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                  <text>RECURSOS INFORMACIONAIS EM CIÊNCIAS DA SAÚDE:
O BIBLIOTECÁRIO COMO AGENTE DE INCLUSÃO DIGITAL:
RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA
Leonardo Fernandes Souto∗

RESUMO

Relata a experiência de uma disciplina ministrada no projeto Práticas de Formação
na PUCCAMP. As Práticas de Formação contribuem para a formação integral do ser
humano, possibilitam a flexibilidade curricular, incentivam a autonomia intelectual e
enfatizam o conhecimento transdisciplinar e interdisciplinar tendo, portanto, caráter
desportivo, religioso, artístico, cultural, lingüístico ou técnico-científico. A disciplina
Recursos Informacionais em Ciências da Saúde (RICS) foi ministrada no primeiro
semestre de 2003, objetivando instruir os alunos quanto ao conhecimento e uso de
recursos informacionais em Ciências da Saúde, disponíveis gratuitamente na
Internet. A disciplina foi dividida em quatro módulos abordando os seguintes temas:
comunicação científica, bases de dados, catálogos online, canais informais (listas de
discussão, eventos). O público alvo era formado por todos os alunos dos cursos de
graduação. Para avaliação da disciplina fez-se uso da técnica KWL e de um
questionário aberto. Para finalizar, é válido destacar que no contexto universitário o
bibliotecário pode desenvolver projetos semelhantes voltados para a inclusão digital,
de modo a atuar na educação do usuário dentro de seu processo formal de
aprendizagem, contribuindo assim para o desenvolvimento de sua competência
informacional.
PALAVRAS-CHAVE: Recursos informacionais. Ciências da Saúde. Inclusão digital.
Recursos informacionais. Capacitação. Competência Informacional.

1 INTRODUÇÃO
Falar de informação e a necessidade de mecanismos, procedimentos e
processos que facilitem seu uso/localização/acesso torna-se cada vez mais uma
constante na área da Ciência da Informação. Num primeiro momento, parece que o
tema está esgotado, demasiadamente explorado, mas na verdade, acreditamos que
ainda estamos bem longe de conseguirmos todas as respostas necessárias para
efetivamente atendermos às necessidades informacionais dos usuários e,
principalmente, dar-lhes meios para desenvolverem sua competência informacional.

�Diante disso, ousamos apresentar por meio deste documento o que
consideramos ser uma mínima contribuição aos interessados no processo de
assimilação conceitual, de atitudes e habilidades para a exploração dos recursos
informacionais disponibilizados na Internet.
Nossa preocupação está diretamente relacionada ao conceito de Information
Literacy, entendido por Dudziak (2003, p. 28) como “o processo contínuo de
internalização de fundamentos conceituais, atitudinais e de habilidades necessário à
compreensão e interação permanente com o universo informacional e sua dinâmica,
de modo a proporcionar um aprendizado ao longo da vida”.
Vários pesquisadores, desde a década de 70 do século passado até os dias
atuais, contribuíram para o avanço dos estudos sobre Information Literacy. Dentre
eles podemos citar: Zurkowski (1974), Taylor (1979), Breivik (1985),

Kuhlthau

(1991), Bruce (1997), Caregnato (2000), Belluzzo (2001), Dudziak (2001), Garfield
(2001), Hatschbach (2002).
Diante do fato de não existir uma tradução oficial em língua portuguesa para
referir-se à

Information Literacy, existe uma diversidade de expressões que a

representa, tais como: “alfabetização informacional, letramento, literacia, fluência
informacional, competência em informação” (DUDZIAK, 2003, p. 24). Apesar das
críticas feitas ao termo competência, em geral por educadores, é notória uma
tendência ao uso da expressão competência informacional.
Levando-se em consideração a expressão competência informacional e tudo
o que ela representa, certamente, grande parte da responsabilidade pelo seu
desenvolvimento em diferentes grupos de indivíduos é função das mais variadas
unidades de informação: bibliotecas escolares/públicas/universitárias, centros de
pesquisa, e outras. Esta responsabilidade está diretamente vinculada à função do
profissional da informação como agente educacional.
Dudziak, (2002a, p. 3), considera que há uma interface entre a Information
Literacy (ou competência em informação) e a Educação, que define o escopo da
Information Literacy Education. Para Dudziak (2002a, p. 6) “se a Information Literacy
liga-se à competência em informação, a Information Literacy Education é o caminho
que nos leva a esta competência”.

