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��PRIMEIRO CONGRESSO BRkSiLEIRO DE BIBLIOTECONOMIA

Bibliotecas publicas e intercâmbio
por
M. da Nobrega

OjL'.Ofe' i C® O
SAo Paulo

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Recife
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3IBLI0TSGAS HJBLICAS E INTERG^IO
Anotajoes para o Estudo Critico e
Solução de um Problema Premente
M.,daNobrega

Processa-se hoje, no mundo inteiro, um movimento sem precedente na historia
da humanidade para colocar as fontes de informação ao alcance dos que devem ser informados.
/
/
/
Cada povo e a sua própria historia
de todos os povos.

/
^
E a humanidade e o conjunto das historias

A palavra e falada ou escrita.

Servindo uma e outra para os

contwsporen^oeji^Bias conr mais propriedade a escrita para os posteros. Muito se
MM
0
transmite de geraçao a geraçao pela palavra falada. Mas também muito se perde.
A palavra escrita era um imperativo.

De ura desejo converteu-se num ideal, de

ideal em realidade, e hoje e condição de vida e de liberdade.

O livro e a arma

mais forte e mais segura que conhece e de que dispõe o homem, para tomar-se e
^
\
0
St
/
manter-se livre. Legitimamente e a unlca. E a biblioteca e a morada do livro«
Impedir, limitar, ou de algma maneira dificultar a divulgação da palavra escrita ou a impressão e distribviiçao de livros, o desejar a quem essa proibição ou
limitaçao se fa^a pior das desgraças, - que e a do embrutecimento.

Inversamente

facilitar ou incentivar essa pratica ou exercício e interessar-se pela sort-, dos
beneficiados e desejar-lhes um futuro raelhoy - de esclarecimento, de luz, de entendimento, harmonia e paz.

A proibição direta ou radical não e a única maneira

de impedir que se faça alguma coisa.

A falta de cooperação, ou a resistência in-

direta, faz desanimar os que trabalham e enfraquece a vontade dos que se esforçam*
A cultura de m povo, afirmaçao da sua vitalidade, resulta do esforço cciabinado da sua parte mais inteligente ou esolaz*ecida.

Essa parte ••

elite -

tem a responsabilidade de esclarecer e conduzir a outra, - a que vê menos, alcança
menos, e por isso precisa de orientaçao honesta e condução segura.
He uma necessidade urgente de preparar as criaturas - toda a massa do povo para uma compreensão melhor, superior, imís construtiva das coisas e da vida.
Deve-so cixidar mais do preparo dos homens, para que saibam escolher, por si
mesmos, as coisas que devem aceitar ou repelir»
sima em se tratando do livro.

E isto tem aplicação especialís-

Essa - a preparação do homan para que saiba esco-

lher e dirigir-se - deve ser a preocupaçoo, e nao a escolha dos livros que devem
figurar ou ezis^^ xiuna biblioteca, isto e, que podem ser lidos»
deve ter preferencia nos livros que coloca ao alcance do leitor.

A biblioteca não
O leitor e que

deve saber escolher, entre todos os que se escrevem, ou se lhe apresentara, aqueles que lhe convém.

Dele, e de mais ninguém, deve ser essa escolha»

E cada um

deve ter o direito de escrever o que pensa, e nao o que lhe mandam ou peimitera»
Aòabaria o autor escrevendo o que não sentiu, e o leitor lendo o que não deseja, sem proveito para nenhum dos dois.
^

Um homem que so le aqxiilo que outro lhe indica ou acha que êlo deve ler não

e oan hom^ livre,

é livjre para ser o que os outros querem, mas não para ser a si-

mesmo, - que e o que importa.

Talvez seja melhor uma mont« perveH^iãa, ou de al-

maneira insubordinada, do que escravizada a outra.
ção depende de si mesmo, e ha esperança.

No primeiro caso a reden-

No segundo nem uma nem outra»

Porque

dependo da alheia vontade, em que a nossa não pode influir, e contra a qual cada

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�- 2 VGz podo menose

Lor vui honon livros por outro oscolhidos, serin bcn e darir. resixl-

tados provoitosos, nps se r::(uvessG a certeza de que aquele que os escolhe e dirige
^
A
a forraaçao intelectual daquele para quen os escolhe, o faz com independencis e in^
A
0
parcialidade. E e esta independencia e iiTiparcialidade que em época nenhvuna da historia se provou a favor dos que escolhem os livros que os outros deven ler. E por
^
^
A
lan motivo nuito siinplesj na o e possivel. Tal independencia e imparcialidade simplesnente nao existem.
propositos.

