<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="4917" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.libertar.org/items/show/4917?output=omeka-xml" accessDate="2026-05-07T19:19:38-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="3986">
      <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4917/SNBU2004_108.pdf</src>
      <authentication>39c97257bb017f62fd9c342e86993fc2</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="54168">
                  <text>ESTRATÉGIAS DE IMPLANTAÇÃO DA BIBLIOTECA DIGITAL DE TESES E
DISSERTAÇÕES NA UNIRIO
Márcia Valéria da Silva de Brito Costa∗
Isabel Arino Grau
Paulo Roberto Pereira dos Santos
Eugênio Leitão de Carvalho Decourt

RESUMO
Relata as ações e estratégias para criação da biblioteca digital de teses e
dissertações do Sistema de Bibliotecas da UNIRIO visando a integrar o atual
Sistema de Recuperação da Informação das Bibliotecas da Universidade ao
projeto da Biblioteca Digital de teses e dissertações - BDTD coordenado pelo
IBICT. Tornando disponível tanto o acesso da produção de conhecimento gerada
nos cursos de pós-graduação na UNIRIO, bem como as Teses e Dissertações dos
docentes e técnicos administrativos da universidade defendidas em outras
instituições. Para tanto, duas ações distintas foram necessárias: 1) atualização de
base de dados do acervo retrospectivo (migrando os dados referenciais do
software MicroIsis versão DOS 3.17 para o padrão Marc 21– recuperando tanto as
informações referenciais como o texto completo, num banco de dados usando o
software CARIBE para tratamento e exportação de dados), nesta estratégia foi
utilizado o Bibliodata da FGV como critico dos dados exportados assim como
arquivo de segurança das informações tratadas. 2) a implantação e o uso da
metodologia do IBICT (distribuída no pacote TEDE), nos programas de pósgraduação da Universidade no processo de elaboração e publicação das novas
T&amp;D eletrônicas. A metodologia desenvolvida possibilitou a integração dos
metadados do catálogo retrospectivo de T &amp;D, com os novos metadados gerados
no programa TEDE e desta forma oferecer o acesso através de uma única
ferramenta de busca.
PALAVRAS-CHAVE : Biblioteca Digital de Teses e Dissertações - BDTD, TEDE,
documentos eletrônicos.

1 TENDÊNCIAS DA COMUNIDADE CIENTÍFICA BRASILEIRA

O surgimento da Internet e das novas tecnologias de comunicação – TIC’S,
disponíveis na web, tem provocado profundas mudanças nos serviços de busca e
recuperação da informação, principalmente nas bibliotecas universitárias, no
mundo acadêmico e das publicações científicas.

�Neste contexto, surge a Biblioteca Digital Brasileira - BDB, coordenada
pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT). Seu
objetivo é contribuir para aumentar o acesso à produção científica e tecnológica,
favorecer o fluxo de informação oriunda do setor industrial e relevante para seu
desenvolvimento, assim como tornar de caráter público as manifestações
artísticas e culturais da sociedade brasileira. Nesse projeto, vários subprojetos
estão sendo desenvolvidos visando à criação de conteúdos em várias áreas do
conhecimento.
Como um dos subprodutos da BDB temos a Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações – BDTD. Esse projeto inclui novos procedimentos referentes à
construção, ao controle e à tramitação das T&amp;D dentro das instituições, e vem
sendo implantado pelo IBICT através de convênio1 em algumas Universidades
brasileiras que reúnem os pré-requisitos necessários para adotar o sistema.
Trata-se de uma proposta inovadora que possibilita não somente a
publicação de textos eletrônicos diretamente na rede, mas também o envio de
comentários e sugestões aos documentos eletrônicos disponíveis no repositório
virtual, diminuindo assim o custo de acesso e divulgação a esses documentos.
A biblioteca digital local de teses e dissertações funciona da mesma forma
que uma biblioteca digital de qualquer tipo de informação. É necessário combinar
um sistema de representação da informação altamente padronizado (os
metadados) com um sistema de armazenamento dos textos completos. Através
da web, os computadores se combinam no ato da pesquisa e fornecem ao
usuário uma resposta completa

1 O convênio inclui o fornecimento de programa (Sistema TEDE) e treinamento, ficando a
aquisição de equipamentos e manutenção da base de dados a cargo das Universidades com
compromisso de fornecer acesso na web 24h/7d.