�A Information Literacy Education é um processo que se inicia com a
percepção da necessidade de informação, de socialização do acesso
físico e intelectual à informação; acontece lentamente e envolve toda
a comunidade educacional, tendo seu desenvolvimento neste
contexto. (DUDZIAK, 2002a, p. 6).

Quando falamos em comunidade educacional, obviamente estamos incluindo
o bibliotecário, ou qualquer outro profissional da informação envolvido com
atividades de educação.
Para Campello (2003, p. 34) “o bibliotecário é a figura central no discurso da
competência informacional”. Certamente, tal afirmação está vinculada ao papel de
educador deste profissional. Dudziak, Gabriel e Vilela (2000, p. 15) consideram que
“como educador, o bibliotecário deve estar apto a expressar-se e comunicar-se,
criando um ambiente que estimule o aprendizado, utilizando técnicas de transmissão
de informações efetivas, assumindo também seu papel de tutor”.
Para Dudziak, Gabriel e Vilela (2000, p. 12) o bibliotecário passa a ter
“destaque como educador/mediador do conhecimento, assumindo-se que a
educação de usuários de Bibliotecas deve estar inserida na missão da instituição
educacional à qual pertence, com docentes e bibliotecários trabalhando em
conjunto”.
Por envolver docentes, administradores, bibliotecários e estudantes
em busca da construção de um novo paradigma educacional mais
ligado às demandas atuais, à informação, ao aprendizado
independente e o aprendizado ao longo da vida, a Information
Literacy Education não é de fácil execução. (DUDZIAK, 2002a, p. 6).

Atualmente, a visão em relação à educação não pode mais estar centrada no
modelo tradicional de educação no qual o professor torna-se o “centro do saber” e o
aluno assume a condição passiva de ouvinte. A educação precisa ser pensada
frente à Sociedade da Informação.
Pensar a educação na Sociedade da Informação , denominação que
vem sendo usada para descrever o mundo e a ambiência em que
vivemos no mundo hoje, exige a inclusão de aspectos de natureza
vária, relativos às tecnologias da informação e da comunicação [...]
(BELLUZZO, 2001, p. 1).

Caregnato (2000, p. 53), ao falar da relação das bibliotecas universitárias com
a educação de usuários, considera que “elas devem estar preparadas, ou pelo

�menos motivadas, a oferecer serviços de qualidade para o desenvolvimento das
habilidades informacionais necessárias para o bom desempenho no ambiente digital
em rede”.
Na visão de Caregnato (2000, p. 53) novas e mais aprimoradas habilidades
de busca/seleção/síntese e uso de informações são necessárias devido às novas
formas de acesso surgidas a partir da disponibilidade da informação digital.
Neste contexto, temos o objetivo de por meio deste texto relatar nossa
experiência com o projeto “Recursos Informacionais em Ciências da Saúde –
RICS”, o qual corresponde a uma disciplina ministrada dentro do projeto “Práticas de
Formação” da Pontifícia Universidade Católica de Campinas – PUCCAMP.
Acreditamos que esta experiência corresponde a um exemplo de inserção do
bibliotecário, no contexto universitário, como um agente educador, buscando
oferecer à comunidade discente da PUCCAMP uma oportunidade de desenvolver
sua competência informacional. A ousadia do projeto está no fato do mesmo
aproveitar uma abertura na política institucional da PUCCAMP de modo a adotar
uma postura pró-ativa, indo ao encontro do indivíduo em formação, dentro de seu
contexto, abrindo espaço para iniciativas semelhantes em outras instituições de
ensino superior.

2 PRÁTICAS DE FORMAÇÃO

Dentro de uma nova perspectiva de formação, as Práticas de Formação
valorizam o conhecimento transdisciplinar e interdisciplinar e têm por objetivo
“conciliar os conceitos que permeiam a sociedade pós-moderna com uma
perspectiva humanístico-cristã, priorizando os valores sociais, culturais e religiosos.
Possibilitam a flexibilidade curricular e incentivam a autonomia intelectual”
(PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS, 2004).
Com caráter desportivo, religioso, artístico, cultural, lingüístico ou técnicocientífico cada projeto (disciplina) desenvolve suas atividades, totalizando 17 ou 34
horas-atividade de 50 minutos.