Nao esta na natureza hunana, - nem nos pensamentos nem nos

Algumas exceções?

Sim, as tem havido, e ate bastante honrosas, - nas

apenas para confirmarem a regra.

Tenha o homem acesso a tudo, e saiba distinguir
/
/
/
entre o que lhe convém e o que deve repelir. E a única maneira de formar individuos.verdadeiramente livres, independentes, cidada.os informados, - que e o que importa.
O hanen so será verdadeiramente livre quando puder livremente externar o seu
pensamento e livremente examinar o de seus semelhantes.
uma ou

Enquanto no sentido de

outra coisa encontrar obstáculos, pouco progresso estaremos fazendo, e

limitadas serão as nossas esperanças»
Nao? os livros que deven entrar e permanecer numa biblioteca não dovem passar
por nenhum crivo,
Todo o livro que se escreveu merece ser lido,
examinar os pensamentos de outro?

Porque un honen se recusa a

Talvez nalgun deles esteja a solução de algun

problema milenar^ nao da maneira como ali encarado, ou mesmo da solução que se lhe
apresenta ou propoe, mas das ideias a que o pensamento da motivo, ou de que e causa, muitas vezes em sentido diametralnonte oposto.
nao se teria tcxaado sem aquele ponto de partida,
o lado errado da questão ou do problema,

Porem dedução ou caminho que
Deixam-nos ver com mais clareza

Quanflo não revelam que errados estavam

os nossos pensamentos e certos aqueles que condenávamos,
Hao ha livros propriamente perigosos,

O que ha geralmente são interesses -

de indivíduos, grupos ou instituições - que devem ser defendidos e mantidos, embora isso custe o sofrimento de milhões, e ate mesmo, se preciso for - por meio de
conflitos, atritos e guerras - a destruição de um paxs, ou mesmo da civilização,
O que torna necessaria a escolha dos livros que o povo deve ler e o esclarecinento que se lhe nega.
Nao e licito negar a nenhum homem a liberdade de pensar o que quizer e examinar o pensamento de quem quer que pense.

Qualquer limitação a este exercício -

nao importa em nome do que ou de quem - e opressão, tirania e despotismo,

Poderá

nao parecer, e os seus efeitos imediatos podem mesmo iludir a uns e outros,

Mas

os efeitos^ na verdade, e com toda a força e toda a crueza da realidade, são os que
sempre e invariavelmente resultam da tirania, da opressão e do despotismo,
toria ainda nao indicou nem provou o contrario.

Á his-

Isto não altera, nem de modo al-

gum diminue, a honestidade dos homens que em tal sistema acreditam e o prcciovem, a
nao ser naquele ponto em quo deviam conhecer melhor a historia, e também a natureza hmana&gt;
Nenhuma cultura dirigida - ao sabor pessoal deete, daquele ou daquele outro,
jamais deu ou dara resultados produtivos e realmente duradouros,

O que se da e

uma ilusão que engana a xins e outros, E tanto mais engana quanto mais honestos
**
m aqui• e' onde
j a coisa
j
.
*
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sao,
ü.
muitas
vezes se toma tragica,
patética,
pungente.

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�Deus neo escolheu o que o homem deve pensar ou aceitar, pois que nenhuma coisa
lhe proibe, - fazendo-lhe tao somente admoestaçoes e esclarecendo-o, Mes o homem se
A
arvora com esse poders proibe ou permite - aos outros - consoante o alcance que tem
^
A
AM
e os interesses que defende. S muitas vezes esse alcance noo vai muito longe e os
A
interesses deixam de ser os da coletividade, para serem apenas os seus, ou os do
gmpo ou instituição a quem defende.
Sem um homem verdadeiramente livre não podemos construir um irtundo melhor e uma
sociedade mais justa.
A
/
Temos que demolir todas as barreiras a que o homem pense e todos os obstáculos
a que examine os pensamentos dos outros. Escolas, jornais e bibliotecas - muitas,
A
M
sempre e por toda a parte. As escolas preparam o cidadao, os jornais o informam e
as bibliotecas completam a sua cultura.
A biblioteca torna-se cada dia meis a alma da cultura e da liberdade dos povos.
Sen ela o homem ja não pode ser nem culto nem livre.
guém nais o discute ou põe em duvida.

Isto e ponto pacifico.