�Base de arquivos
com o
conteúdo completo
dos trabalhos
Base de registros
bibliográficos
(metadados)

FIGURA 1 – Pesquisa numa Biblioteca Digital
Funcionamento de uma biblioteca digital:
a. O usuário faz a busca no sistema da biblioteca digital incluindo os parâmetros
desejados;
b. como resposta, retorna a referência do documento com o link da íntegra do
documento original em PDF.

Este trabalho identifica as principais questões que surgiram no momento de
implantação deste serviço na UNIRIO. Iniciamos com esclarecimentos básicos
sobre o tema e finalizamos com a política adotada para segurança dos dados.

2 ALGUMAS QUESTÕES SOBRE AS BIBLIOTECAS DIGITAIS
2.1 O QUE É A BIBLIOTECA DIGITAL DE TESES E DISSERTAÇÕES
NACIONAL – BDTD OU ELETRONIC THESES &amp; DISSERTATIONS - ETD ?

�É um portal de pesquisa na web que integrará todas as instituições de
ensino e pesquisa que possuam produção de Teses e Dissertações. Nesse portal,
o usuário terá acesso às informações referenciais e ao texto completo dos
documentos (T&amp;D) que possuam versão digitalizada. Este projeto é uma iniciativa
do IBICT no sentido de integrar, de forma nacional e internacional, os diversos
sistemas de informação de teses e dissertações existentes nas IES brasileiras. O
projeto de implantação de ETD’S deverá ser desenvolvido no âmbito de cada IES
com ampla participação da comunidade acadêmica (cursos de pós-graduação,
alunos, administração da universidade e biblioteca) visando à criação de um novo
serviço e produto da Universidade.

FIGURA 2 – Envolvimento da Universidade na implantação da ETD’S
Fonte: PAVANI, Ana. VII curso de dirigentes de projetos de bibliotecas digitais de teses e
dissertações. (CD-ROM)

Este novo produto e serviço será baseado no uso da tecnologia no sentido
de “proporcionar meios de tratar a informação desde sua criação (ou passagem
para o formato digital) até sua utilização pelo usuário final, contemplando todos os

�aspectos de armazenamento, distribuição, segurança, etc.”2 O produto final serão
arquivos de dados em pdf, html ou xml que conterão a íntegra das T&amp;D.

2.2 COMO FUNCIONA A BDTD?

Para que o portal nacional de acesso às T&amp;Ds funcione de forma integrada
é necessária a adoção de padrões de comunicação, tratamento e armazenamento
das informações. Para tanto, as IES terão que adotar: um padrão nacional de
metadados (MTD-BR), arquivos abertos do banco de dados que contenha os
registros (referenciais e texto completo das T&amp;D) que possibilitem a coleta de
dados, e infra-estrutura de informática para: 1) armazenar e acessar os
documentos eletrônicos; e 2) conexão permanente à internet para garantir o
acesso ao banco de dados e a coleta dos metadados que será realizada
periodicamente pelo IBICT.

2.3 O QUE SÃO METADADOS?

A expressão metadados surgiu no contexto de Identificação de Objetos
Digitais (DO’s) e são dados sobre dados ou informações sobre informações. Esta
designação surgiu na área de Tecnologia de Informação e Comunicação – TIC’S.
Os metadados são atributos de descrição dos DO’s que permitem que se
saiba o que são os objetos sem ter que os “abrir” (ler, visualizar, ouvir, processar,
simular, etc.). Portanto, são equivalentes aos atributos que descrevem as obras
em uma biblioteca, seja através de um catálogo de cartões (fichas) ou de um
catálogo automatizado. Os metadados estão, sempre, sob a forma digital.

2.4 O QUE SÃO ARQUIVOS ABERTOS E A OPEN ARCHIVES INITIATIVE?

2

PAVANI, Ana. VII curso de dirigentes de projetos de bibliotecas digitais de teses e dissertações.
(CD-ROM)

�A OAI é uma organização não-governamental cujo objetivo é resolver
problemas de interoperabilidade de bibliotecas digitais, de maneira simples e sem
custo, para permitir o acesso à informação, principalmente a de cunho acadêmico,
onde:
a) Open (abertos): significa abertura do ponto de vista da arquitetura do
sistema, ou seja, de como as máquinas se comunicam; não quer dizer uso
gratuito e indiscriminado (as máquinas podem se comunicar e chegar até
um conteúdo e constatar que ele tem um preço ou condição de uso); e,
b) Archives (arquivos): significa armazenamento de informação ou conteúdo
em um computador.

