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                  <text>COMUNIDADES DE APRENDIZAGEM COLABORATIVA A DISTÂNCIA
VIA INTERNET E BIBLIOTECÁRIOS DE REFERÊNCIA DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS BRASILEIRAS = COLLABORATIVE DISTANCE LEARNING
COMMUNITIES VIA INTERNET AND REFERENCE LIBRARIANS OF THE
BRAZILIAN UNIVERSITY LIBRARIES
Suely de Brito Clemente Soares∗
Prof. Dr. Sérgio Ferreira do Amaral∗∗

RESUMO
A web ampliou para “n” as formas de comunicação mediatizadas pelas
tecnologias entre os seres humanos. No entanto, a comunicação via web é
restringida pela infra-estrutura necessária para a interconectividade e pelo nível
de conhecimento de informática. A sociedade digital é um novo tipo de sociedade,
com uma linguagem, tradição e código de ética próprios. A leitura passa de linear
a hipertextual, exigindo novas habilidades e competências. A convergência das
mídias TV e internet, com a instalação da TV Digital Interativa, prevista para 2006,
no Brasil, deverá revolucionar ainda mais o ciberespaço brasileiro. Nesse
contexto, são discutidas as evidências de que as comunidades de aprendizagem
colaborativa a distância se apresentam como uma das soluções mais rápidas,
eficazes e baratas para a capacitação profissional, considerando-se as dimensões
continentais e diversidades ciberculturais do Brasil. Uma nova pedagogia se faz
necessária para o letramento digital, para capacitação profissional para e pelas
TIC. Uma pedagogia eletrônica, baseada nos princípios de uma comunidade
virtual, respeitando-se as preferências individuais de aprendizagem, e não uma
réplica informatizada da educação presencial. As comunidades virtuais, se bem
estruturadas e mediatizadas, se apresentam como uma solução viável. São
apresentados os resultados de um “case” deste tipo de comunidade, intitulada
CiberEduc, constituída para capacitação de bibliotecários de referência de
bibliotecas universitárias brasileiras nas TIC.
PALAVRAS-CHAVE: Comunidades virtuais de aprendizagem. Comunidades de
prática. Educação no ciberespaço. Capacitação profissional pelas TIC. Formação
profissional continuada.

1 INTRODUÇÃO

Ao longo da história da humanidade desenvolveram-se os mais diferentes
tipos de sociedade, com as características próprias ao tempo e espaço em que
foram construídas. Os valores, características peculiares de cada uma delas, são
as estratégias que foram desenvolvidas, ou impostas, visando sua manutenção,

�sobrevivência, preservação e continuidade como sociedade. A internet possibilitou
o nascimento e o desenvolvimento, tão rápido quanto ela mesma, de um novo tipo
de sociedade, que inexistiu em qualquer outro período da história da humanidade:
a sociedade digital, em rede, uma comunidade virtual. Criar laços de
relacionamentos pessoais, profissionais, políticos, econômicos, etc., desenvolver
as mais variadas formas de comunicação para finalidades inimagináveis (até
mesmo de terrorismo), ter uma tradição (ainda que de poucos anos, a
cibercultura), uma linguagem própria, (a internet tem um idioma próprio, os
emoticons, por exemplo), código de ética (a netiqueta), são algumas das
características da sociedade digital que está se desenvolvendo no ciberespaço.
As comunidades virtuais, diferentemente de qualquer outro tipo de
comunidade, não estão restritas ao tempo e espaço, e são mediatizadas pelas
TIC. A comunicação de qualquer tipo de informação, na sociedade em rede,
ocorre somente através da tecnologia. Este é o seu grande diferencial. A
comunicação, ainda que somente para essa sociedade digital, passou a ser
possível não mais somente no modelo unilateral, de um-para-um (telefone) ou de
um-para-muitos (rádio, televisão), para um modelo multilateral e atemporal, de
muitos-para-muitos, sem as restrições de tempo e espaço dos modelos
anteriores. A comunicação passa de um modelo horizontal para um modelo de
teia. Todas as estatísticas sobre a internet tem demonstrado a evolução
exponencial desta poderosa ferramenta, tanto para comunicação entre as
pessoas como para transferência de dados.
A comunicação via web, no entanto, é restringida seriamente pela infraestrutura necessária para a interconectividade (hardware/software) e pela
exigência de uma capacitação mínima em informática (peopleware). Ter instalada
a infra-estrutura tecnológica necessária e um certo grau de conhecimento de
informática são passaportes para este novo tipo de sociedade. Fazer parte deste
pequeno grande mundo virtual, ser cidadão do ciberespaço, praticar a
interatividade a qualquer tempo e de qualquer lugar, é um status alcançado por
uma fatia bem pequena de cidadãos do planeta terra. A comunicação via web
passa a ser não mais de transmissão, mas de interação virtual entre pessoas,
quando a linguagem é exercida de uma outra forma. Está sendo esperada uma