Para aprovação o aluno precisa “obter conceito

�‘S’(Satisfatório) e freqüentar, pelo menos, 75% das atividades. Se não atender a um
desses requisitos, o crédito [disciplina] deverá ser cursado novamente” (PONTIFÍCIA
UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS, 2004).
As Práticas de Formação podem ser desenvolvidas das mais diversas
maneiras, podendo ter “a forma de cursos de curta duração, oficinas de trabalho,
conferências, palestras, seminários, campeonatos, festivais, visitas científicas,
viagens, retiros espirituais, culturais, atividades desportivas, teatrais, musicais,
plásticas, estágios extra-curriculares” (PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE
CAMPINAS, 2004).

3 O PROJETO – RECURSOS INFORMACIONAIS EM CIÊNCIAS DA SAÚDE –
RICS

Diante do crescente aumento da produção científica, é fundamental, para os
indivíduos envolvidos em ambientes acadêmicos e/ou inseridos no mercado de
trabalho, o domínio dos recursos informacionais e das técnicas de pesquisa da
informação em qualquer suporte.
Assim, voltando-nos para a capacitação de discentes interessados em
aprofundar seus conhecimentos em relação às fontes de informação em meio digital,
apresentamos a proposta do projeto de Práticas de Formação intitulado “Recursos
Informacionais em Ciências da Saúde-RICS” com o escopo de enfatizar a
importância dos sistemas de informação no contexto do ensino, pesquisa e
extensão.
A justificativa da apresentação do projeto está no fato do mesmo permitir aos
alunos de graduação, interessados nos processos de pesquisa, identificação de
fontes

de

informação

e

obtenção

de

documentos,

a

possibilidade

de

compreenderem, através de atividades pedagógicas planejadas, como funcionam os
mecanismos dos diferentes sistemas de informação.
Desta forma, o projeto Recursos Informacionais em Ciências da Saúde,
apresentado à Pontifícia Universidade Católica de Campinas/PUCCAMP teve por
pretensão apresentar os recursos informacionais em Ciências da Saúde de modo a

�oferecer à comunidade discente dessa instituição de ensino a oportunidade de
entender

e

utilizar

os

diversos

mecanismos

de

informação

disponíveis,

gratuitamente, na Internet.
Para isso, ao longo das aulas, adotamos os princípios de flexibilidade,
interação, relação passado/presente e contextualização descritos por Souto (2004,
p. 22) - quando do relato

de uma experiência de Educação de Usuários em

ambiente universitário - como norteadores da forma de apresentação dos conteúdos
ministrados.
Nossos objetivos específicos foram:
-

Apresentar, conceitualmente, tipos de documentos, categorias das fontes de
informação (primárias, secundárias e terciárias);

-

Capacitar os alunos matriculados, nesta Prática de Formação, quanto ao uso
das bases de dados disponibilizadas, gratuitamente, pela BIREME (Centro
Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde);

-

Apresentar as características e finalidades dos serviços de Comutação
Bibliográfica (COMUT, SCAD E BL) e destacar a importância das redes de
informação (pessoais e institucionais) como fontes de informação;
-

Apresentar os catálogos online das 3 universidades estaduais paulistas

(USP, UNESP e UNICAMP), o CCN (Catálogo Coletivo Nacional de
Publicações Seriadas), o SeCS (Seriados em Ciências da Saúde/Coleções
da Rede BIREME) e a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações do IBICT
(Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia).
Vale destacar que ao longo do projeto ainda foram acrescentadas mais
algumas fontes a partir de demandas identificadas durante as aulas (Find Articles,
Pub Med, High Wire e Amedeo.com).
Foram oferecidas 60 vagas divididas em duas turmas independentes de no
máximo 30 alunos. A carga horária correspondeu a 17 horas-aula, sendo ministradas
de forma concentrada, em três dias de 4 h/a e um dia de 5 h/a, sendo escolhido o
sábado como o dia mais indicado. O projeto desenvolveu-se nos dias 22/03, 29/03,

�05/04 e 12/04 do ano de 2003. O espaço utilizado foi o Laboratório de Informática da
Faculdade de Biblioteconomia da PUCCAMP.
O conteúdo foi organizado segundo a estrutura que se segue:
MÓDULO

Módulo 1

CONTEÚDO

Tipos

de

METODOLOGIA

documentos, Exposição oral e uso de

categorias das fontes de recursos
informação

tecnológicos

(primárias, (Datashow

ou

secundárias e terciárias) e multimídia
serviços

de

canhão
para

Comutação apresentação

em

Power

Bibliográfica.