Nin-

Agora o outro, que ainda não e ponto pacífi-

CO, que ainda se discute, e que ainda se poe em duvida, e o dos livros que devem
constituir o acervo da biblioteca, e estarem a disposição de quem os queira examinar ou consultar, - e mesmo divulgar o seu conteúdo.

Esta liberdade - de ler, dis-

cutir, oxpor e divulgar - tera também que ser ponto pacifico, certo e indiscutivel»
Para um mundo de hcanens aindc escravos - de alguma coisa ou Tins dos outros - isso
que aí temos da bem vima idéia do que faremos e seremos quando fonaos verdadeiramente
livres.
E então a nossa preocupação seria, ou deveria ser, a da formação de homens verdadeiramente livres, - para o que teriam que ser criados e postos em funcionamento
as condições ou instrumentos capazes de produzir um tal homem.
Criadas ja estão.

Temos agora que as fazer funcionar - nesse sentido verdadei-

ramente construtivo, superior, conducente a una ordem melhor e mais justa^ - escola,
de criaçao antiga, e que de alguma maneira tem a idade do homemi o jornal, criação
posterior, lógica, conseqüente, inevitavolj e finalmente a biblioteca, qoe tudo reúne e centraliza, e de onde tudo irradia.

Da escola sai o homem mais ou menos ini-

ciado; o jornal o melhora; da biblioteca saira o homem superior, culto e verdadeiramente livre.
Do que foi* • biblioteca nos nossos dias resultara o mundo de amanhã.
^
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Notáveis sao ja os trabalhos executados pelas bibliotecas do mundo, no seu esA
0
forço para informar e esclarecer a un nvimero cada vez maior de indivíduos. Dosse
esforço dao bem conta estas palavras, referentes a esse movimento nos Estados Unidos, onde mais intehsamente ele se processa: "Durante 1952 muitas bibliotocas celebraram o seu 25®, 502 Q Q-tg nesmo 200^ aniversario de serviços as suas comunidades.
Com vigor sempre renovado no cumprimento dos seus programas, espera-se que as biblj.otecas durante a próxima década a ser uma força vital cada vez maior na ajuda
para melhorar a educação das crianças e dos adultos o contribuir no sentido de tua
cidadão infonnado."

(The Americana 1953 Annual).

So temos uma pequenina observação a fazer,
estrr "milênio", ou mesmo "bilenio".

E que onde esta "década" deveria

Mas os que nos vão suceder hao de fazer essa

alteraçao, e mante-la.
E no que se refere ao resultado - altamente animador, indisoutavGlnente

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�promissor - diz bem esta carte, escrito por ur3:adulto que acaba de alfabetizar-se»
e que agora pode ler livros. pensar no que dizem, e ficar "um cidadao informado";
"Tenho lido os nossos jornaizinhos,

Como sao bons! Falain de tudo, tudo nos

ensinam.
Eu gostava de os receber todos os dias»

Para eles tenho sempre tejapo, a noi-

te, de madrugada, ao domingo, substituindo a minha saida pele sua leitura.
Sou criada e freqüento um Curso de Cajnp;.nha na cidade do Forto.

Era analfa-

beta, não conhecia uma letra do tajnanho duna porta, como nos, o povo, costumamos
dizer»

Hoje sei ler e escrever, sou feliz.

Parece-me o mundo maior e ate que

tenho os olhos mais abertos»
i-iUero min to sinceramente agradecer por mim e pólos meus colegas de Curso a
Sua Exceloncia e ao Governo tanto bem recebido,
A
Cjue Deus a todos abençoe.
Com todo o respeito me subscrevo»"

(A CíÜ^íJíHA - Órgão da Cajnpanha Nacional

de Educação do Adultos - Março de 1954- - n^ 9)
«w
A
^
E aqui uma observaçao. 3sta parece ser uma inteligência supericr, que so lhe
A
faltava, para menifostar-se, poder entrar em contccto com os livros, compreende-los
falar coci eles»