�nova revolução na comunicação, com a convergência das mídias TV e Internet, a
TV Digital Interativa, prevista para ser instalada no Brasil em 2006.
Na sociedade digital a estrutura do texto muda e a leitura passa de linear a
hipertextual, exigindo novas habilidades e competências. “A internalização da
estrutura do hipertexto como mediação para a produção de conhecimento implica
em novas formas de ler, escrever, pensar e aprender” (RAMAL, 2002). Será que
ler na Internet seria realmente ler? ou seria apenas folhear? (read or browse?).
Blattmann e Fragoso (2003) propõem o uso do termo zapear a informação, tanto
em bibliotecas como na internet, para o ato de fazer uma busca sistemática,
racional, seletiva, com objetivos específicos, em contraponto ao ato de clicar o
mouse aleatoriamente.
Neste contexto desenvolveu-se o CiberEduc, uma pesquisa de mestrado
que propôs o desenvolvimento de uma comunidade de aprendizagem
colaborativa a distância, no desafio de “colocar juntos”, virtualmente, profissionais
bibliotecários de referência de bibliotecas universitárias brasileiras, que não se
conheciam pessoalmente, e que provavelmente nem venham a se conhecerem,
para discutirem um tema de interesse comum: as TIC aplicadas ao seu fazer
diário. É premente a necessidade de capacitação profissional nas TIC dos
profissionais em exercício na maioria das profissões, especialmente os que atuam
na área da Educação, pois estão diretamente envolvidos na formação de
pessoas, de cidadãos, que já estão vivendo em uma sociedade muito diferente
daquela em que, certamente, foram criados (GARCEZ, 2003).
Na nossa visão, entre os potenciais agentes formadores de pessoas que
integram uma comunidade acadêmica, está o profissional escolhido como sujeito
desta pesquisa, o bibliotecário de referência das bibliotecas universitárias. A
biblioteca universitária que não participa na formação de pessoas, não está
cumprindo integralmente seu papel. Não basta ser um repositório de informação,
um “templo do saber” ou mesmo uma biblioteca digital, provida das últimas
novidades tecnológicas. Ela não pode prescindir de profissionais atuantes no
atendimento as necessidades informacionais de seus usuários, que se disponham
a irem além do fornecimento, da intermediação na obtenção da informação ou de

�documentos, que estejam envolvidas diretamente na capacitação, também
tecnológica, destes usuários. Desenvolver pesquisas e elaborar relatórios sobre
seus resultados, para os mais diversos fins, elaborar trabalhos acadêmicos de
todos os tipos e níveis, produzir literatura técnico-científica de qualidade, desde os
mais corriqueiros seminários para as disciplinas curriculares até a produção de
patentes, não é tarefa fácil, requer um conhecimento desenvolvido durante toda
uma vida.
Entendemos que a formação de comunidades virtuais de aprendizagem,
formadas por pessoas motivadas, que têm interesses comuns, se bem
estruturadas, bem coordenadas, que estimulem a busca do conhecimento, é a
solução mais viável que se apresenta, a curto prazo, para a capacitação nas TIC.
Nesta linha, priorizamos, enfatizamos e discutimos duas vertentes do assunto
capacitação: comunidades de aprendizagem colaborativa a distância via web e o
papel educacional dos bibliotecários de referência de bibliotecas universitárias
brasileiras.