2.5 O QUE É PROTOCOLO DE COLHEITA DE METADADOS?

O Protocolo de Colheita de Metadados na Iniciativa de Arquivos Abertos
(OAI-PMH) apresenta um ambiente de interoperabilidade, independente dos
programas de computador usados, baseado na “colheita” (harvesting) ou coleta
de metadados. Onde:
a) P = Protocol = Protocolo = maneira convencionada de realizar uma tarefa
ou de relacionar entidades;
b) M = Metadata = Metadados = informação sobre a informação, em especial
no âmbito de DO’s;
c) H = Harvesting = Colheita = pode ser também recolhimento ou coleta ou
captura.
Assim, MPH é uma maneira convencionada de colher metadados entre
sistemas de forma automatizada3.
A coleta necessita de dois atores: provedores de dados (sistemas que
possibilitam a busca a seus dados através do Protocolo) e provedores de serviço
3

Se não fosse automatizada, seria inviável frente ao número de repositórios de informação que
existem na Internet e volumes de conteúdos que abrigam! PAVANI, idem

�(sistemas que recolhem os dados dos outros e constroem bases integradas com
maiores facilidades de acesso ao público, agregando valor ao processo). Alguns
sistemas podem ser provedores de serviço em uma situação, ou seja, coletam
dados de provedores de dados, e provedores de dados em outra situação, ou
seja, deixam que os dados por eles coletados e armazenados sejam coletados
por outros provedores de serviço. Isto é o que ocorrerá no processo de coleta do
IBICT nas IES no Brasil e da Virginia Tech nos EUA.

2.6 COMO ACESSAR?

O acesso ao serviço será feito de duas formas. A primeira pelo portal da
BDTB – Biblioteca Digital de Teses e Dissertações, que é hospedado pelo IBICT
http://www.ibict.br . E a segunda pela própria página do Sistema de Bibliotecas da
UNIRIO http://www.unirio.br. O acesso no site do IBICT apontará para os
computadores da universidade. Portanto, este é o motivo da manutenção, por
parte da UNIRIO, do acesso ao banco de dados 24h/7d (vinte e quatro horas por
dia, sete dias por semana).

3 AS VANTAGENS DE UMA BIBLIOTECA DIGITAL DE T&amp;D

Os benefícios de um Projeto de ETD – Teses e Dissertações Eletrônicas
poderão ser compartilhados em vários segmentos da comunidade acadêmica
local, assim como pela sociedade brasileira no todo. Visando a uma melhor
definição dos benefícios para cada segmento, dividimos em 4 as áreas de
beneficiários:
3.1 Universidade: o uso de teses e dissertações eletrônicas (T&amp;D) aumenta o
alcance dos resultados dos programas de pós-graduação; permite avaliar os
programas de pós-graduação pelo número de T&amp;D desenvolvidas e pelo número
de vezes em que estas são acessadas; aumenta o índice de citação; documenta,
em formato eletrônico, uma parte da história da universidade; apresenta uma

�forma alternativa de publicar o que já é publicado em papel; aumenta a
visibilidade da instituição.
3.2 Alunos e professores: reduz o custo e o tempo de pesquisa; facilita a revisão
bibliográfica; reduz o custo de produção da informação para os alunos, já que
permite diminuir o número de cópias fornecidas em papel.
3.3 Bibliotecas: permite acesso mais simples e rápido à informação ao concentrar
os conteúdos antes dispersos; reduz o espaço de armazenamento em relação
aos exemplares em papel; permite o compartilhamento da produção intelectual e
ajuda a coibir o plágio; cria a cultura das publicações digitais; permite que as
bibliotecas aperfeiçoem os serviços tradicionais de divulgação e estatística, entre
outros; oferece recursos para apoio a projetos de educação à distância; permite a
busca e o acesso de qualquer lugar e a qualquer momento; permite o acesso
simultâneo aos documentos; ajuda a preservar os originais.
3.4 Regionais e nacionais: aumenta a velocidade da circulação da informação;
serve de apoio à pesquisa no país; ajuda a mapear e difundir a produção
intelectual nacional e seus grupos de pesquisa; permite que as universidades
compartilhem conhecimento em bibliotecas digitais; a divulgação de T&amp;D de boa
qualidade fortalece os programas de pós-graduação, o corpo docente e as
universidades; permite que os resultados se tornem conhecidos nacional e
internacionalmente, fazendo com que os recursos públicos fornecidos à pósgraduação retornem ao público através de um maior acesso aos resultados das
pesquisas.

