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                  <text>Aprender a conhecer: o desafio do novo profissional da informação.
Cláudia Araújo Martins1

Resumo:
Aprender a conhecer tem sido um dos principais imperativos de nossa sociedade,
chamada de Sociedade da Aprendizagem, Sociedade do Conhecimento e por
uma variedade de denominações utilizadas para ilustrar o período da revolução
da informação, pelo qual estamos passando. Atualmente, possuímos acesso a
inúmeras fontes de informação em diferentes meios, o que por um lado, amplia a
coleta de dados que podem ser convertidos em conhecimento, mas por outro,
devido à excessiva oferta de informações, exige habilidades e comportamentos
específicos para utilizar a informação coletada. O profissional da informação tem
sido apontado como um dos atores mais importantes deste novo cenário, para
auxiliar alunos e pesquisadores no desenvolvimento de suas habilidades
informacionais. Este trabalho destaca o papel educacional do bibliotecário, e a
necessidade de desenvolver suas próprias competências informacionais, além de
aprimorar sua capacidade de ensinar para atuar de maneira plena e satisfatória.
Como embasamento teórico utilizamos alguns dos principais autores sobre os
temas abordados. As evidências demonstram que em decorrência da velocidade
das transformações tecnológicas, das necessidades do mercado de trabalho, e da
pouca oferta de cursos de educação continuada, o profissional da informação tem
sido obrigado a adotar uma postura autodidata, buscando se manter atualizado
sobre os produtos e as fontes de busca primordiais em sua área de atuação e
aprendendo a conhecer os melhores caminhos para se chegar à informação
relevante, e conseqüentemente ensinar.

1

Bibliotecária-chefe; Serviço de Biblioteca e Documentação Científica - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto
 FAMERP - Av. Brigadeiro Faria Lima, 5416 - Vila São Pedro  CEP 15.090-000 - São José do Rio Preto - São Paulo,
Brasil.
e-mail: biblioteca@famerp.br, claudia@famerp.br

1

�A multiplicação, num curtíssimo intervalo, de redes de computadores,
comunicações por satélite, cabos de fibras ópticas e mecanismos
eletrônicos de transferência de dados e informações em alta velocidade,
desencadeou uma revolução nas comunicações (...) (SEVCENKO,
2001, p.28)

Revolução que provocou e continua provocando inúmeras mudanças no
cenário mundial, e que está sendo chamada de Revolução da Informação, em
decorrência das modificações nas Tecnologias da Informação e Comunicação
(TICs). (CASTELLS, 2000)

Por TICs podemos entender o desenvolvimento de um conjunto de
tecnologias convergentes: microeletrônica, computação, telecomunicação e
eletrônica, (FREITAG, 2003) que proporcionam a aquisição, produção,
armazenamento, processamento e transmissão de dados na forma de imagem,
vídeo, texto ou áudio. (GUTIÉRREZ MARTÍNEZ, 2004, p.96)

Segundo o historiador Nicolau Sevcenko (2001) a taxa de crescimento dos
conhecimentos técnicos que impulsionam as mudanças e aprimoramentos das
TICs é de 13% ao ano, o que significa que dobra em 5 anos e meio. Alguns
teóricos calculam que em vista das novas possibilidades a tendência é que cresça
mais de 40% ao ano.
A aceleração das inovações tecnológicas se dá agora numa escala
multiplicativa, uma autêntica reação em cadeia, de modo que em curtos
intervalos de tempo o conjunto do aparato tecnológico vigente passa por
saltos qualitativos em que a ampliação, a condensação e a
miniaturização de seus potenciais e expectativas, tornam-o cada vez
mais imprevisível, irresistível e incompreensível. (SEVCENKO, 2001, p.
16)

Para Sevcenko (2001, p. 23), o diferencial do século que acaba de se
encerrar, em comparação com qualquer outro período, é, exatamente, a
tendência de incutir as mudanças tecnológicas e aplicá-las em praticamente
todos os campos do conhecimento e em todos os âmbitos da vida no planeta.
2

�Uma destas aplicações, pode ser notada na área da educação, que vêm
provocando discussões entre seus atores e multiplicando teorias sobre a
utilização dos recursos tecnológicos como instrumentos pedagógicos, conforme
afirma Brunner (2001, p. 21) ao dizer que a educação enfrenta, em escala
mundial, um período de mudanças e ajustes sem precedentes orientados para a
sociedade da informação.