2 COMUNIDADES DE APRENDIZAGEM COLABORATIVA A DISTÂNCIA VIA
INTERNET

As TIC, por natureza, têm potencial para promoverem um ambiente
colaborativo nas relações humanas, pois podem inverter o sistema préestabelecido, vigente até então, de individualismo, de exclusivismo, de
superioridade, de dependência. O documento “Declaração de Princípios”
(WORLD... 2003), assinado por representantes de nações do mundo, nos desafia
a construirmos neste milênio uma sociedade de informação baseada no princípio
de solidariedade e cooperação internacional. No item trinta e dois é mencionado o
papel do profissional bibliotecário. O tempo dirá até onde isso será possível!
As comunidades de aprendizagem a distância via internet representam
mais uma etapa na evolução da chamada “educação a distância”, que teve início
com o apóstolo Paulo escrevendo seus ensinamentos para igrejas distantes, na
maioria das vezes da prisão. As comunidades de aprendizagem sempre existiram,
ao longo de toda a história, desde a retransmissão exclusivamente oral, como de

�filósofos e até de Jesus Cristo, que nem sempre escreveram de próprio punho
seus pensamentos. A escrita, e, mais recentemente, as mídias como rádio, fita
cassete, videocassete e televisão foram acrescentando novas etapas na evolução
da educação a distância, chegando até ao uso da internet para fins educacionais.
Valente e Silva (2003) dividem, em três abordagens diferentes, a educação
a distância via internet, que são diferenciadas pelo nível de interação entre o
professor e o aprendiz: a) broadcast (instrucionista, sem nenhuma interação,
chamada “um-para-todos”, utilizada para treinamento de um grande número de
pessoas); b) sala de aula virtual (versão virtual da sala de aula presencial, “umpara-poucos”, o professor dá uma tarefa, o aluno a realiza no ambiente, professor
verifica se foi executada ou não), e c) estar junto virtual (múltiplas interações,
envolve

acompanhamento

e

assessoria

constante

na

construção

do

conhecimento, sem a preocupação de disponibização da informação e verificação
se foi aprendida ou não, prevendo uma constante reconstrução das atividades
conforme as interações e intervenções, seja de professores ou aprendizes).
A abordagem broadcast tem sido utilizada, na maioria das vezes, e com
raras exceções, como fonte de lucro, como “galinha de ovos de ouro”, por
instituições que oferecem titulação fácil e a um alto custo. Isso tem causado uma
verdadeira “aversão” à educação a distância em educadores que não a vêem com
bons olhos, por acreditarem que a EaD se resume só a essa modalidade. O
interessante é que o ensino broadcast não acontece só na EaD, acontece
também em aulas presenciais, em todos os níveis, do que se esquecem os
desafetos das novas tecnologias. Quanto à abordagem “sala de aula virtual”, essa
tem sido cada vez mais comum, até como ferramenta de apoio em disciplinas
presenciais oferecidas nas universidades.
As comunidades de aprendizagem colaborativa a distância via internet,
para que sejam bem sucedidas, para que possam ser assim denominadas, terão
que adotar a abordagem do “estar junto virtual”. Essas comunidades poderão ser
desenvolvidas em ambientes de educação a distância. Esses ambientes dispõem
de recursos tecnológicos hipermídia para construção e reconstrução de

�conteúdos, interação síncrona e assíncrona entre seus membros, com o
armazenamento de todas estas funcionalidades.
As comunidades de aprendizagem colaborativa a distância via internet não
são “listas de discussão”, não são “grupos de estudo” que se reúnem virtualmente
para discutirem um livro, um tema, um autor, mas são a soma de tudo isso, dentro
de um mesmo ambiente. Não são apenas comunidades de práticas, que são as
que

se

reúnem

virtualmente

para

construírem

um

produto,

discutirem

procedimentos específicos visando melhorias, atualmente muito utilizadas por
empresas, para capacitação de seus funcionários. As comunidades de
aprendizagem colaborativa a distância via internet são uma evolução de tudo isso.
Há pré-requisitos para que se possa participar dessas comunidades,
habilidades e competências prévias são requeridas. Habilidades em digitação,
utilização de recursos on-line e acesso regular a internet, de preferência em
banda larga, são pré-requisitos fundamentais. No entanto, o pré-requisito número
um é uma pré-disposição pessoal, de cada pessoa, para compartilhamento de
informações visando a construção coletiva do conhecimento. Esta é a chave do
sucesso dessas comunidades. Toda a tecnologia será inútil se estiver em mãos
de pessoas que não se dispõem a compartilharem o que sabem e a aprenderem
de outras o que não sabem. Hernandes e Fresneda (2003), Teixeira Filho (2002)1,
Palloff e Pratt (2002, 2004) e Rudasill (2002) apresentam em seus textos as
habilidades, competências e infra-estrutura

necessárias para construção de

comunidades de práticas, de salas de aula virtuais mas principalmente da
modalidade de comunidades onde se pratica o “estar junto virtual”.
A formação, a educação de pessoas, não é um “adestramento” para
execução de tarefas rotineiras e repetitivas, que coíbem o senso crítico e o
desenvolvimento

de

qualquer

processo

criativo.