Acesso

ao Point ; ou retroprojetor) e

Amedeo.com

(destacando acesso prático através de

acesso a periódicos, livros e microcomputadores
SDI),

e

introdução

com

à acesso à Internet.

BIREME, Find Articles

e

Scielo.
Módulo 2

Bases de dados, gratuitas, Exposição oral e acesso
disponibilizadas

pela prático

através

de

BIREME,

Find microcomputadores

com

Scielo,

Articles, e introdução à Pub acesso à Internet.
Med e High Wire.
Módulo 3

Catálogos

online

universidades

das

3 Exposição oral e acesso

estaduais prático

através

de

paulistas, CCN, SeCS, High microcomputadores

com

Wire, Pub Med e a Biblioteca acesso à Internet.
Digital

de

Teses

e

Dissertações (IBICT).
Módulo 4

Redes

de

informação Exposição oral e acesso

(pessoais e institucionais – prático

através

de

listas de discussão, eventos, microcomputadores

com

diretórios),

como

por acesso à Internet.

exemplo: Medsaúde, Saúde
Total,

Instituto

EduMed,

Diretório de Grupos, Rede
SACI, Prossiga, RAEM.

�Não houve nenhum pré-requisito para inscrição na disciplina, pois, entendeuse que os alunos já dominavam os conceitos básicos de Informática. Inicialmente,
almejou-se como público alvo alunos dos cursos de Ciência da Informação,
Informática e outros que utilizassem a informação da saúde para estudo e prática.
Por ser uma disciplina integrante de um projeto maior (Práticas de Formação)
que objetivava complementar as atividades formais de ensino, escolheu-se como
forma de avaliação diária da disciplina, na busca do desenvolvimento do
pensamento crítico, a técnica conhecida por KWL – conhecer, querer, aprender –
(LUCENA; FUKS, 2000, p. 79), na qual os alunos são questionados tendo por base
o conteúdo ministrado, como por exemplo: O que você conhecia previamente sobre
o assunto? O que você quer que ainda seja abordado? O que você aprendeu com a
aula?
Consideramos que a partir da inversão das perguntas é possível identificar o
ponto inicial em que o aluno se encontrava em relação ao assunto, o ponto em que
ele chegou e o que não atendeu suas expectativas.

Informação
não
abordada/assimilada

Querer (W)

Aprender (L)
Informação assimilada

Conhecimento prévio
Figura 1 – Níveis de avaliação do conteúdo ministrado

Conhecer (K)

�Utilizamos, ainda, um instrumento de avaliação geral da disciplina, aplicado
no último dia de aula, objetivando ter uma visão geral da aceitação do conteúdo e do
impacto causado, composto por 5 questões voltadas para o conteúdo da Prática de
Formação, 1 questão relacionada ao material didático e 1 relacionada ao
desempenho do professor. Os alunos assinaram um documento autorizando a
análise das avaliações e a divulgação dos resultados.

ANÁLISE

Das duas turmas oferecidas (60 vagas), somente uma foi autorizada a iniciar
com os 27 alunos matriculados, pois a outra turma não atingiu o número mínimo de
alunos (20). O perfil da turma foi composto por 10 indivíduos do sexo masculino e 17
do sexo feminino. Dos 27 alunos matriculados, 23 concluíram a disciplina.
Os alunos foram originários das mais diversas áreas, inclusive de algumas
não diretamente ligadas à saúde: Medicina (3), Nutrição (2), Fonoaudiologia (2),
Fisioterapia (3), Ciência da Informação (2), Enfermagem (5), Psicologia (1), Ciências
Farmacêuticas (2), Pedagogia (2), História (1), Ciências Econômicas (1), Educação
Física (1), Ciências Biológicas (1), Odontologia (1).
Como nossa intenção consiste apenas em apresentar a visão do aluno em
relação ao conteúdo da Prática de Formação “Recursos Informacionais em Ciências
da Saúde”, não se constituindo em uma pesquisa quantitativa, apresentamos a
seguir a análise das avaliações diárias relatando alguns comentários e pontos
interessantes que se destacaram por repetição (freqüência) ou por relevância. É
válido relembrar que nas avaliações diárias os alunos responderam às seguintes
perguntas: O que você conhecia previamente sobre o assunto (1) ? O que você
aprendeu com a aula (2) ? O que você quer que ainda seja abordado (3)?