á mais um que alguma biblioteca tem hoje que servir, e possivelmen
m
P
te mais una biblioteca que amanha se abrira»
ß
m
,
*
Vários sao os serviços que uma biblioteca presta - e um dos maiavTraliosos e o
A
A
^
«V
intercâmbio» Principalmente nos nossos dias, - em que as distancias fisicas nao
na.is existem, e en que as várias culturas cada vez mais convergem para uma so; isto é, de nacional para internacional: - do homem para o grupo, do grupo para a namm
/
çao, da naçao para a humanidade, fundindo e confundindo tudo numa coisa soi o hcanem
culto, esclarecido, verdadeiramente superior»
Como atras ficou dito, o maior movimento de cooperação e intercâmbio bibliotecário que jamais teve lugar na historia da humanidade é o que hoje se processa tendo por centro, ou^^pidnèipâl força propulsora, os Estados Unidos» Vale a pena conhe
A
^
^
A
cer este movinento, em sues linhas gerais, rapides, a vol d'oiseaui E un pouco da
sua história - mais do movimento hodiemo do que das bibliotecas em si nos propor.
#
j»
se
cionara uma visão mais ampla do que ja se fez, do.;qu&lt;^pode e deve fazer, e da nossa
responsabilidade, ou parte que nos toca, nisso que se pode e deve fazer» Basta pen
Pm
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saímos no nosso pais, na sua extensão territorial, no nosso povo, e na situaçao das
duas coisas»

Sirva de encorajamento ou de base para coisa igual ou melhor i

"Desenvolvimento Internacional
"As bibliotecas norte-americanas são hoje reconhecidas como um poderosíssimo
instrumento para a troca de publicações e pessoal, tanto dentro como fora do país»
"Mostram as estatísticas de 1951 que através da Bolsa de Livros Norte-AmericaBa 319 bibliotocas de paises estrangeiros receberam livros gratis, e 274. bibliotecas Americanas e 387 estrangeiras tömarsjn parte saliente cc®io membros ativos de interc^bio bibliotecário»"

"A Escola Bibliotecária do Japão, um empreendimento cooperativo entre a ALA e
o Exercito Norte-Anericano, caapletou quase dois anos de funcionamento»

Localizada

na Universidade de Keio, em TÓquio, esta escola continuara até 1956, caa uma subvenção especial da íXuidagão Rockefeller.

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�"No canpo de bibliotecas de posquiza, o Flano Fp.mington, criado pela Associeçao
do Bibliotecas de fo-squiza para assegurar a importação de pelo nenos m exenplar de
cada livro estrangeiro de valor cultural para as bibliotecas americanas, agora inclua
toda a Europa Ocidental (excopto a Inglaterra e a Irlanda), a Australia, e quatro
paises Sul-/jnericanos.

Aproxinedaxiente 17.000 livros foram recebidos pelas biblio-

tecas participantes do plano em 1951-52»
"Em 1952 a "Biblioteca Benjrxiin Franklin
tejou o seu 102 aniversário,

localizada na cidade do Mexico, fes-

Ssta foi a primeira de m grupo de 130 bibliotecas de

informação sobre os Estados Unidos e o seu povo que forajn fundados pelo Departamento
de Estado Norte-iinericano em mais do 90 paises.
"Relações Federais e Estaduais
Muitos Estados e regiões estão fazendo pesquizas nma tentativa para melhorar o serviço de bibliotecas.

"iis bibliotecas regionais continuam a aumentar, enquanto que os livromóveis ou
bibliotecas ambulantes agora operam nas areas rurais e urbanas.

Os benefícios da

cooperação a das atividades de serviços conjuntos, na forma estabelecida nos programas bibliotecários regionais, estão sendo largamente reconhecidos pelas Municipalidades, as Diretorias Bibliotecárias, e os bibliotecários»
"Bibliotecas de Fesauiza. - Colegiais e Universitárias
"O codigo de empréstimo."bibliotecário para a circulação de materiais entre as
bibliotecas foi revisto e aprovado pela ALA, e outras organizações bibliotecárias nacionais.

Ficou estabelecido o principio de vm sistema Tjnico para a administraçao dos

empréstimos inter-bibliotecários.
0»
/
"A atividade no campo das construçoes de prédios destinados a bibliotecas tem
sido grande, tanto nos colégios, como nos universidades e nas comunidades locais»
De 19-4.8 a 1950, foram construídos 78 prédios para bibliotecas em colégios e universidades, e estão calciilados 100 prédios adicionais para o mesmo fim ate i960»
"Trabalho com Griances e Jovens
"No serviço de desenvolvimento bibliotecário, em que tomam parte crianças e jovens, fez-se incluir adultos de 17 a 21 anos de idade, - fato altamente significativo»

Êste serviço esta anexo ao Projeto do Patrimonio Mericano da ALil»
"Bibliotecas Escolares
"Com uma nova filosofia bibliotecária escolar a desenvolver-se, o bibliotecário,

tanto nas escolas primarias como secundárias, e agora reconhecido como professor (ou
professora), trabalhando com todo o corpo de estudantes»

Os serviços a seu cargo -

de sua execução ou produção - estão a disposição dos estudantes nos laboratorios, nas
oficinas, nas salas de aula, assim como na biblioteca.