As

comunidades

de

aprendizagem colaborativa a distância via internet são adequadas, portanto,
somente para pessoas que se dispõem a praticarem o “estar junto virtual”, em
toda sua plenitude.

�3 BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS BRASILEIRAS E O PAPEL
EDUCACIONAL DE SEUS BIBLIOTECÁRIOS DE REFERÊNCIA

Devido ao crescente nível de exigência dos usuários das bibliotecas
universitárias, tanto dos informatas, pela familiaridade que já têm com os recursos
tecnológicos, porque acompanham e fazem uso das evoluções constantes das
mídias, como dos não informatas, pela expectativa que têm pelos serviços de
referência virtuais, os bibliotecários se vêem sempre pressionados a aprenderem,
no menor tempo possível, as inovações tecnológicas que se impõem, cada vez
mais em um menor espaço de tempo. Há que se enfatizar que a grande maioria
dos bibliotecários que já estão no mercado de trabalho, não aprenderam estas
novas tecnologias em seus cursos de graduação, porque, com certeza, a maioria
delas inexistiam. Por outro lado, há inovações tecnológicas sendo acrescentadas
tão velozmente ao dia-a-dia destes profissionais, que existe uma defasagem de
tempo relativamente grande, até que estas práticas sejam estabelecidas e
cheguem à academia, aos currículos dos cursos de Biblioteconomia. Desta forma,
ficam prejudicados, em conhecimento, também os atuais estudantes e recémformados, além dos mais antigos, que já estão no mercado de trabalho.
Os bibliotecários de referência, em geral, foram impelidos a reconfigurarem
suas atividades baseadas na cultura de cinco séculos de informação que,
primeiramente era impressa para depois ser distribuída, para uma nova cultura
de primeiro distribuir para depois imprimir, e somente sob demanda. Na prática,
o que significa isto? A busca, o processo de levantamento bibliográfico era, até há
alguns poucos anos atrás, do que foi produzido e impresso sobre determinado
assunto, o que dependia exclusivamente de um processo, até então usual, de
produção þ impressão þ distribuição þ arquivamento þ indexação þ localização þ
obtenção. Este caminho, tanto bibliotecários como pesquisadores conheciam
muito bem, e as bibliotecas estão estruturadas para caminhá-lo. O tempo
decorrido entre a produção e a obtenção de um artigo de periódico, por exemplo,
era de vários meses, e cerca de um ano para importação de um livro, no caso do
Brasil.

�Hoje, não mais. Tendo urgência e condições financeiras para tanto, os
próprios usuários contam hoje com a facilidade de importação direta de livros,
pela internet, tanto pela http://www.amazon.com como por outras editoras,
nacionais e internacionais, independentemente de qualquer ação da sua
biblioteca universitária. Quanto aos artigos de periódicos, contam com os textos
completos disponíveis em bases de dados on-line acessíveis dos computadores
de suas salas de trabalho, laboratórios, e até de suas casas. Aqueles que não
estão disponíveis on-line, já poderão ser solicitados, pelo próprio usuário,
diretamente para uma biblioteca fornecedora, pelo serviço COMUT on-line do
IBICT. E as bibliotecas digitais de dissertações, teses e servidores de arquivos
abertos também estão se proliferando no mundo. Esses e alguns outros serviços
não enumerados aqui, que eram totalmente dependentes da ação de uma
biblioteca, hoje não são mais. A Internet possibilitou esta independência para o
usuário, no entanto, uma grande parte deles ainda não tem o conhecimento
necessário de informática para executá-los.
Parafraseando Ramal (2000), quando afirma que “o computador vai
substituir o professor”, afirmo também que “o Google já substituiu o
bibliotecário”! Qual tipo de professor que o computador vai substituir? Aquele que
usa as mesmas fichas de aula, ano após ano, turma após turma, transmitindo de
forma maçante os mesmos conteúdos. Uma apresentação em PowerPoint faria
melhor efeito para transmissão daquele conteúdo.