4 A BDTD NA UNIRIO
A Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) é uma
Fundação de Direito Público integrante do Sistema Federal de Ensino Superior.
Tendo iniciado seu programa de Pós-graduação em 1984 atualmente dispõe de
seis programas de ensino de pós-graduação: Enfermagem (mestrado), Memória
Social e Documento (mestrado), Teatro (mestrado e doutorado) e Música
(mestrado e doutorado). Esses em funcionamento com produção de T&amp;D. Dois
programas iniciando suas atividades: Educação (mestrado) e Neurologia

�(mestrado), com previsão de crescimento para mais dois novos programas de
mestrado em Direito e em Museologia e Patrimônio.
Atualmente a Biblioteca Central da UNIRIO, órgão responsável pelo
armazenamento e processamento das Teses e Dissertações, encontra-se em
fase de atualização de seu catálogo eletrônico desenvolvido inicialmente in house
(1997) em MicroIsis para uma versão no software CARIBE. Este programa, que
utiliza o padrão internacional de intercâmbio (MARC), é o atual gerenciador dos
serviços de acesso à informação das bibliotecas da UNIRIO.
O objetivo principal é criar uma biblioteca digital para disponibilizar, através
da web, os textos completos das T&amp;D produzidas nos programas de pósgraduação da Universidade. Para tanto, pretende-se adotar a metodologia do
IBICT no processo de elaboração e acompanhamento de Teses e Dissertações
Eletrônicas. Isto requer a criação de uma infra-estrutura para sustentar os novos
serviços de produção e acesso à informação digitalizada, otimizar o uso dos
recursos disponíveis de informação nas bibliotecas da instituição, e integrar o
portal nacional e internacional de T&amp;D com a produção acadêmica da UNIRIO,
tanto a digital quanto a retrospectiva.
O Sistema de Bibliotecas pretende também enviar os metadados para o
Bibliodata. Além de ser uma alternativa para a segurança dos dados, conforme
será explicado mais adiante, esta solução também funciona como excelente
sistema de crítica da catalogação, uma vez que a FGV só aceita os dados que
estiverem de acordo com o padrão bibliográfico estabelecido. Isto é possível
mesmo considerando que há dados no sistema TEDE que não estão presentes
no formato para este tipo de material desenvolvido pelo Bibliodata. Assim como
também existem dados no Bibliodata que não estão presentes no MTD-BR. Estes
dados são complementares e possibilitam agregar valor à pesquisa e à geração
de produtos e serviços. Por exemplo, no caso da autoria, o TEDE permite
informar nome, forma pela qual a pessoa quer ser citada, endereço eletrônico
(plataforma Lattes), CPF, afiliação (instituição, sigla, país, UF, CNPJ e endereço
eletrônico). Já sobre o contribuidor, designado no Bibliodata por orientador ou coorientador, pode-se informar nome, forma pela qual a pessoa quer ser citada,

�papel desempenhado no trabalho, endereço eletrônico (plataforma Lattes), CPF,
afiliação (instituição, sigla, país, UF, CNPJ e endereço eletrônico ). O TEDE
também permite a inclusão de informações sobre a agência de fomento do
trabalho, sobre bolsas, sobre direitos (condições de distribuição, reprodução e
utilização da T&amp;D), dados que não constam do Bibliodata.