Todos os departamentos na es-

cola ficam enriquecidos pela biblioteca, quando esta toma o seu lugar no curriculum,
"Esta também desenvolvenâo-se um programa nacional para o planejamento arquitectural cooperativo de bibliotecas escolares»

Os bibliotecários cada vez mais se tor-

nam parte integrante das associações educacionais.
"Bibliotecas Publicas
"Deve-se a cooperaçao entre o Ccnité de Relações da ilLA, os Editores e o Conselho de Editores de Livro /imericano o melhoramento das relações entre as comunidades

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�no que se refere ao livro.

Os bibliotecários públicos continuam a estudar o uso
A
/
/
mais avançado de dispositivos mecânicos para melhorar e tornar mais rápidos os varios processos bibliotecários, tais como a circulaçao e catalogaçao de livros e o
material para pesquiza e copia«
"Educação de Adultos
• "Ha apenas 25 a 30 anos que os educadores e os bibliotecários se deram conta
da significação do termo "educação de adultos".

(Encyclopedia ilmericana).

O que a biblioteca é no lar o e cem vozes mais na comunidade.
luz que alumia a um ou alguns, - e as vezes a ninguém.
sempre aceso, sempre alumiando e sempre a muitos»

No lar e uma

Na comunidade e um farol, -

Assim como a luz nao deve ser

limitada nem condicionada, também o não deve a biblioteca.
Nao deveria haver uma so comunidade sem a sua biblioteca e um serviço bem orA
ganizado de intercâmbio, em que a liberdade de examinar e de divulgar, - receber e
transmitir - seja a base, e por assim dizer a razão de ser.
O mais poderoso inimigo do homem, o que lhe traz a maior soma de mal ou de maA#A
/
/
les, e o medo, E a pior forma de medo e o medo espiritual. Isto e, das idéias dos
outros.

Um hcsnem armado, e a quem, por isso, tememos, nos traz aia constante vigi-

1Í£, nos enrlgasse o corpo e as vezes fortalece a alma.

Aquele a quem espiritual-

mente tememos, e por isso o evitamos, nos converte nirni covarde, num pusilânime.
Dizer-se que nao e, nao e nao ser.
««
sao.

E muitos dizem que nao sao quando mais o

As palavras enganam mais aos que as dizem do que aqueles que as ouvem.

se sempre convencem quem as diz.

Qua-

Raramente os outros.

Se uma cultura superior, tendo por base, por centro e por ponto de partida a
&gt;
00
biblioteca livre e accessivel a todos, nao resolver os nossos problemas imediatos,
A
^
A
fv
00 ^
e com eles os remotos, nada o fara. Mas eles serão resolvidos. E a solução e essa: uma cultura livre e superior, servida por bibliotecas públicas e um intercâmbio
perfeito e também livre.
A cultura e a vida e a liberdade de um povo.
lo da cultura.

A biblioteca e a base e o veícu-

E a consulta livre, desimpedida,o incondicional e a alma da biblio-

teca.
A necessidade estes palavras e maior, muito maior, do que muitos pensam.

Por

4^qis incrível que pareça em paises de alta civilização, e cultura avançada, ostão
sendo retirados livros das prateleiras das bibliotecas, e queimados, - porque a
sua leitura e considerada nociva a formaçao intelectioal dos que os leem.

Esta de-

puração de bibliotecas universitárias esta sondo procedida por autoridades policiais ..,

E de nada adiantam as explicações o justificativas dos diretores, pro-

fessores e catedratlcos.

Para onde vamos, se nos acomodarmos, so nada dissermos,

se cruzarmos os braços, se, enfim, nao pensarmos nisto, e algo nao fizermos?
á m problemâ premente.

Temos que salvar a integridade e Independencia da bi-

blioteca, se quizermos salvar a integridade e independencia da pessoa humana.
Sem bibliotecas nao ha cultura; sem cultura não ha liberdade; sem liberdade
nao ha vida? - ha existencia abjeta.

Este o problema, - e o dilema também.

Este movimento - de proporções ja grandes, e implicações imprevisíveis - ja
esta iniciado, e em franco progresso no nosso pais.