Nesta mesma linha de

raciocínio, a internet já substituiu aquele bibliotecário que se preocupava mais
com as fichas do que com as pessoas, mais com o silêncio do que com a
interação que o ambiente biblioteca deve favorecer, mais com as funções de
preservação do que com as de disponibilização da informação. O slogan
“precisando de informação? procure um bibliotecário”, na prática, pelos
estudantes, já foi substituído por: “precisando de informação? Procure no Google.
Por que? Porque estamos em novos tempos que demandam novas competências
profissionais tanto de professores como de bibliotecários.
Os serviços bibliotecários de bibliotecas universitárias brasileiras que eram,
basicamente, de intermediação na obtenção da informação e dos documentos,
evoluíram para os de mediação, pela necessidade de oferecerem programas de

�capacitação de usuários para pesquisas em bases de dados on-line, por exemplo.
Intermediação traz embutido o significado do bibliotecário “estar entre” o usuário e
a informação e/ou documento. A mediação já pressupõe “estar ao lado” do
usuário, entendendo sua pesquisa, auxiliando-o, capacitando-o, fornecendo
facilitadores no processo de buscar, ele próprio, a informação e/ou documento de
que precisa. Somente um profissional capacitado nas TIC atinge este patamar.
As atividades de pesquisa de fontes de informação, os levantamentos
bibliográficos, foram tremendamente impactados pela internet na última década,
no Brasil. O processo de produção e obtenção dos documentos foi invertido na
sua ordem cronológica para produção þ arquivamento, indexação, distribuição,
localização, obtenção simultânea em bases de dados on-line de textos
completos þ impressão sob demanda. Basicamente, o tradicional imprimir &amp;
distribuir foi substituído pelo distribuir on-line &amp; imprimir sob demanda, pelo
próprio usuário, com um encurtamento impressionante de tempo entre a produção
e a obtenção do documento. Na comunidade acadêmica a informação digital
circula com muito mais rapidez entre pesquisadores do mundo inteiro.
No Brasil, tanto bibliotecários como pesquisadores mal incorporaram este
novo processo, e a partir de 1999, com a força e rapidez que a comunidade
acadêmica está aderindo ao movimento dos Open Archives, um novo processo
que já se alastra, exigindo uma nova e importante reestruturação nas atividades
de pesquisa, pois, nos servidores de arquivos abertos, as etapas de produção e
obtenção são simultâneas, já que, desde sua geração, o documento é
compartilhado on-line e de forma gratuita. A gratuidade também é um fator
importantíssimo que muda todo o cenário da pesquisa acadêmica, introduz um
novo

paradigma

na

produção

científica,

historicamente

acostumada

à

dependência da comercialização da informação técnico-científica, especialmente
em publicações periódicas indexadas. Publicar nos servidores de arquivos
abertos e/ou continuar a alimentar a indústria da informação acadêmica, é uma
discussão que cresce entre os pesquisadores, produtores de textos técnicocientíficos. Aderir ao movimento do software livre e publicar a produção
acadêmico-científica em servidores de arquivos abertos já é uma realidade que
está se implantando. E as bibliotecas terão que se adaptar a isto, incorporando as

�novas necessidades geradas por essa inovação. As bibliotecas digitais de
dissertações e teses, a partir de 2003, estão proliferando rapidamente no Brasil,
estando disponíveis, em texto integral, para download gratuito, mais de 7 mil, em
maio de 2004, com recuperação simultânea através de metabuscadores
institucionais, de divulgação, tanto nacionais como internacionais.
Em linhas gerais, as bibliotecas universitárias brasileiras acompanham, em
nível, o das instituições que as mantém, ou seja, vão desde meros depósitos de
livros, nem sempre com bibliotecários, a renomados centros de excelência, que
suprem com eficácia as necessidades informacionais de seus mais exigentes
pesquisadores e usuários em geral. Há bibliotecas e “bibliotecas” assim como
bibliotecários e “bibliotecários” ! As bibliotecas universitárias brasileiras refletem,
sem dúvida alguma, a importância que cada IES dá ao ensino e a pesquisa. Estas
duas funções básicas não podem prescindir de uma boa biblioteca.
Há bibliotecas universitárias brasileiras que são consideradas modelos,
oferecendo os mais diversificados serviços de referência aos seus usuários.
Participam das mais importantes redes de serviços cooperativos internacionais,
como os da OCLC (Online Computer Library Center), do ISTEC (Ibero American
Science &amp; Technology Education Consortium); e nacionais como o Catálogo
Coletivo Bibliodata da FGV, CCN do IBICT, LILACS da Bireme, entre outros. Além
destes, se destacam os serviços de comutação pelo COMUT do IBICT, LIGDOC
do ISTEC, DSC da British Library, pela OCLC, e serviços de empréstimos entre
bibliotecas nacionais e internacionais. Muitas delas prestam os serviços de
informação no nível das melhores bibliotecas universitárias do mundo, como por
exemplo, mantendo várias bibliotecas digitais temáticas, de dissertações e teses,
periódicos eletrônicos, entre outros.
Nesse ambiente atua o bibliotecário de referência. Acredito que este
profissional tenha potencial para ser um dos agentes de transformação do cenário
de analfabetismo digital que ainda é marcante, mesmo no ambiente universitário.
Ele tem um papel educacional a desempenhar, atuando junto dos professores,
participando ativamente das pesquisas que são desenvolvidas em seu meio
acadêmico, seja na busca das melhores fontes de informação, seja na