�Avaliação - Módulo 1

Questão 1
* Alguns alunos apesar de
conhecerem a BIREME
achavam que o acesso
era pago;
*
Scielo não era
totalmente desconhecido,
sendo que alguns alunos
já utilizavam seus textos;
* A maioria dos alunos
relatou que só fazia uso
de mecanismos de busca
da Internet;
* A maioria dos alunos
também
relatou
não
conhecer nenhum site
específico para pesquisa
na área da saúde.

Questão 2
* Uma constante em
relação a esta pergunta
em todos os módulos foi a
resposta
“tudo”
pela
maioria significativa dos
alunos, o que mostra um
profundo
desconhecimento
dos
recursos
informacionais
na
área
da
saúde
disponibilizados
gratuitamente na Internet;

Questão 3
* Diante do fato se ser
uma classe interdisciplinar
houve
uma
grande
solicitação de indicação
de
recursos
informacionais por áreas
específicas;

* Embora conteúdo do
módulo 4, neste módulo
apareceram solicitações
sobre
redes
de
informação
pessoais
listas
de
* Alguns comentários (chats,
destacaram a importância discussão);
de se aprender sobre os
recursos do Amedeo.com * Os alunos da área da
também
(acesso aos documentos saúde
interesse
e
SDI),
do
IBICT manifestaram
(Comutação)
e
de em recursos direcionados
seus
cursos
pesquisas em bases de para
dados
(muitos específicos.
desconheciam o recurso).

Avaliação - Módulo 2
Questão 1
* BIREME e Scielo já
eram de conhecimento de
muitos alunos apesar dos
mesmos, de forma geral,
não saberem utilizar seus
recursos.

Questão 2
*
Como já dito, uma
constante em relação a
esta pergunta em todos
os módulos foi a resposta
“tudo”
pela
maioria
significativa dos alunos,
destacando
o
desconhecimento do Find
Articles, da possibilidade
de pesquisa por campos
(autor, título, assunto) e
das opções de pesquisa
na BIREME.

Questão 3
*
Destacou-se
a
solicitação
por
informações
sobre
periódicos
eletrônicos
com
texto
completo,
disponibilizados
gratuitamente
e
chats/listas de discussão
científicos.

�Avaliação - Módulo 3
Questão 1
*
Uma
quantidade
significativa dos alunos
relatou o conhecimento
dos
sites
das
Universidades Estaduais
Paulistas, mas também
destacou
que
não
conhecia a possibilidade
de pesquisar os catálogos
das bibliotecas;

Questão 2
*
Como já dito, uma
constante em relação a
esta pergunta em todos
os módulos foi a resposta
“tudo”
pela
maioria
significativa dos alunos,
destacando neste módulo,
desconhecimento
dos
catálogos eletrônicos da
USP (Dedalus) e da
UNESP (Athena), e ainda
*
Dos
catálogos das bases de dados High
eletrônicos apresentados, Wire e Pub Med.
somente o do Sistema de
Bibliotecas da Unicamp
(Acervus) foi mencionado
como já conhecido (o que
é natural pela proximidade
da Universidade).

Questão 3
* Uma surpresa foi o
aparecimento
da
solicitação de orientações
sobre
pesquisas
no
catálogo da PUCCAMP,
uma vez que os alunos
eram vinculados a esta
instituição;
* Novamente apareceram
solicitações de redes de
informação
pessoais
(chats,
listas
de
discussão);

Avaliação - Módulo 4
Questão 1
* Os alunos relataram o
conhecimento sobre listas
e grupos de discussão
gerais,
mas
desconheciam
os/as
recursos/opções
apresentados (as);

Questão 2
* Como já dito, uma
constante em relação a
esta pergunta em todos
os módulos foi a resposta
“tudo”
pela
maioria
significativa dos alunos, o
que
neste
módulo
também se fez notado.
* A rede SACI também foi Contudo,
os
alunos
destacada por alguns enfatizaram
o
alunos como um recurso desconhecimento
dos
já conhecido.
procedimentos de criação
de
listas/grupos
de
discussão,
e
desconhecimento
da
maioria das listas/grupos
de
discussão
apresentados e, ainda,
do Prossiga.