4.1 AÇÕES PARA TRATAMENTO DO ACERVO
4.1.1 Retrospectivo
O quantitativo de T&amp;D referente ao acervo retrospectivo
stricto sensu

da produção

é da ordem de 1.100 documentos existentes nas Bibliotecas

Setoriais e Central do Sistema. Atualmente, o catálogo eletrônico dessa
documentação só permite acesso aos dados referenciais de forma simplificada,
sendo necessário a implementação de padrões internacionais de intercâmbio de
dados, assim como implantar o recurso do texto completo.
Esse novo formato possibilitará a complementação dos registros
cadastrados anteriormente de forma simplificada, transformando o catálogo de
obras retrospectivas (T&amp;D) em uma base de dados com todos os metadados
necessários para o intercâmbio bibliográfico e incluindo o texto completo. Esta
base de dados não terá a obrigatoriedade de adotar os open archives.
Esses documentos, que em sua maioria encontram-se processados
(registros referenciais), podem ser recuperados num catálogo eletrônico
conhecido como base TCC. Esse catálogo original foi convertido para uma versão
no formato internacional de intercâmbio bibliográfico (metadados) no padrão
MARC. Esta conversão nos obrigou a rever todo o processo de catalogação, que
ocorrerá de forma descentralizada e padronizada nas bibliotecas setoriais. Para
tanto, estamos realizando os seguintes ajustes:
a) corrigir registro a registro distribuindo as informações dos subcampos
(utilizados no programa anterior) nos novos parágrafos;

�b) completar os dados faltantes e digitar novos parágrafos (520, 650, 700,
710);
c) iniciar processo de captura dos textos completos digitalizados que já
possuam registro referencial na base de dados para implementar o
parágrafo 856;
d) criar projeto para digitalizar 800 T&amp;D produzidas no âmbito dos
programas de pós-graduação stricto sensu da UNIRIO (texto completo)
que só possuímos no formato papel;
e) criar projeto para digitalizar 300 dissertações e teses de docentes e
técnicos-administrativos

que

defenderam

suas

T&amp;D

em

outros

programas de pós-graduação e queiram disponibilizar seus trabalhos de
forma digital na rede da UNIRIO;
f) no âmbito do processamento técnico será necessário disponibilizar para
as bibliotecas setoriais o acesso às listas de autoridade e de assuntos
da F.G.V. para representar os assuntos de forma padronizada;
g) implantar rotinas de exportação de dados para o Departamento de
Processamento Documental da BC e posterior envio à F.G.V.

4.1.2 Digital
Com a adoção do Sistema TEDE para registrar as T&amp;D desenvolvidas em
meio digital será necessário desenvolver uma interface que combine os dois
sistemas, CARIBE e TEDE, para compatibilizar a consulta, que deverá ocorrer
nos dois sistemas sem que o usuário perceba. O Sistema TEDE trabalhará com
open archives, o que possibilitará o processo de harvesting.
Para implantação do Sistema TEDE nas universidades, o IBICT fornece um
pacote onde está incluída uma sugestão de metodologia para implantação. Esta
metodologia inclui: formação de equipes, implantação do projeto piloto,
implantação do sistema. Seguindo as recomendações, a instituição receptora
deverá criar dois grupos de trabalho:

�a) um Comitê Gestor - CG para a definição de estratégia de implantação
do pacote na universidade; e
b) uma equipe técnica que se responsabilizará pela operação do pacote e
treinamento local.
O comitê gestor tem como objetivo estratégico a difusão e o planejamento
do projeto e acompanhamento do seu desenvolvimento no âmbito da UNIRIO, e
deve contar com representantes da pós-graduação, bibliotecas, do CPD e demais
profissionais

envolvidos

diretamente

na

implementação

do

sistema

na

Universidade.
A equipe técnica irá implantar efetivamente o pacote da TEDE nos
programas de pós-graduação da universidade. Os membros da equipe técnica
deverão ser treinados no uso do pacote completo do Sistema TEDE (módulos
autor, pós-graduação, biblioteca, busca e administração) para auxiliar a
comunidade acadêmica no uso do sistema e para utilização no dia a dia da pósgraduação.
A produção digital das T&amp;D passa por um processo de publicação direta na
rede, em que o autor e a pós-graduação assumem papel central, ficando a
biblioteca com o papel de divulgação do trabalho. Este processo parece ser
irreversível, uma vez que estabelece novas formas de socialização da informação
e de relacionamento entre os atores envolvidos no processo. Outra nova função
das bibliotecas que exige uma participação em conjunto com a comunidade
universitária é a criação de uma política de segurança para a informação. Este
será o tema do próximo item do trabalho.