�normalização

dos

trabalhos

técnico-científicos,

mas

especialmente

na

aprendizagem e usufruto das ferramentas para pesquisas disponíveis na web.
Para as pesquisas, as bibliotecas universitárias precisam ter seus próprios
laboratórios de informática com bibliotecários capacitados para auxiliarem na
busca das melhores fontes de informação das áreas do conhecimento em que
atuam. Para que desempenhem este papel, precisam de capacitação nas TIC.
Para que se capacitem, a curto prazo, poderão construir comunidades de
aprendizagem colaborativa a distância via internet.
As bibliotecas devem ser, portanto, dentro das universidades, um espaço
de inovação tecnológica, de difusão da cultura digital, de formação de leitores
navegadores. No ambiente biblioteca, qual é o profissional com potencial para
capacitá-los? O bibliotecário de referência! Uma biblioteca com infra-estrutura
tecnológica instalada e que não atua na capacitação de seus usuários, através de
seus bibliotecários de referência, definitivamente, não está cumprindo a contento
o seu papel! Cumprir o papel de educador, interagir com os usuários de acordo
com seu nível, satisfazer suas necessidades informacionais, valoriza o
profissional bibliotecário de referência e aproxima-o, ao mesmo tempo, do corpo
docente, pela convergência dos objetivos a alcançarem. O que se observa,
entretanto, é que a desvalorização do profissional bibliotecário é decorrente da
desvalorização do profissional professor, no sistema educacional brasileiro, como
um todo. Defendemos que a socialização da infra-estrutura para pesquisa já
instalada em grande parte das bibliotecas universitárias brasileiras, com
computadores para acesso a internet, pesquisas em bases de dados on-line, é
fator preponderante neste processo.
As avaliações, tanto do MEC para credenciamento dos cursos de
graduação, quanto da CAPES para pontuação dos cursos de pós-graduação,
passam, invariavelmente, pelo ambiente biblioteca. A dicotomia “biblioteca e
informática” deixou de existir com a internet. Quanto mais fundidos estiverem,
melhor será para o desenvolvimento tanto da pesquisa quanto do ensino na
universidade. No entanto, isto requer uma mudança de mentalidade, tanto do
bibliotecário sobre si mesmo como da Instituição sobre o papel que o bibliotecário

�desempenha, passando a vê-lo como um educador, e não simplesmente como
um “guarda-livros”. Para que isto aconteça, é requerida deste profissional uma
nova mentalidade, uma visão sistêmica do todo onde ele está inserido, uma
noção mais profunda de que ele faz parte de um sistema de ensino, e que tem
importante contribuição a oferecer com o desempenho de suas funções de
mediação.
O papel educacional do bibliotecário de referência é uma via de duas
mãos. De um lado, o bibliotecário aprendiz, que reconhece e busca sanar as suas
próprias necessidades de aprendizagem e formação continuada; e de outro, o
bibliotecário educador, que demonstra interesse, empatia, conhecimento das
necessidades informacionais de seus usuários. Ser bibliotecário educador é
identificar e agir pro-ativamente na direção dos tópicos que tem habilidades e
competência para ensinar, através de treinamentos presenciais ou virtuais,
colocando-se a disposição para atendimentos personalizados seja pessoalmente,
por telefone, e-mails, chats, etc. Disposição, disponibilidade e disciplina são
características requeridas deste profissional. Ele teria que ser aquele que domina
todas a técnicas de busca, de garimpagem, de mineração da informação, esteja
ela em que formato estiver, e conhecimento das melhores fontes das áreas que
atende.
Os serviços de referência virtuais, cada vez mais presentes nas
homepages das principais bibliotecas do mundo, vão desde um simples link para
um e-mail, como “fale com o bibliotecário”, formulários on-line para que deixem
registradas as dúvidas, até os mais sofisticados, como chats com bibliotecários
disponíveis em horários pré-determinados e atendimentos personalizados de uma
rede de bibliotecários de referência, atendendo dúvidas de acordo com suas
áreas do conhecimento.
Para o gerenciamento dos serviços de referência virtuais foram
desenvolvidos softwares como o Question Point, pela OCLC

e Library of

Congress, que facilita os serviços tanto de atendimento por e-mail como por chat.
O 24/7 Reference, desenvolvido pelo Metropolitan Cooperative Library System
permite, entre outras facilidades, ao bibliotecário ver em tela o perfil daquele