Dentre os principais pontos discutidos encontram-se a acessibilidade a
estas novas tecnologias, a aplicação de políticas públicas e a qualificação da mão
de obra envolvida diretamente com o uso destas TICs, em especial o papel dos
educadores no processo de aprendizagem, que segundo Tedesco (2004) está
sofrendo significativa mudança sem ter definidos os caminhos para enfrentar o
desafio de sua formação e do seu desempenho neste novo cenário.

Estas indagações vêm se tornando mais pertinentes a cada dia,
primordialmente, no que diz respeito à informação, principal insumo para o
conhecimento, que de acordo com Brunner (2004), atualmente, constitui-se em
um problema para a educação, pois o grande desafio deixou de ser onde
encontrar a informação, e passou a ser como oferecer acesso a ela sem
exclusões.

Juan Ignácio Pozo (2005, p.11) complementa a idéia acima, destacando o
direito ao conhecimento, que ninguém mais discute como um bem social, mas a
acrescenta, contabilizando outro direito, o de adquirir (...) um kit de sobrevivência
cognitiva, composto de novos processos para aprender novos conhecimentos em
domínios específicos.

Pozo (2005) evidencia a distinção entre informação e conhecimento, e
conseqüentemente sobre as denominações empregadas para caracterizar os
tempos atuais: sociedade da informação e sociedade do conhecimento.
As mudanças aceleradas na sociedade do conhecimento (que, para
quem não dispõe dessas ferramentas cognitivas, é somente uma
sociedade da informação) exigem novas formas de aprender, de

3

�adquirir esse conhecimento, que são diferentes, quando não contrárias,
aos dispositivos da aprendizagem que todos nós temos, como
conseqüência da evolução. (POZO, 2005, p.12)

Reiterando suas afirmações Gutiérrez Martínez (2004, p.96) analisa que o
acesso a grandes quantidades de informações por meio da Internet, não significa
que serão convertidas em conhecimento. Esta tarefa é muito mais complexa, pois
envolve pensamento lógico, raciocínio e juízo crítico. O processo de buscar
informação pertinente no oceano de dados disponíveis na web exige
conhecimento básico do tema buscado, além de estratégias e referenciais para
identificar fontes de pesquisa seguras e confiáveis.

Bornheim (2003, p.118) atenta para os riscos de utilizar a web sem
critérios, ao colocar
(...) a ênfase na rapidez em detrimento da reflexão, na brevidade em
detrimento da complexidade; ao atribuir a preferência aos rudimentos de
informação e aos fragmentos de fatos, em vez de dar importância aos
discursos e análises elaborados; e ao submergir toda opinião informada
em páginas e páginas de estúpida tagarelice, de conselhos inúteis, de
fatos inexatos e de informações fúteis (...)

O destaque dado às habilidades de recuperação da informação traz à cena
o profissional da informação, um dos atores do cenário educativo, pois possui ou
deveria possuir, habilidades especiais destinadas à localização de fontes de
informação, a formulação adequada das perguntas para realizar buscas, a
decodificação da informação, a seleção de dados relevantes e a consulta de
documentos em diferentes formatos. (DIAS et al., 2004)

Convergindo com estas habilidades informacionais estão os valores éticos
e legais sobre o acesso e uso da informação, a destreza no uso das TICs (DIAS
et al., 2004) e sua proximidade com o público acadêmico, ao menos no ambiente
das bibliotecas universitárias, onde já possuem assegurado seu direito de
atuação, o que não se pode afirmar das bibliotecas escolares, especialmente as
localizadas em escolas públicas.

4

�Estas habilidades e destrezas adquiridas com sua experiência profissional
e os conhecimentos provenientes de sua formação acadêmica reafirmam o papel
de agente educacional do profissional da informação. (MARTUCCI, 1998)

O fato de que as bibliotecas são organizações imprescindíveis para o
processo de ensino-aprendizagem dos discentes e docentes eleva a atuação do
bibliotecário à condição de mediador do aprendizado (DIAS et al., 2004), seja por
meio do desenvolvimento de técnicas e serviços para facilitar o acesso à
informação, seja por meio do trabalho como educador, informal ou formal, em
suma, durante uma sessão de busca, orientando o usuário, ou em sala de aula,
explicando como encontrar informação essencial para o desenvolvimento do
conhecimento sobre temas específicos.

No entanto, não podemos agraciar o bibliotecário com o título de educador,
simplesmente por estar no lugar certo, no momento certo, com as habilidades
certas.

