássicos e às leituras polêmicas é uma atitude violenta, autoritária e prepotente,
pois pressupõe a supremacia de uma parte da sociedade sobre a outra. O que faz
com que a grande massa não leia, não é a incapacidade, é a privação. Portanto, é
de um cinismo atroz dizer que pobre tem de ler “água com açúcar”. Não
conseguindo entender, por mais que se esforce.

�ACESSO, INFORMAÇÃO, LEITURA E INCLUSÃO
Em sociedades como a nossa, cujos traços característicos são a exclusão
e o autoritarismo, as oportunidades culturais não chegam de igual forma a todas
as camadas sociais1. E de maneira mais difícil à leitura, por se tratar da arte de
observar objetos e estabelecer uma ligação efetiva entre nós e esses objetos. E
considerarmos sua beleza ou feiúra, o ridículo ou a adequação ao ambiente em
que se encontra, o material e as partes que a compõem.
Isso tudo não acontece em um contexto isolado. Desde a colonização
sofremos um processo cruel de segregação das camadas sociais, o qual permitiu
(e ainda permite) a alguns, não só o acesso, mas a detenção dos produtos
culturais, e legou a outros, de maneira tirânica, apenas uma parte da cultura, a
qual chamou pejorativamente de popular.
No modelo de desenvolvimento sustentável, também um modelo
altamente comprometido com resultados, é fácil observar que os problemas
sociais aumentaram e que as verbas destinadas ao acesso à informação são
extremamente limitadas. O preço do livro associado à falta de tempo e motivação
para a leitura e obviamente a carência de bibliotecas públicas e escolares
conduzem ao processo de desinformação. Parte expressiva da população
brasileira ainda não tem noção de cidadania, ou mesmo de direitos e deveres, o
que aumenta o desemprego e os problemas sociais.
Alguns teóricos, como Antonio Candido (1995), dizem que as camadas
populares não lêem os clássicos porque não têm oportunidade de tê-los nas
mãos. E mais, que a literatura confirma e nega, propõe e denuncia, apóia e
combate, fornecendo a possibilidade de vivermos dialeticamente os problemas
(CANDIDO, 1987). Assim, a leitura propicia vivenciarmos e debatermos o nosso
tempo, à luz de vivências anteriores, buscando explicações nem sempre
possíveis. Como explicar, por exemplo, as chacinas colonialistas que dizimaram
1

A história recente tem nos mostrado que essa lógica - primeiro o econômico e depois o social - não
está conseguindo dar conta das crônicas desigualdades sociais no mundo todo. As questões
econômicas e de mercado, na nossa concepção, devem ficar subjacentes à questão social. E aqui a
questão da universalização do acesso é condição necessária mas não suficiente.

�nações indígenas inteiras? Com quais explicações justificar a escravidão negra?
É possível termos uma dimensão aproximada do holocausto? Do Napalm jogado
sobre as florestas do Vietnã? Dos estupros, dos choques, das unhas arrancadas
nos porões da ditadura? Mas há algo na leitura que possibilita o choque e a
reação: o efeito estético. Aqui, evocamos novamente Antonio Candido (1987),
dizendo-nos que nas mãos do leitor o livro pode ser fator de perturbação e
mesmo de risco.
Foi por perceber tal “periculosidade” que a parte da sociedade que detém
o conhecimento sempre procurou afastar as camadas populares do contato com
as obras de arte literária. Pois o livro, enquanto representação artística possui a
propriedade de sensibilizar, gerar conflitos e desencadear reações. Por isso, ao
reinventar, simular, imaginar, construir o real, a produção literária gera,
determinadas vezes, um conhecimento particular e que contribui para o
desvendamento da essência mesma do processo histórico brasileiro. É esse
desvendamento que torna o livro perigoso. Então, a solução é não permitir que
objeto tão ameaçador circule livremente nas mãos de babás, mecânicos, garis,
encanadores, pedreiros, garçonetes e toda a sorte de gente que faz parte das
chamadas camadas populares.
Ainda segundo Antonio Candido (1987), quando nos apropriamos da
poderosa força da palavra organizada, nos tornamos mais capazes de ordenar
nossa mente e sentimentos; e, conseqüentemente, mais capazes de organizar a
visão de mundo que temos. Ousamos a acrescentar um vocábulo e mais:
verbalizar. Pois apropriados do instrumento que facilita nossa ordenação mental e
nossa visão de mundo, a leitura, podemos, com maior habilidade e clareza,
verbalizar impressões, externar opiniões e tomar posicionamentos. Assim, tornase possível transformar as informações em conhecimento através da elaboração,
porque os sentimentos passam de um estado emotivo para um estado de
construção, funcionando como mola propulsora para o querer mais.
Então, as pessoas que nunca leram Dante, Shakespeare, Fernando
Pessoa ou Machado de Assis, quando têm oportunidade de tê-los nas mãos,
manuseá-los e efetuar sua leitura, encantam-se com esse algo nunca visto. É que