�usuário, quantas vezes ele usou o software, dúvidas anteriores, e permite até
preencherem juntos formulários on-line ou pesquisarem simultaneamente o
mesmo site. Outros softwares para gerenciamento de serviços de referência online localizados foram: Karim: a knowledge Instant Messenger; Liveassistance;
Dokutek´s VRLplus e LSSI´s Virtual Reference Toolkit (MIKESELL, 2004).
A mediação destes softwares não substitui, de forma alguma o profissional
bibliotecário, pelo contrário, exige que a biblioteca se reprograme, estabelecendo
rodízios para que tenha sempre um de plantão para os atendimentos virtuais,
tendo estes softwares apenas como ferramentas para interação com usuários online. Eles não substituem, de forma alguma, as pessoas, são apenas ferramentas
facilitadoras para atendimentos a distância, não limitados pelo tempo ou espaço.
A biblioteca digital pressupõe um atendimento “24/7”, criando expectativas
de serviços de referência virtuais em tempo-real, a qualquer tempo (JANE,
McMILLAN, 2003). Ter acesso a um cibertecário e poder interagir com ele, e não
apenas com os objetos digitais via web, é a conseqüência natural do processo.
Mais recentemente, já estão sendo publicados relatos de experiências com
o uso de weblog pelos bibliotecários para interagirem, tanto entre eles mesmos
como com os usuários de suas bibliotecas, no atendimento as mais diversas
dúvidas, na divulgação de produtos e serviços, entre outros usos. (EMBREY,
2002; CLYDE, 2002). Esta prática, para serviços bibliotecários, ainda não está
muito evidente no Brasil, apesar de já estar fazendo muito sucesso entre
jornalistas, artistas e adolescentes brasileiros.

4 O “CASE” CIBEREDUC
Uma comunidade de aprendizagem colaborativa a distância, intitulado
CiberEduc, foi construída para capacitação de bibliotecários de referência de
bibliotecas universitárias brasileiras nas TIC aplicadas ao seu fazer diário, tendo
estado disponível em:
=137&amp;tipo_curso=A&amp;extremos=

http://teleduc.nied.unicamp.br/~teleduc/pagina_inicial/mostra_curso.php? &amp;cod_curso

�O ambiente utilizado foi o TelEduc, que dispõe de ferramentas de
administração, de coordenação e de comunicação, sendo que todas ficaram
inteiramente disponíveis para os participantes dessa pesquisa, desenvolvida
durante todo o segundo semestre de 2003. Participaram dessa comunidade
virtual 120 pessoas, que são bibliotecários de referência e/ou outros profissionais
envolvidos com as TIC.
O quadro 1 relaciona as ferramentas disponíveis no CiberEduc, pelo
número decrescente de acessos feitos pelas 120 pessoas inscritas nessa
comunidade. Ele ilustra as preferências a cada uma delas, pelo número de
acessos. A agenda é a página de entrada do TelEduc, portanto o acesso a ela é
obrigatório, por isso, de qualquer forma ocuparia a primeira posição. A partir da
página utilizada como agenda são oferecidos os acessos às demais ferramentas
relacionadas.

2.975

3.000

2.500

2.000

1.509
1.450
1.343

1.500

956
1.000

652

574

551

506 504
424 353

500

293

277 233

211 208

121

Interm ap

am biente
do
Estrutura

P erguntas Frequentes

Grupos

Acessos

Bate-P apo

Curso
do
Dinâm ica

Diário de Bordo

P arada O brigatória

P erfil

Mural

Leituras

Apoio
de
Material

de Discussão
Fóruns

Correio

P ortfólio

Ativ idades

Agenda

0

Quadro 1 – Preferências de acessos por ferramenta do CiberEduc

�5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

As comunidades de aprendizagem colaborativas a distância via web foram
apresentadas como uma solução, viável e a curto prazo, para capacitação de
bibliotecários de referência de bibliotecas universitárias brasileiras. Esses
profissionais têm um papel educacional a desempenhar, o de serem agentes que
atuem na disseminação do conhecimento necessário, entre seus usuários. A
capacitação desses capacitadores terá um efeito multiplicador exponencial se
feito a distância, via internet, através de comunidades virtuais.
A alfabetização digital dentro das universidades é uma necessidade que
poderá ser suprida rapidamente se as bibliotecas universitárias e seus
profissionais