Muitos profissionais da informação não foram capacitados adequadamente
para esta função e precisam fazê-lo (SOUZA, 1996; OLIVEIRA, 1999; ARRUDA,
MARTELETO, SOUZA, 2000; CASTRO, RIBEIRO, 2004). Além disso, devem
possuir competências inatas, passíveis de serem desenvolvidas como, por
exemplo, a da

didática, que pode ser entendida como a capacidade de

expressar em linguagem, simplificada e compreensível, conceitos complexos que
demandam linguagens especializadas. (DIAS et al., 2004, p.3)

O objetivo deste texto não é discutir quais são os pontos frágeis que os
autores acima citados encontraram na formação bibliotecária, mas basear-se no
conhecimento gerado por eles ao afirmarem que o processo de ensinoaprendizagem em Biblioteconomia e Ciência da Informação possui falhas e
portanto precisa ser aprimorado.

Concomitantemente a esta afirmação, partimos da premissa de que o
processo educacional é contínuo e que a aprendizagem deve acontecer ao longo

5

�da vida (MORIN, 2001), para expor nossa idéia de que o profissional da
informação

deve

se

preparar

para

desempenhar

satisfatoriamente

sua

capacidade de ensinar e aprender, sempre.

Como demonstram as evidências, em razão da pouca oferta de cursos de
educação continuada, do volume crescente de fontes e recursos informacionais e
das exigências do mercado de trabalho, o profissional da informação tem sido
obrigado a adotar uma postura autodidata, buscando se manter atualizado sobre
as teorias, os produtos e as fontes de busca primordiais em sua área de atuação,
e sobretudo como aprender a conhecê-los.

A busca pelo conhecimento não deve estar focada apenas nas
universidades, pois as mesmas também estão sofrendo um processo de
transformação demandado pela revolução do conhecimento. Segundo Lima
(1997) essa nova dinâmica do conhecimento exige que as escolas abandonem a
noção de repasse de conhecimentos pré-determinados, utilizados até então em
muitas instituições de ensino, e que adaptem currículos e metodologias didáticas
de forma a propiciar a seus alunos o desenvolvimento do processo de autoaprendizagem, orientado-os pelo conceito de educação continuada.

Jacques Delors (1996) em seu Relatório para a UNESCO da Comissão
Internacional sobre a Educação para o século XXI, no livro entitulado Educação:
um

tesouro

a

descobrir,

estabeleceu

os

quatro

pilares

da

educação

contemporânea: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos e
aprender a ser.
(...) aprender a conhecer, isto é, adquirir os instrumentos da
compreensão; aprender a fazer, para poder agir sobre o meio
envolvente; aprender a viver juntos, a fim de participar e cooperar com
os outros em todas as atividades humanas; aprender a ser, via
essencial que integra as três precedentes. É claro que estas quatro vias
do saber constituem apenas uma, dado que existem entre elas múltiplos
pontos de contato, relacionamento e permuta. (DELORS, 1996, p.77)

6

�Para Delors (1996, p.78) aprender a conhecer pode ser considerado como
um meio e um fim na vida humana. Os benefícios proporcionados pelo aumento
dos saberes, baseados no prazer de compreender, de conhecer e de descobrir
favorecem o despertar da curiosidade intelectual, estimula o sentido crítico e
permite compreender o real, mediante aquisição de autonomia na capacidade de
discernir.

Anterior ao desenvolvimento do aprender a conhecer encontra-se o
aprender a aprender que envolve o exercício da atenção, da memória e do
pensamento. (DELORS, 1996)

Restringindo nosso texto a apenas uma das formas de aquisição do
conhecimento, a leitura, citamos o educador Paulo Freire (2001, p. 261) quando
menciona a importância do ato de ler e sua significação:
Ler é uma operação inteligente, difícil, exigente, mas gratificante.
Ninguém lê ou estuda autenticamente se não assume, diante do texto
ou do objeto da curiosidade a forma crítica de ser ou de estar sendo
sujeito da curiosidade, sujeito da leitura, sujeito do processo de
conhecer em que se acha. Ler é procurar buscar criar a compreensão
do lido.

Complementado seu pensamento, o educador é categórico: Nas culturas
letradas, sem ler e sem escrever, não se pode estudar, buscar conhecer,
apreender a substantividade do objeto, reconhecer criticamente a razão de ser do
objeto (FREIRE, 2001, p. 266)

Paulo Freire (2001) adverte-nos sobre o hábito peculiar de alguns leitores
ao queixarem-se de leituras difíceis, rotulando textos como complexos e
ininteligíveis, sem aplicarem esforços para decodificá-los, sem utilizarem os
instrumentos disponíveis para tal, como dicionários, enciclopédias e textos
comparativos de outros teóricos.