Provara o Primeiro Congresso

Brasileiro de Biblioteconomia que no mcsaento se realiza na nossa cidade do Recife»
^ A
Seja ele um ponto de partida para um grande movimento, san solugão de continuidade,
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�- 7 pelos séculos e milênios em fora.

E para que seja grand-e^

ro, e para que seja construtivo, é necessário que cada um contribua com a sua quota
A
&gt;
de trabalho, de esforço, de fe.
Se nao tudo, quase tudo depende dos nossos bibliotecários.

Da maneira como se

houverem neste Congresso e nos que o sucederem,
Deveriamos faze^exame rigoroso e detalhado de toda a nossa situaçao, - ver o
que tomos feito, o que falta fazer, e procurar os meios de fazer isso quo ainda faltm
^
^
^
A
ta, e que, se nao e tudo, e quase tudo, Nao nos faltara intoligencia nem boa vonta/A
f
S,
M
de; porem apoio^isso sim poderá faltar, graças a incompreensão de \ms, a ignoroncia
de outros e a indiferença do ainda outros. Temos, pois, que vencer ossa inccaapreen«W
A
M
/
sao, essa ignorancia e essa indiferença. Os outros, que hojo estão adiante do nos,
lutaram - o tenazmente - contra os mesmos obstáculos, exatamente os mesmos.

Vence-

ram, e estão vencendo, E as armas sao exatamente as mesmas que temos noss inteliA ^
M
/
gencia e vontade de vencer, òe venceram, porque nao venceremos nos?
Deveriamos assumir, uns perante os outros, sérios e sagrados compromissos,
A
tre esses enumeraria os seguintes«

En-

Fazer pressão sobre os nossos governos para conseguir deles legislação õajo
objetivo fosses
1) Facilitar por todos os modos possíveis a entrada no país, ou aquisição,
por parte dos interessados, de todo o material necesserio a impressão e disseminação de livros,
\
MM
/
/
2) Facilitar a construção e manutençao de bibliotecas publicas, em numero
cada vez maior, cm todos os recantos de todo o território nacional,
3) Facilitar ao máximo, com apoio certo e ajuda efetiva, o intercâmbio
com as bibliotecas naçionais, e destas com aa estrangeiras,
4) Impedir que as nossas bibliotocas sejam devassadas, expurgadas ou de
alguma maneira fiquem sujeitas a açao policial,
5) Impedir que se estabeleça, em tempo algum, em nome de quem ou do que
quer que seja, sob não importa que pretexto, qualquer forma de censura, por mais leve que seja, do que pode ser adquirido por bibliotecas brasileiras e nelas conservado para leitura e consulta dos interessados,
6) Banir para sempre - para todo o sempre - qualquer idéia de discriminação ou intolerância, para ccia os que escrevem ou leem os livros que constituem o acervo das nossas bibliotecas,

Todos os hcsaens são iguais perante Deus,

E o pensa-

liiento vem de Deus,
7) Oferecer aos nossos bibliotecários - servos dos servos da cultura nacional - as mais amplas garantias s no exercidos da sua função, na integridade dos
seus cargos, e em tudo que de alguma maneira concorra para formar a sua personalidade perante os colegas nacionais e estrangeiros, e manter incólume a sua dignidade, de tal modo que cargo e ocupante representem dignamente o nosso povo e a sua cultura
A
no concerto mundial das coisas,
8) AssegurâTaos bibliotecários nacionais, tanto quanto possfvo^ uma sub^ A ^
sistencia alheia aos azares da sorte, para o bom andamento e continuidade do movimento, - amparando as suas organizações, e apoiando-as toda a vez que precisarem dosA
Sô apoio

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2

�• 8 —
9) Dar ac3 nossos bibliotecários voz ativa nas coisas que sq referem a
A
00
cultura ein geral, na medida om que saibam compreender a iinportancia das suas funções
e a grandeza da sua missão,
10) Criar condições propícias ao desenvolvimento de úm alto espírito de patriotismo por parte dos nossos bibliotecários.
A
\
E outras coisas quo a oxperiencia dos outros,, combinada a nossa, nos iriam domonstrando,
é claro que isso que se deseja ou pede epor etapaa,

Mas tomos que começar -

nalgum ponto, nalgum momento, do algum modo.,
é um acontecimento a que c preciso dar o valor que realmente tem o do PRIMEIRO
CONGRESSO BEiiSILEIRO. DE BIBLIOTECCííCMIA.

A ele esta ligado o nosso próximo futuro

'cultural, o certamente o lugar que ocuparemos no ccujunto das cvilturas mundiais.

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