estiverem

aptos

a

desempenharem

o

papel

de

agentes

multiplicadores da cibercultura. O bibliotecário de referência poderá também fazer
parte de uma equipe multidisciplinar, contribuindo com seus conhecimentos,
incluindo a biblioteca universitária como um ambiente a mais, dentro das
universidades, onde se desenvolve e se pratica a cibercultura, desde que
capacitado, motivado e com infra-estrutura instalada, para desempenhar mais
este papel.

ABSTRACT
The web amplified to “n” the communication ways mediated by the technologies
among human beings. However the communication via web brings restrictions
regarding the need of the infrastructure to the interconnectivity for the computing
knowledge. The digital society is a new kind of society with a language, tradition
as well as their own ethic code. The reading draws from linear to hypertextual
asking for new habilities and competences. The convergence of the medias TV
and internet with the installation of the interactive digital TV forecasted to 2006 in
Brazil will revolutionize still more the brazilian cyberspace. In this context are
discussed the evidences that the distance collaborative learning communities
show themselves as the faster solution, considering the continental dimension and
cybercultural diversities of Brazil. It´s necessary a new pedagogy to digital literacy,
to capacitation of the professionals to and throught the ICT. An electronic
pedagogy based on the virtual communities principles respecting the individual
learning preferences and not informatics replic of the presential education. The
virtual communities if structured and mediated so well present themselves as an
accessable solution. The results of a case of this kink of community are presented,

�named CiberEduc, made for the capacitation of reference librarians from brazilian
university libraries.
KEY-WORDS: Virtual communities of learning. Communities of practice.
Cyberspace learning. Professional capacitation by ICT. Continuing professional
capacitation.

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Acesso em: 10 jun 2004.

∗

Bibliotecária - Mestranda em Educação, Ciência e Tecnologia na Faculdade de Educação
da UNICAMP, Cidade Universitária, Campinas, SP, 13083-970, Brasil - suelybcs@unicamp.br
CVLattes: http://genos.cnpq.br:12010/dwlattes/owa/prc_imp_cv_int?f_cod=K4773387H6
∗∗
Orientador da pesquisa de mestrado em andamento – Coordenador do Grupo de Pesquisa TIC
Faculdade de Educação da UNICAMP, Cidade Universitária, Campinas, SP, 13083-970, Brasil amaral@unicamp.br CVLattes:
http://genos.cnpq.br:12010/dwlattes/owa/prc_imp_cv_int?f_cod=K4796840A8

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Documentação&#13;
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                <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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              <text>A web ampliou para “n” as formas de comunicação mediatizadas pelas tecnologias entre os seres humanos. No entanto, a comunicação via web é restringida pela infra-estrutura necessária para a interconectividade e pelo nível de conhecimento de informática. A sociedade digital é um novo tipo de sociedade, com uma linguagem, tradição e código de ética próprios. A leitura passa de linear a hipertextual, exigindo novas habilidades e competências. A convergência das mídias TV e internet, com a instalação da TV Digital Interativa, prevista para 2006, no Brasil, deverá revolucionar ainda mais o ciberespaço brasileiro. Nesse contexto, são discutidas as evidências de que as comunidades de aprendizagem colaborativa a distância se apresentam como uma das soluções mais rápidas, eficazes e baratas para a capacitação profissional, considerando-se as dimensões continentais e diversidades ciberculturais do Brasil. Uma nova pedagogia se faz necessária para o letramento digital, para capacitação profissional para e pelas TIC. Uma pedagogia eletrônica, baseada nos princípios de uma comunidade virtual, respeitando-se as preferências individuais de aprendizagem, e não uma réplica informatizada da educação presencial. As comunidades virtuais, se bem estruturadas e mediatizadas, se apresentam como uma solução viável. São apresentados os resultados de um “case” deste tipo de comunidade, intitulada CiberEduc, constituída para capacitação de bibliotecários de referência de bibliotecas universitárias brasileiras nas TIC.</text>
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