�o

poder

da

fruição

pode

ser

alcançado

por

qualquer

ser

humano,

independentemente do nível social.
Ampliar o acesso para as pessoas seja da periferia, por exemplo, aos
recursos culturais dentro e fora de sua comunidade, repercute em
direcionar ações como dinamizar sessões semanais de leitura com
acompanhamento de alguma autoridade sobre o assunto a ser estudado
(professores, padres, pastores, policiais e políticos entre outros),
fortalecendo a participação de todos os membros da família para
desenvolver a comunicação e o diálogo entre os participantes e de
acordo com as necessidades da base das comunidades. (BLATTMANN;
VIAPIANA, 2006)

A fascinação exercida pela leitura do texto literário é tão impactante
quanto á constatação do processo excludente das camadas populares. Conforme
Candido (1987, p.144): “[...] a literatura foi e continua sendo um bem de consumo
restrito [...] onde os públicos podem ser classificados pelo tipo de leitura que
fazem, e tal classificação permite comparações com a estratificação de toda a
sociedade.” Ao longo da nossa história somente foi permitido o acesso da
população segregada a uma parcela mínima da cultura, pois a mesma, sem
acesso aos bens materiais necessários para a sobrevivência, precisa abandonar
os bens espirituais para prover o sustento do dia a dia.
A leitura é um dos meios que o individuo tem de comunicar-se com o
mundo, de ter contanto com novas idéias, pontos de vistas e experiências que
talvez sua vida prática jamais lhe proporcionasse. Pensemos nos milhões de
cartazes, placas, revistas, anúncios que observamos diariamente.
Se queremos socializar o direito à leitura, não apenas como
correspondência entre sons e letras, mas como forma real de
conhecimento, interpretação e compreensão do mundo e do ser humano,
é imprescindível uma articulação contínua, intensa e harmoniosa entre
esses atores. (GARCEZ, 2000, p.582)

O acesso aos diferentes níveis de cultura possibilita confrontar pontos de
vista distintos e estabelecer critérios que mantêm ou rompem com aquilo que está
estabelecido, mas que de qualquer forma proporciona a multiplicidade de idéias.
Do ponto de vista autoritário isto é muito perigoso porque faz pensar e questionar
a estratificação social, levando os indivíduos a buscarem soluções coletivas.
Nesse processo, ler ou não ler faz a diferença para a mudança da sociedade.
Preterir as camadas populares é manter e justificar uma separação iníqua.

�A realidade criada ou recriada, inventada ou reinventada artisticamente,
tem a propriedade de impressionar por meio de imagens sensíveis e essa
sensibilização conduz a reflexões decisivas sobre conceitos de ética e
consciência, inclusive com respeito à capacidade de recepção e produção das
camadas populares.
Experimentar, através do ato de ler, a linguagem literária precisa passar
pela vivência concreta do/a leitor/a, precisa dar prazer, despertar o lúdico e,
através da fruição, provocar a construção e destruição do texto. É preciso ler e
fazer literatura para silenciar os silêncios. Ou, há que se ler literatura para romper
o silêncio, desentrevando, azeitando e retro-alimentando os sentimentos e a
inteligência do mundo. A fruição de um bom romance é como a produção de uma
escultura em mármore: transforma, fica.
Como foi dito anteriormente, ler ou não ler faz a diferença, pois é na
relação dialética de construir e destruir que o/a leitor/a faz seus acréscimos e é
acrescido. A lógica da hermenêutica funciona.
Aqui, utilizamos as palavras proferidas por Oded Grajew (2001), se nós
não acreditarmos que é possível transformar o mundo através das nossas
atitudes, então podemos encerrar o Fórum porque outro mundo não é possível.
Entrementes, a revista Caros amigos – literatura marginal – ato II publicou um
texto intitulado Uma carta em construção, escrita por José Rocha Albuquerque, do
qual transcrevemos os primeiros parágrafos:
Há algum tempo escrevo poemas com as mesmas mãos com que trabalho
de ajudante de pedreiro. Pra muita gente pode parecer exótico, pode
parecer surreal. Mas o que tem de estranho? Pobre não tem
sensibilidade? Não pode escrever, desenhar, pintar, interpretar?