Questão 3
*
Neste
módulo
destacaram-se
solicitações
de
informações sobre SDI e
formas/recursos
de
acessar periódicos com
texto
completo
na
Internet.

�Apresentamos, a seguir, a avaliação geral da disciplina, com base nas cinco
primeiras perguntas:
1) Qual a importância desta Prática de Formação?
2) Os temas abordados foram relevantes? Justifique.
3) O que poderia ser feito para melhorar esta Prática de formação?
4) Você recomendaria esta Prática de Formação para algum colega? Por quê?
5) Você acha que esta Prática de Formação deveria fazer parte do quadro de
disciplinas dos cursos da área de Ciências da saúde? Justifique.

Avaliação geral

Questão 1
* Dentre os principais
comentários
sobre
a
importância desta Prática
de
Formação,
destacaram-se: difusão do
conhecimento; relação do
conteúdo com a área de
origem
do
aluno;
aprender a pesquisar;
auxílio nas atividades de
aprendizagem
e
posteriormente
profissionais; e acréscimo
de
conhecimento
(o
comentário
mais
enfatizado).

Questão 2
Esta questão atingiu uma
unanimidade positiva, não
tendo nenhum comentário
com destaque, já que as
justificativas eram muito
abstratas.

Questão 3
Como
sugestões
destacaram-se: uso de
mais computadores para
as
aulas
práticas;
possibilidade
de
impressão durante as
aulas;
diminuição
da
carga horária diária; uso
de
outros
recursos
tecnológicos além do
data-show;
especificar
que o conteúdo da
disciplina não aborda
procedimentos
laboratoriais;
e
um
comentário que causou
surpresa por aparecer nas
respostas a esta questão
foi oferecer disciplinas
desta natureza a outras
áreas,
cobrindo
os
assuntos dos diferentes
cursos, o que indica o
interesse dos alunos que
não eram da área da
saúde.

�Questão 4
* A unanimidade também
se fez presente nesta
questão. Todos os alunos
responderam
que
recomendariam
esta
Prática de Formação a
outros colegas. As razões
que mais se destacaram
foram: o conteúdo aborda
informações
que
os
colegas não possuem; o
conteúdo é fundamental
para calouros; os alunos
precisam de orientações
quanto aos recursos de
pesquisa; pela riqueza de
informações da disciplina;
por tratar-se de recursos
gratuitos passíveis de
serem utilizados fora da
Universidade.

Questão 5
* Esta questão mostrou
uma certa indefinição por
parte dos alunos, embora,
tenha predominado a
resposta positiva quanto à
integração da disciplina
como
uma
disciplina
formal da grade curricular,
sendo que 2 alunos
mantiveram-se neutros.
*
13
alunos
manifestaram-se a favor
da
integração
da
disciplina destacando- se
como seus comentários:
necessidade de conhecer
recursos confiáveis para
pesquisa na Internet; falta
de conhecimento destes
recursos e necessidade
de conhecê-los para uma
melhor
iniciação
à
pesquisa.
* 8 alunos manifestaramse contra a integração da
disciplina destacando-se
como seus comentários:
nem todos os alunos têm
interesse no aprendizado
de técnicas de pesquisa;
a grade curricular já está
carregada; muitos alunos
têm mais interesse em
aulas práticas sobre as
atividades do dia a dia; a
disciplina poderia ser
dada como uma palestra;
fazer essa prática é um
diferencial, pois os bons
alunos vão atrás do que
lhes interessa de forma a
melhor
aproveitar
as
oportunidades
que
a
instituição oferece.

�4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Se, portanto, considerarmos nosso papel como agentes
educacionais, ativamente envolvidos com a comunidade e o
ensino/aprendizado, veremos a real dimensão do momento atual e
da oportunidade que nos é apresentada (como profissionais e como
cidadãos). Não é tarefa fácil empreender tal jornada, principalmente
se observarmos nosso entorno, construído sobre uma cultura
refratária a mudanças.
A Information Literacy é a própria essência desta mudança. É uma
expressão realmente provocativa, difícil de ser definida, como uma
metáfora da própria vivência humana de aceitação de desafios e
revoluções silenciosas: a essência do aprendizado. É a oportunidade
que os bibliotecários têm de “fazer a diferença” na formação da
sociedade, trabalhando em parceria com outros profissionais,
realizando a difícil tarefa de transformar a visão da profissão e de
uma época. (DUDZIAK, 2002b, p. 13).