7

�O autor enaltece a perseverança como uma das qualidades que um leitor
deve ter, pois a compreensão do que se está lendo, não estala assim, de
repente, como se fosse um milagre. A compreensão é trabalhada, é forjada, por
quem lê, sendo sujeito dela, se deve instrumentar para melhor fazê-la. Por isso,
ler é um trabalho paciente, desafiador, persistente. (FREIRE, 2001, p. 265)

Aliando a leitura, provocada pelo gosto de conhecer e de se manter
atualizado, à didática, o profissional da informação talvez esteja se munindo de
um importante referencial para a prática pedagógica, exigência de nossa
sociedade contemporânea.

Campello e Abreu (2005, p.179) sentenciam que para ser capaz de
participar da educação de pessoas competentes em informação o bibliotecário
deve antes de qualquer coisa, ser competente em informação.

Competência em Informação pode ser compreendida como um processo
contínuo de internalização de fundamentos conceituais, atitudinais e de
habilidades preciosos para a compreensão e interação permanente com o
universo informacional e sua dinâmica, de modo a proporcionar um aprendizado
ao longo da vida (DUDZIAK, 2003, p. 28)

Ademais estes profissionais, devem estar atentos para os ensinamentos de
Paulo Freire (2001, p. 259) e de outros renomados educadores, e não se
esquecerem que não existe fórmula para exercer a docência, e que ensinar e
aprender se vão dando de tal maneira que quem ensina aprende, além disso,
esta atividade exige que sua preparação, sua capacitação, sua formação se
tornem processos permanentes.

Para finalizarmos, citaremos Penniman (1993 apud LANCASTER 1994,
p.10), por entendermos que tal assertiva nos dá o termômetro da situação atual
da profissão de bibliotecário, mesmo tendo sido elaborada há 13 anos: (...) a
habilidade dos bibliotecários de serem criativos, de se moverem para fora da

8

�biblioteca e para dentro de papéis mais amplos da informação, nos dará a medida
do bibliotecário do futuro.

No mesmo artigo Lancaster (1994, p.8), ao falar do futuro das bibliotecas
instiga nossos ânimos ao dizer que:
(...) quase que sem exceção os autores afirmam que as inovações
tecnológicas, e outras mudanças que estão ocorrendo no mundo, tanto
podem ser vistas como uma ameaça à biblioteca ou como uma
oportunidade rara para a biblioteconomia tornar-se mais valiosa para a
sociedade do que tem sido até agora.

Dessa forma, cabe a nós, que abraçamos esta profissão, acalentar um
futuro onde o profissional da informação seja valorizado e reconhecido por seu
papel essencial no meio em que está inserido, graças a sua capacidade de
reverter as inúmeras oportunidades de acesso à informação em favor de seu
conhecimento e do conhecimento das pessoas de sua comunidade.

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9

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10

�LIMA, M. C. Conteúdo e didática frente a emergência da sociedade informacional:
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11

�</text>
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Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Salvador (Bahia)</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
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              <text>Aprender a conhecer: o desafio do novo profissional da informação.</text>
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          <name>Creator</name>
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              <text>Martins, Cláudia Araújo</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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            <elementText elementTextId="54037">
              <text>Salvador (Bahia)</text>
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          <name>Publisher</name>
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          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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          <name>Description</name>
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              <text>Aprender a conhecer tem sido um dos principais imperativos de nossa sociedade, chamada de Sociedade da Aprendizagem, Sociedade do Conhecimento e por uma variedade de denominações utilizadas para ilustrar o período da revolução da informação, pelo qual estamos passando. Atualmente, possuímos acesso a inúmeras fontes de informação em diferentes meios, o que por um lado, amplia a coleta de dados que podem ser convertidos em conhecimento, mas por outro, devido à excessiva oferta de informações, exige habilidades e comportamentos específicos para utilizar a informação coletada. O profissional da informação tem sido apontado como um dos atores mais importantes deste novo cenário, para auxiliar alunos e pesquisadores no desenvolvimento de suas habilidades informacionais. Este trabalho destaca o papel educacional do bibliotecário, e a necessidade de desenvolver suas próprias competências informacionais, além de aprimorar sua capacidade de ensinar para atuar de maneira plena e satisfatória. Como embasamento teórico utilizamos alguns dos principais autores sobre os temas abordados. As evidências demonstram que em decorrência da velocidade das transformações tecnológicas, das necessidades do mercado de trabalho, e da pouca oferta de cursos de educação continuada, o profissional da informação tem sido obrigado a adotar uma postura autodidata, buscando se manter atualizado sobre os produtos e as fontes de busca primordiais em sua área de atuação e aprendendo a conhecer os melhores caminhos para se chegar à informação relevante, e consequentemente ensinar.</text>
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