Sensibilidade não escolhe proveniência social. Negar às camadas
populares o direito à inclusão através da leitura é negar às pessoas a condição de
seres de vontade, instigadas pelos fenômenos da vida, é privá-las do acesso à
apropriação da palavra como construção da identidade.

�RESULTADOS E DISCUSSÃO
A análise da experiência do Projeto de Extensão “Acesso a Informação e
a Leitura: Desafios da Inclusão” evidencia para a equipe de bolsistas e
bibliotecário a ele dedicado, que o projeto vem sendo confrontado com uma série
de desafios para conseguir efetivar seu objetivo principal de democratizar o
acesso à informação e à leitura, tendo em vista que as dificuldades que se
encontram presentes tanto no âmbito das comunidades quanto aquelas de ordem
institucional. A estes aspectos de caráter geral acrescenta-se, ainda, há limitações
que representam a concreta situação de exclusão social do país, o que demonstra
as dificuldades efetivas para o avanço e a transformação da sociedade.
No Brasil, inúmeras iniciativas ao longo das três últimas décadas têm
procurado chamar a atenção para a importância da leitura. As grandes
modificações pelas quais passou a sociedade brasileira nos últimos anos
exigiram que os programas de democratização da leitura também se
transformassem. Foi necessário intensificar a atuação, tornando-a mais
efetiva, para fazer frente aos apelos imediatos de um mundo cada vez
mais seduzido pela imagem, pela comunicação rápida, pela velocidade, e
ao mesmo tempo ampliar quantitativamente os esforços para incluir
parcelas cada vez maiores da população. (GARCEZ, 2000, p.583)

Assim, mesmo que o projeto venha realizando durante esse ano de
duração, de forma ininterrupta, o atendimento às comunidades, propiciando-lhes a
oportunidade de se tornarem leitores e terem suporte para as atividades
demandadas pelo processo educacional, hoje evidencia-se a necessidade de a
estes aspectos somar-se a incorporação das tecnologias de informação, de forma
a agregar-se a inclusão digital às próprias exigências que o contexto social vem
colocando para a inserção dos sujeitos no âmbito social.
Vale

ainda

ressaltar

que,

esta

visão

dialética

entre

possibilidades/limitações das tecnologias de informação, traz no seu bojo os
elementos de sua própria contradição, à medida que as exigências sociais – em
termos de empregos, acesso à informação, participação na esfera pública –
colocam a necessidade de domínio das referidas tecnologias como estratégia de
participação e como mecanismo através do qual poderão ampliar-se as chances
dos diferentes sujeitos na cena social. Porém, a sua outra face –
dificuldades/impossibilidades de acesso - mostra de forma concreta a existência
de uma sociedade excludente que não viabiliza para grande parte da população a
participação e o acesso ao modelo social preconizado, tornando visível à

�contradição instaurada no âmbito da sociedade.
Além da importância de utilização das potencialidades da Sociedade da
Informação, é imprescindível ressaltar que há uma etapa precedente, que requer
uma atuação efetiva daqueles que têm como preocupação uma sociedade com
maior equidade, ou seja, torna-se necessário investir numa ação concreta que
combine a dimensão básica de acesso à leitura e à informação, com a inclusão
digital, haja vista os desafios históricos do tempo presente.
Quanto ao caráter formativo e a participação acadêmica no contexto do
projeto, esta vem se realizando através do oferecimento de assessoria no âmbito
das comunidades no sentido de que as mesmas organizem bibliotecas
permanentes.
Como decorrência das considerações anteriores, coloca-se hoje para o
Projeto de Extensão “Acesso a Informação e a Leitura: Desafios da Inclusão” o
desafio de dar continuidade à sua ação efetiva de democratizar a leitura e o
acesso à informação, a realização de atividades de ação cultural, bem como o
processo de inclusão digital, de forma a ampliar o universo de inserção daqueles
que participam do projeto.