5 POLÍTICA DE SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
A Política de Segurança é um conjunto de ações que compõe o processo
de segurança da informação, quer esta se encontre no ambiente computacional,
quer no ambiente convencional. Ela deverá definir de forma bem clara, através de

�documentação legal, o papel e a responsabilidade de cada membro envolvido na
construção e no uso da BDTD local.
Esta política envolve aspectos humanos, organizacionais e técnicos. Em
relação aos dois primeiros, é fundamental que ela seja amplamente divulgada. Já
os aspectos técnicos, segundo Pavani, se dividem em:
a) Segurança física: engloba ações e produtos que protegem a integridade
física

dos

computadores

e

equipamentos

periféricos

(sinistros,

vandalismo, sabotagem etc.); e
b) Segurança lógica: engloba ações e produtos que protegem as
informações contra atos executados (através de computadores e/ou
redes) diretamente sobre a informação digital. Neste item podemos incluir
normas para backups, controle de acesso e atualização tecnológica.
Questões de segurança também precisam ser previstas para aplicação de
elementos nos próprios documentos. Isto pode ser feito no momento da geração
da T&amp;D, utilizando-se desde os métodos mais simples, como a inclusão de marca
d’ água (visível ou não), até os mais complexos, como a variação de pixels. Podese também adotar medidas de segurança que atuam quando o documento é
distribuído, como a criptografia. Estas questões estão sendo discutidas no âmbito
da comunidade acadêmica.
No que diz respeito às rotinas das bibliotecas, a definição de uma política
de segurança da informação precisa ser pensada em função da estrutura da
biblioteca digital. A existência de uma base de dados com metadados e de outra
com os textos completos possibilita uma enorme variedade de alternativas.
Garantir a integridade do texto completo e o acesso às informações bibliográficas,
levando em consideração a atualização da tecnologia e as medidas preventivas
contra ataques de vírus e hackers, é prioritário para garantir a longevidade do
serviço e sua credibilidade.
No caso do Sistema de Bibliotecas da UNIRIO, a política de segurança das
informações tratadas (dados bibliográficos ou metadados) foi definida no

�momento em que se optou pelo trabalho cooperativo da Rede Bibliodata, em
1987. No inicio, apenas o formato em papel era visível na forma de fichas, porém
o backup digital era mantido nos computadores da FGV em um formato que
garantiria o uso dos dados no futuro.
Essa opção mostrou-se acertada no momento em que surgiram os
primeiros programas gerenciadores de serviços de bibliotecas, entre eles o
MicroIsis. O uso dos registros armazenados na FGV possibilitou a criação dos
catálogos individuais de várias bibliotecas. Foram estes dados que, dez anos
após o inicio dos serviços de informatização, foram convertidos para o atual
programa gerenciador dos serviços das bibliotecas da UNIRIO. O uso dos dados
do Bibliodata no sistema CARIBE possibilitou a criação e manutenção de nossos
catálogos informatizados, tanto o local quanto o disponível via web.
A política de utilizar mais de um repositório de dados na web é confiável e
recomendada por especialistas. Em todos os aspectos do armazenamento dos
dados processados pelas bibliotecas da universidade, esta política tem se
mostrado acertada. Porém, essa opção não invalida nenhuma solução de
backups na própria instituição. Neste sentido, optamos por criar um mecanismo
que possibilite, após criar e publicar4 as T&amp;D no sistema TEDE, migrar os dados
para o programa CARIBE, complementá-los no padrão de catalogação adotado
no Sistema de Bibliotecas da UNIRIO e enviá-los para o Bibliodata.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
À medida em que o Comitê Gestor for dando prosseguimento a suas
atividades, os caminhos da BDTD na UNIRIO serão consolidados de acordo com
os recursos oferecidos pela universidade e a metodologia sugerida pelo IBICT.
Mas já foi possível determinar que é fundamental a conscientização e a
cooperação entre os setores responsáveis, assim como os esforços prévios de
padronização de entrada de dados do Sistema de Bibliotecas e de determinação
4

A publicação no sistema TEDE implica na disponibilização dos dados para o processo de
havesting por parte do IBICT.