Ao ler o texto acima, escrito por Dudziak (2002b), percebemos a oportunidade
que atualmente têm os profissionais da informação, sobretudo os bibliotecários, de
delimitarem um novo espaço de atuação - espaço no qual seu papel como agentes
educacionais poderá ter um impacto significativo na formação dos indivíduos e na
transformação não apenas da sociedade, mas também da imagem que esta
sociedade tem da área da Ciência da Informação.
Se por um lado as tecnologias da informação/comunicação possibilitaram um
aumento das publicações científicas e demais possibilidades/meios de informação,
promovendo sua dispersão e a necessidade de identificação de fontes confiáveis de
informação, o domínio dos recursos desenvolvidos a partir destas mesmas
tecnologias pode ser a chave para que o bibliotecário consiga desenvolver
atividades que o aproxime ainda mais de sua comunidade acadêmica contribuindo
para o alcance do tão sonhado reconhecimento social. Esta aproximação pode ser
obtida a partir de projetos que ofereçam meios de se desenvolver a competência
informacional dos indivíduos que necessitam aprender meios que garantam sua
orientação e seu direcionamento dentro do ambiente da informação, esteja ela em
meio digital, ou registrada fisicamente.
Diante da emergência do tema – information literacy – e da carência
de base teórica sobre o mesmo no contexto brasileiro e, em face de
sua importância na atualidade para a capacidade de explorar os

�recursos de informação, tanto de forma individual quanto
coletivamente, é importante o entendimento de que as práticas, até
então recomendadas e tradicionalmente aceitas, acham-se
inadequadas em função do aumento exponencial de informação e da
generalização das redes eletrônicas. (BELLUZZO, 2004).

Por fim, temos a expectativa de que a apresentação desta experiência inicial
– a qual esperamos ser utilizada e melhorada com a contribuição dos profissionais
da área da Ciência da Informação – possa ser um “start” provocativo de mudanças
de posturas e atitudes dos profissionais bibliotecários mostrando-lhes a necessidade
e, sobretudo, possibilidade de ações pró-ativas voltadas para a ampliação da
competência informacional dos indivíduos não apenas da área das Ciências da
Saúde - mas de todas as áreas que carecem cada vez mais de informação no seu
dia

a

dia

acadêmico/profissional

-

de

modo

a

dominarem

os

recursos/conceitos/atitudes/habilidades que possibilitem a ampliação de sua
capacidade de aprender a aprender.
REFERÊNCIAS

BELLUZZO, R. C. B. Competência em informação: um diferencial na gestão de
pessoas. In.: SEMINÁRIO DE GESTÃO DO CONHECIMENTO EM EDUCAÇÃO E
TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO, 3., 2004, Campinas. (No prelo).
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∗

Bibliotecário de Referência da Diretoria de Serviços ao Público da Biblioteca Central/UNICAMP ;
Doutorando em Ciências da Comunicação-USP/ECA ; Mestre em Biblioteconomia e Ciência da
Informação-PUCCAMP
lfsouto@unicamp.br ; leofernandess@bol.com.br

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              <text>Relata a experiência de uma disciplina ministrada no projeto Práticas de Formação na PUCCAMP. As Práticas de Formação contribuem para a formação integral do ser humano, possibilitam a flexibilidade curricular, incentivam a autonomia intelectual e enfatizam o conhecimento transdisciplinar e interdisciplinar tendo, portanto, caráter desportivo, religioso, artístico, cultural, lingüístico ou técnico-científico. A disciplina Recursos Informacionais em Ciências da Saúde (RICS) foi ministrada no primeiro semestre de 2003, objetivando instruir os alunos quanto ao conhecimento e uso de recursos informacionais em Ciências da Saúde, disponíveis gratuitamente na Internet. A disciplina foi dividida em quatro módulos abordando os seguintes temas: comunicação científica, bases de dados, catálogos online, canais informais (listas de discussão, eventos). O público alvo era formado por todos os alunos dos cursos de graduação. Para avaliação da disciplina fez-se uso da técnica KWL e de um questionário aberto. Para finalizar, é válido destacar que no contexto universitário o bibliotecário pode desenvolver projetos semelhantes voltados para a inclusão digital, de modo a atuar na educação do usuário dentro de seu processo formal de aprendizagem, contribuindo assim para o desenvolvimento de sua competência informacional.</text>
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