CONCLUSÕES
A leitura é a mola propulsora na libertação do pensamento e possibilita
desencadear reflexões e desenvolver ações para melhoria da cidadania e
desenvolvimento do ser humano.
Por ser assim tão complexa, a leitura nem sempre é um procedimento
fácil. Ela faz inúmeras solicitações simultâneas ao cérebro, e é necessário
desenvolver, consolidar e automatizar habilidades muito sofisticadas para
pertencer ao mundo dos que lêem com naturalidade e rapidez. Desde a
decodificação de signos, interpretação de itens lexicais e gramaticais,
agrupamento de palavras em blocos conceituais, identificação de
palavras-chave, seleção e hierarquização de idéias, associação com
informações anteriores, antecipação de informações, elaboração de
hipóteses, construção de inferências, compreensão de pressupostos,
controle de velocidade, focalização da atenção, avaliação do processo
realizado, até a reorientação dos próprios procedimentos mentais para a

�compreensão efetiva e responsiva, há um longo e acidentado percurso.
(GARCEZ, 2000, p.585)

Neste contexto, os profissionais da informação têm a responsabilidade
social de atuar como agentes mediadores destes serviços, com o compromisso
de possibilitar o acesso e a apropriação da informação pelas populações em
situação desfavorável, motivando e capacitando os indivíduos a buscá-la de forma
autônoma e independente.
Outro grande desafio é o da formação dos profissionais da informação, o
que exige a inter-relação do domínio técnico e da dimensão político-social. No
que se refere a um projeto de inclusão digital, os estudantes, e também os
bibliotecários, deverão adquirir treinamento específico de modo a atuarem como
agentes multiplicadores junto às comunidades, capacitando seus membros a
utilizarem os novos recursos de informação e comunicação.
Em verdade, a efetivação do projeto de inclusão digital, depende em seu
aspecto mais básico da obtenção de recursos financeiros para adquirir os
equipamentos e estagiários treinados para capacitar o público de crianças, jovens
e adultos das comunidades. Além disso, caso se obtenha o recurso financeiro
espera-se contar ainda com o apoio financeiro e técnico de órgãos da
administração regional da Unemat – Campus Universitário de Tangará da
Serra/MT para viabilizar o projeto, subsidiando recursos tecnológicos, servidor
gratuito e disponibilização de softwares livres.
Reconhece-se, no entanto, a imprescindível necessidade de manter os
esforços que vêm sendo empreendidos, haja vista o compromisso da equipe no
sentido de que o efetivo acesso à informação não se limite apenas à retórica.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
ALBUQUERQUE, José Rocha. Uma carta em construção. In: Caros Amigos
Literatura Marginal - Ato 2 , São Paulo, jun., 2002.
BLATTMANN, Ursula; Viapiana, Noeli. Leitura instrumento de cidadania.
Disponível em &lt;http://www.geocities.com/ublattmann/papers/ao55.html&gt; Acesso
em 29 de maio de 2006.

�CANDIDO, Antonio. Vários Escritos. 3.ed. São Paulo: Duas Cidades, 1995.
CANDIDO, Antonio. A educação pela noite e outros ensaios. São Paulo: Ática,
1987.
GARCEZ, lucília. A leitura na vida contemporânea. R. bras. Est. pedag., Brasília,
v. 81, n. 199, p. 581-587, set./dez. 2000.
GRAJEW, Oded. Da utopia à realidade: um outro mundo é possível. In: Caros
Amigos Fórum Mundial Social I, São Paulo, n.8, , mar., 2001.

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              <text>Oliveira, Walter  Calyton de; Silva, Deuza Rodrigues da; Borges, Daniele Angélica</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Salvador (Bahia)</text>
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          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <text>2006</text>
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          <name>Description</name>
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              <text>O projeto “Acesso a Informação e a Leitura: Desafios da Inclusão” tem como cerne de seus objetivos garantir o acesso e a democratização da informação e do conhecimento, a formação de leitores e a inserção cultural das populações de baixa renda. Sob esta ótica, está sendo desenvolvido um trabalho para que os diferentes atores adquiram uma visão e compreensão crítica da realidade, de forma a possibilitar sua intervenção enquanto cidadãos no contexto social em que vivem. O trabalho foi centrado sua atuação junto às camadas populares, que em geral não dispõem de recursos para aquisição de livros ou para locomoção à biblioteca pública localizada na região central de Tangará da Serra/MT.</text>
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