�de uma política de segurança de dados envolvendo as três instâncias. Também
podemos afirmar, a partir de nossa experiência inicial e do andamento dos
trabalhos em outras instituições, que a BDTD é um sistema importante e válido e
que certamente cumprirá o que se propõe, já que a integração entre sistemas de
informação aumenta exponencialmente o acesso à produção científica mundial
com reflexos imediatos no aumento da qualidade da produção acadêmica
nacional e o conseqüente desenvolvimento do país.
REFERÊNCIAS
Instituto Brasileiro de Informação Científica e Tecnológica - IBICT. Projeto
Biblioteca Digital brasileira. Apresentação BDB. Disponível em &lt;
http://www.ibict.br/secao.php?cat=BDB&gt; acesso em: abril 2004.
KRZYZANOWSKI, Rosaly Fávero. Ações para a construção de uma Biblioteca
Virtual : relato de experiência do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP.
(Versão adaptada de trabalho em publicação na Ciência da Informação, v. 26, n.
1, 1997.)
MARCONDES, Carlos Henrique e SAYAO, Luís Fernando. Integração e
interoperabilidade no acesso a recursos informacionais eletrônicos em C&amp;T: a
proposta da Biblioteca Digital Brasileira. Ci. Inf. [online]. set./dez. 2001, vol.30,
no.3 [citado 14 Julho 2004], p.24-33. Disponível na World Wide Web:
&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S010019652001000300004&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&gt;. ISSN 0100-1965.
_______________.Publicações eletrônicas e as mudanças na comunicação
acadêmica. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA,
DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 20., 2002. Fortaleza. Anais...
Fortaleza : UFC, 2002. (1 CD- Rom).
PAVANI, Ana. VII curso de dirigentes de projetos de bibliotecas digitais de teses e
dissertações. Rio de Janeiro, UNESCO/FBN/CRB7. 2003 (1CD-ROM).
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Sistema de
Bibliotecas. Instruções para preenchimento da planilha MARC/CARIBE/TCC. Rio
de Janeiro, 2003.

�∗

Bibliotecária, Chefe da Biblioteca Setorial do Centro de Ciências Humanas e Sociais da
UNIRIOmarciavc@unirio.br
Bibliotecária, Chefe da Biblioteca Setorial do Centro de Letras e Artes da UNIRIO
isagrau@unirio.br
Diretor do Centro de Processamento de Dados da UNIRIOprpsantos@unirio.br
Professor Adjunto do Departamento
UNIRIOedecourt@click21.com.br

de

Tecnologias

da

Informação

da

EB

da

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="46">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51369">
                <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51370">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51371">
                <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51372">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51373">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51374">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51375">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51376">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51377">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="54142">
              <text>Estratégias de implantação da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações na UNIRIO.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="54143">
              <text>Costa, Márcia Valéria da Silva de Brito; Grau, Isabel Arino; Santos, Paulo Roberto Pereira dos; Decourt, Eugênio Leitão de Carvalho </text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="54144">
              <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="54145">
              <text>UFRN</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="54146">
              <text>2004</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="54148">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="54149">
              <text>Relata as ações e estratégias para criação da biblioteca digital de teses e dissertações do Sistema de Bibliotecas da UNIRIO visando a integrar o atual Sistema de Recuperação da Informação das Bibliotecas da Universidade ao projeto da Biblioteca Digital de teses e dissertações - BDTD coordenado pelo IBICT. Tornando disponível tanto o acesso da produção de conhecimento gerada nos cursos de pós-graduação na UNIRIO, bem como as Teses e Dissertações dos docentes e técnicos administrativos da universidade defendidas em outras instituições. Para tanto, duas ações distintas foram necessárias: 1) atualização de base de dados do acervo retrospectivo (migrando os dados referenciais do software MicroIsis versão DOS 3.17 para o padrão Marc 21– recuperando tanto as informações referenciais como o texto completo, num banco de dados usando o oftware CARIBE para tratamento e exportação de dados), nesta estratégia foi utilizado o Bibliodata da FGV como critico dos dados exportados assim como arquivo de segurança das informações tratadas. 2) a implantação e o uso da metodologia do IBICT (distribuída no pacote TEDE), nos programas de pós-graduação da Universidade no processo de elaboração e publicação das novas T&amp;D eletrônicas. A metodologia desenvolvida possibilitou a integração dos metadados do catálogo retrospectivo de T &amp;D, com os novos metadados gerados no programa TEDE e desta forma oferecer o acesso através de uma única ferramenta de busca.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="68421">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
